quarta-feira, 20 de março de 2013
Crítica - Linha de ação
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Causos de cinema - Noite de Oscar
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Crítica - 72 horas
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| Momento ternura: em 72 horas, o marido devotado faz de tudo para liberta a esposa que julga vítima de injustiça |
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
TOP 10
terça-feira, 25 de maio de 2010
Crítica - Robin Hood
É inegável que Ridley Scott sabe fazer épicos. Assim como é inegável que ele gosta de fazê-los. Robin Hood (EUA 2010) foi uma produção conturbada desde o princípio. Troca de elenco, contestação do protagonista (Russel Crowe) - que seria velho demais para o personagem -, mudança de roteiro, de roteiristas e de argumento (o filme a princípio chamar-se-ia Nottinghan e Robin Hood e o xerife da cidade seriam a mesma pessoa).
Enfim, foram muitos os percalços superados por Scott para que lançasse seu filme na abertura do festival de Cannes deste ano. A recepção, porém, não foi boa. Os críticos presentes no festival pesaram a mão com Scott e seu filme, mas não foram faltosos com a verdade.
Robin Hood traz consigo as chagas de uma produção marcada por desvios e também a sombra do grande épico da atualidade, que calha de ter sido feito pela dupla Scott & Crowe. É bem verdade que a história deste Robin Hood pouco lembra a de Gladiador (2000), mas há a incessante busca do diretor pelo paralelo. Seja pelo uso da incessante trilha sonora que em muito faz lembrar a do filme de 2000, seja por tentar fazer o embate entre Godfrey (um ótimo Mark Strong) e Robin Hood (Russel Crowe) pessoal, ou por um conjunto de cenas que remetem diretamente ao filme vencedor de seis Oscars. Russel Crowe, ótimo ator que é, consegue distanciar-se da figura de Maximus (seu personagem em Gladiador), mas até nisso a memória daquele filme prejudica-o em sua nova composição; tendo em vista que a platéia irá, de uma forma ou de outra, forçar a comparação. Robin Hood, impreterivelmente sairá perdendo.
Preparar, apontar e...: uma das poucas vezes que Robin usa seu arcoO filme funciona maravilhosamente como entretenimento, é bom que se diga. Mas há de se questionar o esforço de Scott em fazer um filme sobre Robin Hood tão deslocado da leitura que se tem do anti-herói. Muda-se a história da Inglaterra, muda-se o perfil de Robin Hood, muda-se o contexto em que atuava e, por tabela, muda-se um pouco de suas motivações. Aproxima-se Robin Hood de um cavaleiro ou soldado, como se isso fosse necessário para legitimá-lo. Quisesse Scott fazer um épico enquadrado dessa maneira, era melhor que partisse de uma história original como fizera em Gladiador. A originalidade de Robin Hood soa falsa e ajuda a entender a resistência para com o filme. É preciso admitir também o tom pretensioso da fita. Em momento algum Robin Hood, que passa a maior parte do filme atendendo pelo nome de Robert Loxley, remete a figura clássica do personagem. Essa dicotomia também prejudica o filme. Scott, embora faça seu protagonista empunhar o arco e flecha e matar seu principal oponente com ele, tem dificuldades em convencer sua audiência de que aquele cara é Robin Hood. Ele parece mais William Wallace e, inevitavelmente, Maximus do que Robin Hood. E não importa o que se diga, esse vai ser o carma definitivo deste filme.
sábado, 22 de maio de 2010
Os 25 melhores filmes da década: Apêndice - parte 2
Russel Crowe
(Gladiador e Uma mente brilhante)

(O segredo de Brokeback Mountain, Não estou lá e Batman – o cavaleiro das trevas)
Clint Eastwood
(Gran Torino e Menina de ouro)



(Jogos do poder e Closer – perto demais)







Os eleitos:(clique no nome do filme para ler a página sobre ele)
25 - Gladiador, de Ridley Scott (EUA, 2000)
24 - Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil, 2002)
23 - Fale com ela, de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002)
22- Os infiltrados, de Martin Scorsese (EUA, 2006)
21 - Moulin Rouge - amor em vermelho, de Baz Lhurman (EUA, 2001)
20 - Colateral, de Michael Mann (EUA, 2004)
19 - A vida dos outros, de Florian Von Donnersmarck (Alemanha, 2006)
18 - Medo da verdade, de Ben Affleck (EUA, 2007)
17 - Onde os fracos não têm vez, dos irmãos Coen (EUA, 2007)
16 - Jogos do poder, de Mike Nichols (EUA, 2007)
15 - Do que as mulheres gostam, de Nancy Meyers (EUA, 2000)
14 - Uma mente brilhante, de Ron Howard (EUA, 2001)
13 - Marcas da violência, de David Cronenberg (EUA, 2005)
12 -A promessa, de Sean Penn (EUA, 2001)
11- O pianista, de Roman Polanski (França, 2002)
10 - Munique, de Steven Spielberg (EUA, 2005)
9 - Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino (EUA/França 2009)
8 - Gran torino, de Clint Eastwood (EUA, 2008)
7 -Não estou lá, de Todd Haynes (EUA, 2007)
6 - Sobre meninos e lobos, de Clint Eastwood (EUA, 2003)
5 - O segredo de brokeback mountain, de Ang Lee (EUA, 2005)
4 - Match point - ponto final, de Woody Allen (EUA, 2005)
3 - Batman - o cavaleiro das trevas, de Christopher Nolan (EUA, 2008)
2 - Menina de ouro, de Clint Eastwood (EUA, 2004)

quinta-feira, 13 de maio de 2010
Movies great Partnerships - Ridley Scott & Russel Crowe

Existem momentos no cinema que são únicos e definidores. Gladiador, por uma série de fatores, foi um destes momentos. A fita de 2000, vencedora de seis Oscars, resgatou o valor artístico e o interesse do público pelos filmes épicos. Projetou um dos últimos super astros a surgir em Hollywood, Russel Crowe, e devolveu a Ridley Scott a grandeza que lhe fugira durante os anos 90.
Gladiador marca, também, o começo da parceria entre Russel Crowe e Ridley Scott. O período de seis anos entre Gladiador e a segunda colaboração entre os dois serviu para dar perspectiva aos envolvidos e direcionar os rumos da parceria. “Russel é um ator fácil de trabalhar. Ele é esforçado e é um jogador de time. Não tem ataques de estrelismo”, disse certa vez o diretor inglês ignorando que Crowe já foi até mesmo detido por ter jogado um telefone em um funcionário de hotel. “É mais fácil fazer um filme quando ator e diretor já se conhecem de outros carnavais”, afirmou Crowe nas entrevistas promocionais de Rede de mentiras, último filme da parceria antes de Robin Hood. Scott recusa o rótulo de que Crowe seja seu ator fetiche. Para o diretor, todos os personagens que Crowe viveu em seus filmes não poderiam ser vividos por outros atores. “Crowe é um ator completo e cheio de recursos, por que não iria escalá-lo?”, brincou na ocasião do lançamento de O gangster em 2007.
Nos sets de O gangster: "É mais fácil quando já nos conheçemos de outros carnavais"
Mais um filme para a conta: Da Roma antiga ao Iraque, Scott leva Crowe com elePerto de parcerias como Scorsese & De Niro e Fellini & Mastroianni, o legado da dupla Scott & Crowe pode não ser dos mais vistosos, mas a química é visível. Seus filmes sempre atraem grande público, geralmente são sucesso de critica e eles não parecem se importar muito com a repercussão da parceria. Querem fazer filmes juntos porque um aprecia a companhia e o trabalho do outro. No fundo, esse é o mais sólido indicativo de uma parceria de sucesso.
Aqui você faz assim ó: Ridley Scott gesticula para Cate Blanchet e Russel Crowe nos sets do aguardado Robin hood
O maior épico do novo milênio ainda é o melhor trabalho da dupla. Gladiador estabeleceu Russel Crowe como nome quente em Hollywood e devolveu o prestigio ao diretor de Alien e Blade Runner.



Depois de muitos problemas na produção, Scott bancou Russel Crowe como o protagonista de Robin Hood. O filme foi recebido com frieza e reservas no festival de Cannes. A estréia mundial ocorre amanhã. quinta-feira, 15 de abril de 2010
Cenas de Cinema
História sem fim
Da série histórias de amor que nunca têm fim, vem o novo capítulo da novela protagonizada por Jude Law e Sienna Miller. Depois de estarem noivos e morando juntos, Law e Sienna se separaram devido a traição do ator com a babá do casal. No caso, a babá não era bem do casal, já que ela cuidava das filhas do ator de um primeiro casamento. Voltaram. Separaram-se uma segunda vez. Ficaram. Conversaram. Negaram. Agora, Sienna está sendo vista com a mesma aliança que usava na época do noivado em 2004. O que isso quer dizer? Voltaram de vez? Estão noivos novamente? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
O drama de Phillip Morris
I love you Philip Morris, comédia independente estrelada por Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro, está há dois anos pronto. Participou, inclusive, do festival de Cannes e da Mostra de cinema de São Paulo de 2008. Contudo, o filme sofre para conseguir distribuição. Analistas atribuem a dificuldade de colocar o filme nas salas ao fato de ser uma “comédia gay” (!?), mas outros filmes mais “gays”, por assim dizer, conseguiram distribuição tranquilamente. De qualquer maneira, depois de ter sua estréia adiada, pela terceira vez, nos EUA - indefinidamente ao que tudo indica - o filme ganhou um mal ajambrado título nacional. O golpista do ano. Esse título não diz absolutamente nada, mas nada mesmo sobre o filme que conta a história de um homem que se viu mais feliz ao assumir sua homossexualidade. Mas que se viu na contingência de ser impostor, já que se descobriu um homossexual de hábitos caros.
Rodrigo Santoro e Jim Carrey em cena de O golpista do ano: Mesmo estrelado por jim Carrey, ninguém acredita que o filme seja "vendável"
stava lá!Parece até mesmo pegadinha, mas até segunda-feira, dia 12 de abril, Russel Crowe, o astro de Gladiador, Uma mente brilhante, O gangster, entre outros filmes, ainda não tinha uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Uma das maiores instituições da Meca do cinema. Agora sim, Crowe pode se autoproclamar imortal. Tem um Oscar, uma estrela na calçada da fama e um affair histórico (no caso, aquele com a atriz Meg Ryan).
Russel Crowe imortalizado: Você acha que esse sorriso aí é real ou fake?Por força de um contrato firmado com o canal Plus francês, a organização do 63º festival de Cannes recebeu fortes críticas de agências de notícias, entre elas a Associated press, France Press e Reuters, que se queixaram das dificuldades impostas para a cobertura midiática do festival. Houve inclusive ameaça de boicote. Ainda não se sabe como essa rusga entre a organização do festival e as agências afetará o desenvolvimento do festival e a cobertura do mesmo na imprensa internacional. Fato é que sem elas, Cannes perde muito de sua repercussão mundial. Saiba mais sobre o festival de Cannes no post abaixo.
Teu sobrenome é angústia
Que Robert Pattinson está fadado a viver personagens angustiados pelos próximos 5 anos, todo mundo sabe. Mas o que se viu nessa semana foi a tentativa de capitalizar uma produção em cima dessa imposição industrial de Hollywood para com o ator. O roteiro de Havier than Heaven, sobre a vida do vocalista do nirvana Kurt Cobain, circula há pelo menos três anos por Hollywood sem encontrar abrigo em nenhum estúdio. O tablóide The Sun divulgou essa semana que Robert Pattinson estaria cotado para viver Cobain no bendito filme que, finalmente, sairia do papel. O boato inundou a internet e virou trending topic no twitter. Tudo não passou de uma arriscada jogada de um produtor tentando evidenciar o projeto e valorizar o roteiro de seu filme. Com sorte, quem sabe, beliscar Pattinson, o senhor angústia, como protagonista. Ao que tudo indica, seu tiro saiu mesmo pela culatra.
Kurt e Robert: Maybe in a next life...Nem Neymar, nem Ganso...
O novo discípulo de Dunga é o astro americano Matthew McConaughey. Casado com a modelo brasileira Camile Alves, e pai de dois filhos com ela, o ator foi fotografado hoje de manhã usando uma camisa customizada da seleção brasileira.
McConaughey em clima de copa: só a seleção do Dunga para fazâ-lo colocar uma camisa...
sexta-feira, 5 de março de 2010
Cantinho do DVD

De vez em quando aparece aquele filme que impressiona pela quantidade de superlativos que apresenta. Intrigas de estado ( State of play, EUA/ ING 2009) é dessa fina estirpe. O filme adaptado de uma série de tv britânica e dirigida pelo escocês Kevin McDonald, que já havia causado boa impressão com O último rei da Escócia, é um agrado ao intelecto e uma homenagem ao cinema como fluxo de boas idéias.
Intriga de estado é também um libelo ao bom jornalismo. O filme defende ainda uma posição arisca sobre a função social do jornalismo elevando o nível do debate que se dá em fóruns diversos do lado de cá das telas. McDonald constrói muito bem a tensão e a trama (intrincada e cheia de complexidades) se desvela com uma simplicidade e ritmo atrozes. Para tanto, o diretor se agarra a alguns clichês que cercam a caracterização de jornalistas nas telas, mas só para questioná-los mais adiante. O filme é bem talhado em todas as suas frentes. Seja nos dramas pessoais que se desenvolvem paralelamente e irradiam a trama central, seja no comentário que surge da história contada ou por fim na razão de ser da fita; produzir um eloquente retrato das relações subterrâneas entre o poder e tudo aquilo que o cerca, tendo como principal elemento a mídia.
Na fita, Russel Crowe, em performance espetacular, vive Carl Yetzin, jornalista experiente que resiste ás mudanças que a tecnologia impõe sobre as redações. Carl se depara com um caso que remete a um congressista, com quem tivera fortes laços de amizade anteriormente, que preside uma importante comissão sobre um caso bilionário. Carl se junta a uma repórter novata (Rachel McAdams) para cobrir a história. Assassinato, politicagem, traições, renúncias e uma boa história. Tudo isso compõe a rotina de Intrigas de estado, um filme que põe o dedo na ferida de maneira singular e inteligente.
Com um roteiro cativante, atuações não menos inspiradas de Ben Affleck, Jason Bateman, Helen Mirren e Jeff Daniels e uma avaliação clara do tema abordado, Intrigas de Estado entra para a galeria dos grandes filmes sobre jornalismo e vai além. Introduz uma noção nunca antes abordada da importância de uma imprensa atuante, isenta e responsável em um mundo dominado pelo imediatismo da internet. Filmaço. O melhor do ano até aqui.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Os 25 melhores filmes da década:14 - Uma mente brilhante

Sinopse:
John Nash é um gênio da matemática e da economia. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue domar a doença.
Comentário:
É fato que biografias de figuras famosas são reverentes por força de definição. Uma mente brilhante, esse belo e clássico trabalho de Ron Howard, foi muito criticado por deixar de fora alguns elementos controversos da vida de seu biografado, como uma possível homossexualidade. Independentemente de omissões que de fato só incomodam a quem queira se incomodar, Uma mente brilhante é um filme inspirador. Bem realizado e acadêmico no conteúdo e na forma, o filme de Howard é um esplendor de técnica. Desde a tocante trilha sonora até o vistoso trabalho de montagem.
A alma do filme, no entanto, é Russel Crowe. A caracterização do ator é daquelas que assombra por gerações. A batalha de um homem para preservar tanto sua genialidade quanto sua dignidade inebria a platéia no ritmo da performance arrebatadora do ator.
Prêmios:
4 Oscars (filme, direção, roteiro adaptado e atriz coadjuvante); 2 Baftas (ator e atriz coadjuvante);4 critic´s choice awards (filme, direção, ator e atriz coadjuvante); 4 globos de ouro (filme/drama, ator/drama, roteiro e atriz coadjuvante); prêmio do sindicato dos diretores; Melhor ator, atriz coaduvante e direção pelo associação de críticos de Phoenix; prêmio de melhor ator pelo sindicato dos atores; prêmio de melhor roteiro pelo sindicato dos roteiristas;
Curiosidades:
- Robert Redford estava atrelado ao projeto (para dirigir) até o inicio da pré-produção, mas se retirou devido a conflitos de agenda.
- O verdadeiro John Nash referendou o filme. Além de visitar os sets de filmagens e rasgar elogios para a caracterização que Russel Crowe fez dele, o matemático compareceu a cerimônia do Oscar que consagrou a fita como a melhor do ano de 2001
- Nenhuma das cenas que se passam na universidade de Harvard foi filmada lá. Elas ocorreram em uma faculdade de Manhattan
- Desde esse filme, os produtores Brian Grazer, Akiva Goldsman e Ron Howard (que também dirige) só trabalham juntos. Seja em blockbusters como O código Davinci ou em produções de Oscar como Frost/Nixon
- A revista americana Premiere incluiu o filme em uma lista que organizou dos 20 filmes mais superestimados de todos os tempos
Ficha técnica:
título original:A Beautiful Mind
gênero:Drama
duração:02 hs 15 min
ano de lançamento:2001
estúdio:Imagine Entertainment
distribuidora:DreamWorks Distribution/ Universal Pictures / UIP
direção: Ron Howard
roteiro:Akiva Goldsman, baseado em livro de Sylvia Nasar
produção:Brian Grazer e Ron Howard
música:James Horner
fotografia:Roger Deakins
direção de arte:Robert Guerra
figurino:Rita Ryack
edição:Daniel P. Hanley e Mike Hill
Elenco: Russel Crowe, Ed Harris, Jennifer Connaly, Paul Bettany e Christopher Plummer
Fonte: arquivo pessoal
sábado, 19 de dezembro de 2009
De olho no futuro ...
A 60ª edição do festival de Berlim só ocorrerá em fevereiro e a lista completa dos participantes do festival só será conhecida em janeiro, contudo, o diretor do festival, o alemão Dieter Kosslick, resolveu adiantar alguns nomes confirmados para Berlinare de 2010. E os nomes mais estrelados e festejados dessa safra de 2010 até aqui são os de Roman Polanski, que se encontra atualmente preso na suíça, com seu mais recente filme The ghost writer e Martin Scorsese com o aguardado, e adiado sabe-se lá Deus por que, Ilha do medo. Os outros filmes anunciados foram "Bal", de Semih Kaplanoglu, "Der Räuber", de Benjamin Heisenberg, "My name is Khan India", de Karan Johar, "Na Putu", de Jasmila Zbanic, e "Shekarchi", de Rafi Pitts.
Mark Rufallo e Leonardo Di Caprio em cena do novo Scorsese: Estréia mundial em BerlimFoi divulgado essa semana, o primeiro pôster oficial do novo, e aguardado, filme de Christopher Nolan, A Origem. Na arte, que evoca escancaradamente o clima de O cavaleiro das trevas, filme anterior de Nolan, vemos Leonardo Di Caprio de costas. Assim como víamos o coringa de Heath Ledger em um dos primeiros cartazes liberados do filme do homem morcego. Fica a pergunta: Com um filme que promete, e já desperta, muito interesse, era necessário a Warner apelar dessa maneira?

Gladiador 2
Quando Di Caprio e Mel Gibson resolvem trocar figurinhas...
Um vampiro chamado Johnny Depp

Eles vão disputar os suspiros femininos dentada a dentada em 2011
domingo, 6 de dezembro de 2009
Os 25 melhores filmes da década: 25 - Gladiador

Sinopse:
Após vencer várias batalhas, o general romano Maximus (Russell Crowe) quer apenas voltar para casa e rever sua família. Mas com a morte do Imperador Marcus Aurelius (Richard Harris), que desejava fazê-lo seu sucessor, Maximus é perseguido por Commodus (Joaquin Phoenix), filho do soberano. Ao escapar da morte, o ex-general torna-se escravo de um ambicioso e velho gladiador, que o leva a participar dos jogos violentos no Coliseu e a vingar o assassinato de sua mulher e filho.
Comentário:
Gladiador (Gladiator, EUA 2000) foi o primeiro filme vencedor do Oscar de melhor filme da nova década. Entre as muitas virtudes da fita dirigida por Ridley Scoot, a maior delas é, sem dúvida alguma, recuperar um gênero tradicional de Hollywood, o épico. A história do general romano que se embrenha em uma jornada de vingança contra o megalomaníaco imperador Commodus cativou platéias do mundo inteiro, rememorando o gosto pelos clássicos de outrora.
Em Gladiador, a despeito de algumas imprecisões históricas, testemunhamos uma história catártica no melhor escopo Hollywoodiano. A trama que versa sobre honradez, destino, amor e vingança é um colírio para quem aprecia antes de um bom filme, o espetáculo que só o cinema pode oferecer. A fita de Scoot é a mais perfeita súmula desses predicados. Um filme vigoroso, tecnicamente arrebatador e com performances inspiradas de um par de atores (Joaquim Phoenix e Russel Crowe) em estado de graça.
Prêmios:
12 indicações ao Oscar e 5 vitórias (filme, ator, figurino, efeitos especiais e som); 6 indicações ao Saturn awards; prêmios dos sindicatos dos montadores, dos diretores de arte e dos produtores; 4 indicações ao Globo de Ouro e 2 vitórias (filme/drama e trilha sonora); 14 indicações ao Bafta e 4 vitórias (filme, montagem, fotografia e produção de design) e prêmios de associações de críticos de Chicago, Los Angeles, Londres, Las Vegas, Atlanta, National Board of Review entre tantos outros.
Curiosidades:
- Foi o filme que transformou Russel Crowe em astro
- O ator Oliver Reed (que interpreta um proprietário de escravos no filme) morreu durante as gravações do filme e o resto de sua performance foi feita ‘digitalmente’
- O australiano Mel Gibson era a primeira opção para o filme. O ator teria recusado por não querer fazer um filme de temática semelhante a Coração valente. Ironicamente, no mesmo ano estrelou O patriota, de temática semelhante, e muito menos bem sucedido
- Este filme marcou o inicio da colaboração entre o diretor Ridley Scoot e o ator Russel Crowe. Seguiram-se Um bom ano (2006), O gangster (2007), Rede de mentiras (2008) e o inédito Robin Hood (2010).
- Uma réplica do famoso Coliseu foi erguida no Marrocos, onde grande parte do filme foi rodado.
Ficha técnica:
título original:Gladiator
gênero:Épico
duração:02 hs 35 min
ano de lançamento:2000
Estúdio: Universal e Dreamworks
Distribuidora: Universal (para o mundo) e Dreamworks (nos EUA)
Direção: Ridley Scoot
roteiro:David H. Franzoni, John Logan e William Nicholson
produção:David H. Franzoni, Steven Spielberg e Douglas Wick
música:Hans Zimmer
fotografia:John Mathieson
direção de arte:David Allday, Benjamín Fernández e John King
figurino:Janty Yates
edição:Pietro Scalia
efeitos especiais:Mill Film
Elenco: Russel Crowe, Joaquim Phoenix, Connie Neeson, Oliver Reed, Richard Harris e Djimon Hounsou
Trailer:
Fonte: arquivo pessoal
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Perfil: Russel Crowe
Até chamar atenção com o neo nazista do filme Skinheads - a força branca (1992), o ator já havia estrelado pelo menos 5 filmes no país que escolheu para viver. Ao dar vida ao desvirtuado e homicida personagem de A força branca, Crowe impressionou Sharon Stone que buscava em terras estrangeiras um nome para estrelar junto a ela o primeiro filme que produziria; Rápida e mortal (1994). Recrutado pela atriz que gozava de grande influência em Hollywood na ocasião, Crowe viveu um fora da lei misterioso e de poucas palavras. Tipo que tornaria a interpretar outras vezes e que contribuiria para sua fama de carrancudo.
Após contracenar com Sharon Stone, um jovem Leonardo DiCaprio e o veterano Gene Hackman, o ator fez frente ao astro em ascensão Denzel Washington na ficção científica Assassino virtual (1995). Dando vida a um cyborgue, que adivinhem, era bem envoquadinho. Contudo o reconhecimento artístico ainda viria. Los Angeles, cidade proibida (1997) neo- clássico noir dirigido por Curtis Hanson trazia Crowe roubando cada cena em que aparecia como o policial honesto e explosivo Bud White. Com cara de mau, Crowe ficava cada vez melhor.
E depois de aparecer tantas vezes como esquentadinho ele mudou um pouco de ares. Realizou duas comédias pouco vistas, mas muito agradáveis. Amor em chamas(1997) e Esquentando o alasca (1999).
O ator fazendo o tipo sexyCada vez mais estabelecido nos Estados Unidos, do ponto de vista profissional, Russel Crowe se recusava a fixar residência no país. Morava na Austrália, onde entre idas e vindas ( tanto físicas quanto do coração) mantinha um relacionamento com a também atriz Danielle Spencer.
E os louros de Los Angeles, cidade proibida começaram a render. Em O informante(1999), Crowe viveu Jeffrey Wingand, um ex- funcionário de uma empresa tabagista disposto a romper o silêncio e revelar todo o malcaratismo das companhias de cigarro. O filme queridíssimo pela critica, foi indicado a 10 oscars. E Russel Crowe também conheceu o olimpo hollywoodiano ao ter sido incluído entre as cinco melhores performances do ano.
A glória, contudo, viria no ano seguinte. Gladiador, é um marco para o neo zelandês por muitas razões. Marca o inicio da parceria com o diretor e amigo Ridley Scoot, que ano que vem chega ao quinto filme com Robin Hood, previsto para maio; marca o exato momento em que foi lançado ao estrelado incontornável. Ficaria para sempre conhecido como Gladiador, estigma que ainda o assombra, mas que dribla com habilidade monstruosa. Foi o filme que lhe conferiu status em Hollywood e também o Oscar que escapara no ano anterior. Gladiador não só recuperava um gênero em desuso na Hollywood de então; lançava um astro contemporâneo mas ao sabor dos grandes do passado. Foi com essa percepção, e talvez por recear não ser Crowe, um ator de tantos recursos, que a acadêmia o premiara com o Oscar tão prematuramente, como o próprio Crowe lograria mais tarde.

Pois é, Russel Crowe dava de ombros e o mundo se encantava com ele. Seguiram-se bons e intuitivos trabalhos como os de O mestre dos mares - o lado mais distante do mundo (2003) e A luta pela esperança (2004), filmes que lhe permitiram voltar às festas de premiação.
Daí em diante, Crowe passou a dividir seu tempo entre projetos desenvolvidos junto ao amigo Ridley scoot ( Um bom ano, O gangster e Rede de mentiras) e outros bons filmes. Os indomáveis ( 2008) e Intrigas de estado (2009).
Não há um único filme ruim estrelado por Russel Crowe. Pode parecer eufemismo. Pode parecer exagero. Pode parecer bajulação. Não. Crowe é extremamente cuidadoso e seletivo com o que trabalha. Suas composições não ficam atrás. Não há ator no mundo hoje que se reinvente tão organicamente quanto Crowe. Sua habilidade camaleônica ,essa sim, parece não conhecer limites. Astros tendem a carregar cacoetes que antes de servir a um filme, servem a eles próprios. Permitindo a seu séquito de fãs reconhecer no personagem o ator que tanto veneram. Crowe evita esse recurso com determinação espartana. É no ator, sempre surpreendente, que se vislumbra o âmago de cada personagem que dá vida. Mesmo que a face carrancuda teime em aparecer.
O ator que mantém uma banda de folk/rock como hobby: ele canta na trilha sonora de Um bom anodomingo, 6 de setembro de 2009
TOP 10
10 – Intrigas de estado (State of play EUA 2009)
Esse thriller dirigido pelo escocês Kevin McDonald é em sua essência um drama político. Contudo, o jornalismo está em pauta e é também o que unta a história contada na tela. Russel Crowe faz um jornalista cheio de clichês da profissão que resiste às mudanças que a tecnologia impõe nas redações. Jornalista da “old school' se lança em um caso de repercussão pública. A secretária de um senador que preside importante comissão no senado acaba de ser assassinada. A história vai se desdobrando e Intrigas de estado vai se servindo do jornalismo e também prestando uma das mais perenes homenagens a essa nobre profissão. Em seu âmago, o filme é um reconhecimento a utilidade pública - que alguns teimam em esquecer- que o jornalismo presta indiscriminadamente.
9- O informante ( The insider 1999)
Outro filme com Russel Crowe, mas aqui ele faz a fonte. O filme cobre a história verídica do desfalecimento público das empresas de tabaco. Quando a imprensa americana fez saber com muita garra que as empresas de tabaco não só sabiam que seu produto viciava como o produziam para tal. Um escândalo que é levado as telas com rigor pelo grande Michael Mann. Al Pacino vive o produtor do prestigiado jornalistico 60 minutes que ao potencializar a crise de consciência de um ex empregado de uma empresa de tabaco vê a chance de uma grande matéria. O informante é um drama inteligente que escancara as amarras espúrias que ditam o corporativismo dominante na cultura dos negócios. E o faz com presteza jornalística. Além de fazer um belo retrato da profissão.
8 - O jornal( The journal 1994)
Nesse drama de Ron Howard não há grandes comoções mundiais, intrigas ou congêneres. Aqui é o dia a dia de um redação de jornal que importa. O filme pode até mesmo parecer datado – é de alguns anos antes da explosão da internet- mas mimetiza a vida estressada e pressionada dos jornalistas. A despeito das plataformas disponíveis de hoje, pouco mudou na dinâmica da profissão. E justamente por isso O jornal é tão eloquente.
7-Adoro problemas( I love trouble 1994)
Sim, é uma comédia romântica. O que ela está fazendo aqui? O filme de Charles Shyer mostra a rivalidade entre dois colunistas de jornais concorrentes vividos por Nick Nolte e Julia Roberts. Obviamente que no filme isso é apenas prelúdio para o amor, mas é algo corrente na imprensa americana e agora potencializado pelo fenômeno da internet em escala planetária. Os blogs incrementaram a noção de rivalidade. Aquela alimentada pelos personagens de Nolte e Julia tem sabor de nostalgia.
6-O dossiê Pelicano ( The pelican brief 1993)
E Júlia de novo. Aqui ela faz uma estudante de direito que lança uma tese sobre o assassinato de três ministros da suprema corte americana. Passa a ser perseguida e confia a história ( e sua vida) ao jornalista vivido por Denzel Washington que cobre o caso para seu jornal.O dossiê pelicano pode parecer mitificar a profissão de jornalista, afora alguns eventos dramáticos, é aquele o processo para se apurar denúncias. Sofrer achacações, ameaças de morte e ter a vida dificultada enormemente por pessoas interessadas em ver você o mais longe possível da verdade. Além de ter um editor buzinando na sua orelha. O dossiê pelicano também revela a força redentora da profissão. Em parte o que move aqueles que a escolhem.
5- Todos os homens do presidente ( All the president´s men 1976)
E se o jornalismo investigativo é reconhecido amplamente, deve-se aos homens que escancararam o escândalo de Watergate. Esse filme versa justamente sobre essa tour de force a qual esses dois jornalistas se lançaram. O filme de Alan J. Pakula, o mesmo diretor do filme da posição anterior, se esforça em não pintar os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein como heróis. São apenas dois homens fazendo bem o seu trabalho. O trabalho sim, é heróico. E isso, Pakula não faz questão de esconder. Grande filme e grande momento do jornalismo nas telas.
4- O diabo veste Prada ( Devil wears Prada 2006)
Pode parecer suspeita a inclusão dessa comédia fashion na lista. A verdade é que a fita do diretor David Frankel cobre o universo do jornalismo como poucos. E de uma perspectiva pouco aproveitada. A de quem ingressa esse mundo. Aqui vemos a personagem de Anne Hathaway penar na mão da editora megera vivida por Merly Streep. É aquele o estado de espirito mais comum de quem começa na profissão. Desilusão, descontentamento e um tantinho de insubordinação.O diabo veste prada mostra que as coisas nem sempre são como imaginamos. Temos que aprender a ajustar nossas expectativas à realidade. É essa a grande contribuição da fita.
3- A montanha dos sete abutres(Ace in the hole 1951)
O filme de Billy Wilder foi o primeiro a alertar sobre a responsabilidade social do jornalismo. E o perigo que pode representar quando esta lhe falta. Aqui o personagem de Kirk Douglas se aproveita de uma tragédia para se promover. Lançando mão de estratégias mesquinhas, sensacionalistas e taciturnas. Tudo para obter audiência e sucesso profissional. A montanha dos sete abutres é vanguardista e tenaz. Realiza uma contundente critica sobre o fazer jornalistico e oferece perspectiva para todo e qualquer ingresso na profissão .Obrigatório.
2- O quarto poder( Mad city 1997)
Aqui o diretor Costa Gravas acompanha o raciocínio de Wilder. Só que ele acentua o drama. E também pega mais pesado com a imprensa. Veterano jornalista descontente com seu atual status vê em um assalto a um museu promovido por um ex funcionário,a chance de reaver a glória. Manipulação é a palavra do dia de Costa Gravas. Com desfecho trágico, O quarto poder é como um grito perene de consciência da profissão.
1- Boa noite e boa sorte (Good night and Good Luck 2005)
Se existem filmes que funcionam como testamento de profissões. Boa noite e boa sorte encabeça a lista. A fita de George Clooney, que visava prestar também uma homenagem a seu pai jornalista, sintetiza tudo o que o jornalismo representa. Isenção, disposição, busca incessante pela verdade e combate ao cerceamento de valores e direitos. A fita remonta o clássico embate entre o jornalista Edward R. Murrow e o senador Joseph McCarthy, que promovia uma verdadeira caça as bruxas em território americano a pretexto de prender comunistas. Um filme de profundo valor e de ressonância atemporal. Além de ser entretenimento de primeiríssima qualidade.
domingo, 19 de julho de 2009
Top 10: As dez maiores atuações masculinas da década
10 - Johnny Deep por Piratas do Caribe: A maldição do peróla negraNo filme, ele apresenta uma performance devastadora que impressiona toda vez que se assiste a ela.
8- Sean Penn por 21 gramas
Penn é um ator que devido a alguns aspectos de sua personalidade e celebridade tard
ou em ter seu talento reconhecido em grande escala. Tudo começou a mudar em 2003. E este filme de Alejandro Iñarritu foi preponderante nesse sentido. Aqui ele faz um homem que acabou de ter um coração transplantado e se lança na busca para saber quem foi o doador. Sua busca leva a tragédia em diversos termos numa trama muito bem engendrada pelo diretor, mas que ganha profundidade e verve na atuação destacada de Penn.
Era preciso incluir Hoffman nessa lista. Talvez o ator mais constante, mais surpreendente e mais regular (no sentido de apresentar sempre grandes performances) da década. Mas por que filme? Talvez o nível de qualidade do trabalho de Hoffman possa ser melhor aferido nessa fita. Já que ele tem consideravelmente menos tempo em tela do que nas outras fitas pelas quais se destacou. No entanto, Hoffman domina a cena de uma maneira irreversível na pele de um homem que arquiteta um plano para roubar os próprios pais e sucumbe ás conseqüências.
6- Russel Crowe por Uma mente brilhante
Quando rodou esse filme, Crowe já era um astro mundialmente conhecido e premiado. Contudo, é justamente aq
ui que ele entrega sua melhor atuação. Como John Nash, o matemático esquizofrênico que precisou domar a própria mente para viver mas que revolucionou a economia moderna, Crowe demonstra total controle de sua criação (algo que escapa há muitos, e que muitos, não esperavam de um ator que usufruía de tamanha evidência), mantendo o equilíbrio necessário para que a caracterização não caia no ridículo tão pouco ceda ao dramalhão. Um trabalho notável de expressão e de domínio de linguagem corporal que lhe valeu quase todos os prêmios da temporada.
5- Tom Hanks por Estrada para perdição
icações, o ator virou patrimônio da Hollywood atual. Em uma década em que foi menos ativo do que na anterior, Hanks esteve igualmente aprazível. Nesse drama de Sam Mendes, o ator vive um capanga da máfia que depois de traído e abandonado por seu grupo busca vingança ao lado de seu filho e nessa jornada passa a conhecê-lo de fato e a ponderar sobre suas escolhas e as escolhas que não gostaria que seu filho tivesse de encarar. Filme maravilhoso que só alcança toda a sua plenitude através da atuação segura e contida de Hanks.
nis Del Mar, um cowboy sem muitas ambições e também muito conservador na conservadora sociedade do Wymonig dos anos 60 no centurião americano. Contudo, Ennis se envolve inapelavelmente com outro homem e passa o restante de sua vida divido entre a dor causada pela memória e consciência desse seu " pecado" e pela dor causada pela saudade desse "pecado". Ledger cria uma figura introspectiva, rude quase impassível e que não esconde o conflito instalado em sua vida. Uma atuação memorável e que reveste o filme de Ang Lee com toda a profundidade e melancolia pretendidas.3- Clint Eastwood por Menina de Ouro
Não há necessidade de fazer apresentações aqui. Contudo, é imperativo afirmar que foi nessa década que Eastwood viveu seu melhor momento criativo. Seja como diretor, seja como ator. Tanto em um ofício, quanto no outro, Eastwood brilha intensamente nessa fita que da alienação total por parte do estúdio saltou para o Oscar de melhor filme entre outros prêmios.
Aqui o veterano ator vive Frank Dunn. Dono de uma acadêmia e treinador de boxe que carrega algumas mágoas e arrependimentos e encontra na improvável figura de uma lutadora, igualmente abandonada , a redenção. Eastwood, diretor e ator, sabiamente utiliza as marcas de seu rosto e toda a carranca que lhe é atribuída para emoldurar um registro perene e profundamente tocante.
Se há uma palavra que pode definir essa atuação é intensidade. O papel que o destino quis que fosse o testamento artístico de Heath Ledger (1980- 2008) foi também o que lhe deu o Oscar. Aqui ele não só interpreta o coringa - arqui rival do Batman- ele cria a mais sombria versão do personagem e estabelece um novo patamar para a vilania no cinema. Senhor de todas as nuanças de sua caracterização, a entrega de Ledger ao papel impressiona. Tanto que alguns mal informados atribuíram a sua sublime atuação à morte precoce. Um equívoco que em si, só ratifica o poder e a longevidade de seu trabalho.
1 - Sean Penn por Sobre meninos e lobos
Em um filme que trata de perda, dor e tragédia, nada é mais alusivo de todos esses elementos do que a atuação soberba de Sean Penn. Aqui ele vive um ex- presidiário que tenta arrumar a vida, contudo, após o brutal assassinato de sua filha ele volta a flertar com o crime. Equilibrando-se entre a ânsia por vingança e a dúvida acerca do envolvimento de um ex-amigo. A história obviamente vai além e toma rumos inesperados, e é na atuação de Penn que a platé
ia tem a noção exata do tamanho da tragédia que se contempla.
Penn protagoniza aqui, certamente uma das mais fortes cenas da década (foto ao lado). O momento em que descobre que sua filha está morta é provavelmente o grande momento de Penn como ator. É o auge de sensibilidade que se pode permitir. É impossível não sentir o coração se partir naquele momento repetidas vezes. Uma cena que quanto mais se vê, melhor fica!
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