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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Um olhar sobre a franquia Crepúsculo




O cineasta alemão Werner Herzog disse outro dia em entrevista no Rio de Janeiro, onde participou de um festival que destacou algumas de suas obras, para surpresa de alguns interlocutores, que gosta de Crepúsculo. Herzog disse que há bons signos na franquia e que até mesmo toparia dirigir um capítulo, desde que lhe permitissem também escrever o roteiro. O alemão acrescentou, ainda, que Crepúsculo possibilitou que Hollywood descobrisse um público que vinha sendo negligenciado: as adolescentes.
Agregando à sintomática fala de Herzog, o interesse de cineastas tidos do primeiro escalão (Sofia Coppola e Gus Van Sant) que à época da escolha do diretor para as duas últimas partes da franquia externaram interesse em negociar, é possível ter uma noção do que é Crepúsculo, além de seu rótulo pop.
Batendo nos U$ 5 bilhões em arrecadação nas bilheterias e com uma apaixonada legião de fãs, Crepúsculo rendeu muitos posts em Claquete. Esse provavelmente não será o último, a despeito do fim da franquia no cinema.
A maior qualidade da franquia talvez seja o de atualizar um mito romântico clássico e que de tempos em tempos aparece sob nova roupagem. Cinematograficamente, são muitos os problemas. Em julho de 2011, a seção Insight denominada  “Eclipse e um olhar sobre a evolução da saga Crepúsculo” fez um balanço dos três primeiros filmes da franquia no ímpeto de avaliar o status da saga no cinema e na cultura pop. A avaliação se mantém. Os dois últimos filmes pouco acrescentaram ao escopo. O diretor Bill Condon, na qualidade dos créditos o melhor diretor a assumir um filme da franquia, não conseguiu fazer das duas partes de Amanhecer um produto uniforme. David Slade havia inserido humor e dado mais viço ao trabalho dos atores. O que fez de Eclipse um produto cinematográfico mais vistoso. A maquiagem em muitos dos defeitos da obra original, no entanto, não foi mantida no mesmo nível por Condon. Amanhecer – parte 2, talvez pelo maior tempo para finalização, acaba fazendo melhor uso do humor do que a primeira parte.
A franquia Crepúsculo se despede do cinema com números impressionantes, o status de maior fenômeno pop dos últimos anos e uma fissura entre cinema de qualidade e símbolo pop iconográfico que parecia inexistir em um mundo com a trilogia do Batman de Christopher Nolan, a saga de Harry Potter e mesmo a trilogia O senhor dos anéis.
É um paradoxo que ajuda a expandir os limites de Crepúsculo enquanto fonte de interesse. O que difunde, no entanto, é o interesse depositado na saga. A tendência é que ele se equacione na nostalgia de fãs, detratores e analistas por um fenômeno que encontrou um jeito bem particular de adentrar os anais da história do cinema.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Crítica: Amanhecer - parte 2


Edward e Bella contra o mundo
Quinto filme da série recupera fôlego romântico e capricha no clímax, mas repete falhas crônicas da franquia. Ainda assim, se configura em um bom fecho para Crepúsculo no cinema 


Amanhecer – parte 2 (The twilight saga: Breaking dawn – part 2) sofre, em parte, dos mesmos problemas que acometem todos os filmes da franquia Crepúsculo. A dificuldade de se erguer dramaticamente. Os primeiros 20 minutos são risíveis com atores pouco convictos, principalmente sobre o vexatório recurso tirado da cartola por Stephenie Meyer sobre o tal do imprinting entre Jacob e Renesmee, e com uma séria dificuldade de se reorganizar dramaticamente com Bella (Kristen Stewart) vampira. Outro problema crônico da série, e que em Amanhecer – parte 2 salta aos olhos, é a forma preguiçosa com que lida com o inconveniente narrativo – um exemplo claro é o tratamento dispensado pelo texto ao pai de Bella neste último capítulo.
Isso posto, é preciso dizer que passada a primeira meia hora, Amanhecer – parte 2 ganha corpo e poder de atração conforme vai elaborando o clímax do filme – bastante satisfatório por sinal.
Outro aspecto que chama a atenção em Amanhecer-parte 2 é como o filme rende melhor nos momentos que não se leva a sério, como quando Jacob se despe para explicar algo muito importante para o pai de Bella ou durante o treinamento de combate desta última. Rir de si mesmo é sempre um bom remédio, ainda mais com graves incoerências narrativas como as que caracterizam a obra original.
Amanhecer–parte 2, em parte pelo prenúncio do confronto entre o clã dos Cullen e os Volturi, não apresenta a mesma morosidade registrada na primeira parte, mas ainda assim é um filme bastante irregular no ritmo e na forma.
O fecho da saga Crepúsculo, no entanto, preserva o romantismo que parecia meio esvaziado nos dois últimos filmes. A cena final é, para os padrões da série, belíssima e de grande sensibilidade. A ideia de Edward e Bella juntos lutando não só por seu amor, como também pela vida de sua filha, ainda que a luta não seja essencialmente por essas razões, é algo simbólica do apelo da franquia junto a seu público alvo.
O quinto filme não é o melhor da série, Eclipse e Lua nova, na engenharia narrativa e visual proposta por seus diretores (Chris Weitz e David Slade, respectivamente), continuam na disputa por esse crédito, mas pelo menos permite que a saga se encerre no cinema na ascendente. Uma boa, e improvável, notícia depois da temeridade que foi Amanhecer – parte 1.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cenas de cinema


Cosmético ou fonte da juventude?
O site Madamenoire apresentou uma lista original e muito surpreendente. Elencou diversas celebridades que parecem ser bem mais jovens do que aparentam. Entre os destaques figuram Jim Parsons, o Sheldon de The big bang theory que nem aqui nem na China parece ter os 39 anos que sua identidade apontam; o cantor e ator Jared Leto que, pasmem, já tem 40 anos; a diva da comédia Elizabeth Banks que tem 38 anos; Keanu Reeves que tem incríveis 47 anos; e, claro, Johnny Depp que apesar de ostentar 48 anos, manteve o look de trinta e poucos.

Keanu Reeves em foto do primeiro semestre deste ano: sem fantasma de tiozinho...


Tudo azul em Forks
Vem aí o último filme da saga Crepúsculo e, como se isso em si já não bastasse, a promoção de Amanhecer – parte 2 ainda traz na bagagem as reminiscências da crise conjugal vivida por Robert Pattinson e Kristen Stewart. Reconciliados, os pombinhos se juntaram ao vértice ficcional do triangulo amoroso que vivem nas telas, Taylor Lautner, em uma entrevista que deram para a MTV americana. Riram, fizeram piada e se disseram saudosos dos personagens, mas felizes por estarem concluindo a saga que projetou-os internacionalmente. Robert Pattinson falou até sobre sexo. Mas tudo dentro do contexto de Edward e Bella. “Foi horrível”, disse o rapaz. “Bill (Condon, o diretor), você estragou tudo para mim”, prosseguiu Kristen. Hummm...

À MTV americana, o trio riu, riu e riu: na ficção foi tudo ruim, já na vida real...


A sarjeta da fama

Em uma excelente matéria publicada na edição de novembro da revista Serafina, o jornalista Vinícius Donola retrata a vida de um punhado de personagens que se perderam do sonho que os guiou à Hollywood. A matéria apresenta pessoas que vivem fantasiadas de super-heróis e outros personagens célebres do cinema na calçada da fama em Los Angeles em busca de gorjetas e oportunidades. Com bom humor, a reportagem ilustra tanto a desilusão quanto o companheirismo que emerge desse paradoxo tão cativante para quem lê. A matéria pode ser conferida aqui.

A mulher maravilha, Jennifer Wenger, alvo de uma paixão platônica do super- homem Christopher Dennis, passou a deixar a capa em casa porque escondia o que os turistas queriam ver...


Novo filão
Harvey Weinstein, famoso e famigerado produtor de cinema, sempre investiu na Broadway. Mas sempre com parcimônia, afinal, era um homem do cinema. Mas, segundo reportagem do New York Times, essas são águas passadas. Weinstein assumiu a principal cadeira na produção de diversos musicais, inclusive uma versão para “Em busca da terra do nunca”, orçada em U$ 11 milhões e que recebeu cotação cinco estrelas. Setores da Broadway estão otimistas quanto ao toque de midas de Weinstein que, indagado pela reportagem do New York Times sobre a revigorada disposição de investir em teatro, saiu-se com essa: “The show must get better”.

Bardem rules

Todo mundo adora quando um trocadilho funciona! Javier Bardem principalmente. Foi dele a ideia de seu vilão em 007- operação Skyfall ser loiro oxigenado e efeminado. Um contraponto interessante à figura de Bond e um diálogo quase uterino com o vilão Anton Chigurh, ao qual deu vida em Onde os fracos não têm vez (2007), dos irmãos Coen.


Terceiro ator europeu a encarnar o vilão de Bond consecutivamente, os outros foram o dinamarquês Mads Mikkelsen em Casino Royale e o francês Mathieu Amalric em Quantun of Solace, o espanhol foi o único a deixar suas digitais na galeria dos grandes vilões do universo de 007.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Crítica- Amanhecer:parte 1


Pelo prazer de ser ruim!

Existem fenômenos que desafiam qualquer lógica e elaboração mais racional. Seja a imunidade do ex-presidente Lula aos sucessivos escândalos de corrupção, uma vez que continuou a gozar de imensa popularidade; seja o fato do Corinthians ter liderado o campeonato brasileiro de futebol de 2011 praticamente em toda a sua extensão, mesmo jogando tão mal; ou o fato da saga Crepúsculo fazer tanto sucesso, mesmo com uma qualidade tão questionável. Não é de hoje que os filmes da saga se provam imunes a críticas detratoras de toda sorte. Isso já era algo palpável quando o primeiro filme estourou nas bilheterias fazendo da obra de Stephenie Meyer algo inquebrantável.
Depois de dois filmes em que os respectivos diretores, Chris Weitz e David Slade, conseguiram potencializar as virtudes da obra e maquiar suas muitas fragilidades, Bill Condon, em parte pela mesquinha opção do estúdio de dividir o último livro em dois filmes, falha redondamente em tornar Amanhecer-parte 1, um filme minimamente eficiente.
Em Eclipse, para ficar em uma comparação com o melhor filme da saga – ainda que narrativamente não a tenha levado a lugar algum – atores bem dirigidos davam viço a personagens desconfortáveis com suas escolhas e com as escolhas impostas a eles. Ainda havia algum humor na cena em que Jacob e Edward conversavam sobre Bella e a rivalidade entre eles.
Em Amanhecer-parte 1, todas as tentativas de produzir algum humor falham e as cenas rodadas no Rio provocam risos embaraçados de quem conhece o Brasil. Kristen Stewart regride em sua caracterização como Bella. Totalmente desconectada do estado de espírito de sua personagem, a atriz não consegue passar para o público outra coisa que não tédio e agonia. Robert Pattinson se sai um pouco melhor do que sua parceira, mas é Taylor Lautner- um ator, ainda que carismático, em evolução- que fica parecendo um Al Pacino perante os dois. Jacob continua sendo o personagem mais interessante da saga, não a toa a própria autora considera um futuro para o lobo em sua literatura.

O imponderável aconteceu: a gravidez de Bella em Amanhecer-parte 1 escancara a fragilidade dramática da série e ajuda a fazer do quarto filme, o mais fraco de toda a franquia


Mas o grande problema do filme está na morosidade dos eventos, que são muito poucos (e tediosos) - embora haja um casamento, uma gravidez esquisita e inesperada e um parto sanguinolento. Condon e a roteirista Melissa Rosenberg não conseguem fazer do filme algo fluído. O diretor até tenta injetar alguma tensão no parto da filha de Bella e Edward ou na tocaia que a matilha de lobos faz, mas é tudo diluído pela inoperância dramática do texto original.
O triste a constatar é que os dois últimos filmes da série haviam feito notáveis melhorias em relação à primeira fita e este Amanhecer-parte 1 faz o primeiro filme parecer irretocável. O prazer de estar acima das críticas parece mover a série.
O próximo filme, a exemplo do que aconteceu com o último Harry Potter, deve ser consideravelmente superior a este. No entanto, o melancólico fim parece destinado a ser, também, um fim que fará por merecer as constantes “caras de dor de barriga” que Robert Pattinson teima em fazer com seu Edward.

domingo, 2 de outubro de 2011

Insight

Por que Taylor Lautner tem mais chances de vingar em Hollywood do que Robert Pattinson?


Depois do fraco desempenho de Sem saída em seu primeiro fim de semana em cartaz, a pergunta pode parecer ingênua e descolada de sentido. No entanto, esse dado só torna a tarefa de elucidar a questão mais atraente e inteligível.
Os dois astros do fenômeno adolescente Crepúsculo são separados por sete anos. Enquanto Robert Pattinson tem 26 anos, Taylor Lautner tem 19 anos. Robert Pattinson, mais do que ser ator, deseja ser músico. Ainda que esse desejo esteja em suspensão em virtude do estrelato alcançado via Twilight. Já Taylor Lautner frequentava produções como Doze é demais 2 e As aventuras de Sharkboy e lavagirl 3D desde criança. É bem verdade que Crepúsculo redesenhou os parâmetros para esses dois neo astros e é sob eles que a análise deve ser delineada.
O primeiro aspecto a ser analisado é o desempenho de ambos dentro da série de filmes Crepúsculo. Enquanto Robert Pattinson caiu no gosto do público alvo (mulheres entre 12 e 30 anos), Taylor Lautner foi bastante questionado. O menino de 15 anos que surgia cabeludo e raquítico (pelo menos em comparação ao físico que apresentaria daquele momento em diante) não parecia indicado para manter-se no papel que cresceria de tamanho nos próximos filmes. Em Lua nova, Jacob, além de aparecer mais do que Edward, teria cenas de algum relevo dramático. Foi considerada uma substituição, mas os produtores e o diretor Chris Weitz cederam aos esforços de Lautner (dentre os quais ganhar impressionante massa muscular) para manter o papel. Essa determinação, que pode ser alinhavada a de seu personagem na série, destacou Lautner que dos três protagonistas foi o mais elogiado do segundo filme.

Mamãe quero ser Bourne: Taylor Lautner de jaqueta e cara de poucos amigos em Sem saída, uma fita de ação divertida


Após Lua nova surgiu o primeiro trabalho de Robert Pattinson depois do estrondo causado por Crepúsculo. Lembranças, um drama eficiente com soluções equivocadas, teve lançamento mundial para aproveitar o culto a seu protagonista. Foi um fracasso retumbante. O filme de Allan Coulter trazia um Robert Pattinson em personificação amargurada e angustiada como seu personagem mais famoso. Ainda que em Lembranças o personagem fosse mais bem delineado, os ecos de Edward e o componente trágico desse personagem pareciam paralisar tanto o talento dramático de Pattinson (que ainda não pôde ser de todo mensurado) quanto à percepção que o público tem dele. Em 2011, Robert Pattinson apresentou Água para elefantes. Outro filme morno em que o ator surge como um herói romântico trágico. A escolha não poderia ter sido mais infeliz para superar a resistência que parte do público e até mesmo da crítica tem para com o moço. Já Taylor Lautner foi mais inteligente na bifurcação que fez na carreira. Primeiro pela escolha do gênero. Sem saída, o primeiro voo solo de Lautner em Hollywood, é uma fita de ação que pode projetá-lo junto ao público masculino, sem acarretar prejuízo ao seu séquito de fãs do sexo feminino. A faixa etária também é um plus aqui. Além de repercutir melhor com garotos entre 13 e 20, Lautner busca respaldo de uma audiência mais velha em um filme que conta com outros atrativos que não sua presença. E Lautner, diferentemente do que sugerem as escolhas de Pattinson, não esconde que ainda tem muito a aprender em matéria de atuação. Por isso, Sem saída, é um filme em que seus recursos dramáticos não são tão cruciais para o sucesso da fita.
Não dá para dizer que Lautner irá se descobrir como astro de ação. Talvez esse seja até mesmo um prognóstico improvável. Mas é certo que o ator foi mais feliz na escolha do projeto paralelo a Crepúsculo.
Mas a disputa ainda não está decidida. Robert Pattinson tem dois ases na manga. Um chama-se Cosmópolis. No novo filme de David Cronenberg, que deve ser lançado em 2012, o ator vive um milionário que tenta chegar ao cabeleireiro em uma manhã agitada de Nova Iorque enquanto suas ações atravessam graves oscilações na Bolsa. Já em Bel Ami, ele vive um gigolô na França do século XVII em busca de luxuria e mulheres.

Team Edward: Robert Pattinson contra-ataca em 2012 com Bel Ami, em que seduz Uma Thurman em troca de status social


São dois projetos que, conforme as sinopse sugerem, distanciam a figura do ator desse tipo romântico que tanto o persegue. Continuam a ser trabalhos que exigem estofo dramático de Pattinson. Podem ser as duas últimas chances do ator se mostrar rentável fora de Crepúsculo. O talento, de fato, pode ser que ele só mostre quando essas chances se expirarem. Taylor Lautner, por sua vez, a despeito da decolagem canhestra de Sem saída, ainda deve ter mais chances e deverá aproveitá-las sem se impor a pressão que Robert Pattinson joga sobre seus ombros.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Claquete destaca

+ Os produtores do 23º filme de James Bond confirmaram a estréia do novo filme do agente secreto mais famoso do cinema para novembro de 2012. Embora ainda não tenha uma confirmação, as filmagens devem começar no principio de 2011 e Sam Mendes deve ser mantido como o diretor.


+ Vale lembrar que as filmagens foram adiadas em virtude do processo de falência que sofre o estúdio MGM, detentor dos direitos de distribuição da série. Como o processo foi agilizado na justiça americana, os produtores já conseguem, novamente, trabalhar com datas.


+ Há cinco semanas em cartaz, Tropa de elite 2 não larga o osso. O filme de José Padilha manteve a liderança pela quinta semana seguida e caminha para alcançar as projeções do mercado que dão conta de um público total de espectadores entre 10 e 11 milhões.


+ James Cameron não chegou a um acordo com a Sony e afastou-se das negociações para dirigir Cleopatra: a life. Embora não haja confirmação oficial, esse empecilho deve emperrar a produção por ora.


+ Foram divulgados os indicados ao European Film Awards (premiação que engloba candidatos de toda a Europa) na semana passada. Poucos filmes proeminentes. Os principais destaques em competição são O escritor fantasma, de Roman Polasnki (com sete indicações), Deuses e homens, de Xavier Beauvois e a produção israelense Líbano (que já conta com um Leão de ouro na bagagem). Como reflexo da fraqueza do ano para o cinema europeu, o European Film Awards foi resgatar do ano passado (ainda que tenha estreado em 2010 em alguns cinemas europeus) a produção argentina (que conta com algum investimento espanhol) O segredo dos seus olhos. A cerimônia de premiação ocorrerá na Estônia em 4 de dezembro.


+ Vin Diesel e outros membros da equipe de Velozes e Furiosos 5 estiveram no Rio de Janeiro na última semana para gravar cenas para o filme, intitulado Fast five. Mas quem quer saber de Paul Walker, Ja Rule ou Tyrese Gibson, quando Diesel demonstra toda sua ginga carioca? Isso mesmo, o ator americano foi uma simpatia só com fãs e transeuntes sempre que solicitado. Fosse na orla de Copacabana (onde andou de bike), no shopping Leblon ou na quadra da escola de samba Salgueiro. Ou, até mesmo, tomando caipirinha à beira da piscina, cena que mais se repetiu durante sua estadia no Rio.

 Vin Diesel cercado por fãs no Rio de Janeiro: cena constante...



+ Robert Pattinson e Kristen Stewart desembarcaram na última sexta-feira no Rio de Janeiro para rodarem algumas cenas do quarto filme da saga Crepúsculo. As filmagens na Lapa (bairro da região central do Rio de Janeiro) foram marcadas por protestos de moradores impedidos de terem acesso às suas residências por não portarem comprovantes de residência. A produção do filme negou os contratempos, mesmo com a informação de que um banheiro químico da produção teria sido queimado durante os protestos.

Pattinson e Kristen gravam cena romântica no Rio de Janeiro: todo mundo satisfeito, menos os moradores do bairro


+ Em entrevista coletiva na noite desta segunda (8), o presidente da Riofilme, Sergio Sá Leitão e o diretor do filme Bill Condon reiteram a satisfação da equipe de produtores com o cronograma de filmagens no Rio de Janeiro. A equipe, que deverá ficar no Rio por mais uma semana, gravará algumas cenas em Paraty nos próximos dias.


+ O ator australiano Hugh Jackman recusou convite formal da academia para apresentar a cerimônia do Oscar 2011. Jackman depois de sua magnífica performance à frente da cerimônia de 2008, tornou-se um favorito da academia e de quem quer que produza o show. Este ano a responsabilidade da produção será de Bruce Cohen e Don Mischer. O host do próximo Oscar deve ser anunciado até o final deste mês.

sábado, 7 de agosto de 2010

Claquete destaca

+ Jason Reitman assinou esta semana para dirigir Young adult, novo roteiro de Diablo Cody que não estava conseguindo se viabilizar. Reunir a dupla por trás de Juno (uma das últimas febres independentes), portanto, foi golpe certeiro. Charlize Theron estrelará como uma escritora que, em busca de dias mais felizes, resolve retomar os sonhos da adolescência. Inclusive o antigo namorado. As filmagens devem começar ainda este ano.


+ Viggo Mortensen e Amy Adams foram confirmados no elenco de On the road, novo projeto internacional de Walter Salles. Com as novas adições no elenco, o filme que deve estrear no final de 2011, acaba de ganhar mais razões para ser amplamente esperado pela horda cinéfila.


+ Escolados com o desempenho abaixo do esperado de Eclipse nessa temporada do verão americano, os produtores das últimas duas partes da saga escolheram novembro de 2012 como a data para a estréia de Amanhecer parte 2, último filme da saga. Já que inicialmente estava previsto para junho de 2012, fica patenteado que a saga de Stephenie Meyer não é tão poderosa quando tem concorrência a valer.


+ Foi divulgado o pôster oficial do filme I´m still here: the lost year of Joaquin Phoenix. O documentário polêmico assinado pelo cunhado do ator, Casey Affleck, cobre o período em que Phoenix aparentemente largou a carreira de ator para ser rapper. No filme, que estréia no dia 10 de setembro em circuito limitado nos EUA, Phoenix aparece cheirando cocaína, recebendo sexo oral de uma assistente e abordando prostitutas na rua. Há, ainda, a cena que o Los Angeles Times considerou a mais “escrota” da história: um colega de Phoenix defeca em seu rosto enquanto o ator/rapper dorme. Escatológico é pouco...


+ E as coisas não seguem bem para Tom Cruise. O ator pena para conseguir tirar Missão impossível 4 do papel. Ele chegou a um acordo com a Paramount sobre sua remuneração. O ator aceita uma pequena participação dos lucros do filme. Até aí tudo bem, a questão é que essa remuneração fica condicionada ao filme empatar nas bilheterias o seu investimento. Até este momento, tudo que Cruise terá recebido, será o salário previsto pelo sindicato dos atores. Para quem ganhou U$ 90 milhões com o terceiro filme (que já não tinha sido um grande sucesso), o tempo está sendo mais cruel do que se supunha...


+ As filmagens de Entrando numa fria com as crianças, segunda sequência da comédia familiar estrelada por Ben Stiller e Robert DeNiro, enfrenta problemas. A fita, marcada para estrear no natal desse ano nos EUA, não agradou os executivos do estúdio Universal. Além de cogitarem uma improvável e desaconselhável mudança de diretor (sairia Paul Weitz e entreria John Hamburg, que é produtor executivo), os executivos querem reescrever algumas cenas e incluir o personagem de Dustin Hoffman, que não constava do roteiro original.


+ Toda semana, até o início do festival de Toronto, Claquete irá trazer o trailer de um dos filmes que estarão em exibição no evento que marca a largada para a temporada de ouro do cinema. O primeiro trailer é o de Trust, segundo filme de David Schwimmer (o Ross de Friends) como diretor. Na fita, um suspense dramático, Schwimmer se distancia da comédia e aposta em um bom conjunto de atores para construir uma filmografia como diretor descolada de sua persona como ator.


domingo, 18 de julho de 2010

Insight

Eclipse e um olhar sobre a evolução da saga Crepúsculo


Bryce Dallas Howard como a vilã Victoria: uma das bem vindas novidades de Eclipse



Eclipse bateu, internacionalmente, no fim de semana passado nos U$ 480 milhões. A quantia somada em 10 dias dá uma ideia do fôlego da saga. A obra de Stephenie Meyer é hoje o maior fenômeno cultural mundial em ebulição. Desde 2008 quando o primeiro Crepúsculo foi lançado, esse amor por Crepúsculo e tudo que o gravita só tem aumentado. Novos fãs, filmes e seriados que aproveitam o fenômeno (até mesmo uma paródia no estilo Todo mundo em pânico chamada Vampire sucks estréia ainda este ano) só aumentam o frisson em torno da cria de Meyer.
No primeiro filme, vemos a retraída e tímida Bella se apaixonar pelo vampiro galante Edward. A dinâmica da relação deles, além de alegoria para a castidade, é uma versão menos inspirada de Romeu e Julieta. Jacob aqui é retratado como um garoto local que se vislumbra com a garota da cidade, mas não há química. Tão pouco a realização se preocupa em sugeri-la. Crepúsculo foi marcado por risíveis cenas de ação. O roteiro previa cenas que precisavam de efeitos especiais e esse foi o maior problema do filme. Os efeitos eram toscos (a palavra de baixo calão reflete a qualidade dos efeitos do filme). Crepúsculo sofria, ainda, de um grave problema narrativo (talvez em virtude de uma imposição do estúdio). Embora com alma de romance adolescente pretendia se vestir como um filme de ação. Embarcando na mitologia fantástica aproveitada pela autora, a fita apresenta grande irregularidade sempre que tenta se comunicar com um público que não faça parte do seu target. Ou seja, apesar dos pesares, Crepúsculo é muito bem sucedido quando se dirige às adolescentes. Mas é profundamente infeliz ao tentar cativar os rapazes (o que ajudou a deflagrar a resistência masculina ao produto).



O elenco do primeiro filme em foto promocional: Crepusculomania


Essa foi a principal razão por trás da demissão de Catherine Hardwicke (diretora do primeiro filme) e da contratação de Chris Weitz para a direção de Lua Nova. Weitz já havia dirigido tramas sobre adolescentes (os dois primeiros American pie) e adaptado livros sobre o universo fantástico com orçamento limitado, A bússola de ouro (para o estúdio New Line). Lua nova contou com um orçamento mais inflado (U$ 50 milhões contra os U$ 25 milhões do primeiro filme) e com um diretor ciente do que tinha que melhorar no segundo filme.
Lua nova estreou em novembro passado batendo recordes e mostrando que Crepúsculo era sim uma mina de ouro a ser explorada nos cinemas. A fita de Weitz é bem melhor do que a de Hardwicke em todos os aspectos passíveis de melhora. Mas não conseguia esconder que ainda havia limitações de material (Crepúsculo, afinal, não é nenhum primor literário) e de mão de obra (se os efeitos haviam melhorado não se podia dizer o mesmo de grande parte do elenco).
O vértice amoroso foi mais bem desenvolvido em Lua nova. Weitz soube conferir vivacidade ao drama dos personagens e Jacob (em parte pela inspirada atuação de Taylor Lautner) despontou como o grande personagem do longa. Lua nova, no entanto, falha na tentativa de ser bem sucedido onde Crepúsculo falhara. Lua nova é um ótimo filme para os fãs da obra original, mas aborrece o expectador casual com uma história sem desfecho cabível e com uma irregularidade narrativa abismal nos primeiros 20 minutos.

Chris Weitz, diretor do segundo filme, orienta Kristen Stewart nos sets de Lua nova
David Slade foi convocado para dirigir Eclipse. O diretor do obscuro 30 dias de noite (um ótimo filme de vampiros) conferiu humor a saga e um ritmo mais satisfatório também. Houve rumores de que Catherine Hardwicke foi chamada para regravar algumas cenas do filme. Vendo Eclipse é possível depreender uma certa verdade nesses boatos. Já que duas cenas mais açucaradas destoam do ritmo geral. De qualquer forma, Eclipse é o filme mais equilibrado da série até aqui. É no terceiro filme que o elenco apresenta seu melhor trabalho, que os diálogos não ruborizam um espectador alheio a Crepusculomania e que se consegue fazer do filme um produto palatável fora de seu gueto.
O quarto e último livro da série, Amanhecer, será dividido em dois filmes. Ambos serão dirigidos por Bill Condon e lançados em novembro de 2011 e em 2012 respectivamente.
Slade, mesmo que tenha tido seu trabalho remexido, foi quem melhor traduziu a obra de Meyer para o cinema. E foi um belo tradutor. Periga a tradução ter ficado melhor que a obra original.

sábado, 17 de julho de 2010

Claquete destaca

*A revista americana Entertainment Weekly traz em sua matéria de capa esta semana uma foto do ator Ryan Reynolds caracterizado como o Lanterna verde. Vale lembrar que o uniforme é completamente digital. O filme, um dos mais aguardados do próximo ano, é considerado pela indústria do entretenimento uma resposta da Warner (e DC comics) ao Homem de ferro da Marvel.


Reynolds caracterizado como o herói e ao lado de Blake Lively, seu par romântico no filme

*O que Michael Mann, Dustin Hoffman, Dennis Farina e Nick Nolte estão fazendo juntos? Produzindo uma nova série para a HBO, que se chamará Luck. A série abordará o mundo das apostas e a relação inerente que há com a bandidagem. As filmagens para o piloto receberam o aval do canal esta semana. Com uma equipe dessas a frente do projeto o resto é só formalidade. Agora é esperar pelo que promete ser a grande série do canal desde The sopranos.

*Enquanto o mundo ainda respira Eclipse, Melissa Rosenberg, roteirista da safa Crepúsculo no cinema, já pensa nos quarto e quinto filmes que serão rodados simultaneamente. A roteirista falou sobre o processo de criação do roteiro e disse estar ansiosa para escrever as cenas em que Bella se transforma e também da protagonista se acostumando com seus poderes. Uma cena que Melissa admite não ter a mínima ansiedade é a do parto. “Não acho que precisamos ver os dentes de Edward na placenta”, disse ao site Popsugar.

*O Hollywood Reporter divulgou esta semana que Angelina Jolie recebeu U$ 20 milhões para estrelar a fita de ação Salt. Até aí nada demais, já que a própria Angelina já havia embolsado U$ 15 milhões para rodar filmes como Sr.e Sra. Smith e O procurado e atrizes como Julia Roberts e Cameron Diaz já chegaram a receber a módica quantia (U$ 20 milhões) por algum trabalho em Hollywood. O alarde se justifica pelo fato que esta configurou-se como a primeira vez que uma atriz recebeu este valor para estrelar uma fita de ação. Antes dela só feras como Tom Cruise, Mel Gibson e Arnold Schwarzenegger. Esqueçam Hillary, o negócio é Angelina para presidente.

* Apesar dos boatos que inundaram a internet nesta última semana, o diretor Fernando Meirelles reafirmou que não dirigirá um filme sobre a vida de Janis Joplin. Segundo Meirelles, ele e os produtores experimentaram um impasse quanto aos rumos do roteiro e voltarão a conversar após o desfecho da saga Crepúsculo, trabalho para o qual Meirelles também foi sondado e no qual os produtores em questão se encontram envolvidos


* Enquanto a Sony elenca figuras de gosto duvidoso para o reboot que planeja em Homem aranha 4, a Fox larga na frente em X-men –first class, filme que conta as origens do grupo mutante. Depois da confirmação de James McAvoy como um jovem Charles Xavier e de Michael Fassebender (Bastardos inglórios) como Magneto, Kevin Bacon acaba de ser alistado para um filme que promete ser muito interessante. Resta torcer para que não caiam na tentação de elencar Taylor Lautner como um jovem Wolverine...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tira - Teima











Vampiros x vampiros

Crepúsculo = Os vampiros podem andar à luz do dia. A pele deles brilha em tom fosco e por isso, o clã Cullen se retira na gélida Forks. Existe uma organização hierárquica vampírica, mas os dentuços não se revelaram para o mundo. Alho, cruz e outras produtos “anti-vampiros” não chegam a fazer mal para as criaturas de Stephenie Meyer.

True Blood = Depois que os japoneses criaram uma bebida baseada em sangue sintético, chamada True Blood, os vampiros se revelaram para o mundo. O sangue de vampiro é considerada uma poderosa droga, V, e atiça o mercado negro. Também existe uma organização hierárquica vampírica que é mais elaborada do que em Crepúsculo. Com xerifes, juízes, reis e rainhas. Há os vampiros que são favoráveis a socialização e há aqueles que são contrários. Vendo os humanos apenas como presas.




A pegada


Crepúsculo= A trama gira em torno da paixão de Bella por Edward e da bifurcação que esta faz em Jacob.

True Blood= A trama da série é mais multifacetada. O romance entre os protagonistas é apenas o ponto de partida e não o eixo central da trama. Outras questões como preconceito e os dilemas de outros personagens ganham atenção.


O slogan matador

Crepúsculo= “Edward is a vampire. He´s thirst for my blood and I´m crazly in love with him”

True Blood= “It hurts so good…”

segunda-feira, 12 de julho de 2010

crítica - Eclipse


Ajuste lunar!

No terceiro filme da saga há notáveis avanços que o configuram como o melhor filme da série até o momento

O que você anda lendo por aí é verdade. Eclipse (EUA 2010), terceiro filme da saga Crepúsculo, é o melhor da série. O filme dirigido por David Slade dos intrigantes Meninamá.com e 30 dias de noite (um dos melhores filmes de vampiro dos últimos anos) é o mais equilibrado dos três filmes adaptados da obra de Stephenie Meyer até aqui.
O primeiro grande mérito de Slade remete a direção de atores. Estão todos mais comedidos; em especial Robert Pattinson, que faz menos caretas e consegue seu melhor resultado como Edward. A afinação do tom das caracterizações surge como contingência do clima sombrio deste terceiro capítulo. Em Eclipse acompanhamos a repercussão da escolha de Bella (a vida eterna ao lado de Edward e a consequente opção por tornar-se vampira). Percebemos como essa escolha lhe afeta no foro íntimo e como afeta os dois outros vértices do triangulo amoroso, Edward e Jacob (Taylor Lautner). Há boas sutilezas nesse quadro, como as pulseiras que Bella recebe em momentos distintos de seus dois pretendentes.


Em Eclipse, todo mundo sai ganhando: Taylor Lautner aparece mais tempo em cena com camisa e Robert Pattinson está consideravelmente melhor na pele de Edward


É lógico que Eclipse apresenta os velhos problemas estruturais e narrativos que acometem a saga, mas isso é mais demérito da obra original do que da equipe deste terceiro filme. A roteirista Melissa Rosenberg - que também escreveu os outros dois filmes - notadamente evolui no ofício, conseguindo filtrar melhor o texto de Meyer e também caprichando mais nos diálogos. Apesar de momentos românticos, não há o tom over dos outros dois capítulos. Há, ainda, momentos inspirados de paródia, como a provocação mútua entre Jacob e Edward em diferentes partes do filme.
Eclipse consegue se comunicar muito bem com seu público. Inclusive, assume de vez o mantra da abstinência sexual que sempre lhe foi atribuído em uma cena calculada para ser mais romântica e menos constrangedora do que é.
O terceiro filme registra mais um salto qualitativo na série, já que as arestas estão mais bem aparadas. Como produto cinematográfico, quase não há imperfeições. Contudo, mais uma vez, é necessário pontuar a fragilidade da obra enquanto discurso narrativo. Neste terceiro filme, a despeito dos esforços de direção, roteiro e elenco, isso fica mais evidente do que nunca na tediosa indecisão de Bella que parece apenas fruto de uma necessidade de expandir a narrativa.
Eclipse deve se firmar como o melhor filme da saga já que o quarto livro desagradou a maioria dos fãs e é tido como o pior da série. O amanhecer será dividido em dois filmes para potencializar o ganho da Summit, estúdio responsável pelos filmes no cinema, e, quem sabe, diminuir o impacto do potencialmente ruim desfecho da saga.

sábado, 1 de maio de 2010

De olho no futuro...


Novas imagens de Jonny Depp e Angelina Jolie em O turista
Um dos filmes mais aguardados de 2011 e dos mais falados em 2010. O turista, dirigido pelo alemão Florian Von Donnersmarck (A vida dos outros), traz Johnny Depp e Angelina Jolie em um suspense com pitadas de erotismo. Esta semana foram divulgadas novas imagens da produção. Confira!


E semana que vem tem Freddy Krueger
Estreou ontem nos EUA e chega semana que vem aqui no Brasil o remake de A hora do pesadelo. Por trás da pesada maquiagem de Freddy Krueger está o ator Jackie Earle Haley de Pecados íntimos e Watchmen. Para aguçar a curiosidade dos fãs e nostálgicos dos filmes de terror B dos anos 80, um clipe do filme que chega no dia 7 de maio.




Notícia velha, mas perto de se tornar oficial
Brad Pitt foi visto perambulando nos sets de Sherlock Holmes. Você ficou sabendo dessa notícia aqui mesmo em Claquete. Já na ocasião especulava-se sobre uma possível aparição do astro no filme. Ela não ocorreu. Mas o vilão do segundo filme, cuja apenas a voz ouvimos no primeiro, pode ser Brad Pitt, apontam os principais sites de notícias americanos. Sherlock Holmes 2 também será rodado em 3D, como estão sendo 9 em cada 10 filmes da Warner Brothers.

Definido o diretor de Amanhecer
A Summit confirmou essa semana o nome de Bill Condon na direção do quarto filme da saga Crepúsculo, Amanhecer. Depois de ter sinalizado que o último filme seria dividido em dois, o estúdio voltou atrás da confirmação. Segundo posição oficial, isso é um assunto para ser debatido com o diretor do filme, no caso Condon. Entre os principais créditos do diretor estão os filmes Deuses e monstros, Kinsey – vamos falar de sexo e Dreamgirls. Ele é o diretor de maior prestigio a assumir um filme da saga criada por Stephenie Meyer. Enquanto isso, a pós- produção do terceiro filme, que estréia mundialmente em 30 de junho, continua enfrentando problemas. A Summit não gostou do corte final da fita apresentado por David Slade e chamou a diretora do primeiro filme, Catherine Hardwicke para rodar novas cenas e apresentar uma versão diferente. Slade e Summit azedaram a relação de vez. O diretor não atendeu aos pedidos do estúdio de participar dessa refilmagem.
Condon e o trocadilho infame: caberá a ele o crepúsculo da saga Crepúsculo

quinta-feira, 25 de março de 2010

A angústia de Robert Pattinson nas palavras do próprio

Domingo passado a coluna Insight abordou a angústia do ator Robert Pattinson. Foi defendido que o jovem astro está a mercê da imagem de galã e astro sombrio que advém de seu personagem Edward Cullen e que todo o sucesso oriundo da saga Crepúsculo pode ser decisivo para os rumos de sua carreira. Tanto positiva quanto negativamente. A coluna suscitou polêmica e não foi corretamente compreendida. Muitos pensaram tratar-se de um questionamento do talento de Pattinson como ator. Quis o destino que na mesma semana, Robert Pattinson, cujo mais recente filme Lembranças amarga péssima bilheteria e repercussão crítica, viesse a público posicionar-se a respeito. Em entrevista a edição alemã da revista In touch, o ator disse que se sente "inseguro" como intérprete e que tem medo que não consiga mais fazer cinema "sério". Segundo o ator, "a histeria dos fãs de Crepúsculo se tornou incontrolável". Para conferir as principais declarações de Pattinson a In touch alemã, clique aqui.

domingo, 21 de março de 2010

Insight

O dilema de Robert Pattinson


Robert Pattinson é um fenômeno. A despeito de suas qualidades como intérprete, atrai uma multidão disposta a apreciar sua beleza, caso da maioria, em relativiza-la, caso de alguns, ou de diminuí-la, caso de mais alguns. Pattinson é um dos nomes mais quentes da atual safra hollwoodiana. Provoca comentários espirituosos de muita gente que já está no circo hollywoodiano há algum tempo, como Uma Thurman sua parceria em Bel Ami (filme em produção no momento), que foi a imprensa externar sua ansiedade por trabalhar com Pattinson e pelas cenas de amor que irão protagonizar. Há, obviamente, toda a celebração de seu nome na indústria. Revistas, sites e programas especializados em celebridades repercutem o apelo do jovem astro. No Brasil, há pelo menos 400 comunidades no orkut destinadas ao culto a Pattinson. Há mais um sem número de fã clubes, excluindo dessa equação aqueles que centralizam a saga Crepúsculo, e toda uma atenção da mídia sobre os efeitos que o ator provoca em milhares (para não dizer milhões) de adolescentes.

Cena de Eclipse que estréia em junho: Edward é ao mesmo tempo um passe livre e uma prisão para Pattinson en Hollywood

É impossível, no entanto, dissociar a imagem de Pattinson de seu personagem, Edward Cullen, na saga Crepúsculo. Para o bem e para o mal, Pattinson está destinado a viver, pelo menos enquanto perdurar a saga, sob a sombra do amargurado vampiro da saga de Stephanie Meyer. Isso implica em viver personagens sombrios e amargurados. Em que a interpretação exige retoques de angústia e capacidade de expressão de deslocamento. É justamente um tipo como esse que ele compõe em Lembranças (Remember me), seu primeiro filme depois do sucesso de Crepúsculo. Tyler é um personagem deslocado, que a realização induz-nos a tomarmos como incompreendido, e a persona de Pattinson (e mais importante ainda, a memória que o espectador tem dela) contribui para isso. Não é de se estranhar, portanto, que 10 entre dez resenhas sobre o filme se concentrem na interpretação do ator. Afinal, o destaque que o filme recebeu (apesar de ser um drama “comum”, teve estréia mundial) é todo em virtude de seu protagonista.


Em Lembranças, Pattinson vive um personagem que remete a percepção que o público tem dele


Ainda não dá para dizer que Pattinson é mau ator. Como também é humanamente, e criteriosamente, impossível dizer que ele é bom ator, como se entusiasmam algumas fãs ardorosas. Fato é que existe muita pressão e expectativa sobre Pattinson. O ator, ao que parece, tem se equilibrado bem em relação a elas, mas carece de tempo e, mais do que isso, equilíbrio também de seus observadores. Administrar uma imagem e uma carreira não é algo fácil. Há exemplos notórios de sucessos e fracassos nesse departamento. A julgar pela situação de momento, aconteça o que acontecer com a carreira de Pattinson, será menos por seus méritos e mais por intervenção alheia. Essa é a verdadeira angústia de Robert Pattinson.

sábado, 20 de março de 2010

De olho no futuro...

Freud ainda vai estar bem representado!
O ator vencedor do Oscar Christoph Waltz se retirou do projeto que levará a rivalidade de Freud e Yung às telas de cinema. Para substituir o austríaco, David Cronenberg convocou seu parceiro, Viggo Mortensen para encarnar o pai da psicanálise. The talking cure, com pré-produção agendada para começar ainda esse mês, será a terceira colaboração de Cronenberg e Mortensen.

A arte imita a vida?
Eles já foram namorados. Por bons três anos. A relação não terminou bem (como se houvesse alguma relação que terminasse bem né gente!?). Mas Justin Timberlake e Cameron Diaz deram uma grande demonstração que o tempo é mesmo o melhor dos remédios. Ambos estrelam a comédia romântica Bad teacher em que Cameron faz uma professora abandonada pelo namorado que tenta conquistar o professor substituto boa pinta vivido por Justin, que tem namorada. E aí, o que será que sai dessa encrenca?



Justin fazendo tipo tímido e Cameron toda soltinha: O que será que passa pela cabeça dos pombinhos nas cenas de maior intimidade?


Ainda estamos falando do mesmo filme?
A Summit, estúdio responsável pela produção dos filmes da saga Crepúsculo, anunciou essa semana que enviará o roteiro do quarto capitulo da saga, Amanhecer, para três diretores e que um deles deverá ser o responsável pelo quarto filme. O fato curioso reside nos nomes anunciados. Gus Van Sant de Milk- a voz da igualdade, Sofia Coppola de Encontros e desencontros e Bill Condon de Dreamgirls. Todos diretores do primeiro time e pouco afeitos a blockbusters de ação (o que no fundo a saga Crepúsculo quer ser). O que será que a Summit quer? Um desfecho com uma pegada de filmes como Elefante (de Vant Sant), As virgens suicidas (de Sofia Coppola) e Kinsey –vamos falar de sexo (de Bill Condon)?



Gus, Sofia e Bill: Três indicados ao Oscar para arrematar a história de amor e tragédia de Bella e Edward

Agora sim!
Finalmente, depois da baboseira que foram os dois Aliens vs predadores, Os caçadores intergalácticos, ao que parece, receberão um filme a altura de sua mitologia. O primeiro trailer da produção que traz Adrien Brody e a brasileira Alice Braga caiu na rede essa semana. E, lógico, você confere aqui em Claquete.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cenas de cinema

Penn visita o Haiti
Militante notório, Sean Penn sempre foi esquerdista. Engajou-se contra a guerra do Iraque, ajudou pessoalmente na reconstrução de Nova Orleans, publica artigos regularmente relativizando as glórias do capitalismo e recentemente aderiu a causa gay. Ganhou até mesmo um Oscar por isso. Penn é hoje, muito provavelmente, a celebridade Hollywoodiana mais engajada em causas diversas e muitas das vezes conflitantes. A companhia dos irmãos Castro e do popularesco Hugo Chavez pouco acrescentam a sua cruzada em defesa dos direitos homossexuais, por exemplo. Contudo, é inegável o esmero de Penn em ajudar. Mesmo que as vezes de forma destrambelhada. Essa semana o ator esteve no Haiti em missão da ONU. É o tipo de coisa que mostra que ele pode ser genioso, pode achar que Fidel Castro é um patrimônio da humanidade e que Chavez é o melhor para Venezuela, mas que ainda assim, é um cara legal.



Penn conversa com um militar americano no Haiti: Convicções tão fortes quanto a vontade de ajudar

Foi apenas um sonho
A vida não traz finais felizes como nos contos de fadas. Se essa é uma das obsessões do cineasta Sam Mendes, agora ele terá mais conhecimento empírico para aplicar a seus filmes. O casamento de seis anos com a atriz Kate Winlet acabou. Informou um escritório de advocacia de Nova Iorque que cuida dos tramites legais. De acordo com o porta voz do escritório, “eles estão separados desde janeiro e a decisão foi inteiramente amigável”. É o tipo de declaração difícil de acreditar quando vinda de um porta voz de um escritório de advocacia.


Sam e Kate em uma foto da edição do Oscar de 2009 da Vanity Fair: especulações brotam de todo canto para entender o que deu errado


A empolgação de James Cameron
Ele ficou 12 anos sem lançar um filme e agora quer recuperar o tempo perdido. Empolgadíssimo com o frisson em torno de Avatar, e do 3D, Cameron desanda a anunciar projetos. Estão alinhados, as duas continuações de Avatar – a primeira inclusive intitulada de Na´vi - uma adaptação de um mangá japonês e o relançamento de Titanic em 3D. É isso mesmo Jack e Rose vão voltar em terceira dimensão. E nessa segunda afundada do Titanic, o 3D pode ir junto.

Alice & Jude
Alice Braga está com tudo. Atualmente apresentando o programa superbonita do GNT, a atriz está em duas aguardadas produções hollywoodianas desse 2010. Em Predators, reboot (recomeço de uma história) da saga que teve inicio em 1986 com o hoje governador da Califórnia, e em Repo men (no Brasil, Os coletores), que estréia neste fim de semana nos EUA. Ambos blockbusters de ficção científica. Em Repo men, ela divide a cena com Jude Law. Inclusive há uma cena de sexo. “Me deu um frio na barriga. É sempre difícil quando você trabalha com alguém que você admira”, resumiu a atriz sobre a cena em questão.

Depois do Oscar, o divórcio!
Sandra Bullock pode viver um momento muito especial em sua carreira, mas a vida pessoa poderia estar melhor. A atriz saiu essa semana da casa que divide com o marido, o bad boy e apresentador de TV Jesse James. A razão para a separação foi a descoberta da traição de James. Casados desde 2004, Sandra e James aparentavam harmonia. Ela, inclusive, fez efusivas declarações de amor e reconhecimento ao marido em seus discursos de agradecimento nas cerimônias do Oscar e do SAG. A revista In Toutch dessa semana traz em matéria de capa os detalhes da traição. Segundo apurou a revista, James teria um caso com uma “modelo erótica” há onze meses.

Depois da glória, a humilhação pública: E tem gente que ainda faz piada e diz que é uma "maldição" do Oscar


Feitos um para o outro
Há quem diga que Lady Gaga é o Tarantino da música pop. Uma referência a estética ousada de ambos e ao gosto excêntrico no tocante a concepção visual do trabalhos dos dois. Pois bem. Eis que circula na imprensa americana a notícia de que Tarantino já teria convidado
Gaga para estrelar um novo filme. No papel de uma assassina. Como assim? Lady Gaga em um filme de Tarantino? Como é que não tiveram essa idéia antes?


Lady Gaga faz miau: A nova musa de Tarantino?


Aquecimento Eclipse
Fãs de Crepúsculo podem ver seus astros prediletos no cinema e ir se aquecendo para o lançamento do terceiro filme da série. Idas e vindas do amor (que traz Taylor Lautner em um pequeno papel) está em cartaz, Lembranças (que traz Robert Pattinson como protagonista) estreou no fim de semana passado mundialmente e estréia neste final de semana, nos EUA, The runaways (filme que traz Kristen Stewart e Dakotta Fanning como protagonistas). É o aquecimento dos sonhos! Para fã nenhum botar defeito.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Oscar Watch - Aquela garota de Crepúsculo

Anna Kendrick divide a cena, e as atenções da critica, com George Clooney em amor sem escalas

Ela tem 24 anos e muita gente a conhece. Sim, Anna Kendrick pode não ter uma base de fãs como sua colega de elenco Kristen Stewart, mas seguramente já alça vôos bem mais altos do que a Bella de Crepúsculo. Anna vive a melhor amiga de Bella na saga Crepúsculo, a voluntariosa Jéssica. Se você não a notou no filme, é porque tudo converge para as caretas de Edward e Bella. Há pouco a ser notado, além disso.
Mas Anna não recebeu o papel de Natalie Keener, uma jovem executiva que recebe treinamento do personagem vivido por George Clooney em Amor sem escalas, por acaso. O diretor e roteirista, Jason Reitman, escreveu o papel com a atriz em mente. Ele havia se impressionado com Anna, não por sua participação em Crepúsculo, mas por sua performance nos palcos da Broadway. Anna Kendrick foi a segunda atriz mais jovem a ter sido indicada ao prêmio Tony (o Oscar do teatro).

A atriz em momento 'o que eu estou fazendo aqui' ao lado de Robert Pattinson, colega de elenco de Crepúsculo


Ela já tem engatilhado mais dois projetos para 2010, o terceiro filme da saga açucarada dos vampiros e lobisomens, Eclipse, e a aventura Scott Pilgrim vs o mundo. Contudo, o mundo do cinema se prepara para receber Anna Kendrick depois da elogiada participação em Amor sem escalas. Pelo filme, ela já foi indicada a 11 prêmios (inclusive o SAG e o globo de ouro), ganhou 4 (inclusive o prestigiado National Board of review) e está cotadíssima para o Oscar.
Anna Kendrick pode começar a escrever sua história em Hollywood de maneira muito promissora. Faz parte de um dos maiores fenômenos pop da atualidade e chama vertiginosamente a atenção no filme que é o queridinho da critica na temporada. Uma combinação que permite aferir que 2009 foi muito bom para Anna, mas que 2010, sem sombra de dúvidas, será muito melhor.

Estranha no ninho? Anna Kendrik em Toronto ao lado de George Clooney e Jason Reitman para a premiere internacional do filme

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cenas de cinema

O giro 180 graus de Robert Pattinson
Robert Pattinson, que recentemente foi eleito por uma revista teen o homem mais sexy do mundo (mas quem esta contando?), disse essa semana que só foi fazer os testes para o papel de Edward em Crepúsculo, porque queria conhecer a atriz Kristen Stewart. A revelação em si não impressiona. O que impressiona é Pattinson, tão zeloso de seu relacionamento “não quero falar sobre isso” com a atriz, falar isso assim, sem mais nem menos, e sem ninguém perguntar. Será o efeito Jacob?

Passa de mim esse cálice
Quando Madonna estreou seu filme no último festival de Berlim (Sério? Você não lembra disso?) muita gente pensou: “Olha o desastre da vaidade aí”. Mas os críticos até foram condescendentes com a popstar e proclamaram que seu filme era melhor do que o esperado (!) Hã? Bem, Madonna se empolgou e anunciou um novo projeto. Que corre o risco de não acontecer. Isso porque os produtores só produzem se ela não estrelar e as atrizes que ela gostaria de ver no filme estão fugindo da enrascada igual Diabo da cruz. Cate Blanchet, Keira Knightley e Natalie Portman foram algumas que já declinaram do convite. Porque será?

O efeito Obama
Ok. Essa coluna não é sobre política, mas Obama é o político mais pop da história da humanidade. Tem dúvidas? Então olha só; essa semana, o top 5 de notícias lidas sobre o mandatário supremo dos EUA no site do New York Times tinha as obrigatórias menções ao frustrado ataque terrorista da Al Quaeda, sobre os penetras da Casa Branca, sobre a reforma da saúde e, reparem só, a sessão de cinema no Havaí que a família Obama fez. O filme? Avatar, como não poderia deixar de ser.
Para os que não se convenceram, outro dado: Obama foi eleito, em enquete promovida pela revista US, a quarta celebridade mais bem vestida de 2009, atrás apenas de Robert Pattinson, Blake Lively (do seriado Gossip Girl) e Taylor Swift (aquela que o Kanye West roubou o microfone). Além de ser o mais velho da lista, é o único que não é artista. Acrescente-se o fato dele ser o primeiro presidente a ser incluído em tal lista e você percebe que os números de queda de popularidade que andam divulgando por aí, não são inteiramente verdadeiros.

Obama em momento casual: chique no último


Notou a semelhança?
Você conhece aquele ditado que nada se cria, tudo se copia? Pois bem, Avatar, o "originalíssimo" novo filme de James Cameron, primeiro foi apontado por blogueiros americanos como cópia de uma HQ da Marvel dos anos 80 (vale lembrar que James Cameron e a Marvel eram de fato muito próximos. Cameron chegou a escrever um roteiro para um filme do Homem Aranha), agora surgem teses de que o filme é, na verdade, uma cópia mal disfarçada de Pocahontas. Como todos sabem uma fábula essencialmente americana que já rendeu um filme Disney e um filme, bem menos interessante, de Terrence Malik estrelado por Colin Farrel. Cameron com seu bilhão de dólares arrecadados nas bilheterias de todo o mundo dá de ombros. O primeiro boato ele se deu o trabalho de desmentir, até agora não se pronunciou sobre o segundo.



James Cameron e a intriga da oposição: já cansei de dizer que Avatar foi idéia minha. Só minha!

sábado, 28 de novembro de 2009

De olho no futuro...

Depois de Eclispe

Com os vultosos dólares que Lua nova recolhe nas bilheterias e com a estréia do terceiro filme da saga, Eclipse, marcada para junho de 2010, a Summit entertainment e o produtor Wyck Godfrey já pensam em Amanhecer. E eles não querem saber de largar o osso. A idéia aventada por Godfrey e que circulou na mídia essa semana versa sobre uma possível divisão do livro em dois filmes, tal qual ocorre com o último ato de outra saga que migrou dos livros para o cinema, Harry Potter. Não há ainda um posicionamento oficial do estúdio a respeito, Godfrey assegura que antes de pensar em dividir o livro, precisa ter o roteiro em mãos. Então tá!

Todos anseiam por Nine

Conforme vimos na matéria sobre as certezas da temporada de prêmios que se aproxima, Nine é um dos filmes mais esperados desse fim de ano. Essa semana foram divulgados alguns cartazes do filme. Todos de tirar o fôlego. Fazendo coro ao plot do filme, sobre as crises criativas e existenciais de Fellini, o slogan conclama: “Nesse fim de ano, seja italiano”.


Daniel e o dream team feminino: E Daniel Day Lewis ganhou para fazer esse filme...

2010 já começou para as revistas de cinema
2009 ainda não acabou, mas tem muita gente que já “vive” 2010. Inclusive as revistas de cinema e entretenimento que procuram antecipar os principais lançamentos do ano que vem aí. Uma das principais revistas de cinema do mundo, a Empire, traz em sua capa de dezembro, um dos principais lançamentos do ano que vem, Homem de Ferro 2. O filme tem tudo para superar a ótima fita de 2008. Com elenco maior, mais dinheiro e mais expectativa, Homem de Ferro 2, com lançamento mundial agendado para maio, capitaneia uma febre por antecipações que você verá, também aqui, em Claquete.

Para o alto e avante! Ops, herói errado...
Diferenças criativas atrasam filmagens de The Lincoln Lawyer
The Lincoln Lawyer é daqueles casos de filmes banais que podem se tornar grandes devido aos nomes envolvidos. Com roteiro escrito por John Romano (de filmes como Noites de tormenta e de séries como Dark Angel e The Beast), adaptado da obra homônima do autor americano Michael Connolly, o filme sobre um advogado que vê sua grande chance profissional ao defender um playboy e que acaba por descobrir relações entre esse cliente e antigos casos, poderia ser um suspense b, não fosse o nome de Tommy Lee Jones no elenco, e na direção. Jones, que até hoje só dirigiu o soberbo Três enterros de Melquiades estradas, despertara atenção para o projeto por se tratar dele sua segunda incursão na direção. Essa semana, Jones anunciou sua retirada do projeto por diferenças criativas. O ator Matthew McConaughey continua ligado ao projeto. Mas no fim das contas, quem dava um outro status ao filme era Tommy Lee Jones.


Tommy Lee faz cara de mau: Liberdade criativa ou nada feito!