segunda-feira, 10 de março de 2014
Crítica: Inside LLewyn Davis – balada de um homem comum
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Os escolhidos para o 66º festival de Cannes
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| Cena de Jeune et jolie, de François Ozon: um thriller com forte voltagem sexual em uma edição com propensão ao sexo |
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
[Meme] Atualização 4
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
OSCAR WATCH 2011 - A peleja dos diretores
Prós:
+ Ganhou a maioria dos prêmios da temporada
+ Ganhou dois dos principais prêmios da Oscar season (Globo de ouro e critic´s choice awards)
+ É um trabalho artesanal de direção. Dos filmes dirigidos por Fincher é o que ele menos interfere como autor
+ Está a frente do filme mais premiado da temporada
+ Pode se beneficiar do consenso de que é preciso premiar um dos diretores mais autorais e capacitados do cinema americano atual
+Pode se beneficiar de uma divisão de prêmios entre O discurso do rei e A rede social. Configurando-se em uma escolha mais viável por ser um diretor mais tarimbado
Contras:
- É antipático
- Perdeu o prêmio do sindicato para o rival Tom Hooper
- Diferentemente dos outros candidatos não se engajou no prêt-à-porter da campanha pelo Oscar e preferiu tocar as filmagens de The girl with the dragon tattoo
- Não é seu melhor trabalho de direção e esse referencial pode pesar
- Perdeu há dois anos com um trabalho superior e com uma concorrência inferior
Prós:
+ É inglês e depois dos americanos, eles são os grandes vencedores nessa categoria
+ Ganhou o aval do sindicato dos diretores. De todos os sindicatos é o que detém maior percentual de acertos no Oscar
Contras:
- É relativamente inexperiente em cinema. O discurso do rei é apenas seu terceiro filme. A academia pode julgar precipitado honrá-lo
- É uma direção calcada na ausência de rompantes estilísticos. É o único dos trabalhos indicados nesses termos
- Concorre com figuras mais famosas e admiradas pela indústria
- Perdeu o Bafta que sempre entorna para os ingleses, o que pode ser encarado como um balde de água fria
Prós:
+ É o diretor que mais intervenções estéticas fez em seu filme, dentre os indicados
+ Se apresenta com o trabalho mais autoral entre os concorrentes
+Seu filme reúne muitos admiradores entre os membros votantes
Contras:
- É um trabalho de direção pouco sutil. É raro o Oscar agraciar esse perfil de direção
- Está a frente de um filme sombrio e cheio de referências cinematográficas que, apesar de admiradas, não renderam prêmios
- Como os holofotes estão todos em Natalie Portman (estrela do filme), um reconhecimento a Aronofsky seria improvável
Prós:
+ Dos indicados são os que reúnem uma base mais sólida de fãs entre os votantes
+ Já receberam um Oscar e, é sabido, que para a dimensão de sua obra, um Oscar é pouco
+ Representam a aposta mais segura e, menos contraditória (vide Tom Hooper), para eleitores conservadores
+ A boa bilheteria do filme pode render um poder de sedução inevitável para os fãs dos Coen
- Não ganharam nenhum prêmio na temporada
Décima quarta indicação (também concorrem como roteiristas e produtores) e terceira nomeação na categoria
Indicações anteriores: melhor edição, direção e roteiro original por Fargo (1997), melhor roteiro original por E aí meu irmão cadê você? (2001), melhor edição, direção, roteiro adaptado e produção por Onde os fracos não têm vez (2008), melhor roteiro original e produção por Um homem sério (2010)
Vitórias anteriores: melhor roteiro original por Fargo (1997), melhor direção, roteiro adaptado e produção por Onde os fracos não têm vez (2008)
Prós:
+ Sua direção é econômica e eficiente. Em um ano que a academia acena para o tradicional, Russell rezou a missa direitinho
+ Realiza ótima direção de atores sem perder de vista o senso estético, uma qualidade que salta aos olhos em O vencedor
Contras:
- É um sujeito beeem antipático
- É uma direção muito convencional
- A força do elenco se impõe, com todos os méritos, ao trabalho de Russell
- a pecha de que a indicação já é suficiente
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Crítica - Bravura indômita
sábado, 8 de janeiro de 2011
OSCAR WATCH 2011 - O novo filme dos irmãos Coen se tornou um favorito ao Oscar?
sábado, 8 de maio de 2010
ÍCONES - maio 2010
1- Reconhecimento da crítica
2- Importância na história do cinema mundial e/ou de seu país
3- Participação em projetos premiados
4- Contribuição para a afirmação do cinema como instituição de arte
A votação dura 10 dias e o vencedor, anunciado com pompa, irá integrar a página dedicada aos ícones do blog. Em abril, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar foi eleito Ícone Claquete e você já pode encontrá-lo na página de ícones do blog.

Credenciais
49 anos
Natural de Santa Mônica, Califórnia (EUA)
mais de 100 indicações a prêmios
ator, diretor, produtor e roteirista
número de filmes: 40 como ator e 4 como diretor
Principais filmes: Na natureza selvagem, Milk – a voz da igualdade, A intérprete, 21 gramas, Sobre meninos e lobos, Os últimos passos de um homem, Vidas em jogo, O pagamento final e Picardias estudantis.

Joel & Ethan Coen
Credenciais
Joel Coen
56 anos
natural de Minneapolis, Minnesota (EUA)
mais de 150 indicações a prêmios
diretor, roteirista, montador e produtor
Ethan Coen
53 anos
natural de Minneapolis, Minnesota (EUA)
mais de 130 indicações a prêmios
diretor, roteirista, montador e produtor
número de filmes: 18
Principais filmes: Queime depois de ler, Onde os fracos não tem vez, Matadores de velhinhas, O homem que não estava lá, E aí meu irmão, cadê você?, O grande Lebowski, Fargo, Arizona nunca mais e Gosto de sangue.
* Os irmãos Coen entram juntos em uma só candidatura como ícone por sempre trabalharem juntos e toda a magnitude do cinema que produzem se concentrar sobre a dupla. A discrepância no número de indicações ocorre porque no principio da carreira apenas Joel, o irmão mais velho, assinava como diretor. Embora os dois dividissem a autoria do filme.

Credenciais
60 anos
natural de Summit, Nova Jersey (EUA)
mais de 190 indicações a prêmios
atriz
número de filmes: 55
Principais filmes: Simplesmente complicado, Dúvida, O diabo veste Prada, Mamma mia, As horas, Adaptação, Amor verdadeiro, As pontes de Madison, Ironweed, A mulher do tenente francês, Entre dois amores, A difícil arte de amar, A escolha de Sofia, Manhattan, Kramer vs Kramer e O franco-atirador

Credenciais
79 anos
Natural de Long Island, Nova Iorque (EUA)
Mais de 210 indicações a prêmios
Compositor
Principais filmes: Star wars (todos os episódios), Indiana Jones (todos os episódios), memórias de uma gueixa, Superman (todos os filmes), Prenda-me se for capaz, Sete anos no Tibet, A lista de Shindler, Esqueceram de mim, Tubarão, Curtindo a vida adoidado e O resgate do soldado Ryan.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Movies great partnerships - Irmãos Coen e Roger Deakins
Os Coen (de óculos escuros) e Roger Deakins em locações no Novo méxico onde gravaram cenas de Onde os fracos não têm vezMuita gente gosta do cinema dos irmãos Coen. Os irmãos cineastas criaram uma identidade bastante particular no cinema americano. Com seus personagens caricatos, seus roteiros tão inteligentes quanto intransigentes e com uma moral vaticinante, os irmãos rapidamente se tornaram cronistas contumazes da América e suas consternações. O que pouca gente sabe é que um inglês da pequena Devon, com oito indicações ao Oscar e que ministra cursos de fotografia em algumas escolas de cinema dos EUA tem muito a ver com essa identidade patenteada pelos irmãos Coen. Aos 61 anos, o diretor de fotografia Roger Deakins chega, com Um homem sério (novo filme dos Coen), a oitava colaboração com Joel e Ethan Coen.
Iniciada em 1996, com Fargo, a parceria, além de longeva, tem se mostrado bem sucedida. Deakins foi o fotógrafo de todos os filmes dos Coen desde então, com exceção de Queime depois de ler. Essa exceção deve-se ao fato de que Deakins estava envolvido em 4 filmes quando os irmãos começaram a filmar a comédia estrelada pelos amigos George Clooney e Brad Pitt; o que o impossibilitou de assumir a direção de fotografia do filme.
Deakins em ação: Ele é o diretor de fotografia vivo com mais indicações ao Oscar. Esse ano, porém, ele não concorreJoel Coen, por sua vez, disse a mesma publicação na ocasião que “Deakins é econômico, rápido, ativo e surpreendente. Quem não gostaria de tê-lo em uma equipe?”
Cena de Fargo: O inicio da prolífera parceria dos Coen e Roger Deakins
Eles e o Oscar
Embora ainda não tenha vencido um Oscar, Deakins é o diretor de fotografia vivo, mais indicado ao prêmio da academia. São oito indicações, das quais 4 por trabalhos desenvolvidos com os Coen.
Um homem sério também chegou ao Oscar. Com duas indicações (filme e roteiro original). Apesar de não ter recebido indicação por fotografia, Deakins pode ser considerado tão autor do filme quanto os Coen. O processo colaborativo deles avançou para um processo de criação em conjunto. Os três já trabalham no próximo filme, True Grit, que deve ser lançado ainda em 2010.
Billy Bob Thorton em cena de O homem que não estava lá: Os Coen e Deakins revitalizaram o cinema noir no século XXIOs filmes da parceria:
Fargo (1996)
O grande Leboswki (1998)
E aí meu irmão, cadê você? (2000)
O homem que não estava lá (2001)
O amor custa caro (2003)
Matadores de velhinha (2004)
Onde os fracos não tem vez (2007)
Um homem sério (2009)
Legenda: Indicado ao Oscar
Movie Pass - Um homem sério
Com duas indicações ao Oscar 2010 (filme e roteiro original), o filme mostra a história de um homem, membro diligente de uma comunidade judaica, que sem mais nem menos tem sua vida virada do avesso. É vitima de suborno e sabotagem no trabalho, sua mulher exige o divórcio porque se apaixonou por outro (e ela age em relação a isso como se fosse a coisa mais natural do mundo), um irmão invejoso e encostado não lhe dá trégua, tão pouco os filhos...
A vida de Larry (vivido pelo bom e comedido Michael Stuhlbarg) é tomada literalmente por um tsunami. Aliás, um terremoto funciona como uma metáfora eloquente em uma das cenas do filme, cuja critica pode ser conferida no post abaixo.
O novo filme dos Coen não é fácil. Exige familiaridade com a linguagem do cinema dos irmãos e, mais que isso, disposição para rir da desgraça junto com eles.
Critica - Um homem sério
Em seu novo filme, os Coen mais uma vez riem da tragédia. Só que agora, o motivo de riso é a nossa tragédia
O novo filme dos irmãos Coen, Um homem sério (A serious man EUA 2009), é uma comédia de humor negro bem ao gosto dos irmãos cineastas e de seu público cativo. Um filme hermético, com uma veia satírica em ebulição e uma visão pessimista da América.
No novo filme, os Coen adentram a comunidade judaica (de onde eles e também grande parte da comunidade hollywoodiana advém) para satirizar o homem comum em tempos que demandam cinismo e relativismo. No calidoscópio dos Coen, ser bom, integro, justo e agregador pode ser tão perigoso quanto ser passivo, apreensivo, ingênuo e conservador. É uma questão de percepção, pondera Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) certa vez, ao tentar entender o porque de em certo momento sua vida ter sido virada do avesso sem que ele tivesse feito nada que pudesse ser considerado errado. Ou que pudesse ter precipitado uma ação divina contra sua pessoa.
A provação a qual esse homem sério, tal qual Jó na bíblia, é submetido, o faz questionar os propósitos de se seguir códigos morais, religiosos e sociais. A busca incessante de Larry pela guia dos rabinos e as respostas evasivas que ele recebe destes remetem ao que os Coen dizem desde Fargo (1996). Em um mundo como esse, ser sério é não querer ser levado a sério.
O fato do filme se passar em uma época não bem especificada, embora a direção de arte e fotografia nos façam crer que aquele é um subúrbio dos EUA dos anos 60 ou 70, e da história se desenvolver no âmago de uma comunidade judaica só acrescentam ao comentário que o filme se comina. O mundo está perdido não é de hoje. A cena final do filme, anticlimática - como nos últimos filmes dos Coen, mostra isso de forma riquíssima e contundente. A paciência é uma virtude mais dos incautos do que dos corretos. E isso pode ser decisivo.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Os 25 melhores filmes da década: 17 - Onde os fracos não tem vez

Após uma negociação de drogas mal resolvida, Llewelyn Moss, um típico Cowboy americano, pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh, um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. No rastro dos dois está o xerife Ed Tom Bell.
Comentário:
Um filme revisionista por vocação e cult por natureza. Esse western solene dos irmãos Coen baseado na pessimista novela de Cormac McCarthy é um elaborado estudo sobre os limites da violência. Sobre a passagem do tempo e os conflitos geracionais que se estabelecem acerca do tolerável e do condenável. Personagens fortes que trafegam com autoridade pelo caricato e pelo sutil, narrativa poderosa, fotografia arrebatadora e um discurso bem incisivo, apesar do final aberto e anticlimático. Onde os fracos não tem vez é cinema de grande qualidade artística, mas antes disso de ressonância filosófica. Um filme contundente como poucos em sua contemporaneidade.
Prêmios:
Vencedor de 4 Oscars (filme, direção, roteiro adaptado e ator coadjuvante); 3 Bafta (direção, ator coadjuvante e fotografia); melhor filme pelas associações de críticos de Boston, Dallas, Chicago, Ohio, Denver, Las Vegas, Flórida, Londres e Nova Iorque; Prêmio do sindicato dos diretores; prêmio do sindicato dos montadores; prêmio do sindicato dos produtores; prêmio do sindicato dos roteiristas; melhor elenco e melhor ator coadjuvante pelo sindicato dos atores; vencedor dos prêmios de filme, direção, elenco e ator coadjuvante pelo círculo de críticos de Phoenix, San Diego, São Francisco e Toronto; 2 globos de ouro (ator coadjuvante e roteiro); 3 critic´s choice awards (filme, direção e ator coadjuvante); competição oficial do festival de Cannes.
Curiosidades:
- Embora o filme se passe no Texas, a maior parte da produção foi rodada em Las Vegas
- No Brasil, o penteado do vilão vivido por Javier Barden foi comparado ao do personagem Beiçola do seriado da TV globo, A grande família
- Assim como Clint Eastwood, Orson Welles e Warren Beatty, os irmãos Coen conseguiram a proeza de serem indicados a 4 Oscars por um mesmo filme. No caso de Onde os fracos não têm vez, eles foram indicados por produção, direção, roteiro e montagem.
- Javier Barden que ganhou o Oscar por seu desempenho, sagrou-se o primeiro ator espanhol a levar o prêmio
- Em 2007, ano de lançamento do filme, Josh Brolin e Tommy Lee Jones também tiveram performances elogiadas em outros filmes. O gangster, no caso do primeiro, e No vale das sombras, o segundo. Tommy Lee Jones, foi inclusive indicado ao Oscar por esse outro filme.
- Quentin Tarantino, que fazia junto com Josh Brolin o projeto Grindhouse, filmou a fita que Brolin enviou para os irmãos Coen para se candidatar ao papel.
- Onde os fracos não tem vez é um dos poucos trabalhos dos irmãos Coen que não é original.
Ficha técnica:
título original: No Country for Old Men
gênero: Drama
duração: 02 hs 02 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:Paramount Vantage / Miramax Films / Mike Zoss Productions / Scott Rudin Productions
distribuidora: Miramax Films / Paramount Pictures
direção: Ethan Coen , Joel Coen
roteiro: Ethan Coen e Joel Coen, baseado em livro de Cormac McCarthy
produção: Ethan Coen, Joel Coen e Scott Rudin
música: Carter Burwell
fotografia: Roger Deakins
direção de arte: John P. Goldsmith
figurino: Mary Zophres
edição: Ethan Coen e Joel Coen
Elenco: Josh Brolin, Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Woody Harrelson
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Movie Pass
sábado, 31 de outubro de 2009
De olho no futuro...
Essa semana aconteceu algo que certamente adentrará os anais da história do cinema. Bruce Willis, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger gravaram uma cena para o filme Os mercenários, dirigido por Stallone. O filme, que foi parcialmente rodado no Rio de Janeiro, mostra um grupo de mercenários destacado para depor um ditador na América latina. O filme, um projeto antigo do eterno Rambo, reúne um timaço de craques de filmes de ação. Com nomes como Jason Stathan, Jet Li, Mickey Rourke e Dolphen Longley. Mas é inegável o apelo desse trio que marcou época no gênero e, de certa forma, é responsável por sua solidificação no cinema.
O novo faroeste dos irmãos Coen
Depois de ganharem o mundo, e o Oscar, com Onde os fracos não tem vez, os irmãos Coen retornam ao Western. Novamente adaptando um trabalho elogiado. Dessa vez, os Coen realizarão uma refilmagem, tal qual fizeram com Matadores de velhinha. Bravura indômita é refilmagem do filme de mesmo nome estrelado por John Wayne em 1969. Na história, um xerife e uma menina partem em busca do assassino do pai dela em território indígena. No elenco da refilmagem já estão certos Matt Damon, Josh Brolin e Jeff Bridges. Promessa de chapa quente á frente.
A gestação de Sinatra
Existem papéis que são disputados a tapas em Hollywood. Seja pela evidência que proporcionam ou pelo potencial de prêmios que antecipam, causam verdadeiras guerras nos bastidores. Um desses papéis é o de Frank Sinatra na biografia que Martin Scorsese vai realizar para a Universal. O jornal britânico The Guardian publicou reportagem, essa semana, sobre o imbróglio que anda mexendo com a cidade do anjos. São 3 os nomes cotados para viver “os olhos azuis” na tela grande. O primeiro deles é Leonardo DiCaprio, que segundo fontes anônimas largaria na frente por ser habitual colaborador de Scorsese, além de ter olhos azuis, claro. George Clooney seria o preferido de Tina Sinatra que gostaria de ver o pai vivido pelo ator de quem é fã confessa. Executivos ligados a produção prefeririam, no entanto, Johnny Depp, que, supõe esses executivos, foi talhado para viver o personagem.
A coluna lembra ainda de Chris Pine, que foi um dos primeiros nomes cotados para interpretar o ícone. E que, francamente, se ajusta muito melhor a figura do biografado do que todos esses outros nomes.


E os alienígenas querem tomar o lugar dos vampiros
Ultimamente na ficção não tem tido para ninguém. Os vampiros dominaram com presas, sangue e muito charme. Mas velhos conhecidos querem derrubar os dentuços do trono. Depois do acachapante Distrito 9 (atualmente em cartaz nos cinemas do Brasil), vem aí uma nova safra de filmes protagonizados por aliens ou por nossos defensores. Além dos anunciados reboots de Aliens, com Ridley Scoot de volta a cadeira de diretor, e Predador, a cargo de Robert Rodriguez, essa semana a Columbia anunciou a terceira parte de MIB. Isso mesmo Homens de Preto 3 vai acontecer. O roteirista Ethan Cohen de filmes como Trovão tropical e Madagascar 2 é o responsável pelo roteiro. O estúdio não divulgou mais detalhes sobre a produção. Mas é de se imaginar que haja um pré – acordo com Tommy Lee Jones e Will Smith. Afinal de contas, sem eles não tem graça. Literalmente.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Notas
Foto: Fabrizio Bensch/ Reuterssegunda-feira, 27 de julho de 2009
Movie Pass
Os Coen aqui fazem uma salada envolvendo a Cia, personal trainers e a volatilidade das relações amorosas no século XXI. Para tanto, contam com um elenco de peso com nomes como George Clooney ,Brad Pitt e John Malkovic, entre outros. O curioso sobre Queime depois de ler é justamente o paradoxo que ele representa. Apesar de reunir a nata de Hollywood, é um filme que não se encaixa nos pressupostos hollywoodianos. Nem em termos narrativos, muito menos em virtude da experiência que proporciona. A combinação desses fatores, elevou a fita, ainda que precocemente, a um status cult.
A seguir o trailer do filme e a minha critica:
Um mundo mergulhado na paranóia!
Depois de vencerem o Oscar com o sombrio e pessimista Onde os fracos não tem vez, os irmãos Coen voltam a comédia de equívocos, mas não abandonam o pessimismo ou a crueza com que se habituaram a retratar a América.
Queime depois de ler (Burn after reading, EUA 2008) terceira colaboração dos irmãos diretores com o astro George Clooney é também a mais bem sucedida da dupla. Não só comercialmente( o filme registrou a maior bilheteria do fim de semana de estréia no mercado americano e também a maior da carreira dos diretores), mas também artisticamente.
O filme versa sobre a paranóia. E seu efeito alienante, lascivo, contraditório e porque não cômico. Os Coen brindam seu público com uma deliciosa comédia de espionagem, em que um agente da CIA (John Malkovic) após ser despedido da agência, escreve um livro de memórias, que sua esposa, que planeja o divórcio, rouba pensando tratar-se de uma relação de suas finanças. O CD acaba perdido no chão da academia em que trabalham Frances Mcdermond, relações públicas que sonha em realizar algumas cirurgias plásticas, e Brad Pitt, um personal Trainer abobalhado. George Clooney faz um policial aposentado que se inscreve em sites de encontro para mulheres de meia idade.
O filme é uma farra. Mas é também uma poderosa critica ao establishement americano. O primeiro alvo dos Coen é a própria CIA. Que na visão dos cineastas está superada. E hoje vive consertando os próprios erros na falta do que fazer. Sobra para o culto a imagem. A obsessão por um corpo malhado. A queda e desvalorização do conceito de casamento. E o sexo como motor das relações sociais. Os Coen trabalham sabiamente esses elementos e enxergam na paranóia tão inerente ao tempo em que vivemos a válvula propulsora de tamanha desconjuntura.
Os atores se revelam um prazer á parte. George Clooney, John Malkovic, Brad Pitt e J.K Simmons estão no melhor da forma. Clooney atinge o ápice da canalhice vivendo um papel que está na cara curte interpretar. Pitt faz um paspalho com alguma graça. Mas é Simmons no pequeno papel de um diretor do alto escalão da CIA quem transforma o filme em um produto acima da média.
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