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domingo, 23 de dezembro de 2012

Oscar Watch 2013 - O sobe e desce na corrida pelo Oscar


Com dezembro chegando ao fim e o anúncio dos indicados ao Oscar a menos de 20 dias de nós mortais, Claquete elaborou um painel com o sobe e desce da vigente temporada de premiações. Quem ganhou força e quem desidratou depois de toda a movimentação que já houve? Quais os filmes e artistas que assumiram a dianteira na corrida por uma vaga no Oscar? Confira!

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   Lincoln
O grande filme da temporada, pelo menos em musculatura. Lincoln pode até não ter o número de prêmios já conquistados por A hora mais escura, mas suas bases vão se construindo de maneira muito mais sólida na temporada de premiações com forte presença no SAG, Critic´s Choice Awards e Globo de ouro.

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         Daniel Day Lewis

Tudo começou quando a Time lhe colocou na capa e sacramentou “o maior ator do mundo”. Daí para o favoritismo absoluto na temporada de premiações foi um pulo. Poucos creem que ele não vá papar prêmios a torto e a direito nessa temporada e, possivelmente, alcançar a marca de Jack Nicholson entre os atores com três Oscars.

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O mestre
O filme começou uma campanha demolidora no Festival de Veneza. Outros bons filmes americanos que chegaram ao oscar fizeram o mesmo, como O segredo de Brokeback Mountain e Boa noite e boa sorte em 2005 e O lutador em 2008. No entanto, o filme de Paul Thomas Anderson esbarra em um tema ainda mais polêmico, e certamente mais hermético, do que cowboys gays. O filme ainda tem sólidas chances no Oscar, mas é indubitável o fato de que elas diminuíram consideravelmente.

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John Goodman
Com três boas aparições em 2012, o veterano e querido ator reunia condições de receber de seus pares um reconhecimento nesta temporada de premiações. Mas se o SAG não alçou seu nome às chances reais de indicação ao Oscar, é muito difícil que isso ainda aconteça.

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Mark Boal

O roteirista vencedor do Oscar por Guerra ao terror se vê no centro de uma polêmica com o governo americano. Congressistas andam chiando porque Boal teria tido acesso a documentos confidenciais sobre a operação que culminou na morte do terrorista Osama Bin Laden. Na onda do hype, Boal e a diretora Kathryn Bigelow têm dito que fizeram um filme jornalístico a respeito, mas ainda assim uma peça de ficção. Certo é que essa polêmica toda coloca Boal como favorito ao Oscar de roteiro original.

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Javier Bardem
Público e crítica reagiram com perplexidade a performance de Javier Bardem como vilão de 007 em Operação Skyfall. Imediatamente surgiram comentários sobre prêmios, mas todos dentro daquela margem de segurança. Pois bem, com as indicações para o SAG e o Critic´s Choice Awards, a indicação ao Oscar de ator coadjuvante passa a ser uma possibilidade bastante palpável. Seria mais um feito notável para o espanhol que conquistaria sua terceira indicação ao prêmio da academia em seis anos.

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Os miseráveis
O filme ainda não estreou nos EUA, mas vai chegar com menos pompa do que se imaginava. Não que tenha sido um fracasso em matéria de indicações a prêmios, mas as críticas divididas e predominância em categorias técnicas no Critic´s Choice Awards subtraíram um pouco da força do filme na temporada.

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David O. Russell
O seu filme, O lado bom da vida, está bem na fita. Mas Russell, em parte por ter sido indicado recentemente ao Oscar e em parte por competir com uma comédia contra dramas elogiados, pode ficar de fora da disputa pelo Oscar de direção. O que abalaria terminantemente as chances de seu filme na temporada.

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         Nicole Kidman

Ninguém falava dela antes da semana das indicações ao Globo de Ouro e SAG, prêmios aos quais a atriz australiana foi nomeada. Em parte pelo fato do filme que estrela, The paperboy, ter dividido a crítica. Agora, Kidman é presença quase certa entre as indicadas a atriz coadjuvante.  

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           Bradley Cooper
E quem segura Cooper? Depois de um dezembro de muitas menções, indicações e alguns prêmios. O ator é presença praticamente certa entre os cinco melhores do ano no Oscar. Muita gente dada como favas contadas deve ir ao evento. Mas para aplaudi-lo.

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Indomável sonhadora
O “independente do ano” pode ficar pelo caminho. Por não ser elegível para o SAG, seus atores não são sindicalizados, o filme perdeu um precioso apoio (dos atores, ora) na busca por uma indicação ao Oscar. Pode ser que entre, já que o Oscar agora tem sua principal categoria mais dilatada, mas já entrará em baixa.

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      Amour

O filme venceu o prêmio da crítica de Los Angeles e todo mundo em Hollywood fala de Michael Haneke entre os diretores. Fato é que poucas vezes um filme estrangeiro teve tanto apelo para figurar com substância nas principais categorias do Oscar. O artista, mezzo francês, mezzo americano, não conta.

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O impossível
O filme vem ganhando um insuspeito suporte de algumas figuras centrais da Hollywood atual como Angelina Jolie, Reese Whiterspoon e Colin Firth. Em comum, os três tem a defesa de que o filme merece ser lembrado no Oscar. Naomi Watts já é praticamente certa entre as atrizes, mas o filme vestiu de vez a carapuça de azarão em outras categorias. Até mesmo de melhor produção do ano.

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Quentin Tarantino
Se a recepção a Django livre tivesse sido a maravilha que foi a de Bastardos inglórios, a presença de Quentin Tarantino no Oscar já seria incerta. Como a reação ao filme foi bem morna, dá para imaginar o drama. O mais provável é uma vaguinha entre os roteiristas e olhe lá. O peso do Globo de Ouro e do Critic´s Choice Awards em matéria de Tarantino precisa ser relevado. Afinal, eles são fãs do cara!

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Roger Deakins

Em nove indicações, Deakins nunca levou um Oscar. É um dos maiores perdedores da categoria de direção de fotografia. Quem diria que o habitual colaborador dos Coen poderia levar sua aguardada estatueta por um filme de 007, o auge da inadequação na categoria? É mais ou menos isso que está pintando...

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  Ang Lee
O cineasta, dos mais talentosos e sensíveis em atividade no cinema, tem muitos fãs na indústria americana. E As aventuras de Pi tem impressionado as pessoas certas. Lee pode ser o quinto elemento entre os diretores e conquistar sua terceira indicação na categoria por um épico espiritual em 3D.

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     O voo
Um legítimo blockbuster de outono, o filme estrelado por Denzel Washington que marca o retorno do diretor Robert Zemeckis aos filmes live action, tem feito boa carreia nas bilheterias. Esse fato pode impulsionar o filme para além da praticamente certa indicação de seu protagonista.

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Matthew McConaughey
The paperboy, killer Joe, Magic Mike... muito tem se falado do brilhante ano de McConaughey, mas a candidatura do ator não emplacou. Apesar de lembrado no Spirit Awards e no Critic´s Choice, dificilmente o marido de Camila Alves terá forças para chegar ao Oscar.
                               
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Robert De Niro
Apesar da presença no SAG, a ausência de De Niro entre os concorrentes ao Globo de ouro de ator coadjuvante pode ter consequências nefastas para o ator. Afinal, ele já é um patrimônio do cinema americano e muitos podem preferir nomear um ator que ainda não seja uma instituição.

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Richard Gere         
O ator pode se beneficiar da indicação no Globo de ouro. A bem da verdade, desde que A negociação foi exibido no festival de Sundance de 2012, uma indicação para Gere já era comentada. Favoritos se estabeleceram e ele ficou meio esquecido. O Globo de Ouro pode ter resgatado seu nome no momento certo. Vale lembrar que Gere nunca foi indicado ao Oscar. Essa “incorreção” pode contar a seu favor.

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Rachel Weisz

O mesmo raciocínio aplicado a Gere. Só que poucos a consideravam uma concorrente legítima por Deep blue sea até o círculo de críticos de Nova Iorque anuncia-la como a melhor atriz de 2012. O Globo de ouro, que indicou-a ao prêmio, pode fazer por ela o que fez por Rooney Mara no ano passado.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Momento Claquete #5

IN & OUT

 Javier Bardem, fotografado para ensaio da revista W, indicado ao Oscar de melhor ator por Biutiful
"Estou muito feliz pela honra.Ainda mais por se tratar de um filme não falado em inglês"



O homem do copião de ouro: Scott Rudim é o produtor de dois dos favoritos ao Oscar. Levam sua chancela A rede social e Bravura indômita



Por Bardem: Ryan Gosling viu sua colega de elenco Michelle Willians conseguir a segunda indicação ao Oscar de sua carreira por Namorados para sempre, mas teve seu nome preterido e, por enquanto, continua a ostentar uma única indicação na carreira por Half Nelson ( 2006)


No love for Ben: apesar de muito elogiado, das indicações do sindicato dos produtores e dos roteiristas e ao Critic´s Choice Awards, Atração perigosa no Oscar ficou mesmo na indicação para Jeremy Renner como coadjuvante



 
Uma atriz de fibra: Melissa Leo é a favorita na disputa entre as atrizes coadjuvantes por seu papel em O vencedor



Michael Douglas, em foto do editorial da W para as melhores atuações do ano: um dos melhores atores de 2010, com duas performances notáveis (O solteirão e Wall street - o dinheiro nunca dorme) completamente ignorado



Roger Deakins é o veterano de indicações entre os concorrentes a melhor diretor de fotografia: ele disputa seu nono Oscar pela nona colaboração com os irmãos Coen em Bravura indômita ( a maior parte das indicações são provenientes dessas colaborações)



 A diva: Annette Benning por Minhas mães e meu pai é a principal concorrente da favorita Natalie Portman. Sua candidatura se apóia muito mais no prestígio do que qualquer outra entres os atores e atrizes



 O delírio imperfeito: o italiano Dante Ferreti, já premiado com o Oscar duas vezes, ficou de fora da disputa com o excepcional trabalho de direção de arte realizado em Ilha do medo



O delírio perfeito: depois de alguns filmes delirantes e incompreendidos, Darren Aronofsky chega ao Oscar com propriedade. Além da indicação para melhor diretor, vê seu filme Cisne negro destacado como um dos melhores de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Movies great partnerships - Irmãos Coen e Roger Deakins


Os Coen (de óculos escuros) e Roger Deakins em locações no Novo méxico onde gravaram cenas de Onde os fracos não têm vez


Muita gente gosta do cinema dos irmãos Coen. Os irmãos cineastas criaram uma identidade bastante particular no cinema americano. Com seus personagens caricatos, seus roteiros tão inteligentes quanto intransigentes e com uma moral vaticinante, os irmãos rapidamente se tornaram cronistas contumazes da América e suas consternações. O que pouca gente sabe é que um inglês da pequena Devon, com oito indicações ao Oscar e que ministra cursos de fotografia em algumas escolas de cinema dos EUA tem muito a ver com essa identidade patenteada pelos irmãos Coen. Aos 61 anos, o diretor de fotografia Roger Deakins chega, com Um homem sério (novo filme dos Coen), a oitava colaboração com Joel e Ethan Coen.
Iniciada em 1996, com Fargo, a parceria, além de longeva, tem se mostrado bem sucedida. Deakins foi o fotógrafo de todos os filmes dos Coen desde então, com exceção de Queime depois de ler. Essa exceção deve-se ao fato de que Deakins estava envolvido em 4 filmes quando os irmãos começaram a filmar a comédia estrelada pelos amigos George Clooney e Brad Pitt; o que o impossibilitou de assumir a direção de fotografia do filme.

Deakins em ação: Ele é o diretor de fotografia vivo com mais indicações ao Oscar. Esse ano, porém, ele não concorre

“É tudo mais fácil quando você já sabe o que o diretor quer. Os ângulos que ele gosta de trabalhar e tudo o mais”, disse Deakins a revista American Cinematographer em 2008 quando fora indicado ao Oscar duplamente, pela fotografia de O assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford e por Onde os fracos não têm vez, dos Coen.
Joel Coen, por sua vez, disse a mesma publicação na ocasião que “Deakins é econômico, rápido, ativo e surpreendente. Quem não gostaria de tê-lo em uma equipe?”

Cena de Fargo: O inicio da prolífera parceria dos Coen e Roger Deakins


Eles e o Oscar
Embora ainda não tenha vencido um Oscar, Deakins é o diretor de fotografia vivo, mais indicado ao prêmio da academia. São oito indicações, das quais 4 por trabalhos desenvolvidos com os Coen.
Um homem sério também chegou ao Oscar. Com duas indicações (filme e roteiro original). Apesar de não ter recebido indicação por fotografia, Deakins pode ser considerado tão autor do filme quanto os Coen. O processo colaborativo deles avançou para um processo de criação em conjunto. Os três já trabalham no próximo filme, True Grit, que deve ser lançado ainda em 2010.

Billy Bob Thorton em cena de O homem que não estava lá: Os Coen e Deakins revitalizaram o cinema noir no século XXI


Os filmes da parceria:
Fargo (1996)
O grande Leboswki (1998)
E aí meu irmão, cadê você? (2000)
O homem que não estava lá (2001)
O amor custa caro (2003)
Matadores de velhinha (2004)
Onde os fracos não tem vez (2007)
Um homem sério (2009)

Legenda: Indicado ao Oscar