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terça-feira, 13 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Ponto final

O que já foi falado do filme:



"Pretensioso? Narcisístico? Gore? O que há para não amar?"

JimmyO. do site Film Snobs



"Não importando a qual gênero pertençam ou que história estejam contando, os filmes de Quentin Tarantino giram primordialmente em torno de duas coisas: o cinema e o amor que o diretor sente por este"

Pablo Villaça do site Cinema em Cena



" Tarantino criou um conto sobre judeus e nazistas durante a segunda guerra muito mais tocante do que o muito mais reverenciado Um ato de liberdade do ano passado, que era na verdade baseado em fatos reais e ficou muito mais xoxo"

Brandon Judell do site Culture Catch



"Christoph Waltz entrega um dos mais brilhantes retratos de um vilão que eu já vi desde que Anthony Hopkins se transformou em Hannibal Lecter."

Beth Jo Tucker do site Reeltalk movie reviews



"Bastardos polarizará a audiência?Isso é fato. Mas para quem quer que seja que declare amor ao cinema, não há como resistir."

Peter Travis da Rolling Stone



"Toda a marca que Tarantino construiu está aqui. O regorgitante gore, os diálogos de auto referência, a arte da artificialidade e a sobreposição de humor e violência, mas eles não acrescentam muito."

Joanne Kaufman do Wall Street Journal


" Quando um cara faz um filme tão bom assim, você o perdoa por qualquer indulgência"

Elizabeth Weitzman do New York Daily News



I think, I just did my masterpiece





Fonte: Site Rottentomatos

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - destaque

As mil faces de Brad


Ele é indiscutivelmente um dos maiores astros do cinema. O ator que cursou jornalismo, é apaixonado por arquitetura, engajado na defesa da união entre homossexuais e gosta de trabalhar com amigos e pessoas que admira, tem cada vez mais escolhido papéis desafiadores. Recentemente admitiu em entrevista a revista Época que não acredita mais em uma convenção clássica do cinema. Os mocinhos. Para Brad Pitt, no entanto, isso já era uma certeza a muito tempo. Para quem duvida, basta dar uma olhada em sua filmografia. Do amalucado Tyler Durden de O clube da luta, passando pelo amargurado Francis Austin de Inimigo intimo, pelo esquentadinho David Mills de Seven, pelo malandro J.D de Thelma & Luise , até o sr. Smith de Sr.e Sr. Smith, a filmografia de Pitt é em sua maioria constituída de personagens que vão contra o arquétipo hollywoodiano do bom moço. Se em filmes como Sete anos no Tibet e Lendas da paixão, Pitt fazia o tipo que muitos gostariam de vê-lo imortalizado, em filmes como O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford e Os 12 macacos ele cedeu a sua curiosidade e instinto como ator.
Essa tendência está mais forte hoje. Em parte devido ao status e poder que Pitt usufrui. Ele se permite escolher os projetos, e os amigos, com quem quer trabalhar. As repetidas parcerias com George Clooney e David Fincher mostram isso.
Brad Pitt é um grande ator. E por meio de suas escolhas, isso fica cada vez mais evidente. Pitt tem demonstrado grande sensibilidade na condução de sua carreira. É hoje um ator que, a despeito da notoriedade explícita, consegue se impor pelo talento.

Qual é a melhor face de Pitt?

Tyler Durden ( O clube da luta)
Benjamin Button ( O curioso caso de Benjamin Button)
tenente Aldo “the apache” Raine (Bastardos inglórios)
Rusty Ryan (trilogia Onze homens e um segredo)
Joe Black ( encontro marcado)
Mickey o´Neil ( Snatch - porcos e diamantes)

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ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Pílulas bastardas

A mim o vosso reino
O filme, que já se sagrou o maior sucesso comercial da carreira de Quentin Tarantino, já arrecadou só nos EUA U$ 120 milhões. Mundialmente, a fita beira os U$ 250 milhões. Tendo liderado nos fins de semana de estréia em países como Inglaterra, França e Alemanha.
No Brasil, o filme estreou em segundo lugar, perdendo para a animação Tá chovendo hamburguer.

Cinema poliglota

Sem dúvida alguma, uma das maiores dificuldades, pelo menos para os responsáveis pela legendagem da fita, foi a alternância contumaz de idiomas no longa. Fala-se inglês, francês, alemão e italiano no filme. O ator Christoph Waltz fala as quatro linguas com habilidade e fluência dos mais escolados diplomatas. Tarantino, a despeito de sua técnica voraz, inaugura uma nova, e peculiar, modalidade de cinema. O cinema poliglota.

Violento, mas nem tanto

Perto de seu protegido, Eli Roth, diretor de O albergue, que no filme vive o temido Urso judeu, Tarantino parece uma criança em parque de diversões. Conhecido pela violência estilizada em seus filmes, o diretor perde, muito provavelmente propositalmente, na comparação com Roth. Muito mais gráfico, pornográfico, sanguinolento e, gratuito. Além do mais, repararem na cara de psicopata dele...

Astro, eu?

Quem for ao cinema esperando overdose de Brad Pitt, pode tirar o cavalinho da chuva. Pitt tem tanto tempo de tela quanto outros, menos conhecidos, atores. O que é bom. No ótimo elenco, brilham todos. E Pitt é um dos que brilha mais.

Homenagens a granel

São muitas as referências, como não poderia deixar de ser tratando-se de Tarantino, em Bastardos inglórios. A mais eloquente, no entanto, é a que abre o filme. Com música de Ennio Morricone, Tarantino remete aos westerns de Sergio Leone. A cena que se segue é uma construção das mais rebuscadas que o cinema já concebeu. A tensão pura que sai dos diálogos é homenagem a mestres do suspense como Michael Haneke e David Cronenberg.

De Brad Pitt sobre Tarantino :

" Ele é Deus, o set é a igreja, o roteiro, a bíblia e ele não aceita heréges."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Contexto

A vingança como razão

O novo filme de Quentin Tarantino se ajusta, e se alimenta grandemente, de um discurso muito comum no cinema. Discurso este, que já valeu filmes maravilhosos ou homéricas enganações. O que move Bastardos inglórios é a busca por vingança. E ela pode ser observada em três frentes.
A primeira e mais trágica, a que justamente por isso dá liga ao filme, é de Shoshana. Menina judia que vê sua família ser dizimada por um coronel nazista. Anos mais tarde ela será presenteada com a oportunidade da vingança. Junto com a vingança se anuncia a possibilidade de uma convivência pacífica e até mesmo prestigiada para Shoshana, já que ela desperta a paixão de um soldado alemão, tido como herói em seu país. Shoshana, contudo não vê nessa conjuntura nenhuma alternativa. A vingança é a única coisa que lhe ocorre.
Depois temos os bastardos inglórios. Um pelotão do exército americano que desembarca na França ocupada pelos nazistas menos para colaborar com qualquer estratégia de guerra e mais para promover carnificina entre o “ rebanho” nazista. Os bastardos, compostos em sua maioria por soldados judeus, são, portanto, vingadores ungidos pela necessidade de impor aos nazistas o mesmo terror que eles vinham impondo ao mundo, e aos judeus mais especificamente.
Por último, temos nós, a platéia, que sempre alimentamos esse tipo de catarse cinematográfica e que aqui experimentamos uma de voltagem, e imaginação, ainda mais intensas. Tarantino sadomiza nazistas da maneira que muitos judeus só se permitiam desejar nos sonhos. E realiza, combinando poesia e violência, um desfecho totalmente diferente da segunda guerra mundial. Um mais justo. Confrontadas, a História real e a história de Tarantino, qual é o saldo?
O filme foi duramente criticado por alguns críticos americanos que acusaram Tarantino de não apresentar um discurso pacifista. Ao contrário da maioria dos filmes de guerra, Tarantino estaria pregando o olho por olho, dente por dente, diziam. De qualquer maneira, o que Tarantino propõe é algo ainda mais radical e subversivo. Ele propõe um devaneio dos mais frugazes. E se tudo tivesse terminado diferente? E se nazistas pudessem ser reconhecidos por marcas em suas testas? Afinal, é sabido que muitos fugiram e viveram em paz em países como o Brasil totalmente adaptados á sociedade. Nunca pagaram por seus crimes. Isso é algo inadmissível para o diretor, que externa isso através do tenente vivido por Brad Pitt. Aldo Reine, com seu indefectível sotaque, diz que nazistas escaparem e conseguirem enterrar seu passado é intolerável. E marca-os à faca.
Bastardos inglórios é portanto, entre muitas coisas, um épico sobre vingança. Tarantino já havia trabalhado o tema, com mais espetacularização e menos impacto, em Kill Bill. A vingança é sempre um convite generoso para as bilheterias. Mas também há legítimos estudos sobre ela no cinema. Se em filmes como O vingador, estrelado por Vin Diesel, a vingança é mote raso para um filme de tiros, em Sobre meninos e lobos, ela é elemento desestabilizador de convicções e elos.
Tarantino disse, recentemente, entender que a vingança é a emoção humana mais poderosa. Mais forte até que o amor. É lógico, trata-se de uma opinião muito pessoal. Contudo, se nos pusermos a observar, veremos que ela está presente até mesmo em gêneros que não guardam violência em seu escopo. Comédias românticas como Marido por acaso, O diário de Bridget Jones, entre outros, agregam elementos de vingança em sua história.
A sociedade, em seu processo civilizatório, estabeleceu distinções entre justiça e vingança. E restringiu o monopólio de assegurar a justiça ao Estado. Mas e quando este falha em provê- la? É do que trata o filme Código de conduta (destacado por Claquete como umas das 10 principais estréias do final do ano). Gerard Butler, após os assassinos de sua família serem beneficiados por acordos judiciais, rebela-se contra assassinos e sistema. Mais sintomático da insatisfação com as instituições, impossível.
Em Bastardos inglórios fica patente, de uma vez por todas, o poder redentor do cinema. E nenhum sentimento humano se vale tão bem dele quanto a vingança.







Para quem quiser ver outros filmes que abordam o tema ou oferecem um ponto de vista diferente:

Kill Bill , volume 1 e 2 ( 2003 & 2004)de Quentin Tarantino
Sobre meninos e lobos (2003) de Clint Eastwood
Old boy (2003)de Chan Wook Park
Gladiador (2000) de Ridley Scoot
Efeito Colateral (2002) de Andrew Davis
Os filhos de Kate Elder (1965 ) de Henry Hathaway
Ventos da liberdade (2006) de Ken Loach
Carrie – a estranha (1976) de Brian de Palma

domingo, 11 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Crítica

O poder do cinema!

5 anos depois de Kill Bill, volume 2, Quentin Tarantino lança seu novo trabalho. Bastardos inglórios ( Inglorious basterds EUA 2009) avaliza um salto de qualidade que muitos já não imaginavam possível na carreira do diretor. A primeira incursão de Tarantino no cinema de guerra, ocorre em grandes estilo. E o diretor, como de hábito em sua carreira, não se atém a um só gênero. Conjuga homenagens e referências cinematográficas com a habilidade de um artesão.
Bastardos inglórios passa-se na França, sob ocupação nazista, do inicio da década de 40. O filme é dividido em cinco capítulos e, como em uma ópera, Tarantino constrói a tensão gradativamente.
No primeiro e , soberbo, capítulo vemos o coronel Hans Landa (Christoph Waltz), conhecido como caçador de judeus, exterminar uma família. Uma menina foge, Shoshana (Mélanie Leurent) e mais adiante, ela teria sua chance de vingança. O interessante nesse capitulo é a forma cadenciada como a ação, e sufocante tensão, se constrói. Desde o uso da música até a alternância entre os idiomas falados, o diretor constrói com invejável esmero uma cena poderosa e desde já inserida entre as mais sublimes do cinema.
Sublime, alias é a palavra de ordem. O elenco está perfeito. Tarantino, por sinal, realiza uma ótima direção de atores. Dirigindo atores de diferente nacionalidades, e em linguas distintas. Só Christoph Waltz fala 4 idiomas durante as 2 horas e meia de filme. Sem perder o ritmo, ou a fluência, da estarrecedora atuação. Mas não é só. O diretor constrói belíssimas cenas. Quer sejam elas pastelizadas pela já esperada dose de violência, quer sejam em virtude do roteiro maravilhosamente escrito, e, ainda mais esplendidamente, encenado.
No segundo capítulo somos apresentados a uma divisão, informal, do exército americano. Os bastardos inglórios do título. Liderados por Aldo “ the apache” Raine (Brad Pitt), eles são conhecidos por sua crueldade no trato com os nazistas. Do terceiro capítulo em diante, presenciamos a ação dos bastardos para por em prática um elaborado plano para pôr fim a guerra. A premiere do mais novo filme propagandista do nazismo estreará em um cinema em Paris (de propriedade da fugitiva Shoshana sob o pseudônimo de Emanuelle). O plano é explodir o cinema com todos dentro. Um plano tanto dos bastardos, quanto de Shoshana.
O fato do climax do filme se passar em um cinema é providencial. É justamente a mais poderosa metáfora do que pretende Tarantino com seu filme. A de, em um primeiro momento, viabilizar a maior catarse coletiva em relação aos eventos da segunda guerra mundial. E, em um segundo momento, exclamar, isso mesmo, exclamar, o poder do cinema. É no cinema, professa Tarantino, que as alternativas existem . É no cinema, que a redenção é possível. No caldeirão metalinguístico do diretor, a despeito de não haver um discurso pacifista em seu filme, sobram boas intenções. A maior delas é reimaginar a resolução da guerra.
E é no cinema, tanto dentro do filme, quanto para nós, que uma realidade, muito mais satisfatória é apresentada.

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Insight


Quem é Quentin Tarantino?

É sempre aquele frenesi quando um filme dele estréia. A critica especializada se alvoroça e se rende a inflexões ora cerebrais, ora carregadas em emoção. Seus fãs se acotovelam e se transformam em pessoas monotemáticas. O mercado exibidor reage com distinção comparável a dispensada aos nobres de uma corte real. Quentin Tarantino, nascido em um 27 de março no Tennessee, tem esse poder. Mobiliza multidões e emana radioatividade com sua obra. Se há os que o veneram incondicionalmente, há também os que alimentam ódio mortal pelo diretor.
Tarantino tem uma formação alternativa como cineasta. Sua cultura cinematográfica se estabeleceu logo em seu primeiro emprego, como atendente de locadora. Assim como Spielberg, que só se formou em cinema nessa década, o diretor alcançou a fama e a consagração artística sem nenhuma preparação formal ou acadêmica para tanto.
Seu cinema é por força de definição um balaio de referências. Em sua obra admite, despudoradamente, suas influências e obsessões. O diretor costuma realizar colagens de gêneros em um mesmo filme. É o que ocorre no mais recente Bastardos inglórios. Um filme que se anuncia de guerra, mas é antes disso uma comédia. Também assume elementos de fantasia – uma vez que reescreve a História- e de um thriller de espionagem.




Tarantino em foto promocional: Ele faz o tipo ame ou odeie
Há quem implique com o excesso da violência nos filmes de Tarantino. Ele, no entanto, já disse repetidas vezes que não dá bola para esse tipo de critica. Faz os filmes que quer fazer, que gostaria de assistir e da forma como gostaria de assistir. Essa intransigência é uma característica forte de autores consagrados como Godard, Coppolla, Hitchcock, Truffaut, Werzog, entre outros. E é ela o combustível, até certo ponto, para tão desvairada adoração. E é ela também, a responsável para que Tarantino, a despeito de ostentar uma curta filmografia, já seja considerado um dos maiores autores/cineastas do cinema moderno.
Seus filmes além da violência estilizada e das referências pop, trazem outros elementos já batizados “ tarantinescos”. Esse elementos podem ser atores com quem gosta de trabalhar, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Michael Madsen e Harvey Keitel, figuras carimbadas, ou diálogos cheios de sarcasmo e ironia. Seus filmes sempre combinam ótima trilha sonora com cenas que vão do sublime ao ridículo. Tarantino gosta de iluminar a banalidade de certas coisas que não costumamos tomar como banais. Essa atitude para alguns é entendida como loucura, para outros como genialidade.


Com Pulp Fiction veio a consagração em Cannes e no resto do mundo

Meus filmes, minha arte
O primeiro filme de Tarantino rodou o mundo. Literalmente. Sucesso em Sundance, Cães de aluguel chegou São Paulo com seu diretor a tiracolo, para exibição na Mostra internacional de cinema da cidade. O filme que mostrava uma quadrilha de assaltantes as voltas com um golpe mal sucedido, era tão salutar quanto revolucionário. Além de mostrar toda a verve narrativa do diretor. Diálogos ácidos e inusitados ( um grupo de homens perigosos discutindo a carreira de Madonna, uma discussão filosófica sobre o ato de dar gorjeta), longos takes, close ups intensos, trilha sonora pulsante...
Cães de aluguel abriu o caminho para Tarantino revolucionar, a seu modo, o jeito americano de fazer cinema. Viria, em 1994, Pulp Fiction – tempos de violência. O grande divisor de águas da carreira do diretor. Filme celebrado em todo o mundo, vencedor da Palma de ouro em Cannes - lhe valeu também um culto exacerbado na reviera francesa, seus filmes sempre debutam lá – vencedor do Oscar de roteiro e muitos outros prêmios,o filme foi considerado por muitos, o melhor da década passada. Tarantino brincava com a noção de narrativa no cinema clássico americano, assim como com um de seus gêneros por excelência; o filme de gangster.
Seguiram-se Jackie brown, em que adaptou Elmore Leonard, e Kill Bill, saga de vingança que dividiu em duas partes. Tarantino perdia o status conquistado com seus dois primeiros trabalhos, mas preservava o prestígio adquirido.
Com Bastardos inglórios, filme que já é o maior sucesso comercial da carreira do cineasta, Tarantino faz as pazes com a critica, pelo menos parte dela. A critica americana, em sua maioria, torceu o nariz para o filme, mas a critica mundial abraçou a idéia, e mais importante ainda, a forma como Tarantino deu vida a ela.
Será tarantino um gênio? Um crianção que cede desavergonhadamente a impulsos fetichistas? Qual é, de fato, a diferença? Tarantino nem sempre acerta, na verdade, como já ficou provado, erra bastante. O próprio Bastardos inglórios demorou em ver a luz do dia por que já há a percepção no mercado de que Tarantino não move mundos e fundos como outrora. Contudo é um diretor de profunda paixão pelo cinema, algo imprescindível para o ofício e menos frequente do que se imagina, e disposto a sempre propor alguma excentricidade. Algo, que convenhamos, clama à curiosidade.
Não há nada de novo no horizonte do diretor. Ele fala sobre um possível Bastardos inglórios 2, sugere uma terceira parte de Kill Bill, mas seu próximo projeto não deverá ser nenhum desses. Ninguém ousa arriscar o que virá a seguir. Nem o próprio diretor. Estão todos salivando. Até a próxima comoção generalizada.


Jackie Brown, seu filme mais esperado e o que menos provocou encanto

Dica:
Quem tem vontade de saber um pouco mais sobre o hype que é Quentin Tarantino, vale a pena assistir um curta, disponível no you tube, sobre o diretor. Selton Mello e Seu Jorge comentam sobre a filmografia do diretor e fazem belos insights sobre sua obra. Tarantino´s mind se utiliza, para falar de Tarantino, da mesma linguagem e estilo inerentes à obra do cineasta. O link para o viedo segue abaixo:

sábado, 10 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - QUERO SER STAR

Christoph Waltz

Waltz como o cruel coronel nazista que rouba a cena em Bastardos inglórios


Nascido em Viena na Austria e naturalizado alemão, Waltz ,de 53 anos, não alimenta a ambição de ser um astro do cinema equiparável a Brad Pitt, seu companheiro de filmagens no mais recente filme de Quentin Tarantino. Contudo, depois de dar vida ao hediondo coronel Hans Landa de Bastardos inglórios, essa é uma realidade que parece inescapável ao ator, que até o sucesso gerado pelo nazista de Bastardos só havia atuado em alemão. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Waltz admitiu ter ficado lisonjeado com o convite de Tarantino para seu filme e externou o receio de que possa vir a ficar marcado como um vilão nos cinemas. Argumentou que essa é uma caraterística da indústria.” Só lembram do último trabalho que vocês fez.”
Bem, de fato, em seu próximo trabalho, Waltz dará vida a mais um vilão. Na adaptação cinematográfica Besouro verde, dirigida por Michel Gondry e com Seth Rogan como o herói mascarado. Desde já, Besouro verde se inscreve na história como possuidor do casting e equipe mais inusitados da história dos filmes de heróis. Porém, com Waltz como antagonista, há de se ter emoções fortes à frente.
A palma de ouro de melhor ator no festival de Cannes desse ano foi só o começo do plano de dominação mundial desse ator tão inusitado quanto talhado para brilhar.

Em Cannes, na noite da maior glória de sua carreira. Até o momento.


Fotos: divulgação

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Radiografia


Daniel Brühl

Nasceu em 16 de junho de 1978, na cidade de Barcelona na Espanha.

Fala fluentemente 4 idiomas (espanhol, alemão, inglês e francês)

Já atuou em produções espanholas, francesas, alemãs, inglesas e americanas.

Negocia seus contratos sempre em Euro.

Mora em Berlin, onde viveu a maior parte de sua vida.

Já ganhou prêmios em festivais europeus e espanhóis. Nunca brilhou em nenhuma cerimônia de premiação americana.

É constantemente confundido com o ator inglês Jim Sturgess de filmes como Quebrando a banca e Território restrito.

Filme que o fez famoso: Adeus Lênin (2003)
Filme de maior sucesso de público: O ultimato Bourne (2007)
Filmes de maior sucesso de critica: Adeus Lênin (2003), 2 dias em Paris(2007), The edukators (2004) e Feliz natal (2005)
Maior fracasso: Meu amigo (2006) e A condessa (2009)
Diretores com que sonha trabalhar: Martin Scorsese e Quentin Tarantino (sonho já realizado em Bastardos inglórios)

Especial Bastardos inglórios

Hoje tem filme novo de Tarantino na praça. Claquete, em comemoração a um verdadeiro evento cinematográfico, publica o primeiro especial em homenagem a um filme. O ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS consite em uma cobertura completa sobre o filme que abrangerá algumas colunas de Claquete. A primeira será Radiografia,hoje, a segunda será amanhã, Quero ser star, a terceira será no domingo, Insight. Domingo também é o dia da publicação da critica do filme. Na segunda é a vez da coluna Contexto. Por fim Terça feira, o especial finda com uma coluna especial. Espero que vocês gostem.