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sábado, 13 de agosto de 2011

Momento Claquete # 18

Pais & filhos
Papai Brad e sua prole: na foto, o trio de rebentos adotados em diferentes partes do mundo 


"Um dia você vai me superar": Kirk Douglas brinca com o filho Michael em uma foto rara que o leitor de Claquete tem acesso

Quase sessenta anos depois...: Michael Douglas mima uma de suas filhas com a segunda mulher Catherine Zeta Jones 


Princesa moderna: Suri Cruise é tudo aquilo que Tom Cruise sonhou e ele não se cansa de babar


O chefão e a condessa: Francis Ford Coppola carrega Sofia em seus ombros. Hoje, já não é mais assim...


Pai e filho no negócio do carisma: Will Smith nem precisou se esforçar para viabilizar seu filho, Jaden, como astro teen 


Papai já ganhou Oscar: Bryce Dallas Howard se dá bem como atriz, carreira que o pai Ron tentou antes de se tornar um diretor e produtor de sucesso 


Entre orgulhos e vexames: uma das mais conhecidas dinastias de Hollywood anda encolhida ante os frequentes colapsos do mais midiático de seus integrantes. Mas o pai, Martin Sheen, tem amor de sobra para Charlie e Emilio Estevez 


Paternidade redentora: Quem já viu, diz que Ben Affleck é outro homem após o nascimento de sua filha

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Claquete destaca

+ Não são só os produtores e estúdios americanos que têm fome de dinheiro e lucro nas bilheterias. No Brasil isso também ocorre. É lógico que em dimensão menores, já que o sistema de captação de recursos e produção do audiovisual no país ainda está na idade média. Contudo, com o sucesso de Tropa de elite 2, produzido às margens desse sistema (ou seja, uma produção independente), alguns produtores associados se animaram com a potencial franquia e já planejam um terceiro filme.


+ Empresários ligados a Riachuelo, Ambev e Claro já tentam dissuadir José Padilha da ideia de encerrar os trabalhos de Nascimento (Wagner Moura) no segundo filme. Como o negócio é fazer dinheiro, a ideia é lançar a terceira “aventura” de Nascimento em 3D.


+ Em enquete promovida pelo blog, o empate prevaleceu. 40% dos leitores acham que o novo Tropa de elite é superior ao primeiro, enquanto que 40% acha que o primeiro filme estrelado por Nascimento é o melhor. Os outros 20 % creem que os dois filmes têm o mesmo nível.



+ E James Cameron não quer mais saber de celibato. Responsável pela produção do remake de Viagem fantástica, Cameron deve anunciar nos próximos dias o francês Louis Leterrier como o diretor da empreitada. A pré-produção deve começar nos primeiros meses de 2011.


+ Leterrier tem sido uma escolha frequente para projetos de grandes orçamentos. Depois de O incrível Hulk (2008), uma espécie de remake, ele esteve a frente de outro remake, Fúria de titãs (2010). Em ambos foi mal sucedido nas bilheterias e na repercussão junto a crítica. Resta saber como será agora com um perfeccionista e egocêntrico produtor no seu encalço.

Leterrier orienta Sam Worthington nos sets de Fúria de Titãs: mais um remake na conta...


+ A Warner e Christopher Nolan estão em meio à outra polêmica. Depois do conflito acerca do uso do 3D no terceiro filme do Batman (disputa vencida pelo diretor, já que o novo filme do morcego não terá a tecnologia), estúdio e diretor brigam por causa de um dos maiores sucessos do cinema em 2010. A Warner quer A origem 2 e Nolan não aceita fazer. Boatos dão conta de que caso o estúdio não consiga persuadir Nolan, contrataria outro diretor para assumir o projeto.


+ A pendenga mostra como os estúdios em nome dos dólares minam a criatividade de seus talentos mais preciosos. Nolan e Warner estabeleceram uma boa relação desde Insônia (2002) que em 2010 tem sido arranhada por esses episódios. Esse conjunto de fatores faz temer pela qualidade do novo filme do Batman e pelo futuro dessa relação no cinema.


+ O diretor Francis Ford Coppola já tem seu próximo projeto definido. Trata-se de Twixt now sunrise, filme cujo roteiro é de autoria do próprio Coppola. Val Kilmer e Elle Fanning (que rodou Somewhere com a filha de Coppola, Sofia) estão no elenco. O filme é sobre o encontro de um homem com o diabo.

+ Foram liberadas novas imagens de Entrando numa fria maior ainda com a família, terceira aventura da família Focker no cinema. O filme estréia no natal nos EUA e deve estrear no Brasil no último dia de 2010. De Niro estampa um dos novos cartazes. Confira!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ESPECIAL TETRO - Coppola em 5 takes

Todo mundo fala das grandes obras de Coppola, como a trilogia O Poderoso chefão e Apocalipse now. São, de fato, filmes que merecem destaque e exaltação. Mas o culto a essas obras acaba negligenciando outras grandes contribuições do diretor para a história do cinema. Claquete sublinha 5 filmaços de Coppola que passam ao largo de suas obras mais famosas.

A conversação (The coversation, EUA 1974)



Este talvez seja o filme mais elogiado do diretor depois dos primos famosos. A coversação é dos thrilles mais tensos e bem amarrados já produzidos na história do cinema. Gene Hackman estava no auge (a década de 70 foi prolifera para o ator) e o tema, a espionagem, era quente (a guerra fria se avizinhava). Filme vencedor da Palma de ouro, ganhador de Oscar, entre outros prêmios. Misteriosamente, permanece pouco conhecido.


Vidas sem rumo (The outsiders, EUA 1983)


No mínimo, esse é o filme que teve o mérito de lançar, de uma tacada só, alguns prodígios do cinema. Coppola reuniu jovens promessas como Tom Cruise, Matt Dillon, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, Ralph Macchio e Diane Lane e colocou-os para atuar em um filme inspirado nos clássicos hollywoodianos. Vidas sem rumo discutia o lugar dos jovens cheios de idéias, com pouco dinheiro e muito tempo ocioso. Um filme que acabou oprimido por uma cinematografia mais vistosa do cineasta, mas que merece atenção.


Peggy Sue, seu passado a espera (Peggy Sue got married, EUA 1986)



Esse é um Coppola leve, mas nem por isso dispensável. Peggy Sue, seu passado a espera é um misto de drama, romance e comédia embalados em um mote de ficção científica. Peggy (Kathleen Turner), que está a beira do divórcio, desmaia e faz uma viagem no tempo. Ela passa a ter a oportunidade de mudar a história da sua vida. O sobrinho Nicolas Cage e a filha Sofia fazem parte do elenco. Coppola, além de grande cineasta, se mostra adepto do nepotismo.


Tucker, um homem e seu sonho (Tucker, the man and his dream, EUA 1988)


Uma engenhosa parábola do sonho americano. Um filme sobre a indústria automotiva, um dos principais símbolos do capitalismo americano, e sobre um homem que sonhou dominá-la. Tucker não chega a ser um filme memorável, mas tem muitas virtudes. O inspirado roteiro e Jeff Bridges, em um de seus melhores momentos, são duas delas.



Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker´s Dracula, EUA 1992)



Esse talvez seja o mais conhecido dos cinco. Em tempos que os vampiros são politicamente corretos, vale a pena revisitar o mundo erótico, violento e fetichista de Stoker, traduzido com perfeição por Coppola. O drácula de Stoker, pelas mãos de Coppola, continua (ainda mais em tempos de Edward Cullen) sendo a melhor referência de vampiros no cinema.
Claquete informa: O lançamento de Tetro nos cinemas, que estava previsto para ocorrer hoje, foi adiado indefinidamente pela distribuidora.É possível deduzir que o mais recente filme de Francis Ford Coppola não seja lançado no cinema. O lançamento deve ocorrer diretamente em DVD em meados de setembro. Qualquer novidade, Claquete traz para você.

domingo, 16 de maio de 2010

ESPECIAL TETRO - Insight

Por dentro da cabeça de Francis Ford Coppola




Não é fácil ser o realizador de O poderoso chefão. Muito menos ser o homem que desmoralizou a guerra do Vietnã. O cineasta americano Francis Ford Coppola é esse homem. Nos anos 70, quando concebeu suas obras primas, foi muito ativo. Nos anos 80, uma década de extensão para os mestres americanos (De Palma, Scorsese, Spielberg e o próprio Coppola) dos anos 70, também foi prolifero. Lançou, em média, um filme a cada dois anos.
O homem que tem em seu currículo Oscars, globos de ouros, Palmas de ouro, leões de ouro e tudo quanto for prêmio que você possa imaginar, não consegue arranjar financiamento para seus filmes. Na década passada só rodou dois filmes e penou para conseguir financiamento para eles. Antes de Youth without youth (2007) e Tetro (2009) seu último filme, O homem que fazia chover, data de 1997. Mas por que Coppola tornou-se tão recluso? Durante o tempo sem filmar, o diretor se retirou na Argentina (onde desenvolveu o roteiro de Tetro) e pôs-se a repensar sua posição como homem de cinema. Queria um tempo. Era o momento de fazer uma análise e voltar a colocar as coisas nos eixos. Como de Apocalipse Now passou a Jack (mal fadado filme família estrelado por Robin Willians)? A fita de 1996 foi a última tentativa de Coppola de tentar realizar um cinema mais comercial. Mas o desempenho de Jack nas bilheterias mostrava que ninguém tinha interesse em ver um Coppola comercial. A critica também apontava a todo tempo que Coppola já não era mais o mesmo. “Um cineasta que não tem mais nada a dizer”, vaticinavam alguns críticos mais ferozes à época. Tanto que seu filme seguinte, O homem que fazia chover (1997) foi profundamente subestimado. O drama estrelado por Matt Damon era um poderoso exercício de metalinguagem orquestrado por Coppola sobre sua inadequação. Depois da frieza com que o projeto foi recebido, Coppola se retirou. Aceitou supervisionar os trabalhos de alguns amigos e protegidos. Marcou presença na cerimônia do Oscar de 2004 em que sua filha Sofia foi um dos principais destaques, também esteve lá para prestigiar outro renegado histórico, Martin Scorsese, em 2006. Foi consultor de Spielberg, Sean Penn e outros amigos em projetos diversos como A.I–inteligência artificial, A promessa e Supernova. O cinema era apenas uma paixão naquele momento, como profissão era preciso dar um tempo.

O diretor com o elenco e a equipe de produção de Tetro na Argentina


O tempo foi passando e as pessoas começaram a se perguntar por onde andava Coppola. Aquele gênio de O poderoso chefão e Apocalipse now. Suas obras primas se impuseram a seus infortúnios e foram a elas que os críticos recorriam para justificar por que era importante Coppola retomar seu cinema. Não se sabe se esse clamor, que se deu principalmente na Europa, foi decisivo, ou mesmo se exerceu alguma influência, no retorno do diretor. Fato é que em 2007, Coppola estava de volta a Veneza com Youth without youth.
O filme não agradou. A critica, por sua vez, não foi tão massacrante com Coppola quanto vinha sendo nos anos 90. Dois anos depois, dessa vez em Cannes, Coppola apresentou Tetro, seu último filme, e novamente não agradou a critica. À sombra de suas obras famosas, Coppola continua com o estigma de diretor que não tem mais nada para dizer.


O documentário O apocalipse de um cineasta, realizado em 1991, mostra o inferno que foram as gravações de Apocalypse now. O filme que muitos pensaram que Coppola não terminaria. No ínicio da década passada, Coppola lançou uma edição restaurada e com 30 minutos a mais de sua obra prima, chamada Apocalypse now redux

sábado, 1 de maio de 2010

Especial Tetro - Desvendando Tetro


Tetro é o primeiro roteiro original de Francis Ford Coppola desde A conversação (1974). É seu primeiro filme rodado inteiramente na Argentina e seu primeiro filme em preto e branco desde O selvagem da motocicleta (1983). Tetro também rendeu a Coppola um contratempo curioso. Seu estúdio na Argentina foi arrombado e, entre outras coisas que os assaltantes levaram, furtaram o computador com o roteiro original do filme. Coppola teve que reescrevê-lo confiando na memória e em seu instinto para dar vivacidade a história de dois irmãos às voltas com o passado e com toda a animosidade que a memória dele desperta.
Em Tetro, Bennie (Alden Ehrenreich) chega a Buenos Aires para visitar seu irmão, Tetro (Vincent Gallo), desaparecido há muito tempo. Durante sua estadia com o irmão e sua namorada, interpretada pela argentina Maribel Verdú, uma rivalidade adormecida irá surgir e a memória de um passado cheio de ressentimentos irá se impor.
A angústia em preto e branco: tragédias familiares voltam a assombrar o cinema de Coppola


Coppola admitiu durante o festival de Cannes do ano passado, quando o filme foi exibido pela primeira vez, que existem fortes elementos biográficos na trama, mas que há o predomínio da ficção. “Meu pai não é um músico de fama internacional”, brincou o diretor em referência ao pai dos personagens principais. Carlo, imigrante italiano na Argentina, muda-se para Nova Iorque com a família após a consagração artística. A arte, aliás, é companheira das angústias dos personagens de Tetro. O protagonista é um poeta frustrado, um escritor não publicado, um “gênio falido” como classifica sua namorada. E Coppola captura tudo isso como quem pinta um quadro expressionista. “O preto e branco apenas parecia a ferramenta mais apropriada para dar vida a essa história”, disse o diretor na coletiva em Cannes.
Coppolla foi só elogios para seu ator principal, Vincent Gallo. Mas Gallo não era a primeira escolha do diretor. Matt Dillon que já havia trabalhado com Coppola em O selvagem da motocicleta era a primeira opção do cineasta, mas Dillon não tinha espaço em sua agenda para filmar na Argentina. Foi o ator quem sugeriu que Coppola olhasse para Gallo com atenção. O diretor se disse satisfeito com a escolha, mas Tetro não agradou a crítica em Cannes; nem mesmo a critica americana, sempre condescendente com Coppola. Para eles, Gallo é um dos responsáveis pelo insucesso da fita.


O diretor e seus dois atores principais nos sets argentinos


Por isso mesmo, nada melhor do que o próprio Coppola para defender seu filme, não é mesmo? Claquete apresenta um curto vídeo, que o próprio Coppola gravou, em que ele explica um pouco mais de Tetro.