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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Oscar Watch 2014 - A peleja das atrizes coadjuvantes

Da esquerda para a direita: June Squibb (Nebraska), Jennifer Lawrence (Trapaça), Sally Hawkins (Blue Jasmine), Lupita Nyong´o (12 anos de escravidão) e Julia Roberts (Álbum de família)

Toda poderosa Lawrence

Meryl Streep que se cuide! Jennifer Lawrence já até fez piada sobre superá-la. No ano passado. O futuro é estrelado e ninguém exatamente sabe até onde J. Law pode chegar. Por sua arrebatadora performance em Trapaça, ela está no páreo pelo Oscar no ano seguinte ao triunfo por O lado bom da vida e há quem torça o nariz a premiá-la novamente e, assim, tão jovem. Mas J.Law tem seus encantos e ...

Prós:
- Consegue se credenciar com uma atuação ainda melhor do que a que ganhou o Oscar no ano anterior
- É a melhor na disputa
- Ganhou o Globo de Ouro e o Bafta
- É a maior estrela feminina da Hollywood atual e isso pode contar pontos a favor
- Tem menos tempo em cena do que a maioria de suas concorrentes
- Tem um papel suculento e que favorece seu talento

Contras:
- É a maior estrela feminina da Hollywood atual e isso pode contar pontos contra. A inveja, afinal, rola solta em Hollywood também
- Ganhou no ano passado e a Academia é resistente à ideia de premiar intérpretes em anos consecutivos
- Tem menos tempo em cena do que a maioria de suas concorrentes
- Não é ela quem conta com o hype, diferentemente do ano passado. Dessa vez, o hype está todo do lado de Lupita Nyong´o

Terceira indicação
Indicações anteriores
Atriz por Inverno da alma em 2011
Atriz por O lado bom da vida em 2013
Vitória anterior
Atriz por O lado bom da vida (2013)

A nova joia do Quênia

Ela nasceu no México, mas é filha de pais quenianos. Cidadã do mundo, Lupita é nome a ser batido no Oscar, pelo menos no critério da maioria dos analistas da indústria. Sua performance avassaladora em 12 anos de escravidão angariou fãs e marqueteiros como Oprah Winfrey. Lupita é a darling da temporada e merece curtir esse momento.

Prós:
-Ganhou o SAG e o critic´s choice Awards
- A categoria costuma premiar atrizes iniciantes e este é apenas  primeiro filme de Lupita
-Atrizes negras apresentam bom retrospecto na categoria. Foram quatro vitoriosas em oito anos. É a maior média entre todas as categorias de interpretação
- Tem cabos eleitorais poderosos
- Pode representar uma das poucas chances de premiar um filme que parece em declínio na temporada

Contras:
- Nos prêmios da crítica, ganhou menos do que Jennifer Lawrence
- É a menos experiente na disputa e isso pode contar alguns votos
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- Ainda que o filme mantenha o prestígio, parece ter perdido força na corrida e isso pode pesar contra suas chances

Primeira indicação

Simplesmente feliz!

Sally Hawkins é daquelas atrizes que já deveriam ter sido indicadas ao Oscar. Todo mundo sabe disso e a Academia também. Dona de um repertório de atuações discretas, mas particularmente eficientes, especialmente em dramas ingleses, Hawkins é daquelas que a indicação ocasional faz justiça a uma carreira sem sobressaltos e especialmente sólida. Em Blue Jasmine ela só não rouba a cena, porque Cate Blanchett insiste em não deixar.

Prós:
- Se for para votar em uma zebra, não há listras melhores
- Pode se beneficiar de eventuais votos casados que tem Blanchett como cabeça
- É inglesa e inglesas também costumam ir bem nesta categoria

Contras:
- Cate Blanchett chama toda a atenção para o filme
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada e esse fato diminui sensivelmente suas chances
- Não foi indicada ao SAG, o que também dificulta suas chances

Primeira indicação

Come to grandma!

June Squibb é um acontecimento. Em Nebraska ela impressiona pela vitalidade e sensibilidade que demonstra em um papel muito escorregadio. A veterana de 84 anos, mais velha indicada da safra de 2014, sabe que suas chances são pequenas, mas o importante é curtir o momento neste road movie da vida que ela estrela com exuberância.

Prós:
- Defende o tipo de atuação “rouba cenas” e isso faz sucesso com muitos votantes
- É a mais velha entre as indicadas e o fator idade provoca simpatia
- Depois de premiar Chistopher Plummer entre os coadjuvantes, então com 82 anos há dois anos, academia poderia seguir fazendo história nesse quesito. Já que Squibb o superaria como a mais velha vencedora do Oscar

Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada o que diminui suas chances
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Pode afastar os votos mais jovens da academia que deve se concentrar em Jennifer Lawrence e Lupita Nyong´o

Primeira indicação

The comeback of the year!

Ela não tinha partido, mas Julia Roberts se permitia um hiato ou outro agora que a família é prioridade número 1,2,3... Por Álbum de família, Roberts consegue voltar ao Oscar 13 anos depois de tê-lo vencido. Muita coisa mudou na vida da eterna queridinha da América, mas o que chamou mesmo a atenção foi vê-la totalmente sem vaidade dividindo a cena em surpreendente equidade com Meryl Streep. Se o Oscar vier fará justiça a uma grande atriz que por muito tempo se escondeu sob a pele de uma estrela. Mas este ainda não é o fim de Mrs. Roberts.

Prós:
- É da velha guarda das queridinhas de Hollywood e pode concentrar votos ressentidos de Lawrence
- É sua melhor atuação desde Closer e isso é motivo de júbilo para quem gosta de cinema
- Aquele sorriso continua um charme que só
- É uma opção conservadora a qualquer uma das indicadas

Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- Concorrer contra atrizes cujos filmes têm força em outras categorias
- Já ter ganho um Oscar em uma categoria que raramente consagra vencedoras

Quarta indicação
Indicações anteriores
Atriz coadjuvante por Flores de aço em 1990
Atriz por Uma linda mulher em 1991
Atriz por Erin Brockovich – uma mulher de talento em 2001
Vitória anterior
Atriz por Erin Brockovich – uma mulher de talento (2001)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Oscar Watch 2014 - A peleja das atrizes

Da esquerda para a direita: Sandra Bullock (Gravidade), Amy Adams (Trapaça), Meryl Streep (Álbum de família); Cate Blanchett (Blue jasmine) e Judi Dench (Philomena)


A doce Jasmine

George Clooney, que dividiu a cena duas vezes com Cate Blanchett, falou que ela é uma das duas maiores atrizes vivas. A outra é Meryl Streep. George Clooney pode não ser a autoridade máxima nessa matéria, mas não deixa de ser uma autoridade destacável. Em sua primeira colaboração com Woody Allen, Blanchett arrepia, arrebata e hipnotiza. É a melhor atuação de uma carreira de melhores atuações. O Oscar conquistado há noves anos, como coadjuvante por O aviador, é muito pouco para traduzir seu imenso talento. À Academia, resta somar dois mais dois e fazer justiça tanto à matemática quanto a australiana mais fascinante a já ter pisado na terra do cinema.

Prós:
- Ganhou todos os prêmios possíveis e imagináveis da temporada
- É a favorita absoluta em sua categoria em uma temporada com poucos favoritos absolutos no Oscar
- As personagens femininas de Woody Allen costumam render Oscar a suas intérpretes. Diane Keaton, Penélope Cruz, Diane West e Mira Sorvino são alguns exemplos
- É muito querida pela Academia
- Entre as atrizes já oscarizadas que disputam o prêmio neste ano, é a que mais merece um novo Oscar. Descontado o fato de que Meryl Streep venceu há dois anos

Contras:
- Os holofotes sobre um escândalo antigo da vida privada de Woody Allen podem respingar sobre as chances da atriz
- O burburinho positivo em torno da performance de Amy Adams (Trapaça), outra atriz querida, extremamente talentosa e sem Oscar na estante
- O fato de seu filme não ter sido indicado ao Oscar de melhor filme pode privar-lhe alguns votos combinados de eleitores mais tradicionais

Sexta indicação
Indicações anteriores
Atriz por Elizabeth em 1999
Atriz coadjuvante por O aviador em 2005
Atriz coadjuvante por Notas sobre um escândalo em 2007
Atriz coadjuvante por Não estou lá em 2008
Atriz por Elizabeth: a era de ouro em 2008

Vitória anterior
Atriz coadjuvante por O aviador (2005)

A eterna dama

James Bond se afeiçoou a ela como a nenhuma mulher em sua longeva carreira no cinema. Não é para menos. Judi Dench é uma mulher que vai além do encantamento pontual. Atriz profunda, repleta de predicados e envolta em um carisma absolutista, ela se vale de todos os seus recursos para viver a personagem título da comédia dramática Philomena, uma mulher em busca do filho separado dela há mais de 50 anos. Dench empacota o filme como somente as grandes atrizes o fazem com uma elegância, no entanto, que é só dela.

Prós:
- Atriz britânica em filme britânico costuma prosperar na categoria. Kate Winslet e Helen Mirren que o digam
- É a atriz mais veterana em um ano de ótimos desempenhos de veteranas
- Assim como ocorre com Blanchett, o filme se escora em seu desempenho

Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada e é improvável que o primeiro seja justamente o Oscar
-A ideia de que o Bafta, caso lhe seja outorgado, bastará

Sétima indicação
Indicações anteriores
Atriz por Mrs. Brown em 1998
Atriz coadjuvante por Shakespeare apaixonado em 1999
Atriz coadjuvante por Chocolate em 2001
Atriz por Iris em 2002
Atriz por Sra. Henderson apresenta em 2006
Atriz por Notas sobre um escândalo em 2007

Vitória anterior
Atriz coadjuvante por Shakespeare apaixonado (1999)

Veterana sim senhor

Há quem torça o nariz para Amy Adams nessa lista entre as atrizes. Muitos criam que Emma Thompson por Walt nos bastidores de Mary Poppins merecesse seu lugar. Subjetividades à parte, o trabalho de Adams em Trapaça pode facilmente ser apontado como o melhor de sua carreira e estamos falando de uma atriz que, pelo filme de David O. Russell, recebeu sua quinta indicação ao Oscar. A única coisa a distinguir Amy de suas rivais é que ela, sabe-se lá Deus por que, não tem um careca dourado para chamar de seu.

Prós:
- Alterna como poucas a desenvoltura em filmes de ambições comerciais e filmes de ambições artísticas
- É a candidata mais jovem na disputa, mas com credenciais tão sólidas – ou até melhores – do que concorrentes
- O fato de ser a única na disputa que ainda não tem um Oscar
- O apreço que a Academia demonstrou pelo trabalho do elenco pode reforçar ainda mais o “pró” destacado acima
- O burburinho positivo sobre Trapaça pode beneficiá-la
- Ganhou o Globo de Ouro e, embora não tenha concorrido diretamente com Blanchett, é a única que ganhou prêmio significativo não vencido pela australiana
- Não foi indicada ao prêmio do sindicato dos atores, mas a Academia quebrou uma escrita no ano passado ao premiar Christoph Waltz entre os atores coadjuvantes; ele também não havia sido indicado ao SAG
-Foi dirigida por David O. Russell e isso significou Oscar para intérpretes nos últimos filmes dele

Contras:
- Não foi indicada ao prêmio do sindicato dos atores e é improvável que a perfomance vencedora do Oscar seja uma ignorada pelo sindicato
- O peso de que a indicação já possa ser reconhecimento suficiente
- É a menos “estrela” do elenco de Trapaça e, por que não, da categoria de melhor atriz
- A percepção de que a aura de eterna perdedora que marcou figuras como Peter o´Toole possa estar se construindo para Adams

Quinta indicação
Indicações anteriores:
Atriz coadjuvante por Retratos de família em 2006
Atriz coadjuvante por Dúvida em 2009
Atriz coadjuvante por O vencedor em 2011
Atriz coadjuvante por O mestre em 2013

O álbum de indicações

Esta é a 18ª indicação ao Oscar de Meryl Streep, a atriz que qualquer um veria lendo a lista telefônica. De credenciais reconhecíveis e talento interminável, Streep volta a ser nomeada por um trabalho bom, digno e elogiável, mas não do tipo que mereceria uma indicação ao Oscar. Mas quem se importa? Ela não persegue mais prêmios, apenas vislumbra a supremacia entre os imortais.

Prós:
- O peso de seu nome é um inegável ímã para eleitores indecisos
- Não há quem desgoste de Meryl Streep e figuras como Blanchett, Adams e Bullock não têm cativos o voto conservador
- Se o clima for fazer história (Oscar de filme para uma ficção científica passada no espaço, primeiro Oscar para um diretor negro), a vibe pode beneficiar um quarto Oscar para a atriz
- A atriz defende um papel difícil, antipático e o faz com incrível humanidade. É o tipo de papel que costuma conquistar votos

Contras:
- Ganhou seu terceiro Oscar há dois anos. Mesmo sendo Streep, há quem possa achar supervalorização concedê-la um quarto Oscar em espaço de tempo tão curto. Afinal, foram 30 anos para ela receber o terceiro
- Para todos os efeitos, é a performance mais fraca entre as nomeadas e todo mundo sabe disso
- O pouco espaço que seu filme recebeu no Oscar pode prejudicar suas chances
- A pecha de que a expansão do próprio recorde de indicações já é reconhecimento suficiente

Décima oitava indicação
Indicações anteriores
Atriz coadjuvante por O franco atirador em 1979, atriz coadjuvante por Kramer VS Kramer em 1980,atriz por A mulher do tenente francês em 1982, atriz por A escolha de Sofia em 1983, atriz por O retrato de uma coragem em 1984, atriz por Entre dois amores em 1986, atriz por Ironweed em 1988, atriz por Um grito no escuro em 1989, atriz por Lembranças de Hollywood em 1991, atriz por As pontes de Madison em 1996, atriz por Um amor verdadeiro em 1999, atriz por Música do Coração em 2000, atriz coadjuvante por Adaptação em 2003, atriz por O diabo veste Prada em 2006, atriz por Dúvida em 2009, atriz por Julie & Julia em 2010, atriz por A dama de ferro em 2012

Vitórias anteriores:
Atriz coadjuvante por Kramer VS Kramer (1980)
Atriz por A escolha de Sofia (1983)
Atriz por A dama de ferro (2012)

Ah, se eles soubessem...

A indicação de Sandra Bullock por Gravidade talvez seja exagero, mas é certo que ela fez por merecer muito mais no filme de Alfonso Cuarón do que em Um sonho possível, filme que valeu a ela sua estatueta. A Academia queria premiar Bullock, um pilar de Hollywood há pelo menos 20 anos. Esperasse mais três anos e a premiaria por um trabalho mais digno. De qualquer forma, Bullock voltando ao Oscar quebra a escrita de que a estatueta amaldiçoa as estrelas vencedoras.

Prós:
- De todas as atrizes em disputa, é a que faz campanha mais fervorosamente
- Carrega o filme sozinha sendo a única pessoa em cena na maior parte do filme
-Está no filme de maior bilheteria e é a atriz que mais faz bilheterias entre as indicadas. Isso já contou em outro ano em que também disputava com Meryl Streep
- Sua atuação demandou grande esforço físico e isso costuma sensibilizar muitos votantes

Contras:
- Ganhou recentemente e não tem o peso do nome de Meryl Streep
- Cate Blanchett também carrega um filme sozinha e um filme mais complexo do que Gravidade
-Está em uma ficção científica e elas não costumam render performances premiadas com o Oscar

Segunda indicação
Indicação anterior
Um sonho possível (2010)
Vitória anterior

Um sonho possível (2010)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Oscar Watch 2014 - Lawrence rules


Não estranhe a frase, mas Jennifer Lawrence é o mais próximo de uma unanimidade que Hollywood chegou desde Marlon Brando. Líder em buscas no Google (experimente começar a escrever Jen... e aí ela aparece), com uma base estabelecida de fãs e um grupo de admiradores que só faz crescer, Jennifer Lawrence desafia convenções a cada ano. Intérprete da maior heroína do cinema desde Sarah Connor ou Ellen Ripley, a Katniss Everdeen de Jogos Vorazes, e oscarizada com apenas 22 anos, se prepara para com 23 anos buscar seu segundo Oscar e, esse último dado já é dado como certo, arregimentar sua terceira indicação à estatueta em cinco anos.
O mundo parece estar aos pés de J. Law como gostam de chamá-la. Ela parece suportar a pressão de ser a nova namoradinha da América. Julia Roberts, eterna detentora do posto, que deve ser sua rival na categoria de atriz coadjuvante no Oscar disse outro dia que J.Law é muito bacana para ser a namoradinha da América. Inveja? Ressentimento? Ou seria um diagnóstico certeiro tanto de Lawrence como dos padrões vigentes do status de american sweetheart?
A especulação é tentadora, mas Roberts somente deixa transparecer uma coisa: o bonde passa e os cães ladram. Jennifer Lawrence é uma epidemia irreversível em Hollywood. Disputada por franquias, diretores de vulto calibre e adorada por colegas de trabalho, a atriz já frequenta listas de personalidades mais influentes do mundo sem sequer manifestar interesse de opinar sobre o que quer que seja.
Em entrevistas, demonstra afetuosidade e cabeça no lugar. Nega deslumbramento com Hollywood e diz adorar cinema. “Não sei como tem gente que reclama da divulgação dos filmes. Eu estou recebendo rios de dinheiro para fazer o que gosto. Não posso reclamar”, disse certa vez em um de seus corriqueiros surtos de sinceridade.

Jennifer Lawrence já recebeu muitas postagens aqui no blog e não dá pistas de que essa tendência será revertida. É, segundo a média das críticas, quem mais chama a atenção no afinado elenco de Trapaça, novo filme de David O. Russell. Nenhuma novidade aí. Uma das regras de J.Law é chamar a atenção, sem fazer muito esforço para isso, onde der as caras. Seja em um filme, em um tapete vermelho, em uma entrevista, ou mesmo aqui em Claquete.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 - os melhores do ano

Os cinco melhores trabalhos de direção do ano

Paul Thomas Anderson (O mestre)


David O. Russell (O lado bom da vida)


François Ozon (Dentro da casa)


Michel Franco (Depois de Lúcia)


Abdellatif Kechiche (Azul é a cor mais quente)


Os cinco melhores roteiros do ano
Blue Jasmine 
Por Woody Allen
Dentro da casa
Por François Ozon
Killer Joe – matador de aluguel
Por Tracy Letts
O mestre
Por Paul Thomas Anderson
À procura do amor
Por Nicole Holofcner

As cinco melhores atuações masculinas do ano

Matthew McConaughey (Killer Joe – matador de aluguel)


Bradley Cooper (O lado bom da vida)


Irandhir Santos (Tatuagem)


Mads Mikkelsen (A caça)


Joaquin Phoenix (O mestre)


As cinco melhores atuações femininas do ano

Jennifer Lawrence (O lado bom da vida)


Cate Blanchett (Blue Jasmine)


Adèle Exarchopoulos (Azul é a cor mais quente)


Emmanuelle Riva (Amor)

Alessandra Negrini (O abismo prateado)

As cinco melhores trilhas sonoras
O lado bom da vida
Por Danny Elfman
Lincoln
Por John Williams
Rush – no limite da emoção
Por Hans Zimmer
O mordomo da Casa Branca
Por Rodrigo Leão
Django livre
Por Luis Bacalov, Robb Boyd e Mary Ramos

As cinco melhores direções de fotografia
O mestre
Por Mihai Malaimare Jr.
Os suspeitos
Por Roger Deakins
Gravidade
Por Emmanuel Lubezki
Azul é a cor mais quente
Por Sofian El Fani
Mama
Por Antonio Riestra

As cinco melhores edições
Rush – no limite da emoção
Daniel P. Henley e Mike Hill
O mestre
Por Leslie Jones e Peter McNulty
Gravidade
Por Alfonso Cuarón
Os miseráveis
Por Chris Dickens e Melanie Oliver
Invocação do mal
Por Kirk M. Morri

As cinco melhores atuações coadjuvantes femininas


Tracy Middendorf (Flores raras)

Léa Seydoux (Azul é a cor mais quente)

Gina Gershon (Killer Joe – matador de aluguel)

Helen Hunt (As sessões)

Anne Hathaway (Os miseráveis)


As cinco melhores atuações coadjuvantes masculinas

Phillip Seymour Hoffman (O mestre)

Leonardo DiCaprio (Django livre)

Tom Hiddleston (Amor profundo Thor – o mundo sombrio)

Jake Gyllenhaal (Os suspeitos)

Barkhad Abdi (Capitão Phillips)

Os cinco melhores elencos do ano

Álbum de família

O lado bom da vida

Os suspeitos

César deve morrer

Killer Joe - matador de aluguel

Os dez filmes em ordem alfabética que não entraram no TOP 10 dos melhores filmes do ano:

César deve morrer (Cesare deve morire ITA 2012)
Guerra mundial Z (World War Z, EUA 2013), de Marc Forster
Gravidade (Gravity, EUA 2013), de Alfonso Cuarón
Invocação do mal (The conjuring, EUA 2013), de James Wan
Jovem e bela (Jeune & Jolie, França 2013), de François Ozon
Mama (Mama, EUA/ARG 2013), de Andres Muschietti
O abismo prateado (Brasil 2012), de Karin Aïnouz
O grande Gatsby (The great Gatsby, EUA 2013), de Baz Luhrmann
O voo (Flight, EUA 2012), de Robert Zemeckis
Os suspeitos (Prisoners, EUA 2013), de Denis Villeneuve

Na noite desta segunda-feira (30) será publicada a última postagem do blog em 2013, justamente a lista dos dez melhores filmes lançados comercialmente em 2013 no Brasil.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Oscar Watch 2014 - uma corrida de oscarizadas

Uma das particularidades da corrida pelo Oscar de melhor atriz em 2014 é de que as favoritas a receberem indicação são todas atrizes já oscarizadas. No ano passado o fenômeno se deu entre os atores coadjuvantes, mas teve ar de coincidência já que havia outros postulantes de grande categoria às vagas. É diferente do que ocorre neste ano com a categoria de melhor atriz. Nove em dez listas de gurus do Oscar constam os nomes de Cate Blanchett (Blue Jasmine), Emma Thompson (Walt nos bastidores de Mary Poppins), Judi Dench (Philomena), Meryl Streep (Álbum de família) e Sandra Bullock (Gravidade). Há quem aponte chances para Amy Adams (Trapaça), Adèle Exarchopoulos (Azul é a cor mais quente), Julia Louis-Dreyfus (À procura do amor) e Brie Larson do pequeno e pouco visto (Short term 12).  Elas são, para todos os efeitos e propósitos, mais do que azaronas em uma corrida que parece já ter seu grid definido muito antes da largada. Amy Adams e Adèle Exarchopoulos podem se beneficiar do buzz em torno de seus respectivos filmes. No caso de Adams, o tamanho que Trapaça ocupar no Globo de Ouro e no SAG (premiação do sindicato dos atores) adensará suas chances de roubar uma dessas vagas.
Cate Blanchett e Judi Dench parecem imbatíveis na categoria. Meryl Streep conta com o voto dos acadêmicos por qualquer coisa nomeável que faça. No entanto, venceu seu terceiro Oscar há dois anos e isso pode significar que se alguém precisa ser sacrificada, esse alguém poderia ser ela. Ainda assim, é uma alternativa improvável. Dreyfus é um nome muito televisivo para se opor ao pedigree desse time de oscarizadas e Larson precisa surfar na onda que Indomável sonhadora surfou, mas seu filme não tem o mesmo hype de uma das surpresas de 2013.
Cate Blanchett, no melhor desempenho de sua carreira, ruma para seu segundo Oscar, justamente por isso é favas contadas na categoria de melhor atriz

O fator Streep: o peso do nome de Meryl Streep, em cena com Julia Roberts, pode fazer a diferença e fechar a corrida entre atrizes oscarizadas

De qualquer maneira, a pouca hesitação de analistas do Oscar e a acomodação precoce das favoritas e já oscarizadas  no posto de virtualmente indicadas sinaliza o afunilamento de uma percepção que ronda a categoria há alguns anos. A de que não há concorrência efetiva na categoria. É comum a disputa por atriz coadjuvante eclipsar a de atriz e neste ano, afora uma Jennifer Lawrence aqui e uma Oprah ali, não há nada muito definido nesse departamento.
Não custa repetir que se a categoria for preenchida por cinco atrizes já detentoras de Oscar, teremos outro feito inédito nas categorias de atuação. Blanchett foi premiada em 2005 como coadjuvante por O aviador, Bullock como atriz em 2010 por Um sonho possível, Thompson ganhou como atriz por Retorno a Howard´s end em 1993, Dench venceu como coadjuvante em 1999 por Shakespeare apaixonado e Streep prevaleceu em 1980, 1983 e 2012 por Kramer vs Kramer, A escolha de Sofia e A dama de ferro, respectivamente. A primeira vitória foi como coadjuvante.

Brie Larson no elogiado, mas pouco visto, Short term 12: candidata a grande surpresa da lista 

Judi Dench em cena de Philomena: um bom ano para atrizes veteranas

Se há um indesviável aspecto negativo nessa certeza pré-datada, há um lampejo de otimismo à espreita. As atrizes maduras e veteranas, que vinham se queixando da falta de papéis de qualidade para a faixa-etária, dobraram o tempo, Hollywood, as estatísticas e deitaram e  rolaram no cinema em 2013.  


domingo, 22 de setembro de 2013

Insight - O Oscar dos negros

O diretor Steve McQueen, o segundo da direita para a esquerda, e o elenco de um dos pré-candidatos ao Oscar, 12 years a slave

O Oscar de 2002, que consagrou Denzel Washington e Halle Berry como os melhores atores do ano (no caso de Berry, ela foi a primeira atriz negra a triunfar na categoria principal), além de conceder prêmio honorário a Sidney Poitier – o primeiro ator negro a ganhar um Oscar – é conhecido como o Oscar negro. O próximo Oscar, ensaiam os primeiros prognósticos da temporada de ouro do cinema americano, pode reclamar esse estigma para si.
12 years a slave, um filme que versa sobre a escravidão, mas a partir de um prima completamente renovado – um homem negro livre sequestrado e vendido como escravo, está na dianteira nas casas de apostas. Seu diretor, Steve McQueen, que já merecia indicação por Shame, figura entre as certezas na categoria de direção. O protagonista, Chiwetel Ejiofor é outro dado como carta marcada na disputa por melhor ator. Categoria esta que pode registrar recorde de atores negros em disputa, se confirmadas as boas expectativas em relação a Forest Whitaker, protagonista do dramalhão de Lee Daniels (que foi apenas o segundo diretor negro indicado ao Oscar – em 2010 por Preciosa – uma história de esperança), em O mordomo da Casa Branca. Whitaker ganhou o Oscar de melhor ator em 2007 por O último rei da Escócia tornando-se apenas o quarto negro a triunfar na categoria principal, mas o terceiro em um espaço de cinco anos. O inglês Idris Elba, que vive Nelson Mandela em Mandela: long walk to freedom, é outro nome bem cotado. Assim como Michael B. Jordan que faz o jovem assassinado por policiais em Fruitvale Station, sensação indie da temporada. Se três desses conseguirem emplacar indicações, o recorde já estará consolidado.

Denzel Washington e Halle Berry com seus Oscars conquistados há 11 anos: novo recorde a caminho? 

Oprah Winfrey, que é uma das mais poderosas personalidades americanas, é outra aposta certeira entre as atrizes coadjuvantes pelo filme O mordomo da Casa Branca. Ela já foi indicada na categoria pelo filme A cor púrpura na década de 80

Além de Lee Daniels e Steve McQueen, Spike Lee é outro que pode figurar na lista com seu remake do clássico sul-coreano Oldboy. Mas é uma possibilidade distante. Fato é que até hoje apenas dois negros foram indicados a melhor diretor e neste ano três aparecem com filmes conceituados na praça.  
David Oyelowo (O mordomo da Casa Branca) e Barkhad Abdi, que faz um pirata somali em Captain Phillips, estão entre os nomes aventados para a categoria de ator coadjuvante.
Na equivalente categoria feminina, muitas pretendentes negras também. Oprah Winfrey, por O mordomo da Casa Branca, é o maior destaque. Mas há, ainda, Lupita Nyongo (12 years a slave), Naomie Harris (Mandela: long walk to freedom) e a previamente vencedora na categoria Octavia Spencer por Fruitvale Station.
É muito improvável que todos esses pleiteantes garantam vaga entre os finalistas, mas o número de concorrentes bem direcionados é um convite à academia a demolir, de uma vez por todas, a injusta máxima de que é segregacionista.  

Idris Elba caracterizado como Nelson Mandela: depois de render indicação a Morgan Freeman em 2010, personagem pode valer primeira indicação ao Oscar para o ator britânico