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quarta-feira, 30 de junho de 2010

TOP 10

10 músicas que marcaram o cinema nos anos 90
Quem não gosta de uma boa música? Cinema e música se intercambiaram muitas vezes ao longo da história. Existem momentos, porém, em que essa sinergia alcança patamares estratosféricos. Claquete lista 10 músicas que, além de se eternizarem, ajudaram a eternizar os filmes que “estrelam”. Relembre as 10 músicas que fizeram a cabeça do cinema nos anos 90.

10 – Streets of Philadelphia, do filme Filadélfia
Não tem como pensar no filme Filadélfia e não pensar na bela canção de Bruce Springsteen, vencedora do Oscar de melhor canção original. A bela música pontua a jornada inspiracional do personagem de Tom Hanks e ainda faz o espectador ter vontade de se perder em Filadélfia.

9 – I don´t want to miss a thing, do filme Armageddon
Não há música mais indicada para embalar corações apaixonados do que esta melosa canção do Aerosmith composta especialmente para o filme estrelado pro Bruce Willis. A letra é linda, a melodia pegajosa e, bem, você já pegou a ideia...

8 – Hakuna matata, do filme O rei leão
Uma filosofia de vida. Essa é a melhor definição para essa música de gente zen. Hakuna matata virou febre e o lema entoado por Timão e Pumba ganhou sonoridade e adeptos ao longo dos anos, virando até mesmo comunidade do orkut.

7- When a man loves a woman, do filme Quando um homem ama uma mulher
Que mulher não gosta de um homem disposto a tudo por ela? A música de Michael Bolton composta para o filme de mesmo nome sublinha o que um homem é capaz de fazer por amor. A porção do inesperado é justamente essa. Já que estamos acostumados a ver e ouvir o que uma mulher faria por amor. O filme que traz Meg Ryan e Andy Gargia é bom, mas a música que embala a história é muito melhor.


6- I´ll always love you, do filme O guarda costas
Atire a primeira pedra quem nunca entoou um verso sequer dessa música. O guarda costas se tornou um clássico instantâneo muito em parte por causa da apaixonada e apaixonante canção composta e interpretada por Whitney Houston. A história do filme é bem clichê, mas a canção a torna especial.


5- Girl, you´ll be a woman soon, do filme Pulp fiction – tempos de violência
Todo mundo sabe que Quentin Tarantino tem um ouvido todo especial. Ele arrebenta nas trilhas de seus filmes e não poderia ser diferente no filme que o pôs definitivamente no mapa. A versão do Urge Overkill para a música Girl, you´ll be a woman soon não só é cativante, como matadora. Não tem como pensar em Pulp Fiction e não lembrar de Uma Thurman se mexendo ao som dessa música.

4-Unchained melody, do filme Ghost-do outro lado da vida
Dá para dizer que se você chora um amor interrompido, você chora ao som de Unchained melody. A música que marca a história do casal apaixonado separado pela morte em Ghost- do outro lado da vida, tomou as rádios e era lançada em quase toda coletânea que se prezasse. Afinal, todo mundo tem uma história de amor para lembrar e chorar.

3- Pretty woman, do filme Uma linda mulher
Outra canção que é imediatamente associável ao seu filme de origem é Pretty woman de Roy Orbison. Se toda mulher que ser como a personagem de Julia Roberts em Uma linda mulher, toda mulher que ter essa música como parte da trilha sonora de sua vida.

2- Íris, do filme Cidade dos anjos
Como expressar um amor mais forte que a vida. Íris é uma boa forma de tentar. A poderosa e apoteótica música do Go go dolls, composta especialmente para o filme Cidade dos anjos, é a mais perfeita declaração de amor que alguém pode fazer ou receber em forma de melodia. Até hoje causa impacto e arrepia corações apaixonados que dedicam a músicas a seus amores.

1- My heart will go on, do filme Titanic
Sério que você pensava que o topo seria de qualquer outra música que não a melosa canção de Titanic? Rádios dos mais diferentes estilos tocaram My heart will go on por meses. Diferentes versões, versões brasileiras e um Oscar ajudam a entender o fenômeno. A música interpretada por Celine Dion pode na ser a melhor, mas certamente é a mais inesquecível do cinema nos anos 90.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

TOP 10 Especial - dia dos namorados

É dia dos namorados e em homenagem a essa data tão comemorada por uns e ignorada por outros, Claquete lista 10 casais tragicamente românticos do cinema. A lista, embora numerada, não objetiva listar os melhores (até porque chega a ser algo imponderável tratando-se de romance), mas traz os 10 mais expressivos e que reúnem um componente de tragédia. A morte, obviamente, é um elemento constante na vida desses casais e que ajudou a perpetuá-los, mas a tragédia de seus amores não se resume apenas a única certeza que temos na vida. Sem mais delongas, vamos a lista!




10 – Sam Wheat e Molly Jensen (Patrick Swayze e Demi Moore) em Ghost – do outro lado da vida, 1990

Quem não se emocionou com a cena de intimidade enquanto se modela um vaso de argila? Ou então com a peculiar forma de Sam de demonstrar a reciprocidade de seu amor por Molly com o insuficiente e logo valorizado “idem”? A estória de amor que superou a morte comoveu platéias do mundo inteiro que torceu para que Sam conseguisse proteger Molly das investidas de um mal intencionado colega. A fantasia do amor maior que a vida ganhava seu melhor escaldo no cinema.

9 – Justin Quayle e Tess Quayle (Ralph Fiennes e Rachel Weiz) em O jardineiro fiel, 2005
Esse talvez seja o casal mais inusitado da lista, mas Justin Quayle e Tess ostentam uma linda e trágica história de amor. A ativista política Tess casou-se com o diplomata Justin apenas por conveniência. A união atendia interesses de ambos e nunca ultrapassou as fronteiras da figuração. Contudo, após o assassinato de Tess, Justin se coloca a frente das investigações e a medida que vai descobrindo novos fatos sobre sua mulher, vai se apaixonando por ela. Uma estória tocante e envolvente que não é o eixo central do filme, mas certamente agrega valor à fita de Fernando Meirelles.


8 – Tristan Ludlow e Susanah Fincannon (Brad Pitt e Julie Ormond) em Lendas da paixão, 1994
A pior coisa que pode acontecer a uma família já não muito estável é que dois irmãos se apaixonem pela mesma mulher. É justamente isso que ocorre na família Ludlow que ainda se vê as voltas com a guerra. Tristan se apaixona pela namorada do irmão que também se apaixona por ele. Rivalidade, traições, punição, dor, perda e tristeza dão o tom de uma linda e trágica estória de amor.

7 – Jack Dawson e Rose De Witt (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet) em Titanic,1997
A história de amor de uma geração. Essa foi a frase mais ouvida no final da década de 90 quando em pauta estava o filme Titanic. A história real do naufrágio do transatlântico foi eclipsada pela ficcional estória de amor entre o pobretão Jack e abastada Rose. O amor idílico só poderia ser vivido ali, distante da realidade, e o trágico destino de Jack fez dessa verdade algo inescapável.

6- Christian e Satine (Ewan McGregor e Nicole Kidman) em Moulin rouge – amor em vermelho, 2001
O amor pode ser intuitivo e persuasivo. A cortesã Satine e o escritor falido Christian protagonizam um amor que emperra as ambições de ambos e de todos ao redor. No entanto, a vontade de viver essa paixão (nem que por um breve período de tempo) move –os ao encontro de um destino que cada vez mais parece menos feliz.

5- Warren Justice e Sally Atwater (Robert Redford e Michelle Pfeiffer) em Íntimo e pessoal, 1996
É comum se apaixonar por um colega de trabalho. Nem tão comum se apaixonar por seu chefe. Menos comum ainda é o amor ser recíproco e temperado por compreensão, apoio e estímulo quando se tem a mesma carreira. É o que ocorre com Sally que se apaixona por seu chefe Warren que a faz evoluir na carreira. A estória de amor é abruptamente interrompida, deixando apenas a imensidão do vazio, quando Warren é morto enquanto fazia uma cobertura especial no Panamá.

4- Tommas J. Sennett e Vada Margaret (Macaulay Culkin e Anna Chlumsky) em Meu primeiro amor, 1991
Se a primeira vez é inesquecível, para Vada Margaret seu primeiro amor é ainda mais pulsante e presente em sua vida. A linda, contagiante, pura e inocente estória de amor vivida por duas crianças descobrindo o valor e o sentido de algumas palavras é tão transcendental e tão vivaz que ao mesmo tempo que prescinde do título de “estória de amor”, o faz valer com uma força arrebatadora.

3- Ennis del Mar e Jack Twist (Heath Ledger e Jake Gyllenhaal) em O segredo de brokeback Mountain, 2005
Dos melodramas mais poderosos a surgir no cinema, O segredo de Brokeback Mountain conta a história de um amor proibido. Renegado. Ennis luta contra seus impulsos enquanto Jack anseia por eles. A poesia de seus encontros a cada temporada na montanha Brokeback em que podem fantasiar e sentirem-se completos se desgasta com o tempo. Enquanto o inevitável se espraia, o amor que sentem um pelo outro e o fogo abrasador dessa paixão nunca se reproduz fora daquele lugar. Um amor trágico e condenado que caracteriza uma das estórias de amor mais lindas que o cinema já concebeu.

2- Rick Blaine e Ilsa lund (Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) em Casablanca, 1942
Entre as muitas desgraças que uma guerra pode acometer, está a separação de casais apaixonados. Seja pelo campo de batalha ou por imposições geo-políticas. É um pouco disso que ocorre com o americano Rick Blaine e a européia Ilsa que se rencontram em Casablanca, ainda divididos pela guerra. Uma estória de amor impossível atemporal, que cativa mais pelos efeitos nostálgicos do que por sua força propriamente dita. Contudo, tem a primazia de ser uma das primeiras e, certamente, a mais longeva.

1- Robert Kincaid e Francesca Johnson (Clint Eastwood e Meryl Streep) em As pontes de Madison, 1995
Não tem jeito. Por todas as circunstâncias, pelos pormenores e pela renúncia que lhe dá viço, a estória de amor (que se deu no período de uma semana) entre o fotógrafo Robert Kincaid e a dona de casa casada Francesca Johnson é a mais expressiva, dolorida e pungente de todas as estórias de amor que ganharam o cinema. Qual o amor deve prevalecer? O filme elabora e tangencia os limites do amor romântico e, ao fazê-lo, ajuda a preservar as chamas de um sentimento que pode, sim, acabar. E é essa a tragédia de todo e qualquer apaixonado.

terça-feira, 9 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - DiCaprio em 5 takes

Foi sob a batuta de Scorsese que Leonardo DiCaprio se tornou um ator de verdade. Contudo, o astro política e socialmente engajado, querido por seus colegas e sempre dedicado a seus projetos, já marcava desde cedo. Criou personagens marcantes mesmo antes da enriquecedora e frutífera parceria com Scorsese. Claquete seleciona 5 grandes momentos (acreditem, o ator teve muito mais grandes momentos do que esses) da carreira de Leonardo DiCaprio.


A primeira indicação ao Oscar

Pelo papel de Arnie Grape, o irmão caçula com problemas mentais de Jonny Depp em Gilbert Grape – aprendiz de sonhador, DiCaprio recebeu sua primeira indicação ao prêmio da academia. Jovem e ainda inexperiente, o deslumbramento e a beleza lhe levariam ao topo de Hollywood e ele descobriria mais tarde que a vista não é exatamente como imaginara.


O naufrágio conduz ao topo


E quem não viu Titanic? Que garota não chorou com a morte de Jack? Que menina não tinha um pôster de DiCaprio colado na parede? Jack Dawson, o pobretão apaixonado vivido por DiCaprio em Titanic, valeu ao ator o passaporte de astro. Comprou briga midiática com a academia de Hollywood ao não comparecer à cerimônia do Oscar de 1998 por achar injusto não ter sido indicado e ganhou U$ 20 milhões para rodar A praia que não rendeu nem isso nos EUA.


Espelho


DiCaprio começava a relativizar seu status e suas pretensões em Hollywood ao encarnar um personagem a sua semelhança em Celebridades, mordaz comédia de Woody Allen. Aqui ele vive Brandon Darrow, um ator jovem e deslumbrado com o sucesso e a fama repentina, que só quer saber de dinheiro, festas, drogas, bebidas e mulheres. Não necessariamente nessa ordem.


Maturação



Como o dócil, perspicaz e altamente sedutor Frank Abgnale Jr. De Prenda-me se for capaz, Leonardo DiCaprio mostrou que estava deixando o menino para trás e tornando-se um homem. Mais que isso, se anunciava um ator inquieto, inteligente e cuja profundidade ainda estava por ser desvelada. No filme de Spielberg o ator revelou sensibilidade e fragilidade, algo que sempre evitara em suas caracterizações.

A verdade da atuação



A terceira e mais bem sucedida, comercialmente e artisticamente, parceria com Scorsese é a prova definitiva do talento de DiCaprio. Em Os infiltrados, ele mostra-se um ator de muitos recursos dramáticos e, mais que isso, capaz de sutilezas. Desde o tom certo do sotaque de Boston até a linguagem corporal de uma pessoa assustada e reprimida diante do gangster vivido por Jack Nicholson. Seu Billy Costigan marca um momento irreversível. Agora, antes de ser um astro, ele é um ator de verdade.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

... e 12 anos depois

O recorde de Titanic que, certa vez, pareceu inquebrável, caiu. Avatar, segundo números do site americano boxofficemojo, ultrapassou nessa terça-feira a impressionante marca de U$ 1,835 bilhões nas bilheterias mundiais, tornando-se o filme de maior bilheteria da história do cinema. Mais de U$ 1.200 bilhões vêm das bilheterias mundiais. Nos EUA, o filme ainda não superou Titanic, mas analistas preveem que isso deva ocorrer já na semana que vem. Apesar dos ingressos mais caros, devido a grande maioria das cópias estarem disponíveis em salas IMAX ou 3D, impressiona a ferocidade do feito de Avatar. Tombou um recorde dessa magnitude, construído ao largo de seis meses em 6 semanas. Um senhor feito. Espera-se agora pelo novo trabalho de James Cameron. E que começem as apostas de quanto tempo o novo recorde se sustentará.
E para efeitos de registro, o filme que já se mantém a seis semanas no topo das bilheterias americanas, que já atraiu mais de 6 milhões e meio de brasileiros ao cinema e que acaba de dar nome a uma região montanhosa na China ainda não encerrou sua carreira comercial. Avatar ainda tem um longo e bilionário caminho até o Oscar em 7 de março e esse novo recorde deve encorpar ainda mais.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tira - teima - Titanic versus Avatar




Estúdio

Ambos os filmes foram produzidos e distribuídos pela FOX.



Expectativa de indústria e crítica

Titanic era aguardado mais em virtude dos atrasos e das notícias de superfaturamento que surgiam do que pelo filme propriamente dito, enquanto que Avatar foi muito antecipado, em virtude do estrondoso sucesso de Titanic, por que Cameron passou 12 anos afastado do cinema e por que trazia a reboque uma tecnologia que supunhasse revolucionária.





Oscar

Titanic é o recordista de indicações ao Oscar (14) junto com o filme A malvada. E também é o recordista de vitórias (11) junto com o filme O senhor dos anéis: o retorno do rei. Avatar está sendo cotado para disputar o próximo Oscar, mas analistas creem ser muito difícil, o filme conseguir igualar essas marcas.






Elenco

É bem verdade que Leonardo DiCaprio e Kate Winslet não tinham o peso que tem hoje à época do lançamento de Titanic, mas o filme contava com atores confiáveis, como Kathy Bates, Billy Zane, Glória Stuart e Bill Paxton. Em Avatar ocorre o mesmo. Nem Sam Worthington, nem Zoe Saldanha são estrelas consolidadas, mas há coadjuvantes de primeira linha, como Giovane Ribisi e Sigourney Weaver.




Anos de produção

Titanic levou 2 anos e meio para ser produzido, enquanto que Avatar consumiu 4 anos. Contudo,os quatro anos foram planejados. Em Titanic, esperava-se terminar tudo em 2 anos.


Custo de produção

Titanic foi o filme mais caro já produzido até 1997. Custou aos cofres da FOX (por causa dos frequentes estouros no orçamento, James Cameron abriu mão do salário, mas o estúdio o remunerou depois do estrondoso sucesso do filme) aproximadamente U$ 270 milhões. Avatar custou U$ 500 milhões segundo inventário organizado pelo New York Times. A Fox e Cameron não confirmam esse valor.


Música

Em Titanic My heart will go on, interpretada por Celine Dion cativou platéias do mundo inteiro, I see you, de Leona Lewis não conseguiu fazer o mesmo em Avatar.


gênero cinematográfico

Titanic é um drama, gênero mais prestigiado do cinema, enquanto que Avatar é uma ficção científica, gênero que apresenta as maiores bilheterias do cinema, e dentro da filmografia de James Cameron a ficção científica é dominante, enquanto que Titanic seria uma anomalia.


impacto na história do cinema

Titanic teve um impacto moderado na história do cinema. Sua longevidade se deve a maciça bilheteria conquistada e ao belo desempenho no Oscar. Já Avatar apresenta uma tecnologia nova e que promete incrementar a forma de se fazer cinema de ação e ficção científica. Em relação a bilheteria já se aproxima da histórica marca de Titanic.


grau de influência em filme contemporâneos

A maior contribuição de Titanic foi para a solidificação do status de astro de Leonardo Di Caprio. Titanic não reverberou no cinema nem estabeleceu tendências. De Avatar, espera-se o oposto. O filme foi anunciado como um divisor de águas. Espera-se que além da popularização do 3D, o filme viabilize o performance capture (técnica que cria personagens virtuais a partir de movimentos de atores) como mais um recurso disponível para cineastas imaginativos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

OSCAR WATCH - Ele ainda é o rei do mundo?


Quase tão acachapante quanto o sucesso de Titanic nas bilheterias, e no Oscar, foi o momento, de extrema e genuína emoção, em que o diretor James Cameron – ao receber seu Oscar por direção (o décimo de Titanic naquela noite)- gritou tal qual o protagonista de seu filme: “eu sou o rei do mundo”. A apoteose de James Cameron, por mais catártica e fugaz que pudesse parecer, parece se repetir nesse principio de 2010. Mais de uma década depois daquele efusivo momento, James Cameron desponta mais uma vez como favorito ao Oscar. Seu filme, justamente o primeiro depois de Titanic, já é o segundo de maior bilheteria da história. A frente de Avatar, só a história de Jack e Rose.
Cameron conseguiu obter sucesso de critica com o performance capture, tecnologia que outros cineastas já utilizavam e recebiam duras criticas (caso de Robert Zemeckis) ou incisivas restrições (caso de Peter Jackson). Ele não esconde que quer revolucionar o cinema. Um dos proprietários da Dreamworks, Jeffrey Katzenberg, disse em novembro que dois momentos haviam sido fundamentais para o cinema. O advento do som e depois da cor. E que o terceiro estaria ocorrendo agora. Que o cinema se definiria a partir do dia 18 de dezembro de 2009, dia da estréia mundial de Avatar, como antes e depois de Avatar. E Katzenberg falou de coração, já que o filme é de um estúdio concorrente e ele não está ganhando absolutamente nada em promover Cameron e seu trabalho.
O show business parece se curvar ante Cameron mais uma vez. A critica americana se assombra com o impacto cultural de sua nova obra. Cameron conseguiu agradar desde entusiastas da tecnologia até corações românticos. E muitos creem que Avatar ainda pode superar Titanic nas bilheterias. Cameron é um gênio? Ou apenas um sagaz marketeiro enrustido em um competente diretor? Os números de Avatar podem sombriar a questão, o discurso do filme pode clareá-la e o longo período que se passou entre Titanic e Avatar pode comprometer sua objetividade. Respostas para essa questão serão frutos de um estado de consternação emocional semelhante ao narrado na abertura desse artigo. Mas de qualquer maneira, o gigantismo das obras de Cameron e a penetração destas na cultura pop são indicativos sólidos o suficiente para atestar que ele tem sangue azul.