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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

TOP 10 - Dez atuações "padrão Tom Hanks"

O cineasta Paul Greengrass admitiu em recente entrevista à revista Preview que fator preponderante para que aceitasse dirigir Capitão Phillips, uma das principais estreias deste mês nos cinemas brasileiros, foi trabalhar com Tom Hanks. “Foi uma decisão muito pessoal minha. Todo cineasta quer ter um ator como Tom Hanks em seu filme”, disse o diretor. Muitos comentaristas estão considerando que Hanks irá ao Oscar, Claquete antecipou o bom momento do ator – agora confirmado – em maio deste ano. A seguir, lista dez atuações que ajudaram a consolidar o padrão Tom Hanks de qualidade.



10 - Apollo 13 – do desastre ao triunfo (Apollo 13, EUA 1996), de Ron Howard
Eis aqui um trabalho genial em sua simplicidade. Hanks puxa o bonde de um elenco estrelado em um filme de grande apelo comercial e enorme potencial dramático. É seu personagem, porém, quem representa o elo com o público. Algo que Tom Hanks faz como ninguém.

9 - O terminal (The terminal, EUA 2004), de Steven Spielberg
Hanks põe todo o seu carisma a serviço de um personagem preso a uma situação esdrúxula. Por seu país ter sofrido um golpe de Estado, não pode sair do terminal de um aeroporto. Spielberg faz um filme doce e cheio de camadas contando com a astuta colaboração de Hanks que cria um personagem inesquecível. Difícil pensar que O terminal seria um filme tão lembrado, até porque em essência é bem banal, se Hanks não fosse o protagonista.

8 - Náufrago (Cast away, EUA 2000), de Robert Zemeckis
Tom Hanks segura sozinho, há quem diga que houve ajuda de Wilson (uma bola), um filme de mais de duas horas em que há a predominância do silêncio. Hanks voltou ao Oscar por esse trabalho louvável de atuação em que demonstra uma infinidade de recursos dramáticos provando ser um ator muito maior e mais capaz do que muitos tinham por fato.

7 - Matadores de velhinhas (The ladykillers, EUA 2004), dos irmãos Coen
Os irmãos Coen eram parte da nata de cineastas americanos com que Hanks ainda não havia colaborado. Nessa espirituosa sátira ao establishment americano, o primeiro remake dos Coen, Hanks vive um larápio cheio de lábia e com um visual excêntrico. É o ator exercitando sua veia cômica em uma proposta para lá de sofisticada.

6 - O resgate do soldado Ryan (Saving private Ryan, EUA 1998), de Steven Spielberg
É seguramente uma das melhores atuações de Hanks. Inesperadamente sutil e subitamente grave, o ator preenche de vivacidade e emoção seu personagem, um homem que precisa liderar um punhado de soldados em uma missão potencialmente suicida para resgatar um único homem no crepúsculo da segunda guerra mundial. Se já não tivesse ganhado dois Oscars, a academia não teria desculpas (e mesmo assim elas são pouco aceitáveis) de não ter lhe dado o Oscar por esse desempenho.

5- À espera de um milagre (The green mile, EUA 1999), de Frank Darabont
Tom Hanks novamente fazendo as vezes de canal entre o público e a trama que se desenvolve. Nesse belo drama baseado em obra de Stephen King, ele faz um carcereiro que descobre um dom especial em um prisioneiro e passa a alimentar um conflito existencial que abrange fé, justiça e outras tantas angústias.

4 - Forrest Gump, o contador de histórias (Forrest Gump, EUA 1994), de Robert Zemeckis
Certamente seu personagem mais famoso, Forrest Gump é, também, a graduação de Hanks como ator dramático. Sua prova de que é, afinal, alguém capaz de transmitir com eficiência ímpar os pormenores de um personagem e decodificar aspectos do roteiro que apenas um grande ator seria capaz de tornar em trunfos narrativos.

3 - Jogos do poder (Charlie´s Wilson war, EUA 2007), de Mike Nichols
Uma das melhores atuações da carreira do ator, mas poucos percebem isso. Transitando com fineza entre os registros dramáticos e cômicos, Hanks constrói um personagem satírico sem ser caricato – tarefa dificílima – e se fia como um dos pontos altos desse grande filme de Nichols.

2- Estrada para perdição (Road to perdition, EUA 2002), de Sam Mendes
Tom Hanks faz um homem mau neste filme. Mesmo? A ambiguidade do personagem é dilatada pela qualidade da interpretação do ator na pele deste gangster em fuga com seu filho após este último ter presenciado o assassinato do restante de sua família. Um filme poderoso sobre a descoberta do filho pelo pai e do pai pelo filho e uma crônica sobre o código de ética mafioso por um ângulo jamais visto.

1-Filadélfia (Philadelphia, EUA 1993), de Jonathan Demme
A primeira grande atuação de Tom Hanks? Não. Ele já havia sido indicado ao Oscar antes, e por uma comédia. Mas essa talvez seja sua primeira atuação formal no sentido de se erguer como um dos maiores atores a ter pisado na Terra. Lhe valeu o primeiro Oscar e o personagem aidético que inicia uma luta nos tribunais contra a empresa que o demitiu ainda é de uma pungência fora do normal visto 20 anos depois. Não é qualquer ator que consegue isso.

domingo, 31 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Contexto

Quando o outro é o espelho

Em Homens em fúria, somos apresentados a dois homens enrustidos. Não no sentido de orientação sexual geralmente atribuído ao termo, mas no sentido de esconderem seus anseios nas profundezas do inconsciente. Esse expediente dramático é muito eficiente para o cinema e para a literatura, pois possibilita um valioso conflito. Homens em fúria (Stone, EUS 2010), porém, não se detém apenas a esse componente. Na trama, Jack (Robert De Niro) e Stone (Edward Norton) apresentam visões de mundo opostas. E atravessam momentos opostos também. Ambos já vivenciaram os fatos definidores de suas vidas (no caso de Stone o crime que cometeu e no de Jack uma atitude em particular que vemos no prólogo do filme). Ambos estão às voltas com a religiosidade. Jack perambula pela igreja, mas não consegue se conectar. Stone recorre a fé para manter a serenidade que parece lhe escapar quando o conhecemos. Jack é conservador e parece acreditar nas instituições (como família, lei, Deus), embora nunca tenhamos certeza se ele acredita ou se nós acreditamos que ele acredita. Stone não dá a mínima para as instituições, até o momento em que percebe que essa postura lhe atribula mais do que ele imaginava.

Em Filadélfia, visões de mundo antagônicas se chocam em uma experiência definidora


Estamos diante de um clássico confrontamento materializado na figura de dois personagens poderosos. O ponto de intersecção passa por questões ligadas a moral e a fé. Debater a humanidade, nesses moldes, é algo que o cinema faz com certo apreço. Essa dicotomia está presente no argumento de filmes tão dispares como Filadélfia (em que advogado preconceituoso vivido por Denzel Washignton vai desvincilhando-se de seu preconceito conforme avança na defesa do personagem vivido por Tom Hanks) e Batman –o cavaleiro das trevas (em que o caótico coringa exorta as disfunções do mundo a um Batman unidimensional). O mais interessante a se observar na proposição desse exercício são as diferentes soluções aventadas nessas obras. Mesmo distintas, elas se relacionam no sentido de prover um comentário profundo das angústias humanas. A psicologia dos personagens e seus dramas legitimam esses filmes como estudos do homem e o meio.

Em 500 dias com ela, Tom acredita no amor e Summer não. O filme não terminará sem que o choque dessas visões de mundo produza mudanças na vida dos dois


Se você gostou da seção deste mês e deseja repercutir o tema abordado sob esse e outros pontos de vista, Claquete recomenda:


Filadélfia (Philadelphia, EUA 1993), de Jonathan Demme
Antes de partir (The bucket list, EUA 2007), de Rob Reiner
Batman – o cavaleiro das trevas (Batman – the dark Knight, EUA 2008), de Christopher Nolan
Tropa de elite (Brasil 2007), de José Padilha
500 dias com ela (500 days of Summer, EUA 2009), de Marc Webb

quarta-feira, 30 de junho de 2010

TOP 10

10 músicas que marcaram o cinema nos anos 90
Quem não gosta de uma boa música? Cinema e música se intercambiaram muitas vezes ao longo da história. Existem momentos, porém, em que essa sinergia alcança patamares estratosféricos. Claquete lista 10 músicas que, além de se eternizarem, ajudaram a eternizar os filmes que “estrelam”. Relembre as 10 músicas que fizeram a cabeça do cinema nos anos 90.

10 – Streets of Philadelphia, do filme Filadélfia
Não tem como pensar no filme Filadélfia e não pensar na bela canção de Bruce Springsteen, vencedora do Oscar de melhor canção original. A bela música pontua a jornada inspiracional do personagem de Tom Hanks e ainda faz o espectador ter vontade de se perder em Filadélfia.

9 – I don´t want to miss a thing, do filme Armageddon
Não há música mais indicada para embalar corações apaixonados do que esta melosa canção do Aerosmith composta especialmente para o filme estrelado pro Bruce Willis. A letra é linda, a melodia pegajosa e, bem, você já pegou a ideia...

8 – Hakuna matata, do filme O rei leão
Uma filosofia de vida. Essa é a melhor definição para essa música de gente zen. Hakuna matata virou febre e o lema entoado por Timão e Pumba ganhou sonoridade e adeptos ao longo dos anos, virando até mesmo comunidade do orkut.

7- When a man loves a woman, do filme Quando um homem ama uma mulher
Que mulher não gosta de um homem disposto a tudo por ela? A música de Michael Bolton composta para o filme de mesmo nome sublinha o que um homem é capaz de fazer por amor. A porção do inesperado é justamente essa. Já que estamos acostumados a ver e ouvir o que uma mulher faria por amor. O filme que traz Meg Ryan e Andy Gargia é bom, mas a música que embala a história é muito melhor.


6- I´ll always love you, do filme O guarda costas
Atire a primeira pedra quem nunca entoou um verso sequer dessa música. O guarda costas se tornou um clássico instantâneo muito em parte por causa da apaixonada e apaixonante canção composta e interpretada por Whitney Houston. A história do filme é bem clichê, mas a canção a torna especial.


5- Girl, you´ll be a woman soon, do filme Pulp fiction – tempos de violência
Todo mundo sabe que Quentin Tarantino tem um ouvido todo especial. Ele arrebenta nas trilhas de seus filmes e não poderia ser diferente no filme que o pôs definitivamente no mapa. A versão do Urge Overkill para a música Girl, you´ll be a woman soon não só é cativante, como matadora. Não tem como pensar em Pulp Fiction e não lembrar de Uma Thurman se mexendo ao som dessa música.

4-Unchained melody, do filme Ghost-do outro lado da vida
Dá para dizer que se você chora um amor interrompido, você chora ao som de Unchained melody. A música que marca a história do casal apaixonado separado pela morte em Ghost- do outro lado da vida, tomou as rádios e era lançada em quase toda coletânea que se prezasse. Afinal, todo mundo tem uma história de amor para lembrar e chorar.

3- Pretty woman, do filme Uma linda mulher
Outra canção que é imediatamente associável ao seu filme de origem é Pretty woman de Roy Orbison. Se toda mulher que ser como a personagem de Julia Roberts em Uma linda mulher, toda mulher que ter essa música como parte da trilha sonora de sua vida.

2- Íris, do filme Cidade dos anjos
Como expressar um amor mais forte que a vida. Íris é uma boa forma de tentar. A poderosa e apoteótica música do Go go dolls, composta especialmente para o filme Cidade dos anjos, é a mais perfeita declaração de amor que alguém pode fazer ou receber em forma de melodia. Até hoje causa impacto e arrepia corações apaixonados que dedicam a músicas a seus amores.

1- My heart will go on, do filme Titanic
Sério que você pensava que o topo seria de qualquer outra música que não a melosa canção de Titanic? Rádios dos mais diferentes estilos tocaram My heart will go on por meses. Diferentes versões, versões brasileiras e um Oscar ajudam a entender o fenômeno. A música interpretada por Celine Dion pode na ser a melhor, mas certamente é a mais inesquecível do cinema nos anos 90.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Grandes momentos do cinema

Grandes momentos do cinema apresenta hoje dois atores em um de seus melhores momentos. Denzel Washington e Tom Hanks têm dois Oscars cada um. Hanks, inclusive, fatutou seu primeiro por este filme. Trata-se de Filadélfia (Philadelphia, EUA 1993). O filme de Johnathan Demme é um primor sob muitos aspectos. Desde a maravilhosa música de Bruce Springsteen até a direção segura e afinada de Demme. Mas é inegavel que é no forte e conciso trabalho dos atores que reside o maior trunfo do filme. Nessa cena, em particular, isso fica muito visível. Sutil, de ritmo leve e extremamente íntima e sugestiva.
Hanks faz um advogado que prestes a ser promovido a sócio de uma poderosa firma é demitido após ter sido diagnosticado com AIDS. Washington faz seu advogado. Filadélfia foi um dos primeiros filmes a abordar de maneira aberta, honesta e bem sucedida a AIDS e o homossexualismo. O filme é, ainda, um poderoso drama de tribunal. Um filme indispensável para qualquer um que aprecie cinema. Assim como essa poderosa cena que diz muito sobre os personagens, sobre o momento que vivenciam na narrativa do filme e sobre os brilhantes intérpretes que lhe dão vida.