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sexta-feira, 21 de maio de 2010

ESPECIAL TETRO - Coppola em 5 takes

Todo mundo fala das grandes obras de Coppola, como a trilogia O Poderoso chefão e Apocalipse now. São, de fato, filmes que merecem destaque e exaltação. Mas o culto a essas obras acaba negligenciando outras grandes contribuições do diretor para a história do cinema. Claquete sublinha 5 filmaços de Coppola que passam ao largo de suas obras mais famosas.

A conversação (The coversation, EUA 1974)



Este talvez seja o filme mais elogiado do diretor depois dos primos famosos. A coversação é dos thrilles mais tensos e bem amarrados já produzidos na história do cinema. Gene Hackman estava no auge (a década de 70 foi prolifera para o ator) e o tema, a espionagem, era quente (a guerra fria se avizinhava). Filme vencedor da Palma de ouro, ganhador de Oscar, entre outros prêmios. Misteriosamente, permanece pouco conhecido.


Vidas sem rumo (The outsiders, EUA 1983)


No mínimo, esse é o filme que teve o mérito de lançar, de uma tacada só, alguns prodígios do cinema. Coppola reuniu jovens promessas como Tom Cruise, Matt Dillon, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, Ralph Macchio e Diane Lane e colocou-os para atuar em um filme inspirado nos clássicos hollywoodianos. Vidas sem rumo discutia o lugar dos jovens cheios de idéias, com pouco dinheiro e muito tempo ocioso. Um filme que acabou oprimido por uma cinematografia mais vistosa do cineasta, mas que merece atenção.


Peggy Sue, seu passado a espera (Peggy Sue got married, EUA 1986)



Esse é um Coppola leve, mas nem por isso dispensável. Peggy Sue, seu passado a espera é um misto de drama, romance e comédia embalados em um mote de ficção científica. Peggy (Kathleen Turner), que está a beira do divórcio, desmaia e faz uma viagem no tempo. Ela passa a ter a oportunidade de mudar a história da sua vida. O sobrinho Nicolas Cage e a filha Sofia fazem parte do elenco. Coppola, além de grande cineasta, se mostra adepto do nepotismo.


Tucker, um homem e seu sonho (Tucker, the man and his dream, EUA 1988)


Uma engenhosa parábola do sonho americano. Um filme sobre a indústria automotiva, um dos principais símbolos do capitalismo americano, e sobre um homem que sonhou dominá-la. Tucker não chega a ser um filme memorável, mas tem muitas virtudes. O inspirado roteiro e Jeff Bridges, em um de seus melhores momentos, são duas delas.



Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker´s Dracula, EUA 1992)



Esse talvez seja o mais conhecido dos cinco. Em tempos que os vampiros são politicamente corretos, vale a pena revisitar o mundo erótico, violento e fetichista de Stoker, traduzido com perfeição por Coppola. O drácula de Stoker, pelas mãos de Coppola, continua (ainda mais em tempos de Edward Cullen) sendo a melhor referência de vampiros no cinema.
Claquete informa: O lançamento de Tetro nos cinemas, que estava previsto para ocorrer hoje, foi adiado indefinidamente pela distribuidora.É possível deduzir que o mais recente filme de Francis Ford Coppola não seja lançado no cinema. O lançamento deve ocorrer diretamente em DVD em meados de setembro. Qualquer novidade, Claquete traz para você.

domingo, 9 de agosto de 2009

Top 10

Vampiros inesquecíveis
10 - David ( Kiefer Sutherland) de Garotos perdidos

Nesse pequeno talismã dirigido por Joel Shumacher sobre a inconseqüência da juventude. A figura conturbada e ainda assim sedutora de David ditava o tom de toda uma geração que se identificava com o lifestyle daquele vampiro arruaceiro.

9- Santanico Pandemoniun (Salma Hayek) em Um drink no inferno

Como a sedutora e perversa rainha vampira de Titty Twister, Hayek chamou mais a atenção pela fabulosa cena em que dança sensualmente, fazendo Quentin Tarantino e George Clooney babarem. Só para no final mostrar suas presas. Um filme cheio de humor de Robert Rodriguez, que tem na figura de Hayek seu elemento mais corrosivo.

8 - Lestat ( Tom Cruise) de Entrevista com o vampiro

O sexy vampiro criado nas páginas dos livros de Anne Rice não poderia achar um intérprete mais apropriado do que Tom Cruise. O astro encarna toda a vaidade, Sex appeal e erotismo inerentes a figura criada por Rice na literatura e ao lado do não, menos sexy, Brad Pitt põe fogo na tela.

7- Louis de Pointe du Lac ( Brad Pitt) de Entrevista com o vampiro

O galã conseguiu ser o centro das atenções, mesmo dividindo a cena com Tom Cruise. O fato não se deve só aos seu protagonismo na fita de Neil Jordan. Seus Louis é repleto de angústia e ressentimentos. Algo muito bem capturado pela performance de Pitt. É o ator, com seu vampiro sensível, quem tonifica a forma de se viver um vampiro com alma.

6- Angel (David Boreanaz) de Angel e Buffy – a caça vampiros

E por falar em vampiro com alma, não podemos deixar Angel de fora desse lista. O vampirão vivido por David Boreanaz no seriado Buffy fez tanto sucesso que ganhou uma série só para si. Teve a pachorra de superar em números de audiência o programa original. Reservando para Angel, obviamente um lugar especial na galeria de vampiros da cultura pop americana. Angel além de caçar demônios, buscava o amor.

5- Marlow (Danny Huston) em 30 dias de noite

Aqui não há espaço para meio termo. O vampiro vivido por Danny Huston em 30 dias de noite é sanguinário até a última. Tem prazer em promover o terror. E nenhuma pressa em se deliciar com sua vitima. Ele lidera um grupo de vampiros que ataca uma cidadezinha do Alasca durante um rigoroso inverno sem sol.

4- Selene (Kate Beckinsale) em Anjos da noite:Underworld

Antes do redemoinho provocado pelas angústias da paixão de Bella e Edward em Crepúsculo, Selene já vivia o seu amor impossível ao se apaixonar por um Lycan(Lobisomen), inimigo mortal de sua espécie. Ela luta contra tudo e todos para garantir o futuro de seu amado( e do amor que nutrem um pelo outro).

3 -Bill Campton (Stephen Meyer) de True Blood

Bill é de uma coragem e nobreza que faltam a muitos humanos. Isso não impede que vez ou outra ele ceda a seus instintos bestiais. Contudo, pelo amor a Sookie( humana pela qual ele se apaixona) ele está disposto a relegar o que tem de pior e cometer todo e qualquer sacrifício para proteger seu amor.

2 - Edward Cullen (Robert Pattinson) de Crepúsculo

O vampiro vivido por Pattinson ocupa tão destacada posição por conjugar valores mais comuns a um príncipe do que a um vampiro. Edward é portanto, um personagem que ajuda a redimensionar o que as mulheres procuram em um homem. Pela contribuição contumaz, ele é com toda a justiça, inesquecível.

1- Dracula (Gary Oldman) em Drácula de Bram Stoker

Não poderia ser diferente. Se os vampiros foram tão abordados, sofreram tantas evoluções e adaptações, deve-se a este inestimável personagem que deflagrou o interesse pelos sugadores de sangue. E é no clássico moderno de Francis Ford Coppolla que Dracula tem seu melhor momento no cinema. Vivido com autenticidade por Gary Oldman.
Aqui Dracula é perverso, fetichista, inteligente, sensual, implacável e hediondo. Oldman portanto, sela definitivamente a bem sucedida relação entre vampiros e a tela grande.