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terça-feira, 6 de agosto de 2013

TOP 10 - Os dez maiores (e melhores) diretores "faz tudo" do cinema contemporâneo

A ideia desse Top 10 é honrar diretores de cinema que ao longo dos anos têm demonstrado talento e versatilidade a frente de projetos distintos e que revelam uma gama multifacetada de interesses. Muitos desses diretores são louvados em seu meio enquanto outros são menos conhecidos, mas igualmente qualificados. Alguns apresentam maior atividade em um gênero cinematográfico, mas aparecem em outros gêneros vez ou outra; alguns se exercitam em superproduções e no cinema independente; outros favorecem experiências estéticas diferentes em cada projeto ou alternância de linguagem. Enfim, todos fazem por merecer seu lugar nesse ranking.




10 – Bill Condon
Aos 57 anos, o diretor americano, que também é roteirista, prova a cada novo trabalho uma versatilidade sempre surpreendente. Desde Deuses e monstros (1998), excelente filme sobre os últimos dias do diretor de Frankenstein e o desejo que ele nutre por seu jardineiro, que Condon chama a atenção. Antes disso, porém, já havia rodado a perola B Candyman 2 - a vingança. Na sequência rodou o excepcional e ousado Kinsey -  vamos falar de sexo (2006), sobre o pesquisador que foi pioneiro nos estudos sobre sexualidade humana. Dois anos depois, rodou o musical Dreamgirls – em busca de um sonho, estrelado por Eddie Murphy e Beyoncé sobre alguns dos nomes mais expressivos da música negra americana do século XX.  A guinada radical se deu com a direção dos dois últimos filmes da saga Crepúsculo. Agora, em 2013, Condon se prepara para lançar a cinebiografia com jeitão de espionagem do australiano Julian Assange, The fifth estate.

9 – Ron Howard
Ele até, talvez, merecesse uma posição melhor. Howard faz comédia, drama, aventura, fantasia e ação. Mas a irregularidade de alguns projetos força sua nona posição no ranking, apesar da longevidade de seus trabalhos. Desde Splash- uma sereia em minha vida (1984), Howard tem provado versatilidade ímpar alternando filmes como Willow – na terra da magia (1988), Um sonho distante  (1992), O jornal (1994), Apollo 13 – do desastre ao triunfo (1995), O preço de um resgate (1997), O grinch (2000), Uma mente brilhante (2001), Desaparecidas (2003), O código Da Vinci (2006), Frost/Nixon (2008), O dilema (2011) e o inédito Rush – no limite da emoção (2013). Ufa!

8 – Robert Zemeckis
Outro que já fez de tudo! Comédia. Ficção científica. Comédia de ficção científica. Animação. Policial. Drama… Zemeckis é seguramente um dos diretores mais importantes da história do cinema e sua contribuição vai além da trilogia De volta para o futuro e de filmes revolucionários como O expresso polar e A lenda de Beowulf. Ele esteve a frente de filmes tão diversos como Tudo por uma esmeralda (1984), Uma cilada para Roger Rabbit (1988),  A morte lhe cai bem (1992), Forrest Gump – o contador de histórias (1994), Contato (1997), Revelação (2000) e o recente O voo (2012).
  
7 – Mike Nichols
Outro diretor cuja longevidade no cinema lhe permitiu muitas experimentações. Da crônica política à sátira, passando pela comédia de teor sexual ao drama mais profundo com raiz teatral. Nichols caracterizou-se pela excelente direção de atores nos mais variados gêneros. São deles os brilhantes Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966), A primeira noite de um homem (1968), Ânsia de amar (1971),  A difícil arte de amar (1986), Uma secretária de futuro (1988), Lobo (1994), A gaiola das loucas (1995), Segredos do poder (1998), Closer – perto demais (2004) e Jogos do poder (2007).

6 – Curtis Hanson
Outro diretor que trafega com desenvoltura por gêneros diversos. Do drama biográfico com jeito de musical alternativo (8 mile – rua das ilusões) ao modernoso thriller financeiro (Grande demais para quebrar), passando por filmes tão diferentes e cheios de qualidades como A mão que balança o berço (1992), O rio selvagem (1994), Los Angeles – cidade proibida (1997), Garotos incríveis (2000), Em seu lugar (2005) e Bem vindo ao jogo (2007).

5 – Taylor Hackford
Esse é um verdadeiro mestre da versatilidade. Não à toa, ocupa com desenvoltura a presidência do sindicato dos diretores em Hollywood. Desde os anos 70, Hackford tem transitado por gêneros e orçamentos variados. Seu mais recente filme, o B por excelência e nostalgia Parker (2013) não guarda nenhuma semelhança com, por exemplo, o ótimo thriller romântico Paixões violentas (1984) – um dos pontos altos da década de 80. Narrativas com ritmo e tempos diferentes são sua especialidade. Um artesão de marca maior responsável por filmes tão díspares como O sol da meia-noite (1985), Advogado do Diabo (1997), Prova de vida (2000) e Ray (2004).

4 – Ridley Scott
Não dá para discutir com a proeminência da carreira de Ridley Scott. Uma carreira sólida na ficção científica com ótimos exemplares de comédia, ação e drama. Sem contar filmes épicos e de guerra que estão entre os mais significativos da história do cinema. Uma rápida pincelada na filmografia de Scott e temos filmes como Blade runner – o caçador de androides (1982), A lenda (1985), Chuva negra (1989), Tormenta (1996), Gladiador (2000), Hannibal (2001), Falcão negro em perigo (2001), Os vigaristas (2003), Um bom ano (2006) e O gangster (2007).

3- Steven Soderbergh
Ele não poderia ficar de fora do pódio. Prolífico e versátil, Soderbergh alterna grandes orçamentos com produções independentes, além de experimentar linguagens renovadas com certa frequência. De Sexo, mentiras e videotape (1989) a Terapia de risco (2013), chamou a atenção com projetos tão diversos como Irresistível paixão (1998), Traffic – ninguém sai ileso (2000), Onze homens e um segredo (2001), Solaris (2002), Bubble (2005), O segredo de Berlim (2006), Che: o argentino (2008), O desinformante (2009), A toda prova (2011) e Magic Mike (2012).

2- James Mangold
Ele só não está no topo desse ranking porque uma figura chamada Steven Spielberg, patrimônio do cinema, reclamou a primeira posição. Com justiça, diga-se. Nenhum diretor com um filmografia relativamente tão curta caminhou por caminhos tão largos assumindo projetos tão distintos e desafiadores como Mangold. De comédias românticas a biografias de lendas da música, passando por adaptações de HQs e westerns. Mangold é um diretor de cinema em toda a sua abrangência. São deles os filmes Cop land (1997), Garota interrompida (1999), Kate & Leopold (2001), Identidade (2003), Johnny & June (2005), Os indomáveis (2007), Encontro explosivo (2010) e Wolverine: imortal (2013).

1 – Steven Spielberg

Precisa explicar? Vamos lá! O homem que inventou o conceito de blockbuster e fez o filme de aventura que o American Film Institute considera o mais completo e referencial (este filme é Os caçadores da arca perdida, caso você esteja se perguntando) já fez dramas das mais variadas procedências, filmes pequenos, filmes grandes, algumas das ficções mais celebradas da história, comédias, aventuras, filmes de guerra e até drama político. Spielberg tem seus cacoetes, até certo ponto indissociáveis de sua persona, mas parece pacífico que é capaz de rodar o filme que quiser e da maneira que quiser. Alguns pontos altos: Tubarão (1975), E.T (1982), A cor púrpura (1985), Jurassic Park – o parque dos dinossauros (1993), A lista de Schindler (1993), O resgate do soldado Ryan (1998), Minority report – a nova lei (2002), Prenda-me se for capaz (2002), O terminal (2004), Munique (2005), Lincoln (2012).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em off

Nesta edição de Em off, novidades sobre o novo filme do diretor de A separação, um programa para cinéfilo nenhum botar defeito, as expectativas para a sequência de Thor e a dança das datas de lançamentos no Brasil.

Tchau homem do mês
Não deu certo. A ideia era destacar um homem de cinema que merecia destaque no mês. Como Claquete é uma revista de cinema virtual, em uma definição primária proposta quando da criação do blog, a ideia parecia interessante para o formato. Mas, na verdade, não é. Funciona bem no impresso, nem tanto no online. Uma seção como a Em off absorve bem a seção “O homem do mês”. A avidez por novidades, às vezes, nos conduz ao excesso. Justamente por isso, a seção que teve curta existência no blog se despede.

Exercitando a cinefilia...
“Cinefilia – entusiasmo e fascinação pelo cinema” é o tema da programação do primeiro semestre do cineclube da Escola de Cinema Darcy Ribeiro. A seleção de 13 longas-metragens elaborada pelo diretor e montador Ricardo Miranda engloba diversos cineastas, atores e propostas estéticas da sétima arte mundial. Desde março, e até o dia 29 de junho, o cineclube apresenta clássicos produzidos no Brasil e no mundo, entre as décadas de 30 e 90: Ganga Bruta, de Humberto Mauro; O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang; Mônica e o desejo, de Ingmar Bergman; Rastros de Ódio, de John Ford; estão entre os títulos escolhidos.
As sessões são realizadas sempre aos sábados, às 17h, com entrada franca, na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Após a exibição, o professor Sérgio Almeida promove uma mesa-redonda para discutir aspectos e temas relacionados ao título. As sinopses e fichas técnicas foram feitas pelo aluno Bernardo Brum.
A Escola de Cinema Darcy Ribeiro fica no centro do Rio, mais precisamente na Rua da Alfândega, nº 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2233-0224 ou no site www.escoladarcyribeiro.org.br.

John Wayne em cena de Rastros de ódio: um dos filmes que compõem a programação "Cinefilia - entusiasmo e fascinação pelo cinema" em destaque na Escola de Cinema Darcy Ribeiro


Confira a programação até o fim do ciclo:

27 de abril
O Intendente Sansho (Kenji Mizoguchi, Japão/1954)
4 de maio
M - O Vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, Alemanha/1931)
11 de maio
Índia Song (Marguerite Duras, França/1975)
18 de maio
A Paixão de Joana D’Arc (Robert Bresson, França/1962)
25 de maio
Violência e Paixão (Luchino Visconti, EUA/Itália/1974)
8 de junho
Moisés e Aarão (Danièle Huillet e Jean-Marie Straub, Alemanha/França/1974)
15 de junho
Os Mutantes (Tereza Villaverde, Portugal/1998)
22 de junho
Rastros de Ódio (John Ford, EUA/1956)
29 de junho
Mônica e o Desejo (Ingmar Bergman, Suécia/1953)

Mexendo em time que está ganhando?
Saiu o trailer de Thor – o mundo sombrio e o sombrio não fica confinado ao título. Esse primeiro material promocional indica que tudo mudou em Asgard, pelo menos na abordagem. Alan Taylor, que ajudou a criar o universo de Game of Thrones na HBO, é o diretor e parece imbuído do propósito de fazer do novo filme do herói da Marvel um épico. Será que ele consegue?




Samba do crioulo doido
Não é de hoje que as distribuidoras brasileiras fazem um verdadeiro carnaval com as estreias de seus filmes. Alguns lançamentos são reprogramados diversas vezes, como foi o caso de Killer Joe – matador de aluguel - inicialmente previsto para outubro de 2012 e que foi remarcado quatro vezes antes de estrear em março deste ano.
Na carta do editor deste mês de abril, Claquete destacou a profusão de lançamentos nos mais variados gêneros e sublinhou os aguardados filmes de cineastas festejados como Terrence Malick e Marco Bellocchio. Seus respectivos filmes, Amor pleno e A bela que dorme foram adiados para maio. Maio também deve ter o lançamento de outras produções constantemente adiadas como Ferrugem e osso, de Jacques Audiard e Sem proteção, de Robert Redford. Pelo menos, assim se espera.

Samba do crioulo doido II
A busca por janelas de lançamento melhores não é uma contingência apenas do mercado distribuidor brasileiro. Ainda que em menor escala, acontece nos EUA também. A mudança mais recente se deu com o lançamento de Depois da terra, novo filme de M. Night Shyamalan, que foi antecipado em uma semana para evitar competição com Superman: o homem de aço que agora será lançado duas semanas depois do filme estrelado por Will Smith.

O futuro de Le passé
Selecionado para a mostra competitiva do festival de Cannes de 2013, Le passé, novo filme do iraniano Asghar Farhadi – o primeiro rodado fora do Irã – precisará passar por uma análise do governo iraniano para que possa ser exibido no país, de acordo com informações da Variety. O filme, rodado na França, mostra um iraniano radicado na França que abandona a mulher e os filhos e volta para o Irã. Quatro anos depois ele retorna para se divorciar. O filme é aguardadíssimo, mesmo no Irã, mas precisará passar pelo crivo dos órgãos de regulação do país. O cineasta Abbas Kiarostami, que também rodou seus dois últimos filmes fora do Irã, não os submeteu ao governo iraniano e teve as produções banidas do país.

Novo projeto de Mike Nichols
O cineasta Mike Nichols está mantendo conversas preliminares com a Paramount para dirigir "One last Thing before I go", romance de Jonathan Tropper. A trama é promissora. Homem divorciado em plena crise de meia idade precisa lidar com sua ex-mulher apaixonada e prestes a se casar com um cara legal, sua filha grávida e ele pode morrer se não fizer uma invasiva cirurgia. É uma trama que com a acuidade narrativa e sensibilidade de Nichols, diretor de filmes como Closer – perto demais (2004), A primeira noite de um homem (1967) e Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966)  pode se tornar em um dos grandes filmes dos próximos anos.

sábado, 27 de agosto de 2011

Cantinho do DVD

Para fechar o mês em que as comédias foram destaque aqui em Cantinho do DVD, nada mais oportuno do que se voltar a um tipo de comédia que parece em extinção em Hollywood. Aquela que não se fecha em si. Aquele tipo de filme que, além de entreter, almeja algo mais. Esse propósito parece perdido da maior parte das comédias produzidas atualmente em Hollywood. Mike Nichols é dos poucos diretores que sabem fundir, de maneira brilhante, o drama das vidas à comédia no cinema. É, de certa forma, o que ele faz em Uma secretária de futuro. Um ótimo filme que traz bons momentos de Melanie Griffith – então atriz promissora – Harrison Ford e Sigourney Weaver.
O filme ainda merece a revisão por outros critérios. É interessante observar a cafonice dos anos 80 nos vestuários das atrizes. Uma diversão a parte. Outro dado interessante é perceber o que os anos acrescentaram a Alec Baldwin, Harrison Ford e Kevin Spacey (em uma divertida ponta). A crítica a seguir:


Crítica

Os anos 80 se fechavam com a bolsa de valores se viabilizando como o horizonte da glória capitalista. Mike Nichols, um diretor que já havia abordado a batalha dos sexos em outros eixos, vislumbrou em um ambiente de competição como o de Wall Street o material perfeito para mais uma de suas façanhas cinematográficas. Uma secretária de futuro (Working girl, EUA 1988) pode ser visto como uma crônica sobre o acirramento do mercado de trabalho e seus filtros cada vez mais rigorosos, mas a fina comédia de Nichols funciona melhor sob a ótica de uma parábola feminista de curto alcance. Em uma época em que as mulheres ainda eram minoria espremida no mercado de trabalho e que ocupavam empregos proletários, uma secretaria sonhar com uma posição de destaque em uma firma jurídica de corretagem era algo que beirava o ultrajante.
Não à toa, Nichols abre seu filme com sua protagonista Tess (Melanie Griffith) sendo vítima de uma pegadinha sexista que facilmente seria enquadrada como assédio moral nos dias de hoje. Para essa personagem, vislumbrar uma carreira melhor do que a que tinha deveria ser um convite à depressão. Aí está o brilho da personagem e do filme de Nichols. Uma ode ao inconformismo, mas sem fazer do filme uma causa.
Tess, apesar de ingênua, se apega a todas as oportunidades e aprende com seus erros. Ela se aproveita da ausência de sua chefe charlatona (Sigourney Weaver) e se faz passar por uma executiva de calibre. Teoria não lhe falta e para compensar a falta de prática se aproxima de Jack Trainer (Harrison Ford), um experiente operador do mercado de fusões e aquisições – nicho em que Tess decide se experimentar.
Uma secretária de futuro então se dedica à desenvoltura do plano de Tess em se provar capaz – e a perfilar os obstáculos que se erigem.
É uma atividade a qual Nichols cumpre com extrema eficiência. Sabendo sublinhar os momentos de humor e evitando o potencial moralista – ainda que sublinhe o quão oportuna é a saga de Tess em busca de reconhecimento.
Harrison Ford convence como o tipo ansioso que remetia a Wall Street da época. Melanie Griffith surge cativante na pele da mulher obstinada a ser mais do que as convenções sociais lhe impõem. As seis indicações ao Oscar (incluindo filme, direção e atriz) não foram despropositadas. Elas reforçam a bem sucedida intenção da fita (ser um veículo feminista com proporções moderadas) e o acerto no tom (estabelecendo o humor e a inteligência como parâmetros).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cenas de cinema

Entrega do nono Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Aconteceu na terça-feira, dia 8 de junho, a nona edição do Grande prêmio do cinema brasileiro, que o marketing dos organizadores tenta colar como o Oscar nacional, embora premiações como as de Gramado e do festival do Rio sejam mais ressonantes. Contudo, é inegável o apelo mais comercial da premiação. É proibido fumar, comédia de Anna Muylaert protagonizada por Glória Pires e Paulo Miklos sagrou-se o grande vencedor da noite. A fita levou cinco prêmios (filme, direção, roteiro original, trilha sonora e montagem para ficção). Tony Ramos por seu papel em Se eu fosse você 2 derrotou o favorito Tony Ramos por Tempos de Paz. A fita de Daniel Filho foi O curioso caso de Benjamin Button do Oscar nacional. Com 11 indicações, faturou apenas dois prêmios. A atriz Glória Pires foi a outra grande derrotada da noite. Com duas indicações, por É proibido fumar e Lula – o filho do Brasil, a atriz viu Lilia Cabral por Divã faturar o prêmio.

Nas entrelinhas
A premiação de maneira geral foi justa e democrática. Mas a impressão que fica é de que o cinema brasileiro ainda patina na necessidade de se viabilizar. Os vencedores desta nona edição demonstram que o Brasil sabe fazer cinema comercial e eles venceram, na verdade, para mostra isso (apesar de sucesso de público, o que viabiliza, afinal, são os prêmios). O ótimo filme de Anna Muylaert é como entrega a adjetivação, ótimo filme, mas não é o tipo de filme que a gente imagina ganhando o Grande prêmio do cinema brasileiro. É por isso que não é o Oscar.


Cena de É proibido fumar: o grande vencedor do ano é um bom filme, mas passa longe de ser um grande filme


Mike Nichols receberá o 68º American Film Institute Achievment awards
Será entregue hoje na cidade de Los Angeles uma das maiores honrarias que um artista do cinema pode receber. O AFI Achievment award é, na hierarquia dos tributos a carreiras, o prêmio mais distinto que alguém pode receber. Em segundo viria um Oscar especial. O AFI Achievment awards se destaca por que todo o evento é organizado para celebrar o homenageado, as pessoas estão lá simplesmente para prestigiar o laureado. No Oscar, a homenagem faz parte da festa. E em 2010, nem mesmo fez. Este ano, o prêmio que já foi entregue a figuras como Al Pacino, Robert De Niro, Woody Allen, Meryl Streep, Steven Spielberg e Martin Scorsese será entregue ao grande Mike Nichols, diretor de, entre outras obras primas, Closer –perto demais.


Robert Pattinson não quer ser Robert Pattinson
Calma lá! Não é mais uma das famigeradas e infelizes declarações do galã da saga Crepúsculo (alguém ainda se lembra quando ele confessou que tinha alergia a vaginas, para depois dizer que estava brincando e que a gente não entendeu?). Em entrevista a revista americana Gloss de junho, o Edward de Crepúsculo falou sobre fama, mulheres e modelos. Johnny Depp é, para Pattinson, o melhor modelo de sucesso profissional disponível em Hollywood. “À medida que um ator constrói uma carreira recheada de filmes de qualidade, o nome dele vai ocupando outro lugar que não o das 'celebridades insignificantes'. É uma batalha fazer o trabalho significar mais do que a fama. Johnny Depp conseguiu. Ele não é julgado por sua imagem pública e sim por seu trabalho. Mas até chegar a esse estágio é preciso ter disciplina... E saber se esconder!", filosofou o ator.

Pattinson em cena de seu último filme, Lembranças: o ator quer distância da imagem de Robert Pattinson


Um produtor muito louco!
Um dos personagens mais descolados do super descolado e hypado Trovão tropical era o produtor de cinema piradão, que cantarolva letras de rap com a mesma velocidade que vociferava palavrões, interpretado por Tom Cruise. Pois bem, depois da elogiada e engraçadíssima participação de Cruise, caracterizado como o indefectível Les Grossman, no MTV Movie Awards do último domingo, a MTV e a Paramount anunciaram que irão produzir um filme centrado no personagem. A produção caberá a Ben Stiller (diretor e roteirista de Trovão tropical, logo o criador de Grossman). Em nota divulgada a imprensa, Stiller disse que “ a vida de Les Grossman é um conto que mostra a luta do ser humano para conseguir se dar bem apesar das dificuldades.” Segundo Stiller, Cruise o garantiu que vai detonar no filme e fazer Cidadão Kane “ parecer uma porcaria feita para a TV.”

Grossman: You shut your fucking mouth and pay attention in my mother fucker movie

domingo, 23 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 1 - Closer-perto demais

"Eu sei quem você é! Eu te-amo. Eu amo tudo em você que até dói!”

“Esse é o espírito. Obrigado.Obrigado pela honestidade. Agora saia da porra da minha frente e morra! Sua puta problemática!”

“Eu não te-amo mais.Adeus!”

Recortes da vida real



Anna & Larry
“Por que o sexo é tão importante?”
“Porque eu sou um homem das cavernas”


Dan & Alice
“Não é seguro lá fora!”
“Ah, e é seguro aqui?”

Anna & Larry
Por que você está vestido?”
“Por que eu acho que você está prestes
a me deixar e eu não queria estar usando um roupão”

Alice & Dan
“Mas ninguém vai te amar tanto quanto eu. Isso não basta?”
“Não!”
“Por quê?”
“Porque eu acho que serei mais feliz com ela”

Alice & Larry
“Eu não sou uma puta!”
“Eu não pagaria!”


Dan & Larry
Eu quero Anna de volta
Ela fez a escolha dela.
Eu te devo desculpas. Eu me apaixonei por ela. Eu não queria te fazer sofrer.
Onde estão as desculpas?
Me desculpe. Se você a ama, você a deixarará partir para que seja feliz.
Ela não quer ser feliz!
Todo mundo quer ser feliz!
Os depressivos não. Eles querem ser infelizes para confirmar que são depressivos.Se eles fossem felizes, eles não poderiam mais ser depressivos. Eles teriam de ir para o mundo e viver. O que pode ser bastante depressivo.


Sinopse
A trama acompanha os encontros e desencontros amorosos de quatro personagens entre si.

Comentário
É difícil apontar qual a maior virtude do filme de Mike Nichols. A destreza técnica, a coragem com que aborda o tema e a perfeição do elenco saltam a frente. Mas não resumem a força demolidora que é Closer. Não faz justiça a inteligência com que aborda a emoção e não indica a sofisticação com que dá forma a essa abordagem. O emaranhado emocional que pauta as relações amorosas é o protagonista dessa história doída que fala sobre sexo, mas não mostra, que discute o amor, mas priva seus personagens de senti-lo em sua plenitude, que questiona muito e oferece poucas respostas satisfatórias. Closer-perto demais talvez seja a mais perfeita síntese da pretensão cinematográfica. Entretenimento inteligente, conteúdo para análise fílmica e reverberação sociológica a posteriori. E Julia Roberts. Aqui a ex-queridinha que voltou a ser queridinha da América abre mão de qualquer vaidade e entrega a performance de sua carreira. Natalie Portman também assombra, Jude Law é outro colosso e Clive Owen é um imã para os olhos. O texto é sublime e vigoroso e a direção de Nichols é elegante. Derreter-se em elogios a Closer é uma contingência cinéfila. Reconhecer sua ressonância e coragem, é questão de maturidade.


Prêmios
2 indicações aos Oscar (ator coadjuvante e atriz coadjuvante); 5 indicações ao globo de ouro( filme/drama, direção e roteiro) e duas vitórias (ator e atriz coadjuvantes); indicado ao prêmio do sindicato dos roteiristas; Bafta de melhor ator coadjuvante; 3 indicações ao critic´s choice awards (elenco, ator coadjuvante e atriz coadjuvante); melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Las Vegas; melhores ator e atriz coadjuvantes para a associação de críticos de Londres; melhor elenco pelo National board of review; melhor ator coadjuvante para o críticos de críticos de Nova Iorque; melhor atriz coadjuvante para a associação de críticos de San Diego; melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Toronto;

Curiosidades
- O ator Clive Owen já tinha atuado na peça que deu origem ao filme. Na montagem londrina do texto, o ator viveu o jornalista Dan (personagem de Jude Law no filme)
- O diretor Mike Nichols admitiu em recente entrevista que nunca pensou em outra atriz que não Julia Roberts para viver a fotógrafa Anna
- Em recente pesquisa feita pelo caderno cultural "Segundo caderno", do jornal O Globo, os leitores apontaram Closer como o filme mais completo a abordar relacionamentos adultos
- Clive Owen e Julia Roberts retomaram a química extraordinária apresentada no filme de Mike Nichols no recente Duplicidade, de Tony Girlroy

Ficha técnica
título original:Closer
gênero:Drama
duração:01 hs 40 min
ano de lançamento:2004
estúdio:Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions
distribuidora:Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
direção:Mike Nichols
roteiro:Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber
produção:Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin
fotografia:Stephen Goldblatt
figurino:Ann Roth
edição:John Bloom e Antonia Van Dermellan
elenco: Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen e Natalie Portman

>Fonte: arquivo pessoal


sábado, 22 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: Apêndice - parte 1

Antes da divulgação do melhor filme da década (na verdade, ele já será mencionado hoje), como um baita aperitivo, Claquete preparou esse especial com curiosidades e detalhes sobre os 25 melhores filmes da década (2000 - 2009) eleitos pelo Blog.



Quem participou de Cannes, Veneza e Berlim?
Cannes:
+ Fale com ela
+ Cidade de Deus (fora de competição)
+ Moulin Rouge – amor em vermelho (fora de competição)
+ Onde os fracos não têm vez
+ Marcas da violência (fora de competição)
+A promessa
+ O pianista
+ Bastardos inglórios
+ Sobre meninos e lobos
+Match point – ponto final (fora de competição)

Veneza:
+ Colateral (fora de competição)
+ A vida dos outros
+ Não estou lá
+ O segredo de Brokeback Mountain

Berlim:
+ Medo da verdade (fora de competição)
+Munique (fora de competição)
+ A promessa






O filme mais caro: Batman –o cavaleiro das trevas = U$ 190 milhões
O filme mais barato: Match point – ponto final = U$ 12 milhões (valor convertido de libras)

Ele é o cara


O ator que mais colecionou indicações ao Oscar na década (foram 4 indicações e duas vitórias), marca presença na lista tanto como ator, tanto como diretor. Sua performance premiada em Sobre meninos e lobos, o sexto filme do ranking é tão arrebatadora quanto seu discreto, porém firme trabalho na direção do poderoso drama A promessa, o décimo segundo filme no ranking.


Ele é o cara 2


E se tem alguém que bate Sean Penn nesse ranking é Clint Eastwood. Assim como Penn, ele aparece na lista como ator e como diretor, só que em dobro. Como ator, Clint foi lembrado nos filmes Menina de ouro e Gran Torino, filmes que também dirigiu. Além, é claro, de ter contribuído grandemente para que Penn, também fosse um dos caras dessa lista.

Ele é uma senhora fonte


Denis Lehene acaba de ter mais uma obra sua adaptada com maestria para o cinema. Martin Scorsese enobreceu a literatura de Lehene com Ilha do medo, lançado nos cinemas em março deste ano. Mas Ben Affleck com Medo da verdade (18º da lista) e Clint Eastwood com Sobre meninos e Lobos (6º da lista), o fizeram antes. De qualquer maneira, Lehene se mostrou uma fonte preciosa para o cinema nessa década passada.


As versões do nazismo
Dois filmes que abordam de maneira diferente o nazismo figuram na lista de Claquete, separados apenas pelo filme Munique (que também tem judeus em seu entorno). O pianista (11º) e Bastardos inglórios (9º) mostram respectivamente toda a crueza do nazismo e um fim mais apropriado para ele. Polanski e Tarantino, cada qual a sua maneira, extirparam fantasmas.


Os mestres da sinfonia


Clint Eastwood

Pois é, já deve estar cansando, mas sem dúvida alguma, Clint Eastwood foi o artista americano da década. Em termos de ressonância e qualidade ninguém foi mais prolífero do que ele. E o fato de ter encaixado três filmes na lista dos 25 melhores filmes da década atesta isso.


Mike Nichols


Ele já mereceria essa menção só por ter realizado o melhor filme da década, mas Nichols também emplacou outro trabalho na lista. Jogos do poder aparece na décima sexta posição. O que torna o feito de Nichols ainda mais notável é que esses dois filmes foram os únicos que ele dirigiu na década passada.
Ben Affleck

Ator canastrão e figura carimbada na celebrity gossip, poucos acreditavam que Affleck poderia ser um diretor de talento. Seu primeiro filme arrebatou a critica americana e valeu-lhe o passe para o ranking dos 25 melhores filmes da década. É o único diretor estreante na lista. Algo marcante e digno de nota.
Ainda hoje será publicada a segunda parte do apêndice do especial sobre os 25 melhores filmes da década. Fique por perto!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os 25 melhores filmes da década:16 - Jogos do poder

"Ninguém está prestando atenção"




Sinopse:
Início dos anos 80. A União Soviética invade o Afeganistão, o que chama a atenção de políticos norte-americanos. Um deles é Charlie Wilson, um homem mulherengo e polêmico que não tem grande relevância política, apesar de ter sido eleito 6 vezes para o cargo. Com o apoio de Joanne Herring, uma das mulheres mais ricas do estado que o elege, o Texas, e do agente da CIA Gust Avrakotos, Wilson passa a negociar uma aliança entre paquistaneses, egípcios, israelenses e o governo norte-americano, de forma que os Estados Unidos financiem uma resistência que impeça o avanço soviético no local.

Comentário:
O filme de Mike Nichols é um poderoso e sagaz comentário sobre como as relações políticas se estabelecem. O filme cobre um episódio que no principio da década passada ganhou relevância-tão inesperada quanto tenebrosa - com os ataques terroristas às torres gêmeas, de maneira leve e salutar. Nichols oferece uma aula de narrativa e parcimônia ao contar um tema espinhoso com toques cômicos. Ajuda muito contar com um Tom Hanks inspirado e um Phillip Seymour Hoffman fenomenal. Juntos eles desmascaram a América das boas intenções que se abriga nos interesses escusos e nas negociatas midiáticas. Um filme austero que não deixa de ter bom humor. Sem dúvida alguma, uma obra referencial.

Prêmios:
1 indicação ao Oscar (ator coadjuvante); 5 indicações ao Globo de ouro (filme comédia/musical, ator em comédia/musical, ator coadjuvante, atriz coadjuvante e roteiro); Indicado ao Bafta de melhor ator coadjuvante; indicado ao Critic´s choice awards de melhor roteiro e melhor ator coadjuvante;

Curiosidades:
- O verdadeiro Charles Wilson deu uma declaração de apoio ao filme, em artigo publicado à época do lançamento da fita, da seguinte maneira: “Qualquer coisa que eu podesse embargar, é provavelmente verdade”
- O roteiro do filme é assinado por Aaron Sorkin, criador e principal roteirista da famosa série de TV sobre os bastidores da Casa Branca, The west wing
- Houve três acidentes durante as filmagens da produção. Em um deles, um figurante morreu.
- Emily Blunt, que faz uma pequena participação no filme, rodou suas cenas em dois dias. Ela não recebeu nada pela participação, embora outorgada pelo sucesso de O diabo veste Prada, a atriz queria contracenar com Tom Hanks, ator de quem é fã.
- Foi o segundo trabalho do diretor Mike Nichols com a estrela Julia Roberts. O primeiro foi Closer –perto demais e o terceiro está a caminho.
- Desde o anúncio do projeto, a imprensa especializada se interessou pelo filme que reuniria Tom Hanks e Julia Roberts (dois dos principais astros dos anos 90) em um mesmo filme.

Ficha técnica:
título original: Charlie Wilson's War
gênero: Drama
duração: 01 hs 37 min
ano de lançamento:2007
estúdio: Universal Pictures / Relativity Media
distribuidora: Universal Pictures / UIP
direção: Mike Nichols
roteiro: Aaron Sorkin, baseado em livro de George Crile
produção: Gary Goetzman e Tom Hanks
música: James Newton Howard
fotografia: Stephen Goldblatt
direção de arte: Maria-Teresa Barbasso, Brad Ricker e Alessandro Santucci
figurino: Albert Wolsky
edição: John Bloom e Antonia Van Drimmelen
elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Phillip Seymour Hoffman e Amy Adams


Fonte: arquivo pessoal


domingo, 13 de setembro de 2009

TOP 10

10 diretores que transitam entre variados gêneros

10- Brett Ratner
O diretor se notabilizou com a trilogia A hora do rush,em que punha o comediante Cris Tucker e o astro chinês Jacke Chan em maus lençóis. A trilogia capitalizou Ratner, que não teve medo de experimentar. O diretor entregou fitas muito bem sucedidas em outros gêneros. Um homem de família, drama estrelado por Nicolas Cage é um bom exemplo. Dragão vermelho, talvez a melhor aparição de Hannibal Lecter depois de O silêncio dos inocentes, também foi cortesia de Ratner. O diretor ainda assumiu a difícil tarefa de substituir Brian Singer a frente do terceiro X-men. O confronto final, dirigido por Ratner, é considerado por muitos o melhor da trilogia. Ratner não é excepcional, mas mantém uma regularidade impressionante. Saí-se bem em qualquer trabalho.

Sou um charme ou não sou?

9- Gus Van Sant
É verdade que Sant não variou tanto assim. Contudo poucos diretores transitam com tamanha habilidade entre o cinema dito comercial e sua vertente independente. Sant vai mais longe. Em suas obras independentes, experimenta como poucos. Filmes como Elefante, Últimos dias e Paranoid Park, pouco têm a ver com filmes como Gênio indomável, Psicose e Garotos perdidos.


Sant: Experimental e sensível

8- Alfonso Cuáron
O mexicano ganhou a pecha, tal qual o dono da posição anterior, de cineasta investigador da adolescência. São seus A princesinha, Harry Potter e o prisioneiro de Askaban e E tua mãe também. Filmes, que a despeito de suas particularidades, retratam essa fase de mudanças e desapegos. Contudo, Cuáron já demonstrou talento ao se enveredar por histórias radicalmente diferentes. Como no romance em tom fabular Grandes esperanças e na ficção apocalíptica Filhos da esperança.
Cuáron no set de Filhos da esperança: Ele é o mexicano mais bem sucedido em Hollywood

7- Mike Newell
O inglês têm seu maior sucesso atribuído a Quatro casamentos e um funeral, até pouco tempo o filme inglês de maior faturamento mundial. Contudo, essa afirmação é fruto de desinformação. Newell, diretor versátil, realizou filmes tão díspares como Harry Potter e o cálice de fogo, Donnie Brasco, O sorriso de Monalisa e Amor nos tempos de Cólera. Sempre com um resultado acima do meramente positivo.




Newell provou-se capaz de dirigir figuras tão diferentes quanto Al Pacino e Daniel Radclife


6- David Fincher
Muitos pensam, erroneamente, que Fincher só sabe realizar filmes sobre serial Killers. Culpa de seu mais retumbante sucesso, Seven. Fincher é muito mais completo do que em um primeiro momento se supõe. Perfeccionista e centralizador, o diretor faz filmes tecnicamente perfeitos. É o caso do recente O curioso caso de Benjamin Button, do polêmico O clube da luta, do incompreendido Zodíaco e do apavorante Aliens 3.

Fincher fazendo pose de sério

5- Mike Nichols
Grande diretor, certamente o dono da carreira mais longeva dentre os listados, Nichols se alterna entre as comédias e os dramas mais robustos. Contudo, nunca se repete. Suas comédias são sempre diferentes. Em estrutura, em narrativa, em ambientação, em discurso. Pegue por exemplo, Uma secretária de futuro e Jogos do poder . Não poderiam ser mais díspares. Ele também já rodou dramas intensos, como Closer e Quem tem medo de Virgínia Wolf?

O diretor ao lado de Tom Hanks no set de Jogos do poder


4- James Mangold
Mangold talvez seja o mais versátil da lista. Já fez comédia romântica de época (Kate & Leopold), westerns ( Os indomáveis), suspenses psicológicos (Identidade) e dramas biográficos (Johnny & June). O diretor sempre realiza um trabalho notável com forte rigor narrativo, mesmo que nunca tenha ingressado no gênero anteriormente.
Mangold tenta explicar sua eficiência

3- Steve Soderbergh
Assim como Gus Van Sant, Soderberg gosta de manter um canal aberto entre o cinema independente e o comercial. Só que Sodebergh é ainda mais arrojado do que Sant nas duas frentes. Por vezes funde os dois gêneros e alcança resultados inesperados. Julia Roberts em um filme independente? Dê uma olhada em Full Frontal. Um filme estreando ao mesmo tempo na TV por assinatura e nos cinemas? Dê uma olhada em Bubble. Elenco estelar em filme divertidíssimo? A trilogia Onze homens e um segredo. Drama oscarizado sobre o mundo das drogas? Traffic – ninguém sai ileso. Sucesso em Cannes? Tem! Conhece Sexo, mentiras e videotape? Filme de gênero? Tem também. Já viu Erin Brockovic? Ah, e têm filme de guerrilha também! As duas partes de Che foram rodadas na marra. Soderbergh é um verdadeiro entusiasta do cinema em toda a sua representatividade.

Te cuida, Spielberg! Quero ser o Steve mais poderoso da cidade!


2- Ridley Scott
O diretor inglês não conhece fracassos. Todas as suas incursões nos variados gêneros cinematográficos foram bem sucedidas. Desde Alien – o oitavo passageiro até Rede de mentiras. Passando por sucessos de público e critica tão diferentes quanto indispensáveis como Gladiador, Blade Runner, Os vigaristas, O gangster, Thelma & Luise e Falcão negro em perigo. Scoot é daqueles diretores que merecem ser estudados em toda a sua plenitude.

Poxa, não fiquei em primeiro...


1- Steven Spielberg
Será que alguém imaginava um número um diferente? O censo comum manda apontar Spielberg como o maior diretor da atualidade. E um dos maiores de todos os tempos. Por que? Certamente não é só pelo seu tino para os negócios. Spielberg é genial em qualquer gênero que se aventure. Eis uma pequena demonstração. Tubarão, E.T, Os caçadores da arca perdida, A lista de Shindler, Parque dos dinossauros, O resgate do Soldado Ryan, A volta do capitão guancho, Munique, Prenda-me se for capaz e Minority Report. Tá bom, ou quer mais?

criador e criatura em momento pop
Fotos: Divulgação