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domingo, 2 de junho de 2013

Insight - Um olhar sobre a franquia Velozes e furiosos



Velozes e furiosos já recebeu bastante atenção no blog. É uma franquia, sob muitas perspectivas, acidental e inusitada. Mas é, também, uma demonstração clara de que ideias originais se bem geridas podem render maravilhas em matéria de séries cinematográficas. Prova disso é que no fim de semana de estreia do sexto filme, a franquia não só alcançou seu melhor índice de bilheteria em fins de semana de abertura como conquistou o melhor rendimento de estreia para um filme do estúdio universal, que tem franquias mais festejadas, como Bourne, por exemplo, que não conseguiram aumentar seus registros financeiros em capítulos mais avançados.
Velozes e furiosos, um filme B daqueles de marca maior, surpreendeu em 2001 com um faturamento mundial de U$ 207 milhões e um novo astro pronto para acontecer, Vin Diesel.
O sucesso repentino, como sempre, forçou uma sequência. Mas Diesel, que perseguia o estrelato possível, não quis voltar. Nem o diretor Rob Cohen. O expert em filmes de ação John Singleton foi chamado e Velozes e furiosos 2 transferiu a ação de Los Angeles para Miami e colocou Tyrese Gibson como coprotagonista de Paul Walker. Novamente, o esquema "policial faz parceria com fora da lei' foi acionado e o filme conseguiu repetir o sucesso do original com U$ 236 milhões internacionalmente. A bilheteria doméstica, no entanto, já foi menor.
O terceiro filme era viável. Mas agora Paul Walker, que estava filmando com Clint Eastwood e estrelando um punhado de filmes de ação, quem não queria voltar. A ideia dos produtores foi redimensionar a marca da série e torna-la um branding como Star trek, por exemplo. Ou seja, um universo que permitiria retrabalhar o mesmo conceito com personagens diferentes. Velozes e furiosos: desafio em Tóquio transferia a ação para o Japão, elegia um novo protagonista (o pouco carismático Lucas Black) e fracassava veementemente em vingar os planos da universal. O que parecia ser o fim da franquia (o terceiro filme arrecadou apenas U$ 62 milhões nos EUA e pouco mais U$ 50 milhões no restante do mundo) foi a chance de retomar o rumo da série.

Vin Diesel, em 2001, no primeiro Velozes e furiosos, e em 2001, no quinto filme da série: o cabelo não cresceu...

Lá pelo fim de 2006, Vin Diesel acordou e percebeu que não seria o novo Arnold Schwarzenegger e depois de acumular alguns fracassos via com bons olhos um retorno à série. O estúdio topou tê-lo como produtor e com Vin Diesel à bordo, o restante do elenco original também retornaria. Justin Lin, diretor do terceiro filme foi mantido e em 2009 chegaria aos cinemas Velozes e furiosos 4 com o sintomático slogan “Novo modelo. Peças originais”. O quarto filme devolvia à franquia seu charme underdog, voltando à premissa simples de um tira infiltrado colaborando com um fora-da-lei de bom coração. A ação se concentrava nos personagens de Brian (Walker) e Toretto (Diesel) e nos carros, o grande atrativo dos filmes. A recepção foi positiva. O filme registrou a maior bilheteria da série até então com U$ 364 milhões arrecadados internacionalmente. Pela primeira vez, o grosso da arrecadação veio de fora dos EUA. Mais de U$ 200 milhões. Velozes e furiosos era uma marca de trânsito internacional e Vin Diesel percebeu isso. O próximo passo foi internacionalizar a ação de fato.
O quinto filme, lançado em 2011, transferiu a ação para um Rio de Janeiro de sotaque estranho, com deserto e vias larguíssimas, mas que valorizou esse apelo internacional da marca. Outra mudança ensejada pelo quinto filme foi mais estrutural. Velozes e furiosos deixava de ser um filme sobre carros tonados e foras-da-lei de segunda categoria para ser um heist movie (filme de assalto), subgênero que tem a trilogia Onze homens e um segredo como um de seus maiores expoentes, com todas a sua finesse.
O sexto filme recupera o gosto pelos carros e rachas, relevado ao segundo plano no filme anterior, e apara as arestas (ainda que com a devida inconstância e incoerência esperada de um produto que foi ganhando forma na base do improviso) dos filmes anteriores. O sétimo filme já está garantido. Com apenas uma semana em cartaz, o filme já encosta na arrecadação total do quarto filme e deve superar com folga os U$ 626 milhões do quinto longa.

1 - Lucas Black em Desafio em Tóquio, o filme que todos querem esquecer; 2 - Paul Walker, Tyrese Gibson e Eva Mendes na ensolarada Miami de + velozes + furiosos; 3 - Dwyane "The Rock" Johnson chegou para reforçar o time no quinto filme, 4 - o diretor Justin Lin assumiu a série no terceiro filme e ajudou a consolidá-la como um das maiores franquias do cinema americano; 5 - Vin Diesel em seu retorno à série no quarto e melhor filme desde o original

O sétimo filme será o primeiro sem a direção de Justin Lin, mas terá o reforço de Jason Statham como vilão da vez. A longevidade da franquia impressiona, principalmente por não contar com o aval da crítica. Contudo, a honestidade de Velozes e furiosos, enquanto proposta cinematográfica, é o que eleva a franquia na estima do público. Não há sombreamento de expectativas. Os filmes entregam exatamente o que se espera deles e a franquia conseguiu vender muito bem seu novo conceito. Ainda há combustível para seguir em frente!

sábado, 1 de junho de 2013

Crítica - Velozes e furiosos 6


É sobre o código!

Há uma cena em Velozes & furiosos 6 (Fast & Furius 6, EUA 2013) em que o vilão interpretado por Luke Evans encontra Toretto (Vin Diesel) para dissuadi-lo de tentar colaborar com o agente Hobbs (Dwyane “The Rock” Johnson) em sua captura e diz: “nada mal para quem começou roubando dvds em Los Angeles”. O personagem faz referência à extravagância do roubo realizado no Rio de Janeiro no fim de Velozes e furiosos 5: operação Rio e lembra que depois de roubar U$ 100 milhões, era natural imaginar que Toretto e sua trupe estivessem “curtindo a aposentadoria”. O diálogo, mais do que acertar os ponteiros para o clímax do sexto filme, dá a dimensão da estatura que a franquia Velozes e furiosos alcançou. De um ladrão qualquer de um filme de ação surpreendente a um “respeitado” líder de um grupo de assaltantes internacionais, Toretto fia-se no valor familiar. Tanto lá quanto cá. É justamente esse o fio condutor que não permite que Velozes e furiosos 6 perca de vista Velozes e furiosos, lançado no longínquo 2001.
Equipe reunida: jogando para a platéia
O filme, apropriando-se desse fio condutor, tem dois nortes. O primeiro é revigorar a participação dos carros na franquia – um tanto desleixada no quinto filme. Em Velozes e furiosos 6, temos conversas sobre carros, rachas e acrobacias cinematográficas como aquelas que deram popularidade a série e que surgiram em menor escala no filme anterior. O segundo norte é aparar as muitas pontas soltas ao longo da jornada que culminou neste sexto filme. Aí estão as fragilidades do longa. É de se louvar a boa vontade e a retidão de produtores e roteiristas em “explicar” e “relacionar” todos os acontecimentos fundindo em uma só narrativa toda a série, mas há flertes com a inverossimilhança ainda maiores nesse aspecto do que Toretto mergulhando no ar para salvar Letty (Michelle Rodriguez) em queda livre depois de cair de um tanque de guerra em uma das principais cenas do longa.
O retorno de Letty, que agrada os fãs mais feudais da série, é justamente o calcanhar de Aquiles do filme. Todas essas fragilidades, no entanto, são escanteadas porque o filme entrega justamente o que promete: ação, corridas de carro bem coreografadas e humor ligeiro na medida certa. A habilidade de rir de si mesma da série, ensejada no quinto capítulo, está mantida e envernizada. Velozes e furiosos 6 é um filme com mais bom humor do que a média dos filmes de ação atuais. O que pode sugerir que, além dos homens adultos solteiros, a franquia quer cativar famílias também. Os números das bilheterias, cada vez maiores, sugerem que a fórmula está dando certo.

domingo, 29 de maio de 2011

Tira-teima

Duas das atrações do verão americano de 2011 que já estrearam e estão causando nas telas de cinema são Velozes e furiosos e Piratas do Caribe. Essas duas poderosas marcas guardam algumas semelhanças e muitas diferenças em suas jornadas pela cultura pop. A seção Tira-teima deste mês joga luz sobre todas elas.





O status quo

VF = A série atravessa um momento de renovação. Após dez anos e cinco filmes, a franquia parece ter encontrado, além de uma unidade narrativa, uma vocação. Segundo o diretor Justin Lin, Velozes e furiosos a partir de agora é uma trama de assalto. Não de carros envenenados.


PC = “Tudo depende de Johnny Depp”, exclama a toda oportunidade o produtor Jerry Bruckheimer. Com certeza de boa bilheteria, já foi anunciado que há ideias para uma nova trilogia. Basta Johnny dizer sim.


Entre carros turbinados e navios piratas


- É a terceira vez que as franquias se cruzam em uma temporada de blockbusters hollywoodiana. A primeira foi em 2003, quando Velozes e furiosos tinha o seu segundo lançamento no verão que seria marcado pelo surpreendente Piratas do caribe: a maldição do perola negra. O segundo encontro foi em 2006, quando a franquia Velozes e furiosos muda radicalmente e segue para Tóquio e a primeira sequência de Piratas do Caribe é lançada.
Enquanto O baú da morte se tornaria a maior bilheteria daquele ano, Desafio em Tóquio registraria a pior bilheteria da série de carros turbinados


- Os dois filmes foram “sucessos improváveis”. Lançados em agosto (final da temporada de verão nos EUA) viraram franquias cinematográficas por pressão dos estúdios


- Nas duas franquias o personagem coadjuvante roubou a cena do protagonista no filme original. Em Piratas do Caribe o arco principal seria do ferreiro Will (Orlando Bloom) e da nobre Elizabeth Swann (Keira Knightley). O efeminado Jack Sparrow de Johnny Depp acabou roubando o filme. O mesmo aconteceu em Velozes e furiosos em que o assaltante de bom coração Dominic Toretto (Vin Diesel ) marca mais do que o protagonista, o policial Brian o ´Conner (Paul Walker).



* O quinto Velozes e furiosos e o quarto Piratas do Caribe, por ainda estarem em cartaz, não têm os números das bilheterias fechados.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Crítica - Velozes e furiosos 5:operação Rio

Quase onze homens e um segredo!

Quinto filme da franquia deixa os carros envenenados em segundo plano e investe na dinâmica dos filmes de assalto


Velozes e furiosos 5: operação Rio (Fast five, EUA 2011) traz um forte componente de nostalgia. O quinto filme, pelo que se vê na tela e na condução da história, poderia ser o último a apresentar as aventuras de Toretto (Vin Diesel) e O´Conner (Paul Walker). Como a expressiva bilheteria do fim de semana de estréia indicou, não é o caso. O sexto filme já está garantido pelos produtores e a trama ensejada em uma cena chave que surge nos créditos finais.
Operação Rio começa no ponto que Velozes e furiosos 4 terminou. A ideia de acompanhar Toretto e sua família (como o personagem gosta de afirmar) torna-se cada vez mais atraente para o espectador. E o Rio de Janeiro é o destino. Na cidade, eles irão se chocar com um chefão do crime local (papel de Joaquim de Almeida) e perpetrar mais um sem número de manobras inverossímeis. Tanto o vilão, quanto o agente federal vivido por Dwayne “The Rock” Johnson são figuras típicas do cinema de ação americano. Desconsidere as ramificações do crime organizado carioca ou mesmo da linha de corrupção presente na polícia militar do estado, em Velozes e furiosos 5 tudo é unidimensional ao gosto de um fã que, mesmo desavisado, testemunha mudanças na série. Essas mudanças são de tom. No quinto filme, Velozes e furiosos deixa de ser um filme sobre gangues e rachas e passa a ser sobre um grupo especializado em assaltos e de penetração internacional. Essa percepção facilitou um dos hypes desse quinto filme, reunir os personagens mais marcantes da série. A forma como o filme se resolve indica que eles estarão juntos para a sexta fita.
Se essa transição é exposta na tela com um roteiro muito bem arquitetado para esse fim, alguns aspectos da trama incomodam. Fora a pujança de tiros e explosões improváveis, a intenção de tornar Toretto um herói trágico parece um tanto desconexa dos anseios do público alvo da série. Alguns furos também municiam viradas improváveis na trama, mas esses são equívocos menores.
Velozes e furiosos 5: operação Rio é um filme termômetro. Aqui os produtores testam se a série ainda tem gás no cinema e promovem algumas alterações que julgam providenciais. Por exemplo: não há uma cena de racha sequer (existe uma breve cena mais nostálgica do que efetiva) e o número de mulheres seminuas foi diminuído a quase zero. A ideia é se aproximar de filmes como Onze homens e um segredo e Uma saída de mestre. No quinto filme deu certo, mas o tanque pode não estar tão cheio para o sexto.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Filme em destaque: Velozes & furiosos 5 - operação Rio

Heist movie por acidente
Vin Diesel, Paul Walker, The Rock, Rio de Janeiro e carros ainda mais envenenados no quinto filme da franquia de verão mais improvável da temporada. Claquete revela os bastidores do novo filme e aponta os novos rumos da série


Com o sucesso desejado, mas um tanto improvável, do quarto Velozes e furiosos - que reuniu os protagonistas do filme original sob a batuta de Justin Lin (diretor que enxergou a série como uma série) - a marca Velozes e furiosos garantia o status de ícone pop. Essa marca ganha verniz com o lançamento do quinto filme em 2011, exatos dez anos depois do surpreendente primeiro Velozes e furiosos. Velozes e furiosos 5: operação Rio dá sequência as aventuras de Dominic Toretto (Vin Diesel) e Brian O´Conner (Paul Walker), já integrado ao mundo de fora da lei. Voltam ao quinto filme, além de Diesel como produtor (pela segunda vez consecutiva) e do diretor Justin Lin (que assumiu a franquia no terceiro filme e não largou mais), Jordana Brewster (que vive a irmã de Toretto e já havia voltado no quarto filme), Ludacris e Tyrese Gibson. “É uma celebração da série”, admitiu Vin Diesel em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, cidade que serviu de sede para a premiere mundial da fita.
A escolha da cidade não foi gratuita. A trama do quinto filme se passa na cidade mais conhecida do Brasil lá fora. Mas o filme não foi gravado inteiramente aqui. “Não cabia no nosso orçamento”, admitiu Lin em mais de uma oportunidade. “Era muito mais viável, do ponto de vista logístico e financeiro rodar em Porto Rico”, explicou Vin Diesel. O Rio de Janeiro, além de não oferecer avenidas largas e pouco trafegadas para a produção, tinha um complicado sistema de tributação (e a conturbada produção de Os mercenários afugentou os produtores de Velozes e furiosos 5 daqui). Porto Rico então virou Rio de Janeiro e as cenas internas foram gravadas em estúdios da Universal em Atlanta. No Rio, foram captadas mesmo só as cenas “cartão postal”. Aquelas para aferir a identidade da cidade em que se passa a trama. Tanto que tudo foi captado em um final de semana ensolarado no final de 2010. “Mas lugar nenhum deixou uma impressão tão boa”, tietou Vin Diesel na coletiva de imprensa que valeu uma segunda viagem à cidade, dessa vez acompanhado por todo o elenco (The Rock não gravou cenas na cidade, mas veio para a divulgação).
O ator e seus companheiros, que fizeram uma porção de passeios turísticos pela cidade, exaltaram as belezas cariocas (mulheres, entre elas) e tiveram seus momentos de comentaristas de segurança classificando o trabalho policial realizado na cidade maravilhosa (que teve repercussão mundial com a retomada da favela do alemão alguns meses atrás) como “ótimo”.

Sangue novo na parada: The Rock é uma das novidades do quinto filme

 
 
Dando gás na série

Mas como evoluir dentro do universo de Velozes e furiosos? Além de levar a série ao Brasil, que tem fama de generosidade com a bandidagem (são célebres os relatos de nazistas refugiados e escondidos aqui, além do vigente caso do terrorista italiano Cesare Battisti), era preciso outro diferencial. Reunir todo mundo que marcou na série? Feito. Mas isso em si não representaria “dar o gás” que foi ver Diesel e Walker pilotando carros envenenados em 2009 novamente. É aí que surge Dwayne “The Rock” Johnson. “Já existia um antagonista forte no roteiro, mas não havíamos pensado em Dwayne. Fiquei feliz que ele tenha aceitado. Já era um sonho antigo trabalhar com ele”, explicou Vin Diesel. O astro afirmou que Josh Brolin, um dos atores mais in em Hollywood atualmente, era o ator que a produção tinha em mente. Mas The Rock versus Vin Diesel era o gás que Velozes e furiosos precisava nesse momento que, apesar da longevidade inesperada, a produção classifica como de definição. “Hoje enxergo a série mais como filme de assalto do que sobre gangues de carros tunados”, explica o diretor Justin Lin que admitiu ao blog de cinema da MTV que o sexto filme, depois da excepcional bilheteria de abertura nos EUA (U$ 84 milhões), está garantido.
Essa é a grande pista do futuro de Velozes e furiosos. Com Diesel feliz na função de produtor, um elenco cada vez mais estrelado e uma bateria renovável. Mais ecologicamente correto para os fãs da série, impossível.

Diretor e produtor em ação nos sets de Velozes e furiosos 5: Veja bem, o Rio é lindo, mas não é barato...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Claquete destaca

+ Os produtores do 23º filme de James Bond confirmaram a estréia do novo filme do agente secreto mais famoso do cinema para novembro de 2012. Embora ainda não tenha uma confirmação, as filmagens devem começar no principio de 2011 e Sam Mendes deve ser mantido como o diretor.


+ Vale lembrar que as filmagens foram adiadas em virtude do processo de falência que sofre o estúdio MGM, detentor dos direitos de distribuição da série. Como o processo foi agilizado na justiça americana, os produtores já conseguem, novamente, trabalhar com datas.


+ Há cinco semanas em cartaz, Tropa de elite 2 não larga o osso. O filme de José Padilha manteve a liderança pela quinta semana seguida e caminha para alcançar as projeções do mercado que dão conta de um público total de espectadores entre 10 e 11 milhões.


+ James Cameron não chegou a um acordo com a Sony e afastou-se das negociações para dirigir Cleopatra: a life. Embora não haja confirmação oficial, esse empecilho deve emperrar a produção por ora.


+ Foram divulgados os indicados ao European Film Awards (premiação que engloba candidatos de toda a Europa) na semana passada. Poucos filmes proeminentes. Os principais destaques em competição são O escritor fantasma, de Roman Polasnki (com sete indicações), Deuses e homens, de Xavier Beauvois e a produção israelense Líbano (que já conta com um Leão de ouro na bagagem). Como reflexo da fraqueza do ano para o cinema europeu, o European Film Awards foi resgatar do ano passado (ainda que tenha estreado em 2010 em alguns cinemas europeus) a produção argentina (que conta com algum investimento espanhol) O segredo dos seus olhos. A cerimônia de premiação ocorrerá na Estônia em 4 de dezembro.


+ Vin Diesel e outros membros da equipe de Velozes e Furiosos 5 estiveram no Rio de Janeiro na última semana para gravar cenas para o filme, intitulado Fast five. Mas quem quer saber de Paul Walker, Ja Rule ou Tyrese Gibson, quando Diesel demonstra toda sua ginga carioca? Isso mesmo, o ator americano foi uma simpatia só com fãs e transeuntes sempre que solicitado. Fosse na orla de Copacabana (onde andou de bike), no shopping Leblon ou na quadra da escola de samba Salgueiro. Ou, até mesmo, tomando caipirinha à beira da piscina, cena que mais se repetiu durante sua estadia no Rio.

 Vin Diesel cercado por fãs no Rio de Janeiro: cena constante...



+ Robert Pattinson e Kristen Stewart desembarcaram na última sexta-feira no Rio de Janeiro para rodarem algumas cenas do quarto filme da saga Crepúsculo. As filmagens na Lapa (bairro da região central do Rio de Janeiro) foram marcadas por protestos de moradores impedidos de terem acesso às suas residências por não portarem comprovantes de residência. A produção do filme negou os contratempos, mesmo com a informação de que um banheiro químico da produção teria sido queimado durante os protestos.

Pattinson e Kristen gravam cena romântica no Rio de Janeiro: todo mundo satisfeito, menos os moradores do bairro


+ Em entrevista coletiva na noite desta segunda (8), o presidente da Riofilme, Sergio Sá Leitão e o diretor do filme Bill Condon reiteram a satisfação da equipe de produtores com o cronograma de filmagens no Rio de Janeiro. A equipe, que deverá ficar no Rio por mais uma semana, gravará algumas cenas em Paraty nos próximos dias.


+ O ator australiano Hugh Jackman recusou convite formal da academia para apresentar a cerimônia do Oscar 2011. Jackman depois de sua magnífica performance à frente da cerimônia de 2008, tornou-se um favorito da academia e de quem quer que produza o show. Este ano a responsabilidade da produção será de Bruce Cohen e Don Mischer. O host do próximo Oscar deve ser anunciado até o final deste mês.

sábado, 10 de abril de 2010

De olho no futuro...

A volta de Xander Cage
Triplo X, filme que estourou em 2002 e ajudou a consolidar a fama do hoje decadente Vin Diesel, foi um caso curioso. A Sony estava disposta a bancar uma continuação do filme. Nem Diesel, nem o diretor Rob Cohen (que também estavam a frente do primeiro Velozes furiosos) manifestaram interesse. O estúdio tocou o projeto adiante sem eles. O diretor Lee Tamahori e o rapper que finge ser ator Ice Cube assumiram sem muito sucesso Triplo X: estado de emergência. Cohen e Diesel , que adentraram uma má maré na carreira, resolveram retomar a franquia em 2008 (Diesel também retornou à franquia dos carros envenenados), só que dessa vez o estúdio não quis. Restou-lhes a indignação. Só que em um negócio de bastidores a Paramount adquiriu os direitos sobre a franquia e resolveu bancar o terceiro filme com Diesel e Cohen a bordo. O retorno de Xander Cage, que ainda não tem data prevista, não poderia ser mais hollywoodiano.



Depois do oitavo filme, o quarto!
American pie marcou uma geração. O filme adolescente dos anos 90 era engraçado, espirituoso e captava muito bem a atitude jovem daquela década. Fizeram uma trilogia que acabou por desgastar a imagem daquele filme original, embora todos tenham sido bem sucedidos financeiramente. Tanto é, que seguiram-se sequências menos inspiradas que foram se esvaziando da aura e, inclusive, dos personagens que garantiram o sucesso inicial. Pois bem, a Universal, estúdio responsável pelos três primeiro filmes, anunciou que quer fazer um quarto filme com o elenco original. Sean William Scoot, o eterno Stiffler, já anunciou que topa retornar ao papel do tarado de plantão. O detalhe é que este quarto filme “oficial”, se vier a ser produzido de fato, virá depois do oitavo lançamento com a marca American pie.


Stiffler sinaliza: Por mim tá ok...

Efeito repelente
Por essa a produção de Capitão América: o primeiro vingador não esperava. Depois de confirmar Chris Evans na pele do protagonista, a produção achava que já tinha conseguido o mais difícil em termos de escalação de elenco. Contudo, está se mostrando surpreendentemente complicado arranjar um nome feminino para viver a personagem feminina principal do longa. Natalie Portman e Emily Blunt já declinaram de ofertas oficiais feitas pela Marvel. Especula-se muito na mídia norte americana o por que das recusas, já que os filmes da Marvel ultimamente têm sido das melhores vitrines em Hollywood. Blunt alegou estar ocupada com as filmagens de Gulliver´s travels. Vale lembrar que foi essa, extamamente, a mesma desculpa que a atriz deu ao se desligar da produção de Homem de ferro 2, no qual seria a Viúva negra. A atriz é uma das cotadas para viver a mulher gato, caso haja uma em um novo filme do Batman. Já Natalie não apresentou nenhuma justificativa, o que leva acrer que: 1 – ela não gostou do roteiro, 2 – ela não quer atuar com Chris Evans, ou 3- ela já está em Thor e acha que isso é suficiente em tremos de filmes de heróis. E você leitor, o que acha que pesou de fato na recusa das atrizes?

Natalie e Emily: Elas não querem mais saber de heróis...
Itálico
Se prepare para eles!
Os perdedores promete ser um dos filmes mais divertidos dessa temporada de filmes pipoca. Estrelado por gente boa pinta como Jeffrey Dean Morgan, Chris Evans, Jason Patric e Zoe Saldanha, o filme mostra um grupo de elite que é “queimado” por seu antigo empregador e tem de correr contra o tempo para reverter a situação. Abaixo, o trailer e alguns links para spots de TV do filme que estréia no próximo dia 23 nos EUA e em 4 de junho aqui no Brasil.

Spot de tv 1: http://www.youtube.com/watch?v=bh2i8sAZcGY
Para quem gostou de Uma noite fora de série...
Steve Carell acabou de estrear nos cinemas com Uma noite fora de série, em que divide a cena com Tina Fey, mas o comediante volta aos cinemas em julho na comédia Dinner for schmucks (ainda sem título em português). Na fita, dirigida por Jay Roach (Entrando numa fria), Carell faz um paspalhão que se vê envolvido em uma aposta feita por Paul Rudd. A aposta? Rudd e um grupo de amigos apostam quem consegue levar o cara mais estúpido a um jantar. Não é preciso dizer que uma verdadeira amizade irá surgir. Até lá, muita escatologia e humor para “grandinhos”.
Steve Carell e Paul Rudd no cartaz da nova comédia do diretor de Entrando numa fria: A amizade surge da maneira mais imprevisível

sábado, 6 de março de 2010

De olho no futuro...

Afasta de mim esse cálice
O ator Matt Damon, que concorre ao Oscar de coadjuvante por sua atuação em Invictus amanhã, parece decidido a não encarnar mais o super espião Jason Bourne. Aparentando cansaço de toda vez ter de responder sobre o futuro de Bourne no cinema, Damon chutou o pau da barraca essa semana. Disse que não se vê mais como o super agente. Que a saga só teria fôlego com um novo nome e sugeriu Denzel Washington, Russel Crowe ou Ryan Gosling para viverem Bourne. Por essa declaração, apesar de realmente esses atores darem ótimos Bournes, dá para ver que o futuro do ex-agente da CIA no cinema é para lá de incerto.

Sempre o capitalismo
“É o colapso do capitalismo e o colapso da nossa sociedade. É isso mesmo. Nosso modo de vida vai mudar” afirmou Oliver Stone à revista Vanity Fair quando indagado o por quê de ter voltado ao mundo de Wall Street em Wall street: Money nerver sleeps que estréia em maio no país. Contudo, Stone admite, em tom capitalista, que quer entreter ( lê-se ganhar dinheiro).
Enquanto espera pelo entretenimento “socialisticamente” correto de Stone, fique com o segundo trailer do filme que traz Michael Douglas de volta ao icônico personagem que lhe valeu o Oscar.



O Brasil na rota de Toretto
Era boato. Passou a ser possibilidade e agora é fato. Velozes e furiosos 5, ou "Fast five" (nome provisório do quinto filme dos carros envenenados) será rodado no Brasil. Vin Diesel confirmou em sua página no site de relacionamentos Facebook que os produtores do quinto filme vêm ao Brasil nesse fim de semana de Oscar para avaliar possíveis locações. Paul Walker e Vin Diesel, a exemplo do quarto filme, estão confirmados. Imaginem vocês se a gringalhada ia perder um Velozes furiosos regado a funk.
Atenção popozudas: Vin Diesel vem aí...
Freddy vai voltar!
Todo mundo já sabia que um remake de A hora do pesadelo estava para sair do forno. O novo filme, produzido por Michael Bay, promete ser bem fiel às origens do personagem. Bay produziu os remakes de O massacre da serra elétrica e Sexta -feira 13. Chegou a hora de Freddy. O poster é de dar água na boca. Ou medo, para os mais diretos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Insight

Os novos astros do cinema de ação

O verão americano de 2010 trará uma verdadeira pérola do cinema. Especialmente para os fãs dos cinema de ação. Os mercenários reúne pela primeira vez em um mesmo filme, Bruce Willis, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Traz ainda um belo time de estrelas menores, mas igualmente veneradas pelos fãs do gênero, como Jason Stathan e Jet Li. O filme que estréia em agosto de 2010 não tem outro objetivo senão oferecer nostalgia para os fãs do cinema brucutu dos anos 80. Em uma década dominada por heróis mascarados e efeitos especiais espetaculares o peso de um astro de ação diminuiu consideravelmente. Esse, sem dúvida alguma, foi um fator preponderante para a oferta minguada de candidatos ao trono que aquela trinca lá de cima, embora teimem em admitir- com exceção do governador Schwarzenegger, já não ocupam mais.


Shia LaBeouf coça a cabeça: Apesar de ter caído nas graças de Spielberg o público não vai com a cara dele


A falta de carisma, e em alguns casos de competência mesmo, já foi aventada e atribuída ao fracasso de alguns postulantes ao posto de Action Star. O fato é que o cinema de ação mudou bastante em Hollywood. Exércitos de um homem só, como nos filmes dos anos 80, já não seduzem a garotada como faziam anteriormente. O sucesso retumbante do borrão visual Transformers está aí para provar. Os heróis de ação então, a exemplo do que ocorreu com os próprios filmes, passaram por um upgrade. Só que ao invés de Christian Bale (Reino de fogo, Batman e Exterminador do futuro 4), Paul Walker ( A vida e morte de Bobby Z, velozes e furiosos, No rastro de uma bala e Linha do tempo), Shia LaBeouf ( Transformers, Controle absoluto e Indiana Jones e o reino da caveira de cristal), Chris Evans ( Cellular - um grito por socorro, Quarteto fantástico e Heróis) e Brandon Routh ( Superman - o retorno), quem parece fazer sucesso mesmo junto ao público são os brucutus e mal humorados Jason Stathan (Carga explosiva, adrenalina e Corrida mortal), Vin Diesel (Velozes e furiosos, Triplo X e O vingador), Dwayne “The Rock” Johnson ( O escorpião rei, Com as próprias mãos e bem vindo a selva) e Sam Warthington ( Exterminador do futuro 4 e os inéditos Avatar e Fúria de titãs). Este último revelado no último filme do exterminador, tal qual um certo austríaco.

Jason Stathan em cena do primeiro Carga explosiva: Ele faz o tipo pouco sorrisos e muitos sopapos

Não são só os atores que fazem mais sucesso que emulam os astros de ação de outrora. Os filmes que estrelam colaboram grandemente para isso. Um bom parâmetro para comparação é a carreira de Vin Diesel. Lançado ao estrelato com o surpreendente Velozes e furiosos, Diesel só é agraciado com os dólares das bilheterias quando estrela filmes que se assemelhem em termos de estética (se é que podemos usar esta palavra para descrever um filme de ação) e narrativa ao filme que o revelou. Quando se aventurou por filmes como Missão babilônia e Sob suspeita, não foi bem. Mas quando retornou a série Velozes e furiosos, ou fez filmes como O vingador e Filhos da máfia, o sucesso foi retumbante. Brandon Routh viu sua carreira no cinema de ação morrer junto com seu super homem esterelizado. Já Jason Statahan, descoberto por Guy Ritchie em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, caiu nas graças do cinemão americano com uma série de filmes B ( a série Carga explosiva, para ficar em um exemplo) que misturam elementos de filmes de Charles Bronson e Steven Seagal.

Vin Diesel faz careta: Ele até tenta variar o seu repertótio, mas seu público cativo não deixa

O público atual pode até querer ver máquinas e heróis mascarados salvando o dia. Mas no fim das contas, ele não abre mão de ver um bom e legítimo Hard ass mother fucker quebrando o pau e promovendo a justiça no melhor estilo anos 80. Stallone e companhia vem aí para explicar tim por tim. E quem sabe, passar oficialmente o bastão.