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domingo, 9 de março de 2014

Em Off

Nesta edição da seção Em Off, o clube de Leonardo DiCaprio; a primeira imagem de Robert Pattinson e Dane DeHaan em um filme que promete ser cult; Jimi Hendrix vive em novo projeto do roteirista de 12 anos de escravidão; o ponto final no especial Oscar Watch, o possível próximo projeto de Steven Spielberg e um revival do outro lado de Matthew McConaughey.


Em muitíssima boa companhia
Leonardo DiCaprio já tem bem consolidada a fama de injustiçado pela Academia. A injustiça no que lhe tange concerna mais às esnobadas em anos que merecia ser indicado do que o fato de ser derrotado nos anos em que disputou a estatueta. De qualquer modo, por O lobo de Wall Street, DiCaprio colecionou sua quarta derrota no Oscar. Ele está na companhia distintíssima de figuras como Peter o´Toole, com oito indicações e nenhuma vitória, Amy Adams,  cinco indicações, Julianne Moore, que tem quatro nomeações e muitas esnobadas, Glenn Close, seis indicações e Richard Burton, sete indicações.

Filme de Grife
O aguardado Life, sobre a relação entre o fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson) e James Dean (Dane DeHaan) teve sua primeira imagem divulgada pela revista Entertainment Weekly. A trama acompanha a rotina e a relação entre o fotógrafo destacado pela revista Life para fotografar Dean e o astro de Assim caminha a humanidade. O filme, dirigido pelo ótimo Anton Corbijn (Um homem misterioso e Control) está prometido para 2015 e desde já é forte candidato à galeria de obras cults do ano.


Algumas das fotos de Dean feitas por Stock para a revista Life



Primeiro teaser da cinebio de Jimi Hendrix
O rapper e ator ocasional Andre Benjamin, também conhecido como Andre 3000, é o protagonista do filme que mostra a descoberta de Hendrix em uma boate nova-iorquina em meados dos anos 60. O roteiro e a direção de All by my side são assinados por John Ridley, responsável pelo oscarizado roteiro de 12 anos de escravidão.




Steven Spielberg goes musical
Spielberg anda indeciso sobre qual será seu próximo filme. Depois de iniciar a pré-produção de Robopocalypse para logo depois adiar indefinidamente a produção e transferir a direção de American Sniper para Clint Eastwood, ele sinalizou, de acordo com reportes do Deadline, interesse em dirigir um remake de Amor sublime amor, produção de 1960 baseada em Shakespeare e vencedora de 10 Oscars. O entrave é que os direitos do filme pertencem a Fox, estúdio com o qual Spielberg até hoje não trabalhou. Negociações estão em curso.

A cobertura do Oscar
Não foi a cobertura que Claquete está acostumada a apresentar. Fatores externos impediram que o planejado fosse executado sem concessões. De qualquer forma, foram 50 posts entre dezembro e a última quinta-feira (6) provendo ao leitor do blog, com o especial Oscar Watch 2014, uma das melhores, mais embasadas e contextualizadas coberturas da temporada de premiações. Na fanpage do blog, também houve movimentação nesse sentido. A Oscar season acabou, mas em 2015 tem mais.

Você vai sentir saudades?
Matthew McConaughey é outro homem. Ator oscarizado e com uma invejável lista de grandes atuações e ótimos personagens nos últimos quatro anos, mas há um descamisado passado de comédias românticas no passado de McConaughey. Claquete separou as três melhores:

Minhas adoráveis ex-namoradas (2009)

Como um fotógrafo de celebridades bom vivant, McConaughey protagoniza essa atualização curiosa de os fantasmas do natais passados em que seus relacionamentos fracassados voltam para lhe assombrar. Michael Douglas rouba a cena como o impagável tio Wayne que só dá maus conselhos para o sobrinho egocêntrico.

Armações do amor (2006)

Aqui, o ator faz um homem bem sucedido que se recusa a sair da casa dos pais, eles então contratam os serviços de uma mulher especializada em conquistar homens neste tipo de situação. O filme é divertido e traz Bradley Cooper  Justin Bartha como amigos de McConaughey antes de voarem solo em Se beber, não case (2009).

Como perder um homem em dez dias (2003)

No filme, McConaughey faz um publicitário que para fechar uma conta aposta que consegue manter o interesse de uma garota nele por dez dias, mas ele não sabe que a garota em questão (Kate Hudson) está escrevendo uma matéria para uma revista feminina sobre como perder um homem em dez dias. Com premissa simples, mas bem elaborada, essa comédia é um dos grandes sucessos da carreira do ator e uma das melhores comédias românticas da década passada.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Crítica: Amanhecer - parte 2


Edward e Bella contra o mundo
Quinto filme da série recupera fôlego romântico e capricha no clímax, mas repete falhas crônicas da franquia. Ainda assim, se configura em um bom fecho para Crepúsculo no cinema 


Amanhecer – parte 2 (The twilight saga: Breaking dawn – part 2) sofre, em parte, dos mesmos problemas que acometem todos os filmes da franquia Crepúsculo. A dificuldade de se erguer dramaticamente. Os primeiros 20 minutos são risíveis com atores pouco convictos, principalmente sobre o vexatório recurso tirado da cartola por Stephenie Meyer sobre o tal do imprinting entre Jacob e Renesmee, e com uma séria dificuldade de se reorganizar dramaticamente com Bella (Kristen Stewart) vampira. Outro problema crônico da série, e que em Amanhecer – parte 2 salta aos olhos, é a forma preguiçosa com que lida com o inconveniente narrativo – um exemplo claro é o tratamento dispensado pelo texto ao pai de Bella neste último capítulo.
Isso posto, é preciso dizer que passada a primeira meia hora, Amanhecer – parte 2 ganha corpo e poder de atração conforme vai elaborando o clímax do filme – bastante satisfatório por sinal.
Outro aspecto que chama a atenção em Amanhecer-parte 2 é como o filme rende melhor nos momentos que não se leva a sério, como quando Jacob se despe para explicar algo muito importante para o pai de Bella ou durante o treinamento de combate desta última. Rir de si mesmo é sempre um bom remédio, ainda mais com graves incoerências narrativas como as que caracterizam a obra original.
Amanhecer–parte 2, em parte pelo prenúncio do confronto entre o clã dos Cullen e os Volturi, não apresenta a mesma morosidade registrada na primeira parte, mas ainda assim é um filme bastante irregular no ritmo e na forma.
O fecho da saga Crepúsculo, no entanto, preserva o romantismo que parecia meio esvaziado nos dois últimos filmes. A cena final é, para os padrões da série, belíssima e de grande sensibilidade. A ideia de Edward e Bella juntos lutando não só por seu amor, como também pela vida de sua filha, ainda que a luta não seja essencialmente por essas razões, é algo simbólica do apelo da franquia junto a seu público alvo.
O quinto filme não é o melhor da série, Eclipse e Lua nova, na engenharia narrativa e visual proposta por seus diretores (Chris Weitz e David Slade, respectivamente), continuam na disputa por esse crédito, mas pelo menos permite que a saga se encerre no cinema na ascendente. Uma boa, e improvável, notícia depois da temeridade que foi Amanhecer – parte 1.

sábado, 29 de setembro de 2012

Crítica - Cosmópolis


Cantiga capitalista


Não é uma tarefa fácil resenhar Cosmópolis (EUA/CAN/FRAN 2012). Isso porque o novo filme de David Cronenberg não se pretende palatável, ou mesmo lógico, em um sentido dramatúrgico convencional. Também não é uma “aberração” característica do cinema oitentista de Cronenberg. Portanto, um exercício de racionalização incorre no risco de esterilizar o próprio status quo de Cosmópolis.
Baseado no livro de Don DeLillo, o filme vislumbra a falência do capitalismo. A gozação de Cronenberg é que o capitalismo, tão famigerado como só ele, se retroalimenta da própria falência. Essa noção pode ser melhor encampada quando do dialogo entre Eric Packer (Robert Pattinson), um jovem magnata de Wall Street e Vija Kinsky (Samantha Morton), sua analista de teoria. A conversa se dá na limusine branca do protagonista enquanto Nova Iorque queima em protestos anticapitalistas do lado de fora. “Nada disso é original”, constata em certo momento Packer, antes de devanear sobre um jato de guerra que comprou no mercado negro simplesmente para poder olhar para ele e contentar-se de possui-lo.
Packer é construído por Robert Pattinson com muito vigor. É um jovem bilionário enfadado com sua vida e cioso por testar limites. Ele exala sexo, como afirma uma personagem em dado momento, e se excita com o risco. A personificação do capitalismo emulada em Packer vai ganhando viço e forma à medida que o filme avança. Cronenberg investiga esse absurdo colocando algumas das perguntas da plateia na boca dos personagens que cruzam o caminho de Packer. Da prostituta “velha” que se ressente da contemporaneidade da vida e  quer saber como é gastar milhões, passando pela noiva robótica, pelo segurança desconfiado, pelo analista de riscos que faz Packer se lembrar que ele não é o mais “novo da turma” e culminando no confronto fervilhante com o personagem de Paul Giamatti. No momento em que as duas faces erigidas pelo sistema capitalista se confrontam, sai faísca.
Cronenberg não fez um filme para ser explicado. Fez um filme sobre o qual se devem formular teorias. Nesse sentido, não há como ser mais fiel à obra original.  
É um equívoco apontar Cosmópolis como anti-capitalista. Seria uma depreensão totalmente errada tanto do foco da narrativa quanto de seu discurso. A própria estética adotada por Cronenberg dificulta essa percepção.
Cosmópolis é um filme sobre nosso tempo e sobre nossas escolhas enquanto organização social. É um filme muito maior do que se supõe, ainda que se ambiente majoritariamente em um espaço confinado (uma limusine) e durante um único dia. Até mesmo o mal estar da civilização é trabalhado nessa figura dramaticamente rica que é Eric Packer. Em um dado momento, ele responde aos devaneios de um de seus seguranças inconformado com o fato de jovens cederem tão precocemente às drogas: “Há dor suficiente para todos”.
Com muitas frases fortes e pensamentos obtusos entrecortados, Cronenberg lança filosofia existencial por fotograma e sobrecarrega seu espectador, ainda que o ritmo do filme seja lento. Essa assimetria, inclusive, é metaforicamente referenciada na trama. Mais um meandro de um trabalho de direção salutar.
Cosmópolis é arte para pensar. Do tipo que provoca estranheza e fascinação. Cronenberg sabiamente utilizou a face, as caretas e o status de Robert Pattinson - até mesmo o background que o público tem dele como vampiro – para tecer um painel aterrador do mundo em que vivemos e cujo final, como demonstra a última eloquente e inquietante cena, ainda não foi escrito.   

sábado, 21 de abril de 2012

Em off


Nesta edição de Em off, Jason Reitman escala Kate Winslet para seu novo filme; January Jones sai dos anos 60 e vai ao faroeste; David Cronenberg enquadra Robert Pattinson, Michael Douglas aceita  proposta para “causar” em Las Vegas, um novo programa no Canal Brasil que merece ser visto e a luz verde para a aguardada sequência de Sin city.

Uma nova Sharon Stone?

Vamos combinar: January Jones sabe ser sexy. Até mesmo com a frígida Betty Draper de Mad men, a loira provoca. Depois de debutar na franquia mutante com trajes vintage em X-men: primeira classe, Jones estrelará um faroeste. Isso mesmo. A loira irá repisar os passos de outra loira fatal: Sharon Stone. Em Sweetwater ela fará uma viúva em busca dos assassinos de seu marido. Ed Harris fará o xerife que lhe prestará assistência.
Vale lembrar que Sharon Stone protagonizou um dos melhores filmes de faroeste da década de 90, justamente quando estava na crista da onda. Resta saber se Sweetwater será o Rápida e mortal de January Jones.

Novo drama de Jason Reitman ganha forma
Jovens adultos não foi aquela unanimidade crítica experimentada pelo diretor e roteirista Jason Reitman em seus três filmes anteriores (Obrigado por fumar, Juno e Amor sem escalas). Mas, ainda assim, foi um filme que frequentou premiações e colheu bastante elogios. Reitman já se prepara para seu novo trabalho, uma adaptação de um romance de Joyce Maynard. Em Labor day, Reitman desenvolverá uma história passada no início dos anos 80. O foco será em uma mãe atravessando um conflituoso divórcio e seu filho de 13 anos. O plot gira em torno do impacto que a figura de um homem misterioso que surge na vida deles irá desenvolver. Reitman escreverá e dirigirá a fita que ainda não está negociada com nenhum estúdio. Mas a Universal, que distribuiu os dois últimos longas do diretor, tem prioridade. O elenco já está se formando. Josh Brolin, James Van Der Beek e Kate Winslet já estão certos.
A sinopse sugere uma curva na articulação dramática dos filmes de Reitman, mas o tema de ebulição interior, no entanto, pode surgir renovado.


A crônica dos diretores de prestígio
Houve uma verdadeira boataria na internet a respeito do diretor da sequência do sucesso de bilheteria Jogos Vorazes. O diretor do original, Gary Ross, não retornará por questões salariais e em virtude de priorizar um projeto de própria autoria no cinema independente.
Essa negativa, porém, não impediu a Lionsgate, estúdio responsável pelas adaptações dos livros da escritora Suzanne Collins, de sonhar alto. Foram considerados para o posto de diretor de Em chamas, gente do calibre de David Cronenberg, Alejandro Gonzáles Iñarritu, Bennett Miller e Alfonso Cuáron. Francis Lawrence (Água para elefantes e Eu sou a lenda) acabou sendo o escolhido.
De todos os aventados, o último e Alfonso Cuáron, que já dirigiu um filme da série Harry Potter, são os nomes mais compatíveis com as aspirações do estúdio. Contudo, não seria surpreendente se um dos outros tivesse sido contratado. Vale lembrar que Gus Vant Sant e Sofia Coppola externaram interesse em dirigir o último capítulo (que seria dividido em dois) da saga Crepúsculo. O posto acabou preenchido pelo não menos prestigiado Bill Condon.
São muitas e distintas as razões que levam cineastas autorais e com forte ligação ao cinema independente manifestar desejo de servir ao cinemão; mas parece ainda mais notável a tendência dos estúdios buscarem esses profissionais. Imaginem o que David Cronenberg não poderia fazer com um livro da série Jogos vorazes? Mas a verdadeira questão que se impõem com esse modismo é: até que ponto esses cineastas estariam dispostos a renunciar a bem caracterizada liberdade criativa em prol dos anseios dos estúdios? Mais sobre isso em uma futura seção Insight.


E finalmente...
Sin city 2 vai acontecer. Depois de anos com boatos, tentativas e negativas, a produção da sequência do filmaço de 2005 já está em andamento. E para alegria geral, Mickey Rourke confirmou que voltará a viver Marv – principal e mais carismático personagem do primeiro filme. Sin city: a dame to kill trará histórias inéditas e será novamente co-dirigido por Robert Rodriguez e Frank Miller. A estreia deve acontecer em 2013.


O que David Cronenberg fará com Robert Pattinson?
Pense em Leonardo DiCaprio antes de Martin Scorsese? Pensou? Era ouuutro ator, certo? É inegável que Scorsese foi um importante catalisador para DiCaprio; fazendo com que o novo pupilo maturasse como intérprete e desenvolvesse  gosto por projetos desafiadores. David Cronenberg pode ter o mesmo papel para Robert Pattinson, ator de talento, mas preso a um personagem muito específico e a uma idolatria exacerbada. Isso, porém, já foi dito aqui em Claquete em outras oportunidades. O novo trailer de Cosmopolis, filme confirmado no próximo festival de Cannes, adensa essa percepção. Duvida? O trailer está logo abaixo!


O papel da vida
Estreia na próxima quarta-feira (25), às 21h no Canal Brasil, um dos programas mais inventivos e bem vindos com o cinema nacional como foco. “O papel da vida” é um projeto desenvolvido em parceria pela cineasta e apresentadora Marina Person e seu marido, produtor e diretor do programa, Gustavo Rosa de Moura. A ideia é debater o papel mais importante de atores e atrizes que marcam o cinema nacional. O programa de estreia destaca Alice Braga que fala sobre seu trabalho na produção hollywoodiana Eu sou a lenda. A atriz topou fazer o piloto antes da confirmação de que o programa seria aprovado para entrar na grade do canal. Serão episódios inéditos todas as quartas-feiras. A primeira temporada vai até 18 de julho, com um total de 13 episódios.


Se beber não case de grife!
Não há como negar que Se beber não case é uma ótima comédia. Não há como negar, também, que sua sequência é pavorosa. Pois bem, a CBS films e a Mandate pictures, dois estúdios de média projeção em Hollywood, estão articulando um projeto que tem tudo para colocar Se beber não case 1, 2 e o 3 – que está em produção – no chinelo. Last Vegas, que vem sendo apropriadamente chamado de “Se beber não case da terceira idade”, terá Michael Douglas como um mulherengo inveterado que, prestes a se casar com uma mulher com metade da sua idade, organiza uma despedida de solteiro em Las Vegas. Robert De Niro e Christopher Walken estão em negociações para estrelarem como os amigos de Douglas. Os produtores sonham com Jack Nicholson para a quarta vaga. A direção será de Jon Turteltaub (Enquanto você dormia e A lenda do tesouro perdido) e o roteiro é de Dan Fogelman, um dos responsáveis pelo ótimo Amor a toda prova. Prometer, promete!

Quarteto fantástico: Se esse time fechar, o porre em Las Vegas vai ser de lascar...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Crítica- Amanhecer:parte 1


Pelo prazer de ser ruim!

Existem fenômenos que desafiam qualquer lógica e elaboração mais racional. Seja a imunidade do ex-presidente Lula aos sucessivos escândalos de corrupção, uma vez que continuou a gozar de imensa popularidade; seja o fato do Corinthians ter liderado o campeonato brasileiro de futebol de 2011 praticamente em toda a sua extensão, mesmo jogando tão mal; ou o fato da saga Crepúsculo fazer tanto sucesso, mesmo com uma qualidade tão questionável. Não é de hoje que os filmes da saga se provam imunes a críticas detratoras de toda sorte. Isso já era algo palpável quando o primeiro filme estourou nas bilheterias fazendo da obra de Stephenie Meyer algo inquebrantável.
Depois de dois filmes em que os respectivos diretores, Chris Weitz e David Slade, conseguiram potencializar as virtudes da obra e maquiar suas muitas fragilidades, Bill Condon, em parte pela mesquinha opção do estúdio de dividir o último livro em dois filmes, falha redondamente em tornar Amanhecer-parte 1, um filme minimamente eficiente.
Em Eclipse, para ficar em uma comparação com o melhor filme da saga – ainda que narrativamente não a tenha levado a lugar algum – atores bem dirigidos davam viço a personagens desconfortáveis com suas escolhas e com as escolhas impostas a eles. Ainda havia algum humor na cena em que Jacob e Edward conversavam sobre Bella e a rivalidade entre eles.
Em Amanhecer-parte 1, todas as tentativas de produzir algum humor falham e as cenas rodadas no Rio provocam risos embaraçados de quem conhece o Brasil. Kristen Stewart regride em sua caracterização como Bella. Totalmente desconectada do estado de espírito de sua personagem, a atriz não consegue passar para o público outra coisa que não tédio e agonia. Robert Pattinson se sai um pouco melhor do que sua parceira, mas é Taylor Lautner- um ator, ainda que carismático, em evolução- que fica parecendo um Al Pacino perante os dois. Jacob continua sendo o personagem mais interessante da saga, não a toa a própria autora considera um futuro para o lobo em sua literatura.

O imponderável aconteceu: a gravidez de Bella em Amanhecer-parte 1 escancara a fragilidade dramática da série e ajuda a fazer do quarto filme, o mais fraco de toda a franquia


Mas o grande problema do filme está na morosidade dos eventos, que são muito poucos (e tediosos) - embora haja um casamento, uma gravidez esquisita e inesperada e um parto sanguinolento. Condon e a roteirista Melissa Rosenberg não conseguem fazer do filme algo fluído. O diretor até tenta injetar alguma tensão no parto da filha de Bella e Edward ou na tocaia que a matilha de lobos faz, mas é tudo diluído pela inoperância dramática do texto original.
O triste a constatar é que os dois últimos filmes da série haviam feito notáveis melhorias em relação à primeira fita e este Amanhecer-parte 1 faz o primeiro filme parecer irretocável. O prazer de estar acima das críticas parece mover a série.
O próximo filme, a exemplo do que aconteceu com o último Harry Potter, deve ser consideravelmente superior a este. No entanto, o melancólico fim parece destinado a ser, também, um fim que fará por merecer as constantes “caras de dor de barriga” que Robert Pattinson teima em fazer com seu Edward.

domingo, 2 de outubro de 2011

Insight

Por que Taylor Lautner tem mais chances de vingar em Hollywood do que Robert Pattinson?


Depois do fraco desempenho de Sem saída em seu primeiro fim de semana em cartaz, a pergunta pode parecer ingênua e descolada de sentido. No entanto, esse dado só torna a tarefa de elucidar a questão mais atraente e inteligível.
Os dois astros do fenômeno adolescente Crepúsculo são separados por sete anos. Enquanto Robert Pattinson tem 26 anos, Taylor Lautner tem 19 anos. Robert Pattinson, mais do que ser ator, deseja ser músico. Ainda que esse desejo esteja em suspensão em virtude do estrelato alcançado via Twilight. Já Taylor Lautner frequentava produções como Doze é demais 2 e As aventuras de Sharkboy e lavagirl 3D desde criança. É bem verdade que Crepúsculo redesenhou os parâmetros para esses dois neo astros e é sob eles que a análise deve ser delineada.
O primeiro aspecto a ser analisado é o desempenho de ambos dentro da série de filmes Crepúsculo. Enquanto Robert Pattinson caiu no gosto do público alvo (mulheres entre 12 e 30 anos), Taylor Lautner foi bastante questionado. O menino de 15 anos que surgia cabeludo e raquítico (pelo menos em comparação ao físico que apresentaria daquele momento em diante) não parecia indicado para manter-se no papel que cresceria de tamanho nos próximos filmes. Em Lua nova, Jacob, além de aparecer mais do que Edward, teria cenas de algum relevo dramático. Foi considerada uma substituição, mas os produtores e o diretor Chris Weitz cederam aos esforços de Lautner (dentre os quais ganhar impressionante massa muscular) para manter o papel. Essa determinação, que pode ser alinhavada a de seu personagem na série, destacou Lautner que dos três protagonistas foi o mais elogiado do segundo filme.

Mamãe quero ser Bourne: Taylor Lautner de jaqueta e cara de poucos amigos em Sem saída, uma fita de ação divertida


Após Lua nova surgiu o primeiro trabalho de Robert Pattinson depois do estrondo causado por Crepúsculo. Lembranças, um drama eficiente com soluções equivocadas, teve lançamento mundial para aproveitar o culto a seu protagonista. Foi um fracasso retumbante. O filme de Allan Coulter trazia um Robert Pattinson em personificação amargurada e angustiada como seu personagem mais famoso. Ainda que em Lembranças o personagem fosse mais bem delineado, os ecos de Edward e o componente trágico desse personagem pareciam paralisar tanto o talento dramático de Pattinson (que ainda não pôde ser de todo mensurado) quanto à percepção que o público tem dele. Em 2011, Robert Pattinson apresentou Água para elefantes. Outro filme morno em que o ator surge como um herói romântico trágico. A escolha não poderia ter sido mais infeliz para superar a resistência que parte do público e até mesmo da crítica tem para com o moço. Já Taylor Lautner foi mais inteligente na bifurcação que fez na carreira. Primeiro pela escolha do gênero. Sem saída, o primeiro voo solo de Lautner em Hollywood, é uma fita de ação que pode projetá-lo junto ao público masculino, sem acarretar prejuízo ao seu séquito de fãs do sexo feminino. A faixa etária também é um plus aqui. Além de repercutir melhor com garotos entre 13 e 20, Lautner busca respaldo de uma audiência mais velha em um filme que conta com outros atrativos que não sua presença. E Lautner, diferentemente do que sugerem as escolhas de Pattinson, não esconde que ainda tem muito a aprender em matéria de atuação. Por isso, Sem saída, é um filme em que seus recursos dramáticos não são tão cruciais para o sucesso da fita.
Não dá para dizer que Lautner irá se descobrir como astro de ação. Talvez esse seja até mesmo um prognóstico improvável. Mas é certo que o ator foi mais feliz na escolha do projeto paralelo a Crepúsculo.
Mas a disputa ainda não está decidida. Robert Pattinson tem dois ases na manga. Um chama-se Cosmópolis. No novo filme de David Cronenberg, que deve ser lançado em 2012, o ator vive um milionário que tenta chegar ao cabeleireiro em uma manhã agitada de Nova Iorque enquanto suas ações atravessam graves oscilações na Bolsa. Já em Bel Ami, ele vive um gigolô na França do século XVII em busca de luxuria e mulheres.

Team Edward: Robert Pattinson contra-ataca em 2012 com Bel Ami, em que seduz Uma Thurman em troca de status social


São dois projetos que, conforme as sinopse sugerem, distanciam a figura do ator desse tipo romântico que tanto o persegue. Continuam a ser trabalhos que exigem estofo dramático de Pattinson. Podem ser as duas últimas chances do ator se mostrar rentável fora de Crepúsculo. O talento, de fato, pode ser que ele só mostre quando essas chances se expirarem. Taylor Lautner, por sua vez, a despeito da decolagem canhestra de Sem saída, ainda deve ter mais chances e deverá aproveitá-las sem se impor a pressão que Robert Pattinson joga sobre seus ombros.

sábado, 1 de outubro de 2011

Cantinho do DVD

Há quem diga que Hollywood, antes dos efeitos especiais, vive dos épicos românticos. Não deixa de ser um pensamento romântico em uma acepção não amorosa do termo. 2011 apresentou um filme que quis contribuir para essa percepção, mas falhou redondamente. Trata-se de Água para elefantes, destaque da seção Cantinho do DVD desta semana. O filme traz Robert Pattinson em mais uma tentativa de se apartar da figura do vampiro de Crepúsculo. É, até o momento, sua mais bem sucedida aparição cinematográfica. Infelizmente, não é muito. Mas 2012 deverá trazer novos ares para o astro com Cosmópolis e Bel Ami.






Crítica

Foram muitos os boatos de que Robert Pattinson e Reese Witherspoon não se deram bem durante as filmagens de Água para elefantes (Water for elephants, EUA 2011). Além de um breve tiroteio verbal via imprensa na ocasião do lançamento do filme, a própria fita é um eloquente firmamento da falta de química entre os atores. É a ausência desta que decreta o sufrágio da fita de Francis Lawrence, experimentação dramática do realizador de Eu sou a lenda e Constantine. Visualmente, Lawrence manteve seu pedigree. Colaborou para o fato a acachapante fotografia de Rodrigo Prieto, de filmes como Babel, Harry Potter e o enigma do príncipe e Abraços partidos.
A pretensão de erigir um épico nos moldes de E o vento levou parece mover Água para elefantes, mas tão somente o trabalho de fotografia se sustenta nesse eixo.
Pattinson é Jacob, um polonês que vê seus sonhos esmigalhados quando os pais são vítimas de um acidente fatal. Sem dinheiro e com um curso incompleto de veterinária se entrega ao mundo e sua primeira parada é o circo dos irmãos Zambini, cujo proprietário, August (Christoph Waltz), é uma figura tão sombria quanto assustadora. É pela mulher de August, Marlena (Reese Whiterspoon), que Jacob se interessa. A atração entre ambos nunca convence e Lawrence falha na construção do dilema do personagem principal. Curiosamente, e isso talvez tenha a ver com Waltz ser o melhor ator do elenco, é August o personagem mais bem delineado. Apesar de permitir comparações com o Hans Landa que fez do austríaco, além de vencedor do Oscar, famoso, o dono do circo é um tipo inseguro, megalomaníaco e que Waltz sabe incutir nuanças que acrescem à percepção da platéia. Robert Pattinson, justiça seja feita, tem aqui sua melhor aparição em um filme. O que, em virtude do referencial, não quer dizer muita coisa. Reese Whiterspoon surge aborrecida e não parece disposta a injetar vida em sua personagem. Água para elefantes pelo esmero da produção, e pela graciosidade da elefanta Rose, acaba sendo uma boa pedida para fãs de histórias melosas com alguma apoteose romântica. Mas essa condição não esconde o fracasso do filme em suas pretensões mais ambiciosas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TOP 10

10 personagens que “aprisionaram” seus intérpretes

Todo mundo já mandou aquela: "olha, esse filme é com o James Bond" ou "olha, é a menina do Sex and the city". Quem nunca ouviu uma: "o Clint Eastwood só faz tipo durão". Pois bem caro leitor, essas sentenças são reflexos de grandes personagens que acabam por limitar as opções no cinema de seus intérpretes. Alguns atores e atrizes são hábeis em se desviar dessa sina, outros acabam por sucumbir a ela. Claquete apresenta 10 personagens que "aprisionaram" seus intérpretes.


10 – James Bond (Sean Connary e Roger Moore)
Se Pierce Brosnan e, atualmente, Daniel Graig conseguiram se desvencilhar com relativo sucesso da imagem de James Bond e viver personagens completamente diferentes, o mesmo não se pode dizer de Sean Connary e Roger Moore nos primórdios do agente secreto. Connary só começou a ser levado a sério como ator no final dos anos 80, uma década antes de começar a pensar em aposentadoria. Já Moore, ainda hoje vive de bicos que a sombra de 007 lhe apresenta.


9 – Harry Callahan (Clint Eastwood)
Se a figura do tira durão e que faz as vezes de justiceiro prosperou no cinema, isso é por causa do Harry Callahan de Clint Eastwood. O famoso dirty Harry ou perseguidor implacável. Estwood já havia feito tipos impassíveis, durões e conservadores, mas desde o primeiro filme que trazia o policial mais incorruptível de São Francisco, o ator não conseguiu se desvencilhar dessa imagem.


8 – Edward Cullen (Robert Pattinson)
Não tem jeito. Nos próximos dois anos Robert Pattinson irá aparecer nas telas de cinema com personagens bem diferentes do vampiro que interpreta no grande sucesso dos cinemas, mas é inegável que a sombra de Edward Cullen (e as vantagens e desvantagens que ela projeta) acompanharão Pattinson por um longo tempo.


7 –George Downes (Ruppert Everet)
Recentemente o ator andou reclamando que pelo fato de ser homossexual tem dificuldades de arranjar trabalho. Não é bem assim. Ian McKellen, Neil Patrick Harris, Bryan Singer, Ellen De Generis entre tantos outros são homossexuais assumidos e não param de trabalhar. O que ocorre com Everet é que ele criou um personagem tão icônico, que calhou de ser também gay, em O casamento do meu melhor amigo, que ficou difícil de vê-lo de outra forma. Tanto para o público, quanto para a indústria. O sucesso pode ser uma m...


6- Super homem (Christopher Reeves)
Outro que penou para se desvencilhar de seu lado super foi Christopher Reeves. Considerado um ator limitado, Reeves tinha de lutar contra expectativas invertidas e estereótipos a cada filme fora da franquia do homem de aço. Talvez só tenha sido bem sucedido uma vez, no emblemático Em algum lugar do passado.


5- Harry Potter (Daniel Radclife)
Com a proximidade do final da saga do bruxinho Harry Potter no cinema, um dilema se instaura para o seu protagonista, Daniel Radclife: conseguir sobreviver no cinema sem o personagem. Radclife é bom ator, mas não é nada fora de série. Dos três principais da saga é, notadamente, o mais fraco. A tendência é o ator procurar papéis que o coloquem diametralmente oposto a figura de Harry. É no teatro que esses papéis irão surgir a primazia. Na peça Equus, Harry, melhor, Daniel, tirou a roupa para provar que não era Harry. Ou algo assim...


4- Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker)
Imagine que você não é uma grande atriz, mas tem uma personagem icônica nas costas para carregar. É mais ou menos isso o que ocorre com Sarah Jessica Parker. Atriz para lá de limitada que teve a sorte (ou não) de cruzar com Carrie Bradshaw, a leading lady de Sex and the city. Sarah que tem péssimo gosto fashion teve que ceder ao tato de sua personagem famosa. Não obstante, se viu atrelada a comédias românticas em que faz o tipo fútil da cidade grande que se veste bem. Até tenta escorregar desse nicho, mas lhe falta talento.


3- T -800 (Arnold Schwarzenegger)
E se o negócio é talento, o que falar de Arnold Schwarzenegger? Talvez o astro hollywoodiano mais sem talento da história recente. Schwarza, no entanto, tem um carisma do tamanho da Rússia. O T 800 que veio do futuro e da mente de James Cameron ajudou o austríaco de jeitão robótico a colar em Hollywood e Schwarza mesmo sendo governador da Califórnia ainda é visto como um exterminador. Será isso bom ou ruim?


2- Mary (Cameron Diaz)
Cameron Diaz é boa atriz. Calma. Antes que atirem as pedras.Trata-se de uma constatação empírica. Pegue os filmes em que a atriz não interpreta variações de Mary, a loira boa e disputada por Matt Dillon e Ben Stiller no filme dos irmãos Farrely. Ela até que se saiu bem em fitas como Uma prova de amor e Gangues de Nova Iorque. O problema é que ninguém quer ver Cameron nesses papéis. Nem mesmo ela.


1- Indiana Jones e Han solo (Harrison Ford)
Um caso raro de empate, entre personagens. Não dá para dizer se Han Solo (de Star Wars) e, pouco depois, Indiana Jones congelaram Harrison Ford como herói de ação, ou se isso foi a tábua de salvação para um ator truculento, arredio e de pouco talento. De qualquer jeito, essas duas figuras valeram a Ford o título informal de herói do século XX no cinema. Sempre o bonzinho, no alvorecer do século XXI , Ford foi brincar de ser vilão em Revelação (2000). Não deu certo. Ficou um tempo na geladeira e voltou a balançar o chicote de Indianas Jones dois anos atrás.

domingo, 18 de julho de 2010

Insight

Eclipse e um olhar sobre a evolução da saga Crepúsculo


Bryce Dallas Howard como a vilã Victoria: uma das bem vindas novidades de Eclipse



Eclipse bateu, internacionalmente, no fim de semana passado nos U$ 480 milhões. A quantia somada em 10 dias dá uma ideia do fôlego da saga. A obra de Stephenie Meyer é hoje o maior fenômeno cultural mundial em ebulição. Desde 2008 quando o primeiro Crepúsculo foi lançado, esse amor por Crepúsculo e tudo que o gravita só tem aumentado. Novos fãs, filmes e seriados que aproveitam o fenômeno (até mesmo uma paródia no estilo Todo mundo em pânico chamada Vampire sucks estréia ainda este ano) só aumentam o frisson em torno da cria de Meyer.
No primeiro filme, vemos a retraída e tímida Bella se apaixonar pelo vampiro galante Edward. A dinâmica da relação deles, além de alegoria para a castidade, é uma versão menos inspirada de Romeu e Julieta. Jacob aqui é retratado como um garoto local que se vislumbra com a garota da cidade, mas não há química. Tão pouco a realização se preocupa em sugeri-la. Crepúsculo foi marcado por risíveis cenas de ação. O roteiro previa cenas que precisavam de efeitos especiais e esse foi o maior problema do filme. Os efeitos eram toscos (a palavra de baixo calão reflete a qualidade dos efeitos do filme). Crepúsculo sofria, ainda, de um grave problema narrativo (talvez em virtude de uma imposição do estúdio). Embora com alma de romance adolescente pretendia se vestir como um filme de ação. Embarcando na mitologia fantástica aproveitada pela autora, a fita apresenta grande irregularidade sempre que tenta se comunicar com um público que não faça parte do seu target. Ou seja, apesar dos pesares, Crepúsculo é muito bem sucedido quando se dirige às adolescentes. Mas é profundamente infeliz ao tentar cativar os rapazes (o que ajudou a deflagrar a resistência masculina ao produto).



O elenco do primeiro filme em foto promocional: Crepusculomania


Essa foi a principal razão por trás da demissão de Catherine Hardwicke (diretora do primeiro filme) e da contratação de Chris Weitz para a direção de Lua Nova. Weitz já havia dirigido tramas sobre adolescentes (os dois primeiros American pie) e adaptado livros sobre o universo fantástico com orçamento limitado, A bússola de ouro (para o estúdio New Line). Lua nova contou com um orçamento mais inflado (U$ 50 milhões contra os U$ 25 milhões do primeiro filme) e com um diretor ciente do que tinha que melhorar no segundo filme.
Lua nova estreou em novembro passado batendo recordes e mostrando que Crepúsculo era sim uma mina de ouro a ser explorada nos cinemas. A fita de Weitz é bem melhor do que a de Hardwicke em todos os aspectos passíveis de melhora. Mas não conseguia esconder que ainda havia limitações de material (Crepúsculo, afinal, não é nenhum primor literário) e de mão de obra (se os efeitos haviam melhorado não se podia dizer o mesmo de grande parte do elenco).
O vértice amoroso foi mais bem desenvolvido em Lua nova. Weitz soube conferir vivacidade ao drama dos personagens e Jacob (em parte pela inspirada atuação de Taylor Lautner) despontou como o grande personagem do longa. Lua nova, no entanto, falha na tentativa de ser bem sucedido onde Crepúsculo falhara. Lua nova é um ótimo filme para os fãs da obra original, mas aborrece o expectador casual com uma história sem desfecho cabível e com uma irregularidade narrativa abismal nos primeiros 20 minutos.

Chris Weitz, diretor do segundo filme, orienta Kristen Stewart nos sets de Lua nova
David Slade foi convocado para dirigir Eclipse. O diretor do obscuro 30 dias de noite (um ótimo filme de vampiros) conferiu humor a saga e um ritmo mais satisfatório também. Houve rumores de que Catherine Hardwicke foi chamada para regravar algumas cenas do filme. Vendo Eclipse é possível depreender uma certa verdade nesses boatos. Já que duas cenas mais açucaradas destoam do ritmo geral. De qualquer forma, Eclipse é o filme mais equilibrado da série até aqui. É no terceiro filme que o elenco apresenta seu melhor trabalho, que os diálogos não ruborizam um espectador alheio a Crepusculomania e que se consegue fazer do filme um produto palatável fora de seu gueto.
O quarto e último livro da série, Amanhecer, será dividido em dois filmes. Ambos serão dirigidos por Bill Condon e lançados em novembro de 2011 e em 2012 respectivamente.
Slade, mesmo que tenha tido seu trabalho remexido, foi quem melhor traduziu a obra de Meyer para o cinema. E foi um belo tradutor. Periga a tradução ter ficado melhor que a obra original.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

crítica - Eclipse


Ajuste lunar!

No terceiro filme da saga há notáveis avanços que o configuram como o melhor filme da série até o momento

O que você anda lendo por aí é verdade. Eclipse (EUA 2010), terceiro filme da saga Crepúsculo, é o melhor da série. O filme dirigido por David Slade dos intrigantes Meninamá.com e 30 dias de noite (um dos melhores filmes de vampiro dos últimos anos) é o mais equilibrado dos três filmes adaptados da obra de Stephenie Meyer até aqui.
O primeiro grande mérito de Slade remete a direção de atores. Estão todos mais comedidos; em especial Robert Pattinson, que faz menos caretas e consegue seu melhor resultado como Edward. A afinação do tom das caracterizações surge como contingência do clima sombrio deste terceiro capítulo. Em Eclipse acompanhamos a repercussão da escolha de Bella (a vida eterna ao lado de Edward e a consequente opção por tornar-se vampira). Percebemos como essa escolha lhe afeta no foro íntimo e como afeta os dois outros vértices do triangulo amoroso, Edward e Jacob (Taylor Lautner). Há boas sutilezas nesse quadro, como as pulseiras que Bella recebe em momentos distintos de seus dois pretendentes.


Em Eclipse, todo mundo sai ganhando: Taylor Lautner aparece mais tempo em cena com camisa e Robert Pattinson está consideravelmente melhor na pele de Edward


É lógico que Eclipse apresenta os velhos problemas estruturais e narrativos que acometem a saga, mas isso é mais demérito da obra original do que da equipe deste terceiro filme. A roteirista Melissa Rosenberg - que também escreveu os outros dois filmes - notadamente evolui no ofício, conseguindo filtrar melhor o texto de Meyer e também caprichando mais nos diálogos. Apesar de momentos românticos, não há o tom over dos outros dois capítulos. Há, ainda, momentos inspirados de paródia, como a provocação mútua entre Jacob e Edward em diferentes partes do filme.
Eclipse consegue se comunicar muito bem com seu público. Inclusive, assume de vez o mantra da abstinência sexual que sempre lhe foi atribuído em uma cena calculada para ser mais romântica e menos constrangedora do que é.
O terceiro filme registra mais um salto qualitativo na série, já que as arestas estão mais bem aparadas. Como produto cinematográfico, quase não há imperfeições. Contudo, mais uma vez, é necessário pontuar a fragilidade da obra enquanto discurso narrativo. Neste terceiro filme, a despeito dos esforços de direção, roteiro e elenco, isso fica mais evidente do que nunca na tediosa indecisão de Bella que parece apenas fruto de uma necessidade de expandir a narrativa.
Eclipse deve se firmar como o melhor filme da saga já que o quarto livro desagradou a maioria dos fãs e é tido como o pior da série. O amanhecer será dividido em dois filmes para potencializar o ganho da Summit, estúdio responsável pelos filmes no cinema, e, quem sabe, diminuir o impacto do potencialmente ruim desfecho da saga.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cenas de cinema

Entrega do nono Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Aconteceu na terça-feira, dia 8 de junho, a nona edição do Grande prêmio do cinema brasileiro, que o marketing dos organizadores tenta colar como o Oscar nacional, embora premiações como as de Gramado e do festival do Rio sejam mais ressonantes. Contudo, é inegável o apelo mais comercial da premiação. É proibido fumar, comédia de Anna Muylaert protagonizada por Glória Pires e Paulo Miklos sagrou-se o grande vencedor da noite. A fita levou cinco prêmios (filme, direção, roteiro original, trilha sonora e montagem para ficção). Tony Ramos por seu papel em Se eu fosse você 2 derrotou o favorito Tony Ramos por Tempos de Paz. A fita de Daniel Filho foi O curioso caso de Benjamin Button do Oscar nacional. Com 11 indicações, faturou apenas dois prêmios. A atriz Glória Pires foi a outra grande derrotada da noite. Com duas indicações, por É proibido fumar e Lula – o filho do Brasil, a atriz viu Lilia Cabral por Divã faturar o prêmio.

Nas entrelinhas
A premiação de maneira geral foi justa e democrática. Mas a impressão que fica é de que o cinema brasileiro ainda patina na necessidade de se viabilizar. Os vencedores desta nona edição demonstram que o Brasil sabe fazer cinema comercial e eles venceram, na verdade, para mostra isso (apesar de sucesso de público, o que viabiliza, afinal, são os prêmios). O ótimo filme de Anna Muylaert é como entrega a adjetivação, ótimo filme, mas não é o tipo de filme que a gente imagina ganhando o Grande prêmio do cinema brasileiro. É por isso que não é o Oscar.


Cena de É proibido fumar: o grande vencedor do ano é um bom filme, mas passa longe de ser um grande filme


Mike Nichols receberá o 68º American Film Institute Achievment awards
Será entregue hoje na cidade de Los Angeles uma das maiores honrarias que um artista do cinema pode receber. O AFI Achievment award é, na hierarquia dos tributos a carreiras, o prêmio mais distinto que alguém pode receber. Em segundo viria um Oscar especial. O AFI Achievment awards se destaca por que todo o evento é organizado para celebrar o homenageado, as pessoas estão lá simplesmente para prestigiar o laureado. No Oscar, a homenagem faz parte da festa. E em 2010, nem mesmo fez. Este ano, o prêmio que já foi entregue a figuras como Al Pacino, Robert De Niro, Woody Allen, Meryl Streep, Steven Spielberg e Martin Scorsese será entregue ao grande Mike Nichols, diretor de, entre outras obras primas, Closer –perto demais.


Robert Pattinson não quer ser Robert Pattinson
Calma lá! Não é mais uma das famigeradas e infelizes declarações do galã da saga Crepúsculo (alguém ainda se lembra quando ele confessou que tinha alergia a vaginas, para depois dizer que estava brincando e que a gente não entendeu?). Em entrevista a revista americana Gloss de junho, o Edward de Crepúsculo falou sobre fama, mulheres e modelos. Johnny Depp é, para Pattinson, o melhor modelo de sucesso profissional disponível em Hollywood. “À medida que um ator constrói uma carreira recheada de filmes de qualidade, o nome dele vai ocupando outro lugar que não o das 'celebridades insignificantes'. É uma batalha fazer o trabalho significar mais do que a fama. Johnny Depp conseguiu. Ele não é julgado por sua imagem pública e sim por seu trabalho. Mas até chegar a esse estágio é preciso ter disciplina... E saber se esconder!", filosofou o ator.

Pattinson em cena de seu último filme, Lembranças: o ator quer distância da imagem de Robert Pattinson


Um produtor muito louco!
Um dos personagens mais descolados do super descolado e hypado Trovão tropical era o produtor de cinema piradão, que cantarolva letras de rap com a mesma velocidade que vociferava palavrões, interpretado por Tom Cruise. Pois bem, depois da elogiada e engraçadíssima participação de Cruise, caracterizado como o indefectível Les Grossman, no MTV Movie Awards do último domingo, a MTV e a Paramount anunciaram que irão produzir um filme centrado no personagem. A produção caberá a Ben Stiller (diretor e roteirista de Trovão tropical, logo o criador de Grossman). Em nota divulgada a imprensa, Stiller disse que “ a vida de Les Grossman é um conto que mostra a luta do ser humano para conseguir se dar bem apesar das dificuldades.” Segundo Stiller, Cruise o garantiu que vai detonar no filme e fazer Cidadão Kane “ parecer uma porcaria feita para a TV.”

Grossman: You shut your fucking mouth and pay attention in my mother fucker movie

sábado, 8 de maio de 2010

De olho no futuro...

Hugo Weaving confirmado como o Caveira vermelha
Existem atores que nasceram para viverem vilões. Christopher Lee que o diga. Hugo Weaving, o famoso agente Smith da trilogia Matrix, parece estar seguindo o mesmo caminho. Ele acabou de ser confirmado como o vilão Caveira vermelha (uma espécie de Capitão América nazista) no filme Capitão América. Promete ser mais um vilão saboroso na carreira do ator. Quem não deve ter gostado nada dessa história foi Chris Evans. Tal qual o Neo de Keanu Reeves, corre o risco de ser ofuscado.

Eu posso viver vilões no cinema, mas olha a minha cara de bonzinho...


Divulgadas as primeiras imagens oficiais de Bel Ami
E o primeiro filme estrelado por Robert Pattinson que de fato promete alguma coisa teve suas primeiras imagens reveladas. Em Bel Ami, Pattinson se desvia um pouco das expectativas que cercam sua representatividade. Ele é um galanteador na corte francesa que se enamora de mulheres mais velhas para lhes roubar a fortuna. No elenco feminino, temos Uma Thurman e Kristin Scoot Thomas, como potenciais vitimas do alpinista social vivido pelo ator.


Pattinson faz cara de mau...

... e deixa Uma Thurman ofegante

Está chegando...
E enquanto Bel Ami não estréia, o que só deve ocorrer em 2011, Pattinson vai atacando de Edward. E os primeiros a verem o novo capítulo da história do vampiro apaixonado por Bella serão os frequentadores do festival de Los Angeles. O evento, que acontece no inicio de junho, exibirá a premiere mundial de Eclipse, que tem estréia marcada para o dia 30 de junho. É uma forma de atrair olhares para o festival que é composto, essencialmente, de documentários e curta metragens.

Os festivais querem ser pop
O festival de Cannes presidido por Tim Burton ainda nem começou e os organizadores do festival de Veneza (que esse ano será realizado entre os dias 1 e 9 de setembro) já contra atacaram. O cineasta americano Quentin Tarantino, talvez o único mais hypado que Burton, foi confirmado como presidente do júri do festival italiano.
Essa notícia mostra duas coisas. A primeira é que como diria o francês Truffaut, são os cineastas americanos os maiores autores de cinema mesmo e a segunda é que os festivais estão fazendo de tudo para serem mais pop, por assim dizer.

Tarantino no detalhe: Veneza, me aguarde...


Coppola, Walter Sales e Kristen Stewart
O cineasta Walter Salles está a frente da adaptação do livro "On the road". Os direitos da obra foram adquiridos por Francis Ford Coppola há duas décadas. O próprio Salles já esteve envolvido no projeto que nunca andou para frente. Essa semana foi anunciado pelos veículos Variety e Hollywood Reporter que a produção, finalmente, ganhou vida. Salles irá dirigir e Coppola produzir. No elenco jovem, Sam Riley (que esteve no filme Control) e Kristen Stewart (caso você não saiba, a Bella da saga Crepúsculo).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cenas de Cinema


História sem fim
Da série histórias de amor que nunca têm fim, vem o novo capítulo da novela protagonizada por Jude Law e Sienna Miller. Depois de estarem noivos e morando juntos, Law e Sienna se separaram devido a traição do ator com a babá do casal. No caso, a babá não era bem do casal, já que ela cuidava das filhas do ator de um primeiro casamento. Voltaram. Separaram-se uma segunda vez. Ficaram. Conversaram. Negaram. Agora, Sienna está sendo vista com a mesma aliança que usava na época do noivado em 2004. O que isso quer dizer? Voltaram de vez? Estão noivos novamente? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

O drama de Phillip Morris
I love you Philip Morris, comédia independente estrelada por Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro, está há dois anos pronto. Participou, inclusive, do festival de Cannes e da Mostra de cinema de São Paulo de 2008. Contudo, o filme sofre para conseguir distribuição. Analistas atribuem a dificuldade de colocar o filme nas salas ao fato de ser uma “comédia gay” (!?), mas outros filmes mais “gays”, por assim dizer, conseguiram distribuição tranquilamente. De qualquer maneira, depois de ter sua estréia adiada, pela terceira vez, nos EUA - indefinidamente ao que tudo indica - o filme ganhou um mal ajambrado título nacional. O golpista do ano. Esse título não diz absolutamente nada, mas nada mesmo sobre o filme que conta a história de um homem que se viu mais feliz ao assumir sua homossexualidade. Mas que se viu na contingência de ser impostor, já que se descobriu um homossexual de hábitos caros.

Rodrigo Santoro e Jim Carrey em cena de O golpista do ano: Mesmo estrelado por jim Carrey, ninguém acredita que o filme seja "vendável"
Ele ainda não eNegritostava lá!
Parece até mesmo pegadinha, mas até segunda-feira, dia 12 de abril, Russel Crowe, o astro de Gladiador, Uma mente brilhante, O gangster, entre outros filmes, ainda não tinha uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Uma das maiores instituições da Meca do cinema. Agora sim, Crowe pode se autoproclamar imortal. Tem um Oscar, uma estrela na calçada da fama e um affair histórico (no caso, aquele com a atriz Meg Ryan).
Russel Crowe imortalizado: Você acha que esse sorriso aí é real ou fake?
O bate e assopra de Cannes
Por força de um contrato firmado com o canal Plus francês, a organização do 63º festival de Cannes recebeu fortes críticas de agências de notícias, entre elas a Associated press, France Press e Reuters, que se queixaram das dificuldades impostas para a cobertura midiática do festival. Houve inclusive ameaça de boicote. Ainda não se sabe como essa rusga entre a organização do festival e as agências afetará o desenvolvimento do festival e a cobertura do mesmo na imprensa internacional. Fato é que sem elas, Cannes perde muito de sua repercussão mundial. Saiba mais sobre o festival de Cannes no post abaixo.

Teu sobrenome é angústia
Que Robert Pattinson está fadado a viver personagens angustiados pelos próximos 5 anos, todo mundo sabe. Mas o que se viu nessa semana foi a tentativa de capitalizar uma produção em cima dessa imposição industrial de Hollywood para com o ator. O roteiro de Havier than Heaven, sobre a vida do vocalista do nirvana Kurt Cobain, circula há pelo menos três anos por Hollywood sem encontrar abrigo em nenhum estúdio. O tablóide The Sun divulgou essa semana que Robert Pattinson estaria cotado para viver Cobain no bendito filme que, finalmente, sairia do papel. O boato inundou a internet e virou trending topic no twitter. Tudo não passou de uma arriscada jogada de um produtor tentando evidenciar o projeto e valorizar o roteiro de seu filme. Com sorte, quem sabe, beliscar Pattinson, o senhor angústia, como protagonista. Ao que tudo indica, seu tiro saiu mesmo pela culatra.

Kurt e Robert: Maybe in a next life...


Nem Neymar, nem Ganso...
O novo discípulo de Dunga é o astro americano Matthew McConaughey. Casado com a modelo brasileira Camile Alves, e pai de dois filhos com ela, o ator foi fotografado hoje de manhã usando uma camisa customizada da seleção brasileira.

McConaughey em clima de copa: só a seleção do Dunga para fazâ-lo colocar uma camisa...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cenas de cinema

Vocês não sabem me apreciar!
Ser astro não é fácil. Parece querer dizer Robert Pattinson, que ainda não aprendeu a liturgia do cargo, por assim dizer. Nas últimas semanas ele andou reclamando da imprensa. À OK magazine disse: “Vocês não tem senso de humor. Desvirtuaram tudo o que eu disse”, em referência ao episódio em que o ator disse ter alergia a vaginas. Ao que se faz necessário perguntar: O que há nessa declaração para se desvirtuar? Antes de criticar o senso de humor alheio, Pattinson talvez deva trabalhar no seu. Sua mais recente, e controvertida, declaração se deu no fim de semana passado. Em Londres, durante a premiere inglesa de seu mais novo filme, Lembranças, o ator falou sobre seu mais famoso personagem. “Caracterizado como Edward (o vampiro doce de Crepúsculo) eu fico parecendo um travesti. É perturbador!” Por favor, não desvirtuem essa declaração, ok?

Robert Pattinson, cuidadosamente descabelado, na ensolarada Los angeles: Esquizofrenia criativa?


A premiere do filme que vai tirar Alice do topo
Aconteceu no fim de semana passado a premiere de Como treinar seu dragão (filme que estréia mundialmente amanhã). A nova animação da Dreamworks promete tirar Alice do topo das bilheterias. A Dreamworks lançou nesta mesma data no ano passado, também em 3D, o fofinho Monstros vs alienígenas. Dessa vez sai o boa praça Seth Rogen e entra o espartano Gerard Butler no time de dubladores. Prepara-se para a queda Alice!

Os atores Graig Ferguson e Jay Baruschel ao lado de Gerard Butler: preparados para a guerra das bilheterias em 3D

Um símbolo a perigo
Hollywood pode desaparecer. A frase de impacto é verdade, embora capciosa. Afinal de contas não se trata do bairro ao norte da cidade de Los Angeles, cujo significado é cinema, mas sim do letreiro que ajuda a fazer de Hollywood algo transcendental. O terreno que abriga o famoso letreiro está na mira de um grupo imobiliário. Por sua vez, entidades e organizações ligadas ao cinema (incluindo aí a academia de artes e ciências cinematográficas de Hollywood) se uniram para tentar comprar o terreno antes e, assim, garantir a vitalidade de um dos maiores símbolos da sétima arte. Para o bem ou para o mal, a história terá um capitulo final em 14 de abril, data limite para o fechamento do negócio.
Já imaginou Hollywood sem seu cartão postal?

Já tem data!
E por falar em academia, a própria divulgou a data da cerimônia do Oscar 2011. A entrega do prêmio mais cobiçado do cinema será em 27 de fevereiro de 2011. O anúncio dos indicados ocorrerá um mês antes, em 25 de janeiro.

A angústia de Robert Pattinson nas palavras do próprio

Domingo passado a coluna Insight abordou a angústia do ator Robert Pattinson. Foi defendido que o jovem astro está a mercê da imagem de galã e astro sombrio que advém de seu personagem Edward Cullen e que todo o sucesso oriundo da saga Crepúsculo pode ser decisivo para os rumos de sua carreira. Tanto positiva quanto negativamente. A coluna suscitou polêmica e não foi corretamente compreendida. Muitos pensaram tratar-se de um questionamento do talento de Pattinson como ator. Quis o destino que na mesma semana, Robert Pattinson, cujo mais recente filme Lembranças amarga péssima bilheteria e repercussão crítica, viesse a público posicionar-se a respeito. Em entrevista a edição alemã da revista In touch, o ator disse que se sente "inseguro" como intérprete e que tem medo que não consiga mais fazer cinema "sério". Segundo o ator, "a histeria dos fãs de Crepúsculo se tornou incontrolável". Para conferir as principais declarações de Pattinson a In touch alemã, clique aqui.

domingo, 21 de março de 2010

Insight

O dilema de Robert Pattinson


Robert Pattinson é um fenômeno. A despeito de suas qualidades como intérprete, atrai uma multidão disposta a apreciar sua beleza, caso da maioria, em relativiza-la, caso de alguns, ou de diminuí-la, caso de mais alguns. Pattinson é um dos nomes mais quentes da atual safra hollwoodiana. Provoca comentários espirituosos de muita gente que já está no circo hollywoodiano há algum tempo, como Uma Thurman sua parceria em Bel Ami (filme em produção no momento), que foi a imprensa externar sua ansiedade por trabalhar com Pattinson e pelas cenas de amor que irão protagonizar. Há, obviamente, toda a celebração de seu nome na indústria. Revistas, sites e programas especializados em celebridades repercutem o apelo do jovem astro. No Brasil, há pelo menos 400 comunidades no orkut destinadas ao culto a Pattinson. Há mais um sem número de fã clubes, excluindo dessa equação aqueles que centralizam a saga Crepúsculo, e toda uma atenção da mídia sobre os efeitos que o ator provoca em milhares (para não dizer milhões) de adolescentes.

Cena de Eclipse que estréia em junho: Edward é ao mesmo tempo um passe livre e uma prisão para Pattinson en Hollywood

É impossível, no entanto, dissociar a imagem de Pattinson de seu personagem, Edward Cullen, na saga Crepúsculo. Para o bem e para o mal, Pattinson está destinado a viver, pelo menos enquanto perdurar a saga, sob a sombra do amargurado vampiro da saga de Stephanie Meyer. Isso implica em viver personagens sombrios e amargurados. Em que a interpretação exige retoques de angústia e capacidade de expressão de deslocamento. É justamente um tipo como esse que ele compõe em Lembranças (Remember me), seu primeiro filme depois do sucesso de Crepúsculo. Tyler é um personagem deslocado, que a realização induz-nos a tomarmos como incompreendido, e a persona de Pattinson (e mais importante ainda, a memória que o espectador tem dela) contribui para isso. Não é de se estranhar, portanto, que 10 entre dez resenhas sobre o filme se concentrem na interpretação do ator. Afinal, o destaque que o filme recebeu (apesar de ser um drama “comum”, teve estréia mundial) é todo em virtude de seu protagonista.


Em Lembranças, Pattinson vive um personagem que remete a percepção que o público tem dele


Ainda não dá para dizer que Pattinson é mau ator. Como também é humanamente, e criteriosamente, impossível dizer que ele é bom ator, como se entusiasmam algumas fãs ardorosas. Fato é que existe muita pressão e expectativa sobre Pattinson. O ator, ao que parece, tem se equilibrado bem em relação a elas, mas carece de tempo e, mais do que isso, equilíbrio também de seus observadores. Administrar uma imagem e uma carreira não é algo fácil. Há exemplos notórios de sucessos e fracassos nesse departamento. A julgar pela situação de momento, aconteça o que acontecer com a carreira de Pattinson, será menos por seus méritos e mais por intervenção alheia. Essa é a verdadeira angústia de Robert Pattinson.

Critica - Lembranças

O gosto pelo drama!

Existem pessoas depressivas, outras com forte propensão a auto-piedade. Há ainda aquelas que são conhecidas pela pré-disposição ao drama. Pois bem, também há filmes que reúnem essas características. Lembranças (Remember me, EUA 2010) é um deles. Lembranças é sobre as dores e dramas que acometem uma família, no caso a família Hawpkins, mas é um filme, que assim como seus personagens, gosta do drama. De gravitar sobre ele. Essa condição o empobrece como cinema. Pode até surtir algum efeito, potencializado pelo final impactante (que pouco acresce a história, mas solidifica a apoteose dramática pretendida), mas não faz de Lembranças um filme memorável. Isso não quer dizer que a fita de Allen Coulter seja ruim, apenas equivocada. A indisposição de Tyler (Robert Pattinson) nunca é justificada para a platéia, embora se tente fazer isso a todo o tempo. Sabe-se o porquê dele ter cedido ao comportamento maníaco-depressivo que o caracteriza e atrai Ally (Emily De Ravin) - outra marcada por um trauma familiar forte - mas nunca se entende a razão dele ser uma âncora para ele e para sua família. O roteiro tenta amenizar essa falha trazendo uma frase de Gandhi que é entoada em dois momentos cruciais do filme por Tyler, mas mesmo esse subterfúgio falha em seu propósito.
Emily De Ravin e Robert Pattinson em cena de lembranças: personagens profundamente dramáticos, ainda que não haja profundidade

O filme parece ter sido construído, primordialmente, para potencializar a aura angustiada de Robert Pattinson. Nem a realização, nem o próprio Pattinson parecem sabe como conferir profundidade a isso, que no frigir dos ovos, é apenas uma imagem.
Lembranças tem boas cenas e bons momentos. Mesmo assim é um filme que não cativa. Talvez pela opção de se espelhar em seu protagonista e ser dramático (ao excesso), pelo simples prazer de sê-lo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cenas de cinema

Ele não quer saber de ir embora
Gerard Butler sabe curtir férias. Depois de se esbaldar no carnaval carioca, o ator seguiu para Florianópolis e depois retornou para o Rio. Aí você confere a foto postada pelo stylist Matheus Mazzafera em seu twitter. Dá para ver que Butler está bem feliz ao lado das tops brasileiras Fernanda Motta, Ana Beatriz Barros e Alessandra Ambrósio. Quase tão feliz quanto os 4 brasileiros que o pajeiam.
Foto:reprodução/twitter
Ir embora para quê?

E como foi que Brad Pitt veio parar nessa história ?
Depois de serem fotografados juntos na semana passada em Berlim, circulou um boato de que a francesa Mélaine Laurent, que embelezou a trupe bastarda de Tarantino no filme concorre a oito Oscars, estaria envolvida com Ewan McGregor. Que é casado, diga-se. Até aí tudo bem. A imprensa marrom precisa de boatos dessa natureza para se viabilizar. O que chama a atenção é o desdobramento espetacular que o boato teve. Da foto minimamente comprometedora de McGregor e Laurent em Berlim chegou-se ao boato, não menos improvável, de que a francesinha andou dando em cima de Brad Pitt nos sets de Bastardos inglórios. “Desavergonhadamente”, informa uma fonte anônima ao National Enquirer. E não era a única. Segundo essa mesma fonte, a alemã Diane Krueger teria despertado ciúmes de La Jolie. Entendeu?


Ewan McGregor e Mélaine Laurent: Ah, deixa o Brad para lá!

Agora eles confirmam
Foi no Bafta 2010, realizado no último domingo. Robert Pattinson confirmou o óbvio e de conhecimento público. Está namorando sua colega de elenco Kristen Stewart. Segundo o ator, os pombinhos de Crepúsculo não abriam seu relacionamento para o mundo para não exasperar os fãs. “Não sabíamos o tipo de reação que essa revelação teria. Queríamos preservar a relação saudável”. O que mudou então? Além da proximidade do lançamento de Eclipse, terceiro filme da saga, Pattinson acabou de declarar que tem alergia a vaginas. Obviamente foi aconselhado a assumir que tinha uma mulher para chamar de sua. E todo mundo já tinha Kristen como dele. Sabe como é, é a fome com a vontade de comer. Mas sem malícia, por favor.

Para quem gosta de John McClane
Durante a rodada de entrevistas promocionais para divulgar o filme Cop out, que no Brasil se chamará Tiras em apuros, Bruce Willis manifestou o desejo de voltar a viver John McClane. À MTV o ator disse que se dependesse dele contrataria o diretor Len Wiseman (responsável pelo quarto filme da série) agora mesmo. Ele prevê que o quinto filme da série deva começar a ser rodado em 2011. Ainda não há nada oficial sobre o filme. Mas é bom saber que Willis está a bordo. Sem ele, não tem McClane.


McClane e seu bordão “Yuppie kay way mother fucker”: bem longe da aposentadoria