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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cenas de cinema


Desculpas tortas
A fama de Kristen Stewart, dizem as más e bem informadas línguas de Hollywood, não anda das melhores – ainda em virtude da traição muito badalada em meados do ano passado. A atriz está com dificuldades para confirmar projetos e os filmes aos quais ela já está vinculada demoram para decolar. É mais ou menos o que está acontecendo com Focus, novo filme dos diretores de Amor a toda prova, John Requa e Glenn Ficarra. O filme não consegue sair da pré-produção, estágio em que já se encontra há pelo menos seis meses. No início do ano, em meio ao alvoroço por Argo na temporada de premiações, Ben Affleck abandonou o projeto. Ele seria o par romântico de Kristen no filme. Kristen ficou, meio que sem querer, esperando o que ia aparecer. Apareceu Will Smith. Foi então que o inusitado aconteceu. Kristen pulou fora do projeto. Ninguém entendeu muito bem e a explicação dada pela assessoria da atriz só piorou. Oficialmente, Kristen saiu do projeto porque achou a diferença entre a sua idade e a de Smith muito grande. Em tempo: Will Smith tem 44 anos e Ben Affleck tem 40 anos.

Will Smith faz pose: o que o único ator no momento vinculado a Focus tanto desagrada a Kristen Stewart? Ou seria Ben Affleck que agradava?

Reese Witherspoon e o “sabe com quem você está falando?”
Reese Witherspoon é a primeira vencedora do Oscar em muito tempo a ir para o xilindró. Ela poderá adicionar a estatística à famigerada fala “você sabe com quem está falando?”, com a qual se dirigiu para um policial que logo a prenderia por desacato e desordem.  O carro em que a atriz e seu marido estavam foi parado por uma patrulha policial no último fim de semana na Georgia, estado americano, e seu marido seria detido por embriaguez. Witherspoon então resolveu exercer sua celebridade quando “estava visivelmente embriagada” como diria a atriz depois de liberada, e disparou: “Você sabe com quem está falando? Seu nome vai estar no noticiário nacional”. Quem não ficou bem na foto, e em noticiário internacional, foi Whiterspoon.

Reese: mal na foto

Cadê o nosso presente Jack?
Ele completou 76 anos no dia 22 de abril de 2013 e tem 75 filmes na premiadíssima carreira. Estamos falando de Jack Nicholson, afastado das telas desde a participação em Como você sabe (2010) e sem nenhum projeto em andamento ou acertado.
Jack Nicholson faz falta! É uma força da natureza que por si só já vale o ingresso.
Fica a torcida para que Jack Nicholson, que não perde um jogo dos Lakers (time de basquete do qual é avidamente fã) em Los Angeles, retome o gosto pelo cinema.

Jack, em uma de suas últimas aparições públicas, em homenagem ao ex-jogador de basquete Shaquille O´Neal em Los Angeles

É mas não é, entende?
Jamie Foxx experimenta um bom momento na carreira. Depois de ser protagonista do último e celebrado filme de Quentin Tarantino, ele será o presidente dos EUA no novo blockbuster do alemão Roland Emmerich. Desde que surgiram as primeiras imagens de O ataque, comparações com Obama pipocaram na internet. Em Cancun, no México, onde participou de um evento de divulgação dos próximos lançamentos da Sony, Foxx disse que não fez uma imitação de Obama, mas que incorporou algumas de suas características. Alguém pensou em Ray?

Jamie Foxx em cena de O ataque: não é bem assim...


A bundinha de Robert Downey Jr.
Robert Downey Jr. está em uma maratona que Gwyneth Paltrow não consegue acompanhar. Em uma mesma semana o ator esteve em Seul, Londres, Paris, Moscou e Munique para apresentar Homem de ferro 3. A atriz só se juntou a ele em Munique, onde concederam uma bem humorada entrevista coletiva. Paltrow destacou que ainda que Homem de ferro 3 seja um produto típico da cultura pop, ao trabalhar com gente como Robert Downey Jr. e Don Cheadle, a sensação que se tem é diferente da de se trabalhar com um ator saradão de 26 anos e sem camisa. Enquanto Downey Jr. sorria de canto de olho, Paltrow destacou que Downey Jr. fica “ótimo” sem camisa e recomendou que todos dessem um beliscão na bunda do ator na saída.

Confira esse e outros momentos da coletiva no vídeo abaixo:


sábado, 21 de abril de 2012

Em off


Nesta edição de Em off, Jason Reitman escala Kate Winslet para seu novo filme; January Jones sai dos anos 60 e vai ao faroeste; David Cronenberg enquadra Robert Pattinson, Michael Douglas aceita  proposta para “causar” em Las Vegas, um novo programa no Canal Brasil que merece ser visto e a luz verde para a aguardada sequência de Sin city.

Uma nova Sharon Stone?

Vamos combinar: January Jones sabe ser sexy. Até mesmo com a frígida Betty Draper de Mad men, a loira provoca. Depois de debutar na franquia mutante com trajes vintage em X-men: primeira classe, Jones estrelará um faroeste. Isso mesmo. A loira irá repisar os passos de outra loira fatal: Sharon Stone. Em Sweetwater ela fará uma viúva em busca dos assassinos de seu marido. Ed Harris fará o xerife que lhe prestará assistência.
Vale lembrar que Sharon Stone protagonizou um dos melhores filmes de faroeste da década de 90, justamente quando estava na crista da onda. Resta saber se Sweetwater será o Rápida e mortal de January Jones.

Novo drama de Jason Reitman ganha forma
Jovens adultos não foi aquela unanimidade crítica experimentada pelo diretor e roteirista Jason Reitman em seus três filmes anteriores (Obrigado por fumar, Juno e Amor sem escalas). Mas, ainda assim, foi um filme que frequentou premiações e colheu bastante elogios. Reitman já se prepara para seu novo trabalho, uma adaptação de um romance de Joyce Maynard. Em Labor day, Reitman desenvolverá uma história passada no início dos anos 80. O foco será em uma mãe atravessando um conflituoso divórcio e seu filho de 13 anos. O plot gira em torno do impacto que a figura de um homem misterioso que surge na vida deles irá desenvolver. Reitman escreverá e dirigirá a fita que ainda não está negociada com nenhum estúdio. Mas a Universal, que distribuiu os dois últimos longas do diretor, tem prioridade. O elenco já está se formando. Josh Brolin, James Van Der Beek e Kate Winslet já estão certos.
A sinopse sugere uma curva na articulação dramática dos filmes de Reitman, mas o tema de ebulição interior, no entanto, pode surgir renovado.


A crônica dos diretores de prestígio
Houve uma verdadeira boataria na internet a respeito do diretor da sequência do sucesso de bilheteria Jogos Vorazes. O diretor do original, Gary Ross, não retornará por questões salariais e em virtude de priorizar um projeto de própria autoria no cinema independente.
Essa negativa, porém, não impediu a Lionsgate, estúdio responsável pelas adaptações dos livros da escritora Suzanne Collins, de sonhar alto. Foram considerados para o posto de diretor de Em chamas, gente do calibre de David Cronenberg, Alejandro Gonzáles Iñarritu, Bennett Miller e Alfonso Cuáron. Francis Lawrence (Água para elefantes e Eu sou a lenda) acabou sendo o escolhido.
De todos os aventados, o último e Alfonso Cuáron, que já dirigiu um filme da série Harry Potter, são os nomes mais compatíveis com as aspirações do estúdio. Contudo, não seria surpreendente se um dos outros tivesse sido contratado. Vale lembrar que Gus Vant Sant e Sofia Coppola externaram interesse em dirigir o último capítulo (que seria dividido em dois) da saga Crepúsculo. O posto acabou preenchido pelo não menos prestigiado Bill Condon.
São muitas e distintas as razões que levam cineastas autorais e com forte ligação ao cinema independente manifestar desejo de servir ao cinemão; mas parece ainda mais notável a tendência dos estúdios buscarem esses profissionais. Imaginem o que David Cronenberg não poderia fazer com um livro da série Jogos vorazes? Mas a verdadeira questão que se impõem com esse modismo é: até que ponto esses cineastas estariam dispostos a renunciar a bem caracterizada liberdade criativa em prol dos anseios dos estúdios? Mais sobre isso em uma futura seção Insight.


E finalmente...
Sin city 2 vai acontecer. Depois de anos com boatos, tentativas e negativas, a produção da sequência do filmaço de 2005 já está em andamento. E para alegria geral, Mickey Rourke confirmou que voltará a viver Marv – principal e mais carismático personagem do primeiro filme. Sin city: a dame to kill trará histórias inéditas e será novamente co-dirigido por Robert Rodriguez e Frank Miller. A estreia deve acontecer em 2013.


O que David Cronenberg fará com Robert Pattinson?
Pense em Leonardo DiCaprio antes de Martin Scorsese? Pensou? Era ouuutro ator, certo? É inegável que Scorsese foi um importante catalisador para DiCaprio; fazendo com que o novo pupilo maturasse como intérprete e desenvolvesse  gosto por projetos desafiadores. David Cronenberg pode ter o mesmo papel para Robert Pattinson, ator de talento, mas preso a um personagem muito específico e a uma idolatria exacerbada. Isso, porém, já foi dito aqui em Claquete em outras oportunidades. O novo trailer de Cosmopolis, filme confirmado no próximo festival de Cannes, adensa essa percepção. Duvida? O trailer está logo abaixo!


O papel da vida
Estreia na próxima quarta-feira (25), às 21h no Canal Brasil, um dos programas mais inventivos e bem vindos com o cinema nacional como foco. “O papel da vida” é um projeto desenvolvido em parceria pela cineasta e apresentadora Marina Person e seu marido, produtor e diretor do programa, Gustavo Rosa de Moura. A ideia é debater o papel mais importante de atores e atrizes que marcam o cinema nacional. O programa de estreia destaca Alice Braga que fala sobre seu trabalho na produção hollywoodiana Eu sou a lenda. A atriz topou fazer o piloto antes da confirmação de que o programa seria aprovado para entrar na grade do canal. Serão episódios inéditos todas as quartas-feiras. A primeira temporada vai até 18 de julho, com um total de 13 episódios.


Se beber não case de grife!
Não há como negar que Se beber não case é uma ótima comédia. Não há como negar, também, que sua sequência é pavorosa. Pois bem, a CBS films e a Mandate pictures, dois estúdios de média projeção em Hollywood, estão articulando um projeto que tem tudo para colocar Se beber não case 1, 2 e o 3 – que está em produção – no chinelo. Last Vegas, que vem sendo apropriadamente chamado de “Se beber não case da terceira idade”, terá Michael Douglas como um mulherengo inveterado que, prestes a se casar com uma mulher com metade da sua idade, organiza uma despedida de solteiro em Las Vegas. Robert De Niro e Christopher Walken estão em negociações para estrelarem como os amigos de Douglas. Os produtores sonham com Jack Nicholson para a quarta vaga. A direção será de Jon Turteltaub (Enquanto você dormia e A lenda do tesouro perdido) e o roteiro é de Dan Fogelman, um dos responsáveis pelo ótimo Amor a toda prova. Prometer, promete!

Quarteto fantástico: Se esse time fechar, o porre em Las Vegas vai ser de lascar...

domingo, 21 de agosto de 2011

Questões cinematográficas - A arte de fazer comédia no cinema

O grande ator Jack Nicholson disse certa vez, em uma célebre entrevista a Rolling Stone americana, que tinha um profundo respeito por comediantes; pois sabia que não era fácil fazer os outros rirem. No cinema, de acordo com o raciocínio de Nicholson, o desafio é ainda maior. “Fazer chorar é fácil e o texto muitas das vezes tem grande responsabilidade nisso. Agora provocar o riso é de grande responsabilidade do ator”, ponderou Nicholson na ocasião.
Outro ícone que fez mais rir do que Jack Nicholson, Dean Martin, que integrou o chamado Rat Pack ao lado de Frank Sinatra, disse que fazer comédia é como matar um leão por dia. Bob Farrely, diretor de filmes que podem ser rotulados como bobinhos e escrachados, assegurou que todo comediante é, na verdade, profundamente triste. “Fazer comédia deprime”, colocou Steve Martin em entrevista a Esquire nos anos 90. Martin, um dos grandes comediantes de sua geração, é também um cantor, compositor e autor literário. Um artista fluente em sua arte que atingiu a grandeza, pelas próprias palavras, se deprimindo.
O cinema, de modo geral, não é suficientemente grato com quem lhe confere leveza. Gente como Jim Carrey, Tina Fey, Jerry Lewis e Jack Lemmon nem sempre gozaram de prestígio junto à crítica.


Steve Martin estampa a capa da Esquire: ele precisa de um abraço...


O humor é algo escorregadio. Nem todo ator sabe manejá-lo fisicamente. Outros escrevem maravilhas para determinadas mídias e fracassam vertiginosamente no cinema. Jerry Seinfield é um bom exemplo nesse nicho.
O trato com o humor evoluiu no compasso das transformações que surgiram no seio da sociedade que passou a ser mais cínica, liberal – ainda que apresente rompantes moralistas – e tolerante. Contudo, a comédia continua sendo considerada um gênero menor em Hollywood. Blake Edwars, Woody Allen, Billy Wilder são exemplos de grandes cineastas que fizeram grandes comédias – sempre críticas, inteligentes e divertidas – que foram mais festejados em suas incursões dramáticas.
Nicholson, que é grande amigo de James L. Brooks, que dirigiu o ator nos oscarizados Laços de ternura e Melhor é impossível, acha que o amigo é um dos grandes propulsores da comédia americana. Isso porque Brooks é o criador de Os simpsons – o seriado mais longevo da tv americana. Mas no cinema, Brooks não tem tido sorte. Seus últimos filmes, Espanglês (2004) e Como você sabe (2010) amargaram críticas ruins e apontaram para uma saturação de um certo tipo de humor.
O fato de Woody Allen ter se refugiado na Europa também sugere essa interpretação. O humor americano hoje parece desenvolvido para a geração Youtube e países como o Brasil seguem essa tendência ao consagrar nas bilheterias filmes como Cilada.com. O stand up comedy – algo intrínseco à cultura do humor americano – está chegando no Brasil com força – mas influenciado por esse “empobrecimento digital” do humor.

James L.Brooks orienta Jack Nicholson e Paul Rudd no set de Como você sabe: tipo de humor que está perdendo o espaço no cinema...


Fazer comédia no cinema parece algo cada vez mais circunscrito ao gosto popular. Ao entretenimento leve e idiossincrático. É um movimento perigoso o que se testemunha.
Tanto o é, que as melhores comédias da atualidade estão alojadas na tv. Alexander Payne, que fez os mordazes Eleição e As confissões de Schmidt (Olha o Nicholson aí de novo!), além do saboroso Sideways-entre umas e outras, recorreu a HBO para fazer a perola do humor negro Hung – em que Tomas Jane faz um homem em crise financeira que recorre aos seus dotes físicos como subterfúgio econômico. Modern family e 30th Rock continuam a impressionar pelo vigor narrativo e a capacidade de refletir as relações familiares e profissionais valendo-se do humor. Essas eram preocupações que o cinema abraçava. A razão de não abraçar mais passa tanto pelo (des) interesse do público como pela hesitação dos estúdios em apostar em um tipo de humor que não agrade jovens cheios de espinhas.
Talvez por isso, fazer comédia deprima. Steve Martin, no entanto, continua apostando no humor. Assim como James L. Brooks. Billy Wilder disse certa vez que reside na capacidade de rir de si mesmo, o grande triunfo civilizatório do homem. Não podemos nos desconectar dessa verdade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Crítica - Como você sabe

Camisinhas e crises profissionais!


Em um dado momento de Como você sabe (How do you know, EUA 2010), nova comédia de James L. Brooks, um personagem indaga ao outro como saber se está apaixonado. O outro lhe responde que sabe que está apaixonado quando começa a usar camisinhas com outras garotas. A anedota pode sugerir uma comédia cínica ao gosto de platéias jovens. Não é o caso. O título do filme que parece espremer-se entre uma afirmação e uma indagação alude a uma angústia que Brooks objetiva eleger como sua matéria prima aqui: “Sabe o que se quer e como pedir isso”, exclama outro personagem em outro momento do filme.
Essas pistas são o recheio de diálogos inteligentes e ariscos que Brooks, o homem por trás de perolas do cinema como Laços de ternura (1983) e Melhor é impossível (1997), nunca perde de vista.
No filme, Lisa (Reese Witherspoon) é uma atleta confrontada com uma aposentadoria forçada. Com mais tempo livre, se pega pensando na necessidade de reordenar prioridades. E o lado sentimental aflora com certa naturalidade. Nessa trincheira surgem Matty (Owen Wilson), um atleta sem tato para relacionamentos, mas que cativa com seu charme infantil e George (Paul Rudd), um executivo algo neurótico que está na eminência de ser processado por atividades fraudulentas. Lisa se divide, meio que por inércia, entre esses dois tipos tão díspares.

Reese Whiterspoon e Paul Rudd em cena do filme: é preciso descobrir as próprias demandas para que se possa antendê-las


James L. Brooks, é verdade, não apresenta a sagacidade de outrora. Como você sabe, no entanto, ainda é um filme revestido do interesse genuíno de entender o ser humano em suas miudezas. O filme foi um sonoro fracasso nas bilheterias americanas. Mas o foi mais por ser uma comédia refinada e cúmplice da inteligência alheia do que por qualquer outra coisa. Essa ironia se viabiliza pelo fato do público dos multiplexes estar condicionado a certas fórmulas de humor que não estão presentes em Como você sabe. A escalação de figuras que ajudaram a patentear essas fórmulas (Owen Wilson, Paul Rudd e Reese Witherspoon) talvez contribua para a inversão de sinais.
Isso posto, é preciso dizer que Como você sabe cumpre brilhantemente seu propósito. Ainda que apresente um ou outro problema de edição (algumas cenas mereciam enquadramentos melhores e outras poderiam ser facilmente sublimadas), a fita faz um belo coro ao clichê de que há males que vem para o bem. A personagem de Reese faz o tipo que adora frases de auto-ajuda a ponto de pregar uma porção delas no espelho do banheiro. Como você sabe busca se comunicar com quem se identifica com Lisa. Para o bem e para o mal o faz com a convicção de quem usa uma camisinha por que está apaixonado. Como você sabe ainda oferece o melhor dos temperos na figura de Jack Nicholson que faz um mau caráter pego em um pretenso instinto paternal.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Claquete destaca

+ Tom Cruise e Jack Nicholson devem dividir a tela de cinema em El presidente. A comédia, se confirmada, marcará o reencontro da dupla quase 20 anos depois do indicado ao Oscar Questão de honra.

+ A trama de El presidente versa sobre a relação de um ex-presidente bonachão e extrovertido (papel que seria de Nicholson) e do agente secreto responsável por sua guarda (Tom Cruise), um tipo carrancudo e de poucos amigos.

+ Novos boatos dão conta de que Darren Aronofsky pode dirigir Wolverine 2. A contratação do cineasta indicaria uma mudança de rumos portentosa na franquia, cujo primeiro filme não agradou a crítica.


+ Foi anunciado mais um filme sobre a vida e a carreira de Mariyln Monroe. Em My week with Mariyln, Michelle Willians viverá a diva loura. Há, ainda, no elenco nomes como Kenneth Branagh, Julia Ormond, Dominic Cooper e Emma Waltson. O filme, que será dirigido por Simon Curtis, já se encontra em pré-produção. Vale lembrar que também está em produção Blonde, filme dirigido por Andrew Dominik e com Naomi Watts como Marilyn.
Just like her: Michelle impressiona visualmente como Marilyn...



+ A comédia Your highness, dirigida por David Gordon Green (Segurando as pontas e Superbad) teve suas primeiras imagens divulgadas. O filme tem no elenco Natalie Portman, James Franco e Zoey Deschanel. Como curiosidade, fica o registro de que Brad Pitt foi cotado para viver o personagem de Franco. Your Highness, uma comédia romântica passada na época medieval, estréia em abril de 2011 nos Estados Unidos.



+ Clint Eastwood confirmou que Leonardo DiCaprio será J. Edgar Hoover no filme que irá realizar para a Universal sobre o mentor do FBI. O diretor disse à Reuters que DiCaprio já está em vias de assinar contrato com o estúdio. Eastwood também negou que Joaquin Phoenix esteja sendo considerado para o projeto.
+Tropa de elite 2 registrou o maior público em um final de semana de estréia de um filme nacional em todos os tempos. Superou a marca alcançada este ano por Chico Xavier que era de 580 mil pessoas com sobras. O novo filme de José Padilha cravou 1, 25 milhão de espectadores entre sexta-feira e domingo.

+ Nos EUA, A rede social manteve o primeiro lugar nas bilheterias. O filme arrecadou U$ 15 milhões e teve a segunda menor queda (31%) em relação a semana anterior de um filme que manteve a primeira posição no mercado americano em 2010. A sua frente apenas A origem.

sábado, 22 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: Apêndice - parte 2


Quem manda aqui sou eu!
(gente que dá o ar da graça mais de uma vez na lista)

Russel Crowe

(Gladiador e Uma mente brilhante)



Heath Ledger



(O segredo de Brokeback Mountain, Não estou lá e Batman – o cavaleiro das trevas)

Clint Eastwood


(Gran Torino e Menina de ouro)


Jack Nicholson


(Os infiltrados e A promessa)


Ed Harris



(Ume mente brilhante, Medo da verdade e Marcas da violência)


Morgan Freeman


(Batman – o cavaleiro das trevas, Medo da verdade, Menina de ouro)

Julia Roberts

(Jogos do poder e Closer – perto demais)

Christian Bale


(Não estou lá e Batman – o cavaleiro das trevas)

Aaron Eckhart


(A promessa e Batman – o cavaleiro das trevas)




Os eleitos:(clique no nome do filme para ler a página sobre ele)

25 - Gladiador, de Ridley Scott (EUA, 2000)

24 - Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil, 2002)

23 - Fale com ela, de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002)

22- Os infiltrados, de Martin Scorsese (EUA, 2006)

21 - Moulin Rouge - amor em vermelho, de Baz Lhurman (EUA, 2001)

20 - Colateral, de Michael Mann (EUA, 2004)

19 - A vida dos outros, de Florian Von Donnersmarck (Alemanha, 2006)

18 - Medo da verdade, de Ben Affleck (EUA, 2007)

17 - Onde os fracos não têm vez, dos irmãos Coen (EUA, 2007)

16 - Jogos do poder, de Mike Nichols (EUA, 2007)

15 - Do que as mulheres gostam, de Nancy Meyers (EUA, 2000)

14 - Uma mente brilhante, de Ron Howard (EUA, 2001)

13 - Marcas da violência, de David Cronenberg (EUA, 2005)

12 -A promessa, de Sean Penn (EUA, 2001)

11- O pianista, de Roman Polanski (França, 2002)

10 - Munique, de Steven Spielberg (EUA, 2005)

9 - Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino (EUA/França 2009)

8 - Gran torino, de Clint Eastwood (EUA, 2008)

7 -Não estou lá, de Todd Haynes (EUA, 2007)

6 - Sobre meninos e lobos, de Clint Eastwood (EUA, 2003)

5 - O segredo de brokeback mountain, de Ang Lee (EUA, 2005)

4 - Match point - ponto final, de Woody Allen (EUA, 2005)

3 - Batman - o cavaleiro das trevas, de Christopher Nolan (EUA, 2008)

2 - Menina de ouro, de Clint Eastwood (EUA, 2004)

domingo, 7 de março de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 12 - A promessa

"Eu fiz uma promessa Eric. Você é grande o bastante para lembrar de quando isso significava alguma coisa"



Sinopse
Jerry Black é um policial veterano que vive em Nevada e está prestes a se aposentar. Em seu último dia de serviço ele recebe como missão conferir o local onde ocorreu o assassinato de uma garota de 7 anos e avisar sua família do ocorrido. Com a mãe desesperada, Jerry promete que encontrará o culpado do crime e, com isso, resolve investigar o caso mesmo depois da prisão de um homem com problemas mentais que assume o crime.

Comentário
Esse drama, que nem sequer estreou nos cinemas brasileiros, passou despercebido do grande público. Mas é um filme de imenso impacto. Brilhantemente dirigido por Sean Penn, aqui em sua segunda incursão na direção, o filme é um excepcional thriller policial que reserva um final acachapante. Além do mais tem grande atuação de Jack Nicholson. Contido e minimalista, o ator está bem diferente de suas outras (boas) aparições nessa década.
Penn trabalha não só com o sentido de proposições que não fazem mais sentido no mundo de hoje (no caso a promessa do título e o apego do protagonista a ela), mas esboça um tenaz comentário sobre a natureza de uma obsessão. E os perigos de sucumbir a ela. Mesmo que com a melhor das intenções. Um filme que se vale de convicções embaralhadas de alguns personagens para elaborar uma constatação muito forte. Daquelas que não tem como o espectador permanecer impassível diante dela.

Prêmios
Participou da seleção oficial do festival de Berlim; Competição oficial no festival de Cannes;

Curiosidades
- Foi o único filme da década, e um dos poucos filmes em toda a história do cinema, a participar das competições oficiais dos festivais de Berlim e Cannes.
- Sean Penn admitiu que só faria o filme com Jack Nicholson, seu grande amigo que fez com que Penn batizasse seu primeiro filho com o nome de Jack. Nicholson também esteve na primeira incursão de Penn na direção, no filme Acerto final.
- Tanto Nicholson quanto Robin Wright (à época mulher de Penn) atuaram em seus dois primeiros filmes como diretor. Em ambos os projetos, seus personagens alimentavam tensão sexual.
- Penn chamou Benicio Del Toro para o papel do índio suspeito do inicio do filme porque admirava Del Toro como ator. Benicio ainda não tinha a fama estelar que tem hoje e caminhava para seu Oscar de atuação por Traffic. Penn e Del Toro são grandes amigos hoje.
- Todos os grandes atores que fazem ponta no filme (Helen Mirren, Patrícia Clarkson, Mickey Rourke, Vanessa Redgrave e Sam Shepard) o fizeram, literalmente, pela amizade com Penn.

Ficha técnica
título original:The Pledge
gênero:Drama
duração:02 hs 03 min
ano de lançamento:2001
estúdio:Warner Bros. / Morgan Creek Productions e Franchise Pictures
distribuidora:Lumière / Warner Bros.
direção: Sean Penn
roteiro:Jerzy Kromolowski e Mary Olson, baseado em livro de Friedrich Dürrenmatt
produção:Michael Fitzgerald, Sean Penn e Elie Samaha
música:Klaus Badelt e Hans Zimmer
fotografia:Chris Menges
direção de arte:Helen Jarvis
figurino:Jill M. ONegritohanneson
edição:Jay Lash Cassidy
elenco: Jack Nicholson, Robin Wright, Aaron Eckhart e Benicio Del Toro

Fonte:Arquivo pessoal


domingo, 27 de dezembro de 2009

Os 25 melhores filmes da década: 22 - Os infiltrados

“Eu não quero ser um produto do meio. Eu quero que o meio seja um produto de mim”.




Sinopse:
O jovem policial Billy Costigan (Leonardo DiCaprio) é infiltrado na quadrilha do chefão Frank Costello (Jack Nicholson), da máfia irlandesa, e tem cada vez mais a confiança dos criminosos. Ao mesmo tempo, Collin Sulivan (Matt Damon), um violento integrante da gangue, é igualmente infiltrado na polícia e ganha o respeito de colegas e superiores.

Comentário:
Scorsese retoma o gênero e os personagens que fizeram sua fama e o consagraram como diretor, o mundo dos gangsters. Contudo, em Os infiltrados, o diretor exercita uma visão de mundo mais pessimista, mais aterradora, onde a violência, a desconfiança e a força se impõem como meio. Ao retratar um mundo bestial, com o calor das metáforas como a impotência sexual do protegido do gangster na policia, ou a própria sexualização permanente que Frank Costello promove de tudo e para tudo ou do furor sexual de Costigan e de sua paixão “proibida” justamente pela namorada de Sullivan.
Um filme que excede os parâmetros de filme de gangster e atinge níveis dramáticos impensados. Além de ser um excepcional thriller policial, Os infiltrados desvela a sordidez das relações humanas e o híbrido de ganância e egoísmo que movem nossa existência. E sepulta as expectativas de um final hollywoodiano, com seu final anticlimático e apoteótico. Catártico como muitos, mas verdadeiro como poucos.

Prêmios:
Venceu 4 Oscars (filme, direção, roteiro adaptado e montagem); 5 indicações ao Globo de ouro e vitória por direção; 8 indicações ao Bafta; melhor filme pelas associações de críticos de Boston Los Angeles, Detroit, Chicago, Nova Iorque, Washington, Phoenix, Las Vegas, Dallas e São Francisco; 7 indicações ao critic´s choice awards e 2 vitórias (filme e direção); prêmio do sindicato dos diretores; prêmios do National Board of Review de melhor elenco e diretor;

Curiosidades:
- É um remake de um filme de Hong Kong, do ano de 2002, chamado Conflitos internos.
- O diretor Martin Scorsese afirmou que só ficou sabendo que se tratava de um remake depois de ter o filme pronto
- Foi por este filme que Martin Scorsese finalmente ganhou o Oscar como melhor diretor. Até então ele já havia sido indicado 5 vezes e nunca havia ganhado. Era tido como uma das maiores injustiças da academia.
- Existem boatos sobre uma possível continuação de Os infiltrados. Já que há três Conflitos internos. Scorsese já demonstrou interesse em rodar a continuação, mas não há nada certo por enquanto.
- Esse filme marcou a terceira colaboração entre Leonardo DiCaprio e o diretor. A quarta colaboração está a caminho, Ilha do medo.
- Foi a última aparição nas telas de Jack Nicholson em um filme dramático. Depois disso, o ator foi visto em Antes de partir, comédia um tantinho dramática, ao lado de Morgan Freeman.
- É o décimo filme de Scorsese a contar com música dos Rolling Stones na trilha sonora. Não à toa, seu filme seguinte foi um documentário sobre a banda.
- O filme é produzido por Brad Pitt, que inicialmente ficaria com o papel de Leonardo DiCaprio.
- A montadora Telma Schoonmaker trabalha em todos os filmes de Scorsese desde Touro indomável. Tanto lá, quanto nesse último, ela recebeu o Oscar na categoria. Mas segundo ela, o Oscar é mais de Martin do que dela, uma vez que ele desfaz todo o trabalho dela.
- O título original The departed (os partidos) é a mais poderosa e alusiva metáfora do filme, cujo sentido só se completa após a subida dos créditos


Ficha técnica:
Título original: The Departed
Gênero: Drama
Duração: 02 hs 29 min
Ano de lançamento:2006
Estúdio:Warner Bros. Pictures / Vertigo Entertainment / Plan B Entertainment / Initial Entertainment Group
Distribuidora: Warner Bros.
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: William Monahan
Produção: Jennifer Aniston, Brad Grey, Graham King, Brad Pitt e Martin Scorsese
Música: Howard Shore
Fotografia: Michael Ballhaus
Direção de arte: Teresa Carriker-Thayer e Nicholas Lundy
Figurino: Sandy Powell
Edição:Thelma Schoonmaker
Efeitos especiais: Lola Visual Effects
Elenco: Leonardo DiCaprio, Matt damon, Jack Nicholson, Alec Baldwin, Mark Wahlberg, Vera Farmiga, Martin Sheen e Ray Winstone



Fonte: arquivo pessoal

terça-feira, 14 de julho de 2009

Filme do dia!


Alguém tem que ceder


O filme de Nancy Meyers, diretora e roteirista de mão cheia, abraça uma causa incomum em hollywood. O amor na terceira idade. O rótulo contudo, reduz o alcance e o impacto dessa comédia leve, inteligente e sofisticada. Diane Keaton em seu último grande momento nas telas e Jack Nicholson exibindo uma vulnerabilidade surpreendente dão o tom dessa fita que se propõe a investigar as razões que levam pessoas bem sucedidas a se fecharem para o amor e como elas reagem quando ele ( o amor) se impõe inadvertidamente.