Mostrando postagens com marcador Os imperdoáveis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Os imperdoáveis. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

[Meme] Atualização 4

Item17 - Brasileirão 
Em exercícios como este nos damos conta de como o Brasil tem filmes para se orgulhar. São muitas produções boas. Mas o lugar comum impera aqui. Cidade de Deus é o filme mais maduro do cinema brasileiro em termos de linguagem e narrativa. A fita de Fernando Meirelles abriu horizontes para o cinema brasileiro e aproximou o público do país de seu cinema. De quebra, mostrou que a falta de domínio técnico estava deixando de ser um problema na produção cinematográfica nacional.



Item 18 - Melhor Animação
Se o negócio é dar vez ao coração, o campeão nessa categoria (e com folga) é O rei leão. A fita de 1994 permanece um primor de entretenimento familiar. Emocionante e divertido, esse clássico Disney ainda é a mais eloquente jornada do herói (conceito de fundo filosófico) a ter surgido no cinema.


Item 19 - O melhor Faroeste

Leone, Ford, Hawkes... são tantos papas do western que fica difícil escolher. Mas o tiro final coube a Clint Eastwood. O apogeu do western ocorre em Os imperdoáveis, filme revisionista que provê perspectiva ímpar ao maior dos gêneros americanos. Um clássico inesquecível e de profunda ressonância que, em última análise, desmistifica bem, mal e todo o sangue e balas que os separam.



Item 20 - Melhor comédia romântica
Meu Deus do céu! Ô item difícil! Para fazer uma “escolha democrática” aponto Simplesmente amor. Pela simples razão de que “a comédia romântica definitiva”, como promete o slogan, congrega todos os clichês em um filme coral deliciosamente apaixonante. O super elenco ajuda a tornar essa comédia romântica saborosa em algo bem próximo do conceito de inesquecível.

Overdose de declarações de amor: na fita de Richard Curtis, cujos créditos como roteirista incluem O diário de Bridget Jones, são muitas e variadas declarações de amor...


Item 21 - Preto no Branco (Melhor Noir)

A tentação era apontar O falcão maltês, excelente filme que marcou o início da parceria (dentro e fora das telas) entre Lauren Bacall e Humphrey Bogart, mas se justiça deve ser feita, é preciso citar o primoroso O homem que não estava lá dos irmãos Coen. Esse filme apresenta todos os elementos que consagraram o noir como gênero de sucesso nos idos dos anos 40 e 50 e ainda é temperado pelo humor seco dos Coen. Uma perola cinematográfica. 


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Movies Great Partnerships - Clint Eastwood & Morgan Freeman



Eles não são melhores amigos. Tão pouco mestre e pupilo. Na verdade, Clint Eastwood, 79 anos, e Morgan Freeman, 72 anos, não se ajustam às convenções das grandes parcerias cinematográficas. Ambos já haviam consolidado suas carreiras antes de estabelecerem parceria. Mas foi justamente no momento dessa união que Morgan Freeman e Clint Eastwood atingiram o melhor momento de suas carreiras. Duas vezes.
Clint e Morgan são hoje bons amigos que confiam um no outro sem amarras e sem pré-condições. “Isso facilita na hora de rodar um filme”, admitiu Morgan Freeman à época do lançamento de Menina de ouro, sobre o fato de ambos os veteranos se conhecerem de outros carnavais.
“Clint Eastwood é um diretor econômico e eu gosto de pensar que sou um ator simples”, disse Morgan em recente entrevista a revista Empire, durante um ensaio fotográfico que rememorou Os imperdoáveis. A parceria de Morgan e Clint, embora possa parecer restrita a relação de ator e diretor, é mais extensa; o que configura mais um aspecto pouco convencional dessa grande parceria do cinema. Eles também dividem a cena, com extrema desenvoltura, em Os imperdoáveis e Menina de ouro, ambos vencedores dos Oscars de filme e direção. A terceira colaboração, Invictus, que chega agora aos cinemas brasileiros, é mais convencional. Clint está apenas na direção e Morgan tem o show todo para ele. Ou seria o contrário? Como se trata de uma parceria, quem ganha mesmo, somos nós.


Os homens certos para a tarefa
Em Os imperdoáveis Morgan Freeman e Clint Eastwood vivem cowboys desesperançados. São homens amargurados e perseguidos pelo passado que aceitam um novo trabalho. Achar e punir os responsáveis por retalhar uma prostituta. O filme de Clint Eastwood é um western definitivo, em sua estrutura e em seu discurso. Passa a limpo todo um gênero cinematográfico e, de quebra, tece comentários tenazes sobre o deslocamento do ideário do machão no cinema americano. Freeman e Clint vivem amigos de longa data aqui. Chama a atenção a naturalidade dos gestos e da química entre os atores.


Clint e Morgan posam para o ensaio especial de 20 anos da revista de cinema Empire: Um filme que marcou época


Essa vida que vivemos
Em Menina de ouro, Clint Eastwood, o diretor, novamente escala Morgan Freeman para ser o melhor amigo do Clint Eastwood ator. O filme que emite a cada fotograma uma tristeza emulada em nostalgia ganha força na performance dos dois atores que foram lembrados pelo Oscar(Freeman venceu como coadjuvante). A amizade e o respeito que os personagens de Clint e Morgan tem um pelo outro são um dos muitos trunfos dessa vitoriosa fita. Menina de ouro versa sobre arrependimentos, redenção, confiança, amor, abandono e muitas outras coisas. É um filme, que em certo nível, mimetiza a obra dessas duas lendas vivas.


Em Menina da ouro, filme sobre as tragédias da vida, Clint e Morgan têm seus melhores momentos como atores


Para honrar uma lenda
E por falar em lendas, nada melhor do que duas lendas vivas reunidas para honrar uma terceira. Invictus, que antes se chamaria de The human factor, tinha uma diretriz muita clara. Narrar a experiência de Nelson Mandela em unificar a África do sul. O projeto foi oferecido a Eastwood e foi questão de tempo até Freeman entrar a bordo. O próprio Mandela disse em certa oportunidade que só o ator poderia vivê-lo em um filme sobre sua vida. Freeman e Eastwood juntos pela terceira vez por Mandela. Ele não poderia pedir melhor.


Morgan Freeman, Clint Eastwood e Matt Damon, os homens que deram vida a Invictus em outro ensaio fotográfico para deleite cinéfilo


Os números da parceria:
+ 3 filmes
+ Os imperdoáveis ganhou quatro oscars (filme, direção, montagem e ator coadjuvante para Gene Hackman)
+ Menina de ouro ganhou 4 oscars (filme direção, atriz para Hillary Swank e ator coadjuvante para Morgan Freeman)
+ As duas indicações ao Oscar de melhor ator da carreira de Clint Eastwood vieram dessas duas colaborações com Freeman
+ Foram também por essas duas colaborações que Clint Eastwood ganhou seus oscars de direção
+ Foi por Menina de Ouro que Morgan Freeman recebeu seu primeiro Oscar, depois de 4 indicações
+ Morgan Freeman foi o narrador de um documentário sobre a vida de Clint Eastwood produzido pela Warner em 2005
+ Menina de ouro e Os imperdoáveis estão na lista American Film institue (AFI) dos 100 melhores filmes da história do cinema americano
Fotos: Empire , Parade e Reusters