domingo, 6 de outubro de 2013
Especial Elysium - Elysium é de esquerda,apologia socialista ou eficiente propaganda do "Obamacare"?
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Spotlight on - Cinema de crise
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Cate Blanchett como uma mulher que precisa se reinventar em Blue Jasmine: cinema de crise é cinema cheio de oportunidades |
sábado, 2 de março de 2013
Carta do editor - A temporada do Oscar acabou. E agora?
domingo, 25 de março de 2012
Insight
terça-feira, 12 de julho de 2011
Dois anos em dez cenas
“Olá, como é bom tê-los aqui. Antes de mais nada, agradeço a atenção e boa vontade em dar uma "espiadinha" aqui. Aproveito para pedir paciência. A disciplina é uma dama difícil de ser conquistada e ainda estou dominando a arte de "bloggar".
Isso dito, estou muito feliz de recebê-lo(a) e prometo que farei de tudo para recebê-lo(a) aqui mais vezes. Portanto sugestões, críticas e tudo aquilo que você potencial leitor(a) de Claquete julgar necessário será bem vindo aqui. Por este escriba regozijante de prazer em poder lhe ser útil de alguma maneira.
Sem mais delongas portanto. Esse editorial visa apenas dar o pontapé inicial. O conceito do blog e tudo o mais, vocês vão descobrindo com as visitas que espero receber. Vai valer a pena, isso eu posso garantir.
Vejo vocês logo mais,
grande abraço
Reinaldo
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Editorial - O cinema e suas questões
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
OSCAR WATCH 2011 - Contexto
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010 - Contexto
O verão americano, aquela famigerada temporada pipoca que todos adoram odiar ou odeiam adorar, não foi das mais entusiasmantes. Afora A origem e Toy story 3, não se pode dizer que nenhum filme marcou. Mas tivemos Robert Downey Jr. provando mais uma vez que é o cara em Hollywood, as animações se viabilizando mais e mais como o melhor custo benefício de uma indústria sempre em movimento como a do cinema e o ocaso do produtor Jerry Bruckheimer que sem Johnny Depp teve dois relativos fracassos no verão (O príncipe da Pérsia: areias do tempo e O aprendiz de feiticeiro). Aliás, 2010 trouxe a primeira má atuação de Johnny Depp em anos. Mas Alice no país das maravilhas será uma mancha maior no currículo de Tim Burton. Mas a revisita a obra de Lewis Carroll rendeu um bilhão de dólares e ajudou o cinema a registrar um aumento de rendimento (e na venda dos ingressos também) em 2010. Se o lado comercial vai bem, o artístico vai muito bem obrigado. Apesar dos festivais falharem em apresentar tendências e renovações neste ano, em nenhum outro ano o mainstream foi tão autoral. Além de Fincher, Nolan, Scorsese e a Pixar (com Toy story 3), tivemos anseios artísticos manifestados em projetos tão díspares como Um homem misterioso (estrelado por George Clooney e dirigido por um fotógrafo) e Atração perigosa (em que Ben Affleck exalta o que o cinema tem de melhor em um filme de autor embalado em fórmulas comerciais).
+ Leonardo DiCaprio explorou com duas ótimas atuações os limites da mente nos filmes A origem e Ilha do medo
+ O cinema independente, após ser consagrado com o Oscar concedido a Guerra ao terror, viveu o mais fracos de seus últimos 5 anos
+ Josh Brolin esteve em quatro filmes em 2010 (Jonah Hex, Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, Wall street – o dinheiro nunca dorme e, no ainda inédito, Bravura indômita). Um ator que fica melhor a cada novo trabalho. E 2010 deu uma boa noção disso.
+ Tivemos dois filmes de Woody Allen lançados comercialmente no Brasil este ano. Tudo pode dar certo em abril e Você vai conhecer o homem dos seus sonhos em novembro. Uma raridade bem recebida...
+ Christopher Nolan ratificou sua condição de visionário ao negar-se a dirigir o terceiro Batman em 3D. Na contramão de James Cameron, Nolan vê a tecnologia como uma efemeridade narrativa
+ O cinema nacional deve retrair em 2011 depois do excelente 2010. Pelo menos em termos de bilheteria...
+ O Blu-Ray vai pegando aos poucos, mas não representará a revolução que foi o DVD. Tão pouco essa revolução está nos downloads e distribuição online de filmes. No Brasil, em especial, o arrefecimento deste setor se deu antes da devida alavanca. A banda larga brasileira inviabiliza esse modelo de negócios.
+ Os atores voltaram a atrair interesse nos cinemas em 2010. Sem grandes sagas (com Harry Potter chegando ao fim) e com uma exaustão de filmes adaptados de outras mídias (como Homem de ferro 2 e Eclipse), 2010 deixa o caminho para uma mudança de posicionamento de alguns estúdios
+ Astros deverão estar novamente na ordem do dia nos próximos anos
+ O que não quer dizer que as adaptações estão fora da jogada, apenas prevê-se um equilíbrio maior nessa equação
+ Martin Scorsese e Roman Polanski lideraram, com seus filmes, a rotina de excelentes trabalhos de direção no ano. Também merecem destaque Pablo Trapero, José Padilha, David Fincher e Chris Nolan
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Contexto
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Cena de A vida durante a guerra: personagens sofrem para explicar o conceito de terrorismo para uma criança |

domingo, 31 de outubro de 2010
ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Contexto
Se você gostou da seção deste mês e deseja repercutir o tema abordado sob esse e outros pontos de vista, Claquete recomenda:
Filadélfia (Philadelphia, EUA 1993), de Jonathan Demme
Antes de partir (The bucket list, EUA 2007), de Rob Reiner
Batman – o cavaleiro das trevas (Batman – the dark Knight, EUA 2008), de Christopher Nolan
Tropa de elite (Brasil 2007), de José Padilha
500 dias com ela (500 days of Summer, EUA 2009), de Marc Webb
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
ESPECIAL WALL STREET - O DINHEIRO NUNCA DORME: Contexto

Wall street – poder e cobiça (EUA 1987), de Oliver Stone
domingo, 29 de agosto de 2010
Contexto
Uma aflição peculiar...
Um dos plots do muito bem construído Cabeça a prêmio, filme dirigido por Marco Ricca que está em cartaz atualmente nos cinemas brasileiros, é a conturbada relação de um pai com sua filha. É, sem dúvidas, a principal linha narrativa do filme e o núcleo cujo desfecho mais impressiona. De qualquer maneira, o que se verifica em Cabeça a prêmio é a coroação de uma teoria psicanalítica muito em voga no cinema: o complexo de Electra. Em um aprofundamento de questões mal resolvidas relacionadas a paternidade. No filme de Ricca, Mirão (Fulvio Stefanini) não é um pai presente para Elaine (Alice Braga). Pior do que isso, é um pai cheio de segredos e envolvido em negócios escusos. Esse afastamento crônico e todo o ressentimento que advém dele são muito bem trabalhados pelos atores e pelo texto de Marçal Aquino (que serve ao roteiro do filme).
O envolvimento paterno com a ilicitude em geral, e com o crime em particular, já rendeu grandes filmes como Caminho sem volta e fitas eficientes como Poder absoluto em que Laura Linney faz a filha de um Clint Eastwood ladrão de obras de arte.

Em A prova, o relacionamento entre pai e filha é minado pela genialidade dele. Novamente, a chance para redenção se apresenta. A redenção também pode vir em uma figura paterna alternativa. É o que ocorre em O profissional, em que uma ainda criança Natalie Portman é “adotada” pelo matador profissional vivido por Jean Reno.


Espera-se da cineasta que ela enriqueça essa paleta de cores com seu cinema sensível e inclinado a perspectiva feminina. De qualquer jeito, não será fácil superar a trágica e poderosa trajetória de Mirão e Alice.

Armageddon, de Michael Bay (EUA 1998)
A Prova, de John Madden (The proof, EUA 2005)
Menina dos olhos, de Kevin Smith (Jersey girl, EUA 2004)
As confissões de Schmidt, de Alexander Payne (About Schmidt, EUA 2002)
O profissional, de Lu Besson (Leon, FRA 1994)
Caminho sem volta, de James Gray (The yards, EUA 2000)
domingo, 25 de julho de 2010
Contexto
A política brasileira pode ser considerada um excelente celeiro para o humor nem sempre sofisticado do brasileiro. Figuras como Lula, Severino Cavalcanti, José Sarney, Roberto Jefferson, Collor, Paulo Maluf e Fernando Henrique Cardoso são alguns componentes de uma fauna tão multifacetada quanto dotada, em si, de poderosos elementos cômicos.
O cinema se habituou a reverberar essa curiosidade cultural. A ideia de político bonachão, cafajeste, popularesco, embora esteja intrinsecamente relacionada a nossa cultura, não é patrimônio brasileiro. Filmes estrangeiros já se valeram de figuras históricas, tanto em filmes biográficos quanto em tramas ficcionais, para explicar o imponderável através de um viés humoristíco.
Dentro desse contexto, o filme O bem amado, baseado no texto de Dias Gomes, vem engrossar as fileiras de produções como Chá com Mussolini (1999), de Franco Zeffirelli, Jogos do poder (2007), de Mike Nichols, Segredos do poder (1998), de Mike Nichols, O grande ditador (1940), de Charles Chaplin, Mera coincidência (1997), de Barry Levinson, A comédia do poder (2006), de François Ozon, entre tantos outros.

Em O Bem amado, Odorico Paraguaçu, personagem vivido com gosto por Marco Nanini, é o prefeito da fictícia cidade de Sucupira no litoral baiano. Corrupto, cheio de malandragens e traquinagens, é dono de uma lábia e carisma que estão acima de qualquer suspeita. O fluxo de O bem amado, dirigido com propriedade por Guel Arraes, não traz nada de novo em relação àquelas máximas familiares a quem entende de política ou a quem entende de humor. O mérito está justamente na ambientação, na construção do comentário e na introdução de aspectos novos, trabalhando com a memória do espectador, a um uma estrutura narrativa manjada.
Independentemente das virtudes e das falhas da fita, é louvável que se objetive aproximar o público de um tema tão importante como a política. Se fizer com que o público de divirta, melhor ainda.

Jogos do poder, de Mike Nichols (EUA 2007)
Mera coincidência, de Barry Levinson (EUA 1997)
O grande ditador, de Charles Chaplin (EUA 1940)
O candidato aloprado, de Barry Levinson (EUA 2006)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Contexto
Nos últimos dez anos o cinema americano foi prolífero em apresentar heróis nas telas de cinema. Adaptações de HQs constituem o principal artífice dessa aparentemente inesgotável fonte de fazer dinheiro. Mas os heróis vêm também dos videogames, da literatura infanto-juvenil e, acreditem, até de brinquedos e parques de diversões.
Além de fazer dinheiro, e trazerem efeitos especiais de ponta, os filmes de superheróis trazem em seu eixo central uma questão para lá de interessante. A força interior de cada um de nós. No recente Kick Ass-quebrando tudo, o adolescente David Lizewski (Aaron Johnson) tem uma curiosa epifania. Por que nunca ninguém tentou ser super-herói antes? À parte a verborragia pop que acresce muito ao divertido filme de Mathew Vaughn, é uma indagação filosófica interessante. Ao que o próprio David em dado momento do filme subverte a famosa frase de um famoso herói dos quadrinhos e do cinema. “Sem grandes poderes, não há nenhuma responsabilidade. Exceto que isso não é verdade”. Pode parecer uma simplificação ridícula, mas, na verdade, é uma constatação da responsabilidade que cada um de nós temos para com o próximo e um mundo melhor. David é um adolescente, que em um surto de carência e ingenuidade, tenta fazer a diferença de uma maneira ufanista. Kick ass se vale da fantasia, e de uma fantasia regada a humor negro, para debater anseios e aflições bem humanas.


Outros filmes se valem do mesmo ofício. Homem aranha (o referencial explicito de Kick ass), por exemplo, nada mais é do que um drama sobre a adolescência de um rapaz tímido que perdeu os pais cedo e que não consegue se expressar de maneira satisfatória. Em O senhor dos anéis, a honra é um conceito mais forte do que podemos aferir em nosso cotidiano. A obstinação de Frodo, Sam, Aragorn, Legolas e os demais membros da irmandade do anel é um comentário sobre a nossa obstinação perdida. Harry Potter é outro que, dentro de uma faixa de público específica, reproduz celeumas humanas em um universo fantástico. O que Harry, Rony e Hermione querem é viver intensamente a fase da vida em que estão. Voldermont e o quadribol são apenas variantes.

De todos esses, Homem de ferro talvez seja o que melhor se alinhe ao aceitável. Um magnata dono de um pool de empresas que fornece material militar ao governo americano, após uma experiência de quase morte, resolve agir conforme sua consciência e salvar o mundo. Homem de ferro não disfarça nem advoga seu personagem principal. Não foi porque Tony Stark subitamente resolveu agir em prol da humanidade que ele deixou de ser um sujeito egoísta, egocêntrico, vaidoso e competitivo.
A moral é: Ser herói é ser humano. Todos nós carregamos nossas neuras, vícios e fantasias. Nem sempre nos abrigarmos nelas será a melhor coisa que faremos, mas é inegável que essa fase nos levará a algum lugar. A alguma realização. Essa é a moral alcançada em Kick ass e é essa moral que ajuda a fazer deste filme, uma antologia sobre os heróis nos cinemas e os humanos que vão prestigiá-los na sala escura.

Tony Stark no melhor jeito Tony Stark de ser: ele é herói sim, mas não se transformou como ser humano. A mudança, se houver, será, tal como na vida real, gradual
Se você gostou do tema abordado na seção deste mês e quiser repercuti-lo sob essa e outras perspectivas, Claquete recomenda:
- Watchmen (EUA 2009), de Zack Snyder
- Trilogia Homem aranha (EUA 2002, 2004, 2007), de Sam Raimi
- Batman begins (EUA 2005), de Christopher Nolan
- Trilogia O senhor dos anéis (EUA 2001, 2002, 2003), de Peter Jackson
- Homem de ferro (EUA 2008), de Jon Favreau
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Contexto
Quando o desejo fala mais alto...
Durante os anos 80, o cinema americano foi pródigo em realizar filmes que primavam pela sensualidade. Alguns desses filmes traziam, em seu cerne, uma interessante discussão acerca da fidelidade. O recente O preço da traição (Chloe, EUA/FRA/CAN 2009) recupera essa característica de maneira salutar. No filme de Atom Egoyan, remake de um ótimo filme francês chamado Nathalie X (já resenhado na seção Movie Pass aqui de Claquete), presenciamos um casal em crise afetiva. O sexo, ou a falta de, é – como não poderia deixar de ser – um elemento catalisador. Catherine (Julianne Moore) é uma ginecologista bem sucedida e pertencente a uma classe social privilegiada, mas que enfrenta problemas de comunicação em seu seio familiar. David (Liam Neeson), seu marido, é um professor que não faz questão de esconder um descontentamento aparentemente injustificável. O fato de David flertar, quase que instintivamente, com toda a mulher que lhe apareça à frente, aumenta a insegurança que Catherine já sente enquanto mulher e objeto de desejo de seu marido. Por um conjunto de circunstâncias, ela chega a Chloe (Amanda Seyfried), garota de programa que conheceu acidentalmente, com uma proposta inusitada. Ela gostaria que Chloe abordasse seu marido e lhe relatasse a reação dele. Aí há uma diferença cabal em relação ao original. Em Nathalie X, a mulher que suspeita de traição, vivida pela também ótima atriz Fanny Ardant contrata a prostituta para seduzir seu marido. Ou seja, na fita americana, o desejo, e sua cota do imponderável, são mais proeminentes do que na fita francesa.

Importante ressaltar que Catherine é uma mulher reprimida e ao se jogar de cabeça no affair de seu marido, e pior, ao bancá-lo, toda a sua libido irá explodir. Chloe, maravilhosamente interpretada por Amanda Seyfried, interpreta, conforme suas necessidades lhe impelem, a atitude de Catherine. E sua leitura não está de todo errada. É essa eclosão de desejo, culpa e ressentimento que fazem O preço da traição ser um filme notável em seu escopo. Egoyan realiza uma narrativa envolvente que, a despeito das soluções dramáticas aventadas, se vale copiosamente de uma sensualidade feroz e da beleza de suas protagonistas (muito bem fotografadas). A direção de arte clean e austera também ajuda na construção desse climão erótico.

Outros filmes também se apropriaram desse subterfúgio (a sensualidade e a sexualidade de seus personagens) para discutir a fidelidade. Alguns com mais êxito comercial, outros com mais sucesso critico. De uma forma ou de outra, todos propuseram histórias palatáveis.
Em Infidelidade, Diane Lane faz uma mulher muito bem casada com o personagem de Richard Gere que cede a tentação de um homem mais jovem (personagem de Olivier Martinez). Consumida pela culpa? Negligenciada pelo marido? Entediada? O filme de Adrian Lyne põe a lupa na questão. O que, além do desejo puro e simples, pode motivar um caso extraconjugal? O mesmo Adrian Lyne realizou o filme que talvez seja a bíblia para esse subgênero. Atração fatal, como entrega o nome, mostra o perigo de se ter relações extraconjugais. O filme, o mais moralista do subgênero, é também o mais bem sucedido. Na fita, indicada ao Oscar de melhor filme, Michael Douglas (ator que é assumidamente viciado em sexo e que alguns anos depois firmaria um contrato pré-nupcial que garante uma fortuna a Catherine Zeta Jones, caso a traia) vive um homem que trai sua mulher simplesmente por que lhe foi dada a chance.
Recentemente, a trama central de Atração fatal foi retomada em Obsessiva. No filme estrelado por Beyoncé Knowles, existe apenas um aprofundamento do suspense e o desenho de Beyoncé (a mulher traída) como uma espécie de heroína.

O cineasta francês Claude Chabrol soube rir de uma situação muito comum em Uma garota dividida em dois. Uma mulher casada com um homem rico e mais velho apaixona-se por um homem mais jovem. O filme alia humor e tensão como poucos que abordam a infidelidade. Pintar ou fazer amor é outro bom filme francês que gira em torno de fidelidade, embora o escopo seja muito maior. Dois casais se enamoram em uma espiral de desejo em que fidelidade é um conceito um tanto deslocado.
O grande Stanley Kubrick também enquadrou o desejo, entre outras coisas, em seu derradeiro filme. De olhos bem fechados coloca um casal da vida real (Tom Cruise e Nicole Kidman eram casados à época das filmagens e do lançamento do filme) às voltas com libidos incontroláveis e traições.
De uma forma ou de outra, com posicionamentos mais conservadores ou mais liberais, o desejo é sempre muito bem capturado pelo cinema. O preço da traição é o mais novo membro dessa seleta, e sensual, galeria.


Se você gostou deste tema e do filme que a coluna abordou, Claquete recomenda os seguintes filmes:
Infidelidade, de Adrian Lyne (EUA, 2002)
Assédio sexual, de Roger Donaldson (EUA 1994)
De olhos bem fechados, de Stanley Kubrick (EUA 1999)
Nathalie X, de Anne Fontaine (França, 2003)
Pintar ou fazer amor, de Arnauld e Jean Marie Larrieu (França, 2006)
Atração fatal, de Adrian Lyne (EUA, 1987)
Jogo de adultos, de Alan J. Pakula (EUA, 1992)