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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Crítica - Ajuste de contas

O valor da memória afetiva

Se os filmes esportivos flertam com a emoção em sua concepção mais genuína e idiossincrática, há dois exemplares que culminaram para esse lugar-comum. São eles Rocky, um lutador (1976) e Touro indomável (1980). Essa consciência, ampla e universal, é a razão de existir do nostálgico e bem humorado Ajuste de contas (Grudge match, EUA 2013) e é, também, a razão para que gostemos tanto do filme, a despeito de sua descompromissada ode ao clichê. 
Robert De Niro, premiado com o Oscar pelo papel do irascível Jake La Motta em Touro indomável, vive Billy “the Kid” McDonnen, um pugilista aposentado com todas as características de Jake, ainda que sob o prisma sempre tenro do humor. Já Sylvester Stallone vive Henry “Razor” Sharp, um declaque de Rocky, como o são, de certa forma, todos os personagens de Stallone (ou pelo menos os que não são decalcados de Rambo). Ambos se aposentaram sem travar uma terceira luta entre eles. Nas duas primeiras, uma vitória para cada lado. Acontece que Razor venceu seu embate, o segundo entre os pugilistas, com The Kid flagrantemente mal preparado. Como não obstante, The kid dormiu com a namorada de Razor (Kim Basinger) anos atrás. Estranhamente, é justamente Razor quem mais hesita em realizar uma negra quando a oportunidade se apresenta com os dois para lá dos 60 anos.
O humor, e o diretor Peter Segal, de filmes como Agente 86 (2008) e Tratamento de choque (2003), é carinhoso tanto no registro como com os personagens, dá um tempero mais forte e charmoso ao filme que não esconde um momento sequer o desejo de brincar com a iconografia de dois dos personagens mais reluzentes da história do cinema.

Stallone e De Niro em cena: o ridículo da situação não incomoda um minuto sequer...


Nesse contexto, o que Ajuste de contas propõe é uma construção muito rica e pouco azeitada pelo cinema contemporâneo em que pipocam remakes e reboots. O valor da memória afetiva tão desprezada por produtores que atentam contra o desejo de fãs (e o próximo Robocop dará uma boa medida desse caldo) é o principal pilar desse filme em que não há nada novo, Stallone e De Niro operam no piloto automático e que os clichês imperam e, mesmo assim, a experiência é bastante satisfatória. Reinventou-se a roda? Não, ela apenas foi lubrificada adequadamente.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Crítica - Rota de fuga

Rota da diversão

Rota de fuga (Escape plan, EUA 2013) não é exatamente um filme. Pelo menos não no sentido mais conceitual, encorpado do termo. É uma ideia, boa por sinal, esticada muito além do desejável e do recomendável. E se Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger estivessem em uma mesma prisão de segurança máxima e tivessem que se unir para fugir dali? É isso! Aí o filme dirigido pelo sueco Mikael Hafström, dos bons Fora de rumo (2005) e O ritual (2011), articula uma porção de momentos vergonha alheia e inverossimilhanças para fazer a dita cuja da boa ideia prosperar na telona.

Stallone e Schwarza em cena de Rota de fuga: é, o jeito vai ser convocar os mercenários...

Mais do que qualquer outra coisa, Rota de fuga é um sinal claro de que ambos os astros estão esgotados. Não por continuarem fazendo cinema dos anos 80 nos anos 00, ou pelas cenas de ação nem sempre estimulantes, mas porque o carisma já não está sendo suficiente para segurar uma bomba. Mesmo juntos!
Stallone faz um tipo especializado em quebrar protocolos de segurança de prisões federais. A justificativa estapafúrdia que o leva à prisão em que o grosso do filme se desenvolve é das coisas mais canastras na história dos filmes de ação. Até Stallone fica meio sem jeito, mas a coisa segue. Uma das brincadeiras do filme é colocar o rapper brucutu 50 Cent – que sonha em virar astro de filmes de ação – como um fora da lei high tech e com jeito de bandido nerd e o cara de bom moço Jim Caviezel (que fez Cristo, para ficar em um exemplo) como o implacável – e algo afetado – diretor da prisão. Há outras pontas de gente bacana como Amy Ryan e Vinnie Jones, mas Rota de fuga se ocupa mesmo de tentar dar viço àquela boa ideia aventada no início desta crítica. Não dá para dizer que é bem sucedido nesse intento. Não dá para dizer que falha também. A condescendência dos fãs, sempre necessária em filmes nesses moldes, precisará ser redobrada neste caso. Isso posto, é diversão garantida.


domingo, 30 de setembro de 2012

Crítica - Os mercenários 2


Maior, mais barulhento e mais divertido



Que a ideia era boa todo mundo já sabia. A questão que se colocou tão logo foi feito o anúncio de que Os mercenários, sucesso engendrado artesanalmente por Sylvester Stallone em 2010, ganharia sequência foi como tornar aquilo melhor. A primeira providência foi ampliar o dream team da ação. Jean-Claude Van Damme, que se negou a participar do primeiro filme, surge como o vilão “Vilão”, em um escracho genial com os tipos vilanescos habituais do gênero. Bruce Willis aumenta sua participação, assim como Arnold Schwarzenegger, dispensado dos afazeres de governador da Califórnia, e Chuck Norris aparece em uma ponta não menos do que sensacional. Liam Hemsworth, galã jovem que vai ganhando força midiática em parte pelo sucesso de Jogos vorazes e em parte por ser irmão do Thor Chris Hemsworth, é outra adição bem vinda.
Com esse painel de brutamontes de lendas da ação hollywoodiana, Stallone tece um fiapo de história que favorece cenas de ação mais bem urdidas do que o original – o orçamento maior corrobora – e com Simon West (60 segundos e Con air – a rota de fuga) na direção, essas cenas resultam melhor.
Barney Ross (Stallone) e seu bando são convocados por Church (Willis) para reaver um mapa que indica a mina em que estão enterradas cinco toneladas de plutônio – quantidade suficiente para dizimar o planeta algumas vezes. Só que o tal Vilão quer municiar o mercado negro com quilos do material nuclear. Está armado o cenário para muitas cenas de ação e para piadas geniais com e sobre esses heróis de ação.
O que torna Os mercenários 2 mais explosivo, no entanto, é que as piadas funcionam melhor. A boa química entre Stallone e Statham avançou ainda mais e Willis e Schwarzenegger não têm outra função na trama que não tirar sarro.
Isso posto, pode parecer que Os mercenários 2 é um entretenimento vazio. Ledo engano. Obviamente não se trata de um filme profundo com ambições artísticas, mas é uma fita que objetiva sim ser um testamento. Uma afirmação de que o gênero de ação ainda convive, e bem, com sua natureza oitentista. É uma ode ao passado com olho no futuro, já que os boatos sobre a expansão da franquia, até mesmo com uma versão feminina, estão a todo vapor. Como os personagens de Norris e Stallone confabulam ao fim da sessão, às vezes, é melhor andar em bando.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Claquete destaca

+ Kate Winslet, Matt Dillon, Christoph Waltz e Jodie Foster compõem o elenco de God of carnage, novo filme de Roman Polanski. Inspirado em uma peça teatral, a trama gira em torno do preconceito. Tanto de ordem racial quanto sexual. As filmagens começam em fevereiro em Paris.

+ Angelina Jolie confirmou a atriz Zana Marjanovic, nascida na Bósnia e Herzegovina, como protagonista do filme ambientado na guerra da Bósnia que marcará sua estréia como diretora. O ator croata Rade Serbedzija, que já atuou em algumas produções hollywoodianas como O Santo, também está confirmado no elenco.

Zana goes to Hollywood: a estrela do filme de Angelina já foi escolhida

+ O jornal britânico The Guardian elaborou uma lista dos 100 nomes mais poderosos da indústria do cinema. Para o periódico, o número 1 dessa lista é o cineasta James Cameron. Depois dele, aparecem Steven Spielberg, Leonardo DiCaprio, John Lasseter e Brad Pitt. Não há nenhuma mulher entre os 10 primeiros.


+ Zack Snyder, que tem dois filmes na esteira de lançamentos (a animação A lenda dos guardiões e Suker Punch) declarou esta semana que está assumindo a produção de Xerxes, prequel de 300. No filme que mostrará a ascensão do personagem que foi vivido por Rodrigo Santoro, teremos Rodrigo Santoro. Pelo menos essa é a disposição de Snyder. A conferir!


+ James Franco é mesmo um dos nomes mais quentes para a próxima temporada de premiações. O ator teve performances elogiadas em dois filmes com ambições douradas. Howl e 127 hours estréiam nos próximos meses e devem levar Franco ao Oscar.


+ Wall street – o dinheiro nunca dorme estreou na liderança das bilheterias americanas. A fita que fez U$ 20 milhões lá, não conseguiu tirar Nosso lar da dianteira nacional. O filme que aborda o universo espírita liderou as bilheterias brasileiras pela terceira semana seguida.


+ A rede social, aguardado filme de David Fincher sobre as circunstâncias da criação do Facebook, foi extremamente bem recebido na abertura do festival de Nova Iorque de cinema. O filme estréia na próxima sexta-feira nos cinemas americanos. O New York Times definiu o filme como “uma mistura de Rashomon com Cidadão Kane”. Uma combinação de fazer qualquer cinéfilo salivar.


+ Sylvester Stallone vem tendo dificuldades em fechar o elenco de Os mercenários 2. John Travolta, mais um astro do cinema de ação sondado por Sly, disse não a produção. O ator, através de sua assessoria, disse que não tem interesse em trabalhar com o material. Out!


+ Estréia no próximo sábado, 2 de outubro, às 22h no canal Telecine Premium o filme Código de conduta, estrelado por Gerard Butler e Jamie Foxx. Um bom thriller policial, cuja crítica de Claquete está disponível aqui.

sábado, 21 de agosto de 2010

Claquete destaca

+ Muita gente ficou em polvorosa quando surgiu um boato sobre Angelina Jolie viver Marylin Monroe e George Clooney, Frank Sinatra, em uma nova cinebriografia sobre a diva. Logo a notícia seria desmentida tanto por Jolie quanto por representantes de Clooney. Existiam indícios vívidos de que o anuncio era furado. O primeiro deles remete ao fato de que Angelina e Clooney não se dão bem. A atriz é contra a amizade de Brad com o ator que por sua vez tolera a nova senhora Pitt em respeito e consideração ao amigo. O segundo indício remete ao fato de que o diretor Andrew Dominik está envolvido na pré-produção de Blonde, uma biografia sobre a estrela que terá Naomi Watts no papel de Marylin. Essa produção já havia sido noticiada aqui em Claquete. Produções desse calibre não costumam serem tocadas de maneira concomitante. Basta lembrar de quando o filme sobre a vida de Alexandre o grande estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Baz Lhurman virou vinagre depois que a produção de Oliver Stone começou a ser rodada com, adivinhem, Angelina Jolie. É preciso saber decodificar Hollywood. Claquete ajuda!


+ Sylvester Stallone está incontido. Em entrevista a uma rádio de Los Angeles, o diretor e ator mais comentado da semana em Hollywood declarou que gostaria de ter Bruce Willis como o vilão de Os mercenários 2 (aproveitando um gancho de sua participação no primeiro filme). “Ainda é cedo, já que não há roteiro e tudo está no campo das ideias, mas isso seria um senhor ponto de partida”, finalizou Sly sobre Willis como o homem a ser batido por sua trupe no segundo filme.


+ Devem começar ainda este ano na Austrália as filmagens de Dracula year zero, que Alex Proyas (O corvo) dirigirá para a Universal. Sam Worthington estrelará a produção que mostrará um jovem conde na Romênia marcado por uma trágica história de amor. Resta saber se essa nova visão do mais famoso personagem vampiro será mais mais afeita a Crepúsculo ou a True Blood.


+ O diretor Robert Rodriguez declarou em entrevista ao jornal Los Angeles Times nesta semana que ficou bem empolgado com o roteiro de Deadpool. O diretor evitou comentar o conflito de agendas e de interesses entre Fox e Warner, já que tanto Deadpool quanto Lanterna verde contam com Ryan Reynolds como protagonista. Sendo que o filme da Warner já está pronto e será lançado ano que vem. A boca pequena em Hollywood é que caso a Fox dê o sinal verde para a produção de Deadpool, outro ator seria escalado para viver o protagonista.


+ Não se sabe se Piranhas 3D, que estreou ontem nos EUA, vai ser o filme do verão, tudo indica que não seja esse o caso, mas a julgar pelo frisson que foi a premiere do filme em Los Angeles esta semana pode-se dizer que a fita é forte concorrente.

Jerry o´Connel (que também esteve no badalado Pânico 2) é o bendito fruto entre as mulheres: nus frontais e tripas para fora...


+ Foi divulgado essa semana o primeiro trailer de Black Swan, thriller psicológico dirigido por Darren Aronosky que debutará, agora em setembro, nos festivais de Veneza e Toronto. O mundo do balé serve de pano de fundo para uma trama envolvendo ciúmes, inveja, obsessão e sexo (por que não haveria como não ter sexo com todos esses componentes). Apesar de um trailer movimentado o buzz foi todo em cima do beijo lésbico entre Natalie Portman e Mila Kunis. Para quem se interessou por essa parte apenas, no filme há uma tensa cena de sexo entre as duas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tira- Teima





Os principais diretores com que trabalhou:
Stallone: Woody Allen (Bananas), James Mangold (Cop Land), Richard Donner (Assassinos), Renny Harlin (Risco total),
Schwarzenegger: James Cameron (Exterminador do futuro 1 & 2 e True Lies), Andrew Davis (Efeito colateral), John McTiernan (Predador), Paul Verhoeven (O vingador do futuro), Ivan Reitman (Júnior)
Fator galã:
Enquanto Stallone vira e mexe vivia galãs (O demolidor e O especialista, para citar alguns), Schwarzenegger não apostava neste tipo de papel. Mesmo assim arriscou umas bitocas em Penelope Ann Miller em Um tira no jardim de infância.

Eu e os prêmios:
Ambos os atores não compõe o perfil de intérpretes caros a premiações. Mas ambos já foram reconhecidos com indicações ao Oscar e ao Globo de ouro. Stallone foi indicado ao Oscar de melhor ator e roteiro original em 1977 por Rocky, enquanto que Schwarzenegger recebeu duas indicações ao Globo de ouro como intérprete. A última delas por Júnior (1994).


Shwarza e Sly na premiere de Os mercenários em Los Angeles: Quem é mais bonito?


Ligados por ...
...Sharon Stone:
ambos contracenaram com a atriz no inicio da década de 90. Schwarzenegger foi o primeiro no cult O vingador do futuro (1990), já Stallone viveu calientes cenas com a diva loura em O especialista (1994).

...Exterminador do futuro: Stallone recusou a oferta para ser o protagonista do primeiro filme da saga criada por James Cameron. O papel de Kyle Reese acabou com Michael Biehn e o filme revelou para Hollywood um sujeito de sotaque carregado e tanto carisma quanto músculos.

...Uma piada em Demolidor: Quando o personagem de Stallone acorda no futuro proposto pelo filme de 1993, a policial vivida por Sandra Bullock explica como Arnold Schwarzenegger foi eleito presidente (a partir de uma emenda constitucional galvanizada pela popularidade de seus filmes) e por isso, a biblioteca em que estavam se chamava Arnold Schwarzenegger presidential library. O detalhe é que na época do lançamento do filme, o ator austríaco ainda não alimentava, ou pelo menos não admitia, interesse na vida política.


Para quer ser astro de Hollywood? Stallone tira uma senhora casquinha de Sharon Stone em O especialista

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ESPECIAL OS MERCENÁRIOS - Crítica

Mais do mesmo? Yeah!

Velho demais para isso: Stallone, aos 64 anos, começa a fazer piada com sua idade em Os mercenários

Não. Os mercenários (The expandables, EUA 2010) não é o melhor filme do ano. Passa longe disso. Na verdade, tão pouco é o melhor filme de ação dos últimos tempos. Aliás, nem mesmo é tão bom quanto poderia ser. Contudo, Os mercenários é o mais representativo filme de ação dos últimos tempos. Explica-se: A fita dirigida por Sylvester Stallone não se resume apenas ao hype de reunir um time de astros decadentes de um cinema de ação que não mais se garante em uma época de heróis mascarados e bruxos adolescentes. Os mercenários é cinema bruto. Em toda a abrangência da palavra. O romantismo e a nostalgia por uma época que não volta mais vem embalada em piadas que ora constrangem, ora contam com nossa solidariedade. Há também tiros, pontapés e Stallone admitindo a fragilidade do maior herói da década de 80. Pode parecer pouco. Pode parecer redundante. Essa sensação de que você já viu isso antes, e de forma mais sofisticada, é justamente o que potencializa o impacto de Os mercenários. Um filme crepuscular em que astros que nunca foram levados a sério se juntam para não serem levados a sério juntos.

Jet Li, Stallone e Lundgren: em busca de alguma relevância...

Misteriosamente, no Brasil, tanto Stallone quanto seu filme têm sido levados muito a sério. Uma prova de que o brasileiro ainda não sabe apreciar determinados produtos em seu devido contexto. Mas é sobre essa falta de senso de oportunidade que Mickey Rourke, em um tipo de cena que ele também já fez melhor, discorre no momento que antecede o clímax do filme.
Os mercenários, depois da consagradora bilheteria de estréia, deve ter uma sequência. Não se enganem. Virá exatamente mais do mesmo por aí. A própria trama de Os mercenários parece um remendo da que Stallone providenciou para Rambo IV, mas esse não é o ponto. A questão é manter-se relevante fazendo a mesma coisa que sempre se fez. Stallone chamou um pessoal que não sabia mais o que era ser relevante no cinema e, junto com eles, foram os reis da América. Mesmo que esse reinado dure apenas um final de semana.

domingo, 15 de agosto de 2010

ESPECIAL OS MERCENÁRIOS - Insight

O cinema brucutu em todo o seu esplendor

Na última sexta-feira estreou aquele que promete ser o filme brucutu definitivo. Pelo menos em números absolutos, Os mercenários se garante. Vamos a eles: explosões? Check. Tiros ao ponto de ensurdecer desavisados? Check. Mocinha em perigo? Check. Piadas canastras em profusão? Check. Sylvester Stallone? Check. Arnold Swarzenegger? Check. Bruce Willis? Check. Jason Stathan? Check. Um país de terceiro mundo de nome fictício? Check. Fiapo de história? Check. Protagonista declarando que os “heróis da década não são homens”? Check.
Os mercenários é o supra-sumo do gênero ação. E, mais que isso, quer sê-lo. A grande gozação do filme é se vender como a hipérbole que é. Mas há predecessores legítimos. O cinema brucutu é um conceito que, embora pareça grosseiro, é dos mais bem definidos e alinhados do cinema contemporâneo. Surgiu, como não podia deixar de ser, nos anos 80. De uma variação de westerns típicos (como Era uma vez no oeste) com thrillers urbanos que apostavam em protagonistas carismáticos (Operação França e a série Desejo de matar).

Gene Hackman em dos clássicos da ação dos anos 70: Operação França, de William Friedkin, influencia até hoje

Esse tipo de filme tem como diretrizes, histórias que girem em torno de honra, mesmo que não na superfície, camaradagem e sobre a “coisa certa”. Os mercenários reúne as três características. Embora nossos heróis sejam mercenários (e o conceito de honra torne-se movediço), eles estão imbuídos de uma missão nobre: derrubar um ditador. Missão esta que só se torna mais digna de honra a medida que o filme avança. Há a camaradagem, explicitada no relacionamento dos personagens (nesse tipo de filme a nostalgia com o passado é de vital importância), e há a coisa certa a se fazer. Seja quitar dívidas com o passado, seja aliviar a consciência, seja fazer do mundo, um lugar melhor. O cinema brucutu é regido por esses três princípios e todos os apêndices que produções estreladas por todo esse pessoal que está no filme, e Jean Claude Van Damme e Steven Seagal que se negaram, apresentaram.
Os mercenários encerra uma era. Provavelmente ainda haverá filmes brucutu por aí (afinal, Jason Stathan e Jet Li ainda são garotos), mas o ato final está encenado. Em todo o seu esplendor.


Stallone e Stathan, dois dos expoentes do cinema brucutu: a galera reunida

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESPECIAL OS MERCENÁRIOS - Crônica de uma filmagem no Rio de Janeiro

Correria: Stallone acelera em uma das primeiras imagens de bastidores divulgadas da produção


Com a proximidade da estréia de Os mercenários, o noticiário pop e cultural nacional é invadido por denúncias de calote, piadas sem graças, revanchismos e outros “ismos” envolvendo a produção do mais recente filme estrelado e dirigido por Sylvester Stallone.
Não se pode negar as razões de todos os lados e frentes dessa batalha informal. Estão certos os brasileiros ao chiarem de um gringo que faz piada com as tradições (?) alheias e está certo o gringo ao fazer uma crítica, ainda que sem sal e azeite, a um país com complexo de vira lata e a um povo que não sabe receber com humor o humor, ainda que o humor em questão seja pobre.

O terceiro mundo é aqui: locações cariocas remetem a ilhota latino americana fictícia



É preciso lembrar que o filme, Os mercenários, é um coro da América da Era Reagan, deslocada de seu espaço tempo. A verve de Bush pai (e filho em consequência) resplandece no Rambo que recusa a aposentadoria. É preciso levar a democracia aonde a luz não alcança. No cinema também. O Brasil tem feito de tudo para ser anfitrião de filmagens. Seja de produções estrangeiras (de preferência) ou nacionais. O festival de Paulínea, cuja mais recente edição se encerrou no mês passado, serve apenas para esse propósito. A O2 de Fernando Meirelles firmou contratos internacionais prevendo que produções estrangeiras venham filmar no Brasil. O próprio Fernando Meirelles fez isso com seu Ensaio sobre a cegueira. Stallone veio ao Rio de Janeiro atraído por todos aqueles tambores que provocam os gringos e também pela promessa de um orçamento barato e custos operacionais dentro do satisfatório (partindo do ponto de vista americano aqui). Como toda a produção, o planejado não avança aos fatos. Pequenas bifurcações são feitas pelo caminho. A primeira delas, pelo menos a mais midiática, foi a respeito da “mocinha local”.

Jason Stathan é flagrado saindo do hotel para mais um dia de gravações no Rio de Janeiro



Stallone bate aquele papo com o cineasta brasileiro Fernando Meirelles: hoje há ressentimento, processos judiciais e troca de acusações de falta de profissionalismo


Stallone queria uma brasileira para viver a donzela em perigo. Juliana Paes, notada em uma capa de revista, foi a primeira escolha. Um bate papo e um screen test depois e Stallone perguntava sobre outra bela morena. A morena em questão era Cléo Pires. Cléo fez o teste e também bateu o papo. Stallone gostou do que viu. Mas Cléo não entrou para o casting porque não obteve liberação da Globo, já que o cronograma de filmagens da fita batia com o da novela em que ela estava no momento. Cléo ficou azeda e a Record ganhou mais uns pontinhos na disputa, que crê poder ganhar algum dia, travada com a emissora carioca. Gisele Etié, a Bela feia que não é feia (para quem não sabe), foi a escolhida. A atriz que não é brasileira (mas isso é só um detalhe) faz a coisa nossa no filme tão contestado de Stallone (um dos poucos filmes que a crítica brasileira parece malhar com gosto). Ah! Tem as florestas do Rio de Janeiro também! Mas no filme, que até tem macaco, elas não são nossas...

Gisele, Stathan e Stallone em um intervalo das filmagens: descontração

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ESPECIAL OS MERCENÁRIOS - Time de pesos pesados


Se você tem mais de 30 anos, passou sua adolescência sonhando em ver um filme que reunisse Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis em uma mesma cena. Pois bem, este filme chegou e se chama Os mercenários. A fita dirigida por Stallone é a epopéia máxima de um gênero cinematográfico que viveu seu auge nos anos 80. Se você tem vinte e poucos anos e curte filmes de ação, provavelmente já viu Jason Statham e Jet Li (os legítimos herdeiros do cinema de ação dos anos 80) juntos nos filmes O confronto (2001) e Rogue – o assassino (2007). Contudo, outro dos bem sacados motes de Os mercenários é promover esse encontro de gerações. Na fita, Li e Statham se juntam a Stallone, ao ator Terry Crews (o Julius do seriado Everybody hates Chris), a Dolph Lundgren (outro dinossauro do cinema de ação que esteve presente nos filmes Rocky IV e Soldado Universal) e aos lutadores Steve Austin e Randy Couture (que estão aqui para aumentar a massa muscular do grupo) para formar os mercenários do título. Willis e Schwarzenegger fazem uma participação carinhosa e afetiva no filme e dividem uma mesma cena com Stallone. Steven Seagal e Jean Claude Van Damme, dois dos outros expoentes oitentistas do cinema de ação, se recusaram a participar do projeto. Mickey Rourke e Eric Roberts, que já trabalharam com Stallone previamente, também participam da máquina do tempo pilotada por Sly.
Stallone em locação no Rio de Janeiro: Aqui quem manda sou eu...

Outros dois atores que estavam ligados ao projeto tiveram de se desligar por não poderem acompanhar o cronograma de filmagens. Wesley Snipes acabou de fora devido a seus problemas com a receita federal americana (o ator inclusive teve pedido de prisão temporária expedido semanas atrás) e Forest Whitaker chegou a iniciar as gravações, mas não pode continuar por estar ligado a outros filmes que estavam com as filmagens em andamento. Depois de Stallone sondar o rapper 50 Cent, acabou contratando Crews que tem tino para o humor e físico para a ação.

Eric Roberts, o irmão menos famoso de Julia, faz mais um bad ass em um filme de Stallone. A última vez foi em O especialista (1994)


A história é o que menos importa
Se você quer saber sobre o que gira a trama de Os mercenários, então lá vai: Um grupo de mercenários é enviado para um país da América do Sul para derrubar um ditador. É nesse fiapo de história que quem quiser pode relacionar a uma vaga inspiração em Hugo Chavez que Stallone arranja desculpas para tiros, explosões e tudo aquilo que caracteriza o cinema de ação que hoje é sombra de produções milionárias e adaptadas de outras mídias e plataformas.
Os mercenários também é vitrine. Nesta caso para a mexicana, mas de coração e carreira brasileiros, Giselle Itié. A atriz venceu a disputa com atrizes como Juliana Paes e Cléo Pires para estrelar a produção como a “garota local” que vai mexer com o personagem de Statham. Sim porque Stallone já está velho demais para essas coisas...
A atriz já acertou com uma agência para representá-la em Hollywood. Os mercenários é, em última instância, a materialização do sonho americano de uma mexicana residente no Brasil.



Stallone e Gisele curtindo: o Rocky adora realizar sonhos americanos...

domingo, 8 de agosto de 2010

ESPECIAL OS MERCENÁRIOS - Insight

Por que Stallone é Stallone?

Ele já concorreu a um Oscar como roteirista, já foi homenageado como diretor no Festival de Veneza, e mantém uma carreira como ator de sucesso por mais de 30 anos. Sim, estamos falando de Sylvester Stallone. Esse ítalo americano que em uma mesma década (os anos 70) estrelou uma produção erótica de gosto duvidoso voltada para o público gay e foi indicado ao Oscar de melhor ator pela composição idílica de um homem que alcançou o sonho americano em Rocky- o lutador (1976).
Aos 64 anos de idade, aparentando 10 a menos, Stallone lança este mês Os mercenários, um filme de ação com cara dos anos 80 que reúne uma espécie de All star team do gênero. Os mercenários pode ser visto como o legado do homem que foi o símbolo dos anos 80 nos EUA. Rambo e Rocky Balboa, cada qual a sua maneira, contribuíram para os anos Reagan e Bush (pai).
Programado para matar: Com o inesperado sucesso de Rambo, Stallone marcou os anos 80 e deu verniz aos anos Reagan


Stallone adentrou os anos 90 com a força e a autoridade de quem dominou a década anterior. Depois de ter recusado papéis que forjaram novos astros (o papel de John McLaine em Duro de matar havia sido oferecido a ele inicialmente), Stallone atuou em filmes que só fizeram sucesso por ter seu nome estampado no topo do cartaz. Com o advento do cinema esmerado em HQs e nos efeitos especiais, os heróis de ação da década passada foram perdendo espaço. Schwarzenegger se ajeitou como governador da Califórnia depois de encerrar a série cinematográfica que lhe consagrou (O exterminador do futuro), embora produtores pouco imaginativos a tenham ressuscitado, Bruce Willis foi se experimentar em suspenses (O sexto sentido) e comédias (Meu vizinho mafioso) e Stallone saiu de cena. Não havia mais espaço para filmes como O especialista (1994), O demolidor (1993) e Daylight (1996). O inicio dos anos 2000 foi penoso para o ator que, justiça seja feita, é limitadíssimo dramaticamente. Stallone pastou em produções como D- Tox (2002) e Pequenos espiões 3D (2003), até que resolveu resgatar dos anos 80 sua glória. Dirigiu, produziu, escreveu e estrelou Rock Balboa (2006), sexto filme de seu personagem mais célebre. O filme, que inicialmente era motivo de chacota, foi um inesperado sucesso de público e crítica. Stallone usava Rocky, uma vez mais, para falar do sonho americano. Atualizava este sonho com nuances de sua própria história após ter atingido o olimpo hollywoodiano.

Old buddies: Stallone, Willis e Schwarzenegger fundaram o Planet Hollywood nos idos dos anos 90 e agora dividem a cena em Os mercenários

De volta ao jogo e com a vaidade regenerada, o ator tratou de trazer de volta a ativa seu outro grande personagem, John Rambo. Rambo IV (2008), no entanto, não teve a grata acolhida de Rocky Balboa. A gratuidade com que Rambo foi apresentado só reforçava sua inadequação à época em que heróis mascarados, bruxos adolescentes e robôs gigantes dão o tom.
Decidido a auto-homenagem e a dialogar com os órfãos do cinema de ação dos anos 80, o diretor chamou a turma que honra a tradição atualmente (Jet Li e Jason Stathan) para rodar o crepúsculo do gênero. É pela visão aguçada, pela persistência em manter sua identidade e pelo lugar que ocupa na história (tanto com seus acertos como com seus erros) que Stallone é um peso pesado da indústria e da história do cinema.

sábado, 24 de julho de 2010

Claquete destaca


* Desenrola, filme dirigido por Rosane Svartman e que faz parte do pool de lançamentos da Globo filmes para esse segundo semestre, foi o grande destaque do Festival de Paulínea. O filme que acompanha o universo dos adolescentes cariocas de classe média, é uma espécie de As melhores coisas do mundo made in rio. Kayky Brito faz um surfista cobiçado pela protagonista da fita. Tal qual no filme de Laís Bodansky, o elenco é composto por jovens e novos atores cercados de coadjuvantes de peso como Juliana Paes e o jornalista Pedro Bial que faz uma ponta como um professor de matemática.

* Outro grande destaque do festival que acontece no interior de São Paulo foi o filme Malu de bicicleta, baseado no livro do jornalista Marcelo Rubens Paiva. Além de representar um oásis na produção cinematográfica brasileira que pouco se esmera em sua literatura contemporânea, o filme, segundo o protagonista Marcelo Serrado, se inspira em Woody Allen. Na trama, Serrado faz um empresário paulistano mulherengo que se apaixona pela carioca Malu que o atropela com uma bicicleta na primeira vez que ambos se encontram. O filme deve estrear nos cinemas brasileiros em novembro.

Romance no Rio: Em Malu de bicicleta um homem descobre o amor em uma mulher bem mas jovem

* Mas o grande vencedor do festival foi 5 X favela – agora por nós mesmos com 7 prêmios, incluindo melhor filme. O prêmio da crítica foi entregue para Jefferson Dê, em sua estréia em longas ficcionais, por Bróder. Ambos os filmes já haviam passado por festivais internacionais como Tribeca e Cannes. Contudo, essa premiação não deixa de mimetizar aquela velha máxima de que o cinema brasileiro e suas reminiscências (as premiações) se prestam a uma justificação social que não lhes cabe. Isso ficou patente na fala de Rodrigo Felha, um dos co-diretores de 5 X favela. “Vocês estão subestimando a favela. Não façam isso, por favor”, exaltou ao receber o primeiro prêmio na noite de quinta-feira. Com os outros seis, viria a certeza: a favela, no cinema, segue superestimada.


Comic com 2010
Está sendo realizada desde a última quinta-feira, e será encerrada amanhã, a nona edição da Comic com, realizada anualmente em San Diego. A principio, o evento era voltado apenas para o mercado dos quadrinhos, mas ganhou dimensões maiúsculas quando o cinema passou a interagir com maior frequência com esse filão. Hoje, a feira é a melhor plataforma para divulgação das últimas novidades da cultura pop.
Neste ano, os principais destaques ficaram por conta de Salt, filme estrelado por Angelina Jolie que estréia na próxima sexta no Brasil, Tron legacy, continuação da aventura cult dos anos 80 estrelada por Jeff Bridges e Scott Pilgrim vs o mundo, outra adaptação de HQ. Foram reveladas ainda as primeira imagens de aguardadas produções como Piratas do Caribe 4 e Lanterna Verde. Entre os tradicionais painéis do evento chamaram a atenção o de Glee, maior fenômeno da TV americana na atualidade, e de Smallville, antecipando alguns destaques da última temporada.

Angelina Jolie e Liev Schreiber compareceram ao evento para divulgar Salt



Bruce Willis e Helen Mirren estão em RED, outra adaptação de HQ cult celebrada na feira de San Diego


Stallone, que foi divulgar Os mercenários, fez piada de mal gosto com o Brasil, virou tending topic no twitter e pediu desculpas em nota oficial. Uma sexta-feira agitada...


O ocaso das comédias românticas
Uma pesquisa divulgada pela Warner home vídeo australiana, com vistas a promover o DVD de Idas e vindas do amor naquele país, traz um dado curioso. De acordo com a apuração da pesquisa, os australianos entendem que as comédias românticas afetam profundamente a percepção e as expectativas que têm em seus relacionamentos amorosos. Resta apurar, em termos práticos, se isso é bom ou ruim.

* Foi anunciado esta semana que o novo filme de Darren Aronofsky, o thriller Black Swan, será o filme de abertura da próxima edição do Festival de Veneza, a ser realizado entre os dias 1 e 11 de setembro. Aronofsky já levou o leão de ouro em 2008 por O lutador.

Natalie Portman na primeira cena divulgada do filme. Rivalidade, amor, obesseão e sexo são componentes de um dos filmes mais aguardados da temporada de ouro do cinema, a Oscar season

domingo, 8 de novembro de 2009

Insight

Os novos astros do cinema de ação

O verão americano de 2010 trará uma verdadeira pérola do cinema. Especialmente para os fãs dos cinema de ação. Os mercenários reúne pela primeira vez em um mesmo filme, Bruce Willis, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Traz ainda um belo time de estrelas menores, mas igualmente veneradas pelos fãs do gênero, como Jason Stathan e Jet Li. O filme que estréia em agosto de 2010 não tem outro objetivo senão oferecer nostalgia para os fãs do cinema brucutu dos anos 80. Em uma década dominada por heróis mascarados e efeitos especiais espetaculares o peso de um astro de ação diminuiu consideravelmente. Esse, sem dúvida alguma, foi um fator preponderante para a oferta minguada de candidatos ao trono que aquela trinca lá de cima, embora teimem em admitir- com exceção do governador Schwarzenegger, já não ocupam mais.


Shia LaBeouf coça a cabeça: Apesar de ter caído nas graças de Spielberg o público não vai com a cara dele


A falta de carisma, e em alguns casos de competência mesmo, já foi aventada e atribuída ao fracasso de alguns postulantes ao posto de Action Star. O fato é que o cinema de ação mudou bastante em Hollywood. Exércitos de um homem só, como nos filmes dos anos 80, já não seduzem a garotada como faziam anteriormente. O sucesso retumbante do borrão visual Transformers está aí para provar. Os heróis de ação então, a exemplo do que ocorreu com os próprios filmes, passaram por um upgrade. Só que ao invés de Christian Bale (Reino de fogo, Batman e Exterminador do futuro 4), Paul Walker ( A vida e morte de Bobby Z, velozes e furiosos, No rastro de uma bala e Linha do tempo), Shia LaBeouf ( Transformers, Controle absoluto e Indiana Jones e o reino da caveira de cristal), Chris Evans ( Cellular - um grito por socorro, Quarteto fantástico e Heróis) e Brandon Routh ( Superman - o retorno), quem parece fazer sucesso mesmo junto ao público são os brucutus e mal humorados Jason Stathan (Carga explosiva, adrenalina e Corrida mortal), Vin Diesel (Velozes e furiosos, Triplo X e O vingador), Dwayne “The Rock” Johnson ( O escorpião rei, Com as próprias mãos e bem vindo a selva) e Sam Warthington ( Exterminador do futuro 4 e os inéditos Avatar e Fúria de titãs). Este último revelado no último filme do exterminador, tal qual um certo austríaco.

Jason Stathan em cena do primeiro Carga explosiva: Ele faz o tipo pouco sorrisos e muitos sopapos

Não são só os atores que fazem mais sucesso que emulam os astros de ação de outrora. Os filmes que estrelam colaboram grandemente para isso. Um bom parâmetro para comparação é a carreira de Vin Diesel. Lançado ao estrelato com o surpreendente Velozes e furiosos, Diesel só é agraciado com os dólares das bilheterias quando estrela filmes que se assemelhem em termos de estética (se é que podemos usar esta palavra para descrever um filme de ação) e narrativa ao filme que o revelou. Quando se aventurou por filmes como Missão babilônia e Sob suspeita, não foi bem. Mas quando retornou a série Velozes e furiosos, ou fez filmes como O vingador e Filhos da máfia, o sucesso foi retumbante. Brandon Routh viu sua carreira no cinema de ação morrer junto com seu super homem esterelizado. Já Jason Statahan, descoberto por Guy Ritchie em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, caiu nas graças do cinemão americano com uma série de filmes B ( a série Carga explosiva, para ficar em um exemplo) que misturam elementos de filmes de Charles Bronson e Steven Seagal.

Vin Diesel faz careta: Ele até tenta variar o seu repertótio, mas seu público cativo não deixa

O público atual pode até querer ver máquinas e heróis mascarados salvando o dia. Mas no fim das contas, ele não abre mão de ver um bom e legítimo Hard ass mother fucker quebrando o pau e promovendo a justiça no melhor estilo anos 80. Stallone e companhia vem aí para explicar tim por tim. E quem sabe, passar oficialmente o bastão.