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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cenas de cinema

Visita da cegonha
A atriz italiana Monica Bellucci, de 45 anos, deu a luz essa semana ao segundo rebento da união com o ator francês, Vincent Cassel. Léonie nasceu em Roma nesta segunda-feira. A atriz já é mãe de Deva, a primeira filha do casal, que tem 5 anos de idade.

Premiere de Sex and the city 2
As primeiras críticas que surgem nos EUA sobre Sex and the city 2 são pavorosas. 90% avacalham o filme sem dó. Os outros 10% avacalham com um pouco de dó. Não há uma crítica positiva sobre o filme até agora. Sarah Jessica Parker, receosa, já advertiu as fãs no início da semana: “Um terceiro filme só acontecerá dependendo da resposta do público”.
Mas como tudo é lindo e glamuroso no mundo de Sex and the city, lá estavam as quatro atrizes na premiere nova-iorquina do segundo longa. Mas para provar que o fenômeno está perto de se esgotar, a protagonista Sarah Jessica Parker, por muito tempo tida como ícone fashion, foi eleita a mais mal vestida do quarteto em pesquisa realizada pela revista Gloss americana. De qualquer jeito, o filme chega amanhã em 65 países. Ou seja, com estilo.

No alto à esquerda, a atriz Jennifer Love Hewitt posa para foto. Quem também compareceu à premiere novaiorquina do longa foi a top model brasileira Alessandra Ambrósio. Na foto maior, as quatro estrelas do filme


Dose dupla de Catrall
E por falar em Sex and the city 2, é oportuno lembrar que a intérprete da fogosa Samantha, Kim Catrall chega em dose dupla aos cinemas brasileiros neste fim e semana. Além do aguardado filme das amigas nova-iorquinas, Catrall está no também aguardado novo filme do cineasta francês Roman Polanski. No elogiado O escritor fantasma, a atriz faz uma assessora do primeiro ministro inglês vivido por Pierce Brosnan.


Kim Catrall em versão sexy ou séria nesse fim de semana: ao gosto do freguês



Um tailandês que incomoda muita gente
O resultado do último festival de Cannes continua rendendo polêmicas. A imprensa internacional não digeriu bem a vitória do obscuro Lung Boonmee Raluek Chat. Nos primeiros dias após a divulgação dos vencedores da Palma de ouro, a reação foi virulenta e confrontadora como pouco se viu no histórico recente do festival. Na enquete promovida pelo blog, houve efeito proporcionalmente semelhante. 42% dos votantes entenderam o resultado final do festival como ruim. 28 % cravaram na opção bom, enquanto que 14% admitiram terem sido surpreendidos. Uma outra parcela de 14% se mostrou indiferente quanto ao prêmio principal, uma vez que a vitória de Javier Bardem (na categoria de ator) foi garantida. Claquete apresenta o trailer da produção vencedora de Cannes 2010.





Prêmio cine B do cinema brasileiro
Se o cinema brasileiro já não é lá muito prestigiado pelos seus, imaginem o circuito alternativo brasileiro. O prêmio Cine B do cinema brasileiro, que será realizado na próxima segunda-feira em São Paulo, prestigia esse cinema negligenciado pelo público. Em um evento que será realizado na sede do sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (Rua São Bento, 413, Centro Ed. Martinelli) e ancorado pelo rapper e ator Thaíde, serão homenageados diretores e membros de comunidades de periferias do estado. Segundo os organizadores do evento, a premiação de segunda-feira é mais uma forma de incentivar a produção nacional dentro de um projeto de democratização do acesso à cultura.

Meninas morram de inveja
Pois é. Existem coisas que só quem vive em Hollywood entende. O papel da mocinha de Transformers 3 passou a ser disputado a tapas em Hollywood por beldades jovens sem nenhum talento para atuação, mas com beleza de sobra para embalar um blockbuster de verão. Depois da saída de Megan Fox do terceiro Transformers, em virtude de desentendimentos com o diretor Michael Bay, muitos nomes já foram cotados. Leonardo DiCaprio chegou a intervir para que sua namorada, a top model israelense Bar Rafaeli fosse a eleita. Mas a produção do filme quer alguém mais jovem. Afinal, tem muita gente de olho e querendo ser a próxima Megan Fox. A revista inglesa Total Film noticiou que a disputa parece fechada entre a atriz Gemma Arterton (que está no último filme de Woody Allen, You will meet a tall dark stranger), que seria a preferida de Michael Bay, e a modelo inglesa Rosie Huntington, que seria a preferida do estúdio. E aí, qual é a sua preferida?

Gemma Arterton, à esquerda, é a preferida do diretor enquanto que Rosie Huntington, de biquini, é a favorita da produção: Qual é a sua?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Repercutindo Cannes 2010

O triunfo tailandês, além de imprevisto, soou indisgesto na crítica internacional


E nesta segunda-feira a imprensa mundial pôs-se a repercutir o resultado de Cannes 2010. A crítica, mais perplexa, ainda procura se situar e entender o sentido por trás de uma premiação totalmente imprevisível e revestida de critérios discutíveis, uma vez que o filme vencedor não despertou o menor interesse de grande parte da crítica.
Essa afirmação não implica que a fita tailandesa seja ruim, apenas relativiza sua qualidade. Lung Boonmee Raluek chat, diferentemente de longas como Outrage e Poetry, que despertaram reações difusas, mas enfáticas da crítica, não superou a pecha de banal. Teve pouco destaque na imprensa internacional e não provocou o menor otimismo da crítica. Muito pelo contrário, as reações diversas ao filme só surgiram depois da confirmação da vitória. A Folha de São Paulo, que garantiu uma das melhores coberturas do festival na imprensa brasileira, escreveu nesta segunda que Cannes privilegiou um cinema mais autoral em detrimento de uma lógica mais industrializada. De certa forma, comungou com o pensamento do presidente do júri. Burton justificou a Palma de ouro para Lung Boonmee Raluek chat da seguinte maneira: “O mundo está ficando menor, e os filmes estão ficando mais ocidentalizados ou hollywoodizados. Para mim, este foi um filme que eu senti que estava assistindo de outro país, de outra perspectiva”. No entanto, é inescapável a clara conotação política que o prêmio carrega. A Tailândia atravessa grave crise institucional e o país está às vésperas de uma guerra civil, a visibilidade que a Palma de ouro acarreta, portanto, é importantíssima para dar voz aos dramas do país na imprensa internacional.

Amalric recolhe sua Palma pela direção de Tournée, ao lado de integrantes do elenco de seu filme: imprensa francesa foi a mais feroz, apesar de três prêmios entregues a franceses


Contudo, no geral, o prêmio para o filme tailandês não foi bem recebido. Especialmente na Europa. O jornal francês Le Figaro destacou em manchete “Palma do tédio”, para o diário francês, a vitória do filme tailandês no festival reflete uma “esquizofrenia criativa” de Cannes. Já o Le Monde foi mais diplomático. Lembrou que os franceses foram bem contemplados com as vitórias de Juliette Binoche e do diretor Mathieu Amalric, além do grande prêmio do júri para Des hommes et dieux. Contudo, o jornal lembra que a vitória da fita tailandesa deixa clara a inferioridade da seleção desse ano em comparação aos anos anteriores, em especial 2009. A imprensa italiana também destacou a vitória tailandesa de forma negativa. O jornal Corriere della sera vaticinou: “ Imperdoável!” Para o diário, não é compreensível a vitória tailandesa com filmes consideravelmente mais fortes em disputa. “Another year e Biutiful são produções mais encorpadas”, sublinhou o jornal.

Javier Bardem foi uma das poucas certezas da noite: o espanhol (na foto ao lado do Elio Germano com quem dividiu o prêmio) fez declaração de amor a sua namorada, Penelope Cruz

A Variety classificou a vitória de Lung Boonmee Raluek chat como “surpreendente”. Diferentemente da maior parte da crítica americana, preferiu não polemizar. E qualificou a fita tailandesa como boa, embora com a ressalva: “Mas, talvez, não merecesse o principal prêmio.”

domingo, 23 de maio de 2010

Cannes updated # Final Cut

A volta por cima dos asiáticos
Como previsto desde o início, a Palma de ouro foi para um filme asiático. Lung Boonmee Raluek Chat, de Apichatpong Weerasethakul, levou a Palma de ouro neste domingo. Apesar do agito da crítica em torno de filmes como o ucraniano My joy e o inglês Antoher year, a Palma acabou ficando com a produção tailandesa que mostra um homem a beira da morte em contato com os espíritos de pessoas que já morreram.
Outro asiático também levou um prêmio de grande ressonância, o sul coreano Poetry, que foi taxado pela critica como “normal e aborrecido” ficou com o prêmio de roteiro.

A dor mais doída
Aos favoritos que ficaram sem nada, resta o consolo da aclamação crítica em um festival marcado pela obviedade. “Não tiveram grandes filmes”, escreveu a Variety que elegeu os novos de Inãrritu, Loach e alguns destaques da mostra Um certo olhar como os principais filmes da edição. Aos favoritos da crítica, em que figuravam Loach, Iñarritu, Leigh e o ucraniano Loznitsa, resta o consolo de serem os favoritos da crítica, já que saíram de mãos abanando. Com exceção de Inãrritu que viu seu protagonista, Javier Bardem dividir o prêmio de atuação masculina com Elio Germano, de La nostra vitta, considerado um dos piores filmes pela crítica.

Até que Claquete foi bem
Dos sete prêmios em que arriscou palpite, o blog acertou três. Tendo em vista que o favoritismo foi posto de lado e que candidatos que nem mesmo receberam atenção da mídia especializada sagraram-se vencedores, o blog mandou bem.

A primeira impressão é a que fica
Tournée foi o primeiro filme na disputa pela Palma de ouro a ser exibido e não despertou nenhum entusiasmo. O filme de Amalric não era apontado para nenhum prêmio pelos entendidos de Cannes. Mas os entendidos pouco entendem, e o diretor (em seu quarto filme) faturou a Palma de direção. Desbancando algumas figuras que muitos creem mereciam mais.

Um prêmio com a cara de Burton
Todo mundo diz que o presidente do júri exerce uma grande influência, para não dizer que é ele quem decide, na hora de escolher o vencedor da Palma de ouro. Quem não lembra da polêmica vitória do documentarista Michael Moore com Fahrenheit 11 de setembro no júri presidido pelo cineasta Quentin Tarantino em ano de eleição americana? O que dizer de um filme tailandês que aborda um homem que fala com espíritos como forma de abrandar o medo da morte em um júri presidido pelo incomum Tim Burton que já trouxe ao mundo pérolas como Edward mãos de tesoura e Noiva cadáver. É possível dizer que esta teoria é mais provável do que pensa nossa vã filosofia.

O francês obrigatório
E como não podia deixar de ser um filme francês saiu premiado da riviera francesa. O filme Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois, levou o grande prêmio do júri, que é uma espécie de segundo lugar no festival. Diferentemente do grande vencedor, algum prêmio para Beauvois já era antecipado pelos entendedores de Cannes.

A quase zebra
O italiano Elio Germano bem que tentou, mas o máximo de zebra no campo das atuações foi a divisão do troféu de melhor ator entre ele e o espanhol Javier Bardem. Entre as mulheres, a francesa Juliette Binoche ficou com a Palma de ouro de melhor atriz pelo filme Copie conforme.


Sem mais rodeios, os vencedores da 63º festival de Cannes

Palma de Ouro

Lung Boonmee Raluek Chat, de Apichatpong Weerasethakul

Ator

Javier Bardem de Biutiful e Elio Germano de La Nostra Vita

Atriz

Juliette Binoche de Copie Conforme

Direção

Mathieu Amalric por Tournée

Roteiro

Lee Chang-Dong por Poetry

Curta-metragem

Un Chienne d'Histoire, de Serge Avedikian

Camera d'Or

Año Bisiesto

Prêmio do júri

Un Homme qui Crie, de Mahamat-Saleh Haroun

Grande Prêmio do júri

Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cannes updated # 10

A maturação de Garrel
A estréia do principal ator francês da atualidade, Louis Garrel, na direção foi um acontecimento. Petit Tailleur é um média metragem ( cerca de 45 minutos) que faz parte da quinzena dos realizadores. Uma mostra paralela que ocorre no festival de Cannes e que até hoje estava esvaziada de interesse. Não é a toa, que essa é a primeira menção da mostra aqui em Cannes updated. O filme em preto e branco mostra um jovem alfaite que se apaixona por uma garota e decide abandonar tudo, inclusive, o homem que o acolheu, criou-o como filho e ensinou tudo que sabe. A estréia de Garrel foi um sucesso. A critica se derreteu mais ainda quando na entrevista coletiva, o ator/diretor admitiu que o cineasta francês François Truffaut foi uma clara e bem vinda referência.


Na entrevista coletiva, o filho de um dos maiores cineastas franceses (Philip Garrel), se derreteu por um dos ícones da Nouvelle vague

Antes dos melhores, os piores
Diferentemente dos últimos dois anos não há um favorito absoluto a Palma de ouro. Dividem o favoritismo, com certa paridade, o inglês Another year, de Mike Leigh, o mexicano Biutiful, de Alejandro Gonzalez Iñarritu e a co-produção entre Alemanha e Ucrânia My Joy, de Sergei Loznitsa. Com forte apelo também estão o mais recente Ken Loach, Route irish, e o novo do iraniano cult Kiarostomi, Copie conforme. Mas os piores filmes da seleção oficial já parecem definidos. Segundo cotações de críticos presentes no festival, o gangster japonês Outrage e o drama familiar italiano La nostra vitta já angariaram esses ingratos títulos.

E os asiáticos ficaram para trás
Pode ser cedo. Afinal, críticos e júri nem sempre estão em harmonia. Mas Cannes 2010, que tem forte presença asiática, parecia destinado a ter um filme daquele continente vencedor da Palma de ouro. Dificilmente um asiático não será premiado, mas conforme a lista de favoritos demonstra, um asiático levar a Palma de ouro agora, seria considerado zebra.

Apostas Claquete para a premiação de domingo
Essa é a última coluna Cannes updated antes da divulgação dos vencedores do festival. Claquete antecipa quem deve sair com os principais prêmios na seleção oficial.

Palma de ouro
Grande probabilidade: Another year, de Mike Leigh (INGL)
Chances reais: My joy, de Sergei Loznitsa (Ucrânia/Alemanha)
Pode acontecer: The housemaid, de Im Sangsoo (Coréia do sul)

Grande prêmio do júri:
Route irish, de Ken Loach (Ingl/IRL)

Prêmio do júri:
Os mesmos listados como possíveis vitoriosos da Palma de ouro e o francês Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois (França)

Ator:
Javier Bardem (Biutiful)

Atriz:
Juliette Binoche (Copie conforme)

Diretor:

Mike Leigh ou Sergei Loznitsa

Roteiro:

My Joy, de Sergei Loznitsa (ALE/UCR) ou The housemaid, de Im Sangsoo (Coréia do Sul)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cannes updated # 9

Meu negócio é espionagem
O diretor Doug Liman apresentou hoje no festival o único filme americano em competição pela Palma de ouro. Fair Game, no entanto, não causou grande impacto. Liman recusou a pecha de filme político. Para ele, o que o atraiu na história foram os personagens. “Não vejo Fair game como um filme político, mas como a história de dois grandes personagens. Um casal envolvido em uma grande polêmica. Não estou certo se quis passar uma opinião forte a respeito do caso”.
A trama do filme reconstituí um episódio que marcou o início da guerra do Iraque. Quando a Casa Branca vazou o nome da agente da Cia, Valerie Plame, em retaliação a um artigo assinado pelo marido dela no New York times em que defendia que o Iraque não tinha armas de destruição em massa.

O diretor Doug Liman (destaque da foto) concedeu entrevista coletiva esta manhã em Cannes

Um italiano familiar
Também sem grandes adornos, foi exibido o único italiano na briga pela Palma de ouro. La nostra vitta, de Daniele Luchetti tenta explicar as mudanças sociais na Itália a partir do retrato que faz de uma família. “Mas é profundamente mal sucedido”, vaticinou a Vanity fair.

Um Stephen Frears diferente
Stephen Frears volta a Cannes este ano, fora de competição, com uma comédia doce e romântica. Tamara Drewe é estrelado por Gemma Artenton (que estréia no mês que vem o blockbuster Príncipe da Pérsia) e mostra uma garota que volta a cidade natal com um visual diferente. Causando furor na cidadezinha. Ela desperta atenção de vários homens na cidade. Para a Variety, o filme é “mais apimentado do que as comédias românticas americanas e genuinamente engraçado”. Vale a pena ficar de olho.

Para aplaudir
Ontem você ficou sabendo aqui em Cannes updated que Carancho, novo trabalho do diretor Pablo Trapero foi o filme mais aplaudido do festival até aqui. Integrante da mostra Um certo olhar, o filme argentino é um dos principais destaques do festival deste ano. Claquete traz o trailer do filme para você.





Xis

Olha quem apareceu em Cannes ontem para uma festa promovida por uma grife italiana em Cannes: a top model brasileira Ana Beatriz Barros esteve na mesma festa que Johnny Depp e a esposa Vanessa Paradis prestigiaram

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cannes updated # 8

Produção ucraniana causa furor em Cannes
My Joy, co-produção entre Alemanha e Ucrânia, dirigido pelo bielo-russo Sergei Loznitsa foi exibido na noite de ontem em Cannes. O filme impressionou a critica pela voracidade da história e pela brutalidade com que o diretor a apresenta. A fita acompanha a história de Georgy, um caminhoneiro que depois de uma batida policial abusiva, adentra uma espiral de violência. Chamou a atenção da critica em Cannes, a engenhosidade da trama, com valorosos truques de montagem, e o retrato pessimista que faz da Rússia. O filme já é cotado para prêmios. A Palma de roteiro, ou até mesmo direção, são apostas seguras.

O diretor Sergei Loznitsa, no centro, e o elenco de seu filme: sensação em Cannes

Negócio fechado
A Sony Pictures Classics, selo de arte do grupo Sony, fechou a aquisição de Another year, novo filme de Mike Leigh, que foi um dos destaques desta edição do evento e é forte candidato a Palma de ouro no fim de semana. A Sony Pictures Classics tem tradição de distribuir no mercado americano filmes europeus que fazem sucesso em Cannes e em outros festivais. Na última edição do Oscar, emplacou entre os dez filmes finalistas, outro drama inglês, Educação.

Um legítimo Godard
Dois dias depois da exibição de Film socialisme, o mais recente filme de Jean Luc Godard, o diretor francês ainda é assunto na riviera francesa. O que se fala de seu filme é que nem todo mundo o entendeu, mas ficou claro o que Godard quis dizer com ele. É mais um ataque do veterano socialista a questões capitalistas como direitos autorais, oriente médio e política.
No filme, a tradicional colagem de imagens de Godard ganhou uma “tradução” redigida pelo próprio diretor nas legendas em inglês do filme. Com passagens em francês e alemão, Godard “traduziu” para o inglês as ideias chaves dos debates aos quais se lança. Produzindo assim significados diferentes de acordo com a formação linguística de seu espectador.

A rota de Ken Loach
Ken Loach esteve em Cannes ano passado, fora de competição, com o agradável A procura de Eric. O filme, de tom esperançoso, foi tomado como uma anomalia na carreira do cineasta tão propenso ao pessimismo. Este ano, Loach foi incuído – nos últimos minutos – na competição oficial com o drama Route irish. O filme ainda não teve sua premiere em Cannes. Alguns críticos e jornalistas, no entanto, já conferiram. O crítico Kirk Honeycutt do Hollywood Reporter vaticinou: “Loach volta a falar sério sobre política em um thriller que se vale das empresas de consultoria de segurança no Iraque”. O crítico argumenta que Loach evita o lugar comum e extrai um poderoso drama sobre o luto e realiza um tenaz comentário político com seu filme ambientado no Iraque sitiado. Para o crítico, o filme se encaixa no realismo social e nas preocupações políticas que marcam a trajetória do cineasta. Ainda segundo Kirk, é difícil crer que Loach saia de mãos vazias da edição 2010 do festival.
Vale lembrar que Loach levou a Palma de ouro em 2006 por outro filme ambientado em uma guerra, Ventos da liberdade.



Xis


O cineasta egípcio Atom Egoyam (à esquerda) e o diretor brasileiro Cacá Diegues (no centro) estiveram hoje na riviera francesa. Ambos fazem parte do júri de uma mostra paralela do festival

Com agências internacionais

terça-feira, 18 de maio de 2010

Numerologia * drops* e Cannes updated # 7

Conforme antecipado por Claquete no Numerologia Drops da semana passada, Robin Hood não tirou o primeiro lugar de Homem de ferro 2 nas bilheterias americanas. O filme estrelado por Robert Downey Jr. arrecadou U$ 52 milhões e alcançou a impressionante marca de U$ 211 milhões nas bilheterias americanas em duas semanas. Na bilheteria internacional somada, o filme já soma mais de U$ 600 milhões. Robin Hood, apesar da segunda posição não alcançou o patamar desejado pelos produtores e distribuidores. A bilheteria de U$ 36 milhões ficou aquém da meta de U$ 40 milhões traçada pelo estúdio, a Universal. Internacionalmente o filme correspondeu às expectativas alcançando o topo em todos os mercados que estreou, com exceção do Brasil. No país, Alice no país da maravilhas, embora tenha tido menos público, foi líder em faturamento devido aos caros ingressos do 3D.
O ranking deve ser agitado no próximo fim de semana com a estréia de Shrek para sempre. O filme deve ter uma abertura na casa dos U$ 100 milhões, com uma margem de 10% para mais em virtude dos ingressos em 3D. No Brasil, também em 3D chega Fúria de Titãs que esta semana se despediu do top 10 americano com U$ 1,3 milhões.


Festival de Cannes
Sobre representatividade
Outro saudado autor exibiu seu filme na segunda-feira à noite em Cannes, Abbas Kiarostami, lançou Copie conforme, que disputa a Palma de ouro, e provocou reações díspares na platéia. Há quem tenha louvado o filme como um intrincado jogo de representação em que o diretor discute o valor do olhar em detrimento da autenticidade de algo tido como arte. A questão não é nova, mas o filme estrelado por Juliette Binoche oferece uma nova perspectiva. Contudo, parte considerável da crítica recebeu o trabalho de Kiarostami como prova de arrogância. Na trama, um escritor se atrasa para uma palestra em que discutirá a força dos símbolos, tema de seu mais recente livro que também dá nome ao filme, e acaba se envolvendo pela companhia sedutora de uma mulher que se atrasa para o mesmo evento.

O filme mais aplaudido até aqui...
... vem da Argentina. Carancho, novo trabalho de Pablo Trapero, foi exibido ontem a noite na mostra Um certo olhar e recebeu verdadeiras ovações da platéia de críticos e jornalistas. O filme que mostra Sosa (Ricardo Darín), um golpista que age contra seguradoras que vê seu negócio minguar quando se apaixona por uma médica (Martina Guzman), foi exaltado como um dos melhores filmes da edição até aqui. Um thriller policial poderoso que alterna momentos de romance e humor com fluidez”, escreveu a Variety. Com a ovação em Cannes, a Argentina confirma a boa fase que atravessa seu cinema.

Xis

A atriz Gleen Close esteve em Cannes hoje...



... assim como Ryan Gosling e Michelle Williams que foram divulgar Blue Valentine exibido na mostra Um certo olhar

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cannes updated # 6

Biutiful is beautiful
Foi muito bem recebido pela critica o novo trabalho do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu. Biutiful foi exibido esta tarde em Cannes, pela competição oficial, e deixou ótima impressão. O filme, ambientado em Barcelona, foca-se em apenas um personagem. Uxbal (vivido pelo espanhol Javier Bardem), mas versa sobre um universo de temáticas. A diferença está na simplicidade do registro, que Inãrritu admitiu, na entrevista coletiva que sucedeu a exibição do filme, ter sido providencial para fazer deste o trabalho que mais lhe desperta orgulho.

O diretor Iñarritu, entre as mulheres, e o elenco de seu filme: ele que já levou a Palma de ouro de direção por Babel não deve sair sem algum prêmio



Um homem que é uma verdadeira babel
Biutiful gira em torno de Uxbal, um homem que tenta ser bom pai, lida com questões como imigração ilegal, corrupção e violência, paranormalidade e com a ex-mulher bipolar. Uxbal é um personagem complexo e foi brilhantemente interpretado por Javier Bardem disse o diretor na coletiva. Já o ator espanhol lembrou que todo o conflito se passa dentro de seu personagem.

A Palma de ator já tem dono?
Nos corredores de Cannes a palavra era uma só. Javier Bardem é o franco favorito a Palma de ouro de melhor ator pelo filme Biutiful, exibido esta tarde em Cannes. O filme foi bem recebido pela critica, mas Bardem foi unanimidade. O sentimento foi semelhante ao que se instalou em relação a Christoph Waltz ano passado após a exibição de Bastardos inglórios.

Bardem em cena do filme: Poderoso, intenso e unânime



Bueno, pero no mucho
Após o sexto dia de competição, salvo uma revirada de última hora, parece patente a confirmação das expectativas. O festival de Cannes 2010 é mesmo morno. Filmes bons, mas nada de notável ou extraordinário. Em levantamento feito pelas revistas que cobrem o festival (Variety, Vanity fair, Screen e Cahiers du cinema, para citar algumas), a avaliação que os críticos fazem dos filmes exibidos este ano na riviera não desanima, tão pouco empolga. A sensação de descontentamento talvez seja maior porque 2009 foi um dos grandes anos para Cannes com grandes trabalhos de Almodóvar, Haneke, Tarantino e Von Trier.

Meu filme fala por mim 2
Ano passado Lars Von Trier provocou reações adversas ao se recusar a explicar seu filme, Anticristo. Dessa vez, ainda que disfarçadamente, um dos pilares da sétima arte, Jean Luc Godard fez o mesmo. Seu mais recente filme, Film socialisme, foi exibido hoje pela mostra Um certo olhar, mas o diretor não compareceu. Avisou, alguns instantes antes do inicio da exibição do filme para os jornalistas, que não compareceria a coletiva de imprensa.


A frase da semana em Cannes:
“Imaginem como é frustrante fazer um filme com a Scarlett Johansson e ver outro cara ficar com ela no final!”, de Woody Allen indagado o por que de não vir atuando em suas últimas produções.



Xis


A atriz argentina Martina Gusman, protagonista de Carancho, novo filme de Pablo Trapero, prestigiu a premiere do filme que disputa a Palma de ouro

Gael Garcia Bernal, que havia tweetado há três dias que iria a Cannes, compareceu a premiere de Biutiful do amigo Alejandro Gonzalez Iñarritu

domingo, 16 de maio de 2010

Cannes updated # 5


Depois do cineasta mais velho, um dos mais jovens
A mostra Um certo olhar teve como destaque há dois dias o português Manoel de Oliveira que, aos 101 anos, apresentou seu novo filme. O estranho caso de Angélica, de alguma maneira, aborda a obsessão. O mesmo ocorre em Amores imaginários, filme francês do jovem diretor canadense Xavier Dolan, de apenas 21 anos. Na trama, dois jovens amigos (um garoto homossexual e uma menina) se apaixonam por um rapaz vindo do interior. Surge, aos poucos, uma rivalidade entre eles. Amores imaginários impressionou a critica em Cannes, valendo a Dolan (que está em seu segundo filme) comparações com Woody Allen.


Violência à japonesa
Outrage, novo filme do cineasta japonês Takeshi Kitano, marca seu retorno ao mundo dos mafiosos. Um retorno regado a violência. “Eu filmo violência intencionalmente para fazer o público sentir dor”, disse o diretor justificando o alto número de membros decepados e miolos à mostra. Segundo informes da riviera francesa, muitos deixaram a sala de exibição durante a projeção da fita. Contudo, a crítica se mostrou receptiva ao novo trabalho do diretor de Brother.


A pele que eu habito
Em Cannes, para celebrar o cinema, Pedro Almodóvar já assegurou distribuidor para seu novo filme, cujo título também foi anunciado neste domingo. O filme que reunirá o diretor espanhol e Antônio Banderas 20 anos depois de Ata-me se chamará A pele que eu habito e será sobre um cirurgião plástico que se vinga do estuprador de sua filha. Almodóvar classificou o filme, que não será um trabalho original, como um filme de terror sem gritos.


Para a Variety, surge o primeiro favorito
A Variety, que publica edição diária na riviera francesa, já elegeu o seu favorito à Palma de ouro até aqui. Another year, de Mike Leigh, que foi considerado como um trabalho típico do diretor, despontou no quadro de críticos da publicação. Ainda é cedo para dizer (e raramente as previsões da variety se confirmam em Cannes), mas Leigh é um dos poucos autores renomados em competição esse ano. A Variety aposta com margem de segurança!

sábado, 15 de maio de 2010

Cannes updated # 4

Phoenix de volta a cena
Ele queria ser rapper. Ou queria nos fazer acreditar nisso. Se muita gente desconfiava das motivações que levaram Joaquin Phoenix a anunciar uma precoce aposentadoria como ator, muita gente passou a crer que ele esteja mesmo um tantinho insano. Ele esteve em Cannes essa semana tentando vender o documentário rodado pelo cunhado Casey Affleck que seria sobre essa jornada amalucada de Phoenix em busca do “sonho” de ser rapper. I´m still here: the lost year of Joaquin Phoenix foi exibido para potenciais distribuidores e segundo reporta o Los Angeles Times, todos saíram das sessões chocados. Phoenix aparece cheirando cocaína, recebendo sexo oral de uma assistente, abordando prostitutas e tentando convencer o rapper Diddy a produzir um álbum seu. A cena mais chocante, no entanto, seria quando um “amigo” defeca em cima de Phoenix enquanto este dorme. Trash no último. De fazer inveja a Borat, garantiu nota do L.A Times.

Dia de Woody Allen
Foi exibido hoje na riviera francesa o novo trabalho do diretor. You Will meet a tall dark stranger foi recebido pela crítica como um legítimo Woody Allen. Inteligente, bem humorado e com uma moral contagiante. No entanto, chamou a atenção dos presentes uma inclinação à tristeza do diretor neste último trabalho. “As pessoas estão sempre procurando uma nova religião; um novo sentido. Seja na aromaterapia, em dietas revolucionárias, coisas do tipo”, disse o diretor que salientou que gosta de realizar filmes que se enveredem por uma lado mais filosófico.


Naomi Watts e Woody Allen no tapete vermelho do festival antes da exibição do filme: gosto pelo viés filosófico

O que esperar do novo Woody Allen?
Uma comédia dramática com retoques de misticismo, casais as voltas com seus problemas amorosos e o tradicional apreço pela arte. Em You will meet a tall dark stranger, presenciamos dois casais em crise. Anthony Hopkins e Gemma Jones, que faz uma mulher obsessiva por saber o futuro, fazem o casal mais velho da trama. Josh Brolin e Naomi Watts fazem o mais jovem. Allen, a partir destes dois casais, fala sobre desejo, traição e o sentido da vida.

Refresco para jornalistas
Entrevistar Woody Allen é das melhores coisas que se pode querer. Inteligente e divertido, o diretor sabe se fazer aprazível. Na entrevista coletiva que sucedeu a exibição de seu novo filme, Allen creditou a seus atores a qualidade da fita. “Sério, o truque de dirigir esses filmes para mim é contratar bem”. Indagado pelos repórteres presentes se gostaria de viver até os 100 anos como o diretor português Manoel de Oliveira, Allen – que tem 74 anos – disse que sim, se pudesse ser ativo como o diretor português; e completou: “Minha relação com a morte é: eu sou completamente contra”.

Resultado morno
Quando um vencedor da Palma de ouro exibe um novo trabalho em Cannes, a expectativa é sempre redobrada. É o que aconteceu com Mike Leigh hoje. Vencedor em 1996 com o filme Segredos e mentiras, Leigh voltou à disputa pela Palma hoje com um filme muito similar àquele em sua estrutura. Another year captura um casal de classe média britânico envolvido em seus problemas e também no das pessoas ao seu redor. A fita não correspondeu as altas expectativas de quem esperava outro grande trabalho de um dos poucos diretores que já saiu vitorioso dos três grandes festivais de cinema do mundo (Berlim, Cannes e Veneza).


Mike Leigh fala com os jornalistas: é igual, mas é diferente...


Poesia e pornografia
Howl, filme independente de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, estreado por James Franco está sendo exibido esta semana em Cannes para potenciais compradores. A fita, que fez relativo sucesso no festival de Sundance, mostra a trajetória do escritor Allen Ginsberg (James Franco), cuja obra repleta de referências sexuais e ao uso de drogas foi taxada como pornográfica. Seu principal poema (e aquele que lhe valeu notoriedade) dá título ao longa.

Xis
Woody Allen atraiu uma verdadeira legião para a premiere de seu filme. Nesta sábado, também esteve em destaque uma homenagem ao cinema espanhol realizada pela organização do festival francês.


Almodóvar compareceu a homenagem ao cinema espanhol realizada neste sábado em Cannes


A atriz Evangeline Lily (a Kate da série Lost) e a atriz Michele Yeoh prestigiaram a premiere de You will meet a tall dark stranger

O belga Jean Claude Van Damme também se apressou para conferir o novo longa de Woody Allen

Com agências internacionais

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cannes updated # 3


Taking over Cannes
Foi exibido nesta sexta-feira, fora de competição, a aguardada continuação de Wall street. No segundo filme, que ganhou o subtítulo Money never sleeps, Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão e aos poucos se restabelece no jogo da bolsa de valores.
O diretor Oliver Stone desembarcou em Cannes com a maioria do elenco. Michael Douglas, Carey Mulligan, Shia LaBeouf, Josh Brolin e Frank Langella viram a critica se entusiasmar com a fita. “Um filme menos ingênuo e mais ágil do que o primeiro”, escreveu a Vanity Fair.

É a economia estúpido: o assunto em Cannes hoje foi a crise financeira com a chegada de Michael Douglas, Shia LaBeouf, Oliver Stone (com um bigodinho suspeito) e Josh Brolin


“Estou tão confuso quanto todo mundo”
Oliver Stone admitiu na coletiva que seguiu à exibição do filme que a grande motivação para fazer um segundo filme sobre Wall Street veio da crise financeira que tomou o mundo em 2008. “Michael (Douglas) já havia me convidado para fazer uma continuação em 2006, mas eu sentia que não era o momento para revistar aquele universo”, declarou o diretor. O diretor disse que a toda crise econômica que acomete o mundo, pensa que o sistema financeiro entrará em colapso.


Indagações católicas
O português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta em atividade no mundo com 101 anos, inaugurou ontem a mostra Um certo olhar. O estranho caso de Angélica, seu novo trabalho, atraiu muita atenção. O filme conta a história de um fotógrafo que fica instigado por uma mulher (a Angélica do título) que morreu sorrindo. Ele fica obcecado por saber mais sobre seu espírito. A critica se dividiu quanto ao filme. O critico da Vanity Fair admitiu ter dormido durante a sessão. A critica européia pareceu mais interessada no trabalho de Oliveira e alguns críticos brasileiros enxergaram uma indagação de Oliveira, que é católico, sobre o sentido da morte. O cineasta confessou o interesse em debater o tema em seu filme. Ele disse na coletiva de imprensa que "a morte é a única certeza que existe, tudo o mais é incerteza".

Quintal coreano
Todo mundo sabe que a edição de Cannes deste ano está recheada de produções asiáticas. Ontem um filme chinês despontou como favorito e hoje uma fita sul coreana se não impressionou amplamente, ao menos cativou a crítica. Hanyo (Housemaid, no título em inglês), exibido hoje pela competição oficial, mostra com humor negro uma situação muito cotidiana. O assédio sexual sofrido pelas empregadas domésticas. O que agradou a critica é que a retratação é descompromissada e inteligente. Segundo escreveu Diego Assis do portal G1, o diretor In Sang Soo exercita um senso de humor muito parecido com o de Park Chan Wook ( maior diretor sul coreano da atualidade, responsável por filmes como Oldboy) e entrega um final arrebatador.


A equipe do longa sul coreano chega para a premiere: o grisalho boa pinta é o diretor In Sang Soo
Xis
Hoje foi o dia o dia mais agitado no tapete vermelho de Cannes desde que começou o festival:

O membro do júri da edição deste ano Benicio Del Toro prestigia a sessão de Wall Street:money never sleeps: a sessão mais concorrida dessa edição do festival até agora

O cineasta Martin Scorsese compareceu a sessão especial de O leopardo (1963), clássico de Luchino Visconti

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cannes updated # 2

Um filme feminino
O primeiro filme da mostra competitiva a ser exibido em Cannes foi o francês Tournée, quarto longa metragem dirigido por Mathieu Amalric (visto recentemente como o vilão de 007 Quantum of Solace). O filme que acompanha uma companhia de artistas burlescos tenta, nas palavras de seu diretor, resgatar o sentido do feminino. Para ele, o burlesco (show que envolve números de dança e figurinos extravagantes) é uma forma de afirmação sexual da mulher. O filme foi recebido friamente pela imprensa.


O ator e diretor Amalric entre as performers que estrelam seu filme e que o acompanharam na premiere hoje à tarde na França



Para a critica já surge o primeiro favorito
O chinês Chongqing Blues de Wang Xiaoshuai desponta como favorito em Cannes. A história de um homem que abandona a família para constituir outra e uma década depois fica sabendo do assassinato de seu primogênito arrebatou a crítica do festival francês. A Variety lembrou que Xiaoshuai já ganhou um prêmio do júri na França em 2005 por Sonhos com Xangai.


Ainda sobre Robin Hood
O filme não agradou mesmo e coube ao elenco manusear a má impressão na coletiva de imprensa. A australiana Cate Blanchet por sinal se saiu muito bem de uma pergunta de um jornalista francês descontente com a forma como os franceses foram retratados no longa. Cate mandou a seguinte: Acho que os ingleses saíram mais chamuscados do que os franceses no filme”.


Por Polanski
Cineastas presentes em Cannes escreveram um manifesto pela libertação de Roman Polanski. Os conterrâneos Jean Luc Godard, Mathieu Amalric e Xavier Beauvois estiveram a frente da iniciativa. O manifesto não tem nenhum vínculo oficial com o festival, mas o fato de ser assinado por três diretores franceses presentes no evento causa certa comoção.


Um dos mais esperados
Será exibido neste fim de semana na mostra Um certo olhar o filme independente americano Blue valentine. A fita já teve repercussão positiva no festival de Sundance no início do ano e é apontada como uma das grandes produções do ano. Claquete apresenta um pequeno clipe do filme estrelado por Ryan Gosling e Michelle Williams.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cannes updated #1

O antecipado filme que não veio
Um filme que era tido como certo desde o final do ano passado em Cannes este ano era Tree of life, novo trabalho do bissexto cineasta Terence Malick. Estrelado por dois darlings do festival, Brad Pitt e Sean Penn, Tree of life é um dos filmes mais comentados do ano nos círculos de arte. Contudo, Malick se enrolou na edição da fita e renunciou a cadeira cativa que teria na competição oficial. Diz a boca pequena que Tree of Life pode parar no festival de Veneza em setembro. Será que conta como punhalada?


Um Clint Eastwood viria a calhar
O diretor do festival de Cannes Tierry Frémaux sonhava com Clint Eastwood. Calma. O que Frémaux queria era que Hereafter, novo longa do diretor americano, ficasse pronto a tempo de integrar a lista dos filmes na briga pela Palma de Ouro. Não ficou. Hereafter ainda está em pós-produção e Cannes tem apenas uma produção americana em competição, o drama Fair game, de Doug Liman. Frémaux sonhava com Clint por se tratar de um cineasta americano cult e de muito prestígio em diferentes nichos. É dos poucos que agrada as massas e também os críticos.


Woody Allen e os antônios
É grande a expectativa em Cannes pelo novo tarbalho de Woody Allen. De seus últimos 5 longas, quatro estrearam no festival. Mesmo que tenham sido fora de competição, os filmes do diretor americano estiveram entre os que chamaram mais atenção nos corredores de Cannes. You will meet a tall dark starnger traz dois atores celebrados, e que nunca haviam trabalhado com Allen antes, em papéis coadjuvantes. O inglês Anthony Hopkins e o espanhol Antônio Banderas. Tanto Allen quanto os Antônios são aguardados em Cannes nessa semana.

Woody ao pé do ouvido com Antônio Banderas e passando diretrizes para Anthony Hopkins e Naomi Watts: todos irão a Cannes



Um Godard para variar
Ele não está na competição oficial, mas Jean Luc Godard tem tudo a ver com o festival mais importante do cinema. No ano em que completará 80 anos, Godard estará presente em Cannes com seu novo filme, Film socialisme. Pouco se sabe sobre a fita que integra a principal mostra paralela do evento (Um certo olhar). Especula-se que seja uma construção de Godard sobre a falência de certos ideologismos nesse começo de século.


O filme de abertura não agradou
Robin Hood, filme de abertura do 63º festival de Cannes, teve recepção morna na riviera francesa. O filme só não agradou menos a critica e aos jornalistas do que seu astro, o ator Russel Crowe, que proferiu algumas respostas irônicas aos jornalistas presentes na coletiva de imprensa. O ator chegou a dizer que se Robin Hood atuasse hoje, sua ação seria contra a mobilização da mídia.

Russel Crowe e Cate Blanchet chegam para a premiere do filme que não atraiu tanta gente quanto o esperado



“Nós também seremos julgados”
O presidente do júri dessa edição do festival de Cannes, o cineasta Tim Burton, mostrou-se reticente quanto a sua função. O diretor, que mais uma vez relativizou as vantagens do 3D na entrevista coletiva que deu esta tarde em Cannes, disse que ele e seus colegas de júri também estão sendo avaliados. E disse que o termo julgar não expressa bem o que farão na edição deste ano. “Somos muito sensíveis a palavra julgar. Precisamos estar abertos a tudo”, disse o cineasta.

O cineasta Tim Burton entre as duas juradas do grupo de nove: Não somos juízes!

Com agências internacionais

sábado, 1 de maio de 2010

Editorial - O mês da arte

Existe uma eterna batalha, às vezes velada, às vezes declarada, entre os filmes de arte e os filmes comerciais. Uma batalha de muitas facetas, vertentes e interpretações que têm na frase cunhada por Millor Fernandes uma bela tradução do senso geral: “Se um filme faz dinheiro é comercial, se é fracasso é arte”. É mais ou menos essa a percepção dominante. Um erro grosseiro, diga-se. A arte é muito mais fluída do que sugerem rótulos engessados pelo tempo. E cabe ao cinema e a artistas inquietos como Terry Gilliam, Ridley Scoot, Francis Ford Coppola e Roman Polanski (todos com lançamentos previstos para esse mês) afirmar o cinema como arte conceitual. É inegável, porém, o apelo comercial de alguns produtos que não deixam também de ser arte. Como o novo filme de Ridley Scoor, Robin Hood, que abrirá o festival de Cannes em 12 de maio. Por falar em Cannes, o leitor de Claquete terá a cobertura do que de melhor acontece no festival diariamente no especial Cannes updated.
Há quem diga, também, que a verdadeira arte que o cinema perpetra é arrastar multidões para ver os blockbusters. Mas essa é a arte dos americanos. Em maio, eles irão praticá-la bastante. Fúria de Titãs, Sex and the city 2 e A hora do pesadelo são alguns dos aguardados lançamentos do mês. Mas os mais esperados pelo (e)leitor de Claquete são Tetro, nova produção do diretor de O poderoso Chefão, e O mundo imaginário do doutor Parnassus. Dois filmes fracassados comercialmente e como diria Millor, artísticos por vocação. Você poderá sabe mais sobre esses dois longas nos especiais dedicados a eles que o blog organizará. Ainda fechando a conta de abril, as críticas de Homem de ferro 2 e Alice no país das maravilhas também pintam por aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cenas de Cinema


História sem fim
Da série histórias de amor que nunca têm fim, vem o novo capítulo da novela protagonizada por Jude Law e Sienna Miller. Depois de estarem noivos e morando juntos, Law e Sienna se separaram devido a traição do ator com a babá do casal. No caso, a babá não era bem do casal, já que ela cuidava das filhas do ator de um primeiro casamento. Voltaram. Separaram-se uma segunda vez. Ficaram. Conversaram. Negaram. Agora, Sienna está sendo vista com a mesma aliança que usava na época do noivado em 2004. O que isso quer dizer? Voltaram de vez? Estão noivos novamente? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

O drama de Phillip Morris
I love you Philip Morris, comédia independente estrelada por Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro, está há dois anos pronto. Participou, inclusive, do festival de Cannes e da Mostra de cinema de São Paulo de 2008. Contudo, o filme sofre para conseguir distribuição. Analistas atribuem a dificuldade de colocar o filme nas salas ao fato de ser uma “comédia gay” (!?), mas outros filmes mais “gays”, por assim dizer, conseguiram distribuição tranquilamente. De qualquer maneira, depois de ter sua estréia adiada, pela terceira vez, nos EUA - indefinidamente ao que tudo indica - o filme ganhou um mal ajambrado título nacional. O golpista do ano. Esse título não diz absolutamente nada, mas nada mesmo sobre o filme que conta a história de um homem que se viu mais feliz ao assumir sua homossexualidade. Mas que se viu na contingência de ser impostor, já que se descobriu um homossexual de hábitos caros.

Rodrigo Santoro e Jim Carrey em cena de O golpista do ano: Mesmo estrelado por jim Carrey, ninguém acredita que o filme seja "vendável"
Ele ainda não eNegritostava lá!
Parece até mesmo pegadinha, mas até segunda-feira, dia 12 de abril, Russel Crowe, o astro de Gladiador, Uma mente brilhante, O gangster, entre outros filmes, ainda não tinha uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Uma das maiores instituições da Meca do cinema. Agora sim, Crowe pode se autoproclamar imortal. Tem um Oscar, uma estrela na calçada da fama e um affair histórico (no caso, aquele com a atriz Meg Ryan).
Russel Crowe imortalizado: Você acha que esse sorriso aí é real ou fake?
O bate e assopra de Cannes
Por força de um contrato firmado com o canal Plus francês, a organização do 63º festival de Cannes recebeu fortes críticas de agências de notícias, entre elas a Associated press, France Press e Reuters, que se queixaram das dificuldades impostas para a cobertura midiática do festival. Houve inclusive ameaça de boicote. Ainda não se sabe como essa rusga entre a organização do festival e as agências afetará o desenvolvimento do festival e a cobertura do mesmo na imprensa internacional. Fato é que sem elas, Cannes perde muito de sua repercussão mundial. Saiba mais sobre o festival de Cannes no post abaixo.

Teu sobrenome é angústia
Que Robert Pattinson está fadado a viver personagens angustiados pelos próximos 5 anos, todo mundo sabe. Mas o que se viu nessa semana foi a tentativa de capitalizar uma produção em cima dessa imposição industrial de Hollywood para com o ator. O roteiro de Havier than Heaven, sobre a vida do vocalista do nirvana Kurt Cobain, circula há pelo menos três anos por Hollywood sem encontrar abrigo em nenhum estúdio. O tablóide The Sun divulgou essa semana que Robert Pattinson estaria cotado para viver Cobain no bendito filme que, finalmente, sairia do papel. O boato inundou a internet e virou trending topic no twitter. Tudo não passou de uma arriscada jogada de um produtor tentando evidenciar o projeto e valorizar o roteiro de seu filme. Com sorte, quem sabe, beliscar Pattinson, o senhor angústia, como protagonista. Ao que tudo indica, seu tiro saiu mesmo pela culatra.

Kurt e Robert: Maybe in a next life...


Nem Neymar, nem Ganso...
O novo discípulo de Dunga é o astro americano Matthew McConaughey. Casado com a modelo brasileira Camile Alves, e pai de dois filhos com ela, o ator foi fotografado hoje de manhã usando uma camisa customizada da seleção brasileira.

McConaughey em clima de copa: só a seleção do Dunga para fazâ-lo colocar uma camisa...

Os filmes que farão o 63º festival de Cannes

Da esquerda para a direita, os diretores Alejandro Iñarritu, Jean Luc Godard e Mike Leigh: Os principais nomes de uma edição que promete ser morna


Foi anunciada hoje a lista dos filmes que farão parte do 63º festival de Cannes, que começa no próximo dia 12 de maio. Não há grandes nomes em competição como no ano passado, quando tivemos em uma mesma edição Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Lars Von Trier e Michael Haneke. Nesse ano marcam presençItálicoa na disputa pela Palma de ouro, o inglês Mike Leigh com seu novo trabalho Another year, o japonês Takeshi Kitano com Outrage, o mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu com Biutiful e o francês Mathieu Amalric com Tournée. O iraniano Abbas Kiarostami, badalado em festivais, também volta com Copie conforme, estrelado por Juliette Binoche. Como se vê, pelos principais nomes, a disputa pela Palma de ouro deve ser mais pálida do que no ano passado. Tanto é, que a organização só anunciou 17 produções competindo pela Palma. Como tradicionalmente são 20 filmes em disputa, espera-se que mais três fitas sejam anunciadas em breve.

Um certo olhar
Na mostra Um certo olhar, que sempre traz gratas surpresas e diretores prestigiados que não conseguiram emplacar seus trabalhos na disputa principal, os destaques recaem sobre a presença de dois veteranos. O cineasta francês e pólo da Nouvelle Vague, Jean-Luc Godard, e o quase centenário português Manoel De Oliveira apresentam seus novos trabalhos. Film socialism e O estranho caso de Angélica respectivamente. Também faz parte da mostra Um certo Olhar, Blue valentine, sensação em Sundance 2010.

Ryan Gosling e Michelle Williams em cena de Blue valentine: O filme independente americano, sucesso no festival de Sundance desse ano, é um dos destaques da principal mostra paralela do festival
Expectativas
Os grandes filmes dessa edição de Cannes prometem ser os que serão exibidos fora de competição. Além de Robin Hood, confirmado para a noite de abertura, desfilarão na riviera francesa os novos trabalhos de Woody Allen (You will meet a tall dark stranger), Oliver Stone (Wall Street 2: Money never sleeps) e Stephen Frears (Tamara Drewe). Dos que disputam a Palma de ouro chamam a atenção o novo trabalho do diretor americano Doug Liman, Fair game, conhecido por tramas de espionagem como A identidade Bourne e Sr & Sra Smith, e o novo trabalho de Iñarritu, o primeiro desde Babel e do rompimento com o roteirista Guillermo Arriaga. Biutiful é estrelado por Javier Barden.

Shia LaBeouf e Michael Douglas em cena de Wall Street: money never sleeps: O novo e aguardado trabalho do polêmico Oliver Stone terá premiere mundial em Cannes
O Júri desse ano, presidido pelo cineasta Tim Burton, é composto pelos atores Benicio Del Toro, Alberto Barbera, Emmanuel Carre, Victor Erice, pelo diretor Shekhar Kapur e pelas atrizes Kate Beckinsale e Giovanna Mezzogiorno.

Confira a lista completa da disputa pela Palma de ouro:
Mathieu Amalric – TOURNÉE
Xavier Beauvois – DES HOMMES ET DES DIEUX
Rachid Bouchareb – HORS LA LOI
Alejandro González Iñárritu – BIUTIFUL
Mahamat-Saleh Haroun – UN HOMME QUI CRIE
Im Sangsoo – HOUSEMAID
Abbas Kiarostami – COPIE CONFORME
Takeshi Kitano – OUTRAGE
Lee Chang-dong – POETRY
Mike Leigh – ANOTHER YEAR
Doug Liman – FAIR GAME
Sergei Loznitsa – YOU. MY JOY
Daniele Luchetti – LA NOSTRA VITA
Nikita Mikhalkov – UTOMLYONNYE SOLNTSEM 2
Bertrand Tavernier – LA PRINCESSE DE MONTPENSIER
Apichatpong Weerasethakul – LOONG BOONMEE RALEUK CHAAT

sábado, 3 de abril de 2010

De olho no futuro...

Quando a coisa não vai bem...
...projetos desinteressantes passam a tornar-se interessantes. A carreira de Will Smith sofreu um duro revés em 2008, quando lançou dois filmes que não agradaram. O primeiro deles Hancock, até fez sucesso de público, mas foi massacrado pela crítica. Sete vidas, segundo filme do astro com o diretor italiano Gabrielle Muccino foi fracasso de público e critica. O drama foi o primeiro filme protagonizado por Will Smith desde Independency day a não cruzar a barreira dos U$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Sem projetos desde então, Smith esteve envolvido no filme que Steven Spielberg planejava sobre a vida de Martin Luther King, mas o projeto foi arquivado. Despois de ter anunciado que pensa em concorrer a presidência no futuro, Smith reavalia dois projetos que havia descartado anteriormente. A participação nas seqüências de MIB e de Independency day. Dois filmes que ajudaram a projetar seu nome em Hollywood.
Roland Emmerich, diretor de Independency day, se entusiasmou com a notícia. Já a Sony, estúdio responsável pela terceira parte de Homens de Preto, pensa em reciclar a franquia. Pensa em Sacha Baron Cohen, o interprete de Borat e Bruno, e Josh Brolin para protagonizarem o terceiro filme. Hum, sabe que não é má idéia?

O que? O Borat no meu lugar? Quem?


Ansiedade
Ainda faltam quase dois meses para o inicio do festival de Cannes, mas a ansiedade pela edição do festival desse ano cresce consideravelmente. Depois da confirmação de Tim Burton como o presidente do júri desse ano, foi anunciado o filme que abrirá o festival. Robin Hood, o épico de ação de Ridley Scoot, fará as honras na riviera francesa. O pôster do festival é outro estímulo para a ansiedade cinéfila. Juliette Binoche, cheia de graça. O maior festival de cinema do mundo começa em 12 de maio.




E por falar nisso...
E por falar em posters que nos deixam com água na boca, que tal esse de Homem de ferro 2 (filme que receberá especial de lançamento aqui em Claquete), com Scarlett Johansson fazendo pose?



E os produtores de Bond 23 se recuperam
Depois de anunciarem Freida Pinto como a nova Bond girl, e do fato deste anúncio não ter repercutido da forma como se esperava, os produtores do novo filme de James Bond resolveram se movimentar no sentido de causar impacto. Positivo, de preferência. Anunciaram que Lady Gaga negocia para compor e interpretar a música tema do 23º filme do espião britânico e que Rachel Weiz (essa sim uma legítima Bond Girl) está cotada para viver a vilã do filme que deverá começar a ser gravado no final do ano. Com as boas novas, a rainha poderá dormir melhor. James Bond está de volta aos bons.



Ele vai ser o Sinatra de Scorsese e pode ser o Hoover de Eastwood
Leonardo DiCaprio promete ser uma das principais figuras de 2010. Além de estar presente no excelente Ilha do medo (atualmente em cartaz nos cinemas), quarta colaboração com Scorsese, o ator está a frente do elenco do aguardadíssimo novo projeto de Christopher Nolan, A origem (que chega em agosto). DiCaprio, no entanto, já quer assegurar destaque em 2011 e 2012. Depois de ser confirmado como Frank Sinatra no filme que Martin Scorsese fará sobre o ícone americano, o ator está cotadíssimo para assumir outro personagem histórico em um projeto badalado. Trata-se do filme que Clint Eastwood irá fazer sobre o idealizador do FBI, John Edgar Hoover. Claquete noticiou o projeto algumas semanas atrás aqui mesmo na coluna De olho no futuro...


Leo faz pose: E James Cameron pensava que ele era o rei do mundo...