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domingo, 31 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Contexto

Quando o outro é o espelho

Em Homens em fúria, somos apresentados a dois homens enrustidos. Não no sentido de orientação sexual geralmente atribuído ao termo, mas no sentido de esconderem seus anseios nas profundezas do inconsciente. Esse expediente dramático é muito eficiente para o cinema e para a literatura, pois possibilita um valioso conflito. Homens em fúria (Stone, EUS 2010), porém, não se detém apenas a esse componente. Na trama, Jack (Robert De Niro) e Stone (Edward Norton) apresentam visões de mundo opostas. E atravessam momentos opostos também. Ambos já vivenciaram os fatos definidores de suas vidas (no caso de Stone o crime que cometeu e no de Jack uma atitude em particular que vemos no prólogo do filme). Ambos estão às voltas com a religiosidade. Jack perambula pela igreja, mas não consegue se conectar. Stone recorre a fé para manter a serenidade que parece lhe escapar quando o conhecemos. Jack é conservador e parece acreditar nas instituições (como família, lei, Deus), embora nunca tenhamos certeza se ele acredita ou se nós acreditamos que ele acredita. Stone não dá a mínima para as instituições, até o momento em que percebe que essa postura lhe atribula mais do que ele imaginava.

Em Filadélfia, visões de mundo antagônicas se chocam em uma experiência definidora


Estamos diante de um clássico confrontamento materializado na figura de dois personagens poderosos. O ponto de intersecção passa por questões ligadas a moral e a fé. Debater a humanidade, nesses moldes, é algo que o cinema faz com certo apreço. Essa dicotomia está presente no argumento de filmes tão dispares como Filadélfia (em que advogado preconceituoso vivido por Denzel Washignton vai desvincilhando-se de seu preconceito conforme avança na defesa do personagem vivido por Tom Hanks) e Batman –o cavaleiro das trevas (em que o caótico coringa exorta as disfunções do mundo a um Batman unidimensional). O mais interessante a se observar na proposição desse exercício são as diferentes soluções aventadas nessas obras. Mesmo distintas, elas se relacionam no sentido de prover um comentário profundo das angústias humanas. A psicologia dos personagens e seus dramas legitimam esses filmes como estudos do homem e o meio.

Em 500 dias com ela, Tom acredita no amor e Summer não. O filme não terminará sem que o choque dessas visões de mundo produza mudanças na vida dos dois


Se você gostou da seção deste mês e deseja repercutir o tema abordado sob esse e outros pontos de vista, Claquete recomenda:


Filadélfia (Philadelphia, EUA 1993), de Jonathan Demme
Antes de partir (The bucket list, EUA 2007), de Rob Reiner
Batman – o cavaleiro das trevas (Batman – the dark Knight, EUA 2008), de Christopher Nolan
Tropa de elite (Brasil 2007), de José Padilha
500 dias com ela (500 days of Summer, EUA 2009), de Marc Webb

sábado, 30 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Edward Norton em cinco takes

Estréia consagradora

As duas faces de um crime (Primal fear, EUA 1996)

Não é para qualquer um. Logo em sua estréia no cinema, então com 27 anos, Norton arrebatou público e crítica com sua performance de um homem com distúbios mentais no drama de tribunal dirigido por Gregory Hoblit. Ofuscou os protagonistas vividos por Richard Gere e Laura Linney e beliscou uma indicação ao Oscar de coadjuvante com uma composição assustadora e dissimulada que até hoje arrepia.



Carregando um filme

A outra história americana (American history X, EUA 1998)

Esse talvez seja o filme mais indicado para sintetizar quem é Edward Norton enquanto ator. Aqui ele cria um personagem de extremos. Vivendo um neonazista que se redime na prisão, Norton faz uma composição cheia de nuances, mas não escapou dos conflitos com o diretor. Tony Kaye desautorizou a versão que foi aos cinemas e fez duras críticas ao comportamento do ator que ainda se envolveria em outros conflitos com estúdios e diretores. Norton foi indicado ao Oscar pelo papel e continua como um dos grandes astros do cinema (é tido como um ator comprometido, mas de temperamento difícil) e Kaye se refugiou na TV.



A pegada cult

Clube da luta (Fight club, EUA 1999)

Dá para dizer que Norton alcançou público mesmo com esse filme. Paradoxalmente (mesmo com duas indicações ao Oscar na bagagem) foi o drama existencial de David Fincher que o fez ser percebido como um ator cult. Que objetiva dizer algo com seus filmes. Aqui ele cria o sujeito comum, massacrado pela vida moderna e tem Brad Pitt como alterego.



Expandindo os horizontes

Tenha fé (Keeping the faifh, EUA 2000)

Nessa comédia que mescla com desenvoltura amor e religiosidade e os princípios que se impõem entre ambos, Norton divide a cena com Ben Stiller e também assume a direção e o argumento da fita. A estréia como diretor foi promissora e criou expectativas, mas o ator não tem demonstrado interesse em voltar ao ofício.

 
Com fúria e minimalismo

A última noite (25th hour, EUA 2002)

Neste melancólico e intimista drama dirigido por Spike Lee, Norton demonstra toda a sua força como ator. Com algumas cenas que fazem o espectador dá um nó na garganta e querer aplaudi-lo sem mesmo saber por quê. No filme ele vive um homem em sua última noite de liberdade. Um Edward Norton visceral e mimético aparece das sombras da Nova Iorque de Spike Lee.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Perfil: Robert De Niro

O homem que é uma unanimidade

Diz o senso comum que toda a unanimidade é burra. Diz o senso comum, também, que Robert De Niro é um papa da atuação. Um dos maiores atores que já pisou no planeta. Seria um contrasenso comum ou estamos diante de uma revolução semântica? Nem tanto a Deus nem tanto ao Diabo reza outro dito popular. Robert Mario De Niro Jr. é um nova-iorquino nascido em pleno estupor da segunda guerra mundial (17 de agosto de 1943) e de ascendência italiana (característica que lhe marcou a carreira). Falar que De Niro venceu um câncer na próstata talvez seja lisonjeiro demais. Talvez de menos. Falar que fundou o Festival de cinema de Tribeca em homenagem às vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 talvez seja desnecessário. Talvez não. Falar que é adepto de casamentos longos (é casado com Grace Hightower desde junho de 1997) talvez seja despropositado. Talvez não. Lembrar que é um democrata fervoroso que se engajou nas campanhas de Bill Clinton, Al Gore e, mais recentemente, Barack Obama talvez seja inoportuno.Talvez não. Falar que criou uma bem sucedida rede de restaurantes italianos no leste americano e que teve o tino empreendedor reconhecido por revistas do segmento talvez seja um adendo circunstancial. Talvez não.

A capa de revista que diz tudo: ator venerado nos quatro cantos da terra 


Na sexta colaboração com Scorsese, De Niro assume a loucura. Juliete Lewis à época do lançamento do filme declarou a respeito do colega de cena: "Ele me provocava um misto de medo e tesão"


Robert De Niro é um ator que provoca calafrios. Há quem diga que hoje ele só se repete e há quem diga que ele conquistou esse direito. Mas como? Basta ao incauto leitor rever a história. Comece por O poderoso chefão 2 (1972), não foi efetivamente a estréia de De Niro no cinema (ele já havia feito umas duas ou três produções obscuras), mas se oficiou como a estréia de De Niro. Laureada com o Oscar, poucas vezes uma estréia foi tão vaticinante. O talento bruto, explosivo e hipnotizante valeu um curioso status na história do cinema. Don Corleone tornou-se (com a premiação de De Niro) o único personagem a render dois Oscars para intérpretes diferentes (o outro havia sido Marlon Brando pelo filme original). E se você quer entender De Niro vá aos filmes de Scorsese. Comece pelo início, ou seja, por Caminhos perigosos (1973), continue pelo duo mais louvado da época Taxi driver (1976) e Touro indomável (1980). No meio deles, se refresque com o musical New York, New York (1977). Ainda com Scorsese, o ator pode ser visto no pouco compreendido O rei da comédia (1983), no definidor Os bons companheiros (1990), no agonizante Cabo do medo (1991) e no analítico e nostálgico Cassino (1995). Se De Niro ascendeu ao olímpo dos grandes intérpretes com Scorsese, foi com outros cineastas que ele se testou. Foi o demônio nas mãos de Alan Parker em Coração Satânico (1987) e um homem modificado pela guerra em O franco atirador (1978) de Michael Cimino. Conferiu charme a face criminosa para cineastas que se fizeram no gênero. Michael Mann (Fogo contra fogo), Brian De Palma (Os intocáveis) e Quentin Tarantino (Jackie Brown).
Mais recentemente se engajou nas comédias, filão que descobriu levar jeito parodiando a si mesmo em Máfia no divã (1999). Mas se prepara para retomar a parceria com Scorsese em um filme sobre a máfia irlandesa.
Dizer que Robert De Niro é um gênio do cinema talvez seja redundante.Talvez não.

Ao lado de outro ícone do cinema, Al Pacino, nos sets de As duas faces da lei (2008)

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Ela é o motivo!


Muitos filmes se assentam sobre a disputa de dois homens por uma mulher. É um dilema de ares shakespearianos muito bem aproveitado pelo cinema em linhas gerais. Não é exatamente o mote de Homens em fúria, mas a ideia está lançada em seu âmago. E que mulher mais indicada para protagonizar a polarização entre dois homens perturbados do que a ucraniana Milla Jovovich? A modelo fez sua estréia no cinema americano em De volta a lagoa azul (1991), aos 16 anos de idade e com uma beleza hipnótica. Mas só dali a alguns anos pelas mãos de Luc Besson (com quem se casaria) que Milla virou grife no cinema. Ao ser o quinto elemento que Bruce Willis tem de proteger no filme O quinto elemento (1997), a atriz cativou pela beleza e pelo carisma. Besson fez um épico só para ela (Joana D´ Arc) que naufragou junto com o casamento. Vieram participações em filmes como Zoolander e O hotel de um milhão de dólares até que surgisse a franquia baseada nos games Resident Evil (2002) e novo casamento, dessa vez com o diretor Paul W. Anderson. O filme que chegou ao quarto exemplar em 2010 sedimentou Milla como action hero e fez de sua exuberância física não só um ás para a série, como algo reconhecível quando se fala da atriz. Justamente por isso, clama à curiosidade sua participação em Homens em fúria. Milla aqui assume um papel dramático até então inédito em sua carreira. Investindo na sensualidade inerente a sua pessoa e exibindo muita segurança ao desvendar um personagem com inclinação polêmica, Milla demonstra que tem estofo dramático para viver sem zumbis.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Crítica

Deletério!

Quando um filme tem um prólogo poderoso e insidioso como o que tem Homens em fúria (Stone, EUA 2010), você sabe que vem coisa boa pela frente. A fita de John Curran é um meticuloso estudo de personagem e, mais que isso, de personalidades. Robert De Niro dá viço a um homem cansado, rústico, retrógrado e infeliz. Esse homem tem a sintomática função de julgar se um prisioneiro está apto ou não a ser reintegrado à sociedade pela via da liberdade condicional. Edward Norton faz o prisioneiro que prefere ser chamado pelo pouco lisonjeiro apelido de Stone (algo como chapado) e demonstra ser um tipo irritadiço. A partir da convivência durante a fase de análise que antecede a soltura (ou não) de Stone é que o filme situa seus personagens para a platéia. A carga emocional destes dois homens que se posicionam cada vez mais em sentidos opostos (e não se trata de usar a lei como parâmetro).


A vida como ela é: personagens presos a suas obsessões são a matéria prima de Homens em fúria

Erra quem pensa que Homens em fúria é um suspense banal como sugerem o nome nacional e todo o marketing da distribuidora. Homens em fúria é um drama de cunho existencial que vai pincelando personagens fortes e oferece leituras que se enraízam firmemente nos conflitos vividos por esses personagens. O fato da mulher de Stone, Milla Jovovich, ser uma ninfomaníaca que se envolve com o personagem de De Niro tem menos a ver com a vontade de ajudar seu marido e mais com esse impulso destrutivo que não consegue controlar. Na mesma medida está a postura controladora e podadora do personagem de De Niro que mantém sua mulher (Frances Conroy) prisioneira em um casamento infértil. Já Stone percebe que contar mentiras e atuar no teatro social que seu papel de prisioneiro exige não lhe trará ganho real e será questão de tempo para que esteja de volta àquela mesma situação. É do intercambiamento dessas percepções – todas alçadas com sutilezas de imagens e silêncios, que Curran tece um poderoso painel sobre a razão, e a necessidade, da fé em dias como os que vivemos. Homens em fúria, no final das contas, mostra homens (no sentido de humanidade) que não sabem ao certo como controlar seus sentimentos.

domingo, 24 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Insight

 A química dos astros




Se existe algo que transcende os papos da cinefilia é o poder de atração que astros de cinema exercem sobre nós mortais. Sempre foi assim. A era de ouro de Hollywood se caracterizou pelos contratos milionários que estúdios de cinema travavam com astros e estrelas que ficavam enclausurados e, muitas vezes, tinham que encenar suas vidas reais. Galãs tinham sua opção sexual escondida e atrizes eram projetadas como símbolo sexual. A era de ouro se foi, mas a atração que celebridades exercem continua. Transfigurada na cobertura simbiótica que tablóides e revistas de fofoca fazem do dia a dia de astros e estrelas.
O cinema sempre foi ponto tangencial do genuíno interesse que uma celebridade desperta. Em uma recente pesquisa promovida com seus leitores, a revista Empire apurou que 55% deles ainda se pautam pelo ator/atriz na hora de escolher um filme. Este tema (o poder de atração de astros de cinema) foi abordado nesta mesma seção Insight em setembro deste ano no texto “A força de George Clooney” e em setembro do ano passado no texto “Quando dois astros se encontram”. A razão de o assunto estar sendo suscitado novamente, ainda que sob uma nova perspectiva, é a estréia de Homens em fúria. Um filme que passaria a esmo da percepção da platéia (como de fato está passando nos EUA), mas que ganha alguma relevância em virtude de seu par de protagonistas. Homens em fúria é uma produção independente, com um diretor de filmes independentes semi desconhecido e com um tema que não é palatável a qualquer platéia. Como vender um filme desse? Chamando atores com trânsito junto ao público (com pegada comercial), mas com vocação independente. Tanto Edward Norton que esteve em blockbusters como O incrível Hulk e em filmes menores como O despertar de uma paixão, quanto Robert De Niro (que ainda este ano estréia o terceiro Entrando numa fria) têm esse perfil.
Homens em fúria passa então a possuir um valioso hype. O segundo encontro de Robert De Niro e Edward Norton nas telas de cinema. Um trunfo em termos de marketing. E esse marketing mostra que é o star power a única concreta salvação para o cinema enquanto espetáculo para as massas. 3D, efeitos especiais, blockbusters e tudo o mais são variações que em si não se sustentam. A química dos astros, não entre si, mas com o público, ainda é o melhor investimento que Hollywood é capaz de bancar atualmente. É, também, o que rende melhores juros.

sábado, 23 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - A primeira cartada

O mundo do cinema aguardava com expectativas a reunião de três grandes destaques de três gerações diferentes em um mesmo filme. A cartada final (The score, EUA 2001), de Frank Oz, reunia Edward Norton, Robert De Niro e Marlon Brando, estabelecendo-se assim como o filme mais hypado do começo do novo século (a saga Harry Potter e a trilogia O senhor dos anéis viriam pouco depois). O filme também se eternizou por ser o último trabalho para cinema de Marlon Brando que faleceria 3 anos depois.

Trinca de respeito: De Niro, Norton e Brando fazem a alegria do cinéfilo em A cartada final


A cartada final é um ágil heist movie. Aquele tipo de filme com personagens charmosos e planos mirabolantes. No caso deste filme em particular, Robert De Niro vive Nick Wells, um ladrão profissional que decide se aposentar após quase ser pego com a boca na botija. A ideia de viver uma aposentadoria sossegada ao lado de sua namorada Diane (Angela Basset) ganha força. Contudo, um velho amigo de Nick (e também financiador de seus trabalhos) lhe procura com uma oferta para lá de atraente. Roubar um peça histórica de valor exorbitante. Nick é pressionado pelo amigo e instigado pelo colega do trabalho em questão, papel vivido com expressão por Edward Norton. O ator faz Jackie Teller, um habilidoso, mas agressivo ladrão, que está infiltrado no lugar em que a peça histórica fica guardada. A ideia do roubo, portanto, partiu dele. A relação entre Nick e Jackie se configura com elementos de rivalidade, admiração e desconfiança (como mandam as tradições do gênero) e são potencializadas pelas atuações prazerosas que o par de atores dispensa. Brando, por sua vez, opera no piloto automático; mesmo assim é um deleite assisti-lo.
A cartada final traz frases espertas, tensão genuína e o obrigatório final surpreendente. Afinal, Hollywood não cansa de admoestar sua platéia: ladrão que rouba ladrão, 1000 anos de perdão.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - O novo encontro

Quando dois atores do calibre de Edward Norton e Robert De Niro se reúnem, qualquer pretexto para ir ao cinema é válido. Na verdade, não há necessidade de pretexto, já que conferir um encontro dessa magnitude apetece tanto cinéfilos quanto espectadores casuais. É esse, inegavelmente, o principal atrativo de Homens em fúria (Stone, EUA 2010). O filme que estréia hoje no Brasil e teve premiere mundial no festival de Toronto no mês passado opõe mais uma vez os dois titãs da interpretação. A primeira vez foi em 2001 no thriller de assalto A cartada final. No novo filme, Robert De Niro vive Jack, um veterano agente de condicional que a alguns dias da aposentadoria recebe o caso de Stone (Edward Norton) que foi condenado por um incêndio que matou seus avós e agora pleiteia a liberdade condicional. Portanto, o embate entre os atores se dá nas telas e na trama. “Abordando questões como religiosidade, ética, moral, fé e preconceito, Homens em fúria se presta a um elaborado estudo de personagem”, escreveu em seu site o crítico de cinema Roger Ebert. Para desequilibar ainda mais esse confrontamento, entra em cena Lucetta (a atriz Milla Jovovich), mulher de Stone que se aproxima de Jack para interceder a favor do marido e acaba se envolvendo sexualmente com ele.

Nove anos atrás: Norton e De Niro também brincaram de gato e rato em A cartada final 


Conflitos psicológicos: Dois homens que duelam com as próprias consciências colidem em Homens em fúria


O diretor John Curran, que já havia dirigido Norton no deslumbrante O despertar de uma paixão (2006) entende do assunto. Seus filmes captam seus personagens em contradição sexual e emocional. Foi assim em Tentação (2004) e no próprio O despertar de uma paixão em que Norton vive um diplomata que se apaixona pela mulher após ser traído pela mesma. Naquele filme o amor se avizinhava depois do desprezo e da raiva habitarem a relação.
Em Tentação, dois casais são tomados por uma crise existencial que desperta desejos, rancores e outros tipos de inquietação.
Homens em fúria estava previsto para estrear no dia 22 de outubro. A distribuidora, Imagem filmes, adiou a estréia para o dia 29, para depois adiantá-la novamente. Junto com a estréia do filme, começa o Especial Homens em fúria aqui em Claquete. Até o final do mês, todo dia, um post sobre o filme
 
O diretor Curran orienta Norton nos sets de Homens em fúria: atuações viscerais