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domingo, 18 de julho de 2010

Insight

Eclipse e um olhar sobre a evolução da saga Crepúsculo


Bryce Dallas Howard como a vilã Victoria: uma das bem vindas novidades de Eclipse



Eclipse bateu, internacionalmente, no fim de semana passado nos U$ 480 milhões. A quantia somada em 10 dias dá uma ideia do fôlego da saga. A obra de Stephenie Meyer é hoje o maior fenômeno cultural mundial em ebulição. Desde 2008 quando o primeiro Crepúsculo foi lançado, esse amor por Crepúsculo e tudo que o gravita só tem aumentado. Novos fãs, filmes e seriados que aproveitam o fenômeno (até mesmo uma paródia no estilo Todo mundo em pânico chamada Vampire sucks estréia ainda este ano) só aumentam o frisson em torno da cria de Meyer.
No primeiro filme, vemos a retraída e tímida Bella se apaixonar pelo vampiro galante Edward. A dinâmica da relação deles, além de alegoria para a castidade, é uma versão menos inspirada de Romeu e Julieta. Jacob aqui é retratado como um garoto local que se vislumbra com a garota da cidade, mas não há química. Tão pouco a realização se preocupa em sugeri-la. Crepúsculo foi marcado por risíveis cenas de ação. O roteiro previa cenas que precisavam de efeitos especiais e esse foi o maior problema do filme. Os efeitos eram toscos (a palavra de baixo calão reflete a qualidade dos efeitos do filme). Crepúsculo sofria, ainda, de um grave problema narrativo (talvez em virtude de uma imposição do estúdio). Embora com alma de romance adolescente pretendia se vestir como um filme de ação. Embarcando na mitologia fantástica aproveitada pela autora, a fita apresenta grande irregularidade sempre que tenta se comunicar com um público que não faça parte do seu target. Ou seja, apesar dos pesares, Crepúsculo é muito bem sucedido quando se dirige às adolescentes. Mas é profundamente infeliz ao tentar cativar os rapazes (o que ajudou a deflagrar a resistência masculina ao produto).



O elenco do primeiro filme em foto promocional: Crepusculomania


Essa foi a principal razão por trás da demissão de Catherine Hardwicke (diretora do primeiro filme) e da contratação de Chris Weitz para a direção de Lua Nova. Weitz já havia dirigido tramas sobre adolescentes (os dois primeiros American pie) e adaptado livros sobre o universo fantástico com orçamento limitado, A bússola de ouro (para o estúdio New Line). Lua nova contou com um orçamento mais inflado (U$ 50 milhões contra os U$ 25 milhões do primeiro filme) e com um diretor ciente do que tinha que melhorar no segundo filme.
Lua nova estreou em novembro passado batendo recordes e mostrando que Crepúsculo era sim uma mina de ouro a ser explorada nos cinemas. A fita de Weitz é bem melhor do que a de Hardwicke em todos os aspectos passíveis de melhora. Mas não conseguia esconder que ainda havia limitações de material (Crepúsculo, afinal, não é nenhum primor literário) e de mão de obra (se os efeitos haviam melhorado não se podia dizer o mesmo de grande parte do elenco).
O vértice amoroso foi mais bem desenvolvido em Lua nova. Weitz soube conferir vivacidade ao drama dos personagens e Jacob (em parte pela inspirada atuação de Taylor Lautner) despontou como o grande personagem do longa. Lua nova, no entanto, falha na tentativa de ser bem sucedido onde Crepúsculo falhara. Lua nova é um ótimo filme para os fãs da obra original, mas aborrece o expectador casual com uma história sem desfecho cabível e com uma irregularidade narrativa abismal nos primeiros 20 minutos.

Chris Weitz, diretor do segundo filme, orienta Kristen Stewart nos sets de Lua nova
David Slade foi convocado para dirigir Eclipse. O diretor do obscuro 30 dias de noite (um ótimo filme de vampiros) conferiu humor a saga e um ritmo mais satisfatório também. Houve rumores de que Catherine Hardwicke foi chamada para regravar algumas cenas do filme. Vendo Eclipse é possível depreender uma certa verdade nesses boatos. Já que duas cenas mais açucaradas destoam do ritmo geral. De qualquer forma, Eclipse é o filme mais equilibrado da série até aqui. É no terceiro filme que o elenco apresenta seu melhor trabalho, que os diálogos não ruborizam um espectador alheio a Crepusculomania e que se consegue fazer do filme um produto palatável fora de seu gueto.
O quarto e último livro da série, Amanhecer, será dividido em dois filmes. Ambos serão dirigidos por Bill Condon e lançados em novembro de 2011 e em 2012 respectivamente.
Slade, mesmo que tenha tido seu trabalho remexido, foi quem melhor traduziu a obra de Meyer para o cinema. E foi um belo tradutor. Periga a tradução ter ficado melhor que a obra original.

domingo, 22 de novembro de 2009

ESPECIAL LUA NOVA - Insight

Por que vampiros são tão apaixonantes? E como eles deixarão de sê-lo?

Não é de hoje que o cinema e platéias do mundo inteiro se rendem aos encantos e a fascinação exercida pelos vampiros. Vira e mexe, eles voltam com força total. Atualmente ocupam o topo da cadeia alimentar dos seres mitológicos na cultura pop. Em muito devido ao Edward Cullen da saga Crepúsculo. No entanto, os vampiros, antes da metáfora atual do amor imaterializado e da angústia eterna, já serviram a outras metáforas menos românticas. Voltaire usava a lenda (dos vampiros) para aprimorar seu discurso filosófico e Karl Marx, talvez na mais contorcionista visão que se pôde aferir dos vampiros, relaciona –os ao capitalismo. “O capital é o trabalho morto que, como um vampiro, vive somente de sugar o trabalho vivo e, quanto mais vive, mais trabalho suga.”
Marx e Voltaire são expoentes de uma cultura que se serve de elementos mitológicos e fictícios para explicar, ou tentar explicar, a realidade. E é justamente sobre isso, tentar emular a realidade a partir de seres e universos fantásticos, que versa a ficção científica, lar atual da produção vampiríca. Existem, obviamente, elementos de terror, mas os vampiros representados hoje são muito diferentes daqueles representados nos primórdios. Comparando Edward Cullen e Drácula de Bran Stoker, excetuando-se a tragédia romântica que marca suas trajetórias, não há sombra de similaridade entre eles. Cullen é menos bestial e mais afeito a trivialidades humanas, enquanto que Dracula é imperioso e impiedoso. Mas o que de fato essa diferença sinaliza?
Hoje os vampiros continuam a servir a metáforas como antigamente. Basta olhar para a bem engendrada trama de cunho social da série True Blood, mas essas metáforas perderam força. Diluíram-se em um caldeirão pop de referências e fórmulas. A própria saga Crepúsculo é uma colagem de referências agregada a um discurso casto da América cristã. Não é novo, não é diferente, e motivará mais uma profusão de cópias. O que deve colaborar para a banalização da representação dos vampiros. Reparem que nos cinemas e nos livros, há alguns anos, vampiros só podiam caminhar á noite, hoje, devido a necessidades narrativas, eles já caminham de dia. A “humanização” dos vampiros incide no risco supremo de desglamourizar essas criaturas e tirar-lhes o charme imortal. Afinal de contas, quanto mais se aproximarem de nós, menos interessantes serão. O erotismo, a angústia, o sangue, a depravação, a incorreção, a dor e a repulsa pela humanidade foram os elementos que tornaram os vampiros interessantes para nós. O processo de “humanização” que impomos a eles agora, diz mais sobre nós do que qualquer metáfora que possa ser filtrada de qualquer filme sobre vampiros.

Veja também:

A nova onda dos vampiros
Top 10: Vampiros inesquecíveis

domingo, 9 de agosto de 2009

A nova onda dos vampiros

Quem não conhece um vampiro? Lestat, Drácula, Edward Cullen, Bill Campton, Angel, Blade ... Muitos são os vampiros que ao longo dos anos ajudaram a popularizar o mito no cinema. Como as calças xadrez e as blusas de golas altas, os vampiros e todo o seu universo são suscetíveis aos caprichos da moda. E se por diferentes momentos da humanidade os vampiros capitanearam a ficção nas páginas dos livros e nas telas dos cinemas. Porém, nenhum desses momentos se assemelha em barulho e frenesi como o que se vive atualmente.
Goethe, Anne Rice e Bram Stoker são alguns dos gênios que abordaram e ajudaram a constituir o imaginário vampírico. Suas obras influenciaram e continuam a influenciar novos autores que com estilos próprios contribuem para a renovação desse já rico e pluralizado universo.
É o caso da escritora americana Stephanie Meyer que conjugou elementos sobejamente explorados no universo dos vampiros com elementos genuinamente novos. Surgia então a série Crepúsculo (Twilight no original), um marco da ficção americana contemporânea.
Em Crepúsculo acompanhamos a saga amorosa da humana Bella e do vampiro Edward. São quatro livros que estão sendo adaptados com extremo sucesso para o cinema, possibilitando que mais pessoas tenham acesso a obra de Meyer.
Contudo, se Crepúsculo capitania a nova onda dos vampiros, está muito bem amparado por outro fenômeno midiático, em especial nos EUA. A série original da HBO True Blood também tem o amor entre a humana Sookie e o vampiro Bill como mote, mas seu cerne é menos romântico do que o de Crepúsculo, o que não a faz menos interessante.


Vampiro: Representação aterradora e unidimensional

Romeu e Julieta da nova geração
Toda geração tem um casal simbolo. A obra de Shakespeare, e sua tragédia de amor atemporal, é projetada de tempos em tempos para diferentes gerações. Se nos anos 90 Jack( Leonardo Di Caprio) e Rose ( Kate Winslet) mantiveram essa chama acesa em Titanic (Maior sucesso da história do cinema). Nos anos 2000, cabe ao vampiro Edward e a doce Bella ostentar esse simbolo em Crepúsculo, nos livros e agora, em muito maior escala,nos cinemas.
“Fui ao cinema ver o filme e já no outro dia comprei o livro Twilight. E me apaixonei. Então não parei mais. Essa é uma história que mexe com você”, declara Thuany Gonçales, moderadora da principal comunidade de crepúsculo no Orkut com mais de 400. 000 membros. “ a história de um romance, um amor 'quase' impossível e situações envolvendo família e amigos chama a atenção e abre asas a imaginação” pondera Anny Ribeiro, outra fã ardorosa de Crepúsculo, mas que teve seu primeiro contato com a obra de Stephenie Meyer pelos livros. “ Conheci a série através de uma amiga de trabalho que lia na hora de almoço todo dia este livro, então despertei a curiosidade quando vi que muitas pessoas estavam lendo.”
Mas a febre colossal que cerca Crepúsculo é mais recente e data de julho do ano passado, quando 20 minutos do filme foram apresentados na Comic Com(evento anual realizado em San Diego, Califórnia, que promove os principais lançamentos de fantasia e ação da temporada). Ali a obra de Meyer se popularizou em escalas inimagináveis. Um movimento que apenas antecipava o fenômeno midiático que estava para se instalar.
Um bom exemplo do alcance do universo criado pela autora é Robert Pattinson. Que em meses passou de 'aquele cara que fez um Harry Potter' para um dos homens mais sexies do mundo. Semana passada as leitoras da revista Gloss britânica elegeram em enquete o Edward de Crepúsculo o mais sexy do planeta. “Acho que quando falamos em Edward Cullen não tem mais como não imaginar o ator Robert Pattinson” exclama Thuany.




Vampiro: Representação mais sexy e tridimensional

Vampiros?
Crepúsculo serve-se dos vampiros é verdade, mas seu foco é a relação entre aqueles personagens pertencentes a mundos tão diferentes. “ O amor proibido como o de um leão e um cordeiro, como o próprio Edward diz a Bella, além dos medos que cada um deles passam por cima para poder ficarem juntos”, exemplifica Thuany.
Mas se o amor é impossível ou bem próximo disso é porque Edward é um vampiro. Mas não um vampiro qualquer. “Os vampiros de Twilight são diferentes. Eles brilham na luz do sol, eles não dormem em caixões, são 'vegetarianos', tem alguns poderes, como ler mentes e prever o futuro, força... eles são algo que nunca vimos antes. Não é aquele filme, aquela história que só tem sangue e morte. Eles amam. Por isso foi um grande sucesso”, explica Thuany.
A intrínseca, editora de Crepúsculo no Brasil comemora os números vultosos que a obra de Meyer( em destaque na foto ao lado) ostenta também no Brasil. Os quatro livros estão na lista dos mais vendidos há meses e Amanhecer, último livro da série, foi lançado com a tiragem inicial recorde de 400 mil exemplares, mais que o dobro da de Crepúsculo. Mais de 23 coquetéis foram organizados em junho para celebrar o lançamento do livro em todo o país.
Independentemente do legado que Crepúsculo deixe na cultura pop e na década que caminha para o seu fim, a saga já adentrou o rol de favoritos de muitas garotas ao redor do mundo. E em Novembro, Lua nova- segundo filme da saga no cinema- chega para chacoalhar tudo de novo.
Uma série que nasceu para o culto
Além de Crepúsculo, outra criação que traz os vampiros em seu cerne, é True Blood. A série original da HBO, escrita e produzida por Alan Ball( roteirista vencedor do Oscar por Beleza americana) mostra um mundo em que os vampiros convivem com os humanos após os japoneses desenvolverem um sangue sintético que 'liberta' os vampiros de sua sina sugadora. Assim, como em Crepúsculo há um casal formado por uma humana de forte personalidade e um vampiro que luta para manter sua humanidade em evidência. “A principal diferença de True Blood para tudo que já foi produzido sobre vampirismo na TV mundial é a abordagem. É o selo HBO. A série é um drama adulto, antes mesmo de ser ficção científica (ou fantasia, como você preferir). E ao ser adulta ela constrói a sua fama usando e abusando de alguns recursos típicos do gênero - a possibilidade de usar o sexo e a violência como chamariz de audiência. É curioso que devem existir milhares de filmes B de vampiros com romance, nudez e sangue na tela, mas na TV é a primeira vez que isto acontece. A série é original neste sentido”, explica Paulo Serpa Antunes, editor do site sobre seriados Teleséries.
A despeito de adentrar com um misto de originalidade e tradição o universo dos vampiros, seu criador ainda encontra espaço para provocar reflexões, antes tidas como improváveis para um produto de tal natureza. “Alan Ball é mestre em pegar temas aparentemente banais e fazê-los ecoar, reverberarem na tela, mostrar como uma situação individual se reflete em toda uma sociedade. Foi isto que fez Beleza Americana um dos melhores filmes de todos os tempos”, esclarece Paulo.
O que impressiona em True Blood é seu potencial para atingir um público diversificado com uma premissa a primeira vista simplista. “(True Blood) é uma salada de elementos completamente heterogêneos. Tem crime pra quem gosta de procedural dramas e descobrir quem é o assassino (e americanos adoram crimes), tem mitologia pra quem gosta de fantasia, tem mistérios para quem gosta de juntar peças, tem um amor impossível para quem gosta de romance, tem o subtexto racial que faz o telespectador encontrar valor intelectual na série, tem humor negro, tem um lado cultural excêntrico e fascinante na ambientação da história em uma comunidade cajun (coisa rara na TV americana), tem terror para quem gosta de tomar sustos e ver cenas com muito sangue e, claro, tem o vampirismo”. Paulo lembra ainda que apesar do sucesso surpreendente da série em solo americano, a estréia de sua segunda temporada registrou a maior audiência da HBO desde o encerramento de Família Soprano, True Blood é por vocação uma série destinada ao culto por uma platéia mais restrita.” True Blood está surpreendendo em termos de audiência nos EUA. Mas ainda assim eu acredito que ela está destinada a fazer parte daquele grupo de série de culto e não série de consumo de massa”.
Bill e Sookie em cena de True Blood: Amor impossível?


Vampiros para que te quero
True Blood e Crepúsculo podem hoje ser os carros chefes da nova onda do vampiros. Contudo, em parte devido ao sucesso de suas franquias, logo terão que dividir a cena com outros produtos que vêm para beliscar um pouco desse momento tão propenso ao vampirismo.
A CW, emissora de TV americana, aposta alto em Vampire Diaries, espécie de Crepúsculo reloaded que deve estrear por lá em Setembro. Por aqui o Warner channel já confirmou a estréia para Novembro. Enquanto isso, nos cinemas uma invasão de filmes com ou sobre vampiros. Além de Lua Nova, Daybreakers(o trailer está disponível aqui em Claquete desde o dia 18 de julho), filme em que os vampiros são a raça dominante do planeta, também promete alvoroço.
A nova onda dos vampiros está a todo vapor. Haja sangue.


A nova série Vampire Diaries: A onda dos vampiros continua

Fotos: Divulgação

Top 10

Vampiros inesquecíveis
10 - David ( Kiefer Sutherland) de Garotos perdidos

Nesse pequeno talismã dirigido por Joel Shumacher sobre a inconseqüência da juventude. A figura conturbada e ainda assim sedutora de David ditava o tom de toda uma geração que se identificava com o lifestyle daquele vampiro arruaceiro.

9- Santanico Pandemoniun (Salma Hayek) em Um drink no inferno

Como a sedutora e perversa rainha vampira de Titty Twister, Hayek chamou mais a atenção pela fabulosa cena em que dança sensualmente, fazendo Quentin Tarantino e George Clooney babarem. Só para no final mostrar suas presas. Um filme cheio de humor de Robert Rodriguez, que tem na figura de Hayek seu elemento mais corrosivo.

8 - Lestat ( Tom Cruise) de Entrevista com o vampiro

O sexy vampiro criado nas páginas dos livros de Anne Rice não poderia achar um intérprete mais apropriado do que Tom Cruise. O astro encarna toda a vaidade, Sex appeal e erotismo inerentes a figura criada por Rice na literatura e ao lado do não, menos sexy, Brad Pitt põe fogo na tela.

7- Louis de Pointe du Lac ( Brad Pitt) de Entrevista com o vampiro

O galã conseguiu ser o centro das atenções, mesmo dividindo a cena com Tom Cruise. O fato não se deve só aos seu protagonismo na fita de Neil Jordan. Seus Louis é repleto de angústia e ressentimentos. Algo muito bem capturado pela performance de Pitt. É o ator, com seu vampiro sensível, quem tonifica a forma de se viver um vampiro com alma.

6- Angel (David Boreanaz) de Angel e Buffy – a caça vampiros

E por falar em vampiro com alma, não podemos deixar Angel de fora desse lista. O vampirão vivido por David Boreanaz no seriado Buffy fez tanto sucesso que ganhou uma série só para si. Teve a pachorra de superar em números de audiência o programa original. Reservando para Angel, obviamente um lugar especial na galeria de vampiros da cultura pop americana. Angel além de caçar demônios, buscava o amor.

5- Marlow (Danny Huston) em 30 dias de noite

Aqui não há espaço para meio termo. O vampiro vivido por Danny Huston em 30 dias de noite é sanguinário até a última. Tem prazer em promover o terror. E nenhuma pressa em se deliciar com sua vitima. Ele lidera um grupo de vampiros que ataca uma cidadezinha do Alasca durante um rigoroso inverno sem sol.

4- Selene (Kate Beckinsale) em Anjos da noite:Underworld

Antes do redemoinho provocado pelas angústias da paixão de Bella e Edward em Crepúsculo, Selene já vivia o seu amor impossível ao se apaixonar por um Lycan(Lobisomen), inimigo mortal de sua espécie. Ela luta contra tudo e todos para garantir o futuro de seu amado( e do amor que nutrem um pelo outro).

3 -Bill Campton (Stephen Meyer) de True Blood

Bill é de uma coragem e nobreza que faltam a muitos humanos. Isso não impede que vez ou outra ele ceda a seus instintos bestiais. Contudo, pelo amor a Sookie( humana pela qual ele se apaixona) ele está disposto a relegar o que tem de pior e cometer todo e qualquer sacrifício para proteger seu amor.

2 - Edward Cullen (Robert Pattinson) de Crepúsculo

O vampiro vivido por Pattinson ocupa tão destacada posição por conjugar valores mais comuns a um príncipe do que a um vampiro. Edward é portanto, um personagem que ajuda a redimensionar o que as mulheres procuram em um homem. Pela contribuição contumaz, ele é com toda a justiça, inesquecível.

1- Dracula (Gary Oldman) em Drácula de Bram Stoker

Não poderia ser diferente. Se os vampiros foram tão abordados, sofreram tantas evoluções e adaptações, deve-se a este inestimável personagem que deflagrou o interesse pelos sugadores de sangue. E é no clássico moderno de Francis Ford Coppolla que Dracula tem seu melhor momento no cinema. Vivido com autenticidade por Gary Oldman.
Aqui Dracula é perverso, fetichista, inteligente, sensual, implacável e hediondo. Oldman portanto, sela definitivamente a bem sucedida relação entre vampiros e a tela grande.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Movie Pass

O Movie Pass de hoje destaca um filme que nasceu para ser cult. Entrevista com o vampiro do irlandês Neil Jordan é objeto de culto por variadas razões. Desde sua fonte literária até o hype de ser o único filme até hoje a reunir Tom Cruise e Brad Pitt em um mesmo filme. Vale o acréscimo de que na ocasião dessa colaboração entre os astros, ambos estavam na crista da onda.
Entrevista com o vampiro é um dos precursores, tanto livro quanto filme, em explorar a sexualidade e a sensualidade que tramita vivamente no universo dos vampiros. A escalação de um elenco masculino jovem, belo e que já gozava de prestígio junto ao público feminino - participam do filme ainda Antônio Banderas e Christian Slater - corrobora essa teoria.
Atualmente com os vampiros em alta, é mais do que natural revisitar Entrevista com o vampiro. Filme que pode e dá muita perspectiva em relação ao tratamento que as criaturas da noite estão recebendo agora.

A seguir o trailer do filme e a minha critica:


Vampirismo fashion!
É de se compreender tamanho alvoroço em torno de Entrevista com o vampiro (Interview with the vampire EUA 1994). O filme sensação da temporada reúne os astros e sex symbols Brad Pitt e Tom Cruise pela primeira vez, é também a primeira vez que a obra de Anne Rice ganha respaldo artístico e investimento condizente em Hollywood. O diretor Neil Jordan do cult Traídos pelo desejo amplia os preceitos da obra de Rice e aproveita-se do frisson causado por seus astros.
Em Entrevista com o vampiro, assistimos o vampiro Luis de Poant (Brad Pitt) concedendo uma entrevista em que relata toda a sua vida. O repórter vivido por Christian Slater personifica a platéia e divide-se entre a euforia e o temor pelo que ali será descoberto.
A fita preserva o tom lúgubre da obra de Rice, mas Neil Jordan potencializa sabiamente a angústia da existência de Luis, é a primeira vez que isso acontece tão amplamente em um filme sobre vampiros, inserindo um novo status quo a retratação dos dentuços pelo cinema. Luis soa diferente dos outros vampiros da fita, o que reforça a idéia de que também os vampiros são movidos por sentimentos. Um poderoso acréscimo a um universo que carecia de renovação.
Tom Cruise e Brad Pitt vivem seus vampiros com a aura que rodeia suas personas. É no mínimo interessante ver Cruise assumir sua vaidade como o milenar Lestat. Pitt reveste seu Luis de uma sensualidade pulsante. Contudo, o filme não é só acertos. Falta-lhe um conflito mais bem elaborado. O arrependimento e a dor de Luiz não sustentam toda a projeção, e portanto, Entrevista com o vampiro cede ao puro fetichismo. Afinal de contas nada é mais fashion do que Brad Pitt e Tom Cruise vampiros no mesmo filme.

domingo, 19 de julho de 2009

On TV!

O slogan "não é tv, é HBO" não surgiu do nada. Foi devido a qualidade das produções originais do canal. Voltadas para o público adulto com temática adulta e sofisticada. Duas da séries que mapearam o jeito contemporâneo de se fazer tv são crias do canal. Família Soprano e Sex And the city se colocam na vanguarda de uma produção mais intelectualizada e antenada com a vontade da audiência.
O roteirista e produtor Allan Ball é figura preponderante nesse cenário. São dele a premiada A sete palmos e True blood, cuja segunda temporada estréia essa noite no canal. Ball, homossexual assumido, tem duas obsessões em sua obra, a morte e o preconceito. Ambos já podiam ser vislumbrados em seu primeiro roteiro de cinema, o vencedor do oscar, Beleza americana. Ganharam viço em A sete palmos, série que acompanhava o cotidiano de uma família dona de uma funerária, e alcançam um novo patamar em True Blood.
Aqui, a partir de um universo fantástico e com capacidade de atrair um público maior e mais diversificado, Ball adentra uma mitologia já bastante deflagrada. Mas o faz com uma narrativa e um estilo tão cativantes que é impossível resistir. True Blood não é uma série sobre vampiros propriamente dita. Apesar de os dentuços serem figuras centrais na história, seu cerne é a evolução e como ela é percebida e digerida por uma sociedade belicosa e tão disfuncional como a nossa.
É óbvio que elementos dramáticos são potencializados para o bem da cronologia e da penetração midiática que a série pretende, contudo, a pauta em True Blood é como reagiríamos se o mundo como nós o conhecemos se metamorfosease da noite para o dia. Como fazer uma civilização que já capenga com a ordem social vigente se adaptar? Como lidar com o desconhecido? Como aceitar que não somos mais o topo da cadeia alimentar?
True Blood consegue - ao manejar vampiros e outros seres fantásticos- articular suas idéias bastante filosóficas em uma embalagem pop. É verdade que nem sempre a série acerta o tom, mas quando o faz, é insuperável.
Para quem não acompanhou a primeira temporada, True Blood versa sobre uma realidade em que vampiros e homens convivem mutuamente, depois que os japoneses desenvolveram uma bebida sintética que "libertou" os vampiros de sua necessidade de sangue humano, o tru blood do título, assim mesmo, sem o e. Como em tudo que cerca a humanidade, há aqueles que são pró vampiros e aqueles que são contra. E há vampiros dispostos a conviver pacificamente com humanos e há aqueles que não fazem questão.
No meio disso tudo está Sookie ( Anna Paquin) humana que tem a habilidade - para ela uma maldição - de ler mentes. Só a mente de Bill, o primeiro vampiro a aparecer na cidade, é que ela não consegue acessar. O que imediatamente a aproxima dele. Mas True Blood tem muito mais. E é extremamente injusto com a multifacetada premissa da série reduzi-la a meia dúzia de linhas. Vale a pena como diz a experta vinheta da HBO deixar-se morder por essa série.

Outras dicas:
segunda - feira
22:00 hs ▸▸ Vênus
Filme de ator. Peter o´Toole brilha na pele de um octogenário que se descobre apaixonado por uma mulher mais jovem. O filme evita o ridículo e faz um importante retrato da luta diária que é na terceira idade se manter ativo e disposto.

Quinta - feira
22:00hs ▸▸ Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet
Musical de terror de tim Burton. Confuso com a definição? Pois é, o cineasta Tim Burton, conhecido por sua habilidade incomum de criar visuais impressionantes, faz aqui um filme sobre vingança com muitas músicas e sangue. Indicado para quem gosta do diretor, ou de Johnny Depp, que aqui canta muito bem.

Sexta - feira
16:00hs ▸▸ A face oculta da lei
Filme de ação que se leva a sério demais. Mas não deixa de ser interessante. Kurt Russel faz veterano policial que nunca se preocupou com a corrupção que corria solta no departamento, mas a convivência com o novo parceiro (Scoot Speedman) o faz mudar de perspectiva.

sábado, 18 de julho de 2009

Para quem tem "sede" de vampiros...

Daybreakers, ainda sem data de lançamento e nome nacionais, explora um futuro alternativo em que os seres humanos, em menor número são, não só presas ocasionais, mas caçados avidamente por vampiros para compor um banco de sangue e por consequêcia a perpetuação da espécie. Como não poderia deixar de ser, há um foco de resistência humana que visa frustrar as pretensões vampirícas e devolver o planeta a "quem" lhe é de direito. O trailer é bastante promissor e o filme traz bons nomes como Ethan Hawke, Sam Neil e Woody Harrelson. Além dos dentuços, claro, que são a grande febre do momento.

Abaixo, o Trailer do filme: