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quarta-feira, 12 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Ponto final

O que já foi falado sobre o filme:

“Longo e com uma estrutura frouxa resultante das várias alterações, ainda peca pela resolução artificial que poderia perfeitamente ser descrita como um decepcionante diabo ex-machina. Ledger merecia uma despedida melhor.”
Pablo Villaça do site Cinema em cena

“Gilliam não fez uma obra prima aqui, mas é um conto fascinante de visual exuberante", Sonny Bunch do Washignton Times

“Artisticamente, Imaginário ecoa a influência de seu criador. Tanto no mundo fantasioso quanto no real”, Robbin Clifford do site Reeling reviews

“Pernassus continua o velho hábito de Gilliam de sabotar seu trabalho empilhando imagens selvagens sem se preocupar com o desenvolvimento dos personagens ou da história”, Peter Howell do Toronto Star

“Não se compara aos melhores trabalhos de Ledger ou Gilliam, mas é um canto surpreendentemente satisfatório”, Lou Lumineck do New York Post

“O filme é um raro ato de trapaça. A fenda range e quebra, mas de alguma maneira se segura melhor do que o esperado”, Jake Coyle do Associated Press

“ Apesar de algumas falhas na armação, a mágica funciona. É a chance de ver Ledger uma última vez fazendo o que ele amava. Pegue essa chance”, Peter Travis da revista Rolling Stone

“Fez-se uma coisa muito boa de uma situação muito ruim em O mundo imaginário do doutor Parnassus”, Todd McCharty da Variety

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Delírios cinéfilos!

Em O mundo imaginário do doutor Parnassus, o doutor Parnassus faz um pacto com o diabo e troca sua filha pela imortalidade. Com a proximidade de ter que entregar a doce Valentina ao Diabo (o acordo previa que ele a entregasse na ocasião de seu décimo sexto aniversário), o doutor Parnassus propõe um desafio ainda mais perigoso a seu oponente, cujo prêmio é ainda mais precioso.
Claquete apresenta uma imersão na mais recente obra de Terry Gilliam com trechos extraídos e traduzidos do roteiro de Terry Gilliam e Charles McKeown.


Martin está perdido e aterrorizado na floresta escura... caminhando com dificuldade por milhares de latas de cerveja e garrafas de bebidas descartadas

Martin
Mum... mum... Socorro! Alguém...?

A voz dele ecoa através das gigantes árvores. Mas seus lamentos são interrompidos por outro som... uma espécie de grito de Tarzan

Martin gira. Estranhas criaturas estão se balançando nas videiras das gigantes arvores. Elas estão todas ao redor dele.


Martin
Por favor... Eu nunca...! Nunca beberei novamente! Honestamente! De agora em diante... Eu juro! Nem uma gota!

Com um sorriso de satisfação a criatura em forma de mão para com a tagarelice e larga do colarinho de Martin.


Mr. Nick
Não, espere! Má escolha! Seus dedos são muito pequenos e gorduchos. Esses são dedos de gatilho, filho. Jeito errado. Esse é o jeito do Parnassus. Aquela ponte leva ao fracasso e ao desespero. Você estará morto antes de sentir sede.

Diego parece incerto, apreensivo. Por um momento pensamos que ele pode mudar de ideia, mas a medida que ele avança cada chave do piano rumo a ponte, eles tocam uma nota. Passo a passo ele se envolve na música... Interpretando sua parte. A face dele se ilumina e ele segue bravamente pela ponte. A música se inflama de centenas de pianos... ascendendo uma magnífica corda enquanto um monumental órgão acompanha.



Doutor Parnassus (voz)
Muitos... muitos séculos atrás, na realidade, em outra vida...

Um cavaleiro encapotado move-se lentamente através da tempestade de neve, o cavalo segue cuidadosamente através do campo com neve virgem

Cont. Doutor Parnassus (voz)
... Eu fui visitado, no meu santuário... por alguém que eu esperava jamais conhecer. Alguém que nenhum de nós deveria jamais esperar conhecer...



Tony
Melhor sorte da próxima vez, parceiro

terça-feira, 4 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - O filme pequeno que virou homenagem

Era uma vez um diretor que se apaixonou por um ator. Mas essa paixão não era carnal, muito menos romântica. O australiano Heath Ledger tornou-se o muso de Terry Gilliam. “O filme só conseguiu financiamento depois que Heath entrou no projeto”, disse o diretor à reportagem da Entertaiment Weekly. “O engraçado é que eu não havia oferecido o papel para ele. Ele pediu para ler o roteiro e então pediu para interpretar Tony. Quando o vi como Tony pela primeira vez, pensei comigo: Como que eu ia deixar essa passar?”, relembra Gilliam que já havia dirigido Ledger em Os irmãos Grimm (2005). Lembro de ter gostado muito da experiência de trabalhar com Ledger naquele filme, mas foi durante a pré-produção de Parnassus que me apaixonei pelo ator que ele é. Diretor e ator desenvolveram amizade depois do filme de 2005. “Ledger era um ator muito angustiado. Ele não sabia se deveria aceitar o papel em Brokeback Mountain. Certamente os prêmios e as indicações que recebeu o deixavam desconfortável”, continua o diretor, que foi grande incentivador para que Ledger aceitasse o desafio.
E é sobre Heath Ledger, para o bem e para o mal, que pairam os interesses em O mundo imaginário do doutor Parnassus. O filme que debutou no festival de Cannes do ano passado, não tinha distribuição garantida até que Batman – o cavaleiro das trevas fizesse o alvoroço que fez nas bilheterias. Lionsgate e Sony Pictures Classics se uniram para distribuir o filme e ajudar a perpetuar o legado do ator, cuja vida fora abreviada em janeiro de 2008.

Heath Ledger como Tony: Gilliam ficou arrebatado quando viu o ator em cena


Paralisação, tristeza e solução
A morte de Ledger, obviamente, paralisou as filmagens de O mundo imaginário do doutor Parnassus. Terry Gilliam, chocado, não sabia o que fazer. “Vi a notícia pela TV e me recusava a acreditar. Ele tinha estado comigo ali, cheio de vida, dias antes”. Sem Ledger não haveria como continuar pensou consigo. Mas o destino quis diferente. O mundo imaginário do doutor Parnassus não é um filme convencional, é uma fábula fantástica cheia de esquisitices e referências literárias que permitem devaneios estilísticos. Não à toa é um filme de Terry Gilliam. Três amigos e fãs de Ledger se apresentaram para terminar o filme. Mas não eram fãs quaisquer. Johnny Depp, Colin Farrel e Jude Law completariam as cenas de Ledger e doariam seus cachês para a filha do ator, Matilda. A aparente picaretagem era possível graças ao aspecto idílico da obra. Alguns ajustes no roteiro e pronto. Tony, o personagem de Ledger, passara a ser Tony, o personagem de Ledger, Depp, Farrel e Law.
“Fiquei muito feliz por eles recuperarem o filme e darem este presente a Matilda. Esse gesto já vale mais do que o filme”, disse o cineasta em entrevista no festival de Cannes do ano passado.

Jude Law (na foto), Colin Farrel e Johnny Depp entraram no projeto após a morte de Ledger em caráter de homenagem ao ator australiano


Não seria um sucesso de qualquer jeito
Apesar do estrondoso sucesso de O cavaleiro das trevas, Gilliam nunca se iludiu. “Já sabia que o filme não seria um sucesso”, disse à Entertainment Weekly. É lógico que o filme de Chris Nolan merecia todo o sucesso que teve, assim como Heath. Fico contente de tudo isso ter ajudado na realização de Parnassus, mas a proposta aqui é diferente”, sentencia o diretor.
Com duas indicações ao Oscar 2010 (figurino e direção de arte), O mundo imaginário do doutor Parnassus não fez sucesso comercial. O filme que estreou no natal nos EUA ficou em cartaz um mês e não se pagou por lá. A estréia brasileira ocorre nesta sexta-feira, 7 de maio, e não deve ocorrer nada de muito diferente. A fita dividiu a critica, para quem a marca de ser o último trabalho de Ledger pode ter ajudado a botar o filme nos cinemas, mas prejudicou na apreciação da mesma. Mas como diria Gilliam: não seria um sucesso de qualquer jeito.

Terry Gilliam abre o jogo: "Meu filme não seria um sucesso de qualquer jeito"

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - A cara do Diabo


Há certas pessoas que são cults, sem precisar fazer muito esforço. O músico, ator e literato, Tom Waits, é uma delas. Aos 60 anos e com uma indicação ao Oscar nas costas, pela canção do filme Do fundo do coração (1982), ele é o diabo de Terry Gilliam em O mundo imaginário do doutor Parnassus. Esse ano ele já foi visto como um engenheiro maltrapilho em O livro de Eli, dos irmãos Hughes e também esteve recentemente em Domino de Tony Scoot e Sobre café e cigarros de Jim Jarmusch. Como se vê, somente em obras que se pretendem arroubos de estilo e estética. Como ator, seu trabalho mais elogiado permanece a pequena participação em Short Cuts – cenas da vida (1993) de Robert Altman. O diabo guloso e apostador de O mundo imaginário do doutor Parnassus promete roubar essa posição.

domingo, 2 de maio de 2010

ESPECIAL O MUNDO IMAGINÁRIO DO DOUTOR PARNASSUS - Insight

Um louco chamado Terry Gilliam



Existem cineastas que são cultuados por suas esquisitices e existem cineastas que são cultuados pela capacidade de transformar esquisitices em arte. O americano Terry Gilliam, que já avança aos 70 anos de idade, é um dos poucos que pertencem tanto a um grupo quanto ao outro. Um dos homens por trás do cultuado Monty Python (série de TV que também rendeu alguns idolatrados filmes nas décadas de 70 e 80), é um diretor inquieto e ansioso por reproduzir os delírios mais variados. Desde que seus; de preferência. Gilliam já declarou mais de uma vez que prefere dirigir roteiros que escreva ou que, no mínimo, colabore ativamente na confecção.
Depois do período com o Monty Python e de exercitar um senso de humor ácido, o diretor balançou as estruturas vigentes na década de 80 com uma ficção científica pessimista. Brazil – o filme, estrelado por Robert De Niro e Iam Holm, foi considerado por muitos como a melhor tradução de 1984, o livro de George Orwell. Gilliam foi, inclusive, indicado ao Oscar pelo roteiro do filme.

O diretor em momento quem tem medo do lobo mau?


Seus filmes geralmente apresentam exuberância visual e são, em sua maioria, experiências herméticas. Não são filmes para um espectador amplo. Seja pela veia corrosiva do cineasta (seus filmes não obedecem fórmulas hollywoodianas), seja por sua resistência em tornar-se mais aprazível para o grande público. Um de seus maiores sucessos de público e crítica, tendo sido inclusive indicado a vários Oscars, Pescador de ilusões (1991) é o trabalho que menos se orgulha de ter feito, conforme já declarou em entrevista a revista americana Rolling Stone. Pudera. Foi este o único filme em que não esteve envolvido com o processo de roteirização.
Curiosamente, passaram-se 4 anos entre esse e o filme sequente da carreira de Gilliam. Os 12 macacos (1995), que trazia Brad Pitt e Bruce Willis em uma ficção apocalíptica e bastante elaborada, foi o segundo maior sucesso de público do cineasta. Até hoje segue como o último.
Desde então, o diretor realizou três filmes. Dois dos quais debutaram e competiram no festival de Cannes. Os dois últimos com Heath Ledger. Os irmãos Grimm (2005) e O mundo imaginário do doutor Parnassus (2009). Por quem confessa: “Me apaixonei! Era um ator completo e melhor a cada take”, relatou a Entertainment Weekly em memorial que a revista preparou em homenagem ao aniversário de um ano da morte do ator ano passado.

Gilliam abraça Heath Ledger em Veneza onde exibiram Os irmãos Grimm em 2005
Terry Gilliam há anos planejava filmar a tragédia de Dom Quixote. Finalmente, com Johnny Depp (que dirigiu em Medo e delírio em Las Vegas e em O mundo imaginário do doutor Parnassus) a bordo, o filme entrou em pré –produção. “Aos 70 anos vou realizar meu sonho de criança”, disse ao site Ain´t it cool news sobre sua expectativa quanto ao filme.
Terry Gilliam refuta o título de visionário que muitos tentam lhe atribuir. Ficou famosa uma fala sua que pode ser encontrada no site IMDB: “Um dos maiores visionários de Hollywood? Eu não sou nem mesmo um diretor de Hollywood”. Como se vê, o senso de humor continua sendo a base de Gilliam que pode ser incomum, mas não é louco. Afinal de contas, já disse que seus atores preferidos são Johnny Depp, Tom Waits e Heath Ledger. Se ele é louco, todos somos.
Gilliam em momento toda loucura é relativa...

sábado, 2 de janeiro de 2010

De olho no futuro ... PREVIEW 2010

O imaginário do doutor Parnassus

Estréia nos EUA: 25/12/2009
Estréia no Brasil: 19/05/2010
Qual é o hype? É o novo trabalho do cineasta Terry Gillian, conhecido por dar vida a mundos fantásticos e pela concepção visual caprichada de seus filmes. O filme marca também a despedida definitiva de Heath Ledger (o ator faleceu durante as filmagens). O filme só pôde ser terminado depois que Jude Law, Colin Farrel e Johnny Depp embarcarm no projeto, a título de homenagem a Ledger.
No filme, lirismo e melancolia se combinam a cenários fantásticos para contar a história de um homem que tenta sobrepujar um pacto com o Diabo por amor.



A origem

Estréia nos EUA: 16/07/2010
Estréia no Brasil: 06/08/2010
Qual é o hype? O primeiro trabalho de Christopher Nolan depois do estrondoso sucesso de público e crítica de Batman- o cavaleiro das trevas está sendo mantido sob sigilo absoluto pelo estúdio, a Warner Brothers. Tendo em vista que a misteriosa trama (escrita por Nolan em parceria com seu irmão Jonathan como de hábito) versa sobre um crime que pode ou não ter acontecido na mente do protagonista, vivido por Leonardo DiCaprio. Surrealismo. Isso é o que você pode esperar do novo trabalho do homem que revitalizou a franquia do homem morcego. Para aguçar, o novo e enigmático trailer.





Cop out

Estréia nos EUA: 26/02/2010
Estréia no Brasil: sem previsão
Qual é o hype? É a nova comédia do cineasta Kevin Smith, que cada vez mais envereda pelo cinema comercial. O diretor de filmes como O balconista, Procura-se Amy e do recente Pagando bem, que mal tem?, se une a Bruce Willis e Tracy Morgan (da série 30th rock) para satirizar as comédias de ação. Uma dupla de policiais politicamente incorretos se metem nas mais estapafúrdias situações. Batido, mas sem dúvida cinéfilo que se preze vai querer ver a contribuição dessa trinca para o gênero.



Zona verde
Estréia nos EUA: 12/03/2010
Estréia no Brasil: Abril de 2010
Qual é o hype? Paul Greengrass dirige Matt Damon em um filme sobre um agente que tenta lutar por sua sobrevivência. Você já viu esse filme, certo? Duas vezes. Mas não se trata do quarto filme de Jason Bourne. Zona verde é um thriller sobre um agente da CIA que descobre a “verdade” sobre a guerra no Iraque e tem de lidar com ela, de uma maneira nada bonita. Prepare-se para a câmera nervosa de Greengrass e a cara de mau de Damon. Sabe como é, em time que está ganhando...

sábado, 19 de setembro de 2009

De olho no futuro...


Trinca poderosa
Matt Damom, que tem dois aguardados lançamentos para esse fim de ano - a comédia de humor negro O desinformante e o drama Invictus, acaba de assinar contrato para estrelar hearafter, de acordo com informe da Variety.
A sinopse ainda não foi divulgada pelo estúdio, contudo, a trama dirigida por Clint Eastwood, diretor de Damom em Invictus, e roteirizada por Peter Morgan ( A rainha e Frost/Nixon) promete ser da mesma linha de O sexto sentido.

Eastwood colaborará novamente com Spielberg que já o produziu em A conquista da honra e Cartas de Iwojima




Peter Morgan: Todo o filme que ele escreve vai ao Oscar. Será um sinal?



Vale a pena vê-los juntos de novo
Robert De Niro e Edward Norton voltam a contracenar oito anos depois de dividirem a cena no hypado A última cartada. Em Stone, suspense dirigido por John Curran , que já dirigiu Norton em O despertar de uma paixão, eles novamente vivem antagonistas. Norton vive um presidiário ávido por sua liberdade condicional e De Niro vive um funcionário da prisão, ávido por evitá-la. Stone chega as telas americanas no começo de 2010.


Quarteto fantástico
Foram reveladas algumas imagens do filme The imaginarium of doctor Parnassus esta semana. Nas fotos divulgadas pelo site commingsoon.net, o destaque, obviamente, é Heath Ledger. O filme de Terry Gillian é de fato o último trabalho do ator. Ocorre que diferentemente de Batman – O cavaleiro das trevas, seu trabalho aqui ficou inconcluso.
A morte de ledger quase dinamitou a produção, de baixo orçamento, que só ganhou sobrevida com as entradas de Johnny Depp, Colin Farrel e Jude Law para o elenco. Os atores não cobraram cachê, e doaram para Matilda, filha de Ledger, todo o ganho financeiro que possam eventualmente obter com a fita.





Colin Farrel: O irlandês trabalhou de graça para viabilizar o último filme de Ledger


Gillian, que já rodava um filme fora das convenções, se viu na contingência de alterar a estrutura de seu filme. Portanto, o personagem Tony (Ledger) passou a ser vivido pelos 4 atores. Tal mudança fisiológica na caracterização da história só foi permitida, em virtude de ser, The imaginarium of doctor Parnassus, uma fábula.



Heath Ledger: Último ato da breve carreira


Mamãe quero um Oscar!
O que Lenny Kravtiz e Mariah Carey têm em comum, além do fato de serem dois super stars da música americana? Ambos têm grandes chances de estarem na festa do Oscar esse ano. Como concorrentes. Ambos fazem pequenos, mas intensos papéis no drama Precious, que desde o último festival de Sundance, de onde saiu vencedor, reúne criticas positivas e amealha apostas para o maior prêmio do cinema. Na trama, menina negra obesa tenta acertar sua vida. Lenny faz um enfermeiro solidário à protagonista e Mariah uma assitente social em seu caminho. Precious ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.