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sábado, 23 de março de 2013

Crítica - Anna Karenina


Balé da infidelidade

"Anna Karenina" é uma obra clássica que a cada nova versão no cinema aparenta esgotamento. Em parte pelas mudanças profundas pelas quais a sociedade ocidental atravessou e em parte pela falta de frescor das adaptações cada vez mais monocromáticas da obra-prima de Tolstói.
Joe Wright, que arrebatou ao adaptar com brilhantismo para o cinema a "inadaptável" obra de Ian McEwan (Reparação) em Desejo e reparação, se propôs a oxigenar a obra de Tolstoi em Anna Karenina (EUA 2012). Wright tem o pulso certo dos romances de época. Já mostrou isso no referido Desejo e reparação (2007) e em Orgulho e preconceito (2005). Novamente dirigindo Keira Knightley, no entanto, ele aumenta os riscos ao ensejar a lógica teatral no filme. Sua Anna Karenina é montada como em uma peça. A opção estética, por vezes dispersiva, reforça o tom operístico do texto – que observa com lupa a aristocracia russa do século XIX. No entanto, mostra-se um recurso custoso para uma produção que tropeça em outros aspectos.
O principal deles é o elenco. Keira Knightley, confirmando sua ascensão como intérprete, está bem como a protagonista imersa em dilema amoroso-existencial, mas falta-lhe um comedimento que, por exemplo, sobra a Jude Law como Karenin, o marido traído. Law reveste seu personagem com camadas que lhe desobrigam do estereótipo. Jornada esta na qual Keira falha. Mas o grande problema em termos de elenco é mesmo Aaron Taylor-Johnson, que é bom ator, diga-se. Johnson está desconfortável como Vronsky e desconectado de um carisma que deveria nortear o personagem e legitimar o charme o qual aludem os escritos de Tolstoi. Seu poder de sedução, portanto, surge esvaziado; o que, a bem da verdade, é minimizado pelo tom operístico da narrativa. Com o fluxo teatral privilegiado por Wright, a inadequação de Johnson soa como um equívoco menor, mas não imperceptível.

Amor, aristocracia e infidelidade são conceitos que se confundem e se validam no filme de Wright que desglamouriza sua heroína


Efusivamente belo em sua ornamentação técnica, desde os vultosos figurinos, passando pela fotografia esplendorosa e culminando na essencial trilha sonora assinada por Dario Marianelli, Anna Karenina finalmente se diferencia das versões anteriores do clássico russo ao expor a trajetória de sua heroína como uma tragédia em que poesia e infidelidade se enamoram e se distanciam. Está aí a grande força do filme de Wright: perguntar por que ao amor. Por que Anna foi cruel com um homem que lhe era tão bom? A resposta reside no paralelismo estabelecido com as tramas dos personagens coadjuvantes, como Levin (Domhnall Gleeson) e Kitty (Alicia Vikander).
Anna Karenina, de Joe Wright não é o filme que poderia ser, mas é uma produção corajosa sob muitos aspectos. Com erros e acertos que o tornam um filme imperfeito, mas ainda assim admirável. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Crítica - 360


Distopias emocionais

Não que 360 (360, Aus, Ingl, Can, Bra 2012) não seja sobre o amor, como muito se proliferou na mídia nessas últimas semanas; indiscutivelmente o tema gravita todas as subtramas interligadas do novo filme de Fernando Meirelles, mas 360 é, na verdade, um drama sobre escolhas. E as indesviáveis consequências delas. O que torna o material do filme ainda mais atraente, sob a perspectiva dramatúrgica, é o desenho do acaso; jamais subestimado pela narrativa alinhada por Meirelles e pelo roteirista Peter Morgan, e seu impacto em circunstâncias diversas.
Talvez seja do confronto do acaso e do arbítrio que 360 se erija como um filme de muitas potencialidades, alguns acertos e um discurso bem azeitado sobre ciclos.
Diferentemente do que se poderia supor, com base no histórico de filmes com múltiplos personagens, a narrativa não oscila e Meirelles com o préstimo do montador Daniel Rezende, mantém bem costuradas as transições entre os plots. A trilha, supervisionada por Ciça Meirelles, é outro bálsamo que acrescenta ao termostato da narrativa.
Mas 360 não escapa de outro problema crônico de filmes corais. O pouco, por vezes pobre, desenvolvimento dos personagens. Alguns não excedem o arquétipo como é o caso do dentista mulçumano que se apaixona por sua assistente casada e padece de um conflito mais espiritual do que ético. Há núcleos, porém, que não só recebem mais atenção da caneta de Morgan como contam com atores inspirados. Maria Flor protagoniza o arco mais bem adornado do filme. Laura (Flor) seguiu para Londres para tentar a vida ao lado do namorado fotógrafo. Depois de descobrir a traição dele, ela parte de volta para o Brasil. Em pouco mais de 24 horas, e cruzando com dois outros personagens cativantes, ela precisa externar toda a fragilidade e erupção emocional a qual a personagem está submetida. Não é uma tarefa fácil, mas Maria Flor a cumpre com tamanha desenvoltura que se equipara aos bem mais badalados Ben Foster e Anthony Hopkins, que também apresentam momentos de brilho.

Maria Flor em cena do filme: uma atriz surpreendente e cativante


Em comum, todas as subtramas de 360 têm a bifurcação nos caminhos de seus personagens. Em alguns casos, mais de uma escolha. Como é o caso da prostituta eslovaca Mirka (Lucia Siposová) que, não coincidentemente, abre e fecha o filme. O amor e a forma como lidamos com ele, obviamente, passa por essas escolhas e Fernando Meirelles é hábil em sinalizar isso. Seja no olhar de culpa que o marido reconhece na esposa (em grande momento silencioso de Jude Law), seja na opção de manter-se alinhado a uma certa visão de mundo em detrimento de um lampejo de felicidade ou quando se flerta com um agressor sexual.
360, nesses momentos, rejeita a frieza de quem apenas observa e permite que o sangue corra por suas veias. São momentos muito bem escolhidos por Meirelles. Em um filme de difícil realização, mas que o diretor soube tirar dessa dificuldade certa poesia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Panorama - Huckabees:a vida é uma comédia

Existencialismo. Essa é a palavra chave do quarto filme de David O. Russell. Novamente o humor negro se viabiliza como matéria prima para o cineasta nessa história detetivesca em que Albert Markovski (Jason Schwartzman) tenta descobrir o sentido da vida. Uma modelo cansada de ter que ser bonita, um bombeiro confuso e um cara sortudo que subitamente começa a ter azar; esses ingredientes apimentam uma comédia peculiar com veia filosófica que conta com o melhor dos elencos que Russell já dirigiu. Mark Wahlberg, Jude Law, Naomi Watts, Dustin Hoffman e Isabelle Huppert são alguns dos destaques.
Russell costura uma crônica ácida sobre incompatibilidades, desejos obscuros e gente esquisita. Se não tem o brilho de Três reis, Huckabees – a vida é uma comédia guarda a mesma inventividade no registro. Com o acréscimo de uma trilha sonora tão descolada quanto àquele universo algo idílico que temos acesso no último filme independente de Russell até o momento.

domingo, 20 de março de 2011

Cenas de cinema

A doce vida de Jude Law

Jude Law, de brahmeiro, como atração do carnaval carioca no camarote


Ele sabe que seu charme cativa grande parte do público feminino. O sotaque britânico tempera Jude Law, diriam os mais entusiasmados com o pedigree do ator de 38 anos que esteve no Brasil recentemente. Law foi contratado por uma marca de cerveja para fazer figuração em seu camarote no domingo de carnaval. Chegou ao Brasil no sábado, partiu na segunda, trouxe a companhia de dois amigos, se encantou com as mulheres brasileira (Law está solteiro novamente depois do novo rompimento com a atriz Sienna Miller há alguns meses), ganhou bitoca da Hebe e outros U$ 270 mil por tudo isso. No final de semana anterior, Law que causou frisson ao entregar um par de Oscars ao lado do colega de Sherlock Holmes Robert Downey Jr., curtiu a valer o pós-festa organizado pela Vanity Fair. Como Law não é você, reza a lenda hollywoodiana que recebeu cantadas de garotas como Emma Stone,Vanessa Hudgens e Scarlett Johansson. A vida pode ser difícil para alguém como Jude Law.



Fassbender... Michael Fassbender

O alemão mais bem cotado em Hollywood atualmente sabe fazer sotaque inglês. Ele é um bastardo de Tarantino e, talvez, você não lembre muito bem da cara dele. Mas depois de 2011 será difícil não ligar o nome a pessoa. Michael Fassbender tem nada menos do que seis filmes para lançar em 2011. Para 2012 já estão agendados outros três. Ele será o Jung de David Cronenberg no filme do cineasta canadense sobre Freud, o magneto do blocbuster com pinta filosófica X-men: primeira classe e o objeto de paixão da Jane Eyre de Mia Wasikowska, para citar os mais comentados. Fassbender, que ano passado esteve em Centurião, pode ser sempre um bastardo de Tarantino, mas não quer ficar conhecido dessa maneira.


A glória de um bastardo: 2011 promete mudar definitivamente o status de Fassbender em Hollywood



A frase é:

“Desafio alguém a não se sentir tocado pela incrível humanidade da performance de Mel nesse filme”
Jodie Foster na premiere americana de seu novo filme, Um novo despertar, em que dirige o astro que tem uma quedinha por escândalos




Em um planeta beeeem longe de você...

A coisa não vai bem para Homens de preto 3. Depois de algum desgaste, os produtores conseguiram reunir Barry Sonnenfeld, Will Smith e Tommy Lee Jones (os principais responsáveis pelo sucesso dos dois primeiros filmes) e garantiram o terceiro filme em 3D com os acréscimos de Josh Brolin e Alec Baldwin como agentes MIB. Contudo, a coisa desandou. Primeiro o orçamento não fechava. Depois, três versões do roteiro foram rejeitadas. A quarta, que havia sido aprovada, teve de ser reescrita recentemente. Agora, a nova bomba é a saída de Alec Baldwin, que se cansou de esperar e se desligou da produção. A desistência de Baldwin deve gerar novos contratempos e a realização de um filme que tinha tudo para dar certo pode não acontecer.



As meninas de Zack

É o fetiche de qualquer menino. Zack Snyder, aos 44 anos, realiza esse fetiche com algumas concessões em Sucker Punch – mundo surreal, fita que estréia na próxima sexta-feira no Brasil e nos EUA. O primeiro filme 100% original de Snyder (que até então vinha com refilmagens e adaptações) transforma um sanatório em bordel, mas tudo com o charme da imaginação de uma adolescente incompreendida. As musas do sanatório que se transformam em prostitutas de mentirinha são vividas pelas estonteantes Emily Browning (cujo principal crédito remete a Desventuras em série de 2004), Abbie Cornish (recentemente vista em Brilho de uma paixão), Vanessa Hudgens (recentemente vista nua em fotos na internet), Jena Malone (que já participou de filmes díspares como O solista e As ruínas) e Jamie Chung (que esteve no elenco de moçoilas do horrível Pacto secreto). Snyder havia recrutado gente como Amanda Seyfried e Emma Stone, que gozam de mais popularidade, mas quem ousa apontar defeitos em um time como esse?

domingo, 23 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 1 - Closer-perto demais

"Eu sei quem você é! Eu te-amo. Eu amo tudo em você que até dói!”

“Esse é o espírito. Obrigado.Obrigado pela honestidade. Agora saia da porra da minha frente e morra! Sua puta problemática!”

“Eu não te-amo mais.Adeus!”

Recortes da vida real



Anna & Larry
“Por que o sexo é tão importante?”
“Porque eu sou um homem das cavernas”


Dan & Alice
“Não é seguro lá fora!”
“Ah, e é seguro aqui?”

Anna & Larry
Por que você está vestido?”
“Por que eu acho que você está prestes
a me deixar e eu não queria estar usando um roupão”

Alice & Dan
“Mas ninguém vai te amar tanto quanto eu. Isso não basta?”
“Não!”
“Por quê?”
“Porque eu acho que serei mais feliz com ela”

Alice & Larry
“Eu não sou uma puta!”
“Eu não pagaria!”


Dan & Larry
Eu quero Anna de volta
Ela fez a escolha dela.
Eu te devo desculpas. Eu me apaixonei por ela. Eu não queria te fazer sofrer.
Onde estão as desculpas?
Me desculpe. Se você a ama, você a deixarará partir para que seja feliz.
Ela não quer ser feliz!
Todo mundo quer ser feliz!
Os depressivos não. Eles querem ser infelizes para confirmar que são depressivos.Se eles fossem felizes, eles não poderiam mais ser depressivos. Eles teriam de ir para o mundo e viver. O que pode ser bastante depressivo.


Sinopse
A trama acompanha os encontros e desencontros amorosos de quatro personagens entre si.

Comentário
É difícil apontar qual a maior virtude do filme de Mike Nichols. A destreza técnica, a coragem com que aborda o tema e a perfeição do elenco saltam a frente. Mas não resumem a força demolidora que é Closer. Não faz justiça a inteligência com que aborda a emoção e não indica a sofisticação com que dá forma a essa abordagem. O emaranhado emocional que pauta as relações amorosas é o protagonista dessa história doída que fala sobre sexo, mas não mostra, que discute o amor, mas priva seus personagens de senti-lo em sua plenitude, que questiona muito e oferece poucas respostas satisfatórias. Closer-perto demais talvez seja a mais perfeita síntese da pretensão cinematográfica. Entretenimento inteligente, conteúdo para análise fílmica e reverberação sociológica a posteriori. E Julia Roberts. Aqui a ex-queridinha que voltou a ser queridinha da América abre mão de qualquer vaidade e entrega a performance de sua carreira. Natalie Portman também assombra, Jude Law é outro colosso e Clive Owen é um imã para os olhos. O texto é sublime e vigoroso e a direção de Nichols é elegante. Derreter-se em elogios a Closer é uma contingência cinéfila. Reconhecer sua ressonância e coragem, é questão de maturidade.


Prêmios
2 indicações aos Oscar (ator coadjuvante e atriz coadjuvante); 5 indicações ao globo de ouro( filme/drama, direção e roteiro) e duas vitórias (ator e atriz coadjuvantes); indicado ao prêmio do sindicato dos roteiristas; Bafta de melhor ator coadjuvante; 3 indicações ao critic´s choice awards (elenco, ator coadjuvante e atriz coadjuvante); melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Las Vegas; melhores ator e atriz coadjuvantes para a associação de críticos de Londres; melhor elenco pelo National board of review; melhor ator coadjuvante para o críticos de críticos de Nova Iorque; melhor atriz coadjuvante para a associação de críticos de San Diego; melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Toronto;

Curiosidades
- O ator Clive Owen já tinha atuado na peça que deu origem ao filme. Na montagem londrina do texto, o ator viveu o jornalista Dan (personagem de Jude Law no filme)
- O diretor Mike Nichols admitiu em recente entrevista que nunca pensou em outra atriz que não Julia Roberts para viver a fotógrafa Anna
- Em recente pesquisa feita pelo caderno cultural "Segundo caderno", do jornal O Globo, os leitores apontaram Closer como o filme mais completo a abordar relacionamentos adultos
- Clive Owen e Julia Roberts retomaram a química extraordinária apresentada no filme de Mike Nichols no recente Duplicidade, de Tony Girlroy

Ficha técnica
título original:Closer
gênero:Drama
duração:01 hs 40 min
ano de lançamento:2004
estúdio:Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions
distribuidora:Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
direção:Mike Nichols
roteiro:Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
produção:Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin
fotografia:Stephen Goldblatt
figurino:Ann Roth
edição:John Bloom e Antonia Van Dermellan
elenco: Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen e Natalie Portman

>Fonte: arquivo pessoal


terça-feira, 11 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Perfil: Jude Law


A babá, o cinema e a origem do nome



As mulheres não resistem ao seu sotaque inglês, cuja origem remete ao bairro Lewishan, um dos mais frios de Londres. Ajuda a beleza que reúne traços femininos em uma forma masculina e viril, que não prescinde de um charme tão fetichista quanto clássico. Aos 37 anos, Jude Law é seguramente um dos homens mais sexies do showbusiness. A revista People, que todo ano divulga uma lista com os homens mais sexies do mundo, o colocou no topo de sua lista em 2004. Licença feita aos teóricos da coincidência, seu ano mais prolifero em Hollywood. O ator lançou seis filmes em 2004, um atrás do outro. Todos falavam de Jude Law. De um jeito ou de outro ainda falam. Um dos poucos ingleses que depois da consagração como Hollywood star ainda mantém residência em Londres.
Law foi casado durante seis anos com a atriz Sadie Frost. Da união, surgiram três filhos que dividem a rotina entre temporadas com o pai e com a mãe. No segmento amoroso a vida de Law é um turbilhão. Começou a namorar a inglesa Sienna Miller, que conheceu durante as filmagens de Alfie (2004), noivou-se dela em 2005 e, ainda em 2005, a traiu com a babá. Casos esporádicos com modelos, uma inclusive teve um filho seu que o ator teve de reconhecer por decisão judicial, foram entremeados com “ficadas” com a ex Siena Miller. Sienna voltou a usar recentemente a aliança de noivado, o que indica tempos de paz para Law nesse departamento.
Feitos um para o outro? Jude e Sienna em foto de 2007, quando eles não estavam namorando...



Cinema, afinal!
Law começou nos palcos ingleses e chegou a Broadway. Concorreu ao prêmio Tony (o Oscar do teatro) antes de debutar em uma produção hollywoodiana. Gattaca – experiência genética (1997), marca o primeiro trabalho de Law para o mainstream hollywoodiano e sua boa aparência influiu muito. O diretor canadense Andrew Niccol disse à época do lançamento da fita que precisava de um elenco extremamente belo, já que o filme tratava de mutações genéticas no futuro. Ainda em 1997, Law foi dirigido por Clint Eastwood no drama Meia noite no jardim do bem e do mal. Um papel pequeno, mas marcante. Antes de um de seus grandes momentos como ator em O talentoso Ripley (1999), Law foi dirigido por outro canadense, David Cronenberg, em Existenz (1999). Até hoje, o ator admite não ter entendido o filme. A primeira indicação ao Oscar veio no ano 2000. Por seu papel coadjuvante em O talentoso Ripley, em que vivia um boêmio encantador e amistoso que desperta a inveja do protagonista vivido por Matt Damon. “Law é um alento nas telas”, publicou o New York Times que elegeu o filme de Anthony Minguella o melhor daquele ano. Minguella, por sua vez, elegeu Law seu ator predileto. Voltaria a colaborar com o inglês em Cold mountain (2003) ambicioso projeto sobre a guerra civil americana e em
Invasão de domícilo (2006), drama urbano inglês que conjuga imigração e amor.
Novamente, a perfeição dos traços de Law lhe valeu um emprego. Steven Spielberg lhe ofereceu um papel em um dos projetos mais hypados do início do milênio. O robô gigolô de A.I – inteligência artificial lhe valeu uma indicação ao Globo de ouro de melhor coadjuvante em 2001. Também em 2001 veio o seu primeiro protagonismo em um filme de maior expressão. No drama de guerra Círculo de fogo (2001), o ator faz um soldado russo em um embate particular com um atirador de elite nazista. Seus trabalhos já impressionavam cineastas tarimbados. Sam Mendes o chamou para viver um assassino de aluguel em Estrada para a perdição (2002) e Mike Nichols o escalou para fazer parte do quadrilátero amoroso de Closer (2004). No meio tempo, a segunda colaboração com Minguella, em Cold mountain, lhe valeu sua segunda indicação ao Oscar, dessa vez como melhor ator.





O ano de Law
Além de Closer, um dos filmes mais elogiados da temporada, em 2004, o ator esteve no remake de Alfie-um sedutor (papel que lhe ajudou e muito a conquistar o título de homem mais sexy do mundo naquele ano), na biografia de Howard Hughes dirigida por Martin Scorsese, O aviador (no qual viveu o ícone Errol Fylnn), no infantil Desventuras em série (no qual aparece como o narrador), na comédia amalucada de David O. Russel, Huckabees -a vida é uma comédia e na ficção futuristíca Capitão Sky e o mundo do amanhã. Foi este, definitivamente, o ano em que Jude (que se chama assim porque sua mãe adorava os Beatles e tirou seu nome da canção Hey Jude) dominou os holofotes. Depois de um 2005 sabático, o ator voltou com três filmes em 2006. A terceira e última colaboração com Anthony Minguella, Invasão de domicílio, o remake de A grande ilusão e a comédia romântica O amor não tira férias.
Em 2007, ele esteve em filmes de menor evidência. Em Um beijo roubado, que marcou a estréia do cineasta Wong Kar Wai no cinema americano, Law aparece alimentando a percepção romântica que muitos tem de sua imagem. Em Um jogo de vida e morte, ele aparece mais histriônico e imprevisível em um filme que não é para todos os gostos.
Nova pausa em 2008, para em 2009 aparecer como um travesti no independente Rage (que não foi lançado no Brasil) e em O mundo imaginário do Doutor Parnassus. Neste último sua participação é um tributo a Heath Ledger, amigo e ator que admirava bastante. O cinema independente passa a ser um campo de experimentações para um ator já bastante a vontade com sua carreira. O cinema de ação também está na mira. Os coletores, ficção cientifica movimentada que não fez dinheiro nos EUA, foi sua primeira incursão no gênero marcado por tiros e perseguições. Antes, porém, ele foi o doutor Waltson de Sherlock Holmes. A continuação deste filme é o único projeto que Law já está envolvido. Além do casamento com Sienna Miller é claro. Reza a lenda que dessa vez sai.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cenas de Cinema


História sem fim
Da série histórias de amor que nunca têm fim, vem o novo capítulo da novela protagonizada por Jude Law e Sienna Miller. Depois de estarem noivos e morando juntos, Law e Sienna se separaram devido a traição do ator com a babá do casal. No caso, a babá não era bem do casal, já que ela cuidava das filhas do ator de um primeiro casamento. Voltaram. Separaram-se uma segunda vez. Ficaram. Conversaram. Negaram. Agora, Sienna está sendo vista com a mesma aliança que usava na época do noivado em 2004. O que isso quer dizer? Voltaram de vez? Estão noivos novamente? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

O drama de Phillip Morris
I love you Philip Morris, comédia independente estrelada por Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro, está há dois anos pronto. Participou, inclusive, do festival de Cannes e da Mostra de cinema de São Paulo de 2008. Contudo, o filme sofre para conseguir distribuição. Analistas atribuem a dificuldade de colocar o filme nas salas ao fato de ser uma “comédia gay” (!?), mas outros filmes mais “gays”, por assim dizer, conseguiram distribuição tranquilamente. De qualquer maneira, depois de ter sua estréia adiada, pela terceira vez, nos EUA - indefinidamente ao que tudo indica - o filme ganhou um mal ajambrado título nacional. O golpista do ano. Esse título não diz absolutamente nada, mas nada mesmo sobre o filme que conta a história de um homem que se viu mais feliz ao assumir sua homossexualidade. Mas que se viu na contingência de ser impostor, já que se descobriu um homossexual de hábitos caros.

Rodrigo Santoro e Jim Carrey em cena de O golpista do ano: Mesmo estrelado por jim Carrey, ninguém acredita que o filme seja "vendável"
Ele ainda não eNegritostava lá!
Parece até mesmo pegadinha, mas até segunda-feira, dia 12 de abril, Russel Crowe, o astro de Gladiador, Uma mente brilhante, O gangster, entre outros filmes, ainda não tinha uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Uma das maiores instituições da Meca do cinema. Agora sim, Crowe pode se autoproclamar imortal. Tem um Oscar, uma estrela na calçada da fama e um affair histórico (no caso, aquele com a atriz Meg Ryan).
Russel Crowe imortalizado: Você acha que esse sorriso aí é real ou fake?
O bate e assopra de Cannes
Por força de um contrato firmado com o canal Plus francês, a organização do 63º festival de Cannes recebeu fortes críticas de agências de notícias, entre elas a Associated press, France Press e Reuters, que se queixaram das dificuldades impostas para a cobertura midiática do festival. Houve inclusive ameaça de boicote. Ainda não se sabe como essa rusga entre a organização do festival e as agências afetará o desenvolvimento do festival e a cobertura do mesmo na imprensa internacional. Fato é que sem elas, Cannes perde muito de sua repercussão mundial. Saiba mais sobre o festival de Cannes no post abaixo.

Teu sobrenome é angústia
Que Robert Pattinson está fadado a viver personagens angustiados pelos próximos 5 anos, todo mundo sabe. Mas o que se viu nessa semana foi a tentativa de capitalizar uma produção em cima dessa imposição industrial de Hollywood para com o ator. O roteiro de Havier than Heaven, sobre a vida do vocalista do nirvana Kurt Cobain, circula há pelo menos três anos por Hollywood sem encontrar abrigo em nenhum estúdio. O tablóide The Sun divulgou essa semana que Robert Pattinson estaria cotado para viver Cobain no bendito filme que, finalmente, sairia do papel. O boato inundou a internet e virou trending topic no twitter. Tudo não passou de uma arriscada jogada de um produtor tentando evidenciar o projeto e valorizar o roteiro de seu filme. Com sorte, quem sabe, beliscar Pattinson, o senhor angústia, como protagonista. Ao que tudo indica, seu tiro saiu mesmo pela culatra.

Kurt e Robert: Maybe in a next life...


Nem Neymar, nem Ganso...
O novo discípulo de Dunga é o astro americano Matthew McConaughey. Casado com a modelo brasileira Camile Alves, e pai de dois filhos com ela, o ator foi fotografado hoje de manhã usando uma camisa customizada da seleção brasileira.

McConaughey em clima de copa: só a seleção do Dunga para fazâ-lo colocar uma camisa...

sábado, 9 de janeiro de 2010

ESPECIAL SHERLOCK HOLMES - O perigoso marketing da sexualidade

Em meio as muitas entrevistas de divulgação que participou, como parte da campanha de promoção de Sherlock Holmes, Robert Downey Jr. disse, em mais de uma oportunidade, que existe um forte componente homossexual no filme. Para o ator, homens que dividem até mesmo a cama, completam as sentenças um do outro e se enciumam mutuamente são gays. A declaração ganhou a grande imprensa americana. E relatos indicam que o clima entre alguns executivos da Warner Brothers (estúdio responsável pela adaptação) e o astro azedou. No entanto, a performance nas bilheterias do filme continua impressionante. O filme, e a polêmica aventada por Downey Jr, continuam rendendo espaço no horário nobre da tv amaericana. Claquete destaca uma entrevista concedida por Downey Jr e por Jude Law em que eles explicam a dinâmica do relacionamento entre Holmes e Waltson. Obviamente, a polêmica declaração de Downey Jr é lembrada e o ator mais uma vez discorre sobre o assunto. Repare que agora já não se fala em um "componente homossexual", fala-se em homoerotismo. Acreditando-se nisso ou não, sendo jogo de cena ou não, fato é que foi mais uma ferramenta valiosa para promover um filme já bastante aguardado.

Observação: O video não tem legendas


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cenas de cinema

Cá (não é) como lá
Ivete Sangalo passou por uma saia justa inacreditável nos últimos dias. A cantora baiana contratou um amigo fotógrafo para fazer as primeiras fotos de seu filho, para depois leiloá-las. A idéia da baiana era reproduzir no Brasil o que se vê em profusão na Europa e nos EUA, onde revistas especializadas na vida das celebridades pagam os tubos para estampar com exclusividade as primeiras fotos do bebê de uma importante estrela internacional. Que o digam Angelina Jolie, Tom Cruise e Madonna. Contudo, as ofertas não excederam o lance mínimo de, pasmem, R$ 6 mil. As poucas revistas que se interessaram, logo pularam fora. Enquanto isso, na Inglaterra, a modelo Samantha Burke, que teve um rápido, e mal resolvido, affair com o ator Jude Law , recebeu U$ 500 mil da revista inglesa Hello para mostrar a pequena Sophia de 1 mês, fruto dos descuidos de Law. Que ainda não conheceu a filha, como fez questão de frizar a matéria, sensacionalista, de capa.



Pornografia
O sexto capítulo da franquia Jogos Mortais só poderá ser exibido em 8 cinemas na Espanha.
Mais precisamente nos exemplares pornográficos que ainda existem no país. Esse dado curioso se deve a classificação X conferida pelo ministério público do país. Classificação antes reservada apenas a produções de sexo explícito. Pode não haver sexo em jogos mortais, mas definitivamente tudo o mais é bem explícito.

O filme que ela quer fazer...
Jennifer Aniston é uma mulher de muitas crises. Das amorosas às de idade. A que chama atenção agora é a profissional, embora ela esteja profundamente vinculada às outras. Jennifer pôs-se a reclamar dos papéis que tem interpretado atualmente. Disse estar cansada de comédias românticas e de estar sempre à procura do amor ideal (nos filmes). Quer dar um basta nisso tudo, reinventando a carreira. Vê-se, por exemplo, em um filme de James Bond. Essa semana a atriz, aproveitando declaração de Daniel Craig –atual intérprete de 007, se convidou (pela segunda vez) para ser Bond girl. “Eu adoraria fazer um filme de ação. James Bond, glamour, Daniel Craig... seria muito divertido”.

Para derreter corações apaixonados
Não era nem mesmo oficial, mas boatos, creditados a fontes anônimas e circulados durante a semana por sites, blogs e até mesmo algumas prestigiosas revistas como a People, dão conta do fim do romance entre Robert Pattinson e Kristen Stewart, protagonistas da saga Crepúsculo. Segundo esses “amigos da onça” o romance acabou por que Kristen se sentia ‘sufocada’ por Pattinson que estaria querendo se casar com a atriz. Ou seja, ela teria posto fim ao romance mais comentado por adolescentes do planeta, por não querer fazer o que quase todas elas gostariam. Laçar Pattinson. Não tardou para que surgissem os boatos, mais virulentos, de que o ator estaria tendo problemas com bebida. Já que não estaria conseguindo 'superar' Kristen. Mais trágico impossível.
Muitos acreditam que todo o bafafá se deve a mais uma bem articulada campanha de marketing para promover o novo filme, Lua nova. Afinal são as fãs de Pattinson, e seu trágico Edward, que devem abastecer as bilheterias de todo o mundo.





Robert e Kristen: Entre dores, amores, dentadas e marketing

Ela não sabe o que quer!

A inglesinha bonitina, espivitadinha, que posa de caretinha e que tem algum talento não fala coisa com coisa atualmente. Depois de fazer um show, relativamente bem sucedido, no Brasil, Lilly Allen disse que iria se aposentar. Teria cansado da música e do seu circo. Lançaria-se à carreira de atriz. Que como todos nós sabemos, o business é completamente diferente né?
Depois disse que não largaria a música e que conciliaria as duas carreiras. Agora, mais precisamente nesta semana, disse que não tem tino para ser atriz e que não vai abandonar a música. Vai lançar uma gravadora. Mas Lilly,você vai continuar cantando? “Não sei ainda”, disse. E você, leitor, ainda lê uma coisa dessas...



Só sei que nada sei

domingo, 23 de agosto de 2009

Top 10

Os astros mais "fashion" do show business

10- Daniel Graig
Não podia faltar em uma lista como essas, o nome do atual intérprete do espião mais famoso e charmoso do mundo. Muito criticaram quando Craig foi anunciado como o novo James Bond, mas é inegável que o ator ajudou a revitalizar a franquia. Com seus músculos definidos e com aquele ar rude, Craig veste bem todas as roupas e acessórios que fazem parte do guarda - roupa de 007.
9- Clive Owen
Owen já foi o protagonista de campanhas de perfumes das mais variadas marcas, de carro, de ternos... O ator pode não ostentar uma beleza acachapante, mas simboliza o ideal de macheza e preenche com elegância toda e qualquer roupa. Explora muito bem sua sensualidade.

8- Jude Law
O terceiro inglês da lista é magro e usa o cabelo desgrenhado na maior parte das vezes. No entanto, Law pertence aquela estirpe de que parece fashion não importa o que esteja vestindo. Seja jeans e camiseta branca, ou terno e sobretudo. Law é fashion, mesmo sem fazer questão de sê-lo.

7- Hugh Jackman
O australiano, atual detentor do título de homem mais sexy do mundo pela revista People pode parecer uma escolha inusitada para essa lista. Contudo, o ator tem muita personalidade na hora de se vestir, se não dita tendências, ao menos mantém os olhos da indústria, e das mulheres, atentos.
Ok, the picture is from 10 years ago, but I was already fashion back then!


6- George Clooney
Até que ponto o fato de ser charmoso influi em ser fashion? Obviamente, é uma pergunta subjetiva. Mas pousar os olhos em George Clooney ajuda a ter uma idéia. O astro é o arquétipo mais vivaz do que significa essa lista. Bom gosto, charme, atitude e influência. Clooney rules.

5-Vicent Cassel
O francês é outro que vira e mexe está estrelando alguma campanha publicitária voltada para o universo masculino. Casado com uma verdadeira beldade, poliglota, talentoso, viajado e veste-se muito bem. Cassel seria o mais próximo daquilo que pode-se chamar James Bond da vida real.
4- Johnny Depp
Por muito tempo tido como o esquisitão de Hollywood. Até aparecer Jack Sparrow. Se o capitão cheio de trejeitos de Piratas do Caribe mudou o status de Depp na meca do cinema, também colocou o ator no mapa dos fashionistas. De cabelos longos ou curtos, de paletó e jeans ou colete e colares indígenas, Depp passou a ser lembrado também pela forma como se vestia. E a ser reconhecido por isso. Poucos em Hollywood ligam tão pouco para a forma como se vestem e são tão louvados por isso.

3- Brad Pitt
Ele é o furor das fofocas. Tudo sobre Brad Pitt vende. Era natural que sua forma de se vestir também causasse alvoroço. O ator foi ficando mais vaidoso com o tempo. Já desfilou variados penteados, roupas das mais variadas estirpes e acessórios descolados ou escabrosos. Pitt gosta de fazer sua própria moda. Recentemente andou por aí com o bigodinho horroroso de seu personagem Aldo Raine de Bastardos inglórios. Gostou tanto, que mesmo após o fim das gravações permaneceu com o bigodinho. Tem coisas que só ficam bem em Brad Pitt.

O bigode da discórdia


2-Asthon Kutcher
O Mr. Demi Moore é o ator preferido para modelar para marcas jovens. Barato, tem identificação com o público alvo e usa de fato os produtos que anuncia. Foi ele a primeira celebridade de grande porte a adotar o twitter- nova mania da internet, foi ele quem admitiu morrer de vontade de fazer um filme pornô com sua esposa e é ele quem usa as combinações mais improváveis e sempre cria um ótimo look. Kutcher é fashion e fez da arte de ditar tendências, um hobby.

Mr. I do whatever I want

1- Justin Timberlake
Ele é hoje o rei do pop. Cantor, produtor, proprietário de sua própria grife e ator. Justin é hoje o exemplo de celebridade mais bem sucedida fazendo uso de sua própria persona. E para tanto ele capricha. Canta, dança, faz piada – é o convidado mais frequente dos últimos anos no humorístico Saturday Night live, atua e namora as mulheres mais lindas do mundo. O segredo? Ele se veste muito bem. Ajuda na confiança.

Am I the fucking man or what?