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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Numerologia


Perdeu!
Uma fita de ação e espionagem com um grupo de atores descolados e piadas ligeiras parece uma boa idéia certo? Os perdedores, estrelado por Chris Evans, Jeffrey Dean Morgan e Zoe Saldanha honra essa descrição, mas não parece ter agradado o público americano. A fita ficou apenas duas semanas entre os 10 filmes mais vistos e não conseguiu se pagar. No Brasil, o lançamento já foi adiado duas vezes. A última data disponibilizada pela distribuidora brasileira é nesta sexta-feira, dia 4 de junho.

O vencedor paraguaio
No mercado cinematográfico brasileiro a discrepância proporcionada pelo 3D para aferir o campeão de bilheteria legítimo em um final de semana é ainda maior do que nos EUA. Vejam o que ocorreu neste mês de maio. No fim de semana do dia 30 de abril e do dia 7 de maio, Homem de ferro 2 teve mais público do que Alice no país das maravilhas. Contudo, a fita de Tim Burton, exibida em 3D com tíquetes mais caros, arrecadou mais. O mesmo ocorreu no final de semana seguinte. Alice arrecadou mais do que a estréia Robin Hood, embora o filme protagonizado por Russel Crowe tenha atraído mais público. Esse desnível de público e faturamento pegou de jeito o departamento de marketing dos estúdios. Agora ficou difícil dizer qual filme é o campeão de bilheteria. O que arrecadou mais dinheiro ou o que foi mais visto?

O reinado de Chico Xavier
A onda do espiritismo só faz crescer. Na TV, a novela mais bem sucedida da atualidade versa sobre o tema. Há quem diga que até mesmo a série Lost se enveredou por uma vertente espírita. De qualquer jeito, a biografia do deflagrador do espiritismo no Brasil é, ela própria, catalisadora dessa tendência. Chico Xavier, o filme, já levou mais de três milhões de brasileiros aos cinemas e continua bem posicionado no disputado ranking que conta com superproduções do verão americano. A fita de Daniel Filho é o remanescente mais longevo do top 10 nacional. Em tempo: ainda este ano estréia outro filme sobre espiritismo, As mães de Chico Xavier.





A seu, o seu dono!
Todo mundo conhece o ditado “não é para quem quer, é só para quem pode”? Pois bem, Tony Stark (Robert Downey Jr.) pode. Homem de ferro 2, além de registrar a melhor estréia do ano até aqui, bateu em módicas duas semanas o ostensivo faturamento que Como treinar seu dragão construiu em dois meses de exibição. Detalhe: e com cópias em 3D. Em precisos 13 dias de exibição nos EUA, Homem de ferro 2 recolheu U$ 211 milhões de dólares deixando Como treinar seu dragão para trás com U$ 208 milhões.

Longevidade é teu nome
E por falar em Como treinar seu dragão, a animação da Dreamworks fechou a conta de mais um mês no top 10. O filme que estreou no primeiro fim de semana de março, se despediu de maio na décima posição do Top 10 norte-americano. Um feito e tanto. Essa longevidade é rara no Box Office americano, ainda mais se considerado que estamos em plena temporada mais agitada do cinema ianque.

Não se faz um Robin Hood como antigamente
Pois é. Robin Hood, a versão radical do mito tocada pela dupla Russel Crowe e Ridley Scoot, não agradou a crítica e parece não ter agradado o público também. Depois de um fim de semana de estréia abaixo da expectativa do estúdio Universal, a fita seguiu o curso de baixo faturamento. Com o custo de U$ 200 milhões, o filme rendeu até agora U$ 140 milhões mundialmente e não demonstra fôlego para dar lucro. Nos EUA a situação é tão alarmante que a fita não parece capaz de romper a fronteira dos U$ 100 milhões (considerada providencial para superproduções evitarem o prejuízo homérico).


Ogro bom de bola
Quem se recuperou bem foi Shrek para sempre. O quarto longa do ogro verde (que também chega em 3D) estreou bem abaixo das metas do estúdio. As previsões eram em torno de U$ 100 milhões no primeiro fim de semana, mas Shrek para sempre “só” fez U$ 74 milhões. Mas a vitória mesmo viria no final de semana seguinte. Com duas estréias de peso no circuito americano (Sex and the city 2 e Príncipe da Pérsia: areias do tempo), devido ao feriado do memorial Day,Shrek parecia destinado a deixar o topo. Isso não aconteceu. Além de registrar o menor percentual de queda por sala de exibição (38%) das estréias desse verão, Shrek para sempre fez U$ 43 milhões e manteve a liderança. As estréias tiveram que brigar entre si, com cerca de 10 milhões a menos em faturamento, pelo segundo lugar. No total, a quarta aventura do ogro verde já soma U$ 134 milhões.


Não tem botox que dê jeito!
Envelhecer é uma m... diria uma famoso personagem de um programa de TV obscuro. E as meninas de Sex and the city tendem a concordar com essa máxima. O primeiro filme do quarteto de nova-iorquinas não agradou a crítica, mas acertou em cheio o público. O estarrecedor sucesso de bilheteria fez com que o segundo filme das meninas chegasse rapidinho. Mas a piada envelheceu. A decepcionante bilheteria de estréia (U$ 32,2 milhões) fica ainda mais decepcionante se comparada com a do primeiro filme (U$ 55 milhões) de dois anos atrás.

Jack Sparrow cadê você?
Jerry Bruckheimer deve estar doido para um certo pirata voltar logo. O pomposo e aguardado Príncipe da Pérsia: areias do tempo, que ele produz, estreou com a pior média de público por sala entre todas as superproduções que já debutaram nesse 2010. O que é um baita de um mau sinal. A terceira colocação no ranking também não ajudou. O filme estrelado pelo improvável herói de ação Jake Gyllenhaal faturou U$ 30 milhões neste primeiro fim de semana.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Crítica - Robin Hood

O personagem errado no filme certo

É inegável que Ridley Scott sabe fazer épicos. Assim como é inegável que ele gosta de fazê-los. Robin Hood (EUA 2010) foi uma produção conturbada desde o princípio. Troca de elenco, contestação do protagonista (Russel Crowe) - que seria velho demais para o personagem -, mudança de roteiro, de roteiristas e de argumento (o filme a princípio chamar-se-ia Nottinghan e Robin Hood e o xerife da cidade seriam a mesma pessoa).
Enfim, foram muitos os percalços superados por Scott para que lançasse seu filme na abertura do festival de Cannes deste ano. A recepção, porém, não foi boa. Os críticos presentes no festival pesaram a mão com Scott e seu filme, mas não foram faltosos com a verdade.
Robin Hood traz consigo as chagas de uma produção marcada por desvios e também a sombra do grande épico da atualidade, que calha de ter sido feito pela dupla Scott & Crowe. É bem verdade que a história deste Robin Hood pouco lembra a de Gladiador (2000), mas há a incessante busca do diretor pelo paralelo. Seja pelo uso da incessante trilha sonora que em muito faz lembrar a do filme de 2000, seja por tentar fazer o embate entre Godfrey (um ótimo Mark Strong) e Robin Hood (Russel Crowe) pessoal, ou por um conjunto de cenas que remetem diretamente ao filme vencedor de seis Oscars. Russel Crowe, ótimo ator que é, consegue distanciar-se da figura de Maximus (seu personagem em Gladiador), mas até nisso a memória daquele filme prejudica-o em sua nova composição; tendo em vista que a platéia irá, de uma forma ou de outra, forçar a comparação. Robin Hood, impreterivelmente sairá perdendo.



Preparar, apontar e...: uma das poucas vezes que Robin usa seu arco


O filme funciona maravilhosamente como entretenimento, é bom que se diga. Mas há de se questionar o esforço de Scott em fazer um filme sobre Robin Hood tão deslocado da leitura que se tem do anti-herói. Muda-se a história da Inglaterra, muda-se o perfil de Robin Hood, muda-se o contexto em que atuava e, por tabela, muda-se um pouco de suas motivações. Aproxima-se Robin Hood de um cavaleiro ou soldado, como se isso fosse necessário para legitimá-lo. Quisesse Scott fazer um épico enquadrado dessa maneira, era melhor que partisse de uma história original como fizera em Gladiador. A originalidade de Robin Hood soa falsa e ajuda a entender a resistência para com o filme. É preciso admitir também o tom pretensioso da fita. Em momento algum Robin Hood, que passa a maior parte do filme atendendo pelo nome de Robert Loxley, remete a figura clássica do personagem. Essa dicotomia também prejudica o filme. Scott, embora faça seu protagonista empunhar o arco e flecha e matar seu principal oponente com ele, tem dificuldades em convencer sua audiência de que aquele cara é Robin Hood. Ele parece mais William Wallace e, inevitavelmente, Maximus do que Robin Hood. E não importa o que se diga, esse vai ser o carma definitivo deste filme.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Movies great Partnerships - Ridley Scott & Russel Crowe


Existem momentos no cinema que são únicos e definidores. Gladiador, por uma série de fatores, foi um destes momentos. A fita de 2000, vencedora de seis Oscars, resgatou o valor artístico e o interesse do público pelos filmes épicos. Projetou um dos últimos super astros a surgir em Hollywood, Russel Crowe, e devolveu a Ridley Scott a grandeza que lhe fugira durante os anos 90.
Gladiador marca, também, o começo da parceria entre Russel Crowe e Ridley Scott. O período de seis anos entre Gladiador e a segunda colaboração entre os dois serviu para dar perspectiva aos envolvidos e direcionar os rumos da parceria. “Russel é um ator fácil de trabalhar. Ele é esforçado e é um jogador de time. Não tem ataques de estrelismo”, disse certa vez o diretor inglês ignorando que Crowe já foi até mesmo detido por ter jogado um telefone em um funcionário de hotel. “É mais fácil fazer um filme quando ator e diretor já se conhecem de outros carnavais”, afirmou Crowe nas entrevistas promocionais de Rede de mentiras, último filme da parceria antes de Robin Hood. Scott recusa o rótulo de que Crowe seja seu ator fetiche. Para o diretor, todos os personagens que Crowe viveu em seus filmes não poderiam ser vividos por outros atores. “Crowe é um ator completo e cheio de recursos, por que não iria escalá-lo?”, brincou na ocasião do lançamento de O gangster em 2007.


Nos sets de O gangster: "É mais fácil quando já nos conheçemos de outros carnavais"



Mais um filme para a conta: Da Roma antiga ao Iraque, Scott leva Crowe com ele


Fato é que a parceria se intensificou. Nos últimos 5 anos, foram 4 filmes. A comédia dramática Um bom ano (2006), o épico do crime O gangster (2007), o thriller de espionagem Rede de mentiras (2008) e neste ano, Robin Hood. A escolha de Crowe para viver o famoso arqueiro inglês repercutiu negativamente. Muita gente questionou a escalação do neozelandês de 46 anos para fazer um personagem geralmente retratado como jovem. “Tudo que você conhece sobre Robin Hood é mentira, aqui está a verdade”, declarou com certa presunção o ator em recente rodada de entrevistas em Londres.
Perto de parcerias como Scorsese & De Niro e Fellini & Mastroianni, o legado da dupla Scott & Crowe pode não ser dos mais vistosos, mas a química é visível. Seus filmes sempre atraem grande público, geralmente são sucesso de critica e eles não parecem se importar muito com a repercussão da parceria. Querem fazer filmes juntos porque um aprecia a companhia e o trabalho do outro. No fundo, esse é o mais sólido indicativo de uma parceria de sucesso.

Aqui você faz assim ó: Ridley Scott gesticula para Cate Blanchet e Russel Crowe nos sets do aguardado Robin hood




Em time que está ganhando...

Gladiador (2000)


O maior épico do novo milênio ainda é o melhor trabalho da dupla. Gladiador estabeleceu Russel Crowe como nome quente em Hollywood e devolveu o prestigio ao diretor de Alien e Blade Runner.


Um bom ano (2006)



Russel Crowe exercita seu timing cômico em uma fita regada a romance, paisagens idílicas, vinho e Marion Cottilard antes do Oscar e da fama. De quebra, Scott e Crowe mostram alguns truques financeiros de Wall street antes da crise que tomaria o mundo em 2008.


O gangster (2007)



Ser comparado, favoravelmente, a O poderoso chefão já mostra que esse é um dos exemplares bem sucedidos da bem sucedida parceria entre Scott e Crowe. Aqui eles se unem para contar a história verídica do primeiro chefão do tráfego de drogas negro nos EUA. Crowe “joga para o time” (como diz Scott) e brilha, mas deixa Denzel Washington brilhar mais.


Rede de mentiras (2008)



Em O informante, Russel Crowe já tinha mostrado que não tinha problema em engordar. Aqui ele ganha uns quilinhos para viver um burocrata da CIA que não deixa seu agente de campo, vivido por Leonardo DiCaprio, ter paz. Um filme tenso em que Scott conta com a conhecida habilidade de Crowe para remoer clichês em seu favor.


Robin Hood (2010)

Depois de muitos problemas na produção, Scott bancou Russel Crowe como o protagonista de Robin Hood. O filme foi recebido com frieza e reservas no festival de Cannes. A estréia mundial ocorre amanhã.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cannes updated #1

O antecipado filme que não veio
Um filme que era tido como certo desde o final do ano passado em Cannes este ano era Tree of life, novo trabalho do bissexto cineasta Terence Malick. Estrelado por dois darlings do festival, Brad Pitt e Sean Penn, Tree of life é um dos filmes mais comentados do ano nos círculos de arte. Contudo, Malick se enrolou na edição da fita e renunciou a cadeira cativa que teria na competição oficial. Diz a boca pequena que Tree of Life pode parar no festival de Veneza em setembro. Será que conta como punhalada?


Um Clint Eastwood viria a calhar
O diretor do festival de Cannes Tierry Frémaux sonhava com Clint Eastwood. Calma. O que Frémaux queria era que Hereafter, novo longa do diretor americano, ficasse pronto a tempo de integrar a lista dos filmes na briga pela Palma de Ouro. Não ficou. Hereafter ainda está em pós-produção e Cannes tem apenas uma produção americana em competição, o drama Fair game, de Doug Liman. Frémaux sonhava com Clint por se tratar de um cineasta americano cult e de muito prestígio em diferentes nichos. É dos poucos que agrada as massas e também os críticos.


Woody Allen e os antônios
É grande a expectativa em Cannes pelo novo tarbalho de Woody Allen. De seus últimos 5 longas, quatro estrearam no festival. Mesmo que tenham sido fora de competição, os filmes do diretor americano estiveram entre os que chamaram mais atenção nos corredores de Cannes. You will meet a tall dark starnger traz dois atores celebrados, e que nunca haviam trabalhado com Allen antes, em papéis coadjuvantes. O inglês Anthony Hopkins e o espanhol Antônio Banderas. Tanto Allen quanto os Antônios são aguardados em Cannes nessa semana.

Woody ao pé do ouvido com Antônio Banderas e passando diretrizes para Anthony Hopkins e Naomi Watts: todos irão a Cannes



Um Godard para variar
Ele não está na competição oficial, mas Jean Luc Godard tem tudo a ver com o festival mais importante do cinema. No ano em que completará 80 anos, Godard estará presente em Cannes com seu novo filme, Film socialisme. Pouco se sabe sobre a fita que integra a principal mostra paralela do evento (Um certo olhar). Especula-se que seja uma construção de Godard sobre a falência de certos ideologismos nesse começo de século.


O filme de abertura não agradou
Robin Hood, filme de abertura do 63º festival de Cannes, teve recepção morna na riviera francesa. O filme só não agradou menos a critica e aos jornalistas do que seu astro, o ator Russel Crowe, que proferiu algumas respostas irônicas aos jornalistas presentes na coletiva de imprensa. O ator chegou a dizer que se Robin Hood atuasse hoje, sua ação seria contra a mobilização da mídia.

Russel Crowe e Cate Blanchet chegam para a premiere do filme que não atraiu tanta gente quanto o esperado



“Nós também seremos julgados”
O presidente do júri dessa edição do festival de Cannes, o cineasta Tim Burton, mostrou-se reticente quanto a sua função. O diretor, que mais uma vez relativizou as vantagens do 3D na entrevista coletiva que deu esta tarde em Cannes, disse que ele e seus colegas de júri também estão sendo avaliados. E disse que o termo julgar não expressa bem o que farão na edição deste ano. “Somos muito sensíveis a palavra julgar. Precisamos estar abertos a tudo”, disse o cineasta.

O cineasta Tim Burton entre as duas juradas do grupo de nove: Não somos juízes!

Com agências internacionais

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cenas de cinema

Good night and good luck
Depois de duas décadas de união estável, a despeito dos escândalos de bebida e dos ataques de anti semitismo, Mel Gibson parece ter tomado gosto pelo “não sou de ninguém”. Depois de engatar um romance, e promover a carreira, da cantora russa Oksana Grigorieva (pivô do fim de seu casamento) no final do ano passado, o ator acaba de anunciar sua separação da dita cuja. A revista People apurou que apesar do anúncio oficial de separação cordial, o buraco foi mais embaixo. Grigorieva, segundo apurou a publicação, daria verdadeiros chiliques diariamente e a todo tempo insinuava possível infidelidade de Gibson. Além das tradicionais queixas de falta de atenção a família (o detalhe aí é que eles ainda não haviam constituído uma família). Gibson resolveu dar um basta e se separou. Revoltada, a russa anunciou que irá abrir para a imprensa detalhes nem um pouco lisonjeiros da rotina do casal. Ah, essas celebridades...

Mel Gibson sorri, mas por dentro ele está chorando...


Quem realmente se deu bem com essa história?
Que Hollywood adora um babado todo mundo sabe. Que você tem grandes chances de faturar uma boa grana sendo um paparazzi freela na cidade dos anjos, também não é nenhuma novidade. De qualquer jeito, algumas notícias ainda são capazes de causar certa estranheza em nós mortais. Como essa última envolvendo a separação de Sandra Bullock e seu infiel companheiro, o apresentador de reality show, Jesse James. Uma foto da atriz em um restaurante sem aliança foi leiloada no final de semana passado entre diversos veículos da celebrity gossip. Faturou o leilão informal, pela quantia de U$ 60 mil, o tradicional programa de TV Entertainment tonight. O preço da exclusividade sobre uma coisa tão dispensável como essa diz muito sobre nós mesmos enquanto sociedade. Diz muito também sobre o quão mal remunerados estamos cá com nossos trabalhos.


Quero ser grande
Todo cinéfilo que se preza já está em contagem regressiva para o festival de Cannes, que começa no próximo dia 12 de maio. Porém, antes dele, outro festival de grandes aspirações dá sua largada. O festival de Tribeca surgiu como uma homenagem do ator Robert De Niro a cidade de Nova Iorque após os atques terroristas de 11 de setembro e como mais um reduto da produção independente americana. Aos poucos, o festival foi ganhando notoriedade e projetando maiores ambições. Ontem, a edição 2010 do festival teve inicio com a pré-estréia mundial do quarto filme do ogro Shrek, Shrek para sempre. Ainda estão previstos para exibição em Nova Iorque os novos trabalhos de Michael Winterbottom e Woody Allen. Trabalhos que também estarão em Cannes. Qualquer semelhança não é mera coincidência.



Um vulcão que atrapalha muita gente
O vulcão que entrou em erupção na semana passada na Islândia, impediu o tráfego aéreo na Europa e acarretou o maior prejuízo financeiro paras as companhias aéreas desde o 11 de setembro, também atrapalhou os planos dos grandes estúdios as voltas com a promoção de seus super lançamentos. A premiere mundial de Homem de ferro 2, prevista para ocorrer em Londres essa semana, foi remanejada para Los Angeles. O mesmo ocorreu com a coletiva de imprensa de Robin Hood que ocorreria em Londres alguns dias depois. O estúdio Universal achou por bem transferir o compromisso para Los Angeles e Nova Iorque.


Esse não é Jack Bauer!

Foto:reprodução The Sun
Kiefer é posto no carro à força: babando, trôpego e ofegante. Não é a imagem que seus fãs gostariam de ver...
Kiefer Sutherland apronta das suas não é de hoje. Bad boy convicto, beberrão e imprudente, muitos acreditam que Kiefer não sagrou-se astro de cinema devido a esses pequenos empecilhos. Achou seu canto na TV na badalada, e atualmente em sua última temporada, 24 horas. Essa semana Sutherland, que já cumpriu pena por dirigir embriagado tendo a carteira caçada, foi visto trôpego e totalmente embriagado saindo de um clube de strip tease, ou melhor sendo retirado do clube por seguranças mal encarados. Será a depressão com o fim da carreira de Bauer na cultura pop? Ou a vontade de se impor ao legado que o super agente deixa no imaginário cultural e em sua carreira?

sábado, 19 de dezembro de 2009

De olho no futuro ...

O desfile de Berlim

A 60ª edição do festival de Berlim só ocorrerá em fevereiro e a lista completa dos participantes do festival só será conhecida em janeiro, contudo, o diretor do festival, o alemão Dieter Kosslick, resolveu adiantar alguns nomes confirmados para Berlinare de 2010. E os nomes mais estrelados e festejados dessa safra de 2010 até aqui são os de Roman Polanski, que se encontra atualmente preso na suíça, com seu mais recente filme The ghost writer e Martin Scorsese com o aguardado, e adiado sabe-se lá Deus por que, Ilha do medo. Os outros filmes anunciados foram "Bal", de Semih Kaplanoglu, "Der Räuber", de Benjamin Heisenberg, "My name is Khan India", de Karan Johar, "Na Putu", de Jasmila Zbanic, e "Shekarchi", de Rafi Pitts.


Mark Rufallo e Leonardo Di Caprio em cena do novo Scorsese: Estréia mundial em Berlim

Já se sabem a origem do cartaz

Foi divulgado essa semana, o primeiro pôster oficial do novo, e aguardado, filme de Christopher Nolan, A Origem. Na arte, que evoca escancaradamente o clima de O cavaleiro das trevas, filme anterior de Nolan, vemos Leonardo Di Caprio de costas. Assim como víamos o coringa de Heath Ledger em um dos primeiros cartazes liberados do filme do homem morcego. Fica a pergunta: Com um filme que promete, e já desperta, muito interesse, era necessário a Warner apelar dessa maneira?


Gladiador 2

Quando a nova versão de Robin Hood foi anunciada pelo diretor Ridley Scoot, muitos viram no projeto uma forma do diretor de revisitar o gênero espadas e sapatilhas que lhe consagrou, definitivamente, em Gladiador. Quando o diretor anunciou que Robin Hood seria sua quinta colaboração com o astro Russel Crowe, o gladiador em pessoa, os boatos ganharam viço. Muitos lembraram da disposição do diretor de rodar um Gladiador 2, idéia nunca levada adiante pelo estúdio, a Universal. Pois bem, essa semana foi liberado na internet, o primeiro trailer de Robin Hood, que estréia no verão americano de 2010. Vejam e digam qual é o primeiro pensamento que vem a cabeça de vocês.




Quando Di Caprio e Mel Gibson resolvem trocar figurinhas...

Coisa boa deve sair. Os astros vão se reunir para realizar um épico, ainda sem nome, sobre a era dos vickings. Mel Gibson vai dirigir e Leonardo Di Caprio estrelar. Segundo informe da Variety, o filme seria concebido nos moldes de Coração Valente, grande triunfo de Gibson como diretor. Revisitar seu maior sucesso de crítica e abordar civilizações passadas são pretexto para trabalhar com o cada vez mais requisitado Di Caprio? Ou será o contrário?


Um vampiro chamado Johnny Depp

É isso mesmo. O homem mais sexy do mundo pela People em 2009 acaba de iniciar sua campanha eleitoral para o título de 2011. O ator confirmou que viverá um vampiro no novo filme de Tim Burton, Dark Shadows, o próximo projeto da dupla depois do esperado Alice no país das maravilhas, que estréia em março do próximo ano. Imaginem o duelo que ganhará as telas em 2011: Robert Pattinson, com o derradeiro capitulo da saga Crepúsculo, contra Johnny Depp. Mulheres preparem-se!

Eles vão disputar os suspiros femininos dentada a dentada em 2011