Mostrando postagens com marcador Ilha do medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ilha do medo. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de janeiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - Quais as chances de Ilha do medo?

O filmaço de Martin Scorsese, que foi lançado em fevereiro nos EUA (chegou ao Brasil em março) vem sendo pouco lembrado nessa temporada de premiações. A direção de arte (a mais impactante de 2010) é a que tem valido mais lembranças ao filme. Dante Ferreti, indicado ao prêmio do sindicato esta semana, já recebeu alguns prêmios da crítica por seu exemplar trabalho. Outros aspectos técnicos como a exuberante e, ao mesmo tempo, minimalista fotografia de Robert Richardson ou a impecável montagem da colaboradora habitual de Scorsese, Thelma Schoonmaker, têm sido lembrados. O impecável trabalho de som e mixagem de som também são lembranças constantes. É inevitável supor que Ilha do medo é um filme que deve ser lembrado no Oscar, talvez não com o devido merecimento. Mas será que as chances do filme se resumem às categorias técnicas?

Martin Scorsese em ação nos sets de Ilha do medo: uma
lembrança do DGA pode significar novo fôlego
para o filme na corrida pelo Oscar

A resposta para essa pergunta seria não. Todo mundo sabe que os estúdios agendam seus lançamentos com Oscar hopes para o final do ano. Mas não é novidade, em anos menos abastados, a inclusão de fitas lançadas na, digamos, parte errada do calendário. Inclusive dois campeões recentes (Gladiador e Crash- no limite) foram lançados em fevereiro nos cinemas americanos. Outros filmes como O sexto sentido, Erin Brocovich – uma mulher de talento e Moulin Rouge – amor em vermelho foram indicados ao Oscar de melhor filme mesmo tendo sido lançados bem distante da Oscar season. Em um rol de dez indicados, o fato de Ilha do medo se apresentar forte em categorias periféricas pode ser um fator de desequilíbrio em favor da candidatura do filme. Contudo, se o filme tem o endosso de conjuntos de críticos mais tradicionais, como o National Board of Review que o listou como um dos dez melhores do ano, a fita sofreu um forte revés ao ser deixada de fora dos indicados do sindicato dos produtores (um importante colegiado com voz dentro da academia). Não que esse fato tenha caráter definitivo, mas reprime as forças do filme. Em compensação, Ilha do medo tem dois fortes elementos que podem impulsionar sua candidatura em supetão: a boa bilheteria que o filme fez (e seria bem vinda a inclusão de uma boa fita de horror entre os selecionados a melhor filme) e a má repercussão que a esnobada que Leonardo DiCaprio vem recebendo nessa temporada de premiações está tendo junto a classe artística.
Não são fatores a serem menosprezados. Se o outro filme de DiCaprio (A origem) está sendo mais badalado, o trabalho de direção de Scorsese é tão primoroso que pode revitalizar as forças do filme (e de DiCaprio) se o diretor for lembrado por seus colegas de profissão quando as indicações ao DGA (sindicato dos diretores) forem reveladas na próxima segunda, 10 de janeiro. É a última chance de Ilha do medo provocar buzz fora das categorias técnicas e beliscar alguma nobreza na 83ª cerimônia dos prêmios da academia de cinema de Hollywood.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010 - Os dez melhores filmes do ano

A retrospectiva 2010 em Claquete chega ao fim hoje. E em grande estilo. O TOP 10 mais aguardado, mais festejado, mais polêmico e (por que não?) mais importante do ano encerra esse especial tão gostoso de fazer. 2010 foi um bom ano no cinema. Dá para tirar essa medida ao constatar que apenas três dos dez filmes que integram a lista foram lançados em 2009 em seus países de origem. Essa proporção foi mais equilibrada em anos anteriores, alternando-se em 6 X 4, 4 X 5 e 5 X 5. Portanto, com 7 filmes datados originalmente de 2010, o presente ano se encerra com um saldo bem positivo. Contribuíram para isso a excelente forma que alguns cineastas veteranos como Martin Scorsese, Roman Polanski e Michael Haneke apresentaram. Outros, mais novos, também fizeram bonito em 2010. Foi o caso do argentino Pablo Trapero e do americano Ben Affleck. Gente nova, mas já com bastante rodagem, também agregou valor ao cinema nesse ano. Como David Fincher e Christopher Nolan, já amplamente citados na Retrospectiva 2010.
No escopo dos dez melhores filmes estreados nos cinemas brasileiros, entre janeiro e dezembro, pode-se perceber uma forte tendência de pensar o homem e suas relações em diferentes níveis e atmosferas. Desde o metiê do mundo financeiro até os desmandos das relações amorosas modernas. A violência analisada pela rigidez alemã também rendeu um dos melhores filmes dos últimos anos. A fita branca, que está no TOP 10, é arte pensante. Talvez o único filme da lista que se desincumba de entreter. Os outros nove entretem, mas sem se desobrigarem de pensar e refletir o homem e o meio. Sem mais delongas, vamos aos dez melhores filmes de 2010 por Claquete.



10 – Wall street – o dinheiro nunca dorme, de Oliver Stone (Wall street – Money never sleeps, EUA 2010)


Apesar de perder muito de seu impacto com uma reviravolta improvável nos minutos finais, Wall street – o dinheiro nunca dorme inscreve-se como um filme tenaz. Irônico, arguto e muito provocante (embora flerte com um moralismo que não havia no filme original), Oliver Stone bota a câmera na sala de reuniões dos homens que decidem o destino da economia no mundo. Um filme, ágil, ligeiro e cheio de cenas referenciais. A melhor delas, talvez seja aquela em que o secretário do tesouro americano após ouvir o valor do socorro que os banqueiros pedem ao governo exclama em tom de desabafo: “Os senhores sabem o que é isso? É socialismo”.
Wall street – o dinheiro nunca dorme é uma revisão, ainda que se possa argumentar repetida, dos vícios que não nos deixam. Um filme que, talvez apenas como o número 1 dessa lista, captou o espírito de nosso tempo.



9- Simplesmente complicado, de Nancy Meyers (It´s complicated, EUA 2009)


Uma comédia charmosa, sofisticada e que contempla um público geralmente negligenciado pelas comédias românticas. E por público aqui não se entende apenas os membros da terceira idade, mas aqueles divorciados que nunca tiveram os dilemas das recaídas abordados com contentamento pelo cinema. Nancy Meyers recicla as próprias fórmulas e escala um elenco inspirado (Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldwin) para estipular com graciosidade os destemperos de seguir adiante com a vida amorosa.
Simplesmente complicado prima por diálogos críveis, embora em situações pouco ortodoxas. Tudo com o olhar aguçado de Meyers para as idiossincrasias da classe média.





8 – Abutres, de Pablo Trapero (Carancho, ARG 2010)


Um filme expressivo, cativante e atordoante. Se estes são adjetivos que costumam rimar com excelência, não são comumente encontrados em um mesmo filme. A sexta fita de Pablo Trapero é cinema vigoroso na realização, clássico na narrativa e moderno na linguagem. Além de apresentar a performance mais impressionante de Ricardo Darín, um ator notório por atuações impressionantes, Abutres concilia gêneros tão díspares como o romance, o cinema de denúncia social e o thriller criminal em uma trama fluída e concisa.
É um filme maiúsculo sem sonho de grandeza.





7 – Atração perigosa, de Ben Affleck (The town, EUA 2010)


Ben Affleck assume de vez o grande cineasta que está se tornando em um filme que conjuga brilhantemente soluções comerciais com questionamentos artísticos. Um filme com pose comercial, mas de vocação autoral. Atração perigosa, além da trama enxuta, é cinema bem feito com ótimo roteiro, fotografia e montagem em compasso magistral, elenco em fina sintonia e uma direção tão segura quanto sugestiva. O segundo filme de Ben Affleck é um achado do ponto de vista artístico em um meio que o comercial cada vez mais dita tendências.




6 – A fita branca, de Michael Haneke (Das Weisse band – Eine Deutsche Kindergerschichte, ALE 2009)


Um filme de ritmo particular e discurso forte, enfático, porém, inconclusivo. Para lidar com um paradoxo tão proeminente é necessário um cineasta inquieto e confrontador. Michael Haneke propõe um estudo minucioso das circunstâncias em que se projeta o mal na organização social. Um filme particularmente triunfante pela recusa em ser definitivo. A angústia maior é cercar a verdade e nunca dominá-la, provoca Haneke.





5- O escritor fantasma, de Roman Polanski (The ghost Writer, INGL/FRA 2010)


Um vigoroso thriller de espionagem que também apresenta um refinado senso de humor. Roman Polanski mostra invejável forma nesse filme de postura belicosa e debochada em relação à política internacional americana. Polanski se apropria da trama e investe em pouco sutis comentários acerca do próprio status em relação ao EUA. Uma deliciosa metalinguagem cinematográfica potencializada por atores contidos e uma técnica contagiante.




4 – A origem, de Christopher Nolan (Inception, EUA 2010)


Muitas mudanças que virão nos próximos anos serão creditadas a esta fita de Nolan. A origem, mais do que a forma arrojada com que foi apresentada ao mundo, é um filme de ideias e sobre ideias. O fascínio que a técnica de Nolan exerceu sobre a audiência é coisa dos sonhos. O fato de o filme abordar os sonhos só faz a experiência mais prazerosa. A originalidade do projeto, desde sua concepção à sua abordagem, reafirma o diretor como um visionário em seu segmento. E o peão ainda está rodando?




3 – Ilha do medo, de Martin Scorsese (Shutter island, EUA 2010)


Convencionou-se dizer que este é um filme menor de Scorsese. Pode ser. O que não se fala por aí é que essa era a ideia. Uma homenagem as fitas de terror dos anos 40 e 50, Ilha do medo é história do cinema transbordante. Tudo em virtude de Scorsese. Aqui ele pega um roteiro banal e lhe confere tratamento real (no sentido de realeza). Se Ilha do medo é um campo de divagações filosóficas e um filme que não se resolve com a surpresa final (até previsível para iniciados), é por causa de seu diretor. Fosse outro a comandar a fita, e essa elegante parábola sobre a paranóia seria um filmeco como tantos outros que chegam as locadoras todos os meses. Com assombro técnico e exigindo de Leonardo DiCaprio o que ele pode dar, Scorsese dá mais uma aula de como transformar o trivial em algo bem próximo do memorável.





2- Amor sem escalas, de Jason Reitman (Up in the air, EUA 2009)


 Além de ser o mais perfeito retrato dos efeitos da última grande crise financeira nos EUA, Amor sem escalas se introduz como o espelho do homem moderno que parece refutar sua complexidade. Jason Reitman se firma como um grande cineasta (em seu terceiro filme) ao enfocar um conflito geracional, um modo de vida e uma nação em plena derrocada da era Bush em três personagens. Ofertar a conclusão de que a vida é melhor com companhia vem como bônus nesse pacote especial.



1- A rede social, de David Fincher (The social network, EUA 2010)


É necessário pontuar que A rede social vai crescer com os anos. Será o filme lembrado quando no futuro a disposição de saber como era a presente geração se manifestar. A conflagração de anseios e a efemeridade de novos fenômenos são o palco de uma tragédia grega encenada com dinamismo de internet. O filme de David Fincher é cool, cult, sofisticado, inteligente e irascível. É, em si, uma metáfora de seus personagens e do público que predominantemente se interessa por ele. Um filme que captura mudanças no âmago da sociedade e se promove como filme evento. A rede social pode não ter “causado”, mas exclusivo do jeito que é, ainda vai “causar” muito.

sábado, 20 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Ponto final

Para encerrar o ESPECIAL ILHA DO MEDO aqui em Claquete, vejamos o que já foi dito sobre o filme de Scorsese:


“Não há dúvidas de que Scorsese ainda é o cara!”, David Edwards do Daily Mirror

“É um maravilho e visceral filme de terror. Um dos filmes mais prazerosos de Scorsese”, Christopher Tookey do Daily Mail

“Grande diretor, péssimo material. Scorsese roda um filme de horror, mas a virada final não foi tão surpreendente para mim. A história não vende”, Paul Chambers da CNN

“Umberto Eco escreveu: Dois clichês nos fazem rir, mas cem clichês nos tocam, porque sentimos que os clichês estão se comunicando entre eles, celebrando uma reunião. Ilha do medo é essa reunião.", Anthony Lane da revista New Yorker

“Um filme que te faz querer adivinhar o final e, milagrosamente, faz esse exercício de adivinhação valer a pena”, Tom Long do Detroit News

“Desde Touro indomável o senhor Scorsese não casava tão plenamente brutalidade com beleza e desde Kundun um de seus filmes não parecia tão pretensioso”, John Anderson do Wall Street Journal

“Se Martin Scorsese não tivesse ciência de que é um excepcional cineasta, ele nunca teria feito um filme tão ruim quanto Ilha do medo”,
Mick LaSalle do São Francisco Chronicle

“Um filme indisfarçavelmente cheio de insinuações visuais que apela aos cinéfilos”, Carrie Rickey do Philadelphia Inquirer

“O filme agrada! E funciona maravilhosamente bem!”, Owen Gleirberman da Entertainment weekly

“Martin Scorsese faz filmes como se sua vida dependesse disso. Nunca perdendo o sentimento e a veracidade de vista”, Peter Travis da Rolling Stone

terça-feira, 16 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Perfil: Mark Ruffalo

Um operário de respeito

Nascido Mark Alan Ruffalo em Wisconsin, esse americano de 42 anos é daquelas pessoas que sempre soube o que queria ser. No caso, ator. Na adolescência, já estabelecido em Los Angeles (a família mudara para a Califórnia logo depois do nascimento de Mark, o segundo de 4 filhos), estudou artes cênicas no conservatório Stella Adler, o mesmo frequentado por Benicio Del Toro. Ruffalo sempre se sentiu atraído pelos palcos, porém, não conseguia oportunidades, nem mesmo na tv. Mudou-se para Nova Iorque e enquanto não conseguia obter sucesso como ator, se esquivava como bartender em bares do circuito off Broadway. Ele já havia atuado em alguns comerciais de tv, em alguns telefilmes e feito uma ponta no western de AngLee, Cavalgada com o Diabo. Mas a carreira teimava em não se consolidar.
A grande chance veio com a peça “This is our youth”. Ele impressionou critica e produtores com sua performance de um homem desesperançado. Surgiram os primeiros convites para o cinema independente. Em Conte comigo (2000), dirigido por Kenneth Lonergan – autor da peça “This is our youth”, teve sua primeira grande chance. No filme, ele faz o irmão com problemas de intimidade de Laura Linney, tendo sido indicado ao critic´s choice awards de melhor ator coadjuvante. Logo em seu primeiro papel maior no cinema, em uma de suas primeiras incursões na tela grande, Ruffalo foi saudado como um ator interessante e muito talentoso.

Em Zodíaco de David Fincher ele faz um policial linha dura

O cinema independente continuou sendo um porto seguro. Seguiram-se projetos elogiados como Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004), Minha vida sem mim (2003) e Tentação (2004) e questionados como Em carne viva (2003). O cinema comercial passou a se abrir para Ruffalo pela comédia. Trabalhou com Gwyneth Paltrow e Mike Myers sob as ordens do brasileiro Bruno Barreto em Voando alto (2003) e contracenou com Jennifer Garner no engraçadinho De repente 30 (2004).

Ao lado de Julianne Moore nas ruas de São Paulo onde gravou cenas de Ensaio sobre a cegueira de Fernando Meirelles


Projetos e mais projetos
A boa impressão deixada por Conta comigo ajudou a solidificar o status de operário de Ruffalo em Hollywood. Aquele tipo de ator competente, reconhecível pelo grande público, aprazível a critica e sem ataques de estrelismos que possam ofuscar o próprio filme. Colaborações com diretores do primeiro time como Michael Mann em Colateral de 2004 ou blockbusters, como E se fosse verdade..., começaram a ser uma constante para o ator.
Casado desde o ano 2000 com Sunrise Coigney, pai de três filhos, Ruffalo é avesso às badalações que pautam a vida de certas estrelas. É difícil vê-lo em festas e eventos promovidos em Hollywood, a não ser nas premieres em que é contratualmente obrigado a comparecer.
Contudo, Ruffalo não faz corpo mole. Fazendo valer a máxima de operário hollywoodiano, está sempre trabalhando. É um dos atores mais regulares da atualidade. Está presente em pelo menos três filmes por temporada e, sempre que possível, nos palcos também.


Ruffalo em momento "Too sexy for my love"


Em 2010, além de contracenar com Leonardo DiCaprio em Ilha do medo, Ruffalo reencontra sua parceira de Ensaio sobre a cegueira (2008), Julianne Moore em The kids are all right, sucesso no festival de Berlim, e em Uma noite fora de série, contracena com os comediantes do momento, Steve Carrel e Tina Fey.
O ator já está envolvido em pelo menos mais seis projetos. O trocadilho é imperativo. Fazendo valer o título de seu primeiro filme de destaque, Ruffalo, com seus trabalhos sempre ostensivos, parece dizer: “Contem comigo”.

Ao lado de Leonardo DiCaprio em Ilha do medo: um ator reconhecível e competente
Ruffalo´s top 5:

5- Zodíaco (Zodiac, EUA 2007)
No drama de David Fincher sobre o serial Killer que assombrou São Francisco nos anos 70, Mark Ruffalo vive com gosto e convicção um personagem real e que inspirou o célebre dirty Harry de Clint Eastwood.

4 – Ensaio sobre a cegueira (Blindness, JAP/ CAN/BRA 2008)
A tradução de Fernando Meirelles da visão pessimista de José Saramago não seria a mesma sem a força interpretativa de Ruffalo. O ator não era a primeira opção do cineasta que queria o Bond Daniel Craig, mas foi o membro do elenco mais elogiado por Fernando Meirelles na abertura do festival de Cannes de 2008, ocasião em que o filme foi exibido pela primeira vez.

3- Dizem por aí (Rumor has it, EUA 2005)
Nessa comédia cheia de referências cinematográficas orquestrada por Rob Reiner, Ruffalo mostra que sabe jogar para o time. Ele joga a bola para os parceiros de cena, especialmente Jennifer Aniston, brilharem.

2- Traídos pelo destino (Reservation road, EUA 2007)
Vivendo um homem consumido pelo culpa e que se esconde atrás da covardia do anonimato, Ruffalo joga luz sobre as sombras que tragam o homem comum no comovente drama de Terry George.

1- Tentação (we don´t live here anymore, EUA 2004)
No drama sobre relacionamentos de John Curran, o ator vive um homem atraído pela vizinha que não sabe como se posicionar em relação a esse sentimento e a percepção de que sua mulher também está atraída por outra pessoa. Ruffalo abraça o personagem com simpatia e sem receios.

Ao lado de Naomi Watts no drama independente Tentação: Uma performance verdadeira e sem julgamentos

segunda-feira, 15 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Repercutindo o filme!

Ilha do medo, o mais novo filme de Martin Scorsese, estreou esse fim de semana no Brasil. E ao contrário do que aconteceu nos EUA, onde o filme foi recebido de maneira morna pela critica, a critica brasileira se deslumbrou com a nova obra de Scorsese. E o filme gera discussões e interpretações acaloradas. Todas convergem para a extrema admiração do trabalho de Scorsese e sua equipe. A critica de Claquete, o leitor pode conferir no post abaixo. Nesse post, o intuito é destacar análises divergentes que ressaltam as muitas qualidades e nuanças do trabalho de Scorsese e que ajudam ao leitor a entender e, em alguns casos, desvendar a obra de arte que Scorsese fez.

1- O critico da Folha Inácio Araújo, um dos mais respeitados e perspicazes da critica de cinema nacional, escreveu em seu blog sobre o filme de Scorsese. Como não poderia ser diferente, o critico contextualiza o filme dentro da obra do cineasta e do cinema como um todo. Busca fragmentar seu discurso e suas intenções. Araújo ainda destaca o poder que o filme se reveste ao trabalhar com dualidades em nossa percepção sensorial. Escreveu o critico:
"Porque o cinema é a própria ilusão. O cinema clássico não se propõe como um sonho socializado? Pois bem, aí está: Martin Scorsese reproduz a estrutura do sonho como não me lembro de ter visto alguém fazer antes (o Resnais, talvez, mas tenho a impressão de que isso é marginal no cinema dele, é a narrativa em si que ele toma como questão).
Ele não reproduz um sonho para depois nos dizer: "toma, isso é apenas cinema, pode acordar, vai para a vida".
Ele nos atira no sonho de tal maneira que toda a nossa percepção da realidade parece fraturada, fragilizada.

E nossa crença nas imagens de cinema sai, curiosamente, abalada e revigorada, ao mesmo tempo. "


2 - Pablo Villaça, proeminente critico brasileiro do site Cinema em cena, também escreveu em seu blog sobre o novo filme de Scorsese. Villaça preferiu recapitular as sutilezas narrativas do filme. As pistas, os truques de imagem, as opções de ângulos e a concepção visual da fita. De qualquer maneira, o critico enaltece o trabalho de Scorsese, capturando um verdadeiro arsenal de artimanhas narrativas que podem ter escapado ao espectador. Escreveu o critico:
"Contando com um design de produção hábil em estabelecer o clima ameaçador e claustrofóbico exigido pelo roteiro, Ilha do Medo é mergulhado em uma paleta triste e sufocante desde o início, quando os agentes vividos por DiCaprio e Ruffalo surgem vestindo roupas de tons escuros e arenosos"

Quem quiser ler a integra das criticas, seguem os links abaixo:
critica de Inácio Araújo
critica de Pablo Villaça

domingo, 14 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Critica

Coisa de mestre!

Ilha do medo (Shutter Island, EUA 2010) pode causar uma estranheza, a princípio, em quem não conhece a filmografia de Scorsese tão a fundo. Um thriller psicológico que remete a filmes de terror dos anos 30 e 40. Não por acaso, a trama é ambientada em 1954. O filme, uma adaptação da obra de Dennis Lehane, é uma intrincada abordagem da paranóia. Nas mãos de Scorsese, no entanto, esse já interessante escopo se amplia.
Os agentes federais Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e Chuck Aule (Mark Ruffalo) vão ao hospital psiquiátrico localizado na ilha Shutter para investigar o desaparecimento de uma paciente do local. As investigações, no entanto, não avançam. Uma vez que os funcionários do hospital parecem resistentes a colaborar com os investigadores.
Ilha do medo, para os experts em filmes de terror e suspense, tem uma história até mesmo previsível. O que não quer dizer absolutamente nada em um filme dirigido por Scorsese. O diretor consegue, mesmo que o espectador desconfie dos rumos da história, surpreender. Scorsese envolve sua audiência na amargura de seu protagonista com desenvoltura ímpar. Valendo-se de uma fotografia com paletas escuras, com trilha sonora portentosa, e de sua habilidade ímpar de conduzir um roteiro, o diretor transforma banalidades em um exercício de dúvida e contemplação. Ao final do filme, mesmo com a diligência da surpresa de gênero, o comentário de Scorsese se aprofunda e a platéia se pergunta: Mas será? A dúvida foi tão bem manipulada por Scorsese que nenhuma das duas alternativas que emergem ao final da fita podem ser tomadas como verdades absolutas.

Leonardo DiCaprio vive com rigor o agente Teddy Daniels: mergulho na paranóia

Em uma definição pobre, Ilha do medo é um filme de terror, não de sustos, é sempre bom que se diferencie. Classificá-lo como um filme de terror, todavia, soa reducionista. É um exercício de estilo e uma demonstração de que um bom diretor a frente de um filme comum, pode transformá-lo em algo bem próximo do extraordinário. Falar do esmero narrativo, da acuidade visual e da técnica de Scorsese é chover no molhado, mas é impossível assistir esse novo trabalho do diretor sem se assombrar com essas qualidades. Se Ilha do medo é um filmaço, o é por causa de Scorsese.

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Insight

A construção de um mito cinematográfico

Scorsese entre seus dois pupilos (Robert DeNiro e Leonardo DiCaprio) na cerimônia do Globo de ouro deste ano: Ele recebeu uma justa homenagem na edição de 2010


Ele é seguramente um patrimônio do cinema. Muita gente quando se depara com essa afirmação fica sem saber como reagir. Muitos nem sequer conseguem apontar três filmes de Martin Scorsese. O nova-iorquino de 67 anos, nascido no bairro do Queens, de origem italiana e que queria ser padre quando criança, é antes de qualquer coisa um apaixonado pelo cinema. Foi essa paixão que o demoveu da ambição de ser padre. Contudo, pode-se dizer que Scorsese segue sua carreira com certa religiosidade. Seu amor pelo cinema é tamanho que pode-se entendê-lo como adoração. Seu perfeccionismo na realização de um filme é notório. Desde o esmero narrativo até os figurinos e demais aspectos técnicos. Tem predileção por certos temas. Música, máfia e Nova Iorque, de uma forma ou de outra são presenças marcantes em seus filmes e gosta de “falar” através de certos atores (Robert DeNiro, Joe Pesci, Harvey Keitel e Leonardo DiCaprio são colaboradores frequentes). Esses rituais que caracterizam Scorsese são tão religiosos quanto o da mulher que vai a missa todo o domingo.
A importância de Scorsese para o cinema é imensa por várias razões. A primeira delas é por ter ajudado a dimensionar o novo cinema americano nos anos 70. Filmes como Caminhos perigosos (1973), Alice não mora mais aqui (1974), Táxi driver (1976), New York, New York (1977) e Touro indomável (1980) ajudaram a perfilar o cinema americano moderno e, mais que isso, solidificaram Scorsese como um cineasta tão arguto quanto envolvente.

Robert De Niro em cena de Touro indomável: Filme que integra o top 10 dos melhores filmes de todos os tempos do American Film institute


Ele já dirigiu comédias (explorou o lado dramático de Jerry Lewis em O rei da comédia de 1982), musicais e dramas. Mas foi no suspense, mais precisamente nos filmes de máfia, que Scorsese se definiu como autor. Tremendo contador de histórias é responsável por clássicos modernos como Os bons companheiros (1990), Cassino (1995) e Os infiltrados (2006). Scorsese também sabe ser épico. Mostrou isso em O aviador (2004), Gangues de Nova Iorque (2002) e A época da inocência (1993). Documentou brilhantemente a vida de Bob Dylan em No direction home:Bob Dylan (2005) e fez de uma apresentação dos Rollings Stones coisa de cinema em Shine a light (2008). Em No direction home, Scorsese desvenda o enigmático Bob Dylan



Injustiçado histórico no Oscar, fora indicado oito vezes pessoalmente (por roteiro e direção), ganhou finalmente em 2007 por seu trabalho de direção em Os infiltrados. Martin Scorsese ajudou a mapear a produção cinematográfica contemporânea e ajuda a preservar a antiga. Junto com a associação de imprensa estrangeira de Hollywood (que entrega os prêmios globo de ouro) mantém um instituto dedicado a preservar e recuperar filmes antigos. Por isso e muito mais, cinéfilos de toda a parte do mundo tem orgulho desse ítalo americano de fala acelerada.




Scorsese bate um papo com Nicolas Cage nos sets de Vivendo no limite: um dos poucos fracassos de critica da carreira do cineasta

sábado, 13 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - "Esse é o melhor filme que fizemos juntos"


Leonardo DiCaprio contou a reportagem da Reusters que considera Ilha do medo (Shutter Island) o melhor filme da parceria com o diretor Martin Scorsese. O filme já é o maior sucesso comercial da dupla nos EUA e a partir deste mês começa a reinar nas bilheterias do restante do mundo. Ilha do medo, porém, enfrentou alguns percalços. O primeiro deles foi a mudança de seu lançamento. Com o filme pronto e marcado para sair nos EUA em outubro de 2009, a Paramount, estúdio responsável pela fita, decidiu remanejar o lançamento para fevereiro deste ano, a justificativa oficial apresentada pelo estúdio foi de que o novo filme de Scorsese não tinha um clima de final de ano. Traduzindo: o estúdio entendeu que Ilha do medo não teria chances no Oscar. Um lançamento em fevereiro, época de marasmo nas bilheterias, poderia trazer bons frutos ao filme. De fato trouxe. Ilha do medo estreou fazendo U$ 40 milhões de dólares (a maior estréia da carreira de Scorsese) e manteve a liderança no Box Office no final de semana seguinte. O filme só caiu para segundo lugar em março, perante a estréia do badalado Alice no país das maravilhas de Tim Burton.

Scorsese orienta Leonardo DiCaprio e Michelle Willians nos sets de filmagens

Mas como disse DiCaprio a Reusters, os temores do estúdio eram infundados. O filme, apesar de ter sido recebido pela critica americana como “um filme menor” de Scorsese agradou o público americano. Adaptado da obra de Dennis Lehene (mesmo autor de Sobre meninos e lobos), Ilha do medo iria se chamar paciente 67, mesmo nome do livro (publicado no Brasil pela Companhia das Letras). Contudo, os produtores optaram por mudar o nome. Batizaram o filme com o nome da ilha em que se passa a ação. A mudança original reverberou no Brasil. A distribuidora nacional optou pelo alusivo Ilha do medo.
No filme, Leonardo DiCaprio vive um policial federal que é destacado para investigar o desaparecimento de uma interna do hospital psiquiátrico para criminosos que fica sediado na ilha Shutter. Ele e seu parceiro, vivido por Mark Rufallo, esbarram na pouca disposição dos funcionários do hospital em contribuir para a investigação. “É uma homenagem aos filmes B de terror. Nas mãos de um diretor qualquer, seria um thriller banal", escreveu no guia da Folha o critico Ricardo Calil. Que acrescentou: "Ilha do medo não chega a ser um O iluminado, mas nos faz desejar que todos os filmes de terror fossem dirigidos por um grande cineasta".
Fotos:divulgação

terça-feira, 9 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - DiCaprio em 5 takes

Foi sob a batuta de Scorsese que Leonardo DiCaprio se tornou um ator de verdade. Contudo, o astro política e socialmente engajado, querido por seus colegas e sempre dedicado a seus projetos, já marcava desde cedo. Criou personagens marcantes mesmo antes da enriquecedora e frutífera parceria com Scorsese. Claquete seleciona 5 grandes momentos (acreditem, o ator teve muito mais grandes momentos do que esses) da carreira de Leonardo DiCaprio.


A primeira indicação ao Oscar

Pelo papel de Arnie Grape, o irmão caçula com problemas mentais de Jonny Depp em Gilbert Grape – aprendiz de sonhador, DiCaprio recebeu sua primeira indicação ao prêmio da academia. Jovem e ainda inexperiente, o deslumbramento e a beleza lhe levariam ao topo de Hollywood e ele descobriria mais tarde que a vista não é exatamente como imaginara.


O naufrágio conduz ao topo


E quem não viu Titanic? Que garota não chorou com a morte de Jack? Que menina não tinha um pôster de DiCaprio colado na parede? Jack Dawson, o pobretão apaixonado vivido por DiCaprio em Titanic, valeu ao ator o passaporte de astro. Comprou briga midiática com a academia de Hollywood ao não comparecer à cerimônia do Oscar de 1998 por achar injusto não ter sido indicado e ganhou U$ 20 milhões para rodar A praia que não rendeu nem isso nos EUA.


Espelho


DiCaprio começava a relativizar seu status e suas pretensões em Hollywood ao encarnar um personagem a sua semelhança em Celebridades, mordaz comédia de Woody Allen. Aqui ele vive Brandon Darrow, um ator jovem e deslumbrado com o sucesso e a fama repentina, que só quer saber de dinheiro, festas, drogas, bebidas e mulheres. Não necessariamente nessa ordem.


Maturação



Como o dócil, perspicaz e altamente sedutor Frank Abgnale Jr. De Prenda-me se for capaz, Leonardo DiCaprio mostrou que estava deixando o menino para trás e tornando-se um homem. Mais que isso, se anunciava um ator inquieto, inteligente e cuja profundidade ainda estava por ser desvelada. No filme de Spielberg o ator revelou sensibilidade e fragilidade, algo que sempre evitara em suas caracterizações.

A verdade da atuação



A terceira e mais bem sucedida, comercialmente e artisticamente, parceria com Scorsese é a prova definitiva do talento de DiCaprio. Em Os infiltrados, ele mostra-se um ator de muitos recursos dramáticos e, mais que isso, capaz de sutilezas. Desde o tom certo do sotaque de Boston até a linguagem corporal de uma pessoa assustada e reprimida diante do gangster vivido por Jack Nicholson. Seu Billy Costigan marca um momento irreversível. Agora, antes de ser um astro, ele é um ator de verdade.

domingo, 7 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Insight

Entre paredes escuras...

Grande parte da ação do novo filme de Scorsese, Ilha do medo (Shutter island) se passa em um hospital psiquiátrico na remota ilha que dá nome ao título original do filme. No lugar, que também se convenciona chamar de manicômio ou hospício, é que se desenrola a trama e como não poderia deixar de ser, em filmes que se pretendem claustrofóbicos, o ambiente é de grande importância para os rumos da história e um elemento poderoso para o desenvolvimento da narrativa cinematográfica.
Scorsese, cinéfilo que é, sabe manter-se fiel às tradições do gênero noir. Gênero de filme em que os protagonistas sentem-se oprimidos por uma situação, ambiente ou personalidade. Filmes que se passam em sanatórios e hospitais psiquiátricos potencializam essa metáfora. A grande referência nesse departamento é o clássico de Milos Forman, Um estranho no ninho (One flew over the Cuckoo´s nest, EUA 1975). Um dos três únicos filmes a receber os cinco principais Oscars (filme, direção, roteiro, ator e atriz).
Nesse filme, Jack Nicholson faz um vagabundo que se passa por louco para não trabalhar. Levado para um hospital psiquiátrico bate de frente com a enfermeira chefe e incita movimentos de revolta entre os internos. Uma poderosa alegoria social orquestrada por Formam que também funciona como um poderoso filme de terror.


Mas apesar de dar cores e sentidos ao medo, os filmes que se ambientam em hospícios não buscam apenas inquietar sua audiência por esse prisma. Filmes como Os contos proibidos do marquês de Sade e Os 12 macacos têm origens e propósitos bastante diferenciados. Enquanto que o primeiro procura dramatizar eventos de uma personalidade real, sem deixar de recorrer a clichês de gênero, o segundo filme é uma ficção cientifica que opta por uma metáfora fácil. Bruce Willis volta do futuro para tentar entender porque o mundo como conhecemos chegou ao fim. A resposta, e a pessoa que tem a chave para ela, estão em um hospício.
O cinema nacional também fez bom uso da carga dramática que um hospício pode trazer para um filme. Em Bicho de sete cabeças, o personagem de Rodrigo Santoro, um jovem desregrado e um tanto quanto perdido, é internado em um manicômio pelo pai incapaz de entendê-lo e ajudá-lo. Um filme que se esmera entre a denúncia e o estudo de caso.


Rodrigo Santoro passa por experiência alienante e subversiva em Bicho de sete cabeças


Outro filme que versa sobre a incompreensão a partir de um hospício é Garota interrompida. O filme de James Mongold, que deu o Oscar a Angelina Jolie, mostra uma rotina de abusos e distorções e os efeitos alienantes que os mesmos podem ter. Ambientar filmes em hospícios pode ser uma mão na roda para cineastas na hora de elaborar comentários sobre o mundo do lado de fora daquelas paredes escuras, sujas e intransponíveis.

Winona Ryder e Angelina Jolie em cena de Garota interrompida: A loucura é sempre relativa

quarta-feira, 3 de março de 2010

ESPECIAL ILHA DO MEDO - Grandes momentos do cinema

A seção deste mês, em virtude do ESPECIAL ILHA DO MEDO, faz uma deferência a um dos maiores cineastas de todos os tempos. Obviamente, está se falando de Martin Scorsese. E não há momento mais catártico para aqueles que apreciam o cinema, e acompanham a carreira do cineasta, bem como para qualquer artista ou profissional, do que a consagração maior em sua área. No caso do cinema, isso quer dizer Oscar. A academia preteriu Scorsese por três décadas. Sua "maldição" do Oscar passou até mesmo a ser uma espécie de folclore hollywoodiano. Em 2007, com Os infiltrados, Scorsese finalmente deixou a maldição para trás. O tão sonhado e esperado, por ele e por tantos outros, Oscar de direção veio. E veio das mãos de três cineastas que ajudaram a definir o cinema americano contemporâneo. George Lucas, Steven Spielberg e Francis Ford Coppola entregaram, com inegável satisfação, o prêmio a Marty, que brincou: "Vocês podem checar novamente, por favor?"
Claquete convida você a reviver este mágico momento do cinema.

Aqui está o link: http://www.youtube.com/watch?v=YbbzaS8rcak

sábado, 9 de janeiro de 2010

De olho no futuro ... Preview 2010

Fúria de Titãs
Estréia nos EUA: 26/03/2010
Estréia no Brasil: 02/04/2010
Qual é o hype? O remake do filme de 1981 que bebe da fonte da mitologia grega (tal qual Tróia outro blockbuster que a Warner repaginou alguns anos atrás) estrelado pelo nome mais quente do cinema de ação e ficção do momento, o australiano Sam Worthington de Avatar e O exterminador do futuro 4.
O longa, dirigido pelo francês Louis Leterrier (Carga explosiva 2 e O incrível Hulk) promete muita ação, cenas de tirar o fôlego e um assalto as bilheterias de todo o mundo.



Toy story 3
Estréia nos EUA: 18/06/2010
Estréia no Brasil: 25/06/2010
Qual é o hype? O filme inaugural da Pixar e que viabilizou a animação digital chega a seu terceiro episódio. Toy story 3 tem sabor de nostalgia. É como revisitar o passado com vistas ao futuro. Espera-se desse terceiro episódio a mesma magia no que compete a história e ao desenvolvimento dos personagens e mais perícia técnica no que compete a forma como isso será levado ao público.



Ilha do medo
Estréia nos EUA: 19/02/2010
Estréia no Brasil: 05/03/2010
Qual é o hype? É o novo fruto da parceria entre o cineasta Martin Scorsese e o ator Leonardo DiCaprio. A quarta colaboração entre os dois, as três primeiras foram Gangues de Nova Iorque (2002), O aviador (2004) e Os infiltrados (2006), é uma adaptação do livro Shutter Island de Dennis Lehane, mesmo autor dos livros que originaram os filmes Sobre meninos e lobos e Medo da verdade.



Alice no país das maravilhas
Estréia nos EUA: 5/03/2010
Estréia no Brasil: 16/04/2010
Qual é o hype? São muitos hypes na verdade. O maior talvez seja descobrir a visão do cineasta Tim Burton do magnífico mundo criado pelo autor Lewis Carroll. Talvez seja ver Johnny Depp como o chapeleiro louco. Talvez seja conferir a extravagância visual de Burton em 3D. Talvez seja tudo isso junto e mais um pouco.

sábado, 19 de dezembro de 2009

De olho no futuro ...

O desfile de Berlim

A 60ª edição do festival de Berlim só ocorrerá em fevereiro e a lista completa dos participantes do festival só será conhecida em janeiro, contudo, o diretor do festival, o alemão Dieter Kosslick, resolveu adiantar alguns nomes confirmados para Berlinare de 2010. E os nomes mais estrelados e festejados dessa safra de 2010 até aqui são os de Roman Polanski, que se encontra atualmente preso na suíça, com seu mais recente filme The ghost writer e Martin Scorsese com o aguardado, e adiado sabe-se lá Deus por que, Ilha do medo. Os outros filmes anunciados foram "Bal", de Semih Kaplanoglu, "Der Räuber", de Benjamin Heisenberg, "My name is Khan India", de Karan Johar, "Na Putu", de Jasmila Zbanic, e "Shekarchi", de Rafi Pitts.


Mark Rufallo e Leonardo Di Caprio em cena do novo Scorsese: Estréia mundial em Berlim

Já se sabem a origem do cartaz

Foi divulgado essa semana, o primeiro pôster oficial do novo, e aguardado, filme de Christopher Nolan, A Origem. Na arte, que evoca escancaradamente o clima de O cavaleiro das trevas, filme anterior de Nolan, vemos Leonardo Di Caprio de costas. Assim como víamos o coringa de Heath Ledger em um dos primeiros cartazes liberados do filme do homem morcego. Fica a pergunta: Com um filme que promete, e já desperta, muito interesse, era necessário a Warner apelar dessa maneira?


Gladiador 2

Quando a nova versão de Robin Hood foi anunciada pelo diretor Ridley Scoot, muitos viram no projeto uma forma do diretor de revisitar o gênero espadas e sapatilhas que lhe consagrou, definitivamente, em Gladiador. Quando o diretor anunciou que Robin Hood seria sua quinta colaboração com o astro Russel Crowe, o gladiador em pessoa, os boatos ganharam viço. Muitos lembraram da disposição do diretor de rodar um Gladiador 2, idéia nunca levada adiante pelo estúdio, a Universal. Pois bem, essa semana foi liberado na internet, o primeiro trailer de Robin Hood, que estréia no verão americano de 2010. Vejam e digam qual é o primeiro pensamento que vem a cabeça de vocês.




Quando Di Caprio e Mel Gibson resolvem trocar figurinhas...

Coisa boa deve sair. Os astros vão se reunir para realizar um épico, ainda sem nome, sobre a era dos vickings. Mel Gibson vai dirigir e Leonardo Di Caprio estrelar. Segundo informe da Variety, o filme seria concebido nos moldes de Coração Valente, grande triunfo de Gibson como diretor. Revisitar seu maior sucesso de crítica e abordar civilizações passadas são pretexto para trabalhar com o cada vez mais requisitado Di Caprio? Ou será o contrário?


Um vampiro chamado Johnny Depp

É isso mesmo. O homem mais sexy do mundo pela People em 2009 acaba de iniciar sua campanha eleitoral para o título de 2011. O ator confirmou que viverá um vampiro no novo filme de Tim Burton, Dark Shadows, o próximo projeto da dupla depois do esperado Alice no país das maravilhas, que estréia em março do próximo ano. Imaginem o duelo que ganhará as telas em 2011: Robert Pattinson, com o derradeiro capitulo da saga Crepúsculo, contra Johnny Depp. Mulheres preparem-se!

Eles vão disputar os suspiros femininos dentada a dentada em 2011

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Notas

Se beber, não case estreou em primeiro nas salas brasileiras. A ressaca mais lucrativa da história do cinema americano(é a comédia adulta de maior rendimento da história) também mostrou força nos cinemas brasileiros.

James McAvoy( O procurado) está perto de viver Bilbo bolseiro, personagem vivido por Iam Holm na trilogia O senhor dos anéis, no aguardado O hobbit.

A Paramount adiou para fevereiro a estréia do novo filme de Martin Scorsese. Ilha do medo (Shutter Island, no original) estrearia em outubro nos EUA. Mas o estúdio preferiu mudar a data, abrindo mão de uma briga pelo oscar(!) alegando que a crise financeira esvaziou o número de boas estréias do estúdio para o início do ano. Será verdade? Ou acharam o filme fraco para uma temporada tão quente? Fato é que a quarta colaboração entre Scorsese e Leonardo DiCaprio continua sendo muito aguardada.

As reações ao trailer de Avatar, novo filme de James Cameron, não foram exatamente as esperadas. O avatar day, como foi classificado o dia 21 de agosto, dia da estréia mundial dos trailers do filme-pois é Cameron marcou data para a estréia dos trailers de seu filme - não causou o frenesi esperado pelos executivos da Fox. Cameron no entanto minimizou. Ao Hollywood reporter comparou ao descaso ao aqual fora vitíma antes da estréia de Titanic. A pergunta que fica é: Será? Ou Cameron perdeu a mão nesses 12 anos que se retirou do movie business?