
Existem cineastas que são cultuados por suas esquisitices e existem cineastas que são cultuados pela capacidade de transformar esquisitices em arte. O americano Terry Gilliam, que já avança aos 70 anos de idade, é um dos poucos que pertencem tanto a um grupo quanto ao outro. Um dos homens por trás do cultuado Monty Python (série de TV que também rendeu alguns idolatrados filmes nas décadas de 70 e 80), é um diretor inquieto e ansioso por reproduzir os delírios mais variados. Desde que seus; de preferência. Gilliam já declarou mais de uma vez que prefere dirigir roteiros que escreva ou que, no mínimo, colabore ativamente na confecção.
Depois do período com o Monty Python e de exercitar um senso de humor ácido, o diretor balançou as estruturas vigentes na década de 80 com uma ficção científica pessimista. Brazil – o filme, estrelado por Robert De Niro e Iam Holm, foi considerado por muitos como a melhor tradução de 1984, o livro de George Orwell. Gilliam foi, inclusive, indicado ao Oscar pelo roteiro do filme.
Depois do período com o Monty Python e de exercitar um senso de humor ácido, o diretor balançou as estruturas vigentes na década de 80 com uma ficção científica pessimista. Brazil – o filme, estrelado por Robert De Niro e Iam Holm, foi considerado por muitos como a melhor tradução de 1984, o livro de George Orwell. Gilliam foi, inclusive, indicado ao Oscar pelo roteiro do filme.

Seus filmes geralmente apresentam exuberância visual e são, em sua maioria, experiências herméticas. Não são filmes para um espectador amplo. Seja pela veia corrosiva do cineasta (seus filmes não obedecem fórmulas hollywoodianas), seja por sua resistência em tornar-se mais aprazível para o grande público. Um de seus maiores sucessos de público e crítica, tendo sido inclusive indicado a vários Oscars, Pescador de ilusões (1991) é o trabalho que menos se orgulha de ter feito, conforme já declarou em entrevista a revista americana Rolling Stone. Pudera. Foi este o único filme em que não esteve envolvido com o processo de roteirização.
Curiosamente, passaram-se 4 anos entre esse e o filme sequente da carreira de Gilliam. Os 12 macacos (1995), que trazia Brad Pitt e Bruce Willis em uma ficção apocalíptica e bastante elaborada, foi o segundo maior sucesso de público do cineasta. Até hoje segue como o último.
Desde então, o diretor realizou três filmes. Dois dos quais debutaram e competiram no festival de Cannes. Os dois últimos com Heath Ledger. Os irmãos Grimm (2005) e O mundo imaginário do doutor Parnassus (2009). Por quem confessa: “Me apaixonei! Era um ator completo e melhor a cada take”, relatou a Entertainment Weekly em memorial que a revista preparou em homenagem ao aniversário de um ano da morte do ator ano passado.
Gilliam abraça Heath Ledger em Veneza onde exibiram Os irmãos Grimm em 2005
Curiosamente, passaram-se 4 anos entre esse e o filme sequente da carreira de Gilliam. Os 12 macacos (1995), que trazia Brad Pitt e Bruce Willis em uma ficção apocalíptica e bastante elaborada, foi o segundo maior sucesso de público do cineasta. Até hoje segue como o último.
Desde então, o diretor realizou três filmes. Dois dos quais debutaram e competiram no festival de Cannes. Os dois últimos com Heath Ledger. Os irmãos Grimm (2005) e O mundo imaginário do doutor Parnassus (2009). Por quem confessa: “Me apaixonei! Era um ator completo e melhor a cada take”, relatou a Entertainment Weekly em memorial que a revista preparou em homenagem ao aniversário de um ano da morte do ator ano passado.

Terry Gilliam há anos planejava filmar a tragédia de Dom Quixote. Finalmente, com Johnny Depp (que dirigiu em Medo e delírio em Las Vegas e em O mundo imaginário do doutor Parnassus) a bordo, o filme entrou em pré –produção. “Aos 70 anos vou realizar meu sonho de criança”, disse ao site Ain´t it cool news sobre sua expectativa quanto ao filme.
Terry Gilliam refuta o título de visionário que muitos tentam lhe atribuir. Ficou famosa uma fala sua que pode ser encontrada no site IMDB: “Um dos maiores visionários de Hollywood? Eu não sou nem mesmo um diretor de Hollywood”. Como se vê, o senso de humor continua sendo a base de Gilliam que pode ser incomum, mas não é louco. Afinal de contas, já disse que seus atores preferidos são Johnny Depp, Tom Waits e Heath Ledger. Se ele é louco, todos somos.
Terry Gilliam refuta o título de visionário que muitos tentam lhe atribuir. Ficou famosa uma fala sua que pode ser encontrada no site IMDB: “Um dos maiores visionários de Hollywood? Eu não sou nem mesmo um diretor de Hollywood”. Como se vê, o senso de humor continua sendo a base de Gilliam que pode ser incomum, mas não é louco. Afinal de contas, já disse que seus atores preferidos são Johnny Depp, Tom Waits e Heath Ledger. Se ele é louco, todos somos.

Eu vi algumas imagens de O mundo imaginário do doutor Parnassus , e é simplesmente fantástico. Quero muito ver esse filme !
ResponderExcluirEu tb Alan e se ajeite pq todos os dias dessa semana tem um post do especial Dr. Parnassus.
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