Nesta edição de Em off, o que Viggo Mortensen tirou da experiência de viver Freud no cinema; George Clooney e suas preferências cinematográficas em 2011; como Woody Harrelson quer voltar ao Oscar; o possível retorno do eterno galã Warren Beatty aos cinemas; as alegrias e tristezas de ser Sarah Jessica Parker e os resultados das últimas enquetes promovidas pelo blog.
O melhor Almodóvar recente...
Foi uma eleição tranquila. Apesar de Volver não ter suscitado paixões à época de seu lançamento, o filme de 2006 venceu a enquete promovida por Claquete para saber qual era o melhor filme recente de Almodóvar na opinião do (e)leitor do blog. A fita foi seguida de perto por Má educação e o novo A pele que habito.
O Polanski favorito
Quem ainda não leu a resenha que o blog fez da mais completa, embasada e corajosa biografia sobre Roman Polanski pode lê-la clicando aqui. Quem leu e votou em seu filme favorito do franco polonês pode comemorar. O cult O bebê de Rosemary venceu com sobras. A fita de terror psicológico estralada por Mia Farrow ainda impressiona os espectadores e, em breve, será tema da seção Claquete repercute. O pianista, Busca frenética e Lua de Fel brigaram arduamente pela segunda posição que acabou ficando com o filme que valeu o Oscar a Roman Polanski.
Os filmes favoritos de George Clooney no ano
Ainda estamos em novembro e Hollywood já se prepara para conceder o segundo prêmio especial a George Clooney pelo fantástico ano de 2011. E a Oscar season ainda nem começou efetivamente... Depois do prêmio no Hollywood Gala Awards, o ator será honrado no Palm Springs Festival.
Clooney, em uma rodada de entrevistas promovida pelo jornal Los Angeles Times, foi questionado sobre seus filmes favoritos da temporada. O ator apontou o francês The artist, que distribuído pela Weinstein Company já suscita algum buzz para o Oscar, e O homem que mudou o jogo, filme estrelado por Brad Pitt e originalmente chamado Moneyball.
Para Clooney, o filme francês mudo e em preto e branco, e a fita de baseball que não é sobre o esporte são as duas produções mais humanas e que melhor exprimem o sentido da sétima arte em 2011. Os brasileiros poderão concordar (ou não) com Clooney a partir de janeiro – quando as respectivas fitas devem ser lançadas no país.
E por falar em George Clooney...
Não é de hoje que o ator é o favorito de muita gente, mas essa condição tem suscitado situações, no mínimo, inusitadas. Quem não se lembra da demorada escolha para o papel de Frank Sinatra na biografia que Martin Scorsese fará do mito americano? DiCaprio, conforme esperado, acabou vencendo a disputa que reunia gente como Chris Pine. O interessante é que era George Clooney o favorito de Nancy Sinatra para viver o pai na biopic. A queda de braço entre a principal herdeira do clã e a Paramount, que considerava Clooney velho demais para o papel, acabou com o protegido de Scorsese escolhido para viver o ícone americano. Porém, a biografia segue estagnada. Oficialmente, o roteiro está sendo reescrito, mas a verdade é que o desacordo sobre o protagonista pode ter levado à falência do projeto. Não surpreenderia se daqui a cinco ou seis anos o projeto voltasse a circular por Hollywood sem Scorsese ligado a ele. O diretor, que atualmente lança Hugo nos cinemas, já está desenvolvendo outros três projetos – dois junto a DiCaprio – e nenhum deles é a bio de Sinatra.
Na última semana, circulou pela internet que George Clooney estaria interessado em interpretar Steve Jobs na adaptação cinematográfica que a Sony irá fazer da biografia recém-lançada. Na verdade, Clooney foi uma sugestão do autor Walter Isaacson ao estúdio. Não há nada definido a respeito deste filme ainda. O que há de mais encaminhado, conforme Claquete já havia antecipado, é a possível contratação de Aaron Sorkin (A rede social) para roteirizar o longa.
O retorno de Warren Beatty
Vira e mexe surgem boatos sobre o retorno de Warren Beatty, um dos grandes de Hollywood, ao cinema. Afastado das telas desde a piada de um tom só Ricos, bonitos e infiéis (1999), o marido de Annette Bening, vencedor do Oscar de melhor diretor por Reds, ensaia um retorno em grande estilo. Beatty costura nos bastidores a possibilidade de dirigir e estrelar um filme sobre Howard Hughes, aquela figura tão apaixonante quanto odiosa vista em O aviador, épico clean de Martin Scorsese. Segundo apurou o site Deadline, no entanto, não se trataria de uma biografia, mas sim de um recorte sobre a vida amorosa de Hughes.
E Beatty sonha grande. Entre os nomes aventados para estrelar a fita estão o da mulher Annette Bening, do amigo Jack Nicholson e de Andrew Garfield, Shia LaBeouf, Rooney Mara, Amber Heard e Evan Rachel Wood.
Freud explicou
Viggo Mortensen assumiu o papel de Sigmond Freud em Um método perigoso, o aguardado filme de David Cronenberg, após a desistência do austríaco Christoph Waltz- escalado originalmente para o papel. “Antes de me preparar para o personagem, pensava que ele era muito sério, reprimido, magro, acadêmico e sem senso de humor. Aprender que ele não era assim foi o mais divertido, declarou o ator à agência Efe. A experiência mais vívida extraída dos sets de sua terceira colaboração com Cronenberg (as outras duas foram Marcas da violência e Senhores do crime) foi de que é preciso saber viver. “Ele (Freud) era um bon vivant. Não devemos nos levar a sério demais. Essa era uma ideia que eu já tinha, mas foi reforçada com minha experiência nesse filme”, declarou Mortensen.
Um método perigoso tem lançamento previsto para janeiro e é mais um dos filmes cotados para o próximo Oscar.
O que Sarah Jessicar Parker tem e o que ela nunca terá
Sarah Jessica Parker volta as telas de cinema brasileiras neste final de semana como protagonista da comédia Não sei como ela consegue. Essa é a primeira aparição de Sarah em um filme desde a ultrajante sequência de Sex and the city. Na fita, ela vive uma executiva que se divide entre o trabalho e a vida de esposa e mãe. O humor é trabalhado a partir dos conflitos que se erguem dessa bifurcação. Para a fashionista Sarah, trata-se de um papel até certo ponto impensável: mãe e esposa em uma comédia de inegável apelo familiar, ainda que mais orientado para o público feminino. A guinada remete Sarah ao início da carreira em que estrelou filmes como Medidas extremas (1996), Marte ataca (1996), Ed Wood (1994) e Lua de mel a três (1992).
De lá para cá, Sarah se viu na condição de ícone fashion e de expressão de feminilidade contemporânea. Infelizmente, esses predicados a prejudicaram como atriz. Com um timing cômico por vezes ruidoso e essencialmente dependente de uma boa direção, Sarah não parece capaz de contornar as más impressões que levanta quando protagoniza um filme. Com Pierce Brosnan e Greg Kinnear lhe servindo de apoio, sua mais recente investida se materializou em outro fracasso de bilheteria nos EUA.
A tristeza aí contida é que Sarah tem capital suficiente para que roteiros sejam aprovados com o seu nome, mas falta-lhe talento para fazer com que esses roteiros, geralmente banais, se transformem em filmes minimamente agradáveis.
Sarah e Greg Kinnear em cena do filme que estreia nesta sexta (25) no país: deixando o lado fashion um pouco de lado...
O jeito Woody Harrelson de atuar
Se você perguntar quem são as cinco pessoas mais bacanas do show business hollywoodiano, ouvirá respostas e nomes variados. No entanto, há uma probabilidade muito alta de o nome de Woody Harrelson constar da maioria, senão todas as respostas.
Com visual caipirão e estilo relaxado, Harrelson não aparenta ser o grande ator que é. Com mais de 70 produções no currículo, esse americano de 50 anos já possui duas indicações ao Oscar. A primeira foi em 1996 por O povo contra Larry Flint, filmaço de Milos Forman. A segunda veio há dois anos pelo intenso O mensageiro. É com o diretor deste último, Oren Moverman, que Harrelson volta a colaborar em Rampart, um tenso thriller policial em que vive um tira corrupto, racista e extremamente violento.
O trailer de Rampart, o leitor confere abaixo e um perfil detalhado de Woody Harrelson será publicado na próxima semana no blog.