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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

50 anos de James Bond em Claquete - Dez ideias para os próximos 50 anos de 007


Claquete, alternando espírito zombeteiro e sério, elenca dez sugestões para os próximos 50 anos de James Bond nos cinemas. De opções viajadas como uma guerra de clones e triângulos amorosos a uma bem factível versão com um banqueiro e Wall Street como vilões.



10 – Um psicopata e David Fincher
James Bond sempre teve vilões psicóticos, mas não um psicopata de primeira linha. Em um filme dirigido por David Fincher com o rigor narrativo de um Zodíaco, a potência climática de um Os homens que não amavam as mulheres e a loucura calculada de um Seven. Sonhar é pecado?

9 – Uma perseguição em pleno carnaval brasileiro
Bond caça um terrorista que os melhores serviços de inteligência informam estar no Brasil para o carnaval. O problema é que Bond precisa descobrir que carnaval o terrorista irá pular. O da Bahia, o do Rio de Janeiro, o de Pernambuco... o tom seria Hitchcockiano.

8 – Um vilão americano
Já houve vilões americanos. Mas e se James Bond tivesse como nêmeses um banqueiro americano, prodígio de Wall Street, em uma contraposição com o american way of life do qual o próprio Bond faz parte. Um thriller dirigido pelo alemão Tom Tykwer.

7 – Um road movie dirigido pelos Coen
M está morta. Bond prometeu a si mesmo jamais permitir que algo como aquilo acontecesse novamente. Ele sai ao encalço do assassino, um homem desfigurado, dono de um humor peculiar, e que parece estar sempre um passo a frente de Bond. A caçada pela América profunda coloca diversos tipos estranhos no caminho de Bond. Um deles, talvez, tenha respostas sobre o passado de M e do homem desfigurado.

6 – Licença para matar terminantemente caçada
Tudo bem que essa ideia já foi circundada. Mas não da maneira como deveria. A proposta aqui é a desativação absoluta do MI6 e os agentes secretos vivendo como párias. James Bond seria então moeda de troca entre EUA e Inglaterra e os dois países estariam caçando Bond que, para sobreviver, buscaria as provas para expor a razão da desativação do MI6; o que levaria Bond ao Afeganistão.  

5 –Epidemia global
E se James Bond fizesse parte do filme Contágio, de Steven Soderbergh? A ideia não é ruim. O governo britânico suspeita que uma poderosa farmacêutica americana está por trás da liberação de um vírus biológico mortal. Bond é acionado para levantar informações suficientemente confiáveis para contornar uma incidental crise diplomática. Mas Bond só tem 36 horas porque está contaminado.

4 – Bond versos Bond
A ideia da clonagem parece sub ficção científica. Mas com roteiro de Andrew Niccol (Gattaca–experiência genética), esse poderia ser o Bond de Ridley Scott. Com a finalidade de replicar e garantir a existência do agente secreto perfeito, o MI 6 clona Bond sem a ciência do mesmo. Mas o clone cai nas mãos erradas e precipita o destino de Bond.

3 – Bond desmemoriado
Ok! Essa é cópia descarada de Bourne. Mas imaginem James Bond entrando em um bar sem saber o que pedir ou sem resposta para a famosa pergunta: e o nome é? A dúvida é se o Woody Allen dos anos 70 ou os Farrely dos anos 90 dirigem...

2- Um triangulo amoroso
Que o fraco de Bond é mulher todo mundo sabe. Mas e se uma delas resistisse aos encantos do agente secreto? E se tivesse outro homem na jogada? Um drama com sotaque europeu com um Bond disperso, inseguro e algo destrutivo. Fernando Meirelles seria uma boa opção para direção.  


1 – Pulp Bond
Não é de hoje que cinéfilos sonham com um 007 dirigido por Quentin Tarantino. Além de frequentar um top 10 dos sonhos publicado há algum tempo em Claquete, essa ideia chegou a ventilar em Hollywood. O próprio Tarantino já comentou que gostaria de dirigir um 007. Os produtores, no entanto, afastaram a possibilidade argumentando que o diretor não tem o perfil buscado por eles. Mas fica a provocação: como seria um James Bond por Quentin Tarantino?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: 2011´s movie rap

Dando sequência à Retrospectiva 2011 aqui no blog, convém fazer uma pegadinha com o leitor. Claquete preparou um rap brincalhão, sem lá muito nexo, cujo objetivo é reunir o nome de alguns dos principais filmes exibidos nos cinemas brasileiros em 2011. A brincadeira exige que, além de cinéfilo, o leitor tenha um nível intermediário de inglês.
Na letra do rap estão jogadas referências aos nomes originais de diversos filmes. Cabe ao leitor descobrir quais são e apontá-los nos comentários. A resposta será publicada na mesma seção na próxima quarta-feira por volta das 22h.  


I only had 127 hours to heal from that second hangover
I wasted myself during that king´s speech that lasted forever
I felt like a black swan on stranger tides
When some chick asked me if I was in the moon’s dark side
I mean, serioulsy girl?

It´s not melancholia
If you do ritht in time
To make choices good enough
To celebrate new year´s eve open minded

It´s a crazy, stupid, love which moves us all along
And the other drugs of love are all in my bones
Waiting for drive angry to your direction
And make possible for us to spend that magic midnight in Paris

You know that talk about tree of life, right?
That is only to fright your night out
Don´t mind if the beaver talks
Just unleash the fighter within
So you can dive limitless into the night

quinta-feira, 24 de março de 2011

O universo do cinema a um click...

“Buscando filmes de Alfred Hitchcock”. Essa foi a maneira como a paulistana Valdéria Rapozeiro, de 41 anos, descobriu o site de relacionamentos Vivacinema!. O espaço é criação do carioca Leandro Cunha, 28 anos, que em um movimento de empreendedorismo resolveu criar um espaço de interação cinéfila que pudesse lhe proporcionar ganhos. “Eu já trabalhava com internet há mais de 10 anos e a vontade de trazer a tona um projeto diferente e divertido já martelava minha cabeça há muito tempo”, conta com entusiasmo o carioca. Leandro afirma que sua paixão por filmes remete a infância quando passava horas assistindo filmes com seu pai. Leandro não se ressente do Vivacinema! ter ampla concorrência. Para o web developer, a internet oferece amplo espaço para todos. Helen Cristina da Silva, de 21 anos, moderadora de uma das principais comunidades de cinema do site de relacionamentos Orkut, concorda. “A (comunidade) Apaixonados por cinema surgiu de um desejo de falar de cinema. Parece simples, mas nós - apaixonados pelo cinema - sabemos o quanto é difícil conhecer pessoas com o mesmo entusiasmo”. É desse sentimento e dessa vontade perene de interagir com pessoas que desfrutam do mesmo gosto que comunidades cinéfilas como o Vivacinema! e o Apaixonados por cinema se sustentam e se multiplicam pela internet brasileira. Helen, filosofando, vai além: “na verdade, acho que as comunidades são o motivo do Orkut ainda ser sucesso no Brasil”. A fala de Helen ganha dimensão pelo fato do Orkut perder terreno a cada semana para o mais atraente Facebook. No Brasil, no entanto, a criação de Mark Zuckerberg ainda não se mostrou capaz de superar o Orkut em números gerais. “As comunidades permitem que possamos conhecer pessoas com gostos semelhantes. Sem esses grupos virtuais provavelmente jamais teríamos o prazer de nos conhecermos. É, por esse motivo, minha rede social favorita”, salienta a jovem moradora de Arcos (MG). Valdéria concorda e garante que essas comunidades virtuais deixam o cinéfilo mais a vontade para comentar e acaba proporcionando o surgimento de novas amizades.

Para Helen, as comunidades são o penhor do orkut no Brasil: "o motivo do sucesso"


Celebrando as diferenças

Mas o Vivacinema! e o Apaixonados por cinema, embora reúnam hordas de cinéfilos e tenham como objetivo primário a celebração da sétima arte, são diferentes. O primeiro é um produto com objetivo comercial definido enquanto que o segundo representa um nicho dentro de uma rede social. O Vivacinema! se pretende uma rede social cinéfila propriamente dita. Leandro apresenta dados que o avalizam: “O perfil dos frequentadores do Vivacinema! é bem eclético. Temos pessoas do Brasil inteiro participando da rede numa faixa etária que varia de 20 a 45 anos onde a proporção entre homens e mulheres fica em 45% a 55%”, esclarece.
Helen, por sua vez, afirma que se tornou mais cinéfila depois de fazer parte da Apaixonados por cinema. “Aprendi muito”, afirma.
A febre por redes sociais não parece próxima de um esfriamento. Portanto, você já sabe onde procurar gente que saiba sobre a biografia de Alfred Hitchcock, o novo filme de Tom Cruise e tenha palpites na ponta da língua sobre os filmes do próximo Oscar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Cinema e internet: um caso de amor, ódio, pirataria e empreendedorismo

Não há mais dúvidas de que a internet proporcione novas experiências cinematográficas. A própria existência de Claquete afirma isso. Discute-se, nos mais variados setores, o impacto da internet na linha de produção, na percepção e na lucratividade de diferentes produtos. Com o cinema, não poderia ser diferente. “Eu já trabalhava com internet a pouco mais de 10 anos e a vontade de trazer a tona um projeto diferente e divertido já martelava minha cabeça a muito tempo”, a frase poderia ser de qualquer empreendedor que fez fortuna com a internet, mas é de Leandro Cunha, um carioca de 28 anos que ajuda a entender a “geração Mark Zuckerberg” (nome do criador do Facebook, principal site de relacionamentos da atualidade e o bilionário mais jovem do planeta). Neologismo de fácil acesso e trânsito em um tempo que redes sociais e sites de compra coletivas pipocam na internet como ideias de ontem. Cunha, que é web developer, “empreendedor por natureza” e, talvez na qualificação mais importante, “apaixonado por cinema” teve um estalo. “Eu realmente não fazia idéia de que já existia algo parecido”, afirma ao rememorar sua motivação para criar em parceria com Rafael Amorim, seu “guru da tecnologia”, o Vivacinema!. A ideia do site é agregar e fornecer um espaço de interação cinéfila.
“Nosso objetivo é fazer com que o Vivacinema! se torne uma referência quando se falar em cinema na internet. É proporcionar uma interação única a quem gosta de cinema, trazer experiências pra quem está ali assistindo a um filme. Conseguir com que as pessoas interajam na rede social mas que isso possa também se estender para o mundo real com encontros. Enfim mudar a maneira convencional de simplesmente assistir um filme”.
A jornalista Neusa Barbosa, editora do site Cineweb, enxerga nessa resistência às convenções algo intrínseco a essência da internet. “A internet não foi bem compreendida nem assimilada por estúdios, distribuidores, produtores – muitos a consideram apenas “mídia espontânea”, portanto, gratuita, como eles gostam de dizer.” Para a jornalista, ainda não é possível precisar os impactos que a internet pode alavancar no cinema a longo prazo.
“A tecnologia não para, vem mais novidades por aí”, profetiza convicta. Convicção falta à jornalista, assim como à industria, no que concerne a estratégias para abater as crescentes quedas de público nos cinemas. “O sistema de distribuição como o conhecemos, sem dúvida, está vivendo seus últimos dias. Mas não estou segura do que o substituirá. Porque é necessário criar mecanismos para que os downloads sejam feitos com segurança, qualidade do que se obtém (quem quer ver filmes sem foco, com som horrível?) e também garantindo algum tipo de remuneração para seus autores. Sem essa remuneração, a indústria acaba...”.

O site Amocinema.com é outro espaço de interação cinéfila. Uma manobra do gurpo Turmer que controla o canal pago de maior audiência da TV brasileira, a TNT, para expandir a experiência de se ver filmes. Não há um comercial do canal que não destaque o Amocinema.com



Pirataria

A observação de Barbosa leva a uma outra trincheira que se agigantou com a popularização da internet e, ainda que em menor escala no Brasil, com o acesso à banda larga. A pirataria é um tema delicado que suscita paixões e intervenções nem sempre equilibradas. Grandes momentos dessa discussão foram vividos nas circunstâncias dos lançamentos dos dois filmes Tropa de elite. Enquanto que uma cópia preliminar do primeiro “vazou” e se proliferou, a produção do segundo foi alvo de esquemas militares de segurança. Os resultados das bilheterias sugerem as considerações acerca do debate, embora haja quem insista que sem a “benesse” do comércio ilegal, o primeiro Tropa nunca conseguira a repercussão que obteve.

Cena de Avatar, o filme de maior bilheteria da história do cinema também foi a produção mais baixada ilegalmente em 2010 segundo estatística do MPAA (Motion Picture Association of America) 



“Esse foi o tema da minha prova de vestibular”, explica Helen Cristina da Silva, mineira de 21 anos, cinéfila declarada e moderadora de uma das maiores comunidades de cinema do orkut, Apaixonados por cinema. “Eu fiquei tão em dúvida, vou conservar a mesma opinião”, continua a reflexão. “Sou de certa forma a favor, não totalmente, mas entendo o que leva o brasileiro, em particular, a consumir esse tipo de produto. A acessibilidade aos originais é pequena e confronta com a situação financeira da maior parte da população brasileira, então, o que resta são as opções alternativas. Hoje, sou mais a favor de se baixar um filme, por não ser um comércio ilegal como é o caso da pirataria.”
Helen não está sozinha nesse círculo de pensamento. Não obstante, artistas, distribuidoras, selos musicais e outras empresas ligadas a produção audiovisual e musical se juntaram em campanhas de conscientização. Exibidas em cinemas, DVDs originais, em canais como MTV, entre outros, essas campanhas tem como objetivo alcançar esse público. Tentando conscientizá-lo de que ao burlar as vias oficiais, ele prejudica o artista que aprecia.
Não é, por razões como apontou Helen, uma tarefa fácil de se obter sucesso.

Wagner Moura em cena do primeiro Tropa de elite: o filme foi visto por aproximadamente 12 milhões de pessoas antes da estréia nos cinemas



Modificando a experiência cinema

Mas não cabe à pirataria a primazia de modificar a experiência de sentir e reverberar o cinema. A pirataria é mais um reflexo do que causa. A internet, conforme avança em seus desdobramentos e possibilidades, obriga o cinema enquanto plataforma a reinventar-se e a compreendê-la enquanto indústria. As redes sociais, nesse sentido, contribuíram imensamente para uma nova e intensa maneira de se experimentar um filme.

Cena de Batman-o cavaleiro das trevas: o filme de Chris Nolan será o primeiro a ser disponibilizado por streaming no Facebook. A princípio, o serviço estará disponível apenas nos EUA e faz parte de uma nova estratégia de distribuição desenvolvida em conjunto pelo gigante da internet e pelo estúdio Warner Brothers

“Isso é positivo especialmente para a repercussão do filme, o chamado “boca a boca” – que se tornou mais rápido do que nunca, via Twitter, sem demandar investimentos maiores na divulgação. Agora, se o filme tiver uma repercussão negativa, isso também se propaga mais rápido”, lembra a jornalista Neusa Barbosa. O Twitter já se provou uma ferramenta voraz na divulgação de filmes como Atividade paranormal e Distrito 9 (ambos de 2009) e, mais recentemente, Cisne negro que foi uma febre no Twitter brasileiro. Curiosamente, campanhas planejadas no Twitter por distribuidoras não rendem os mesmos dividendos. Apesar de ser um excelente canal para promoções e veiculação de brindes, a voz do Twitter parece guiada pelo acaso dos gostos da maioria o que dificulta a ação do marketing.
Dentro desse escopo, é natural que comunidades e redes sociais específicas sobre cinema fossem surgindo gradativamente (mais sobre isso na matéria que será publicada na próxima quinta-feira). Atualmente, a experiência cinematográfica parece intimamente relacionada com a experiência de se navegar na internet. “Eu visito quase diariamente vários portais e sites sobre cinema e entretenimento e, pra ser sincera, qualquer link sobre cinema é muito convidativo”, encerra Helen com a convicção de quem sabe que cinema e internet se completam.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TOP 10 especial: Discursos/monólogos do cinema

8 – “Who is gonna love me?”, Mo´Nique em Preciosa – uma história de esperança

Mo´Nique dominou a temporada de premiações desse ano por sua impressionante composição da monstruosa figura materna de Preciosa (Gabourey Sidibe). Em muito devido a cena, quando o filme já se aproxima de seu final, em que se liberta da fantasia de monstro. Ao explanar para a assistente social vivida por Mariah Carey, na presença de sua filha e de todos nós (uma platéia retraída e abismada), o por quê de ter desprezado tanto sua filha, de tê-la tratado com tanta negligência e violência, Mo´Nique dá um show de interpretação. Sua presença é tão poderosa, tão hedionda que só encontra par na personalidade problemática que ela dá vida no filme.
A cena não nos faz gostar, simpatizar ou perdoar aquela mulher tão maltratada e infeliz, mas nos permite entendê-la. Esse processo de humanização (que só uma grande atriz é capaz de dar conta) se estabelece nessa cena. A história que Preciosa – uma história de esperança conta não têm monstros, apesar das aparências.

quarta-feira, 31 de março de 2010

TOP 10 especial: Discursos/monólogos do cinema

9 - "Clark kent is how superman sees man kind, David Carridine em Kill Bill, volume 2

Que Quentin Tarantino escreve diálogos e, mais que isso, cenas inspiradas, ninguém duvida. Que Kill Bill, saga de vingança dividida em dois volumes, é um mar de referências cinematográficas todo mundo sabe. Que o resultado obtido por Tarantino com seus dois filmes não prima pelo equilíbrio também é uma constatação imperiosa. Porém, se Kill Bill se resumisse a essa cena, seria uma obra prima milenar. Como não se resume, a grandiosidade da cena resiste ao filme que reúne alguns outros bons momentos, mas é, em geral, dispensável.
Nessa cena, Bill (David Carradine), objeto da obsessão lunática de Beatrix Kiddo (uma Thurman), carinhosamente conhecida como A noiva, discorre em tom filosófico sobre a natureza humana. A grande sacada da cena é a forma como o comentário se estabelece. A metralhadora pop de Tarantino se mune aqui de um famoso herói dos quadrinhos, o superman. A sustância do argumento, aliada ao tom professoral empregado por Carradine na cena, fazem deste um dos grandes discursos da história do cinema. Sem dúvida alguma, uma das melhores coisas a sair da pena de Tarantino.


segunda-feira, 8 de março de 2010

OSCAR WATCH - Cenas de cinema especial: Oscar 2010

She did it!
Sandra Bullock registrou neste fim de semana que encerra a temporada de premiações de 2010, uma marca que não será batida e que dificilmente poderá ser igualada. Sandra venceu no sábado o “prêmio” frambroesa de ouro de pior atriz do ano por sua participação em Maluca paixão. No domingo, foi a vez de levar para casa o Oscar de melhor atriz por seu trabalho em Um sonho possível. Essa marca fenomenal e surreal é só de Sandra e ninguém tasca.


Um dia antes de ganhar o Oscar, a simpática Sandra foi receber seu framboesa de ouro de pior atriz do ano. Antes dela, apenas o diretor holandês Paul Verhoeven por Showgirls e atriz Halle Berry por Mulher gato compareceram a "temida" premiação


O que aconteceu com o “and the Oscar goes to”?
Entre as muitas mudanças dessa edição do Oscar, uma em especial deve ter chamado a atenção dos mais atentos. A parte Kate Winslet que cometeu a “gafe” de anunciar “and the Oscar goes to...”, todos as outras categorias foram precedidas pelo resgatado “the winner is”. Assim como os 10 filmes indicados na categoria principal, essa frase havia sido abandonada nos anos 40. A razão do abandono era de que todos os indicados eram vencedores. Uma falácia, como bem se sabe. Contudo, ser indicado é realmente uma distinção monumental, assim como o é saber que o Oscar está indo para você. Era uma frase icônica, ansiada, sonhada. “The winner is”, além de não ter charme e ostentação é comum e reduz a apoteose do momento da consagração. Nesse sentido, quem se deu bem foi Jeff Bridges, o único a ouvir a tão famosa e célebre frase em 2010.

A influência da critica comprovada
A consagração de Guerra ao terror na noite de 7 de março de 2010 mostra, mais do que qualquer outra coisa, que a critica continua a influenciar, e muito, os prêmios da academia. Isso, inclusive, é muito saudável. O triunfo do filme independente super festejado nos círculos da critica americana demonstra que o Oscar pode até ser um prêmio de indústria, mas que quer cada vez mais se livrar desse rótulo.

A moment of a lifetime
“O momento chegou”, afirmou sem cerimônias e com inegável prazer Barbra Streisand ao anunciar Kathryn Bigelow como a vencedora do Oscar de melhor direção do ano. Bigelow, extremamente emocionada, foi comedida no agradecimento e evitou hastear a bandeira que a própria academia levantou ao destacar Streisend para anunciar o prêmio. Agradeceu a equipe do filme, lembrou-se dos soldados americanos no Iraque e no Afeganistão e mais de uma vez repetiu a frase que marcou essa edição do Oscar e seu nome na história da premiação: “This is a moment of a lifetime”!

Kathryn, super emocionada, evitou o confronto direto com o ex, tão aludido pela mídia , e a principio não fez cena em cima de ser a primeira mulher premiada com o Oscar de direção. Um exercício de diplomacia
A categoria oficial das surpresas
E está virando tradição. Ser favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro pode ser a pior das maldições. O multipremiado filme alemão, A fita branca, foi derrotado pelo argentino O segredo de seus olhos, de Juan Jose Campanella. A premiação do filme argentino não é injusta, mas deixar de premiar A fita branca é. Paradoxos do Oscar. De qualquer maneira, possíveis candidatos na categoria no futuro farão de tudo para evitar o favoritismo.

A piada agridoce
E Campanella saiu-se com a espirituosa: “Quero agradecer a academia por não classificar Na´vi como língua estrangeira”, em uma referência ao filme de James Cameron. A brincadeira elogiosa ganharia conotação penosa para o filme que amargou um desempenho pífio na noite do Oscar.

Cinema independente 5 X 1 cinema comercial
Guerra ao terror e Avatar, ambos com 9 indicações, se enfrentavam em seis categorias (fotografia, som, edição de som, montagem, direção e filme). Ao contrário do antecipado por muita gente, Avatar perdeu, e feio, essa disputa. O surpreendente é que Guerra ao terror ganhou em categorias em que não só não era melhor que Avatar como também não era melhor do que outros concorrentes na disputa. Um duro golpe contra o cinema comercial pode ser sentido mais nas categorias técnicas do que nas nobres. Ao invés de Star trek, Transformers e Avatar, prevaleceu o “barato” Guerra ao terror.

E o 3D como fica?
A pergunta já ecoa na cabeça de executivos de estúdios e congêneres. A academia deu o devido espaço a Avatar. Concedeu ao filme os prêmios que lhe cabia (e há controvérsias quanto a fotografia do filme) e que atestam o que ele é; tecnologia de ponta. Os prêmios de fotografia, direção de arte e efeitos especiais corroboram a percepção da critica (olha ela aí de novo), e em certo nível do público também, de que Avatar é um deslumbramento visual. E só. E é a isso que o 3D se propõe. É mais uma ferramenta narrativa, não constitui revolução, tão pouco é o futuro do cinema. O Oscar ajudou a devolver as expectativas a seu tamanho devido.

James Cameron no tapete vermelho: Eu não perdi não. Foi a Kathryn que ganhou...


Uma dupla entrosada
Alec Baldwin e Steve Martin, como era de se esperar, foram um show a parte. Senhores do palco, fizeram belas piadas de improviso e as que já estavam no script também foram muito bem aproveitadas. Os dois mestres de cerimônia foram, definitivamente, o melhor da festa.
Steve Martin e Alec Baldwin capricharam nas piadas e na química


Uma cerimônia desencantada
Apesar do talento e da boa apresentação de Baldwin e Martin, a cerimônia do Oscar foi um conjunto de equívocos. Algumas mudanças mal ajambradas, desrespeito com os vencedores das categorias de curta metragem, alguns errinhos pontuais que prejudicaram o bom ritmo da cerimônia e o atraso, em meia hora, que fez com que os principais prêmios da noite, e os mais aguardados, fossem entregues como quem está diante de um toque de recolher. Uma lástima.


Um Na´vi politicamente correto
Depois de correr o mundo a notícia de que Sasha Baron Cohen tivera sua esquete cômica sobre Avatar vetada, ia pegar muito mal se não houvesse nenhum número fazendo graça com o principal filme da noite. Ben Stiller caracterizado como Na´vi apresentou, falando em na´vi, o Oscar de maquiagem e lembrou: “ a ironia é que Avatar não está nem mesmo indicado nessa categoria”. E a graça se resumiu a isso.

Ben Stiller quer plugar: Participação xoxa do comediante mimetiza o que foi a cerimônia e a noite de Avatar

Os mais bonitos

Tom Ford vestindo... Tom Ford



Direto das praias cariocas: Gerard Butler vestiu o smoking para apresentar o Oscar de efeitos especiais



Jake Gyllenhaal foi prestigiar a irmã e arrancou suspiros da platéia feminina e de uma repórter da rede de tv americana ABC


As mais bonitas

Demi Moore que apresentou o tributo "in memorian" arrasou com seu Versace

Carey Mulligan estava deslumbrante em um Prada repleto de cristais Swarovski
Vera Farmiga impressionou a todos no tapete vermelho vestindo um tomara que caia da grife Marchesa
Uma fala que diz tudo
“O show está tão louco que Avatar virou passado”, disparou Steve Martin ao encerrar a 82ª cerimônia do Oscar

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Especial Bastardos inglórios

Hoje tem filme novo de Tarantino na praça. Claquete, em comemoração a um verdadeiro evento cinematográfico, publica o primeiro especial em homenagem a um filme. O ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS consite em uma cobertura completa sobre o filme que abrangerá algumas colunas de Claquete. A primeira será Radiografia,hoje, a segunda será amanhã, Quero ser star, a terceira será no domingo, Insight. Domingo também é o dia da publicação da critica do filme. Na segunda é a vez da coluna Contexto. Por fim Terça feira, o especial finda com uma coluna especial. Espero que vocês gostem.