terça-feira, 19 de julho de 2011
Claquete repercute - Avatar
quinta-feira, 10 de março de 2011
Em off
George Clooney voltará à direção, pela quarta vez, para rodar uma história essencialmente política e humana. Baseado na peça de autoria de Beau Willimon, o filme mostra os bastidores de uma campanha democrata a presidência dos Estados Unidos. O elenco de peso terá Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei, Ryan Gosling, Chris Pine, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood e o próprio Clooney em um papel coadjuvante.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Claquete destaca
+ A pendenga mostra como os estúdios em nome dos dólares minam a criatividade de seus talentos mais preciosos. Nolan e Warner estabeleceram uma boa relação desde Insônia (2002) que em 2010 tem sido arranhada por esses episódios. Esse conjunto de fatores faz temer pela qualidade do novo filme do Batman e pelo futuro dessa relação no cinema.
domingo, 24 de outubro de 2010
De olho no futuro...
De volta a Pandora
A rota de Dhalia
A igreja e a polêmica
Enquanto no Brasil a propaganda eleitoral se pauta pela questão do aborto, o cinema americano investe no portoseguro do terror, isto é, exorcismo. Só que agora com a benção do vaticano. Em The rite, Anthony Hopkins é um padre que resolve excrutinar o ritual. E para não dizer que a relação com o Brasil foi forçada, há sangue brasileiro na fita. Alice Braga faz uma coadjuvante e aparece no trailer que Claquete traz para você.
Foi divulgado o poster de Conviction, mais um drama baseado em história real estrelado por Hillary Swank. Já existe Oscar buzz para ela e seu parceiro de cena, Sam Rockwell. O filme ainda não tem previsão de estréia no Brasil
Viggo Mortensen e Keira Knightley em cena de A dangerous method, novo filme de David Cronenberg que está cotado para ter premiere mundial no próximo festival de Cannes
Jason Stathan e Robert De Niro dividem a cena em The killer elite, filme que ainda está em fase de filmagens
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Claquete destaca
sábado, 10 de julho de 2010
Claquete destaca
O filme estreará no próximo festival de Sundance e, de acordo com Scott, depois será disponibilizado no Youtube. Ainda não se sabe o impacto que um projeto tão experimental e colaborativo como esse possa ter no âmago do cinema, mas a princípio é apenas uma bem sacada idéia de marketing.
*Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar de direção por Guerra ao terror, e Michael Moore, vencedor do Oscar pelo documentário Tiros em Columbine, entraram esta semana para o conselho da academia de artes e ciências cinematográficas de Hollywood. Este conselho, composto por 15 membros rotatórios, é responsável por decisões técnicas e administrativas envolvendo a academia.
*Estréia amanhã na HBO, às 23h, a segunda temporada da elogiada série Hung. Tomas Jane vive Ray, um legítimo americano afetado pela devastadora crise econômica de setembro de 2008. Ray e sua amiga Tonya decidem explorar os dotes naturais de Ray, que é um cara bem dotado. Humor negro, sexo e inteligentes comentários sobre essa nossa sociedade tão hipócrita e infeliz. Uma série audaciosa e dentro do espírito de seu tempo.
E se o assunto é sexo e audácia, não pode faltar Hank Moody, o escritor pervertido e frustrado que David Duchovny vive na série Californication. A terceira temporadas estréia nesta segunda-feira (12) às 23h na Warner Channel. As reprises ocorrerão um dia depois, na terça-feira. Nessa temporada, Hank Moody irá experimentar a vida acadêmica. Com todos os prazeres e desprazeres inerentes. Além de lidar com a puberdade de Becca, sua prodigiosa filha.
*Foram anunciados nesta semana os concorrentes ao Emmy, o Oscar da TV americana. A série Glee, com 19 indicações, lidera a corrida entre as séries. No geral, a minissérie da HBO The pacific angariou 24 indicações. Outra elogiada produção da HBO, You don´t know Jack, telefilme que conta com elogiada atuação de Al Pacino, também foi bem contemplada.
Entre as melhores séries dramáticas estão True Blood (pela primeira vez), Dexter (pelo terceiro ano seguido), Lost (pela última vez) e as favoritas da premiação Mad Men (alguém duvida que ganhe de novo?), House (ours concours) e Breaking Bad.
A cerimônia do Emmy acontece no dia 29 de agosto e antes disso, a seção Insight irá repercutir os indicados para o leitor.
Os favoritos de sempre: a trupe de Mad men pronta para o ouro mais uma vez
*Além do Especial sobre o filme Encontro explosivo que já está sendo editado aqui em Claquete, outro filme que brinca com espionagem receberá um especial do blog este mês. Trata-se de Salt, filme protagonizado por Angelina Jolie e dirigido por Phillip Noyce. Para esquentar, fique com um comercial de TV da produção.
domingo, 13 de junho de 2010
Ponto crítico - O 3D
James Cameron, o midas do 3D: ele transformou o apelo da tecnologia para os próximos anos
Cartaz promocional de Toy Story 3, que estréia esta semana nos EUA: Por que não em 3D?Cristiane Costa, editora do blog Madame Lumière, acrescenta um dado a essa engenhosa equação. “Para quem ama cinema como um espectador, é compensador perceber que há um interesse da indústria em tornar a experiência cinematográfica mais vívida, mais evocativamente sensorial como um híbrido momento de realidade e fantasia, independente de propósitos comerciais. Por outro lado, como crítica de cinema, penso que o 3D tem sido usado de forma exagerada sem prezar pela qualidade da tecnologia para um dado filme, e principalmente, sem avaliar criteriosamente se um longa-metragem deve ou não ser rodado em 3D”. Cristiane se refere a corrida ensandecida que alguns estúdios tem se lançado para converterem filmes rodados no tradicional 2D para a terceira dimensão. A Warner é o caso mais excepcional. O estúdio adiou o lançamento de Fúria de Titãs em quase um mês para que as cópias fossem convertidas para o 3D. Os dois últimos capítulos da saga de Harry Potter também estão sendo convertidos para o formato tridimensional. A Disney foi outra que enveredou pelo mesmo caminho. Os ingressos do 3D ajudaram a tornar Alice no país das maravilhas o quinto filme a superar a barreira do bilhão de dólares nas bilheterias mundiais. Alex Gonçalves, do blog Cine Resenhas, gostou do que viu em Alice no país das maravilhas. Para ele, o filme de Tim Burton “encontra vida dentro do 3D”. Mas Alex Gonçalves faz uma valiosa ressalva: “ há diretores como James Cameron que estudam possibilidades de revolucionar o cinema 3D como testemunhado em Avatar. O problema se encontra na abertura dada para que estúdios se deem ao trabalho de somente converter aquilo que foi filmado com uma estratégia de lançamento diferente. É preciso saber fazer com que as ações vistas na tela grande consigam encontrar interatividade com aqueles que as contemplam em suas poltronas.”
Os ingressos em 3D ajudaram a Disney a arrecadar mais de U$ 1 bulhão nas bilheterias com o filme de Tim Burton
A editora do Madame Lumière, por sua vez, não aprovou o que viu em Fúria de Titãs. “Havia erros bizarros de perspectivas de imagens que se tornaram confusas na tela, ou seja, foi como assistir um filme retalhado às pressas para ser exibido em 3 D”. Cristiane continua: “A sensação é que fui enganada por um produto que não se dispõe a entregar o que deveria”.
Outra preocupação latente originada pela popularização do 3D (a cidade de São Paulo que há três anos tinha 10 salas habilitadas para exibir filmes no formato, hoje já conta com 35) é a homogeneização da produção cinematográfica americana. Setores da crítica argumentam que o 3D pode prejudicar severamente a produção independente americana, já que seria mais difícil os estúdios distribuírem ou comprarem esses filmes com a procura pelo 3D em ebulição. A editora do Madame Lumière não acredita nessa possibilidade. “Não acho que o 3 D possa prejudicar produções independentes porque o cinema é um calidoscópio de imagens que podem ser enfocadas e dirigidas de formas distintas exatamente para não alienar o expectador da sétima Arte. Há lugar para todos e o papel do cinema não é somente entreter mas também formar opinião crítica”. Para Cristiane Costa depende dos profissionais de cinema (diretores e equipes de produção) a articulação de soluções criativas para que a produção americana não fique engessada pelo deslumbre com o 3D.
Chris Nolan orienta Aaron Eckhart nos sets de Batman - o cavaleiro das trevas: o diretor bateu o pé com a Warner e garantiu que o terceiro filme do homem morcego sob seu comando não será em 3D
E quanto a salvação do cinema? O 3D é o caminho? Os blogueiros consultados por Claquete diferem em suas opiniões. “Honestamente penso que o Cinema não precisa ser salvo, muito menos pelo 3 D. O Cinema está além de artefatos meramente técnicos e é evidente perceber que os grandes blockbusters das últimas temporadas renderam o retorno financeiro sem apelar somente para o 3 D. O 3 D é um produto e como todo produto lançado com fins também comerciais, ele é baseado em uma tendência de consumo”, declara com convicção Cristiane Costa. Já Alex Gonçalves pondera que as inovações tecnológicas são responsáveis pela prosperidade do cinema. “O cinema sempre confere inovações tecnológicas, que vão desde aparelhos para reprodução de mídias até o próprio cinema 3D. Porém, todos esses avanços possuem data de validade, como o VHS que foi superado pelo DVD e que agora encontrou no Blu-ray seu provável substituto. O que quero dizer é que enquanto os estúdios não forem capazes de se sobressaírem dentro deste recurso, e não encará-lo somente como forma de potencializar a venda de seu produto, o público logo se cansará de investir mais no valor do ingresso”. Para o editor do Cine Resenhas, dentro deste cenário, o 3D é uma salvação para o cinema, mesmo que por um período determinado.
Cristiane Costa encerra a discussão sobre o 3D com uma frase que talvez sintetize o pensamento de todo apaixonado por cinema: “O que faz um bom Cinema é muito mais criar um éden de emoções humanas através de histórias genuinamente coerentes, profundas e verdadeiras do que um éden de recursos tecnológicos”.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Cenas de cinema
Militante notório, Sean Penn sempre foi esquerdista. Engajou-se contra a guerra do Iraque, ajudou pessoalmente na reconstrução de Nova Orleans, publica artigos regularmente relativizando as glórias do capitalismo e recentemente aderiu a causa gay. Ganhou até mesmo um Oscar por isso. Penn é hoje, muito provavelmente, a celebridade Hollywoodiana mais engajada em causas diversas e muitas das vezes conflitantes. A companhia dos irmãos Castro e do popularesco Hugo Chavez pouco acrescentam a sua cruzada em defesa dos direitos homossexuais, por exemplo. Contudo, é inegável o esmero de Penn em ajudar. Mesmo que as vezes de forma destrambelhada. Essa semana o ator esteve no Haiti em missão da ONU. É o tipo de coisa que mostra que ele pode ser genioso, pode achar que Fidel Castro é um patrimônio da humanidade e que Chavez é o melhor para Venezuela, mas que ainda assim, é um cara legal.
Penn conversa com um militar americano no Haiti: Convicções tão fortes quanto a vontade de ajudarFoi apenas um sonho
A vida não traz finais felizes como nos contos de fadas. Se essa é uma das obsessões do cineasta Sam Mendes, agora ele terá mais conhecimento empírico para aplicar a seus filmes. O casamento de seis anos com a atriz Kate Winlet acabou. Informou um escritório de advocacia de Nova Iorque que cuida dos tramites legais. De acordo com o porta voz do escritório, “eles estão separados desde janeiro e a decisão foi inteiramente amigável”. É o tipo de declaração difícil de acreditar quando vinda de um porta voz de um escritório de advocacia.
Sam e Kate em uma foto da edição do Oscar de 2009 da Vanity Fair: especulações brotam de todo canto para entender o que deu erradoA empolgação de James Cameron
Ele ficou 12 anos sem lançar um filme e agora quer recuperar o tempo perdido. Empolgadíssimo com o frisson em torno de Avatar, e do 3D, Cameron desanda a anunciar projetos. Estão alinhados, as duas continuações de Avatar – a primeira inclusive intitulada de Na´vi - uma adaptação de um mangá japonês e o relançamento de Titanic em 3D. É isso mesmo Jack e Rose vão voltar em terceira dimensão. E nessa segunda afundada do Titanic, o 3D pode ir junto.
Alice & Jude
Alice Braga está com tudo. Atualmente apresentando o programa superbonita do GNT, a atriz está em duas aguardadas produções hollywoodianas desse 2010. Em Predators, reboot (recomeço de uma história) da saga que teve inicio em 1986 com o hoje governador da Califórnia, e em Repo men (no Brasil, Os coletores), que estréia neste fim de semana nos EUA. Ambos blockbusters de ficção científica. Em Repo men, ela divide a cena com Jude Law. Inclusive há uma cena de sexo. “Me deu um frio na barriga. É sempre difícil quando você trabalha com alguém que você admira”, resumiu a atriz sobre a cena em questão.
Depois do Oscar, o divórcio!
Sandra Bullock pode viver um momento muito especial em sua carreira, mas a vida pessoa poderia estar melhor. A atriz saiu essa semana da casa que divide com o marido, o bad boy e apresentador de TV Jesse James. A razão para a separação foi a descoberta da traição de James. Casados desde 2004, Sandra e James aparentavam harmonia. Ela, inclusive, fez efusivas declarações de amor e reconhecimento ao marido em seus discursos de agradecimento nas cerimônias do Oscar e do SAG. A revista In Toutch dessa semana traz em matéria de capa os detalhes da traição. Segundo apurou a revista, James teria um caso com uma “modelo erótica” há onze meses.
Depois da glória, a humilhação pública: E tem gente que ainda faz piada e diz que é uma "maldição" do OscarFeitos um para o outro
Há quem diga que Lady Gaga é o Tarantino da música pop. Uma referência a estética ousada de ambos e ao gosto excêntrico no tocante a concepção visual do trabalhos dos dois. Pois bem. Eis que circula na imprensa americana a notícia de que Tarantino já teria convidado
Gaga para estrelar um novo filme. No papel de uma assassina. Como assim? Lady Gaga em um filme de Tarantino? Como é que não tiveram essa idéia antes?
Lady Gaga faz miau: A nova musa de Tarantino?Aquecimento Eclipse
segunda-feira, 8 de março de 2010
OSCAR WATCH - Cenas de cinema especial: Oscar 2010
Sandra Bullock registrou neste fim de semana que encerra a temporada de premiações de 2010, uma marca que não será batida e que dificilmente poderá ser igualada. Sandra venceu no sábado o “prêmio” frambroesa de ouro de pior atriz do ano por sua participação em Maluca paixão. No domingo, foi a vez de levar para casa o Oscar de melhor atriz por seu trabalho em Um sonho possível. Essa marca fenomenal e surreal é só de Sandra e ninguém tasca.
Um dia antes de ganhar o Oscar, a simpática Sandra foi receber seu framboesa de ouro de pior atriz do ano. Antes dela, apenas o diretor holandês Paul Verhoeven por Showgirls e atriz Halle Berry por Mulher gato compareceram a "temida" premiaçãoEntre as muitas mudanças dessa edição do Oscar, uma em especial deve ter chamado a atenção dos mais atentos. A parte Kate Winslet que cometeu a “gafe” de anunciar “and the Oscar goes to...”, todos as outras categorias foram precedidas pelo resgatado “the winner is”. Assim como os 10 filmes indicados na categoria principal, essa frase havia sido abandonada nos anos 40. A razão do abandono era de que todos os indicados eram vencedores. Uma falácia, como bem se sabe. Contudo, ser indicado é realmente uma distinção monumental, assim como o é saber que o Oscar está indo para você. Era uma frase icônica, ansiada, sonhada. “The winner is”, além de não ter charme e ostentação é comum e reduz a apoteose do momento da consagração. Nesse sentido, quem se deu bem foi Jeff Bridges, o único a ouvir a tão famosa e célebre frase em 2010.
A influência da critica comprovada
A consagração de Guerra ao terror na noite de 7 de março de 2010 mostra, mais do que qualquer outra coisa, que a critica continua a influenciar, e muito, os prêmios da academia. Isso, inclusive, é muito saudável. O triunfo do filme independente super festejado nos círculos da critica americana demonstra que o Oscar pode até ser um prêmio de indústria, mas que quer cada vez mais se livrar desse rótulo.
A moment of a lifetime
“O momento chegou”, afirmou sem cerimônias e com inegável prazer Barbra Streisand ao anunciar Kathryn Bigelow como a vencedora do Oscar de melhor direção do ano. Bigelow, extremamente emocionada, foi comedida no agradecimento e evitou hastear a bandeira que a própria academia levantou ao destacar Streisend para anunciar o prêmio. Agradeceu a equipe do filme, lembrou-se dos soldados americanos no Iraque e no Afeganistão e mais de uma vez repetiu a frase que marcou essa edição do Oscar e seu nome na história da premiação: “This is a moment of a lifetime”!
Kathryn, super emocionada, evitou o confronto direto com o ex, tão aludido pela mídia , e a principio não fez cena em cima de ser a primeira mulher premiada com o Oscar de direção. Um exercício de diplomaciaE está virando tradição. Ser favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro pode ser a pior das maldições. O multipremiado filme alemão, A fita branca, foi derrotado pelo argentino O segredo de seus olhos, de Juan Jose Campanella. A premiação do filme argentino não é injusta, mas deixar de premiar A fita branca é. Paradoxos do Oscar. De qualquer maneira, possíveis candidatos na categoria no futuro farão de tudo para evitar o favoritismo.
A piada agridoce
E Campanella saiu-se com a espirituosa: “Quero agradecer a academia por não classificar Na´vi como língua estrangeira”, em uma referência ao filme de James Cameron. A brincadeira elogiosa ganharia conotação penosa para o filme que amargou um desempenho pífio na noite do Oscar.
Cinema independente 5 X 1 cinema comercial
Guerra ao terror e Avatar, ambos com 9 indicações, se enfrentavam em seis categorias (fotografia, som, edição de som, montagem, direção e filme). Ao contrário do antecipado por muita gente, Avatar perdeu, e feio, essa disputa. O surpreendente é que Guerra ao terror ganhou em categorias em que não só não era melhor que Avatar como também não era melhor do que outros concorrentes na disputa. Um duro golpe contra o cinema comercial pode ser sentido mais nas categorias técnicas do que nas nobres. Ao invés de Star trek, Transformers e Avatar, prevaleceu o “barato” Guerra ao terror.
E o 3D como fica?
A pergunta já ecoa na cabeça de executivos de estúdios e congêneres. A academia deu o devido espaço a Avatar. Concedeu ao filme os prêmios que lhe cabia (e há controvérsias quanto a fotografia do filme) e que atestam o que ele é; tecnologia de ponta. Os prêmios de fotografia, direção de arte e efeitos especiais corroboram a percepção da critica (olha ela aí de novo), e em certo nível do público também, de que Avatar é um deslumbramento visual. E só. E é a isso que o 3D se propõe. É mais uma ferramenta narrativa, não constitui revolução, tão pouco é o futuro do cinema. O Oscar ajudou a devolver as expectativas a seu tamanho devido.
James Cameron no tapete vermelho: Eu não perdi não. Foi a Kathryn que ganhou...Alec Baldwin e Steve Martin, como era de se esperar, foram um show a parte. Senhores do palco, fizeram belas piadas de improviso e as que já estavam no script também foram muito bem aproveitadas. Os dois mestres de cerimônia foram, definitivamente, o melhor da festa.

Apesar do talento e da boa apresentação de Baldwin e Martin, a cerimônia do Oscar foi um conjunto de equívocos. Algumas mudanças mal ajambradas, desrespeito com os vencedores das categorias de curta metragem, alguns errinhos pontuais que prejudicaram o bom ritmo da cerimônia e o atraso, em meia hora, que fez com que os principais prêmios da noite, e os mais aguardados, fossem entregues como quem está diante de um toque de recolher. Uma lástima.
Depois de correr o mundo a notícia de que Sasha Baron Cohen tivera sua esquete cômica sobre Avatar vetada, ia pegar muito mal se não houvesse nenhum número fazendo graça com o principal filme da noite. Ben Stiller caracterizado como Na´vi apresentou, falando em na´vi, o Oscar de maquiagem e lembrou: “ a ironia é que Avatar não está nem mesmo indicado nessa categoria”. E a graça se resumiu a isso.
Tom Ford vestindo... Tom Ford
Direto das praias cariocas: Gerard Butler vestiu o smoking para apresentar o Oscar de efeitos especiais

Demi Moore que apresentou o tributo "in memorian" arrasou com seu Versace

“O show está tão louco que Avatar virou passado”, disparou Steve Martin ao encerrar a 82ª cerimônia do Oscar
domingo, 14 de fevereiro de 2010
OSCAR WATCH - A peleja dos diretores
Na montagem: James Cameron (Avatar), Lee Daniels (Preciosa), Kathryn Bigelow (Guerra ao terror), Quentin Tarantino (Bastardos inglórios) e Jason Reitman (Amor sem escalas)O rei do mundo

Prós:
- Existem avanços técnicos inegáveis em seu filme, como um prêmio de conquista científico-tecnológica está fora de cogitação, um troféu por direção viria a calhar
- Seu filme é o maior sucesso de bilheteria da história
- Seria um momento antológico vê-lo declarar “Doze anos depois, continuo sendo o Rei do mundo”
- Hollywood gosta e vive de super produções. Avatar e todo o seu gigantismo consumiram seis anos e deixaram a cabeleira de Cameron toda branca. Isso pode ser preponderante.
Contras:
- É o único dos cinco que já venceu um Oscar por direção
- Apesar do esmero técnico e do perfeccionismo de Cameron nesse sentido, Avatar é um filme com alguns problemas narrativos e cujo trabalho de direção não se equilibra bem em todos os preceitos básicos do ofício. Não seria um prêmio justo, portanto. E todo mundo sabe disso.
- É vitima de muita inveja em Hollywood
- Se a academia quiser dividir os dois prêmios principais da noite entre o cinema comercial (Avatar) e o independente (Guerra ao terror), é mais provável (em virtude da razão acima citada) que Cameron perca aqui
Indicações anteriores: Melhor filme, melhor montagem e melhor diretor por Titanic em 1998
Vitórias anteriores: Melhor filme, melhor montagem e melhor diretor por Titanic em 1998

Prós:
+ Com tantas boas diretoras circulando no cinema americano, já passou da hora de premiar uma. E todo mundo sabe disso.
+ É um dos melhores trabalhos de direção do ano, junto ao de Quentin Tarantino. E todo mundo sabe disso.
+ Ganhou o DGA no final de Janeiro. De todos os sindicatos, o DGA é o que tem melhor aproveitamento no Oscar
+ Existe um lobby forte para premiá-la
+ Se a academia quiser dividir os dois prêmios principais da noite entre o cinema comercial (Avatar) e o independente (Guerra ao terror), ela é a opção mais viável aqui. Pois o que conta para o povão é Avatar levar de melhor filme do ano
Contras:
- A academia pode se sentir obrigada a reconhecer em “grandes termos” Avatar. Tal como fizera, exageradamente, com Quem quer ser um milionário? ano passado
- Têm dois concorrentes muito fortes por filmes queridos pela classe artística, Lee Daniels (que também vêm de uma minoria, pode-se dizer) por Preciosa e Quentin Tarantino (que também tá recebendo um lobby danado, especialmente dos atores) por Bastardos inglórios. Mais do que ameaçá-la, eles podem lhe tirar votos, favorecendo o ex-marido de Bigelow
Primeira indicação

Prós:
+ Hollywood adora uma história de superação. Principalmente se envolve um filme que extrapola os limites da metalinguagem, como é o caso de Preciosa e como era o caso do vencedor do ano passado Quem quer ser um milionário?
+ Pode-se beneficiar do amor que a classe artística vem declarando ao filme
+ Lee Daniels é apenas o terceiro diretor negro indicado ao Oscar. Na disputa entre a mulher e o negro pela presidência dos EUA, o negro venceu. Yes we can?
Contras:
- É relativamente inexperiente e o filme, muito independente, ostenta seis indicações. Sua inclusão entre os diretores, tendo batido gente como Clint Eastwood, Rob Mashall, e Joel e Ethan Coen, em si, já constitui uma vitória
- É o único dos cinco que ainda não ganhou nada
- Seu filme não é o independente da vez. Esse posto pertence a Guerra ao terror. Então ele é duas vezes underdog nessa disputa
Primeira indicação

Prós:
+ Seu filme é muito badalado pela critica
+ Sua forma de dirigir é clássica e facilita a identificação. Diretores com esse perfil tendem a ser reconhecidos pela academia. Exemplos recentes foram Clint Eastwood e Ron Howard.
+ É cria de Hollywood e isso significa muito em termos de empatia
Contras:
- Justamente pelo fato de que tem um futuro promissor deve prevalecer a percepção de que é melhor esperar para premiá-lo.
- Não ganhou nenhum prêmio por direção na temporada
- Como essa é sua segunda indicação ao Oscar em três anos, e ainda é bastante novo, a velha guarda da academia pode entender que isso já é reconhecimento demais
- Como também concorre por roteiro, e seu roteiro é ótimo, suas chances aqui diminuem. Na onda da pulverização de prêmios, pode-se preferir premiar aqui um diretor e não um diretor/roteirista
- Não é o melhor trabalho de direção do ano e todo mundo sabe disso
O boa praça

Quem não gosta de Tarantino? Muita gente. Mas aqueles que gostam do excêntrico diretor estão em maior número. E em Bastardos inglórios ele realiza seu melhor trabalho como diretor. Equilibra as arestas de seu roteiro (genial, mas um tanto pernóstico), dirige os atores com sobriedade e desenvoltura e capricha nas referências. O diretor finalmente conteve o cinéfilo.
Prós:
+ Existe um lobby imenso pela vitória de Tarantino nessa categoria (ele já venceu por roteiro antes com Pulp Fiction)
+ É o melhor trabalho de direção dentre os cinco indicados e isso deve contar para alguma coisa
+ Pode-se beneficiar de uma divisão de votos entre James Cameron e Kathryn Bigelow
Contras:
- Costumava execrar o Oscar em premiações distintas desde Cannes até o Scream awards, isso não é facilmente deixado para trás
- O lobby por ele é grande, mas o pela vitória de Kathryn é maior
- O favoritismo na disputa por roteiro pode, mais uma vez, privar Tarantino de levar o Oscar de direção
Vitórias anteriores: Melhor roteiro original por Pulp Fiction - tempos de violência em 1995
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cenas de cinema
Há pouco mais de dois meses ele também criou uma cena no talk show de Jay Leno. Corre o risco de tornar-se persona non grata em programas do gênero.
Mel Gibson, com seus cabelos cada vez mais rasos, coça a nuca: Não me dão paz!A devoradora de homens...casados
Todo mundo sabe que a celebrity gossip anda em polvorosa com os rumores de que o casamento entre Angelina Jolie e Brad Pitt está por um fio. Pois bem, uma fofoca, como dizem uns e outros, descomunal, tomou conta dos burburinhos essa semana. O rumor dá conta de que Angelina anda demonstrando interesse “demasiado” em Johnny Depp, seu parceiro no filme, atualmente em pré-produção, The tourist. Segundo a revista americana STAR, Angelina além de já ter sido vista tomando vinho com Depp em Los Angeles por mais de uma vez, estaria ligando frequentemente para o ator. Certo é que ela marcou uma reunião, para semana que vem, para que eles possam discutir “métodos de interpretação”. A revista provoca: Será que La Jolie irá tirar o pacato Johnny Depp de Vanessa Paradis? No que Cenas de cinema acrescenta, o que será que Laura Dern (que era esposa de Billy Bob Thorton quando ele começou a namorar Jolie) e Jennifer Aniston (a ex- de Pitt) pensam sobre isso?

Piada
E por falar em rumores, a internet foi bombardeada com um dos mais infames. Depois do imbróglio envolvendo o quarto filme do Homem aranha, a Sony começou a arrumar os estragos. Confirmou o jovem Marc Webb, diretor do recente 500 dias com ela, como diretor da fita e, visivelmente, mira no público de Crepúsculo. Contudo, depois do nome de Zac Efron ser divulgado como possível intérprete de Peter Parker, é para se jogar tudo pelo alto. Isso que vai sair aí pode ser tudo, menos um filme do Homem-aranha.
A guerra dos roses
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
... e 12 anos depois
E para efeitos de registro, o filme que já se mantém a seis semanas no topo das bilheterias americanas, que já atraiu mais de 6 milhões e meio de brasileiros ao cinema e que acaba de dar nome a uma região montanhosa na China ainda não encerrou sua carreira comercial. Avatar ainda tem um longo e bilionário caminho até o Oscar em 7 de março e esse novo recorde deve encorpar ainda mais.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
James Cameron retoma a consciência
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
OSCAR WATCH - Ele ainda é o rei do mundo?

Cameron conseguiu obter sucesso de critica com o performance capture, tecnologia que outros cineastas já utilizavam e recebiam duras criticas (caso de Robert Zemeckis) ou incisivas restrições (caso de Peter Jackson). Ele não esconde que quer revolucionar o cinema. Um dos proprietários da Dreamworks, Jeffrey Katzenberg, disse em novembro que dois momentos haviam sido fundamentais para o cinema. O advento do som e depois da cor. E que o terceiro estaria ocorrendo agora. Que o cinema se definiria a partir do dia 18 de dezembro de 2009, dia da estréia mundial de Avatar, como antes e depois de Avatar. E Katzenberg falou de coração, já que o filme é de um estúdio concorrente e ele não está ganhando absolutamente nada em promover Cameron e seu trabalho.
O show business parece se curvar ante Cameron mais uma vez. A critica americana se assombra com o impacto cultural de sua nova obra. Cameron conseguiu agradar desde entusiastas da tecnologia até corações românticos. E muitos creem que Avatar ainda pode superar Titanic nas bilheterias. Cameron é um gênio? Ou apenas um sagaz marketeiro enrustido em um competente diretor? Os números de Avatar podem sombriar a questão, o discurso do filme pode clareá-la e o longo período que se passou entre Titanic e Avatar pode comprometer sua objetividade. Respostas para essa questão serão frutos de um estado de consternação emocional semelhante ao narrado na abertura desse artigo. Mas de qualquer maneira, o gigantismo das obras de Cameron e a penetração destas na cultura pop são indicativos sólidos o suficiente para atestar que ele tem sangue azul.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Cenas de cinema
Robert Pattinson, que recentemente foi eleito por uma revista teen o homem mais sexy do mundo (mas quem esta contando?), disse essa semana que só foi fazer os testes para o papel de Edward em Crepúsculo, porque queria conhecer a atriz Kristen Stewart. A revelação em si não impressiona. O que impressiona é Pattinson, tão zeloso de seu relacionamento “não quero falar sobre isso” com a atriz, falar isso assim, sem mais nem menos, e sem ninguém perguntar. Será o efeito Jacob?
Passa de mim esse cálice
Quando Madonna estreou seu filme no último festival de Berlim (Sério? Você não lembra disso?) muita gente pensou: “Olha o desastre da vaidade aí”. Mas os críticos até foram condescendentes com a popstar e proclamaram que seu filme era melhor do que o esperado (!) Hã? Bem, Madonna se empolgou e anunciou um novo projeto. Que corre o risco de não acontecer. Isso porque os produtores só produzem se ela não estrelar e as atrizes que ela gostaria de ver no filme estão fugindo da enrascada igual Diabo da cruz. Cate Blanchet, Keira Knightley e Natalie Portman foram algumas que já declinaram do convite. Porque será?
O efeito Obama
Ok. Essa coluna não é sobre política, mas Obama é o político mais pop da história da humanidade. Tem dúvidas? Então olha só; essa semana, o top 5 de notícias lidas sobre o mandatário supremo dos EUA no site do New York Times tinha as obrigatórias menções ao frustrado ataque terrorista da Al Quaeda, sobre os penetras da Casa Branca, sobre a reforma da saúde e, reparem só, a sessão de cinema no Havaí que a família Obama fez. O filme? Avatar, como não poderia deixar de ser.
Para os que não se convenceram, outro dado: Obama foi eleito, em enquete promovida pela revista US, a quarta celebridade mais bem vestida de 2009, atrás apenas de Robert Pattinson, Blake Lively (do seriado Gossip Girl) e Taylor Swift (aquela que o Kanye West roubou o microfone). Além de ser o mais velho da lista, é o único que não é artista. Acrescente-se o fato dele ser o primeiro presidente a ser incluído em tal lista e você percebe que os números de queda de popularidade que andam divulgando por aí, não são inteiramente verdadeiros.
Obama em momento casual: chique no último
Notou a semelhança?
Você conhece aquele ditado que nada se cria, tudo se copia? Pois bem, Avatar, o "originalíssimo" novo filme de James Cameron, primeiro foi apontado por blogueiros americanos como cópia de uma HQ da Marvel dos anos 80 (vale lembrar que James Cameron e a Marvel eram de fato muito próximos. Cameron chegou a escrever um roteiro para um filme do Homem Aranha), agora surgem teses de que o filme é, na verdade, uma cópia mal disfarçada de Pocahontas. Como todos sabem uma fábula essencialmente americana que já rendeu um filme Disney e um filme, bem menos interessante, de Terrence Malik estrelado por Colin Farrel. Cameron com seu bilhão de dólares arrecadados nas bilheterias de todo o mundo dá de ombros. O primeiro boato ele se deu o trabalho de desmentir, até agora não se pronunciou sobre o segundo.

James Cameron e a intriga da oposição: já cansei de dizer que Avatar foi idéia minha. Só minha!











