Um dos primeiros posts de Claquete foi sobre Closer-perto demais. Na verdade, o filme foi a primeira lembrança da extinta seção “Filme do dia”, na inauguração do Blog. Essa coincidência não foi por acaso. Mesmo que não se concorde com o título de melhor filme da década, é preciso reconhecer o quanto o filme de Mike Nichols é expressivo, brutal, verdadeiro e insidioso. Poucas vezes o amor foi abordado de maneira tão crua e desapaixonada em um filme antes. E não é só o amor a matéria prima de Closer. Os relacionamentos, e a dinâmica rocambolesca que os caracterizam, constituem o filme como um elaborado - e por que não esmiuçado - estudo sobre os desmandos do ego, superego e demais conceitos que parecem interessar apenas a psicólogos e terapeutas. A atemporalidade de Closer se verifica não só pela universalidade do tema central, mas pela acuidade do registro. O texto de Patrick Marber, adaptado da peça de sua própria autoria, é de um vigor arrebatador. Mas não é só. A direção de Mike Nichols otimiza esse texto maravilho e propicia que outro componente fundamental brilhe: o elenco. Clive Owen, Jude Law, Julia Roberts e Natalie Portman vivem aqui, possivelmente, seus melhores momentos como intérpretes. Eles, literalmente, dão vida aos conflitos e dilemas aventados pelo roteiro.
Personagens que não provocam empatia, mas falam ao espectador
Jogar luz sobre o lado obscuro de um sentimento geralmente retratado de maneira lisonjeira, idílica e, diriam alguns, até mesmo fabular, requer coragem e conteúdo. Closer, com seus diálogos secos, sua desenvoltura contida, sua moral desconectada e sua tensão aflorida transborda coragem e, certamente, apresenta conteúdo de sobra. É um filme que se comunica com o espectador toda a vez que se volta a ele. E seu significado, embora permaneça dentro de uma espiral de coerência, varia de acordo com a maturidade emocional do espectador. Não é uma obra fácil, não é de provocar empatia, os personagens não são agradáveis, seus dramas não são edificantes e o desfecho, certamente, não traz nenhuma apoteose. Essa opção pelo não convencional ajuda a ajustar Closer como o filme mais significativo da década. Além da excelência em todos os quesitos já abordados, o filme aposta em uma estética que emula o teatro, sem renunciar a certos meandros narrativos típicos do cinema. Contudo, a fita não é um produto convencional em termos de estruturação. Rotulá-lo, portanto, como “um ótimo trabalho de elenco”, “teatro filmado” ou “apenas um grande roteiro” é desviar-se de uma análise mais fundamentada e ir ao encontro de percepções simplistas e limitadas.
Um filme que dispensa rótulos, mas que alguns costumam chamar de "o mais adulto filme hollywoodiano dos últimos tempos"
Mas Closer-perto demais é o melhor filme da década, talvez, por que prescinda de todo esse embasamento. É uma experiência demolidora. Um filme que dá prazer de ver, ao cinéfilo, agonia, ao enamorado e desencantamento, ao ser humano. Se outro filme na década conseguiu reunir essas sensações durante duas horas e reproduzi-las toda vez que se volte a ele, que se apresente.
"Eu sei quem você é! Eu te-amo. Eu amo tudo em você que até dói!”
“Esse é o espírito. Obrigado.Obrigado pela honestidade. Agora saia da porra da minha frente e morra! Sua puta problemática!”
“Eu não te-amo mais.Adeus!”
Recortes da vida real
Anna & Larry “Por que o sexo é tão importante?” “Porque eu sou um homem das cavernas”
Dan & Alice “Não é seguro lá fora!” “Ah, e é seguro aqui?”
Anna & Larry “Por que você está vestido?” “Por que eu acho que você está prestesa me deixar e eu não queria estar usando um roupão”
Alice & Dan “Mas ninguém vai te amar tanto quanto eu. Isso não basta?” “Não!” “Por quê?” “Porque eu acho que serei mais feliz com ela”
Alice & Larry “Eu não sou uma puta!” “Eu não pagaria!”
Dan & Larry Eu quero Anna de volta Ela fez a escolha dela. Eu te devo desculpas. Eu me apaixonei por ela. Eu não queria te fazer sofrer. Onde estão as desculpas? Me desculpe. Se você a ama, você a deixarará partir para que seja feliz. Ela não quer ser feliz! Todo mundo quer ser feliz! Os depressivos não. Eles querem ser infelizes para confirmar que são depressivos.Se eles fossem felizes, eles não poderiam mais ser depressivos. Eles teriam de ir para o mundo e viver. O que pode ser bastante depressivo.
Sinopse
A trama acompanha os encontros e desencontros amorosos de quatro personagens entre si.
Comentário É difícil apontar qual a maior virtude do filme de Mike Nichols. A destreza técnica, a coragem com que aborda o tema e a perfeição do elenco saltam a frente. Mas não resumem a força demolidora que é Closer. Não faz justiça a inteligência com que aborda a emoção e não indica a sofisticação com que dá forma a essa abordagem. O emaranhado emocional que pauta as relações amorosas é o protagonista dessa história doída que fala sobre sexo, mas não mostra, que discute o amor, mas priva seus personagens de senti-lo em sua plenitude, que questiona muito e oferece poucas respostas satisfatórias. Closer-perto demais talvez seja a mais perfeita síntese da pretensão cinematográfica. Entretenimento inteligente, conteúdo para análise fílmica e reverberação sociológica a posteriori. E Julia Roberts. Aqui a ex-queridinha que voltou a ser queridinha da América abre mão de qualquer vaidade e entrega a performance de sua carreira. Natalie Portman também assombra, Jude Law é outro colosso e Clive Owen é um imã para os olhos. O texto é sublime e vigoroso e a direção de Nichols é elegante. Derreter-se em elogios a Closer é uma contingência cinéfila. Reconhecer sua ressonância e coragem, é questão de maturidade.
Prêmios 2 indicações aos Oscar (ator coadjuvante e atriz coadjuvante); 5 indicações ao globo de ouro( filme/drama, direção e roteiro) e duas vitórias (ator e atriz coadjuvantes); indicado ao prêmio do sindicato dos roteiristas; Bafta de melhor ator coadjuvante; 3 indicações ao critic´s choice awards (elenco, ator coadjuvante e atriz coadjuvante); melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Las Vegas; melhores ator e atriz coadjuvantes para a associação de críticos de Londres; melhor elenco pelo National board of review; melhor ator coadjuvante para o críticos de críticos de Nova Iorque; melhor atriz coadjuvante para a associação de críticos de San Diego; melhor ator coadjuvante para a associação de críticos de Toronto;
Curiosidades - O ator Clive Owen já tinha atuado na peça que deu origem ao filme. Na montagem londrina do texto, o ator viveu o jornalista Dan (personagem de Jude Law no filme) - O diretor Mike Nichols admitiu em recente entrevista que nunca pensou em outra atriz que não Julia Roberts para viver a fotógrafa Anna - Em recente pesquisa feita pelo caderno cultural "Segundo caderno", do jornal O Globo, os leitores apontaram Closer como o filme mais completo a abordar relacionamentos adultos - Clive Owen e Julia Roberts retomaram a química extraordinária apresentada no filme de Mike Nichols no recente Duplicidade, de Tony Girlroy
Ficha técnica título original:Closer gênero:Drama duração:01 hs 40 min ano de lançamento:2004 estúdio:Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions distribuidora:Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International direção:Mike Nichols roteiro:Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber produção:Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin fotografia:Stephen Goldblatt figurino:Ann Roth edição:John Bloom e Antonia Van Dermellan
elenco: Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen e Natalie Portman
Antes da divulgação do melhor filme da década (na verdade, ele já será mencionado hoje), como um baita aperitivo, Claquete preparou esse especial com curiosidades e detalhes sobre os 25 melhores filmes da década (2000 - 2009) eleitos pelo Blog.
Quem participou de Cannes, Veneza e Berlim? Cannes: + Fale com ela + Cidade de Deus (fora de competição) + Moulin Rouge – amor em vermelho (fora de competição) + Onde os fracos não têm vez + Marcas da violência (fora de competição) +A promessa + O pianista + Bastardos inglórios + Sobre meninos e lobos +Match point – ponto final (fora de competição)
Veneza: + Colateral (fora de competição) + A vida dos outros + Não estou lá + O segredo de Brokeback Mountain
Berlim: + Medo da verdade (fora de competição) +Munique (fora de competição) + A promessa
O filme mais caro: Batman –o cavaleiro das trevas = U$ 190 milhões O filme mais barato:Match point – ponto final = U$ 12 milhões (valor convertido de libras)
Ele é o cara
O ator que mais colecionou indicações ao Oscar na década (foram 4 indicações e duas vitórias), marca presença na lista tanto como ator, tanto como diretor. Sua performance premiada em Sobre meninos e lobos, o sexto filme do ranking é tão arrebatadora quanto seu discreto, porém firme trabalho na direção do poderoso drama A promessa, o décimo segundo filme no ranking.
Ele é o cara 2
E se tem alguém que bate Sean Penn nesse ranking é Clint Eastwood. Assim como Penn, ele aparece na lista como ator e como diretor, só que em dobro. Como ator, Clint foi lembrado nos filmes Menina de ouro e Gran Torino, filmes que também dirigiu. Além, é claro, de ter contribuído grandemente para que Penn, também fosse um dos caras dessa lista.
Ele é uma senhora fonte
Denis Lehene acaba de ter mais uma obra sua adaptada com maestria para o cinema. Martin Scorsese enobreceu a literatura de Lehene com Ilha do medo, lançado nos cinemas em março deste ano. Mas Ben Affleck com Medo da verdade (18º da lista) e Clint Eastwood com Sobremeninos e Lobos (6º da lista), o fizeram antes. De qualquer maneira, Lehene se mostrou uma fonte preciosa para o cinema nessa década passada.
As versões do nazismo Dois filmes que abordam de maneira diferente o nazismo figuram na lista de Claquete, separados apenas pelo filme Munique (que também tem judeus em seu entorno). O pianista (11º) e Bastardos inglórios (9º) mostram respectivamente toda a crueza do nazismo e um fim mais apropriado para ele. Polanski e Tarantino, cada qual a sua maneira, extirparam fantasmas.
Os mestres da sinfonia
Clint Eastwood
Pois é, já deve estar cansando, mas sem dúvida alguma, Clint Eastwood foi o artista americano da década. Em termos de ressonância e qualidade ninguém foi mais prolífero do que ele. E o fato de ter encaixado três filmes na lista dos 25 melhores filmes da década atesta isso.
Mike Nichols
Ele já mereceria essa menção só por ter realizado o melhor filme da década, mas Nichols também emplacou outro trabalho na lista. Jogos do poder aparece na décima sexta posição. O que torna o feito de Nichols ainda mais notável é que esses dois filmes foram os únicos que ele dirigiu na década passada.
Ben Affleck
Ator canastrão e figura carimbada na celebrity gossip, poucos acreditavam que Affleck poderia ser um diretor de talento. Seu primeiro filme arrebatou a critica americana e valeu-lhe o passe para o ranking dos 25 melhores filmes da década. É o único diretor estreante na lista. Algo marcante e digno de nota.
Ainda hoje será publicada a segunda parte do apêndice do especial sobre os 25 melhores filmes da década. Fique por perto!
Sinopse Frankie Dunn mantém uma academia onde treina e agencia lutadores de boxe. Frankie hesita em treinar Maggie Fitzgerald, primeiro por não treinar mulheres e por ela já estar velha demais para a carreira. A persistência da lutadora e a afetuosidade que surge entre os dois fazem com que ele mude de idéia.
Comentário A orfandade é algo que move o cinema de Eastwood. Em Menina de ouro, personagens órfãos, ou seja, largados a própria sorte, estão no centro da narrativa. O diretor, no entanto, não se detém apenas a essa rica construção. Ele aprofunda o drama dos personagens e realiza um tenaz comentário sobre a natureza humana e suas contradições. Menina de ouro tem uma narrativa convencional, mas que não deixa de ser envolvente. Eastwood sabiamente opta por um registro minimalista; evitando o tom espetacular que dobra a cada esquina. A história de uma boxeadora, seu treinador e o faxineiro da academia em que treinam, a primeira vista, não traz nada de memorável. Contudo, o sentimento que a platéia nutre pela história é verdadeiro e irrevogável. Sem ceder ao sentimentalismo e ao moralismo, Eastwood conduz com força e propósito notáveis um drama seco, doído e sem direito a finais edificantes. A vida tem seus atalhos e a redenção não vem sempre da forma como gostaríamos, profetiza Eastwood em um filme liberal, altruísta e focado na verdade que nos faz humanos.
Prêmios 4 Oscars (filme, direção, atriz e ator coadjuvante); Melhor filme estrangeiro pela academia de cinema do Japão; melhor atriz pela associação dos críticos de Boston; Critic´s choice awards de melhor atriz; melhor filme e melhor atriz para a associação de críticos de Ohio; melhor direção para a associação de críticos de Chicago; Goya de melhor filme estrangeiro; César de melhor filme estrangeiro; prêmio de melhor filme estrangeiro para a academia de cinema italiano; melhor atriz e filme para a associação de críticos de Dallas; prêmio do sindicato dos diretores; 2 Globos de ouro (direção e atriz em drama); melhor filme e melhor atriz para o círculo de críticos do Kansas; melhor direção para o círculo de críticos de Nova Iorque; indicado aos prêmios dos sindicatos dos produtores, editores e roteiristas; melhor direção e trilha sonora para o círculo de críticos de San Diego; SAG de melhor atriz e ator coadjuvante; melhor direção e filme para a associação de críticos de Seattle; melhor direção, ator e ator coadjuvante para o círculo de críticos de Vancouver; melhor atriz para as associações de críticos da Flórida e Phoenix;
Curiosidades - O filme foi rodado em apenas 38 dias - A warner dispensou campanha publicitária para o filme porque não acreditava nas forças do filme na temporada de premiações e preferiu apostar em O aviador (que acabou dividindo o favoritismo com Menina de ouro e perdendo na noite do Oscar) - Sandra Bullock iria produzir e estrelar o filme. Foi a atriz quem levou o roteiro para a Warner. Contudo, seus compromissos com a continuação de Miss simpatia a impediram de levar a idéia adiante. A warner ofereceu o projeto a Clint Eastwood - A trilha sonora do filme, composta por Clint Eastwood, foi indicada ao Grammy - Clint Eastwood, então com 74 anos, tornou-se o mais velho vencedor do Oscar de direção por este filme - Foi o último filme a ter chances de ganhar os cinco principais Oscars (filme, direção, roteiro,ator e atriz). Só ganhou três destes.
Ficha técnica título original:Million Dollar Baby gênero: Drama duração:02h17 min ano de lançamento:2004 estúdio:Malpaso Productions / Lakeshore Entertainment / Warner Bros. distribuidora:Warner Bros. / Europa Filmes direção: Clint Eastwood roteiro:Paul Haggins, baseado no conto de F.X. Toole produção:Clint Eastwood, Paul Haggis, Tom Rosenberg e Albert S. Ruddy música:Clint Eastwood fotografia:Tom Stern direção de arte:Jack G. Taylor Jr. e Jack Taylor figurino:Deborah Hopper edição:Joel Cox elenco:Clint Eastwood, Hillary Swank e Morgan Freeman
“Ou você morre herói, ou vive tempo suficiente para ver se tornar o vilão”
Sinopse Após dois anos desde o surgimento do Batman, os criminosos de Gotham City parecem estar sem alternativas. Com a ajuda do tenente James Gordon e do promotor público Harvey Dent, Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa e o contratam para acabar com o Homem-Morcego.
Comentário Christopher Nolan criou uma obra prima aqui. Maximizada pela estupenda performance de Heath Ledger e pela tragédia que acometeu o ator meses antes da estréia do filme. De qualquer maneira, Batman – o cavaleiro das trevas é um clássico muito superior ao que os rótulos a ele atribuídos sugerem. Não é só adaptação de comics. Não é só um filme de heróis e vilões fantasiados e não é só um blockbuster. Esse talvez seja o filme de arte mais caro da história do cinema e o mais bem sucedido também. Alinhamentos filosóficos variados, personagens tridimensionais, aprofundamento sociológico impensado para um filme de verão e uma iconoclastia poderosa dentro dessa conjuntura; a figura do coringa de Heath Ledger. Nolan levou o conceito de confrontamento até as últimas consequências. As escolhas morais nunca haviam sido tão dúbias e tão profundamente esmiuçadas em um filme, a primazia, de entretenimento. O cavaleiro das trevas é perfeito na sua proposta de entreter, mas é ainda mais louvável no que tem de inusitado. É em sua vitalidade dramática, no componente da tragédia e no diálogo que evidencia com o que há de pior - mas também com o que há de mais nobre - no ser humano que residem a força do filme.
Prêmios 2 oscars (som e ator coadjuvante); globo de ouro de melhor ator coadjuvante; prêmio do sindicato de direção de arte; 5 prêmios da associação de críticos de Austin (filme, direção, trilha sonora, roteiro e ator coadjuvante); melhor ator pelo instituto australiano de cinema; Bafta de melhor ator coadjuvante; 2 critic´s choice awards (filme de ação e ator coadjuvante); 3 prêmios do círculo de críticos de Ohio (fotografia, elenco e ator coadjuvante); 2 prêmios do círculo de críticos de Chicago (fotografia e ator coadjuvante); indicado ao prêmio do sindicato dos diretores; indicado ao prêmio do sindicato dos produtores; SAG de melhor ator coadjuvante; indicado ao Goya de melhor filme estrangeiro; indicado ao prêmio do sindicato dos roteiristas; prêmio de melhor filme estrangeiro pela academia japonesa de cinema; melhor ator coadjuvante para as associações de críticos da Flórida, Dallas, Kansas, Las Vegas, Londres, Los Angeles, Phoenix, San Diego, São Francisco, Toronto, Vancouver e Washington;
Curiosidades - A Warner teve de repensar a campanha de marketing do filme após a morte do ator Heath Ledger. A campanha promocional, no entanto, sofreu poucas alterações - Chegou-se a especular à época do lançamento do filme que uma cena em que o coringa se finge de morto seria cortada da versão final - Christopher Nolan disse que Heath Ledger sempre foi sua opção para viver o coringa e que o filme não teria a mesma força se não fosse a visão do ator - A cena inicial do filme foi toda gravada com câmeras IMAX. A cena do sequestro em Hong Kong e da captura do coringa também foram gravadas com a mesma plataforma - O filme não foi rodado em estúdio. Gotha city é, na verdade,a cidade de Chicago - A caracterização do coringa foi toda desenvolvida pelo ator Heath Ledger. A figurinista Lindy Hemming foi, em suas próprias palavras, apenas consultora - O filme foi apenas a quarta produção a romper a barreira do bilhão de dólares arrecadados nas bilheterias mundiais (os três primeiros foram: Titanic, O senhor dos anéis: O retorno do rei e Piratas do caribe: Baú da morte) - Foi eleito recentemente pelos leitores da revista inglesa Empire como a segunda melhor sequência de todos os tempos - Uma das razões que motivou a academia a promover um aumento na lista de fitas indicados ao Oscar de melhor filme foi a não inclusão do filme entre os finalistas de 2008
Ficha técnica título original: The Dark Knight gênero:Ação duração:02 hs 22 min ano de lançamento:2008 estúdio:Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures / DC Comics distribuidora:Warner Bros. direção: Christopher Nolan roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan e David S. Goyer produção: Christopher Nolan, Charles Roven e Emma Thomas música: James Newton Howard e Hans Zimmer fotografia: Wally Pfister direção de arte: Mark Bartholomew, James Hambidge, Kevin Kavanaugh, Simon Lamont e Steven Lawrence figurino:Lindy Hemming edição:Lee Smith Elenco: Christian Bale, Morgan Freeman, Heath Ledger, Michael Caine, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman e Eric Roberts
"Tem momentos em uma partida que a bola bate no topo da rede, e por um segundo, ela pode ir para frente ou para trás. Com um pouco de sorte, ela vai para frente e você ganha. Ou talvez não, e aí você perde”.
Sinopse Chris é um ex-jogador de tênis que vislumbra a chance de subir na vida ao se envolver com a irmã de um aluno seu. No entanto, ele se apaixona perdidamente pela namorada desse seu aluno e futuro cunhado. Inspirado em "Crime e Castigo", de Dostoievski.
Comentário O mundo já não esperava mais um cinema vigoroso e surpreendente de Woody Allen. Sem financiamento nos EUA ele seguiu para a Europa para reinventar seu cinema sendo ele mesmo. Matcht point – ponto final é puro Woody Allen e ainda assim consegue ser um filme oxigenado, sensual, cativante e surpreendente. A história de um alpinista social que espera aflitamente colher o que plantou, arrebatou platéias do mundo todo e deixou a critica boquiaberta com a invejável forma do texto de Allen. Matcht point é um filme muito bem resolvido na confluência de referências de que se serve e na moral vaticinante, e em toda revisita impactante, que Allen alcançou. Um exemplo de dramaturgia pulsante e envolvente que poucos são capazes de tecer hoje em dia. A tragédia e o destino, parece dizer Allen, não são favas tão contadas quanto fazem crer nossa vã filosofia. Com um final insubordinado a convenções do cinema clássico, Allen estabelece-se como referência. Não que ele já não o fosse.
Prêmios Indicado ao Oscar de roteiro original; indicado ao César de melhor filme estrangeiro; Goya de melhor filme europeu; melhor atriz coadjuvante pelo círculo de críticos de Chicago; 4 indicações ao Globo de ouro (filme/drama, direção, roteiro e atriz coadjuvante);
Curiosidades - Woody Allen já declarou que considera este filme o seu melhor trabalho como roteirista e cineasta - É o primeiro de três filmes ingleses do diretor. Os outros dois foram Scoop – o grande furo e Osonho de Cassandra - É também o primeiro filme estrelado pela nova musa de Allen, Scarlett Johnansson. Estiveram juntos também em Scoop – o grande furo e Vick Cristina Barcelona - É o filme de maior metragem do cineasta, 124 minutos. - Junto com Vick Cristina Barcelona e Hannah e suas irmãs é o maior sucesso de bilheteria da carreira do cineasta - Jonathan Rhys Meyers aprendeu a jogar tênis para deixar seu personagem mais crível - Woody Allen já havia feito um filme de temática semelhante. No entanto, Crimes e pecados (1989) era menos dramático e tenso - O filme marcou o começo do que a Vanity Fair chamou de “segunda grande fase” da carreira de Allen
Ficha técnica título original:Match Point gênero:Drama duração:02 hs 04 min ano de lançamento:2005 estúdio:BBC Films / Magic Hour Media distribuidora:DreamWorks Distribution LLC / PlayArte direção: Woody Allen roteiro:Woody Allen produção:Letty Aronson, Lucy Darwin e Gareth Wiley música:Remi Adefarasin figurino:Jill Taylor edição:Alisa Lepselter Elenco: Jonatan Rhys Meyers, Scarlett Johansson, Mathew Goodie e Briam Cox
“Sevocê não pode consertar, você tem que suportar!”
Sinopse Jack Twist e Ennis Del Mar são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar de ovelhas na montanha de Brokeback. Jack deseja ser cowboy e está trabalhando no local pelo 2º ano seguido, enquanto que Ennis pretende se casar com Alma tão logo o verão acabe. Vivendo isolados por semanas, eles se tornam cada vez mais intímos e iniciam um relacionamento amoroso. Ao término do verão cada um segue sua vida, mas o período vivido naquele verão irá marcar suas vidas para sempre.
Comentário Um filme que suscitou muita polêmica e atenção à época de seu lançamento. Mas O segredo deBrokeback mountain antes de ser um melodrama romântico ou o filme dos caubóis gays (como é pejorativamente chamado), é das mais contundentes e prolíficas análises sobre a solidão. Solidão no sentido mais amplo e periférico que o termo sugere. Estar sozinho, afinal, pode mais do que qualquer coisa ser um estado de espírito. É essa imposição metafísica que Ang Lee captura com soberba maestria e ritmo. A história de dois homens que vivem uma incendiária paixão em um verão de 1963 e que tornam-se prisioneiros dela é de uma beleza tão fugaz quanto obliqua. Jack Twist e Ennis Del Mar reagem de forma diferente a essa realidade. Enquanto um é mais receptivo ao sentimento que o consome, e tenta reconquistá-lo sem sucesso em outras relações homossexuais esporádicas, o outro sucumbe a um doloroso litígio com sua consciência. O elenco está formidável, mas é Heath Ledger quem explode na tela. O ator equilibra-se muito bem no registro de um homem que esconde seus desejos e sensibilidade na virilidade abrutalhada que a sociedade espera dele. Um filme que tem na dimensão da atuação de Ledger sua força bruta.
Prêmios 3 Oscars (direção, roteiro adaptado e trilha sonora); 3 Baftas (filme, roteiro adaptado e ator coadjuvante); 4 Globos de ouro (filme/drama, direção, roteiro e canção original); melhor filme e direção para a associação de críticos de Boston; 3 critic´s choice awards (filme, direção e atriz coadjuvante); Melhor filme, ator e roteiro para a associação de críticos de Ohio; Melhor fotografia e trilha sonora para o círculo de críticos de Chicago; 4 prêmios da associação de críticos de Dallas (filme, direção, roteiro e trilha sonora); prêmio do sindicato dos diretores; 4 prêmios do círculo de críticos da Flórida (filme, direção, roteiro e trilha sonora); 2 independent Spirit awards (filme e direção); 4 prêmios do círculo de críticos de Las Vegas (filme, direção, ator e trilha sonora); melhor filme e direção pelo círculo de críticos de Londres; melhor filme e direção pela associação de críticos de Los Angeles; Melhor diretor e ator coadjuvante pelo National Board of Review; 3 prêmios do círculo de críticos de Nova Iorque (filme, direção e ator); prêmio do sindicato dos produtores; 6 prêmios da associação de críticos de Phoenix (filme, roteiro, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante e trilha sonora); 3 prêmios do círculo de críticos de São Francisco (filme, direção e ator); prêmio do sindicato dos roteiristas; leão de ouro em Veneza;
Curiosidades - Cineastas homossexuais como Gus Vant Sant e Joel Shumacher estavam cotados para dirigir o longa - O conto no qual o filme se baseia fora publicado originalmente na revista New Yorker - Heath Ledger tornou-se persona non grata em algumas cidades do Wyoming, onde se passa a história do filme - Naomi Watts, namorada de Heath Ledger à época, o encorajou a assumir o papel - Grupos extremistas religiosos relacionam a morte de Ledger a “castigo divino” pelo papel que o ator fez aqui - Daniel Day Lewis considera a performance de Ledger nesse filme como a mais incrível que ele já assistiu - Por este filme, Ang Lee foi o primeiro asiático a receber o Oscar de direção - O segredo de Brokeback Mountain é considerado por várias entidades ligadas ao movimento GLS como o melhor filme sobre a temática homossexual já concebido
Ficha técnica título original:Brokeback Mountain gênero:Drama duração:02 hs 14 min ano de lançamento:2005 estúdio:Paramount Pictures / Good Machine distribuidora:Focus Features / Europa Filmes direção: Ang Lee roteiro: Larry McMurtry e Diana Ossana, baseado em estória de Annie Proulx produção:Diana Ossana e James Schamus música:Gustavo Santaolalla fotografia:Rodrigo Prieto direção de arte:Laura Ballinger figurino:Marit Allen edição:Geraldine Peroni e Dylan Tichenor elenco: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway e Randy Quaid
Sinopse Três amigos de infância separados por uma tragédia, tornam-se a reunir em virtude de outra. A filha de um deles é assassinada, um é o principal suspeito e o outro o detetive incumbido de investigar o caso.
Comentário Esse foi o filme que pavimentou definitivamente o status de autor de Clint Eastwood. Adaptando o livro de Dennis Lehane com extrema eficiência e sensibilidade, Eastwood tece uma dolorosa e poderosa crônica sobre o esfacelamento de uma sociedade assentada basicamente sobre códigos ultrapassados e desajustados. O filme que mostra três amigos separados e reunidos por tragédias e as escolhas irreversíveis que delas advém, é um eloquente retrato de um mundo em transformação. Mas mais do que isso é um soco no estômago. Poucas vezes no cinema, um diretor foi capaz de abalar tanto com o prenúncio de uma tragédia. Eastwood desenvolve seu filme em tom solene como quem antecipa um desfecho em que nada de bom sobressairá. A técnica do filme é apuradíssima. Desde a invasiva trilha sonora até a soberba fotografia, passando, é claro, pelo espetacular trabalho do elenco. Sobre meninos e lobos é um filme estupendo. Mas antes de se resolver como cinema, é um estudo minucioso da condição humana.
Prêmios 2 Oscars (ator e ator coadjuvante); prêmio do sindicato dos diretores de arte; melhor filme estrangeiro pela academia japonesa de cinema; 4 indicações ao Bafta; melhor filme e melhor elenco pelo círculo de críticos de Boston; 2 critic´s choice awards (ator e ator coadjuvante); Prêmio de melhor diretor em Cannes e seleção oficial pela Palma de ouro; melhor ator, ator coadjuvante e atriz coadjuvante pelo círculo de críticos de Ohio; 9 indicações ao prêmio da associação de críticos de Chicago; César de melhor filme estrangeiro; melhor ator pela associação de críticos de Dallas; indicado ao prêmio do sindicato dos diretores; 2 globos de ouro (melhor ator em drama e ator coadjuvante); Melhor ator pelas associações de críticos de Las Vegas e Kansas; Melhor diretor e melhor ator pela associação de críticos de Londres; 2 prêmios do National board of review (filme e ator); melhor diretor pela associação nacional de críticos dos Estados Unidos; indicado ao prêmio do sindicato dos produtores; prêmio de ator coadjuvante no sindicato dos atores; melhor atriz coadjuvante pela associação de críticos de Seattle; melhor roteiro adaptado pela associação de críticos de Washington;
Curiosidades - Clint Eastwood tem fama de econômico e ágil, porém, aqui ele se superou. O filme foi rodado em apenas 39 dias. - Figurou na lista da revista americana Premiere como um dos 20 filmes mais superestimados de todos os tempos. - O ano de 2003 foi prolífero para Sean Penn. Além de atuar, e se consagrar, em Sobre meninose lobos, o ator pôde ser visto, também muito intenso, em 21 gramas. - O personagem de Kevin Bacon seria interpretado originalmente por Michael Keaton - Sean Penn declarou durante as campanhas de divulgação do filme que considera Clint Eastwood o maior cineasta vivo - Em 2004, foi a primeira cerimônia do Oscar a qual Sean Penn compareceu. Antes da indicação por Sobre meninos e lobos, ele já havia sido indicado três vezes, mas nunca tinha comparecido. Ganhou na primeira vez que foi e foi ovacionado de pé, um dos grandes momentos da noite.
Ficha técnica título original:Mystic River gênero: drama duração:02 hs 17 min ano de lançamento:2003 estúdio:Warner Bros. / Village Roadshow Productions distribuidora:Warner Bros. direção: Clint Eastwood roteiro:Brian Helgeland, baseado em livro de Dennis Lehane produção:Clint Eastwood, Judie Hoyt e Robert Lorenz música:Clint Eastwood e Lennie Niehaus fotografia:Tom Stern direção de arte:Jack G. Taylor Jr. figurino:Deborah Hopper edição:Joel Cox elenco: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laura Linney, Márcia Gay Harden e Laurence Fishburne
Sinopse Uma biografia da obra de Bob Dylan em que vários atores vivem personagens espelhados nas fases da carreira do cantor e compositor americano. Todos são Dylan e nenhum deles é Dylan.
Comentário O diretor Toddy Haynes filma a “vida” da obra de Bob Dylan. É isso mesmo. Não estou lá é a tentativa do diretor de emoldurar a arte camaleônica e ressonante de Dylan, um dos maiores artistas de nosso tempo. Tentativa muito bem sucedida por sinal. Seu filme é hermético e crepuscular, mas não deixa de ostentar uma energia muito rock and roll. A música de Dylan, os atores e a reconstituição dos eventos que marcaram a vida e influenciaram a obra de Dylan estão lá. Registrados com o devido vigor imaginativo de um cineasta em pleno domínio de uma linguagem ousada e, justamente por isso, irresistível. Não estou lá marca também, como pouco se viu nessa década, uma perfeita simetria entre arrojo estético e inovação narrativa. Essa combinação raras vezes resulta em coisa boa no cinema. Sempre há a prevalência de uma em detrimento da outra. Haynes e seu filme conseguem a proeza de atingir um equilíbrio que só enobrece a figura que homenageiam.
Prêmios Indicado ao Oscar de melhor atriz coadjuvante; indicado ao Bafta de melhor atriz coadjuvante; indicado ao Critic´s choice awards de melhor atriz coadjuvante; prêmio de melhor atriz coadjuvante pelos círculos de críticos de Chicago, Ohio, San Diego e Toronto. Indicado ao SAG de melhor atriz coadjuvante; Globo de ouro de melhor atriz coadjuvante; 6 indicações ao Independent Spirit Awards; Prêmio do Júri no festival de Veneza e leão de prata de melhor atriz;
Curiosidades - Cate Blanchet é um dos atores que vivem Bob Dylan. Sua encarnação de Dylan foi a mais elogiada e rendeu muitos prêmios e indicações para a atriz. - Foi um dos últimos trabalhos de Heath Ledger. Foi o último que ele participou da campanha de divulgação. - Heath Ledger substituiu Colin Farrel, preferência do diretor Todd Haynes que teve de se retirar do projeto por “conflitos de agenda” - Dylan aprovou o uso de suas músicas no filme antes do projeto ganhar forma - Toddy Haynes levou seis anos para capitalizar os recursos para rodar o filme - Foi o primeiro filme que Heath Ledger e Christian Bale fizeram juntos. Um ano mais tarde estariam de lados opostos da lei em Batman – o cavaleiro das trevas - Julianne Moore trabalhou em todos os filmes para cinema de Todd Haynes. Aqui ela faz uma participação pequena, mas importante. - Oren Moverman, que divide os créditos do roteiro com Todd Haynes, debutou na direção no ano passado com O mensageiro
Ficha técnica título original: I'm Not There gênero: Drama duração: 02 hs 15 min ano de lançamento: 2007 Estúdios:Killer Films / Wells Productions / John Wells Productions / Endgame Entertainment distribuidoras:The Weinstein Company / Europa Filmes direção: Todd Haynes roteiro:Oren Moverman e Todd Haynes produção:John Goldwyn, Jeff Rosen, John Sloss, James D. Stern e Christine Vachon fotografia:Edward Lachman figurino:John A. Dunn edição:Jay Rabinowitz Elenco: Christian Bale, Richard Gere, Heath Ledger, Cate Blanchet, Ben Whishaw, Marcus Carl franklin, Michelle Willians, Julianne Moore, David Cross e Charlotte Gainsbourg
“Eu confesso que não tenho nenhum desejo de me confessar”
Sinopse Walt Kowalski é um veterano da Guerra da Coréia, cheio de preconceitos, que está aposentado. Após a morte da mulher ele tem de lidar com os filhos que querem lhe internar em um asilo e com os vizinhos imigrantes hmong, vindos do Laos, os quais Walt despreza. Ressentido e desconfiando de todos, Walt apenas deseja passar o tempo que lhe resta de vida. Até que Thao, seu tímido vizinho adolescente, é obrigado por uma gangue a roubar o carro de Walt, um Gran Torino. Walt consegue impedir o roubo, o que faz com que se torne uma espécie de herói local.
Comentário Um memorial sobre compaixão e tolerância vindo de um homem até então conhecido por suas posições inflexíveis. Gran Torino é Clint Eastwood revendo o próprio mito no cinema e relativizando a postura da América no mundo. Um filme de muitas nuanças que podem passar batido em um primeiro momento. Gran Torino é também um drama poderoso sobre fé, imigração, preconceito, redenção e amizade. Como Clint Eastwood conseguiu manipular tantos elementos de maneira tão bem resolvida e mantendo a simplicidade do relato, não é um mistério. É uma demonstração eloquente de sua segurança enquanto cineasta. Como ator ele tem aqui um de seus melhores momentos também. Como um velho ranzinza cheio de preconceitos e ressentimentos que se abre para uma experiência transformadora, Eastwood alcança a plenitude como ator. Se esse for mesmo seu último trabalho a frente das camêras, configura-se uma injustiça incorrigível. Não ter premiado esse monstro sagrado do cinema que no auge como cineasta não abdicou da excelência como intérprete.
Prêmios Melhor filme estrangeiro pela academia de cinema do Japão, da Argentina, da Espanha, do México, da Itália e da China; César de melhor filme estrangeiro; indicado ao critic´s choice award de melhor ator; indicado ao Globo de Ouro de melhor canção; 2 prêmios do National Board of Review (melhor ator e melhor roteiro);
Curiosidades - Os atores da etnia hmong foram selecionados em Detroit e são, em sua maioria, amadores - Quando Clint Eastwood anunciou o projeto, muitos pensaram se tratar de um novo filme do policial Dirty Harry. Na verdade, uma parte considerável da critica americana, considera Gran Torino uma despedida informal do personagem feita por Clint - A canção do filme foi composta por Clint Eastwood que a interpreta junto ao cantor e pianista Jamie Cullum - Segundo Eastwood, esta foi sua despedida do cinema como ator - O presidente francês Nicolas Sarkozy declarou recentemente que este é seu filme favorito
Ficha técnica título original:Gran Torino gênero:Drama duração:01 hs 56 min ano de lançamento:2008 estúdio:Warner Bros. / Village Roadshow Productions distribuidora:Warner Bros. direção: Clint Eastwood roteiro:Nick Schenk produção:Bill Gerber, Clint Eastwood e Robert Lorenz música:Kyle Eastwood e Michael Stevens fotografia:Tom Stern direção de arte:John Wamke figurino:Deborah Hopper edição:Joel Cox e Gary Roach elenco: Clint Eastwood, John Carroll Lynch, Christopher Carley, Bee Vang e Ahney Her
“Todo homem sob meu comando me deve 100 escalpos nazistas. E eu quero meus escalpos”
Sinopse Na 2ª Guerra Mundial, durante a ocupação da França pelos nazistas, o tenente Aldo Raine é o encarregado de reunir um pelotão de soldados de origem judaica, com o objetivo de matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível. Paralelamente Shosanna Dreyfus, uma judia que teve a família brutalmente assassinada, planeja se vingar do coronel nazista Hans Landa.
Comentário A segunda guerra parecia esgotada no cinema até que Tarantino reinventasse um desfecho para ela com seu antecipado filme sobre um grupo de judeus que caçam nazistas em uma França ainda sitiada pelas tropas de Hitler. Mas os méritos de Bastardos inglórios não se resumem a imaginação fértil de Tarantino. Imaginação esta, que continua afiada para diálogos primorosos, cenas arrebatadoras, e homenagens sutis ou escancaradas ao cinema e aos seus mestres. Bastardos inglórios é um primor de narrativa. Tarantino contém-se em seus maneirismos, mas não abdica de sua verve característica. Personagens célebres, humor tarantinesco e catarse como nunca experimentado antes em uma sala de cinema. Uma obra prima de um autor que finalmente fez por merecer a alcunha que já haviam lhe relegado.
Prêmios Oscar de melhor ator coadjuvante; Globo de ouro de melhor ator coadjuvante; prêmios de melhor atriz, ator coadjuvante e roteiro original do círculo de críticos de Austin; bafta de melhor ator coadjuvante; 3 critic´s choice awards (melhor elenco, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original); Palma de ouro de melhor ator; melhor fotografia, melhor elenco, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original pela associação de críticos de Ohio; Melhor filme, direção, elenco e ator coadjuvante pelo círculo de críticos de Phoenix; melhor roteiro original pelo círculo de críticos de São Francisco; melhor filme, direção, elenco, roteiro original, figurino e ator coadjuvante pela associação de críticos de San Diego; Melhor elenco e melhor ator coadjuvante pelo sindicato dos atores; melhor filme, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante pela associação de críticos de Toronto; melhor ator coadjuvante e melhor roteiro original pela associação de críticos de Washignton; melhor ator coadjuvante pelas associações de críticos de Boston, Los Angeles, Nova Iorque, Londres, Las Vegas e Kansas.
Curiosidades - Quentin Tarantino começou a escrever o roteiro desse filme no inicio da década - Este é o segundo filme em que Brad Pitt e Diane Krueger dividem a cena. O primeiro foi Tróia - O personagem Urso judeu é interpretado pelo protegido de Quentin Tarantino, o diretor do filme de terror O albergue, Eli Roth - A revista Vanity Fair escreveu criticas negativas sobre o filme à época de seu lançamento em Cannes, mais tarde o considerou o melhor dos dez indicados ao Oscar de melhor filme. - Quentin Tarantino é o primeiro soldado nazista a ter seu escalpo arrancado pelos bastardos inglórios no filme - Depois da exibição em Cannes, o filme foi remontado a pedido do produtor Harvey Weinstein. A versão final tem 40 minutos a menos. - Tarantino convenceu Brad Pitt a fazer o papel do tenente Aldo Raine em meio a taças de vinho e a risadas histéricas em uma pousada na França
Ficha técnica título original:Inglourious Basterds gênero:Guerra duração:02 hs 33 min ano de lançamento:2009 estúdio:The Weinstein Company / Universal Pictures distribuidora:The Weinstein Company / Universal Pictures direção: Quentin Tarantino roteiro:Quentin Tarantino produção:Lawrence Bender e Harvey Weinstein fotografia:Robert Richardson direção de arte:Marco Bittner Rosser, Stephan O. Gessler e Sebastian T. Krawinkel
figurino:Anna B. Sheppard edição:Sally Menke Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, Mélaine Laurent, Diane Krueger e Christoph Waltz
“Toda a civilização se encontra na necessidade de negociar concessões com seus valores”
Sinopse Em setembro de 1972, em meio às Olimpíadas de Munique, um ataque terrorista sem precedentes foi transmitido ao vivo o mundo todo. Um grupo palestino denominado Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica, matou 2 integrantes da equipe olímpica israelense e manteve outros 9 como reféns. 21 horas depois o ataque chegou ao fim, com todos sendo mortos. Pouco depois, o Mossad (serviço de inteligência de Israel) destaca 5 homens para caçar e matar os 11 homens apontados pela inteligência de Israel como tendo planejado o atentado.
Comentário Para um judeu fazer um filme sobre vingança não deve ser algo fácil. Partindo de um episódio verídico então, deve ser ainda mais desafiador. Relativizar a posição pacífica de Israel no conflito com a Palestina em um filme hollwoodiano então, demanda uma coragem ímpar. Steven Spielberg consegue fazer uma parábola vigorosa sobre as circunstâncias da vingança. Aliando pujança dramática a rigor documental, o diretor mostra a saga de 5 homens transformados por uma missão que eles vão deixando de entender como legítima a medida que avançam nela. O diretor não perde o elemento humano de vista, mas não usa sua história como pano de fundo ou pretexto para retóricas. Spielberg não se permite o didatismo que aqui só soaria aborrecido. Ao invés disso, prevalece a crueza da realidade. O olho por olho e dente por dente está lá. Como é e, permite-se comentar, como não deveria ser.
Prêmios 5 indicações ao Oscar (filme, direção, roteiro adaptado, montagem e trilha sonora), 2 indicações ao globo de ouro (direção e roteiro); indicado ao prêmio do sindicato dos diretores; melhor filme, direção e roteiro pela associação dos críticos de Washington; 2 indicações ao critic´s choice awards (filme e direção); melhor filme, direção e roteiro pelo círculo de críticos de Kansas;
Curiosidades - O novelista Tony Kushner escreveu o roteiro da minissérie Angels in américa. O roteiro de Munique foi o seu primeiro para cinema. Ele já trabalha no roteiro de um próximo projeto de Spielberg, a aguardada biografia de Lincoln. - Os atores Daniel Craig e Mathieu Amalric que contracenam por breves minutos em Munique voltariam a dividir a cena em Quantum of solace. Craig como James Bond e Amalric como o vilão do filme. - 2005 foi um ano prolifero para Spielberg que lançou dois filmes no mesmo ano. Esse e Guerra dos mundos, que foi filmado depois, mas lançado antes. O último ano que Spielberg fizera algo semelhante havia sido 1993, quando lançou Jurassic Park e A lista de Shindler. -Spielberg desde o inicio pensou em Eric Bana para o papel de Avner. Depois ficou sabendo que os roteiristas Tony Kushner e Eric Roth também o tinham em mente quando começaram a trabalhar no roteiro. - Foi a última aparição do diretor/ator francês Mathieu Kassovitz na frente das telas. Recentemente ele dirigiu a “bomba” Missão babilônia estrelado por Vin Diesel.
Ficha técnica título original:Munich gênero:Drama duração:02 hs 44 min ano de lançamento:2005 estúdio:DreamWorks/ Universal Pictures distribuidora:DreamWorks Distribution / Universal Pictures / UIP direção: Steven Spielberg roteiro:Tony Kushner e Eric Roth, baseado em livro de George Jonas produção:Kathleen Kennedy, Barry Mendel, Steven Spielberg e Colin Wilson música:John Williams fotografia:Janusz Kaminski direção de arte:Ino Bonello, Tony Fanning, Andrew Menzies e David Swayze figurino:Joanna Johnston edição:Michael Kahn elenco: Eric Bana, Daniel Craig, Ciáran Hinds, Mathieu Kassovitz, Geoffrey Rush e Mathieu Amalric
Sinopse O pianista polonês Wladyslaw Szpilman interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Szpilman, o único que consegue fugir, lança-se em uma peregrinação pela sobrevivência.
Comentário Há quem diga que é “apenas” mais um filme sobre holocausto. Sobre a perseguição aos judeus que, culturalmente, ainda ressoa nos dias de hoje. Uma simplificação das mais injustas. Desconsiderando o esmero de Polanski na construção da história com traços autobiográficos, Opianista, ainda assim, é um fervoroso filme sobre a vontade de viver. Talvez dos mais enfáticos e robustos sobre o tema. A ignorância da guerra recebe no didatismo calculado de Polanski uma dimensão assombrosa. Os nazistas nunca foram tão cruéis. A esperança nunca foi tão persistente. Tão clamorosa. O pianista ainda esbanja técnica, algo que merece menção em uma produção não americana. E tem Adrien Brody. Não a toa, o último ator a derrotar favoritos na categoria principal de atuação no Oscar. Um tremendo referencial para o filme, é bom que se diga.
Prêmios 3 Oscars (direção, roteiro adaptado e ator); 2 Baftas (filme e direção); 2 indicações ao Critic´s choice awards (filme e direção); 3 prêmios da associação de críticos de Boston (filme, direção e ator); Palma de ouro em Cannes; 7 Cesárs (filme, direção, ator, fotografia, trilha sonora, som e produção de designer); 1 European awards (fotografia); 2 indicações ao Globo de ouro (filme/drama e ator/drama); 1 prêmio Goya ( melhor filme europeu); 4 prêmios do National society of film critics (filme, direção, ator e roteiro); Melhor filme pela associação de críticos de São Francisco;
Curiosidades - As filmagens do filme tiveram de ser interrompidas por três meses para que Adrien Brody pudesse perder cerca de 14 kg para viver o personagem em uma fase diferente da história. - O filme é considerado o mais pessoal de Polanski por que diretor e biografado passaram por dramas pessoais muito parecidos durante a ascensão nazista. - Adrien Brody se tornou o ator mais jovem, tinha 29 anos à época, a ganhar o Oscar de melhor ator. - Polanski recebeu o seu Oscar de direção na floresta amazônica das mãos de Harrison Ford. O diretor não compareceu a cerimônia do Oscar devido ao processo que responde na justiça americana, pelo qual é mantido em prisão domiciliar atualmente na suíça. - Foi considerado pela revista americana Premiere como o melhor filme sobre o holocausto. Superior até mesmo ao clássico A lista de Shindler, que ocupa a segunda posição na lista.
Ficha técnica original:Le Pianiste gênero:Drama duração:02 hs 28 min ano de lançamento:2002 estúdio:Studio Canal / Beverly Detroit distribuidora:Studio Canal / Europa Filmes direção: Roman Polanski roteiro:Ronald Harwood, baseado em livro de Wladyslaw Szpilman produção:Robert Benmussa, Roman Polanski e Alain Sarde música:Wojciech Kilar fotografia:Pawel Edelman direção de arte:Sebastian T. Krawinkel figurino:Anna B. Sheppard edição:Hervé de Luze elenco: Adrien Brody, Tomas Kretschmann e Emilia Fox
"Eu fiz uma promessa Eric. Você é grande o bastante para lembrar de quando isso significava alguma coisa"
Sinopse Jerry Black é um policial veterano que vive em Nevada e está prestes a se aposentar. Em seu último dia de serviço ele recebe como missão conferir o local onde ocorreu o assassinato de uma garota de 7 anos e avisar sua família do ocorrido. Com a mãe desesperada, Jerry promete que encontrará o culpado do crime e, com isso, resolve investigar o caso mesmo depois da prisão de um homem com problemas mentais que assume o crime.
Comentário Esse drama, que nem sequer estreou nos cinemas brasileiros, passou despercebido do grande público. Mas é um filme de imenso impacto. Brilhantemente dirigido por Sean Penn, aqui em sua segunda incursão na direção, o filme é um excepcional thriller policial que reserva um final acachapante. Além do mais tem grande atuação de Jack Nicholson. Contido e minimalista, o ator está bem diferente de suas outras (boas) aparições nessa década. Penn trabalha não só com o sentido de proposições que não fazem mais sentido no mundo de hoje (no caso a promessa do título e o apego do protagonista a ela), mas esboça um tenaz comentário sobre a natureza de uma obsessão. E os perigos de sucumbir a ela. Mesmo que com a melhor das intenções. Um filme que se vale de convicções embaralhadas de alguns personagens para elaborar uma constatação muito forte. Daquelas que não tem como o espectador permanecer impassível diante dela.
Prêmios Participou da seleção oficial do festival de Berlim; Competição oficial no festival de Cannes;
Curiosidades - Foi o único filme da década, e um dos poucos filmes em toda a história do cinema, a participar das competições oficiais dos festivais de Berlim e Cannes. - Sean Penn admitiu que só faria o filme com Jack Nicholson, seu grande amigo que fez com que Penn batizasse seu primeiro filho com o nome de Jack. Nicholson também esteve na primeira incursão de Penn na direção, no filme Acerto final. - Tanto Nicholson quanto Robin Wright (à época mulher de Penn) atuaram em seus dois primeiros filmes como diretor. Em ambos os projetos, seus personagens alimentavam tensão sexual. - Penn chamou Benicio Del Toro para o papel do índio suspeito do inicio do filme porque admirava Del Toro como ator. Benicio ainda não tinha a fama estelar que tem hoje e caminhava para seu Oscar de atuação por Traffic. Penn e Del Toro são grandes amigos hoje. - Todos os grandes atores que fazem ponta no filme (Helen Mirren, Patrícia Clarkson, Mickey Rourke, Vanessa Redgrave e Sam Shepard) o fizeram, literalmente, pela amizade com Penn.
Ficha técnica título original:The Pledge gênero:Drama duração:02 hs 03 min ano de lançamento:2001 estúdio:Warner Bros. / Morgan Creek Productions e Franchise Pictures distribuidora:Lumière / Warner Bros. direção: Sean Penn roteiro:Jerzy Kromolowski e Mary Olson, baseado em livro de Friedrich Dürrenmatt produção:Michael Fitzgerald, Sean Penn e Elie Samaha música:Klaus Badelt e Hans Zimmer fotografia:Chris Menges direção de arte:Helen Jarvis figurino:Jill M. Ohanneson edição:Jay Lash Cassidy elenco: Jack Nicholson, Robin Wright, Aaron Eckhart e Benicio Del Toro
“Você deveria perguntar a seu marido, por que ele é tão bom em matar pessoas”
Sinopse: Tom Stall leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. Surge em sua vida Carl Fogarty, um misterioso homem que acredita que Tom não é exatamente quem diz ser.
Comentário: David Cronenberg realiza aqui o melhor filme sobre o conceito psicanalítico do duplo. Sobre a personalidade que se tem e aquela que se deseja. Marcas da violência é um filme que se ocupa de desconstruir uma identidade forjada. O quanto de nós é instinto e o quanto de nós é manipulável? Controlável? As intensas cenas de sexo, assim como as surpreendentes e rompantes cenas de violência se prestam a potencializar esse comentário de Cronenberg. O diretor extrai outras sutilezas da brutalidade. O interesse que sempre moveu o cineasta, sobre as transformações -sejam elas físicas ou emocionais- que formam o caráter de um homem, está preservado. Contudo, Cronenberg amplia o escopo de sua análise. Ele questiona se é possível criar uma nova vida e ignorar completamente a que se tinha antes. Se os impulsos podem ser domados. E se segredos são tão sagrados quanto laços familiares. Como sugere o título do filme, as respostas que Cronenberg aventa não são aprazíveis.
Prêmios: 2 indicações ao Oscar (ator coadjuvante e roteiro adaptado); indicado ao Bafta de melhor roteiro adaptado; competição oficial pela Palma de ouro em Cannes; melhor diretor e melhor atriz coadjuvante pela associação de críticos de Chicago; 2 indicações ao Globo de ouro (filme/drama e atriz/drama); 6 indicações ao prêmio do círculo de críticos de Londres; melhor ator coadjuvante pela associação de críticos de Los Angeles; melhor ator e melhor atriz coadjuvantes pela associação de críticos de Nova Iorque;
Curiosidades: - O filme é adaptado de uma história em quadrinhos escrita por John Wagner - Willian Hurt, que foi indicado ao Oscar pelo filme, só aparece em uma cena e ela soma cinco minutos. - O filme marca o inicio da parceria entre o ator Viggo Mortensen e o diretor David Cronenberg - Harrison Ford recusou o papel principal - A revista francesa Cahiers du cinema elegeu a cena inicial (em um único take) como uma das mais belamente filmadas de toda a história do cinema
Ficha técnica: título original:A History of Violence gênero:Drama duração:01 hs 36 min ano de lançamento:2005 estúdio:New Line distribuidora:New Line Cinema / PlayArte direção: David Cronenberg roteiro:Josh Olson, baseado em graphic novel de John Wagner e Vince Locke produção:Chris Bender, David Cronenberg e J.C. Spink música:Howard Shore fotografia:Peter Surschitzky figurino:Denise Cronenberg edição:Ronald Sanders
elenco: Viggo Mortensen, Ed Harris, Maria Bello, Willian Hurt e Jessé Eisenberg
“Eu preciso acreditar que algo extraordinário é possível”
Sinopse: John Nash é um gênio da matemática e da economia. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue domar a doença.
Comentário: É fato que biografias de figuras famosas são reverentes por força de definição. Uma mentebrilhante, esse belo e clássico trabalho de Ron Howard, foi muito criticado por deixar de fora alguns elementos controversos da vida de seu biografado, como uma possível homossexualidade. Independentemente de omissões que de fato só incomodam a quem queira se incomodar, Umamente brilhante é um filme inspirador. Bem realizado e acadêmico no conteúdo e na forma, o filme de Howard é um esplendor de técnica. Desde a tocante trilha sonora até o vistoso trabalho de montagem. A alma do filme, no entanto, é Russel Crowe. A caracterização do ator é daquelas que assombra por gerações. A batalha de um homem para preservar tanto sua genialidade quanto sua dignidade inebria a platéia no ritmo da performance arrebatadora do ator.
Prêmios: 4 Oscars (filme, direção, roteiro adaptado e atriz coadjuvante); 2 Baftas (ator e atriz coadjuvante);4 critic´s choice awards (filme, direção, ator e atriz coadjuvante); 4 globos de ouro (filme/drama, ator/drama, roteiro e atriz coadjuvante); prêmio do sindicato dos diretores; Melhor ator, atriz coaduvante e direção pelo associação de críticos de Phoenix; prêmio de melhor ator pelo sindicato dos atores; prêmio de melhor roteiro pelo sindicato dos roteiristas;
Curiosidades: - Robert Redford estava atrelado ao projeto (para dirigir) até o inicio da pré-produção, mas se retirou devido a conflitos de agenda. - O verdadeiro John Nash referendou o filme. Além de visitar os sets de filmagens e rasgar elogios para a caracterização que Russel Crowe fez dele, o matemático compareceu a cerimônia do Oscar que consagrou a fita como a melhor do ano de 2001 - Nenhuma das cenas que se passam na universidade de Harvard foi filmada lá. Elas ocorreram em uma faculdade de Manhattan - Desde esse filme, os produtores Brian Grazer, Akiva Goldsman e Ron Howard (que também dirige) só trabalham juntos. Seja em blockbusters como O código Davinci ou em produções de Oscar como Frost/Nixon - A revista americana Premiere incluiu o filme em uma lista que organizou dos 20 filmes mais superestimados de todos os tempos
Ficha técnica: título original:A Beautiful Mind gênero:Drama duração:02 hs 15 min ano de lançamento:2001 estúdio:Imagine Entertainment distribuidora:DreamWorks Distribution/ Universal Pictures / UIP direção: Ron Howard roteiro:Akiva Goldsman, baseado em livro de Sylvia Nasar produção:Brian Grazer e Ron Howard música:James Horner fotografia:Roger Deakins direção de arte:Robert Guerra figurino:Rita Ryack edição:Daniel P. Hanley e Mike Hill Elenco: Russel Crowe, Ed Harris, Jennifer Connaly, Paul Bettany e Christopher Plummer