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sábado, 5 de outubro de 2013

Crítica - Aposta máxima

Blefe bem feito!

Depois de impressionar com o modesto, mas bem urdido O poder e a lei (2011) – que de quebra recolocou o ator Matthew McConaughey na rota da consagração artística, Brad Furman lança esse Aposta máxima (Runner runner, EUA 2013) que mistura a sofisticação do mundo empresarial à lógica do mundo das apostas, fundidas pela mentalidade do mundo do crime.
A estrutura é muito parecida com a de seu filme anterior. Não só no desenvolvimento narrativo, como nos arquétipos emulados pela dramaturgia e no desenho dos personagens. O Ritchie Furst de Justin Timberlake, assim como o advogado vivido por McConaughey naquele filme, parte de um quadro de ingenuidade para a expertise no trato com um mundo desleal e perigoso.
Hora da verdade: Ben e Justin medem forças em filme bacanão
Furst é um estudante de pós-graduação com um vício. Ele é viciado em pôquer, mas não necessariamente naquela percepção convencional de vício. E é dessa particularidade que Furman alimenta seu filme. Descolado, inteligente, mas ingênuo, Furst procura Ivan Block (Ben Affleck), um magnata das apostas on-line sediado na Costa Rica, para lhe informar que seu site tem brechas que incitam trapaças. Block, como agradecimento ou forma de exercer controle, oferece um emprego para Furst. É a partir dessa relação de poder e imagem que este eficiente thriller se estabelece.
Não que Aposta máxima seja um filme inventivo. Seu desenvolvimento é até certo ponto preguiçoso tendo como referência o fato de que acolhe os clichês com muita energia e desprendimento. Mas é um filme que aposta no ritmo acelerado da ação e nos seus atores principais. Gemma Arterton, cuja função na fita é ser bonita, está especialmente linda. Timberlake opera a habitual combinação de carisma e charme que lhe é tão característica e se sai muito bem. O grande atrativo da fita, no entanto, é mesmo Ben Affleck se divertindo como um kingpin do crime. Affleck faz pose de canastrão, fala espanhol, e surge falando “pussy” em uma sauna logo no início do filme. Ele convence como gângster sofisticado como poucos criam ser possível. Demonstração de que Affleck está muito mais relaxado nessa coisa de atuar do que pensamos que ele poderia em virtude das críticas que recebe nesse ofício.
O resumo da ópera é o seguinte: Se Aposta máxima viesse antes de O poder e a lei, Furman não suscitaria a boa impressão que capitalizou. O filme é ligeiro, despretensioso e consegue fazer com que você saia da sessão achando que é até mesmo superior ao que de fato é. Um blefe que não demora muito a ser percebido.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Momento Claquete #35

O 66º festival de Cannes ainda não acabou, mas Claquete já selecionou alguns dos melhores clicks do evento

Os homens atrás do candelabro: Steven Soderbergh, elenco e equipe do elogiado Behind the candelabra da HBO

A estonteante Allison Williams, da série Girls, também marcou presença na premiere do filme da HBO 

Sangue azul: Chiara Mastroianni no photocall de Les salauds, filme exibido na mostra Um certo olhar que marca sua terceira colaboração com a diretora Claire Denis  

O inglês Clive Owen cumprimenta seu diretor em Blood ties, o francês Guillaume Canet, na ensolarada manhã do dia 21 de maio em Cannes 

O cabelo combina: os galãs do novo filme dos irmãos Coen, Inside Llewyn Davis, Garrett Hedlund e Justin Timberlake não economizaram no gel...

 Black &White: Jennifer Lawrence deu o ar da graça para promover a sequência de Jogos vorazes

Roman Polanski e o ex-piloto de fórmula 1 Jackie Stewart apresentam documentário produzido pelo primeiro sobre as façanhas do segundo

Bruce Dern, elogiado por sua atuação em Nebraska, posa para fotos ao lado da filha coruja Laura Dern

Amor em Cannes: Os namorados Louis Garrel e Veléria Bruni Tedeschi apresentam Un château en Italie, dirigido por Valéria e estrelado por Garrel

Sem Gosling: Kristin Scott Thomas, na esquerda, e Nicolas Winding Refn promovem Only God forgives no evento francês

Favorito: O diretor italiano Paolo Sorrentino, à direita, conquistou simpatia da crítica com La grande bellezza, estrelado por Toni Servillo, à esquerda


Fotos: Getty Images, Telegraph e Festival de Cannes

terça-feira, 30 de abril de 2013

TOP 10 - Dez excelentes comediantes que não são tidos como comediantes


Nada de Alec Baldwin, Sacha Baron Cohen, Ben Stiller ou Jim Carrey. Está na hora de fazer justiça a alguns atores que são ótimos comediantes, mas que por serem ótimos em outras áreas não são lembrados por seus dotes cômicos. Claquete repara essa incorreção história e lista dez excelentes comediantes que você não tinha parado para pensar que são, de um jeito bem especial, comediantes.

10  - Bruce Willis
Willis já esteve em mais comédias do que você consegue lembrar. Do pop Meu vizinho mafioso (1999) ao humor negro de A morte lhe cai bem (1992), passando por fanfarronices como pontas como ele mesmo em Doze homens e outro segredo (2004) e Fora de controle (2008) e comédias como Vida bandida (2001), entre outros. Some-se a isso a desenvoltura com que Willis se apoia na comédia para criar seus personagens em filmes de ação como Duro de matar (1988), Xeque-mate (2006), 16 quadras (2006) e Red – aposentados e perigosos (2010).

9 – Jon Hamm
Por trás do classudo Don Draper da excepcional série Mad men reside um comediante de marca maior. Pouca gente sabe, mas as primeiras incursões de Hamm na TV foram na comédia. Mesmo depois do sucesso obtido com a série mais premiada de todos os tempos, Hamm pôde ser visto em participações hilárias no Saturday Night Live e no seriado 30th Rock.

8 – Brad Pitt
Já está pacificado que Pitt é um baita ator. Foram anos e muitos trabalhos desafiadores para que Pitt conquistasse o respeito e admiração de setores da indústria e da crítica. Um próximo desafio que Pitt poderia se investir era o de provar o ótimo comediante que é. Desde a ótima participação na sitcom “Friends” até as memoráveis composições do idiota rato de academia em Queime depois de ler (2008) e do idiota que escalpa nazistas em Bastardos inglórios (2009), passando por excelentes performances cômicas na trilogia Onze homens e um segredo (em que faz um comilão obsessivo), em Sr. & Sra. Smith (2005) e em Snatch- porcos e diamantes (2000). 

7 – Robert Downey Jr.
Alguma polêmica quanto à presença de Downey Jr. nesta lista? Impossível. Nenhum ator atual consegue convergir tão harmonicamente a gravidade do drama com cinismo e sarcasmo. Downey Jr. em toda aparição pública é um show à parte, mas na tela de cinema é um show inteiro. Prova disso são as duas bilionárias franquias (Homem de ferro e Sherlock Holmes) que carrega nas costas.

6 – Mark Wahlberg
É isso aí! Marky Mark! Quem teve um primeiro contato com a veia humorística de Mark Wahlberg em Ted pode até estranhar sua presença nessa lista, mas Wahlberg já havia se descoberto um homem da comédia há algum tempo. Em 2013 ele mistura ação e risos em Suor e glória, que promete ser dos filmes mais divertidos dos últimos anos, e 2 guns. Para quem precisa correr atrás do prejuízo, recomenda-se Os outros caras (2010), Uma noite fora de série (2010) e Três reis (1999).

Willis é um dos representantes da lista
que além do muque, apresenta tino para o riso
5-  Dwayne “The Rock” Johnson
Ele começou como raspa de tacho da franquia A múmia. Ex- lutador profissional e com uma carreira sólida na TV com filmes de ação, The Rock, que então assumiu de vez o nome Dwayne Johnson, se sedimentou no cinema de ação a partir de 2002 com o spin off de A múmia, O escorpião rei (2002) e filmes como Bem-vindo à selva (2003) e Com as próprias mãos (2004). Meio que sem querer, em 2005, em Be cool – o outro nome do jogo, mostrou que tinha tino para a comédia. Não à toa faz sucesso junto ao público infantil em filmes como Treinando o papai (2007) e A montanha enfeitiçada (2009). Fará dupla com Wahlberg em Suor e glória.

4 – Kevin Spacey
Ator de grife, Spacey é um baita de um comediante. Já fez imitações hilárias de personalidades diversas em talk- shows, criou personagens engraçadíssimos em alguns de seus filmes mais modestos e de suas peças mais disputadas em Londres. Entre seus melhores momentos como comediante no cinema estão O árbitro (1994), O psicólogo (2009), O super lobista (2010) e Quero matar meu chefe (2011).

3- Justin Timberlake
As esquetes no Saturday Night Live são famosas e Justin já mostrou as manhas do humor em outras oportunidades. Tanto no cinema como em eventos ao vivo. Não por menos seu nome é ventilado como candidato à apresentar a cerimônia do Oscar em 2014. No cinema, Timberlake mostra seu “comedy back” em filmes como Professora sem classe (2010) e Amizade colorida (2011).

2- Philip Seymour Hoffman
Em uma entrevista recente à revista Total Film, Chris O´Dowd de filmes como Solteiros com filhos e O virgem de 40 anos disse que se espanta com a facilidade com que Philip Seymour Hoffman faz comédia. Para O´Dowd, Hoffman é uma referência negligenciada por muitos que desejam ingressar no humor. Hoffman prova que O´ Dwod está certo em filmes como Quero ficar com Polly (2004), Jogos do poder (2007) e Os piratas do Rock (2009).

1 – Woody Harrelson
Woody Harrelson é um dos maiores atores do cinema contemporâneo. Apesar de ser frequentemente subestimado, Harrelson segue com o bom nível de atuações em filmes como Um tira acima da lei e Virada no jogo.  No entanto, um recorte na carreira de Harrelson permite vislumbrar o grande comediante que ele é e poucos se dão conta. Seja como alívio cômico em blocbusters de ação (2012) ou roubando a cena dos protagonistas de comédias românticas (Amizade colorida, ED TV), Harrelson sempre manda bem quando a ordem do dia é fazer rir. Outros grandes momentos são Sete psicopatas e um Shih tzu (2012), Zumbilândia (2009), Ladrão de diamantes (2004) e Tratamento de choque (2003).

sábado, 24 de novembro de 2012

Crítica - Curvas da vida


O último romântico!

São muito claras as razões que fizeram Clint Eastwood aceitar protagonizar Curvas da vida (Troube with the curve, EUA 2012). Gus Lobel, seu personagem, enfileira-se naquele tipo que Clint parece ter se especializado em construir no último e glorioso ato de sua carreira como ator e o filme propriamente dito, em seus conflitos e dramaturgia, salpica familiaridade. Curvas da vida, em análise mais criteriosa, é um filme de Clint Eastwood sem a direção de Clint Eastwood. Essa constatação deriva tanto da presença dos habituais colaboradores de Eastwood, como o diretor de fotografia Tom Stern e mesmo do diretor Robert Lorenz, há mais de dez anos produtor e assistente de direção de Eastwood, passando pela geografia dos conflitos dos personagens. No entanto, falta a Lorenz a sobriedade irmanada na sensibilidade que tanto faz pelo cinema de Eastwood.
Mesmo assim, Curvas da vida se subscreve como um bom filme. Em muito pela forte presença de Clint Eastwood, que demonstra perícia na hora de fazer humor (e são muitos esses momentos) e o mesmo desembaraço nas cenas que exigem mais rigor dramático. É um ator salutar, ainda visceral, que encontra em Amy Adams, conciliando o paradoxo de ser uma mulher forte e independente em um ambiente majoritariamente masculino (o escritório de advogados em que trabalha e os bastidores do baseball) e ainda uma mulher que devido a espinhosa relação com o pai sente-se abandonada, uma parceira de cena que não deixa a peteca cair.  
Química: Eastwood e Adams garantem o homerun de
Curvas da vida
Na trama, Gus é um olheiro do time Atlanta Braves. Sofrendo de um princípio de cegueira, ele resiste à aposentadoria e grunhe (no melhor estilo Eastwood) a quem quer que lhe contrarie. Com o contrato prestes a vencer, ele é enviado para observar um talento que emerge da liga universitária e que está sendo cobiçado pelos principais times da liga profissional de baseball. A pedido de Pete (John Goodman), Mickey (Amy Adams) acompanha o pai, a revelia deste, nessa viagem que ganha, portanto, outros atrativos.
Curvas da vida tem um roteiro esquemático, mas estranhamente dá conta de algumas sutilezas que arejam o filme, como por exemplo, o fato de pai e filha apresentarem temperamentos tão parecidos. Ou ainda, de prover uma visão romântica do esporte – um paralelo saboroso ao proposto por O homem que mudou um jogo (em seus detalhes um filme melhor), mas deixar transparecer a fascinação que as estatísticas esportivas provocam nos americanos.
O final mais cinematográfico do que realista, o que pode incomodar alguns pelo atropelo com que emerge, não nos deixa esquecer que estamos vendo um filme romântico. Feito sob influência de um homem que sabe que esse romantismo talvez só tenha lugar nos filmes. A parte da platéia que comungar com ele dessa percepção, verá  que Curvas da vida, no final das contas, rebate bem a tal da bola curva.  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: TOP 10 - Quem foi destaque no ano

10 – Justin Timberlake

Foi um ano agitado para Justin. 2011 começou com boatos sobre uma possível indicação ao Oscar por sua elogiada atuação em A rede social e terminou com Justin protagonizando três filmes e mais do que viável como movie star. O ator mostrou desembaraço e espírito esportivo ao fazer um tipo panaca em Professora sem classe, em que contracenou com a ex-namorada Cameron Diaz; timing cômico e pose de galã no divertido Amizade colorida e provou cacoetes de action star no movimentado O preço do amanhã.


9 – Natalie Portman

Um Oscar, um bebê e mais cinco filmes na praça. Ninguém pode dizer que Natalie Portman não teve um ano cheio de memórias. É sua estarrecedora performance como a bailarina em colapso de Cisne negro, porém, que emerge na memória dos cinéfilos de todo o mundo.


8- Chris Evans

Mais do que qualquer coisa, Chris Evans mostrou versatilidade em 2011. Além de demonstrar carisma de sobra na pele de Steve Rogers, o herói de Capitão América: o primeiro vingador, Evans esteve em uma comédia romântica bacaninha (Qual seu número?) e em um drama independente elogiado em Sundance (Puncture). A cotação de Evans subiu, e muito, em Hollywood nessa temporada.


7- Charlie Sheen

Pense em alguém que não fez nada de produtivo no ano e mesmo assim se revelou um furacão midiático. Charlie Sheen é o nome que você está procurando. Depois de uma rescisão escandalosa com o programa que lhe conferiu um salário milionário (Two and a half men), Sheen fez uma meia dúzia de aparições e tweetou para anunciantes por U$ 100 mil cada tweet. Ele continua sendo o modelo de politicamente incorreto mais devasso que existe. Foi sua antiga série que mudou de rumo.


6 – Selton Mello

O representante brasileiro da lista está construindo uma persona como diretor talvez ainda mais interessante do que sua contraparte como ator. E O palhaço, sucesso comercial até certo ponto improvável, é um elemento fundamental nessa equação. O segundo longa metragem de Selton como diretor lhe valeu uma porção de prêmios e um novo fôlego como artista de cinema.


5 – Jessica Chastain

Pouca gente ainda conhece essa californiana de cabelos ruivos e rosto suave. Mas essa condição está prestes a mudar e 2011 será lembrado como o marco zero. Neste ano que se encerra, Jessica lançou oito longas-metragens. Pelo menos três deles fomentam boatos de indicações a prêmios. Ela foi a musa de Al Pacino em Wilde Salomé, filme que estreou no festival de Veneza; a mulher de Brad Pitt em A árvore da vida e uma das mulheres da grande sensação do cinema americano no ano, Histórias cruzadas. Além do mais, estrelou os comentados O abrigo, Coriolanus e Em busca de um assassino.


4 – Michael Fassbender

O começo de 2012, mais especificamente a temporada de premiações, deverá conferir um novo status a Michael Fassbender em Hollywood. O ator que roubou de Ian McKellen o status de verdadeiro intérprete de Magneto na saga dos X-men no cinema, também foi Carl Jung e um viciado em sexo um tanto mais anônimo do que o rival de Freud nos cinemas neste ano. Fassbender, na sua sutil mistura de virilidade e talento, explodiu em 2011.


3 – Woody Allen

O ativo cineasta americano de 76 anos conseguiu fazer as pazes com a crítica em 2011. Meia noite em Paris, seu sexto filme rodado na Europa, foi consagrado pela crítica americana e se garantiu como a maior bilheteria da carreira do cineasta nos EUA. Por onde passou, a fábula romântica de Allen fez bonito; inclusive no Brasil em que levou multidões aos cinemas se sagrando como a fita com melhor média de público por sala no ano. Meia noite em Paris foi a única fita que teve o circuito expandido no país após duas semanas em cartaz. Um sabor de nostalgia ao gosto do próprio filme. E o melhor de tudo é o buzz que o filme suscita para o Oscar.


2- Pedro Almodóvar

Outro cineasta que se destacou em 2011 foi Pedro Almodóvar. O espanhol precisou ser convencido pela direção do festival de Cannes a incluir o seu A pele que habito no line up competitivo do evento, de onde saiu sem um prêmio sequer. Contudo, a crítica internacional, se não foi unânime em relação ao filme, viu com bons olhos o desafio que Almodóvar se auto-impôs: uma nova proposta narrativa em que pudesse costurar temas caros a sua cinematografia àqueles constantes no gênero de horror.
O resultado foi uma inquietação artística de pleno fervor e dividendos ainda desconhecidos.


1 – Ryan Gosling




O que dizer do cara que motivou um grupo bastante plural a protestar em frente ao prédio da revista People por não tê-lo escolhido como o homem mais sexy do mundo em 2011? Que ele merece o topo dessa lista. Para começar! Ryan Gosling viveu um 2011 especial. Teve seu “Robert De Niro moment” no já cult Drive, que deve estrear em janeiro no Brasil, foi elogiadíssimo por sua atuação – que pode render indicação ao Oscar – em Tudo pelo poder e abusou do direito de ser sexy em Amor a toda prova. Ainda discutiu a relação com Michelle Williams no intenso Namorados para sempre, fita de 2010 exibida este ano nos cinemas brasileiros.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Momento Claquete # 23

As irmãs Fanning, Dakota e Elle, em editorial de moda exclusivo da edição de dezembro da revista W 


Justin Timberlake segura o tchan para um dos cliques da edição de novembro da Esquire Britânica 

Uma das fotos que constam do miolo da Rolling Stone americana de dezembro que tem George Clooney na capa confessando, entre outras coisas, que perdeu a virgindade aos 16 anos. O que o próprio considera ter sido muito cedo 


Gary Oldman e sua esposa, a cantora Alexandra Edenborough, compareceram ao Governor´s awards no último fim de semana em que a academia concedeu os Oscars honorários a Oprah Winfrey, James Earl Jones e ao maquiador Dick Smith

Steve McQueen e Michael Fassbender, diretor e protagonista de Shame, também compareceram ao evento. Ambos tentar angariar votos para o polêmico filme na temporada de premiações

Steven Spielberg e Jamie Bell compareceram à premiere francesa de As aventuras de Tintin. O filme vêm recebendo críticas mistas e já preocupa quanto ao seu desempenho nas bilheterias 

Ashley Greene posa para fotos junto aos fãs na premiere americana de Amanhecer-parte 1, realizada em Los Angeles na segunda-feira (14) 

Daniel Craig e Rooney Mara estampam a capa desta semana da Entertainement Weekly. Para a revista, o filme de David Fincher é o blockbuster do final de ano

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Crítica - O preço do amanhã

Sem tempo para metáforas!

O grande achado de O preço do amanhã, além de uma bem sacada homenagem ao clássico Bonnie & Clyde –uma rajada de baladas, é provar que Justin Timberlake convence como astro de ação. O que não é pouca coisa em tempos que nem mesmo o brucutu Vin Diesel se firma sem o apelo da marca Velozes e furiosos.
Justin observa: Jason Stathan aí vou eu...
A fita de Andrew Niccol apresenta um futuro aterrador. O corpo humano é programado para envelhecer até os 25 anos. E a partir de então, você precisa ganhar cada hora do seu dia. Os pobres não duram muito e os ricos flertam com a imortalidade. A moeda em questão é o tempo. A parte uma maior contextualização, que Niccol se esquiva de prover em prol do hype de observar esse futuro tão próximo e tão distante, O preço do amanhã funciona como metáfora desde que haja boa intenção. A ideia é mesmo jogar o protagonista em uma espiral de adrenalina na luta por sua vida. Após perder a mãe, Will Salas (Timberlake) parece conformado com os dois dias de vida que ainda lhe restam. Ao cruzar com um sujeito centenário e profundamente deprimido, seu conformismo se transformará. O velho confinado no corpo jovem de Matt Bomer, lhe cede mais de 100 anos de vida com a condição de que ele não os desperdice. Um conceito, convenhamos, um tanto vago. Salas se incumbe de lutar contra o sistema e aí entra em choque com os agentes do tempo. É quando entra em cena o outro grande achado de O preço do amanhã: Cillian Murphy. O ator está bem a vontade na pele de um policial incorruptível com um senso de obrigação irrevogável. Ponderado e com uma face sofrida, Murphy está um tom acima – em nível de qualidade - de seus companheiros de elenco.
Niccol não parece interessado em desenvolver o bom argumento que tem em mãos. O drama dos personagens está lá para dimensionar a ação e não o contrário. Não é uma opção ilegítima.
Niccol já se provou capaz de criar universos realmente aterradores e um mundo em que se é preciso valorizar cada hora e viver cada dia como se fosse o último realmente pode prescindir de metáforas e refugiar-se na eloquente homenagem ao clássico dirigido por Arthur Penn e estrelado por Warren Beatty e Faye Dunaway.

domingo, 6 de novembro de 2011

Insight

Os loucos devaneios de Andrew Niccol 



O que os filmes Gattaca – experiência genética (1997), O show de Truman (1998), O terminal (2004), O senhor das armas (2005) e o recente O preço do amanhã (2011) têm em comum? O gênio criativo de Andrew Niccol, neo zelandês radicado na Inglaterra e que floresceu no cinema americano. Ele não dirigiu todos eles, mas foi a peça central de histórias inusitadas e, não raro, impressionantes.
Niccol chegou em Hollywood com o roteiro de Gattaca, produção que lhe valeu alguns prêmios e muitos elogios. A ficção científica produzida pela Columbia Pictures não rendeu fábulas de dinheiro, mas rapidamente se tornou cult e referencial para filmes que viriam a se consagrar na ficção científica como Matrix, por exemplo.
Em Gattaca, os seres humanos são manipulados geneticamente em laboratório e todos aqueles que foram concebidos biologicamente são considerados inválidos. O personagem de Ethan Hawke é um dos inválidos que consegue se passar por ser superior até que um assassinato coloca toda a sua armação em risco. A alegoria com o nazismo e experiências científicas que dataram daí em diante são óbvias. Gattaca é um thriller de primeira linha que apresentava um articulador de ideias com talento bruto, mas promissor.
Com o sucesso de Gattaca embaixo dos braços, Niccol passou a procurar casa para um outro roteiro: uma pequena jóia chamada O show de Truman que ele já havia escrito e ofertado a alguns estúdios antes. O poderoso Harvey Weinstein (que se tornaria mais poderoso ainda) queria comprar o roteiro para proceder mudanças. Scott Rudin, na época trabalhando apenas com a Paramount, achava o roteiro perfeito, mas não aceitava o outro termo de Niccol: dirigir o filme.
Peter Weir e Jim Carrey chegaram para fazer de O show de Truman um dos filmes mais significativos dos anos 90 e um verdadeiro estudo sobre humanidades. Niccol ainda conseguiu sua única indicação ao Oscar até o momento pelo roteiro da fita.

Niccol instrui Al Pacino no set de Simone-nasce uma super estrela: um golpe em uma carreira em franca ascensão 


Para quem ainda não assistiu a esse filmaço, Truman (Carrey) vive toda a sua vida em um reality show sem ter conhecimento disso. No momento que descobre que toda a sua existência é uma farsa de tv, entra em parafuso. O filme, obviamente, é uma antecipação enfática da mania dos realities e um caloroso drama sobre as ramificações da consciência e livre arbítrio.
O próximo passo foi em falso. Niccol recrutou ninguém menos que Al Pacino para viver o mentor e criador de uma estrela de cinema virtual. "Simone – nasce uma super estrela (2002) tinha uma grande ideia, mas não um longa metragem”, chegou a escrever a Time à época do lançamento do filme. Uma mesura de ambições desmedidas e revolução digital que encontravam em um histriônico Pacino um desnível muito grande em matéria de reflexão. Simone não agregou valor ao portfólio de Niccol, mas não impediu que uma colaboração sonhada tomasse forma. Steven Spielberg o chamou para escrever um filme que o diretor faria “por esporte”, chamado O terminal. A sinopse é conhecida. Um turista de um país do leste europeu não pode entrar nos EUA após um golpe militar e posterior estado de sítio que acomete seu país. O personagem de Tom Hanks, então, fica confinado à uma improvável estadia no aeroporto JFK, um dos principais dos EUA. Niccol também atuaria como produtor do filme. O roteiro, com incrível tom otimista, seria a curva mais notória na “mente perturbada” do diretor e roteirista, como viria a classificar Justin Timberlake - estrela de O preço do amanhã – em recente entrevista ao Late Show with David Letterman. 
Mais cínico, inteligente e audacioso foi seu projeto seguinte. No drama O senhor das armas, Niccol arranca uma das melhores atuações de Nicolas Cage nos últimos dez anos na pele de um mega traficante internacional de armas que se esforça para manter-se afastado de sua consciência. O filme abre com uma sequência genial e imaginativa de toda a “existência” de uma bala e segue com a mesma desenvoltura narrativa. Um achado. 
Superar esse trabalho elogiado e impactante demandaria tempo. O preço do amanhã pode não ter esse efeito, mas é a primeira produção de médio porte assinada por Niccol com todo o maquinário de um grande estúdio, no caso a Fox, a lhe dar suporte.
O neo zelandês não goza do mesmo status de outro roteirista sensação que causou em Hollywood na última década, mas diferentemente de Charlie Kaufman seus filmes ostentam maior apelo comercial. Além do mais, Niccol já provou ser um diretor mais capaz do que seu par e mais aberto a concessões quando não dirige o próprio texto. São características que atestam que as loucuras de Niccol ficam confinadas às histórias que ele cria.

Niccol, Amanda Seyfried e Justin Timberlake no painel do filme O preço do amanhã realizado na última edição da Comic Con em San Diego nos EUA 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Filme em destaque - O preço do amanhã

Justin Timberlake e Amanda Seyfried fazem uma literal corrida contra o tempo na nova ficção científica do diretor de Gattaca- a experiência genética e Claquete revela os bastidores dessa corrida


É comum que nomes de filmes mudem durante a fase de produção. Não há nenhum indicativo nesse fato de que a produção periga ou haja incertezas. Woody Allen é um que geralmente só nomeia seus filmes depois de feitos. Quando não lança mão desse artifício, frequentemente rebatiza a cria; como fez com o ainda não finalizado Nero Fiddled, originalmente chamado de Bad Decameron. O preço do amanhã, que chega nesta sexta-feira (4) aos cinemas brasileiros, é um caso clássico. O roteiro foi aprovado pela Fox, estúdio que distribui e financiou o filme, com o nome de 25. O número, que para quem vê de fora surge um tanto enigmático, logo foi substituído pelo mais indicativo I´m imortal. O novo título já possibilitava uma rápida depreensão do que o filme ofereceria. Mas a Fox e Andrew Niccol acabaram optando pelo charmoso In time que, no limiar, atende aos predicados do filme.
O nome mudou, mas o plot do quarto filme dirigido pelo neozelandês Niccol não. Em um futuro não determinado, o tempo de uma pessoa se tornou sua moeda. Nessa conjuntura, as pessoas só envelhecem até os 25 anos e os dias (que ganham importância vital em um contexto como esse) são a base de barganhas e pequenos luxos. Não é preciso dizer que o sistema é corrupto e determinadas pessoas ricas encontram brechas para obter imortalidade.
O Robin hood que se levantará contra o sistema é vivido pelo ator Justin Timberlake. “Depois que David Fincher o escalou para A rede social, ele adquiriu um novo status como intérprete”, explicou Niccol à revista Entertainment Weekly sobre a escolha de Timberlake para o papel. De fato, em O preço do amanhã, o ator tem seu primeiro protagonismo e em uma produção de ficção científica de médio porte. “Acho que vai ser a primeira vez que meus amigos irão ao cinema pare me ver e não por causa da Cameron Diaz ou Mila Kunis”, brincou o ator em entrevista ao Late Show with David Letterman. O ator se referiu às outras duas fitas que lançou em 2011: Professora sem classe e Amizade colorida.
Justin Timberlake está a frente de um elenco jovem, formado por atores em franca ascensão. São eles Amanda Seyfried de filmes como O preço da traição e A garota da capa vermelha; Johnny Galecki, o Leonard da série The big bang theory; Olívia Wilde, que só este ano já pôde ser vista nos filmes Cowboys & Aliens e Eu queria ter a sua vida; e Matt Bomer, o galã do seriado White Collar.
Era essencial um elenco jovem, por imposição da trama, mas Niccol pôde respirar aliviado por usufruir de tanto talento e carisma. “Fui abençoado”, declarou o diretor na premiere americana do filme.
A fita, que estreou na última semana nos EUA, teve uma largada pouco abaixo das expectativas. Na terceira posição, atrás de Atividade paranormal 3 e O gato de botas, arrecadou cerca de U$ 15 milhões. Mas o elenco jovem, o sex appeal de Justin Timberlake e a premissa engenhosa devem valer sobrevida nas bilheterias. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Crítica - Amizade colorida

Marcando terreno!

Olhando para 2011, a primeira certeza que se constitui em relação às comédias românticas americanas é de que elas ficaram mais safadas. O sexo é tratado com mais naturalidade e já passa a ser catalisador do entrosamento de casais que antes precisariam passar por diversas situações – antes do sexo – para se provar compatíveis. O ótimo Amizade colorida (Friends with benefits, EUA 2011) é uma ilustração veemente desse novo status quo das comédias românticas. Contribui para isso, o fato do diretor de Amizade colorida ser Will Gluck. Diretor de uma das sensações do último ano, a comédia teen A mentira, Gluck olha para o gênero com carinho, mas com a devida pegada cínica. É mais ou menos assim que Amizade colorida se apresenta; como uma paródia do gênero, mas sem querer se distanciar muito dele. Gluck conta com dois ótimos protagonistas para obter sucesso em sua empreitada.

Justin e Mila: naturalidade, química e timing cômico fazem
toda a diferença...

Justin Timberlake vive Dylan, um blogueiro de Los Angeles com talento nato para arte gráfica. Ele é o alvo de Jamie (Mila Kunis), uma caçadora de talentos que quer colocá-lo como editor de arte da revista masculina GQ, sediada em Nova Iorque. Amizade colorida começa aproveitando, antes das diferenças entre os protagonistas – até porque eles são bem parecidos – as diferenças culturais entre duas das cidades mais famosas do país. É uma abordagem bastante simpática tanto para quem é americano como para um espectador internacional. Dylan e Jamie, ambos de ressaca amorosa, logo chegam a um acordo já não tão original no meio de 2011: sexo sem sentimentos. Tudo parece bem, até que deixa de parecer. Não é preciso dizer que as emoções irão se apresentar de qualquer jeito. Mas Amizade colorida tem trunfos que outros filmes “moderninhos” não tem. O primeiro é a química explosiva entre Justin e Mila. Eles dão tão certo juntos e tudo parece tão natural que fica difícil acreditar que não são um casal. E há um sem número de cenas embaraçosas pelas quais precisam passar – inclusive de nudez. O segundo trunfo é saber rir de si mesmo, abusando de metalinguagens, referências pop e todas essas ferramentas narrativas que o gênero já se apropriou, mas que nenhum filme havia utilizado de maneira tão satisfatória. Uma prova disso é o personagem de Woody Harrelson. Ele faz o editor de esportes da revista em que Dylan passa a trabalhar. Harrelson faz um gay machão que contraria todos os estereótipos disponíveis na comédia romântica, nem por isso deixa de exercer narrativamente a mesma função dos “gays convencionais”. Amizade colorida não reinventa a roda. Outros filmes, como Terapia de amor e Separados pelo casamento, foram até mais corajosos em explorar os limites do gênero, mas a fita de Gluck não se incumbe da missão de desbravar. O diretor chamou duas atrizes que dirigiu em A mentira (Emma Stone e Patrícia Clarkson – essa última no terceiro papel seguido de mãe piriguete) para participações especiais que deixam o filme ainda mais divertido.
No final das contas, Amizade colorida – com sua pegada despretensiosa – se garante como uma das melhores atrações da comédia em 2011. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Crítica - Professora sem classe

Trabalho coletivo!
O sonho de qualquer comédia,vá lá de qualquer filme, é que seu elenco surja afiado no corte final. Ainda que pesem contra Professora sem classe (Bad teacher, EUA 2011) os diagnósticos de que é uma “diversão escapista”, “um veículo para Cameron Díaz” ou mesmo “uma comédia com tintas carregadas”, não se pode negar que a fita traz um conjunto de atores inspirados. A começar por sua protagonista. Cameron está bem a vontade como Elizabeth, uma mulher vulgar e desbocada que só pensa em arranjar um bom partido para lhe prover conforto e mordomia. Após o cancelamento do casamento com um almofadinha, Elizabeth tem que voltar a lecionar na escola secundária a qual havia se desligado dias antes por causa do casório. A professora, que exibe filmes ambientados em escolas ao invés de dar aulas (uma ótima piada interna), se interessa no novo professor substituto vivido por Justin Timberlake. Isso porque Scott é rico. Mas é também um sujeito quadradão e cheio de esquisitices. Justin, aliás, está ótimo na caracterização. Causa estranheza ver o dono de “sexy back” fazendo um tipo tão desprovido de qualquer sensualidade –ainda que bonitão.
Lucy Punch está fantástica como uma espécie de professora modelo que rivaliza com Elizabeth. Os melhores momentos da fita seriam dela, se não fosse por Jason Segel; que como Russell – o professor de educação física gamadão em Elizabeth - profere piadas certeiras toda vez que surge em cena. Phillis Smith (de The Office) e John Michael Higgins (que já coadjuvou em filmes como Separados pelo casamento e A volta do todo poderoso) completam o bom time de atores.
Com coadjuvantes cheios de energia e uma storyline que não se preocupa em ser subserviente aos clichês do gênero – tão pouco os menospreza – Professora sem classe se apresenta como uma comédia politicamente incorreta, mas de bom coração. Uma boa pedida nos cinemas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Filme em destaque: Professora sem classe

Time reunido: o elenco de Professora sem classe posa para o leitor de Claquete


Em um mundo em que comédias rated R, o que equivale a proibição para menores de 18 anos desacompanhados de responsáveis, batem recordes e recordes nas bilheterias do mundo todo, Professora sem classe foi concebido para brilhar. Não foi bem o que aconteceu com a fita que estreou no dia 24 de junho nos EUA dividindo as atenções com o lançamento da Pixar do ano (Carros 2). Se beber não case-parte II ainda fazia bonito nas bilheterias quando Cameron Diaz surgiu desbocada e com pouca roupa em um filme que pretende ser mais comédia do que romance, apesar de reuni-la ao ex-namorado Justin Timberlake. Com arrecadação de U$ 31 milhões no fim de semana de estréia, a comédia da Sony fez crer que o horizonte seria límpido. Não foi bem assim, mas o saldo ainda foi positivo. Na semana seguinte enquanto o interesse por Carros 2 despencou 60%, a queda em relação a Professora sem classe foi de 50%. O filme, que já não está mais em cartaz nos EUA, no entanto, não conseguiu chegar aos U$ 100 milhões no mercado doméstico. Quantia considerada essencial para se provar um negócio bem sucedido. Carros 2, mesmo com a queda acentuada, ultrapassou essa fronteira. O mercado internacional, porém, deve garantir o lucro da fita dirigida por Jake Kasdan – filho do cineasta Lawrence Kasdan.


Economia aplicada
Mas a economia continua em pauta para explicar Professora sem Classe. Kasdan, que já havia dirigido fitas como Orange County e A vida é dura: a história de Dewey Cox, é o tipo de diretor certo para o projeto. Com bom trânsito nas comédias, sangue azul na dinastia hollywoodiana e boa relação com os produtores – em parte por ser ele mesmo um produtor. Cameron Diaz, às vésperas de completar 40 anos, precisava desesperadamente de um filme para chamar de seu. Suas últimas aparições foram em filmes como Encontro explosivo (2010), O besouro verde (2011) e A caixa (2009) em que não era exatamente a estrela da fita. Um retorno a uma comédia com o espírito da fita que lhe alavancou o sucesso (Quem vai ficar com Mary?), estatisticamente, seria um bom negócio.
Justin Timberlake estava ansioso por investir em sua carreira cinematográfica – e A rede social ainda não havia estreado – portanto, estrelar um filme de verão com a ex-namorada descolada poderia render o buzz necessário para a consolidação de sua carreira no cinema.


Afinando a parceria
Elizabeth, personagem de Diaz, é uma professora desbocada que não se preocupa em ser um bom exemplo para os alunos e a sociedade. Na busca por um marido rico, que possa lhe prover conforto e mordomias, resolve arrastar as asinhas para o professor substituto Scott, vivido por Justin, um cara milionário que trabalha por esporte.
“Não houve nenhum tipo de constrangimento em beijar Cam”, disse Justin a Entertainmet Weekly à época do lançamento do filme nos EUA. “Ela é adorável e, ademais, somos bons amigos”. A atriz, na mesma entrevista, também rejeitou as insinuações de que o clima poderia ter ficado azedo. “Se fosse o caso, nem teria aceitado fazer o filme com ele”, conclamou à lógica a loira que afirmou apreciar sua personagem. “Ela é autêntica. Muito verdadeira com seus desejos. Admiro isso nela”.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Momento Claquete # 9

 A host Anne Hathaway minutos antes de um rápido número musical em que brincava com Hugh Jackman: ela não foi uma boa anfitriã, mas saiu-se melhor do que seu colega James Franco


 Now leave me the fucking alone: Christian Bale no backstage do Oscar momentos após a vitória por O vencedor


Bringing sexy back: Justin Timberlake na concentração para apresentar o prêmio de melhor animação 


Beijo proibido: Josh Brolin e Javier Bardem trocam um selinho no palco do Kodak Theatre. A TV americana não mostrou


 Momento da consagração: Colin Firth se levanta para receber o Oscar de melhor ator por O discurso do rei


 James Franco e o produtor da cerimônia Bruce Cohen fazem um xis: olha, eu vou ter que chamar o Billy Crystal...


 Jeff Bridges, que já estava cansado de entregar prêmios a Natalie Portman, entrega o derradeiro e mais importante: o Oscar


 MiMiMiMi: Tom Hooper se delicia de ansiedade enquanto vê seu nome ser gravado na estatueta do Oscar


Colin Firth bate um fio no Governor´s ball (pós-festa oficial organizado pela academia): Sim mãe, eu ganhei... não, o George Clooney não está aqui esse ano!