Mostrando postagens com marcador Paul Rudd. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paul Rudd. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de agosto de 2011

Tira-teima: Frat Pack X Turma de Apatow






Por que "Frat pack"?

Foi um termo cunhado pela crítica, em veículos como Rolling Stone e a Variety, que pegou. Black, Vaughn e Stiller adotaram o referencial que os compara com a turma encabeçada por Frank Sinatra e Dean Martin nos idos dos anos 50 e 60.


Por que a "turma de Apatow"?
É Judd Apatow o motor desse novo time de comediantes que colaboram em projetos diversos. É ele também o maior link entre todos os filmes produzidos por essa galera de 2005 para cá.


Os filmes
(Frat Pack)

Zoolander (2000)
Orange county (2002)
Dias incríveis (2003)
Starsky & Hutch - justiça em dobro (2004)
A inveja mata (2004)
Com a bola toda (2004)
O âncora: a lenda de Ron Burgundy (2004)
Penetras bons de bico (2005)
Escola de idiotas (2006)
Uma noite no museu (2006)
Trovão tropical (2008)
Encontro de casais (2009)


Os filmes
(turma de Apatow)

O âncora: a lenda de Ron Burgundy (2004)
Papai bate um bolão (2005)
O virgem de 40 anos (2005)
Rick Bobby – a toda velocidade (2006)
Ligeiramente grávidos (2007)
Superbad – é hoje (2007)
Walk hard: a vida é dura (2007)
Ressaca de amor (2008)
Role models (2008)
Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor (2008)
Quase irmãos (2008)
Segurando as pontas (2008)
Ano um (2009)
Eu te amo, cara (2009)
Tá rindo do quê? (2009)
O pior trabalho do mundo (2010)
Um jantar para idiotas (2010)
Your Highness (2011)
Missão madrinha de casamento (2011)



O elemento de convergência


Além da participação especial de Ben Stiller em Freaks & Geeks, os dois grupos do humor compartilham outros pontos de sinergia. Will Ferrel tem participações suficientes em filmes dos dois grupos para ser considerado membro de ambos e O âncora: a lenda de Ron Burgundy contou com vasto elenco de ambas as partes e deflagrou a turma de Apatow. Por esse raciocínio, é possível dizer que O âncora é a costela de Adão da comédia americana atual.






Quem reina?


Enquanto o Frat Pack dá sinais de esgotamento, uma vez que os filmes do grupo são cada vez menos frequentes, a turma de Apatow segue firme. Os roteiristas e produtores apadrinhados por Apatow engatam projetos em estúdios como Sony e Universal anualmente e o próprio Apatow mantém a média de um filme a cada dois anos.


Quem lucrou mais?

Até por ter realizado mais filmes, a turma de Apatow conseguiu arrecadar mais dinheiro. Contudo, isoladamente, os filmes do Frat Pack causaram mais frisson nas bilheterias. Penetras bons de bico em 2005 e Trovão Tropical em 2008 são exemplos de fitas que entraram no ranking das dez maiores arrecadações em solo americano em seus respectivos anos, coisa que nenhum filme da turma de Apatow conseguiu.



A pompa com a crítica

O Frat Pack nunca gozou de muito prestígio com a crítica. Houve filmes que caíram no gosto da crítica, como Trovão tropical, mas no geral a relação foi bastante fria. Já a turma de Apatow conta com mais boa vontade. Tirando Tá rindo do quê?, as fitas dirigidas por Apatow foram bastante elogiadas e filmes que produziu como Superbad-é hoje e Missão madrinha de casamento também agradaram.



A estratégia da ação entre amigos

Os anos 2000, no que toca a comédia americana, foram definidos por essas duas linhagens do humor e as influências ainda podem ser sentidas no cinema. Desenvolver projetos em um mesmo grupo, além de facilitar o entrosamento e cativar uma audiência particular, permite que o trabalho seja observado dentro de uma linha evolutiva. Esse raciocínio favorece, e muito, o organograma desenvolvido por Apatow. O processo, inteiramente consciente, de estender seus tentáculos pela comédia americana pode ser percebida pelo crescente número de filmes e atores que circundam o núcleo principal da turma. O Frat Pack, por sua vez, ostenta a primazia e é a comprovação do sucesso do modelo consagrado no alvorecer do século XXI.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Crítica - Como você sabe

Camisinhas e crises profissionais!


Em um dado momento de Como você sabe (How do you know, EUA 2010), nova comédia de James L. Brooks, um personagem indaga ao outro como saber se está apaixonado. O outro lhe responde que sabe que está apaixonado quando começa a usar camisinhas com outras garotas. A anedota pode sugerir uma comédia cínica ao gosto de platéias jovens. Não é o caso. O título do filme que parece espremer-se entre uma afirmação e uma indagação alude a uma angústia que Brooks objetiva eleger como sua matéria prima aqui: “Sabe o que se quer e como pedir isso”, exclama outro personagem em outro momento do filme.
Essas pistas são o recheio de diálogos inteligentes e ariscos que Brooks, o homem por trás de perolas do cinema como Laços de ternura (1983) e Melhor é impossível (1997), nunca perde de vista.
No filme, Lisa (Reese Witherspoon) é uma atleta confrontada com uma aposentadoria forçada. Com mais tempo livre, se pega pensando na necessidade de reordenar prioridades. E o lado sentimental aflora com certa naturalidade. Nessa trincheira surgem Matty (Owen Wilson), um atleta sem tato para relacionamentos, mas que cativa com seu charme infantil e George (Paul Rudd), um executivo algo neurótico que está na eminência de ser processado por atividades fraudulentas. Lisa se divide, meio que por inércia, entre esses dois tipos tão díspares.

Reese Whiterspoon e Paul Rudd em cena do filme: é preciso descobrir as próprias demandas para que se possa antendê-las


James L. Brooks, é verdade, não apresenta a sagacidade de outrora. Como você sabe, no entanto, ainda é um filme revestido do interesse genuíno de entender o ser humano em suas miudezas. O filme foi um sonoro fracasso nas bilheterias americanas. Mas o foi mais por ser uma comédia refinada e cúmplice da inteligência alheia do que por qualquer outra coisa. Essa ironia se viabiliza pelo fato do público dos multiplexes estar condicionado a certas fórmulas de humor que não estão presentes em Como você sabe. A escalação de figuras que ajudaram a patentear essas fórmulas (Owen Wilson, Paul Rudd e Reese Witherspoon) talvez contribua para a inversão de sinais.
Isso posto, é preciso dizer que Como você sabe cumpre brilhantemente seu propósito. Ainda que apresente um ou outro problema de edição (algumas cenas mereciam enquadramentos melhores e outras poderiam ser facilmente sublimadas), a fita faz um belo coro ao clichê de que há males que vem para o bem. A personagem de Reese faz o tipo que adora frases de auto-ajuda a ponto de pregar uma porção delas no espelho do banheiro. Como você sabe busca se comunicar com quem se identifica com Lisa. Para o bem e para o mal o faz com a convicção de quem usa uma camisinha por que está apaixonado. Como você sabe ainda oferece o melhor dos temperos na figura de Jack Nicholson que faz um mau caráter pego em um pretenso instinto paternal.

sábado, 10 de abril de 2010

De olho no futuro...

A volta de Xander Cage
Triplo X, filme que estourou em 2002 e ajudou a consolidar a fama do hoje decadente Vin Diesel, foi um caso curioso. A Sony estava disposta a bancar uma continuação do filme. Nem Diesel, nem o diretor Rob Cohen (que também estavam a frente do primeiro Velozes furiosos) manifestaram interesse. O estúdio tocou o projeto adiante sem eles. O diretor Lee Tamahori e o rapper que finge ser ator Ice Cube assumiram sem muito sucesso Triplo X: estado de emergência. Cohen e Diesel , que adentraram uma má maré na carreira, resolveram retomar a franquia em 2008 (Diesel também retornou à franquia dos carros envenenados), só que dessa vez o estúdio não quis. Restou-lhes a indignação. Só que em um negócio de bastidores a Paramount adquiriu os direitos sobre a franquia e resolveu bancar o terceiro filme com Diesel e Cohen a bordo. O retorno de Xander Cage, que ainda não tem data prevista, não poderia ser mais hollywoodiano.



Depois do oitavo filme, o quarto!
American pie marcou uma geração. O filme adolescente dos anos 90 era engraçado, espirituoso e captava muito bem a atitude jovem daquela década. Fizeram uma trilogia que acabou por desgastar a imagem daquele filme original, embora todos tenham sido bem sucedidos financeiramente. Tanto é, que seguiram-se sequências menos inspiradas que foram se esvaziando da aura e, inclusive, dos personagens que garantiram o sucesso inicial. Pois bem, a Universal, estúdio responsável pelos três primeiro filmes, anunciou que quer fazer um quarto filme com o elenco original. Sean William Scoot, o eterno Stiffler, já anunciou que topa retornar ao papel do tarado de plantão. O detalhe é que este quarto filme “oficial”, se vier a ser produzido de fato, virá depois do oitavo lançamento com a marca American pie.


Stiffler sinaliza: Por mim tá ok...

Efeito repelente
Por essa a produção de Capitão América: o primeiro vingador não esperava. Depois de confirmar Chris Evans na pele do protagonista, a produção achava que já tinha conseguido o mais difícil em termos de escalação de elenco. Contudo, está se mostrando surpreendentemente complicado arranjar um nome feminino para viver a personagem feminina principal do longa. Natalie Portman e Emily Blunt já declinaram de ofertas oficiais feitas pela Marvel. Especula-se muito na mídia norte americana o por que das recusas, já que os filmes da Marvel ultimamente têm sido das melhores vitrines em Hollywood. Blunt alegou estar ocupada com as filmagens de Gulliver´s travels. Vale lembrar que foi essa, extamamente, a mesma desculpa que a atriz deu ao se desligar da produção de Homem de ferro 2, no qual seria a Viúva negra. A atriz é uma das cotadas para viver a mulher gato, caso haja uma em um novo filme do Batman. Já Natalie não apresentou nenhuma justificativa, o que leva acrer que: 1 – ela não gostou do roteiro, 2 – ela não quer atuar com Chris Evans, ou 3- ela já está em Thor e acha que isso é suficiente em tremos de filmes de heróis. E você leitor, o que acha que pesou de fato na recusa das atrizes?

Natalie e Emily: Elas não querem mais saber de heróis...
Itálico
Se prepare para eles!
Os perdedores promete ser um dos filmes mais divertidos dessa temporada de filmes pipoca. Estrelado por gente boa pinta como Jeffrey Dean Morgan, Chris Evans, Jason Patric e Zoe Saldanha, o filme mostra um grupo de elite que é “queimado” por seu antigo empregador e tem de correr contra o tempo para reverter a situação. Abaixo, o trailer e alguns links para spots de TV do filme que estréia no próximo dia 23 nos EUA e em 4 de junho aqui no Brasil.

Spot de tv 1: http://www.youtube.com/watch?v=bh2i8sAZcGY
Para quem gostou de Uma noite fora de série...
Steve Carell acabou de estrear nos cinemas com Uma noite fora de série, em que divide a cena com Tina Fey, mas o comediante volta aos cinemas em julho na comédia Dinner for schmucks (ainda sem título em português). Na fita, dirigida por Jay Roach (Entrando numa fria), Carell faz um paspalhão que se vê envolvido em uma aposta feita por Paul Rudd. A aposta? Rudd e um grupo de amigos apostam quem consegue levar o cara mais estúpido a um jantar. Não é preciso dizer que uma verdadeira amizade irá surgir. Até lá, muita escatologia e humor para “grandinhos”.
Steve Carell e Paul Rudd no cartaz da nova comédia do diretor de Entrando numa fria: A amizade surge da maneira mais imprevisível