sábado, 13 de agosto de 2011
Momento Claquete # 18
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Claquete destaca
+ A pendenga mostra como os estúdios em nome dos dólares minam a criatividade de seus talentos mais preciosos. Nolan e Warner estabeleceram uma boa relação desde Insônia (2002) que em 2010 tem sido arranhada por esses episódios. Esse conjunto de fatores faz temer pela qualidade do novo filme do Batman e pelo futuro dessa relação no cinema.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
ESPECIAL TETRO - Coppola em 5 takes




Uma engenhosa parábola do sonho americano. Um filme sobre a indústria automotiva, um dos principais símbolos do capitalismo americano, e sobre um homem que sonhou dominá-la. Tucker não chega a ser um filme memorável, mas tem muitas virtudes. O inspirado roteiro e Jeff Bridges, em um de seus melhores momentos, são duas delas.

domingo, 16 de maio de 2010
ESPECIAL TETRO - Insight

Não é fácil ser o realizador de O poderoso chefão. Muito menos ser o homem que desmoralizou a guerra do Vietnã. O cineasta americano Francis Ford Coppola é esse homem. Nos anos 70, quando concebeu suas obras primas, foi muito ativo. Nos anos 80, uma década de extensão para os mestres americanos (De Palma, Scorsese, Spielberg e o próprio Coppola) dos anos 70, também foi prolifero. Lançou, em média, um filme a cada dois anos.
O homem que tem em seu currículo Oscars, globos de ouros, Palmas de ouro, leões de ouro e tudo quanto for prêmio que você possa imaginar, não consegue arranjar financiamento para seus filmes. Na década passada só rodou dois filmes e penou para conseguir financiamento para eles. Antes de Youth without youth (2007) e Tetro (2009) seu último filme, O homem que fazia chover, data de 1997. Mas por que Coppola tornou-se tão recluso? Durante o tempo sem filmar, o diretor se retirou na Argentina (onde desenvolveu o roteiro de Tetro) e pôs-se a repensar sua posição como homem de cinema. Queria um tempo. Era o momento de fazer uma análise e voltar a colocar as coisas nos eixos. Como de Apocalipse Now passou a Jack (mal fadado filme família estrelado por Robin Willians)? A fita de 1996 foi a última tentativa de Coppola de tentar realizar um cinema mais comercial. Mas o desempenho de Jack nas bilheterias mostrava que ninguém tinha interesse em ver um Coppola comercial. A critica também apontava a todo tempo que Coppola já não era mais o mesmo. “Um cineasta que não tem mais nada a dizer”, vaticinavam alguns críticos mais ferozes à época. Tanto que seu filme seguinte, O homem que fazia chover (1997) foi profundamente subestimado. O drama estrelado por Matt Damon era um poderoso exercício de metalinguagem orquestrado por Coppola sobre sua inadequação. Depois da frieza com que o projeto foi recebido, Coppola se retirou. Aceitou supervisionar os trabalhos de alguns amigos e protegidos. Marcou presença na cerimônia do Oscar de 2004 em que sua filha Sofia foi um dos principais destaques, também esteve lá para prestigiar outro renegado histórico, Martin Scorsese, em 2006. Foi consultor de Spielberg, Sean Penn e outros amigos em projetos diversos como A.I–inteligência artificial, A promessa e Supernova. O cinema era apenas uma paixão naquele momento, como profissão era preciso dar um tempo.
O diretor com o elenco e a equipe de produção de Tetro na ArgentinaO filme não agradou. A critica, por sua vez, não foi tão massacrante com Coppola quanto vinha sendo nos anos 90. Dois anos depois, dessa vez em Cannes, Coppola apresentou Tetro, seu último filme, e novamente não agradou a critica. À sombra de suas obras famosas, Coppola continua com o estigma de diretor que não tem mais nada para dizer.
O documentário O apocalipse de um cineasta, realizado em 1991, mostra o inferno que foram as gravações de Apocalypse now. O filme que muitos pensaram que Coppola não terminaria. No ínicio da década passada, Coppola lançou uma edição restaurada e com 30 minutos a mais de sua obra prima, chamada Apocalypse now reduxsábado, 1 de maio de 2010
Especial Tetro - Desvendando Tetro

Em Tetro, Bennie (Alden Ehrenreich) chega a Buenos Aires para visitar seu irmão, Tetro (Vincent Gallo), desaparecido há muito tempo. Durante sua estadia com o irmão e sua namorada, interpretada pela argentina Maribel Verdú, uma rivalidade adormecida irá surgir e a memória de um passado cheio de ressentimentos irá se impor.
A angústia em preto e branco: tragédias familiares voltam a assombrar o cinema de Coppola
Coppola admitiu durante o festival de Cannes do ano passado, quando o filme foi exibido pela primeira vez, que existem fortes elementos biográficos na trama, mas que há o predomínio da ficção. “Meu pai não é um músico de fama internacional”, brincou o diretor em referência ao pai dos personagens principais. Carlo, imigrante italiano na Argentina, muda-se para Nova Iorque com a família após a consagração artística. A arte, aliás, é companheira das angústias dos personagens de Tetro. O protagonista é um poeta frustrado, um escritor não publicado, um “gênio falido” como classifica sua namorada. E Coppola captura tudo isso como quem pinta um quadro expressionista. “O preto e branco apenas parecia a ferramenta mais apropriada para dar vida a essa história”, disse o diretor na coletiva em Cannes.
Coppolla foi só elogios para seu ator principal, Vincent Gallo. Mas Gallo não era a primeira escolha do diretor. Matt Dillon que já havia trabalhado com Coppola em O selvagem da motocicleta era a primeira opção do cineasta, mas Dillon não tinha espaço em sua agenda para filmar na Argentina. Foi o ator quem sugeriu que Coppola olhasse para Gallo com atenção. O diretor se disse satisfeito com a escolha, mas Tetro não agradou a crítica em Cannes; nem mesmo a critica americana, sempre condescendente com Coppola. Para eles, Gallo é um dos responsáveis pelo insucesso da fita.
O diretor e seus dois atores principais nos sets argentinos
Por isso mesmo, nada melhor do que o próprio Coppola para defender seu filme, não é mesmo? Claquete apresenta um curto vídeo, que o próprio Coppola gravou, em que ele explica um pouco mais de Tetro.










