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domingo, 28 de abril de 2013

Insight - O reflexo do ator


A seção Insight da semana passada analisou a partir de um comentário do cineasta Danny Boyle a capacidade de um astro de cinema, do calibre de um Brad Pitt, de uma Julia Roberts, de um George Clooney de distorcer – para adotarmos a palavra usada por Boyle – um filme. Ficou convencionado que essa distorção pode ser tanto positiva quanto negativa e que se estende desde os meandros da pré-produção de um filme até a recepção, e percepção, deste pelo público.
Foi a leitora Patrícia Ströher quem atentou para outro recorte muito pertinente e que foi omitido da análise. E quando um astro pode dar novo corpo a um personagem? Alterar a percepção que o público tem da trama? Do conflito? Quando isso é positivo? Quando é negativo?
É fato consumado que um astro é capaz de capitalizar a atenção de público e mídia em torno de um trabalho em particular. Recentemente, o cineasta cearense Karim Aïnouz disse em entrevista ao jornal O Globo que quer Wagner Moura, um dos atores com quem trabalhou em Praia do futuro – em processo de finalização - como protagonista de seu novo projeto: um filme que pretende discutir o fundamentalismo religioso no Brasil na esteira da polêmica envolvendo o deputado Marcos Feliciano – um pastor notório por declarações carregadas de preconceito – na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “Preciso de um ator que seja capaz de provocar o debate no público”, disse Aïnouz.
Está aí, exposta, a capacidade transformadora de um astro de primeira grandeza em um projeto específico. Aïnouz é sábio em prever que com Moura em um papel chave de um filme que se pretende ruidoso, ele ampliará a margem de alcance da produção. Sabe também que Wagner Moura é o tipo de intérprete capaz de estabelecer uma espiral de diálogo com o público em cada personagem, em cada projeto. Tanto pelo carisma como pela profundidade de seu trabalho. É natural que queira se beneficiar dessa condição.
Wagner Moura: astro nacional capaz de reverberar no
público
Os produtores e realizadores do novo Superman, que chega em julho, se depararam com situação peculiar. Diferentemente do filme de 2006, quando se buscou alguém com o biotipo e expressão que remetesse ao imortal Christopher Reeves, objetivava-se um rosto novo que trouxesse uma nova identificação para Superman. Muitos nomes foram aventados, entre eles o do protagonista da série Mad men Jon Hamm, optou-se pelo inglês Henry Cavill cujos maiores créditos até então haviam sido uma participação em um filme de Woody Allen e na série The Tudors. A opção por uma figura de nenhuma expressão no mainstream americano atende às prerrogativas dos produtores de reimaginar o homem de aço. Algo que não seria totalmente possível com atores já experimentados.
O cineasta Ang Lee, que venceu o Oscar de direção por As aventuras de Pi, teve raciocínio semelhante na pós-produção deste filme. O elenco do filme é constituído majoritariamente por desconhecidos – à parte uma breve aparição do francês Gérard Depardieu. Mas nem sempre foi assim. O jornalista que ouve o relato fantástico de Pi (Irrfan Khan na fase adulta) foi interpretado por Tobey Maguire. Na pós-produção, Lee percebeu que a presença de Maguire gerava um desequilíbrio no sentimento da história e na percepção dela. Conversou com o ator e o cortou do filme. As cenas foram então regravadas com o ator Rafe Spall, ilustre desconhecido, como o jornalista/escritor interlocutor de Pi.
David Fincher e Rooney Mara: o
diretor não queria uma estrela
formada para viver Lisbeth
Salander em sua versão do best
seller original da trilogia
Millenium, Os homens que não
amavam as mulheres
Há, também, as expectativas do público para certo ator. E são elas que geram esses desequilíbrios. Heath Ledger é um exemplo clássico. Por duas vezes ele desafiou as expectativas que o público tinha dele. Feito galã, Ledger surpreendeu público e crítica com sua atuação devotada, minuciosa e cheia de sentimento de um cowboy que não sabe exatamente o que fazer quando se descobre amando outro homem em O segredo de Brokeback mountain, do mesmo Ang Lee. Ledger, aliás, estava inseguro quanto a aceitar o papel. Foi sua namorada na época, a atriz Naomi Watts, quem o encorajou. Pouco tempo depois, Christopher Nolan seria bastante contestado ao anunciar Ledger como sua escolha para viver o coringa no segundo filme de sua trilogia do cavaleiro das trevas. Essa história, todos sabem, terminou com um Oscar póstumo a Ledger após uma campanha sem precedentes entre público, crítica e indústria para que isso ocorresse.
O contrário também acontece. O drama Lembranças é um ótimo exemplo. Rodado em plena coqueluche por Robert Pattinson – o galã da franquia Crepúsculo – o filme se viu modificado pela presença do astro em apelo midiático, mas fundamentalmente em sua organização narrativa. A amargura de Edward (personagem de Pattinson) em Crepúsculo migrava em um movimento aleatório para Lembranças sem grandes justificativas. Era Pattinson trazendo consigo o olhar da plateia sobre ele.
Há, ainda, a maneira como um personagem é trabalhado por um astro. Brad Pitt e Tom Cruise podem ser convocados para essa análise. Nos últimos dez anos, enquanto Cruise buscou projetos para reforçar sua celebridade, Brad Pitt buscou aqueles em que ela poderia desaparecer. Foi coadjuvante de produções embevecidas na ironia e auto referência como Queime depois de ler e Bastardos inglórios e elegeu projetos em que seu peso como astro jogava a favor da história – como O curioso caso de Benjamin Button – lógica inversa à adotada por Cruise, em que a história jogava a favor de seu status de astro – como O último samurai.

Brad Pitt, por meio de sua produtora (Plan B), ofereceu um roteiro ao cineasta austríaco Michael Haneke, com quem Pitt gostaria de trabalhar, mas o diretor de Amor e A professora de piano declinou do convite dizendo que "trabalhar no esquema de Hollywood é algo que não lhe interessa no momento" 

Heath Ledger se transformando no coringa: uma performance certamente surpreendente para muitos que não imaginavam que Ledger fosse compatível com o personagem

Um astro pode ser um peso ou um bálsamo para determinados personagens ou projetos. Em um personagem suficientemente forte, escalar um astro talvez seja excessivo ou apenas a proposta adequada. Em última análise, cabe ao diretor vestir seu filme. É ele quem será o juiz, ainda que em primeira instância, dessa vaidosa disputa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Momento Claquete #12

Mia Wasikowska e Michael Fassbender estampam a capa da revista W de abril. Os atores contracenam na nova versão de Jane Eyre

 Matthew McConaughey faz pose na capa da edição de abril da masculina Esquire. O marido de Camila Alves é o astro de um dos filmes mais vistos atualmente nos EUA, The Lincoln Lawyer


Michael Fassbender (olha ele aí de novo!) em uma das quatro capas especiais que a revista de cinema inglesa Total Film preparou sobre X-men: primeira classe


Um solitário Owen Wilson estampa o colorido e poético cartaz de Midnight in Paris, novo filme de Woody Allen que abrirá o próximo festival de Cannes em maio



 Sai o tigre e entra o macaco: Bradley Cooper, Ed Helmes e Zach Galifianakis em uma das últimas imagens divulgadas de Se beber não case 2. O filme é uma das promessas de grandes bilheterias do próximo mês 


Wes Craven bate um papo com algumas atrizes de Pânico 4. O filme estréia semana que vem no Brasil e nos EUA e, na próxima sexta, tem matéria especial sobre o novo encontro de Sidney (Neve Campbell) e o Ghostface em Claquete


Charlie Sheen ensaia um striptease em sua apresentação em Ohio. O ator cruza os EUA com a turnê "My violent torpedo of truth". No domingo, a seção Insight do blog falará mais sobre isso



Heath Ledger e Julia Stiles fotografados em um momento no set de Dez coisas que eu odeio em você (1999). Julia está na quinta temporada de Dexter, que acaba de estrear no Brasil

domingo, 6 de março de 2011

TOP 10 - Dez coisas que todo cinéfilo queria ver

Vira e mexe nos pegamos sonhando sobre algo que gostaríamos que acontecesse. Isso ocorre, na verdade, com mais frequência do que gostamos de admitir. No cinema também. O TOP 10 desse mês lista dez delírios cinéfilos. Aquelas coisas que adoraríamos ver no cinema, mas que dificilmente devem acontecer. Mas não custa, em alguns casos, continuar alimentando esperanças, não é mesmo? Vamos, então, a lista e as chances desses delírios se tornarem realidade.



10 – Heath Ledger como coringa novamente


É pacífico que a interpretação do australiano como o insano e caótico coringa de Batman – o cavaleiro das trevas é assombrosa – no sentido de provocar calafrios de tão boa, incomparável e estupenda que é. Ledger criou um fenômeno pop, uma psicologia tipográfica e um personagem eternizado nas circunstâncias (em virtude da precoce morte do ator). O desfecho de O cavaleiro das trevas sugere que o Coringa ainda incomodará o Batman mais vezes. Infelizmente sem Ledger para lhe dar viço.


Grau de probabilidade do desejo acontecer: Impossível. Com o ator morto, por melhor que as tecnologias sejam no futuro próximo, não há como Ledger viver o curinga novamente

 
 
9 – Wooy Allen refilmando O sétimo selo de Ingmar Bergman


OK! Existem clássicos que não se mexem! Mas Woody Allen como fã fervoroso de Bergman podia se experimentar em revisitar O sétimo selo. Allen já emulou Bergman em alguns de seus filmes setentistas. Poderia inspirar-se a fazer uma releitura da obra prima do sueco com seu peculiar, e sempre corrosivo, senso de humor. Seria um filme obrigatório! Mesmo que para desdém...

Grau de probabilidade do desejo acontecer: Baixo. Enquanto Allen estiver vivo, é possível. Mas o diretor já perece distante de suas divagações bergmanianas. Nada faz crer que elas voltarão.



8 – Os irmãos Coen dirigindo um roteiro de Quentin Tarantino

Eles se admiram e já declararam essa admiração. Os Coen são melhores diretores do que Tarantino jamais será e o texto de Tarantino consegue a proeza de ser mais cínico e virulento do que dos irmãos cineastas. Seria um marco cinematográfico se essa parceria se concretizasse. O referencial mais próximo que se tem disso é Assassinos por natureza. Escrito por um então desconhecido Tarantino e dirigido por um polêmico (à época) Oliver Stone. Imagina o que um filme dirigido pelos Coen e escrito por Tarantino, todos no auge, não pode fazer pelo cinema? E por você que gosta dos dois?


Grau de probabilidade do desejo acontecer: baixo. Apesar de ser uma ideia genial, tanto Tarantino quanto os Coen gostam de trabalhar sobre os próprios roteiros. Difícil imaginar Tarantino submetendo seus textos a outro cineasta nessa altura da carreira...



7 – Um filme sobre Steven Spielberg dirigido por Paul Tomas Anderson

Parece uma proposta improvável. Até porque como Spielberg é um dos donos de Hollywood, um filme sobre sua persona não surgiria sem seu aval e controle. Mas seria interessante ver o olhar do homem que concebeu obras tão díspares e complementares como Sangue negro, Magnólia e Boogie Nights sobre o homem que concebeu Hollywood como a conhecemos hoje.


Grau de probabilidade do desejo acontecer: Baixo. Enquanto Spielberg estiver vivo, Paul Tomas Anderson não será o cineasta a biografá-lo no cinema...



6 - Alfred Hitchcock ganhando um Oscar de direção por Psicose

Se Hitch não revolucionou a direção cinematográfica em Psicose a terra é quadrada. Simples assim. E uma das maiores bolas fora da academia foi não reconhecer isso com um Oscar. A bem da verdade, o Oscar de direção seria pouco para o feito de Hitch. A história, aos poucos, vai lhe outorgando peso devido. Mas seria o mínimo, né?


Grau de probabilidade do desejo acontecer: Impossível. Hitch já se foi há muito tempo e a academia erra com mais frequência do que nunca nessa categoria...



5 - Jennifer Aniston e Angelina Jolie lavando a roupa suja na Oprah

Na ficção, há o team Edward e o team Jacob, na vida real há o team Jen e o team Angie. Todo mundo se divide entre Angelina Jolie e Jennifer Aniston no grande triangulo amoroso do século XXI. De vez em quando elas ensaiam uma troca de farpas, velada ou descaradamente, via imprensa. Contudo, o que seria monumental seria uma lavagem de roupa suja na Oprah. Não haveria SuperBowl ou Oscar que medisse forças em matéria de audiência...


Grau de probabilidade do desejo acontecer: baixo. Duas mulheres que nunca demonstraram serem entusiastas do jeito Ratinho de ser; ainda que quando tenham comparecido no programa da Oprah, invariavelmente tenham falado uma da outra.



4 - Um filme de James Bond dirigido por Quentin Tarantino

Ele já disse que queria fazer, mas os produtores Michael G.Wilson e Barbara Broccoli, elegantemente, ressaltaram que Tarantino não se ajusta ao perfil pretendido por eles. Os cinéfilos pensam o contrário. Imaginem Bond com a pegada de Bastardos inglórios e Pulp Fiction! Ok, agora parem de delirar!


Grau de probabilidade do desejo acontecer: médio. Embora a franquia esteja em um bom momento, se um novo revés acontecer dentro dos próximos dez anos, Tarantino - que recalibrou seu prestígio com Bastardos inglórios - pode se apresentar como uma opção viável para revitalizar o universo de 007.



3 – Um festival de Cannes em que só figurassem lendas vivas em competição

É bem verdade que de uns cinco em cinco anos calha de Cannes apresentar seis ou sete grandes diretores na riviera francesa. Dificilmente, no entanto, eles estão todos na disputa pela Palma de ouro. Seria histórico em uma mesma edição obras de gente como Woody Allen, Pedro Almodóvar, Michael Haneke, Bong Joon Ho, David Cronenberg, Ang Lee, David Fincher, Philippe Garrel, Nanni Moretti, Quentin Tarantino, Clint Eastwood, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Sidney Lumet e Abbas Kiarostami. Seria uma Palma de ouro para não esquecer.


Grau de probabilidade do desejo acontecer: médio. Não que sejam estes nomeados, mas há anos em que muitos cineastas de renome estão com obras prontas à época do festival de Cannes. Como é tudo combinado, uma seleção como a aventada poderia acontecer. O problema é que o festival assume o mantra do equilíbrio cinematográfico. Então, embora todos gostassem de ver uma seleção como essa, é necessário trazer trabalhos experimentais e novidades para os holofotes.



2 - O cavaleiro das trevas de Frank Miller dirigido e estrelado por Clint Eastwood

Esse clássico oitentista de Frank Miller ainda permanece como a melhor HQ da história. Vira e mexe surgem boatos de uma adaptação. Talvez ela ocorra no futuro. Mas seria bom mesmo ver Clint Eastwood dirigindo e protagonizando esse drama sobre um Bruce Wayne envelhecido, cheio de arrependimentos e amarguras.


Grau de probabilidade do desejo acontecer: baixo. Clint, que já disse não para o super-homem, sai por aí propagando desgostar de filmes de “fantasia”. Além do mais, o veterano já se diz aposentado do ofício de atuar.




1 - Jack Nicholson, Robert De Niro e Al Pacino em um filme de máfia dirigido por Martin Scorsese

São três dos maiores expoentes da arte de atuar de todos os tempos. Todos já viveram gangsters no cinema e Scorsese é quem melhor talhou a máfia na sétima arte. Seria sonhar acordado assistir um filme estrelado pelo trio maior que a vida e dirigido pelo mais apaixonado dos cineastas vivo.


Grau de probabilidade do desejo acontecer: alto. Não foi só para fechar a lista com uma postura otimista não. Em meados de 2010, Robert De Niro anunciou que retomaria a parceria com Scorsese no drama mafioso The irishman. O elenco do filme também contará com Al Pacino. Existem rumores de que Jack Nicholson está sendo considerado para uma pequena participação. Salivai-vos cinéfilos!

sábado, 22 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: Apêndice - parte 2


Quem manda aqui sou eu!
(gente que dá o ar da graça mais de uma vez na lista)

Russel Crowe

(Gladiador e Uma mente brilhante)



Heath Ledger



(O segredo de Brokeback Mountain, Não estou lá e Batman – o cavaleiro das trevas)

Clint Eastwood


(Gran Torino e Menina de ouro)


Jack Nicholson


(Os infiltrados e A promessa)


Ed Harris



(Ume mente brilhante, Medo da verdade e Marcas da violência)


Morgan Freeman


(Batman – o cavaleiro das trevas, Medo da verdade, Menina de ouro)

Julia Roberts

(Jogos do poder e Closer – perto demais)

Christian Bale


(Não estou lá e Batman – o cavaleiro das trevas)

Aaron Eckhart


(A promessa e Batman – o cavaleiro das trevas)




Os eleitos:(clique no nome do filme para ler a página sobre ele)

25 - Gladiador, de Ridley Scott (EUA, 2000)

24 - Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil, 2002)

23 - Fale com ela, de Pedro Almodóvar (Espanha, 2002)

22- Os infiltrados, de Martin Scorsese (EUA, 2006)

21 - Moulin Rouge - amor em vermelho, de Baz Lhurman (EUA, 2001)

20 - Colateral, de Michael Mann (EUA, 2004)

19 - A vida dos outros, de Florian Von Donnersmarck (Alemanha, 2006)

18 - Medo da verdade, de Ben Affleck (EUA, 2007)

17 - Onde os fracos não têm vez, dos irmãos Coen (EUA, 2007)

16 - Jogos do poder, de Mike Nichols (EUA, 2007)

15 - Do que as mulheres gostam, de Nancy Meyers (EUA, 2000)

14 - Uma mente brilhante, de Ron Howard (EUA, 2001)

13 - Marcas da violência, de David Cronenberg (EUA, 2005)

12 -A promessa, de Sean Penn (EUA, 2001)

11- O pianista, de Roman Polanski (França, 2002)

10 - Munique, de Steven Spielberg (EUA, 2005)

9 - Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino (EUA/França 2009)

8 - Gran torino, de Clint Eastwood (EUA, 2008)

7 -Não estou lá, de Todd Haynes (EUA, 2007)

6 - Sobre meninos e lobos, de Clint Eastwood (EUA, 2003)

5 - O segredo de brokeback mountain, de Ang Lee (EUA, 2005)

4 - Match point - ponto final, de Woody Allen (EUA, 2005)

3 - Batman - o cavaleiro das trevas, de Christopher Nolan (EUA, 2008)

2 - Menina de ouro, de Clint Eastwood (EUA, 2004)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Top 10 especial: Discursos/ Monólogos do cinema

3 – “I love you baby”, Heath Ledger em 10 coisas que eu odeio em você

Ok, o filme é teen. Ok, não é um momento - vamos dizer - demolidor do cinema, mas é inegável que todo mundo já fantasiou com uma situação dessas. Pagar mico por amor é algo inexorável ao ser humano. A releitura de Megera domada de Shakespeare tem seu charme. E o grande, e inusitado, momento da fita que alçou Heath Ledger a fama é o momento em que ele na frente de toda a escola canta desavergonhadamente, com muito charme e pouca afinação, uma música para lá de contagiante para sua paixão, vivida pela atriz Julia Stiles. O momento valeu a Ledger um lugar no coração de muitas fãs e ao filme, um lugar nessa prestigiada lista.


terça-feira, 11 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Critica

Devaneios e sonhos




Heath Ledger vive o enigmático Tony em O mundo imaginário do doutor Parnassus: um filme que oferece uma experiência sensorial e nostálgica


A expectativa pelo novo trabalho de Terry Gilliam, um legítimo cineasta cult, já era grande antes da morte do protagonista do filme (o ator Heath Ledger). Depois do fatídico e trágico acontecimento, a expectativa se agigantou; uma vez que seria essa a despedida definitiva de Ledger das telas e do público para com ele. O mundo imaginário do doutor Parnassus (The imaginarium of doctor Parnassus EUA/ING 2009) é, portanto, tomado por um inevitável sentimento de nostalgia. Esse sentimento embora permeie a platéia em um misto de curiosidade mórbida, fascinação e saudosismo, está intrínseco à fita de Gilliam. Isso ocorre devido ao caráter fabular de seu filme. Um conto fantástico que remete diretamente a um universo de possibilidades e sensações.
Em O mundo imaginário do doutor Parnassus, Parnassus (Christopher Plummer) fez, entre inúmeras apostas com o Diabo (Tom Waits), uma que o assombra. Pela imortalidade, prometeu ceder ao Diabo todo e qualquer filho que tivesse quando este chegasse a idade de 16 anos. Às vésperas da doce Valentina (Lilly Cole) completar essa idade, Parnassus é tomado pela ansiedade e tristeza. A frente de um grupo de teatro errante que perambula por uma soturna Londres, ele possibilita que seus espectadores entrem em seu imaginário. O acesso para o imaginário de Parnassus se dá através de um espelho.
A proximidade do 16º aniversário de Valentina motiva o Diabo a fazer nova proposta com Parnassus. Aquele que conseguisse primeiro 5 almas, até a data do aniversário da menina, venceria. A nova aposta coincide com o surgimento de Tony (Heath Ledger). Uma figura misteriosa de boa lábia e extremamente sedutora. Tony será decisivo para que Parnassus possa cumprir sua meta.


Passando o tempo:Parnassus (Christopher Plummer) passa a sonhada imortalidade apostando compulsivamente com o Diabo




A fita tem momentos oníricos e algumas passagens de beleza fugaz. O mundo concebido por Gilliam impressiona. Assim como a estratégia aventada pelo diretor para suprir a ausência de Ledger. Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel vivem Tony dentro do espelho em diferentes momentos. Essa opção não só deu muito certo, como se revelou um recurso narrativo valioso para a história contada.
O filme, apesar de hermético e rocambolesco como são as obras de Gilliam, tem uma moral muito clara. Os vícios são a perdição do homem. E o sonho, e mais que isso a capacidade de acreditar neste sonho, podem ser elementos libertadores.
O grande “porém” da fita é seu ultimo ato. Apressado, mal desenvolvido e um tanto quanto impertinente ao tom que imperava até então no filme. Fica a impressão de que Gilliam não sabia muito bem como encerrar aquela história de maneira feliz, mas sem perder de vista a relevância de seu conto.
Quanto a Heath Ledger, o ator não está arrebatador como em seus últimos trabalhos (Batman – o cavaleiro das trevas e Não estou lá), mas demonstra o habitual tino para compor personagens indecifráveis. O que contribui para a elucubração perpetrada por Gilliam.
Nostalgia, fantasia e Heath Ledger. O mundo imaginário do doutor Parnassus se resume a esses elementos. Quis o destino que eles se embaralhassem.

domingo, 9 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 3 - Batman-o cavaleiro das trevas

“Ou você morre herói, ou vive tempo suficiente para ver se tornar o vilão”




Sinopse
Após dois anos desde o surgimento do Batman, os criminosos de Gotham City parecem estar sem alternativas. Com a ajuda do tenente James Gordon e do promotor público Harvey Dent, Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa e o contratam para acabar com o Homem-Morcego.

Comentário
Christopher Nolan criou uma obra prima aqui. Maximizada pela estupenda performance de Heath Ledger e pela tragédia que acometeu o ator meses antes da estréia do filme. De qualquer maneira, Batman – o cavaleiro das trevas é um clássico muito superior ao que os rótulos a ele atribuídos sugerem. Não é só adaptação de comics. Não é só um filme de heróis e vilões fantasiados e não é só um blockbuster. Esse talvez seja o filme de arte mais caro da história do cinema e o mais bem sucedido também. Alinhamentos filosóficos variados, personagens tridimensionais, aprofundamento sociológico impensado para um filme de verão e uma iconoclastia poderosa dentro dessa conjuntura; a figura do coringa de Heath Ledger.
Nolan levou o conceito de confrontamento até as últimas consequências. As escolhas morais nunca haviam sido tão dúbias e tão profundamente esmiuçadas em um filme, a primazia, de entretenimento. O cavaleiro das trevas é perfeito na sua proposta de entreter, mas é ainda mais louvável no que tem de inusitado. É em sua vitalidade dramática, no componente da tragédia e no diálogo que evidencia com o que há de pior - mas também com o que há de mais nobre - no ser humano que residem a força do filme.


Prêmios
2 oscars (som e ator coadjuvante); globo de ouro de melhor ator coadjuvante; prêmio do sindicato de direção de arte; 5 prêmios da associação de críticos de Austin (filme, direção, trilha sonora, roteiro e ator coadjuvante); melhor ator pelo instituto australiano de cinema; Bafta de melhor ator coadjuvante; 2 critic´s choice awards (filme de ação e ator coadjuvante); 3 prêmios do círculo de críticos de Ohio (fotografia, elenco e ator coadjuvante); 2 prêmios do círculo de críticos de Chicago (fotografia e ator coadjuvante); indicado ao prêmio do sindicato dos diretores; indicado ao prêmio do sindicato dos produtores; SAG de melhor ator coadjuvante; indicado ao Goya de melhor filme estrangeiro; indicado ao prêmio do sindicato dos roteiristas; prêmio de melhor filme estrangeiro pela academia japonesa de cinema; melhor ator coadjuvante para as associações de críticos da Flórida, Dallas, Kansas, Las Vegas, Londres, Los Angeles, Phoenix, San Diego, São Francisco, Toronto, Vancouver e Washington;

Curiosidades
- A Warner teve de repensar a campanha de marketing do filme após a morte do ator Heath Ledger. A campanha promocional, no entanto, sofreu poucas alterações
- Chegou-se a especular à época do lançamento do filme que uma cena em que o coringa se finge de morto seria cortada da versão final
- Christopher Nolan disse que Heath Ledger sempre foi sua opção para viver o coringa e que o filme não teria a mesma força se não fosse a visão do ator
- A cena inicial do filme foi toda gravada com câmeras IMAX. A cena do sequestro em Hong Kong e da captura do coringa também foram gravadas com a mesma plataforma
- O filme não foi rodado em estúdio. Gotha city é, na verdade,a cidade de Chicago
- A caracterização do coringa foi toda desenvolvida pelo ator Heath Ledger. A figurinista Lindy Hemming foi, em suas próprias palavras, apenas consultora
- O filme foi apenas a quarta produção a romper a barreira do bilhão de dólares arrecadados nas bilheterias mundiais (os três primeiros foram: Titanic, O senhor dos anéis: O retorno do rei e Piratas do caribe: Baú da morte)
- Foi eleito recentemente pelos leitores da revista inglesa Empire como a segunda melhor sequência de todos os tempos
- Uma das razões que motivou a academia a promover um aumento na lista de fitas indicados ao Oscar de melhor filme foi a não inclusão do filme entre os finalistas de 2008


Ficha técnica
título original: The Dark Knight
gênero:Ação
duração:02 hs 22 min
ano de lançamento:2008
estúdio:Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures / DC Comics
distribuidora:Warner Bros.
direção: Christopher Nolan
roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan e David S. Goyer
produção: Christopher Nolan, Charles Roven e Emma Thomas
música: James Newton Howard e Hans Zimmer
fotografia: Wally Pfister
direção de arte: Mark Bartholomew, James Hambidge, Kevin Kavanaugh, Simon Lamont e Steven Lawrence
figurino:Lindy Hemming
edição:Lee Smith
Elenco: Christian Bale, Morgan Freeman, Heath Ledger, Michael Caine, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman e Eric Roberts

Fonte: arquivo pessoal

sábado, 8 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - De astro teen a mito cinematográfico:um olhar sobre Heath Ledger


É difícil falar algo sobre Heath Ledger que já não tenha sido dito. A incrível jornada do ator australiano impressiona e, embora tenha partido com apenas 28 anos, deixou marcas profundas e possivelmente irrevogáveis no cinema. O início como astro teen não prometia grandes conquistas, pelo menos não em termos artísticos e longevos. Heath Ledger parecia destinado a ser uma das muitas efemeridades que Hollywood produz para capas de revistas. O arrebatador sucesso de 10 coisas que eu odeio em você (1999), sua estréia no cinema americano, ajudou a potencializar essa percepção. Seguiram-se trabalhos em que a beleza e a virilidade de Ledger eram suas maiores contribuições, como em O patriota (2000) e Coração de cavaleiro (2001). Ainda em 2001, Ledger pôde ser visto de maneira brutal e inusitada em um filme independente de prestígio. Sua participação em A última ceia foi pequena, mas poderosa. Foi suficiente para mostrar ao mundo que Ledger tinha brio e talento. Algo que ninguém ousava atribuir a sua pessoa. Honra e coragem (2002) e Ned Kelly (2003) foram produções que embora tivessem aspirações comerciais já não se ajustavam aos filmes que marcaram a estréia de Ledger em Hollywood. Apesar de serem fracassos de público e - em grande parte - de critica, eles sinalizavam que Ledger já esboçava novos rumos para sua carreira; ambicionava desafios.


Romance: chamego com Michelle Willians em um jogo de basquete. O romance engatou nos sets de filmagens de Brokeback mountain. O casamento não durou muito, mas dele surgiu Matilda; filha e grande paixão da vida de Ledger



Ao lado de Jake Gyllenhaal com quem contracenou em O segredo de Brokeback mountain: admiração mútua e amizade verdadeira



Um ator inquieto, angustiado como definiu o amigo Terry Gilliam. Outro amigo, o diretor e roteirista Briam Helgueland, que o dirigira em Coração de cavaleiro, o colocou na roubada O devorador de pecados (2003). Mas esse seria o último filme equivocado, por assim dizer, de Heath Ledger. Dali em diante, Ledger estava no controle criativo de sua carreira. Pensou seus projetos e em 2005 apresentou-se ao mundo como um ator completamente diferente daquele que se intuía. Cheio de recursos, sensível, dono de instintos aguçados e profundamente intuitivo. Esteve em quatro filmes. Na comédia de época Casanova, no semidocumental Os reis de dogtown, na fábula lisérgica Os irmãos Grimm e no neo-clássico O segredo de Brokeback Mountain. Foi neste filme que Heath Ledger desabrochou todo o seu imenso talento, abruptamente interrompido em janeiro de 2008. Uma das performances mais arrebatadoras que o cinema já viu, quase não ganha vida. Ledger estava receoso de aceitar o papel. Foram Terry Gilliam e a namorada à época, a atriz Naomi Watts, que o incentivaram a aceitar Ennis Del Mar como personagem definidor em sua carreira. O cinema independente ficou, então, como alternativa criativa para Ledger. Seguiram-se Candy (2006), filme australiano sobre dependência química, e Não estou lá (2007), hermética biografia de Bob Dylan. Este foi o último filme que Ledger participou da campanha de promoção. O grande momento do ator no cinema, ele não pôde testemunhar. Talvez nem mesmo quisesse, arriscam alguns fatalistas. Poucos acreditavam que Heath Ledger fosse capaz de criar um coringa convincente em Batman – o cavaleiro das trevas (20008). O leitor bem sabe o desfecho dessa história. Saiu o segundo Oscar póstumo da história do cinema e mais uma série de outros fatores que enobreceram e engrandeceram a visão de Ledger para o coringa.


O mito vive: Foto integrante de um ensaio exclusivo que a revista Vanity Fair publicou um ano depois da morte do ator

O sentido da morte

Heath Ledger na capa da Entertainment Weekly em dois momentos: na semana seguinte a sua morte e no aniversário de um ano, às vésperas da consagração com o Oscar



Heath Ledger não é o primeiro talento jovem ceifado tão cedo. James Dean havia sido o caso mais célebre de astro hollywoodiano a padecer no ápice da evidência. O status de mito parece algo indesviável e no caso de Ledger é plenamente justificável. Ainda mais considerando a artimanha do destino que quis que o estupendo trabalho como o coringa ficasse como seu testamento artístico. Uma composição cheia de minúcias que agiganta a admiração que o ator desperta. É tentador falar mais de Ledger, reverberar sua essência, conjecturar sobre o espetacular e marcante ator que ele se tornaria. Ledger, na verdade, já se configurou nesse artista marcante. Dono de uma filmografia curta, mas impactante, ele já inscreveu seu nome em Hollywood e, certamente, deixou fãs, cinéfilos e muitos outros apreciadores de seu talento saudosos e nostálgicos. Sua presença poderosa poderá ser revisitada, ao menos em película, sempre que a saudade apertar.



Crédito das imagens: site Heath Ledger ultimate, Vanity Fair e divulgação

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Grandes momentos do cinema

"Their moral is a bad joke!"
Batman - o cavaleiro das trevas

Tem como não babar nessa cena? Talvez o melhor diálogo filosófico já exibido na história do cinema, equiparado apenas a O sétimo selo de Ingmar Bergman. Quando Batman adentra a sala de interrogatório para arguir o coringa, a platéia aguarda o desenrolar da cena com apreensão e expectativa. Em suspensão, assistimos um embate psicológico refinado e extremamente bem fundamentado. O psicótico coringa tem clareza acadêmica em seus posicionamentos. Mais acachapante do que a retórica iluminista do caótico vilão, é a forma como ele domina completamente a situação. A engenharia do plano arquitetado por ele é tão brilhante, tão fascinante do ponto de vista filosófico que impressiona a densidade dramática conseguida. Nos faz quase torcer por um lunático anárquico. É lógico que essa condição pode ser atribuída a poderosa interpretação de Heath Ledger. O ator está absoluto (tal qual seu personagem), mas seria infantil ignorar a eficiência do roteiro na construção da cena e do sentido que dela emerge.
Sem sombra de dúvidas um dos mais impressionantes momentos do cinema.

Clique aqui para assistir a cena!

terça-feira, 4 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - O filme pequeno que virou homenagem

Era uma vez um diretor que se apaixonou por um ator. Mas essa paixão não era carnal, muito menos romântica. O australiano Heath Ledger tornou-se o muso de Terry Gilliam. “O filme só conseguiu financiamento depois que Heath entrou no projeto”, disse o diretor à reportagem da Entertaiment Weekly. “O engraçado é que eu não havia oferecido o papel para ele. Ele pediu para ler o roteiro e então pediu para interpretar Tony. Quando o vi como Tony pela primeira vez, pensei comigo: Como que eu ia deixar essa passar?”, relembra Gilliam que já havia dirigido Ledger em Os irmãos Grimm (2005). Lembro de ter gostado muito da experiência de trabalhar com Ledger naquele filme, mas foi durante a pré-produção de Parnassus que me apaixonei pelo ator que ele é. Diretor e ator desenvolveram amizade depois do filme de 2005. “Ledger era um ator muito angustiado. Ele não sabia se deveria aceitar o papel em Brokeback Mountain. Certamente os prêmios e as indicações que recebeu o deixavam desconfortável”, continua o diretor, que foi grande incentivador para que Ledger aceitasse o desafio.
E é sobre Heath Ledger, para o bem e para o mal, que pairam os interesses em O mundo imaginário do doutor Parnassus. O filme que debutou no festival de Cannes do ano passado, não tinha distribuição garantida até que Batman – o cavaleiro das trevas fizesse o alvoroço que fez nas bilheterias. Lionsgate e Sony Pictures Classics se uniram para distribuir o filme e ajudar a perpetuar o legado do ator, cuja vida fora abreviada em janeiro de 2008.

Heath Ledger como Tony: Gilliam ficou arrebatado quando viu o ator em cena


Paralisação, tristeza e solução
A morte de Ledger, obviamente, paralisou as filmagens de O mundo imaginário do doutor Parnassus. Terry Gilliam, chocado, não sabia o que fazer. “Vi a notícia pela TV e me recusava a acreditar. Ele tinha estado comigo ali, cheio de vida, dias antes”. Sem Ledger não haveria como continuar pensou consigo. Mas o destino quis diferente. O mundo imaginário do doutor Parnassus não é um filme convencional, é uma fábula fantástica cheia de esquisitices e referências literárias que permitem devaneios estilísticos. Não à toa é um filme de Terry Gilliam. Três amigos e fãs de Ledger se apresentaram para terminar o filme. Mas não eram fãs quaisquer. Johnny Depp, Colin Farrel e Jude Law completariam as cenas de Ledger e doariam seus cachês para a filha do ator, Matilda. A aparente picaretagem era possível graças ao aspecto idílico da obra. Alguns ajustes no roteiro e pronto. Tony, o personagem de Ledger, passara a ser Tony, o personagem de Ledger, Depp, Farrel e Law.
“Fiquei muito feliz por eles recuperarem o filme e darem este presente a Matilda. Esse gesto já vale mais do que o filme”, disse o cineasta em entrevista no festival de Cannes do ano passado.

Jude Law (na foto), Colin Farrel e Johnny Depp entraram no projeto após a morte de Ledger em caráter de homenagem ao ator australiano


Não seria um sucesso de qualquer jeito
Apesar do estrondoso sucesso de O cavaleiro das trevas, Gilliam nunca se iludiu. “Já sabia que o filme não seria um sucesso”, disse à Entertainment Weekly. É lógico que o filme de Chris Nolan merecia todo o sucesso que teve, assim como Heath. Fico contente de tudo isso ter ajudado na realização de Parnassus, mas a proposta aqui é diferente”, sentencia o diretor.
Com duas indicações ao Oscar 2010 (figurino e direção de arte), O mundo imaginário do doutor Parnassus não fez sucesso comercial. O filme que estreou no natal nos EUA ficou em cartaz um mês e não se pagou por lá. A estréia brasileira ocorre nesta sexta-feira, 7 de maio, e não deve ocorrer nada de muito diferente. A fita dividiu a critica, para quem a marca de ser o último trabalho de Ledger pode ter ajudado a botar o filme nos cinemas, mas prejudicou na apreciação da mesma. Mas como diria Gilliam: não seria um sucesso de qualquer jeito.

Terry Gilliam abre o jogo: "Meu filme não seria um sucesso de qualquer jeito"

domingo, 25 de abril de 2010

Os 25 melhores filmes da década: 5 - O segredo de Brokeback mountain

“Se você não pode consertar, você tem que suportar!”


Sinopse
Jack Twist e Ennis Del Mar são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar de ovelhas na montanha de Brokeback. Jack deseja ser cowboy e está trabalhando no local pelo 2º ano seguido, enquanto que Ennis pretende se casar com Alma tão logo o verão acabe. Vivendo isolados por semanas, eles se tornam cada vez mais intímos e iniciam um relacionamento amoroso. Ao término do verão cada um segue sua vida, mas o período vivido naquele verão irá marcar suas vidas para sempre.

Comentário
Um filme que suscitou muita polêmica e atenção à época de seu lançamento. Mas O segredo de Brokeback mountain antes de ser um melodrama romântico ou o filme dos caubóis gays (como é pejorativamente chamado), é das mais contundentes e prolíficas análises sobre a solidão. Solidão no sentido mais amplo e periférico que o termo sugere. Estar sozinho, afinal, pode mais do que qualquer coisa ser um estado de espírito. É essa imposição metafísica que Ang Lee captura com soberba maestria e ritmo. A história de dois homens que vivem uma incendiária paixão em um verão de 1963 e que tornam-se prisioneiros dela é de uma beleza tão fugaz quanto obliqua.
Jack Twist e Ennis Del Mar reagem de forma diferente a essa realidade. Enquanto um é mais receptivo ao sentimento que o consome, e tenta reconquistá-lo sem sucesso em outras relações homossexuais esporádicas, o outro sucumbe a um doloroso litígio com sua consciência.
O elenco está formidável, mas é Heath Ledger quem explode na tela. O ator equilibra-se muito bem no registro de um homem que esconde seus desejos e sensibilidade na virilidade abrutalhada que a sociedade espera dele. Um filme que tem na dimensão da atuação de Ledger sua força bruta.


Prêmios
3 Oscars (direção, roteiro adaptado e trilha sonora); 3 Baftas (filme, roteiro adaptado e ator coadjuvante); 4 Globos de ouro (filme/drama, direção, roteiro e canção original); melhor filme e direção para a associação de críticos de Boston; 3 critic´s choice awards (filme, direção e atriz coadjuvante); Melhor filme, ator e roteiro para a associação de críticos de Ohio; Melhor fotografia e trilha sonora para o círculo de críticos de Chicago; 4 prêmios da associação de críticos de Dallas (filme, direção, roteiro e trilha sonora); prêmio do sindicato dos diretores; 4 prêmios do círculo de críticos da Flórida (filme, direção, roteiro e trilha sonora); 2 independent Spirit awards (filme e direção); 4 prêmios do círculo de críticos de Las Vegas (filme, direção, ator e trilha sonora); melhor filme e direção pelo círculo de críticos de Londres; melhor filme e direção pela associação de críticos de Los Angeles; Melhor diretor e ator coadjuvante pelo National Board of Review; 3 prêmios do círculo de críticos de Nova Iorque (filme, direção e ator); prêmio do sindicato dos produtores; 6 prêmios da associação de críticos de Phoenix (filme, roteiro, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante e trilha sonora); 3 prêmios do círculo de críticos de São Francisco (filme, direção e ator); prêmio do sindicato dos roteiristas; leão de ouro em Veneza;

Curiosidades
- Cineastas homossexuais como Gus Vant Sant e Joel Shumacher estavam cotados para dirigir o longa
- O conto no qual o filme se baseia fora publicado originalmente na revista New Yorker
- Heath Ledger tornou-se persona non grata em algumas cidades do Wyoming, onde se passa a história do filme
- Naomi Watts, namorada de Heath Ledger à época, o encorajou a assumir o papel
- Grupos extremistas religiosos relacionam a morte de Ledger a “castigo divino” pelo papel que o ator fez aqui
- Daniel Day Lewis considera a performance de Ledger nesse filme como a mais incrível que ele já assistiu
- Por este filme, Ang Lee foi o primeiro asiático a receber o Oscar de direção
- O segredo de Brokeback Mountain é considerado por várias entidades ligadas ao movimento GLS como o melhor filme sobre a temática homossexual já concebido


Ficha técnica
título original:Brokeback Mountain
gênero:Drama
duração:02 hs 14 min
ano de lançamento:2005
estúdio:Paramount Pictures / Good Machine
distribuidora:Focus Features / Europa Filmes
direção: Ang Lee
roteiro: Larry McMurtry e Diana Ossana, baseado em estória de Annie Proulx
produção:Diana Ossana e James Schamus
música:Gustavo Santaolalla
fotografia:Rodrigo Prieto
direção de arte:Laura Ballinger
figurino:Marit Allen
edição:Geraldine Peroni e Dylan Tichenor
elenco: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway e Randy Quaid
Fonte: arquivo pessoal



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cantinho do DVD

Cantinho do DVD de hoje destaca um grande sucesso de público e crítica. Coincidentemente, produzido no mesmo ano da indicação da semana passada (Gran torino). A razão do destaque concedido a Batman - o cavaleiro das trevas foi fazer uma homenagem a amiga cinéfila, e presença constante neste blog, Cintia. É para você que dedico esta critica minha vascaína querida. Beijos!

* Atenção: A crítica foi escrita à época do lançamento do filme.

Estudo sobre as fronteiras da humanidade
Nova aventura do homem morcego sob as rédeas de Christopher Nolan reverbera sobre o papel do homem, do estado e da distância entre as boas intenções e o resultado que advém delas

Depois de uma longa e excitante espera, Batman - o cavaleiro das trevas (Batman -the dark Knight EUA 2008) continuação da reimaginação do homem morcego orquestrada por Chris Nolan em Batman Begins, finalmente chega às telas de cinema de todo o mundo.E chega bem. O filme quebrou o recorde que pertencia a Homem aranha 3 de maior bilheteria de abertura da história. O cavaleiro das trevas faturou mais de 158 milhões de dólares só no primeiro fim de semana em cartaz na América do Norte. O que pode ser apontado como o triunfo de uma elaborada campanha de marketing, denota também a sintonia entre o anseio de critica e público.
O cavaleiro das trevas é um filme baseado em HQ. Mas, Christopher Nolan e seu irmão Johnatan, que ajudou na confecção do roteiro, não se limitaram a gravitar no já rico e extenso universo propiciado pelos quadrinhos. Injetaram adrenalina como jamais experimentada em um filme de herói antes. Uma adrenalina que a despeito das boas cenas de ação, não brota daí, e sim, do poderoso conflito psicológico engendrado entre os personagens principais dessa história sombria.
O cavaleiro das trevas se inicia pouco depois dos eventos mostrados em Batman begins. Testemunhamos um Batman ainda perseguido pelas incertezas a respeito de seus atos como vigilante e de suas ações como ser humano. O que é facilmente mimetizado na cena em que vemos surgir vários Batmans, armados tentando proteger Gotham. O próprio surgimento do Coringa parece ser uma reação ao surgimento do vigilante. Algo que Nolan já acenara com o clássico desfecho de Batman Begins.
Batman e o tenente Gordon continuam sua cruzada para limpar as ruas de Gotham de todo o tipo de escória criminosa. Veem, assim como a população da cidade, em Harvey Dent um potencial e bem- vindo aliado. O promotor de justiça do distrito demonstra energia no combate ao crime e é dono de carisma e inteligência incomuns. E é justamente quando tudo parece dar certo, que surge o coringa, um ás da máfia para o intransigente Batman e o incorruptível Gordon.
Muito tem se visto na critica americana comparações entre o filme e produções exemplares do calibre de Fogo contra fogo, Seven e O poderoso chefão. De fato, o filme carrega similaridades com essas fitas devido a natureza de sua trama e subtramas, mas assim
o fazem, muitos outros filmes menos notórios. Batman- o cavaleiro das trevas, no entanto, se sustenta a despeito de comparações. O filme é, na verdade, um elaborado estudo dos limites da civilidade. Algo também abordado nos três filmes citados, mas sem a profusão que aqui se encontra. Nolan aproveita o farto material que o herói apresenta para aprofundar a discussão sobre o peso da responsabilidade de nossos atos. De nossas escolhas e de como estas podem se desdobrar invariavelmente em más escolhas, por força das circunstancias. Pode parecer casuísta, não é. E não é, por causa do Coringa.
O coringa, na visão de Nolan que Heath Ledger não só ajudou a lapidar, como potencializou com sua soberba atuação , é um instrumento do caos. Um anarquista insandecido e totalmente desprovido de qualquer moral que espalha o caos em Gotham pela simples razão de que pode fazê-lo. E ao fazê-lo, descobre que Batman o completa. Um acréscimo de Nolan a idéia já escopada por Shymalan em Corpo fechado.
O grande trunfo de O cavaleiro das trevas não é seu marketing avassalador. Nem mesmo a rica e diversificada leitura que permite ao espectador. A razão de O cavaleiro das trevas ser a grande atração que é e exercer o fascínio que exerce é Heath Ledger. É inegável que a precoce morte do ator em janeiro agigantou a ansiedade por seu coringa e modificou permanentemente a percepção que dele se tem, mas é inegável também o esmero interpretativo do ator ao criar uma figura tão psicótica e alucinada. Ledger não só ajudou a criar o visual do coringa, como definiu um timbre de voz esquisitamente frágil e debochado, mas que variava para um tom de horror e ansiedade com velocidade e harmonia impressionantes. Um detalhe que escapa a muitos, mas que ratifica o extremo controle que Ledger tinha de seu personagem. E ele foi além. Seu coringa é histérico sem ser afetado. É amedrontador sem ser ameaçador. É caótico, mesmo sendo metódico. É genial mesmo louco. Ledger entrega a melhor atuação do ano até aqui, e a despeito dos boatos de uma possível indicação póstuma ao Oscar. Ele merece. Seria uma justa homenagem a esse grande ator que nos deixou cedo demais.
O cavaleiro das trevas não encerra seu debate; Nolan permite que se perpetue na mente do espectador. O grande cerne desse debate é o destino do personagem Harvey Dent, defendido bravamente por Aaron Eckhart. Falar sobre isso, no entanto, estraga a experiência de se assistir o filme. Basta dizer que é aí que se visualiza toda a força do comentário político e social que Nolan faz.

sábado, 21 de novembro de 2009

De olho no futuro...

Unidas venceremos!

E os produtores de Sex and the city 2 dão seguimento ao plano de reunir o máximo de mulheres “poderosas” para aparecer em participações especiais no filme. Depois de Penélope Cruz (o sucesso latino em Hollywood) e Miley Cyrus (a teen mais poderosa da atualidade), os produtores negociam as participações de Katie Holmes ( Mrs. Tom Cruise, precisa dizer mais?) e Victoria Beckham (bem, ela é uma ex-spice poderosa, vamos combinar?) na seqüência do sucesso de 2008. O inflado elenco de Sex and the city 2 pretende transmitir a seguinte mensagem; mulheres: é chique ser superficial.Vamos fingir juntas ter conteúdo. O que pode ser dito do filme também, que promete ser um desfile ainda mais desavergonhado de sapatos, bolsas e acessórios.

Meninas super poderosas em elenco super poderoso
Para quem quer outro fim do mundo

Você já deve ter visto um sem número de filmes com esse nome. Vem aí, Vírus, no original Carriers. Uma produção relativamente modesta da New line, R$ 35 milhões de dólares, estrelada pelos competentes Chris Pine , Piper Perabo e Christopher Meloni. No filme, acompanhamos 4 jovens que tentam cruzar o golfo do México enquanto um vírus mortal dezima a humanidade. A previsão de lançamento do filme, que no Brasil será distribuído pela Playarte, é em 19 de fevereiro. Fique com o trailer legendado:




Tá com tudo e (provavelmente) tá prosa...

A última dos bastidores do cada vez mais arrastado quarto filme da franquia Piratas do Caribe dá conta de uma oferta astronômica para que o astro Johnny Depp reconsidere sua decisão de se retirar do projeto após a demissão de Dick Cook da presidência do conselho administrativo da Disney. O estúdio teria oferecido a bolada de U$ 35 milhões para o ator, mais uma porcentagem, não divulgada, dos lucros do filme. Matemáticos de plantão calculam que Depp, caso aceite a proposta, pode faturar mais de U$ 60 milhões com o quarto filme da série. É mole ou quer mais?
Além de ser o astro mais bem pago da atualidade, Depp, e a proposta sem precedentes que recebeu, deixam claro que sem o ator, não há sobrevida para a saga dos piratas no cinema. Não custa lembrar que ele acabou de ser eleito o homem mais sexy do mundo. Isso que é partidão.

Quem quer um pedaçinho?

Ele segue a própria cartilha

O diretor James Cameron, que em menos de um mês volta aos cinemas após um intervalo de 12 anos, parece seguir estritamente um código pessoal. Com Avatar, tal qual fizera com Titanic, o diretor estourou o orçamento inicial, mobilizou a opinião pública e cinéfilos em torno de seu filme, e tal qual em Titanic, colocará uma cantora pop com alguma notoriedade para cantar a música tema da fita. Leona Lewis grava essa semana I see you, cuja produção é de James Horner e Simon Franglen, os mesmos responsáveis por My heart will go on. Ãh, não custa lembrar que em Avatar, também temos uma história de amor trágico.

Se você reparar, é diferente...

A despedida definitiva tem data

E a Sony Pictures acaba de marcar a data de estréia de O imaginário do doutor Parnassus no Brasil. O aguardado último trabalho de Heath Ledger estréia no Brasil no longínquo 7 de maio de 2010. Nos EUA, o crepúsculo cinematográfico do ator chega antes. No natal. Quem já viu, garante: o filme é um típico produto de Terry Gillian, diretor de Os 12 macacos e Os irmãos Grimm (em todos os sentidos que a afirmação permite aferir). Mas também mostra um Heath Ledger senhor de sua arte. Resta-nos esperar ansiosos para conferir.

Ledger em cena de seu último filme: 7 de maio no Brasil

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cenas de cinema

Erro de calculo?
Em matéria especial em seu caderno de cultura no último domingo, o jornal The New York Times abordou o super lançamento da FOX, o aguardado Avatar de James Cameron. Na matéria o jornal faz um inventário das despesas do filme, chega a exorbitante quantia de U$ 500 milhões, e relativiza seu apelo e seu potencial transformador, tão alardeado por aí.
A matéria vai além e arrisca um prognóstico perigoso. Afirma que Avatar pode perder para o “modesto” 2012 tanto nos Oscars técnicos, que é tido como favas contadas, como na preferência popular.
2012 chegou hoje aos cinemas do mundo todo, enquanto que o filme de Cameron chega em 18 de dezembro.

O que dizer disso?
É de se desconfiar. Ainda mais vindo da lunática, e sempre estérica por visibilidade, família de Lindsay Lohan. Essa semana o pai de Lindsay, Michael Lohan, divulgou (ainda não se sabe por que razões, mas também desconfia-se) uma fita de áudio em que conversa com sua ora mulher, ora ex- mulher, Dina Lohan, sobre os efeitos que a morte acidental do então namorado de Lindsay, Heath Ledger, teria em sua filha. Opa, peraí? Como assim? Heath estava namorando Linday á época de sua morte? “Minha filha ficou profundamente abalada com a morte dele. Eles estavam se dando muito bem”, afirmou papai Lohan quando questionado sobre o episódio. Do lado da família de Ledger, nem deram bola. Para eles, e para grande parte do planeta terra, os Lohan estão querendo chamar, novamente, atenção. Pena, que eles estejam sendo tão baixos e quiçá, mentirosos.

O dissabor dos boatos I
Uma das mulheres mais desejadas do mundo, a cantora, modelo e também atriz (já atou em Posseidon e estrela o aguardado Nine) Fergie está vivendo uma crise em seu casamento. Seu marido, o ator Josh Duhamel da extinta série Las Vegas e dos dois Transformers, está sendo acusado de ter mantido relações sexuais com uma stripper em Atlanta, onde está em virtude das filmagens de seu novo filme The romantics. As acusações partiram da própria stripper em entrevista para alguns veículos de fofoca americanos. Fergie ainda não se pronunciou publicamente sobre o ocorrido. Duhamel declarou o que era esperado que declarasse. Disse que tudo se trata de mais um golpe visando notoriedade e dinheiro fácil.
Tudo não passa de um boato, mas eles já provaram antes terem efeitos desestabilizadores na rotina das celebridades. Para fazer coro a defesa de Duhamel, no entanto, há de se aventar: Quem trairia uma mulher dessas?


O dissabor dos boatos II
Segundo o talóide inglês Daily Mirror publicou hoje, o astro da série Harry Potter, Daniel Radcliffe, foi flagrado fumando maconha. Segundo testemunhas, Daniel ria descontroladamente e agia de forma estranha. A assessoria do ator se apressou em negar tudo. Mas como dizem por aí, uma imagem vale por mil palavras...


Quando machismo e imaturidade se travestem de amizade colorida
Depois de dois anos de namoro, o relacionamento do cantor, ator, comediante e showman Justin Timberlake e da atriz Jessica Biel chegou ao fim. Segundo amigos em comum do casal, as razões que teriam determinado o fim do namoro foram os desacordos constantes entre Justin e Jessica sobre os rumos da relação. Trocando em miúdos, enquanto ela queria casar, ele não queria saber desse assunto. No final do mês passado, no entanto, ao serem fotografados juntos novamente deu-se esse bafafá por encerrado. Eis que uma fonte anônima contou ao National Enquirer, tablóide americano de entretenimento, essa semana que Justin e Jessica se reaproximaram como amigos que podem, vez ou outra, ficar. Isso seria uma imposição de Justin que não estaria pronto para abrir mão de Jessica em sua vida, mas não quer deixar de sair com outras pessoas. Segundo essa mesma fonte, Jessica teria relutado a principio, mas aceitado a pré -condição do amado. O pior de tudo é que tem milhões de mulheres que gostariam de estar na pele dela...

Uma versão diferente de felizes para sempre: Shame on you, Justin!

O eterno sim pelo não
Mídia, Crepúsculo e os fãs, obviamente, parecem se alimentar indefinidamente do eterno diz que me diz a respeito da união entre Robert Pattinson e Kristen Stewart. Ambos dominam as capas de revistas desse mês nos EUA e no mundo. Em algumas delas, caracterizados como seus personagens Edward e Bella, que regressam as telas de cinema do mundo todo no dia 20, mas na grande maioria como Robert e Kristen, como na capa da Revista Bazar americana. Eles não confirmam nada, mas também não fazem questão de negar. A química visível nas fotos, como no filme, mais confunde do que esclarece.



Tudo pela causa?
A atriz Christian Serratos (Quem?), do filme Crepúsculo aderiu a uma causa nobre. Tirou a roupa para uma campanha da PETA (People for the ethical treatment of animals), que oportunamente (a continuação de Crepúsculo vem aí) começa a circular essa semana. Para quem interessar possa, a frase que acompanha o ensaio é: “Prefiro ficar nua do que usar peles”. Então tá.