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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Crítica: Thor - o mundo sombrio

Loki reloaded!

É consenso que o melhor que havia no filme de Kenneth Branagh que deu origem à franquia Thor no cinema era o conflito shakespeariano a rondar Loki, o irmão adotado do protagonista, corroído pela inveja. Não precisaria de um ator tão bom como Tom Hiddleston para sublinhar essa preciosidade, mas Hiddleston foi superlativo e crucial para o sucesso tanto daquele filme como de Os vingadores, no ano seguinte.
A sequência de Thor, O mundo sombrio (Thor – the dark world, EUA 2013) passou por conflitos que não costumam caracterizar os filmes da Marvel. Parte desses conflitos davam conta da expansão da participação do personagem no filme. Quem quer que tenha brigado por mais Loki em cena precisa ser parabenizado. Se um vilão é o principal termômetro de um filme, O mundo sombrio tem Malekith (Christopher Eccleston), e isso não é boa notícia. Daí a necessidade de Loki. Um vilão testado, aprovado e que nas graças de Hiddleston se torna muito melhor do que o roteiro prevê.
Alan Taylor, cuja expertise na série Game of Thrones lhe valeu o emprego aqui, faz um filme ao gosto de uma produção Marvel. Não há grandes divagações temáticas e há humor. Aliás, se há algo que difere Thor – o mundo sombrio de O homem de aço, é justamente o apreço pelo humor. Não se levar a sério é algo muito sério nesse mundo dos blockbusters megalomaníacos. Além de ser uma fusão entre Star Wars e O senhor dos anéis, esse filme oferece muito pouco a quem pretende assistir um filme que vá além da diversão escapista. E é aí que entra Loki. De longe o personagem mais completo, carismático e tridimensional do universo criado em Thor. Mesmo sem estar no eixo central da trama, ou a movê-la como no primeiro filme e em Os vingadores, o personagem é responsável não só pelos melhores momentos de O mundo sombrio, como por aqueles em que é possível se vislumbrar o tipo de filme que a Marvel poderia estar fazendo se já não gozasse de conforto suficiente na Hollywood de hoje.

Loki em cena: o filme é dele e a gente agradece por isso...

Neste segundo filme, elfos malignos retornam para se vingar dos asgardianos que os subjugaram milênios atrás. Na guerra cujo desfecho pode ser o fim do universo, Jane Foster (Natalie Portman), acidentalmente se torna uma peça fundamental. O que, obviamente, levará Thor (Chris Hemsworth) às últimas consequências para salvá-la. Até mesmo aliar-se a seu irmão. Se você viu o trailer, você já sabe tudo que precisa saber sobre o filme, descontada uma ou outra cena de visual arrebatador. O que torna O mundo sombrio um filme, e não um imenso trailer, é justamente Loki.

A Marvel tem ciência das potencialidades do personagem e o gancho final inspira expectativas de que o eventual terceiro filme, nas mãos de um diretor menos operário, possa ser digno do Deus do trovão e de seu irmão, que teima em roubar-lhe a cena filme após filme. 

sábado, 18 de maio de 2013

Crítica - Homem de ferro 3

Futuro incerto


Homem de ferro 3 (Iron man 3, EUA 2013) é um filme de transição. Depois de consolidar o universo Marvel no cinema, é a hora de consolidar o universo Tony Stark. Esse terceiro filme se presta a esse intuito. Robert Downey Jr. pode ou não renovar para mais uma bateria de filmes, mas é preciso pensar além do futuro imediato e a Marvel – como deixa claro o “Tony Stark will return” depois da cena pós-créditos – vê no personagem o seu James Bond.  Tudo em Homem de ferro 3, seus defeitos e qualidades, convergem para a consolidação desse “universo Tony Stark”. O filme, seguramente mais frágil do que os anteriores, escala a megalomania característica dos vilões ‘bondianos’ na figura de Aldrich Killian (Guy Pierce); investe mais em Tony Stark na tela do que no Homem de ferro e até enseja as “stark girls”, ainda que timidamente nesse primeiro rascunho, na figura da personagem de Rebecca Hall. O cálculo está muito bem feito. O perigo é que Homem de ferro integra outro universo, o Marvel, e essa dupla pretensão pode gerar desequilíbrios no longo prazo. Além do mais, ainda resta a incógnita se o personagem conseguiria sobreviver sem Robert Downey Jr. Não é porque Bond sobreviveu sem Sean Connery, que o mesmo aconteceria aqui.
A questão, no entanto, merece uma análise à parte. O filme, ainda que decepcione na comparação com seus predecessores – em especial o primeiro, se firma como um blockbuster digno. Sob muitos aspectos, como filme evento, Homem de ferro 3 é um triunfo. Há um roteiro que se passa muito bem por inteligente, ainda que não o seja, personagens cativantes (os novos e os de sempre) e Robert Downey Jr. provando que consegue se manter no auge mesmo com a pressão maior sobre seus ombros. Mais tempo em tela com menos cenas de ação e um personagem já conhecido e relativamente desgastado não diminuíram a força de Downey Jr. para autoparódia e muito menos tornaram seu cinismo menos efetivo. O ator continua responsável pelo melhor que Homem de ferro tem a oferecer como cinema, o que põe em dúvida se a série tem condições de evoluir sem o ator.

Robert Downey Jr. em cena do filme: ele ainda vale o ingresso

Os efeitos especiais, desnecessário dizer, são de brilhar os olhos. O clímax do filme, em que diversas versões do Mark (nome de batismo do traje do Homem de ferro) funcionam automaticamente e Tony migra de um para outro conforme as circunstâncias exigem talvez seja o mais próximo da HQ – no sentido visual – que um filme da Marvel já chegou.   
Homem de ferro 3, com sua massiva bilheteria, esconde um esgotamento criativo da Marvel. Os vingadores não foi a coca-cola que se esperava e a transição ensejada por Homem de ferro 3 talvez já seja reflexo disso. É cedo para dizer. Certo é que a Marvel precisa mais do que nunca de Robert Downey Jr., que já não precisa mais da Marvel. É a resolução dessa história que decidirá o futuro do personagem daqui para frente.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - O marketing de Os vingadores


Muito já foi dito, inclusive neste Especial Os vingadores, sobre o ineditismo da proposta da Marvel em seu bem urdido e ousado projeto de levar seu universo dos quadrinhos para o cinema, mas muito pouco foi comentado desse projeto sob a perspectiva do marketing. Afinal de contas, o que a Marvel Studios está introduzindo no cinema é algo genuinamente novo e não menos megalomaníaco. O “projeto Os vingadores” revela um componente essencial à indústria cinematográfica e que pode se pavimentar como vanguarda em termos de marketing. Ao longo de quatro anos, quatro filmes e muitos personagens serviram a uma inusitada plataforma de promoção deste filme que flerta com todos os superlativos do cinemão ianque.
Os executivos Kevin Feige e Avi Arad praticamente erigiram o estúdio de cinema Marvel Studios da ação marketeira de “possivelmente” ter o filme dos vingadores. O próprio Feige admitiu em entrevista recente que quando colocou Samuel L. Jackson na cena pós-creditos de Homem de ferro em 2008 ele tinha uma bela ideia em termos narrativos de como levar os vingadores aos cinemas, mas não tinha a menor ideia se aquilo seria viável em termos comerciais.

Joss Whedon, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth e Chris Evans bate um papo no set de Os vingadores: projeto fortalecido por ação pioneira no cinema que fundiu estrutura narrativa ao marketing

Não fosse a sementinha da curiosidade plantada na cabeça de milhões de fãs e de uma indústria ciosa por desafios, Os vingadores não aconteceria. A estratégia de criar um universo Marvel nos cinemas vingou e possibilitou que aquela “brincadeirinha” virasse uma valiosa estrutura de negócios que, entre outras realizações, possibilitaria a aquisição da Marvel pela Disney – conferindo novo fôlego à empresa também nos quadrinhos. Um adendo precisa ser feito: a DC comics faz parte do conglomerado de comunicação Time Warner e a Marvel, que ainda estava solo, enfrentava dificuldades com a crise que o setor enfrentava com a popularização dos tablets e smartphones. O setor, tal qual a indústria da música, já dá sinais de recuperação e, no caso particular da Marvel, a negociação com a Disney foi providencial. 
A estrutura desenvolvida pela Marvel para levar Os vingadores aos cinemas, no entanto, exige planejamento efetivo de gastos, tempo e narrativa. Thor, Capitão América- o primeiro vingador, O incrível Hulk e os dois Homem de ferro renderam juntos quase U$ 2 bilhões nas bilheterias e geraram muito mais em merchandising e home video. 
Outro aspecto interessante dessa empreitada é o próprio conceito de filme–evento. O conceito de blockbuster foi algo criado por Steven Spielberg na década de 70. O que Os vingadores, via Marvel Studios, sugere é uma evolução desse conceito. Como se fosse possível adicionar massa muscular a ele. Pelos menos em termos de marketing, isso já aconteceu.

domingo, 15 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Por que há tantos filmes sobre super-heróis e por que eles estão cada vez melhores?


Crise criativa é algo intrínseco ao próprio sistema hollywoodiano. É um sintoma indesviável do gigantismo do maior símbolo da indústria cultural de nossos tempos. Portanto, soa repetitivo afirmar que as adaptações de HQ são boias salva vidas para a indústria do cinema americano. Mas são isso mesmo. De quebra, por meio de cineastas inventivos e vanguardistas como Christopher Nolan, Bryan Singer e Sam Raimi, se tornaram também modelos de cinema comercial com vocação artística. Impossível não detectar, por exemplo, profunda ressonância filosófica no Batmam de Chistopher Nolan; ou deixar de identificar um bem articulado comentário político em alguns filmes da franquia mutante. Dramas essencialmente humanos podem ser vistos em sombreamentos distintos em filmes como Homem-aranha ou Homem de ferro. Sem escapar à percepção artística de filmes como Marcas da violência e Estrada para a perdição, também eles adaptações de quadrinhos.
O que ocorre é que, de uns anos para cá, Hollywood constatou que não residia apenas na literatura uma fonte fidedigna para adaptações. Outras mídias, além de universos igualmente fascinantes, ofereciam base consolidada de fãs, potencial comercial expansível e possibilidades narrativas inexploradas. Dentre essas novas fontes (videogames, peças, músicas), as HQs se apresentam como as mais ricas em variações estéticas e discursivas – ainda que tematicamente possam parecer uniformes.
Isso porque os super-heróis são valiosos espelhos para nossas aflições cotidianas e ainda mais interessantes do ponto de vista catártico. Dessa maneira, a partir do momento em que se dominou o conceito de super-herói no cinema, nada mais previsível do que industrializá-lo.

Chris Evans, o Capitão América do cinema, e Stan Lee, o criador de boa parte dos heróis da Marvel, no set de Os vingadores: Marvel tenta levar para o cinema a dinâmica narrativa de seus quadrinhos

Mais e melhor?
Quantidade, já diz o famoso dito popular, não se relaciona necessariamente, com qualidade. Mas nessa produção em escala, os erros são imperiosos para que se possa convertê-los em acertos. A Warner não retomaria o personagem Batman tão cedo e o confiaria a um diretor pouco experimentado comercialmente como Christopher Nolan, se a Fox não tivesse tido a mesma ousadia, e sido bem sucedida, com Bryan Singer no primeiro X-men (2000). A Sony não daria o sinal verde para Homem-aranha, que tinha um roteiro assinado por ninguém menos do que James Cameron rodando por Hollywood há pelo menos dez anos, se não tivesse percebido que havia potencial criativo para um personagem como Peter Parker, garoto que de uma hora para outra descobre que grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Conforme atesta essa seção Tira-teima, publicada em abril de 2011 no blog, desde os anos 2000 já foram feitos mais de 20 filmes baseados em HQ. Nem todos, é bem verdade, primam pela qualidade. O recente Motoqueiro fantasma – espírito de vingança, é forte candidato a pior filme dos últimos cinco anos. Mas existe, e não tão veladamente quanto alguns podem supor, a percepção de que os filmes de super heróis podem vocalizar muitas contradições humanas. Nesse sentido, a forma como Christopher Nolan percebe Batman e suas reminiscências instituiu um novo patamar de qualidade para esse perfil de produções. Passa por aí a baixa tolerância a fitas como Motoqueiro fantasma atualmente. Nolan, Raimi e alguns outros mostraram que não é preciso uma abordagem superficial para fazer milhões. É possível atender aos anseios dos estúdios, agradar aos fãs, satisfazer o público e conquistar a crítica ao explorar nuanças investidas na própria origem desses personagens. Uma prova de que essa maturidade veio com o tempo é a recepção pouco amistosa que o Hulk de Ang Lee recebeu em 2003. Lee fez um drama psicológico com toque shakespeariano e nem público e crítica estavam preparados para isso. Nolan e Raimi foram mais sutis e econômicos nessa constante decantação.

O britânico Christopher Nolan mudou definitivamente a percepção de indústria e crítica sobre as possibilidades narrativas de um filme de super-herói


2012, por muitas razões, será decisivo para a maturação desse gênero cinematográfico – o filme de super- herói. Primeiro pela estreia de Os vingadores – filme que é resultado e de certa forma prefácio – do mais ousado projeto narrativo já instituído por um estúdio de cinema (Marvel Studios). Que no caso não era nem mesmo estúdio antes desse projeto começar.
Segundo porque o Batman de Christopher Nolan terá seu capítulo final e o desfecho da trilogia pode arrematar com chave de ouro todas as conquistas a ela creditada ou por tudo em cheque. Terceiro porque a Sony apresenta sua jogada de risco: um reboot da franquia Homem-aranha, que é a mais rentável da história do estúdio. São apenas dez anos do filme original e a proposta nasceu, na verdade, de discordâncias com o diretor Sam Raimi a respeito dos rumos da série. Se vingar, prova de vez as imensas possibilidades narrativas proporcionadas por esses personagens tão ricos. Se der errado, poderá comprometer toda essa estrutura erigida que o presente artigo ilumina.
A expectativa é de que tudo transcorra bem. Mas existe a possibilidade de os maias, pelo menos, derrubarem os super-heróis.  

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Os dez melhores filmes com personagens Marvel


Os vingadores é o maior projeto Marvel nos cinemas. É a grande cartada do estúdio nessa nova e arriscada fase que foi iniciada em 2008 com Homem de ferro. É sabido que a Marvel não detém, no cinema, os direitos de todos os seus personagens. Situação que começará a ser revertida no final dessa década. De qualquer jeito, seus personagens foram ao cinema por outros estúdios. Claquete, na antecipação de Os vingadores, lista os dez melhores filmes com personagens Marvel.



10 – Blade 2, de Guillermo Del Toro (Blade 2, EUA 2002)
É fato que foi com o primeiro Blade, em 1998, que os personagens da Marvel passaram a ser considerados fontes fidedignas para produções hollywoodianas. Contudo, foi com o segundo filme do caçador de vampiros, personagem de segunda linha do selo Marvel, que a ideia de que um filme de herói poderia ser algo mais surgiu. O cineasta Guillermo Del Toto, conhecido por seu requinte visual, fez do filme do caçador de vampiros algo divertido, assustador e transbordante em ação. Tudo isso muito bem fundamentado visualmente.


9-  Capitão América – o primeiro vingador, de Joe Johnston (Captain America: the first avanger, EUA 2011)
A maior prova de que filme de super-herói também pode ser uma bela matinê. Conjugando muito bem a responsabilidade de ser a principal ligação entre os filmes da Marvel Studios (os dois Homem de ferro, Thor e O incrível Hulk) e Os vingadores, com a função de ser um filme de introdução ao personagem, Capitão América – o primeiro vingador apresenta um ritmo maravilhoso e personagens carismáticos. É daquele tipo de filme que se revê sem cansar.


8 - X-men, de Bryan Singer (X-men, EUA 2000)
Se o primeiro Blade mostrou que era possível a Marvel vingar no cinema, foi o primeiro X-men que mostrou o caminho das pedras. O filme de Singer disfarça, e muito bem, o orçamento modesto com cenas muito bem pensadas para parecerem maiores do que de fato são. Um roteiro afiado e um astro, Hugh Jackman, esperando para ser descoberto. 


7- Hulk, de Ang Lee (Hulk, EUA 2003)
Filme muito subestimado. Nem público, nem crítica reagiram bem à investida psicológica que Ang Lee impetrou no filme. Uma introspecção que, naquele momento, não parecia oportuna em um filme baseado em quadrinhos. Se o filme fosse lançado hoje, depois do vanguardista Batman de Christopher Nolan, a recepção a ele talvez fosse diferente. Lee fez do Hulk uma poderosa arma do inconsciente de Bruce Banner e circunscreveu à tragédia familiar toda a sua desgraça. Uma leitura shakespeariana para um personagem até certo ponto simplório. 


6 – Homem de ferro, de Jon Favreau (Iron man, EUA 2008)
O primeiro filme Marvel, mais do que ser um ótimo e inteligente entretenimento, é a demonstração perene de como planejamento e controle implicam em sucesso criativo e comercial. Esmerado pelo talento e carisma de Robert Downey Jr., Homem de ferro se revela uma comédia de ação dotada de invejável senso crítico. Uma combinação ímpar não só nos filmes baseados em HQ, como nas produções hollywoodianas em geral.


5 – X-men 2, de Bryan Singer (X-men 2, EUA 2003)
Primeira prova viva de que uma sequência pode ser muito melhor que o original nas adaptações de HQ. X-men 2 eleva a discussão intrínseca ao universo dos mutantes (tolerância, preconceito, etc) e apresenta um filme muito mais atraente e com personagens envoltos em dilemas ainda mais agonizantes.


4- Homem aranha, de Sam Raimi (Spider man, EUA 2002)
Era grande a expectativa pelo filme do cabeça de teia. Sam Raimi deu uma aula de como fazer um filme de origem capaz de agradar aos fãs sem alienar espectadores ocasionais. Apostando em um enredo simples e em personagens carismáticos, o diretor foi fiel ao espírito dos quadrinhos e ainda entregou um filme coeso e empolgante.


3 – Homem aranha 2, de Sam Raimi (Spider man 2, EUA 2004)
Entrou para a galeria de sequências superiores ao original, assim como O poderoso chefão 2, O império contra-ataca e O cavaleiro das trevas. É um filme que consegue sublinhar com eficácia inédita até então em um filme baseado em HQ os dilemas humanos inerentes ao herói. Consegue ser mais divertido, mesmo sendo mais sombrio. Uma combinação tão improvável quanto certeira.


2 – Kick ass – quebrando tudo, de Mathew Vaughn (Kick ass, EUA 2010)
Menos conhecido do que os companheiros de lista e integrante de um selo especial da Marvel, Kick ass acabou recebendo tratamento de luxo no cinema. O diretor Mathew Vaughn preservou o cinismo do material original e investiu no humor negro sem diminuir a pegada violenta do material original. Resultado? O mais divertido e anárquico filme baseado em HQ, sem deixar de ser inteligente e repleto de ação.


1- X-men: primeira classe, de Mathew Vaughn (X-men: first class, EUA 2011)
E Mathew Vaughn conseguiu novamente. Ele já deveria ter dirigido o terceiro X-men, mas deu uma amarelada. Voltou à franquia mutante por cima da carne seca após o sucesso de público e crítica alcançado com o barato e underground Kick Ass. Resultado? Fez o filme mais político dos últimos anos e ponto. Não é pouca coisa. X-men: primeira classe é vintage, é cool, é inteligente e é puro carisma. Não a toa está em primeiro, não é mesmo?

domingo, 8 de abril de 2012

ESPECIAL OS VINGADORES - Criando um universo


Em maio de 2010, quando Os vingadores ainda era um projeto relativamente distante, essa mesma seção Insight abordou o ousado projeto Marvel no cinema, cujo ápice criativo e comercial se verificaria no filme que agora está a poucos dias de estrear. Vale a pena reler o artigo que repisa toda a trajetória da Marvel e de seus personagens na consolidação da marca no cinema. Essa seção Insight pode ser lida clicando aqui.
Já não é mais segredo para ninguém que a Marvel hoje integra o grupo Disney, maior conglomerado de entretenimento do mundo, como resultado de um negócio de mais de U$ 4 bilhões iniciado em 2009 e concluído no final de 2010.
O mais interessante a se observar nessa curiosa encruzilhada é que é justamente a Disney a dona de um universo tão rico e plural no cinema. A galeria de personagens Disney é multimidiática e já havia recebido uma bela incrementada quando da aquisição da Pixar pelo estúdio do Mickey Mouse. Desnecessário dizer que a independência criativa da Marvel na Disney será a mesma experimentada pela Pixar. Contudo, os objetivos são maiores. No final da década começam a vencer alguns contratos de personagens licenciados para outros estúdios e Marvel e Disney já anunciaram que não há interesse em renovação. A ideia é trazer essas minas de ouro para casa. Homem aranha, que recebe um reboot da Sony esse ano, é, por exemplo, a franquia mais lucrativa do estúdio em todos os tempos. Os mutantes são verdadeiras fontes de dinheiro para a Fox que já rodou cinco filmes baseados nos personagens em 12 anos de contrato e mais dois estão a caminho.
Ao contrário do que se podia pensar, a aquisição da Marvel pela Disney não entorpece a divisão de filmes da editora há pouco convertida em estúdio de cinema. Muito pelo contrário. A Marvel passa a ter mais sustância e poder de fogo. Há poucos dias, a Disney anunciou que gastará U$ 100 milhões de dólares na promoção do filme, o primeiro que será distribuído pela empresa. A Paramount, que mantinha contrato com a Marvel, distribuiu internacionalmente Thor, Capitão América e os dois Homem de ferro.

O diretor Joss Whedon orienta Samuel L. Jackson no set de Os vingadores: todos os passos calculados e o suporte providencial da Disney fizeram da Marvel um novo player em Hollywood


Nunca antes na história do cinema
Mas o que a Marvel está fazendo, agora com o patrocínio da Disney, é algo inédito na história do cinema e, por todos os riscos implícitos, muito corajoso. Transpor um universo de uma mídia para a outra, na escala detalhada que a Marvel está fazendo, é algo potencialmente temerário. Mas o planejamento e o controle exercidos por managers como Kevin Feige e Avi Arad que supervisionam todo esse processo de transposição têm se mostrado acurados. A entrada da Disney agregou a segurança e a estatura de um player já consolidado no mercado às vésperas da cartada definitiva da Marvel para a consolidação de seu universo no cinema. Já existem alguns filmes em pré-produção que, aparentemente, independem do tamanho do sucesso de Os vingadores: Capitão América 2, Thor 2 e Homem de ferro 3.
Isso mostra que o estúdio já está viabilizado. Resta saber como o “universo Marvel” será gerido depois de concluída a última etapa de sua implementação. Talvez a ideia seja esperar pelo regresso de outros filhos da popular “casa das ideias”. Após ser bem sucedida no maior desafio narrativo já instituído por um estúdio emergente no cinema, a Marvel finalmente poderá dizer a que veio.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crítica - Capitão América: o primeiro vingador

Asas da liberdade!


Chris Evans estava receoso em assumir o posto de protagonista de Capitão América: o primeiro vingador (Captain America: the first avanger). Ele tinha medo de não estar à altura do desafio. Foi a partir de sua hesitação que Kevin Feige, o mega produtor da Marvel Studios, teve certeza que Evans era o Capitão América ideal. Não dá para dizer que Evans usou esse expediente da dúvida na sua composição de Steve Rogers, o franzino patriota que se vê como cobaia do exército americano para se tornar um supersoldado, mas é possível entender o raciocínio de Feige quando os créditos sobem. Evans facilita a identificação com Rogers em uma performance carismática, envolvente e rigorosa. Tanto antes de se tornar o Capitão América quanto depois.
E o filme se esmera em seu protagonista como que dependesse dele para alçar voo. Joe Johnston se recupera do tenebroso O lobisomem com essa aventura deliciosa em que o nazismo é pano de fundo para o surgimento do herói americano mais categórico em termos etimológicos.
Capitão América: o primeiro vingador, diferentemente do que se poderia supor, não é mero link para o Os vingadores. É um filme sólido, com ótimos momentos e uma trama, embora simplista, bem delineada.
Não se avexa de satirizar a própria figura ao submeter o Capitão América ao jugo da propaganda pró-guerra. Uma bifurcação de uma ideia já incutida no primeiro Homem de ferro. É lógico que todo aquele componente patriota, que desagrada a tantos, está presente. Mas de maneira inteligente, a produção evita os exageros e ainda brinca com o fato em uma fala do Caveira vermelha (encarnado com prazer pelo australiano Hugo Weaving ): “A arrogância pode não ser exclusividade dos americanos, mas ninguém é melhor do que vocês nisso”.

Evans em ação: o ator completou o personagem e vice versa



Capitão América: o primeiro vingador não deseja ser sério como X-men ou profundo como Batman, mas preenche uma lacuna nessa seara dos filmes de heróis: é o tipo de entretenimento para as famílias. Pode-se argumentar que esse não seria o público alvo, mas a Marvel com este filme vem flexibilizar essa noção de público alvo. Talvez por isso, Johnston, que foi assistente de Steven Spielberg em alguns filmes de Indiana Jones e começou de maneira promissora na direção com Jumanji, recupere a boa forma a frente de um filme formatado para levar a outro, mas com a incumbência de angariar mais fãs. Nessa conjunção de ambições, O primeiro vingador se mostra mais do que bem sucedido.
O elenco, afinadíssimo, contribui para o sucesso da fita. Tommy Lee Jones está impagável como o coronel cheio de frases de impacto que hesita em depositar a fé que Peggy Carter (Hayley Atwell) põe em Rogers.
Toby Jones, Stanley Tucci e Dominic Cooper também fazem participações inspiradas.
No final das contas, a fita é essa produção incapaz de desagradar. Em tempos que até a Pixar deu marcha a ré com Carros 2, voltar ao passado com o Capitão América é um alento e tanto.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Crítica - Thor

Só divertido!


É preciso pontuar, de antemão, que Kenneth Branagh alcança maravilhas com Thor (EUA 2011). Não fosse um diretor com tamanho repertório no teatro e que sabe encenar como ninguém intrigas palacianas, Thor seria um filme risível (no mal sentido). Concebido como parte do universo Marvel no cinema, esse filme unta peças espalhadas nos últimos filmes da editora/estúdio com certo charme. Aferindo graça a referências contumazes nos quadrinhos que ganham novo status no cinema. Contudo, o longa-metragem sofre em sua simplicidade. Branagh, por mais talentoso que seja, se revelou incapaz de ensejar em Thor um dilema shakespeariano de fôlego. Simplesmente porque Thor e seu universo não são tão atraentes assim, do ponto de vista dramático. Loki, o deus da trapaça na mitologia nórdica, é um personagem de muito mais bagagem dramática e Branagh sublinha isso com seu filme.
No entanto, Thor, vivido pelo limitado – embora simpático – Chris Hemsworth, surge apoteótico em cena. Seja em Asgard, sua terra natal, ou na Terra, para onde seu pai (Odin) o exila como tentativa de evitar uma guerra.
A partir desse momento,Branagh investe na comédia e acerta. É da convivência entre o arrogante Deus do trovão e os mortais que o tomam como lunático que Thor se sustenta na ausência de um conflito mais adequado a um herói no cinema. As escassas cenas de ação denunciam que Branagh não visualizava a história do Deus do trovão como um filme de super herói, não etimologicamente.


Os irmãos Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth) em cena do filme de Kenneth Branagh: conflito shakespeariano para um e nenhum conflito para o outro


Talvez Thor seja afastado do esquecimento pela postura preambular que tem ante o filme dos vingadores, prometido para o ano que vem. É um filme divertido que tenta conciliar, sem passar vergonha, mitologia, comédia, heróis e quadrinhos em uma mesma mistura. Ter resultado em um entretenimento recomendável já é uma grande vitória. Talvez fosse essa a intenção da Marvel para Thor, o personagem e o filme.
A grande contribuição do filme para o cinema pode ter sido a revelação do britânico Tom Hiddleston, que interpreta Loki. Aquele tipo de ator que se alimenta de seu personagem e cresce aos olhos da platéia. Se a fita fosse melhor, Hiddleston talvez não destoasse tanto. Sorte dele que o filme é só divertido.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Filme em destaque: Thor

Sobre Deuses e homens

A Marvel dá o pontapé inicial no verão americano de 2011 com mais um filme que vem encorpar um dos planos mais ousados da história do cinema. Claquete desvenda o capítulo que se escreve com o lançamento de Thor


A ideia de ligar o universo Marvel exige uma engenharia artística, um conceito um tanto quanto imaginativo por definição, não tão simples quanto cunhá-lo. São necessários planejamento, qualidade administrativa, visão e empreendedorismo estratégico. Avi Arad é o homem no centro da mesa. Ao seu lado estão Kevin Feige e David Maisel, os principais responsáveis pela forma com que o universo Marvel está sendo erigido no cinema. Foram eles que fizeram da Marvel, uma licenciadora de personagens de HQ com potencial cinematográfico, um estúdio de cinema atraente para um gigante como a Disney, que comprou a Marvel (estúdio e editora) em um mega negócio de Wall Street em 2009.
O filme Thor, que chega nessa sexta-feira (29 de abril) aos cinemas brasileiros, faz parte desse projeto. E é uma parte importante. Não só porque funciona como apêndice elementar para o filme Os vingadores que materializa o Universo Marvel nos cinemas, mas porque é o primeiro filme do estúdio sem Robert Downey Jr. distribuindo charme como Tony Stark. O incrível Hulk (2008) não conta porque era uma co-produção com a Universal.
Feige e Maisel sabiam que Thor era, em suas idiossincrasias particulares, um personagem difícil de se manipular no cinema. Uma HQ que evoca a mitologia nórdica de maneira superficial e que se viabiliza sobre o cotidiano de um Deus entre os imortais. Mas Thor traz em seu cerne questões inerentes a dramaturgia clássica, como o conflito familiar no berço do poder e a necessidade de humanizar-se para compreender o outro. As falas romanceadas do personagem, os figurinos de época e a existência de universo paralelo presentes na história, em uma época de profusão de filmes de fantasia, podiam ser um trunfo ou um entrave. Era necessário equilibrar-se nessa equação. É aí que entra Kenneth Branagh. Uma escolha inusitada para dirigir um blockbuster de verão. Com um currículo enfeitado por produções muito ligadas a Shakespeare (e ao teatro), Branagh, no entanto, era a escolha óbvia para enrijecer um material frágil, do ponto de vista dramatúrgico, e agregar credibilidade a ele. “O que me motivou a fazer o filme foi a possibilidade de trabalhar com Ken”, admitiu a oscarizada Natalie Portman em entrevista a revista americana Entertainment Weekly. A atriz, que faz o interesse romântico do Deus do trovão, vivido pelo ator australiano Chris Hemsworth, repetiu a mesma declaração em quase toda entrevista promocional que concedeu sobre o filme.


Natalie Portman e Chris Hemsworth em cena de Thor: um filme que alia Shakespeare, humor e grandes ambições
 

Comédia e conflitos

E como o diretor de filmes como Muito barulho por nada (1993), Hamlet (1996) e Um jogo de vida ou morte (2007) enxerga um filme sobre um Deus arrogante entre mortais? “Como uma comédia com elementos shakespearianos”, declarou em entrevista a revista inglesa Empire. “Existe uma disputa por poder entre dois irmãos, uma busca por aprovação paternal e a necessidade de provar-se humilde. Sou capaz de identificar Shakespeare aí”, continuou o diretor. A trama de Thor começa com o filho de Odin sendo banido de Asgard (terra fictícia em um universo paralelo à Terra) por seu próprio pai, após reincidentes demonstrações de arrogância. Odin objetiva que seu filho se torne mais humilde e nobre e, por isso, o despacha para a Terra. Seu irmão, Loki, conhecido como o Deus da trapaça, trama para que Thor continue afastado de Asgard.
A comédia surge da necessidade de Thor em se adaptar aos costumes terráqueos. Embora já superada nos quadrinhos, no cinema essa gag ainda é inédita e deve facilitar a digestão do filme pelo público. E é importante que isso aconteça. Entre Thor e Os vingadores, que tem estréia marcada para maio de 2012, só Capitão América: o primeiro vingador. Mas isso é papo para julho.

domingo, 24 de abril de 2011

Tira-teima

Na próxima sexta-feira estréia nos cinemas brasileiros Thor, o terceiro filme da Marvel Studios e o primeiro de quatro filmes estrelados por heróis a chegar aos cinemas em 2011.Os outros filmes são Capitão América: o primeiro vingador, X-men: primeira classe e Lanterna verde. Para ir entrando no espírito, e rememorar o que de melhor já pintou nos cinemas sob as rédeas desses dois celeiros de super heróis e super vilões, a seção Tira-Teima deste mês coloca Marvel X DC na arena. Pode desligar o joystick!


Os filmes


Marvel

Blade – o caçador de vampiros (1998) ; X-men – o filme (2000); Homem aranha (2002); Blade 2 (2002); Hulk (2003); X-men 2 (2003); Demolidor – o homem sem medo (2003); Blade trinity (2004); Homem aranha 2 (2004); O justiceiro (2004); O quarteto fantástico (2005); Elektra (2005); X-men: o confronto final (2006); Homem aranha 3 (2007); Motoqueiro fantasma (2007); Quarteto fantástico e o surfista prateado (2007); O incrível Hulk (2008); Justiceiro: zona de guerra (2008); Homem de ferro (2008); X –men origens: Wolverine (2009); Homem de ferro 2 (2010); Kick Ass: quebrando tudo (2010)


DC


Superman – o filme (1978); Superman 2 (1980); Superman 3 (1983); Supergirl (1984); Superman 4, em busca da paz (1987); Batman (1989); Batman – o retorno (1992); Batman eternamente (1995); Aço (1997); Batman & Robin (1997); Mulher gato (2004); Constantine (2005); Batman begins (2005); Superman – o retorno (2006); V de vingança (2006); Batman – o cavaleiro das trevas (2008); Watchmen (2009)







Empreendedorismo cinematográfico


A Marvel que licenciou seus personagens para variados estúdios (Sony, Fox e Universal são alguns deles), lançou Homem de Ferro como o primeiro filme sob produção própria – com acordo de distribuição firmado com a Paramount. Em 2009, a empresa foi vendida para a Disney. Após o término do licenciamento de personagens como X-men e Homem aranha, todos voltarão para a Marvel sob a batuta da Disney.
Já a DC mantém um longo relacionamento com a Warner Brothers que produziu e distribuiu todos os filmes baseados em personagens da editora. A relação, estremecida pelo sucesso comercial da Marvel no cinema, já dá sinais de esgotamento. Mas a DC não apresenta planos de vôo solo no cinema.


O universo no cinema


Enquanto a Marvel tece planos para ligar todo o universo Marvel no cinema, à medida que apresenta alternativas as já consagradas fórmulas de sucesso (com o reboot de Homem aranha e uma nova franquia mutante, X-men: primeira classe), a DC não consegue firmar nem mesmo seu segundo grande personagem no cinema. O super homem terá uma nova chance nos cinemas em 2013.



O carro chefe


Marvel

Homem de ferro
O personagem pertencia ao segundo escalão da editora. Não á toa ainda não tinha tido os direitos negociados com nenhum estúdio de cinema. Com o filme estrelado por Robert Downey Jr. passou ao primeiro time e garantiu a viabilidade da Marvel como estúdio cinematográfico.

DC

Batman
Nenhum outro personagem de quadrinhos rendeu tanto no cinema. Com seis filmes oficiais, e um sétimo a caminho, Bruce Wayne e seu alterego são os grandes responsáveis pela longevidade desse neo gênero cinematográfico. São também os filmes do Batman, a despeito de seus vilões fantasiados, os que menos se assemelham a uma adaptação de HQ. É a principal franquia da DC/Warner no cinema e dificilmente deixará de ser.








O horizonte límpido


A Marvel tem oito produções em andamento e muitos planos. Sem contar que a partir de 2013 alguns personagens voltarão aos cuidados da editora. A ideia de interligar o universo Marvel no cinema ainda poderá render muitos frutos. E ótimas bilheterias.
As fichas da DC estão em Lanterna verde. Um personagem do segundo escalão da editora que, se repetir o efeito de Homem de ferro para a Marvel, poderá desbravar as fronteiras para outros personagens como Flash e Mulher maravilha que vivem tendo seus projetos cancelados.
O super homem é outro personagem com a corda no pescoço. Se a bilheteria do novo filme (previsto para 2013) for ruim, o homem de aço ficará um bom tempo longe dos cinemas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Momento Claquete # 13

Fernando Meirelles bate um papo com a atriz brasileira Maria Flor e o astro galês Anthony Hopkins nos sets de 360º, novo filme do diretor. As filmagens ainda estão acontecendo

Caio Blat em cena do premiado Bróder, de Jefferson De. A fita que foca na amizade de três jovens oriundos do bairro do Capão Redondo em São Paulo estréia nessa quinta-feira (21 de abril) nos cinemas 

O elenco de Velozes e furiosos 5: operação Rio na premiere internacional do filme, realizada na sexta-feira (15 de abril) no Rio de Janeiro. Matéria exclusiva sobre o filme em Claquete na quinta-feira, 5 de maio- véspera do lançamento do filme no Brasil.

O Coringa brinca com o Batman nos sets da melhor adaptação de HQ da história. No próximo domingo, a seção Tira-teima irá trazer mais detalhes sobre esse filme no embate entre Marvel x DC no cinema 


O agente J (Will Smith) viaja ao passado para encontrar o jovem agente K (Josh Brolin fazendo as vezes de Tommy Lee Jones) em Homens de preto 3. As filmagens começaram há duas semanas e a fita deve estrear apenas em 2013 


 Stephen Moyer e Alexander Skarsgard em foto promocional da nova temporada de True Blood. O quarto ano da série dos vampiros de Bon Temps estréia em junho na HBO americana


Sofia Coppola orienta Kirsten Dunst nos sets de As virgens suicidas, seu primeiro filme. A diretora é destaque da mostra Panorama neste mês de abril em Claquete e no próximo domingo, a seção Insight lança a pergunta: para onde vai o cinema de Sofia Coppola? 

sábado, 5 de junho de 2010

De olho no futuro...

Destino: ficção científica
Ele anda meio em baixa. Adrien Brody até fez bons filmes e defendeu bons papéis depois da consagração, inusitada, com o Oscar de melhor ator por O pianista em 2003. Menos de 10 anos se passaram e Brody já ensaia uma reinvenção. O mundo foi pego de surpresa quando o ator foi escalado para fazer o protagonista da aventura Predadores (reboot do filme de 1987 estrelado por Arnold Schwarzenegger). O filme, que chega as telas de cinema do planeta em julho, é o carro chefe dessa nova persona de Brody no cinema. Um filme de menor expressão, mas que colabora para reforçar a impressão de que o ator está redimensionando sua carreira é Splice. A ficção científica com toques de terror estreou ontem nos EUA. Claquete apresenta o trailer para você.




Um cartaz que promete
Jack Black não chama a atenção em um filme já há algum tempo. Pode-se dizer que seu último papel notável no cinema foi em Escola do Rock (que lhe valeu uma indicação ao globo de ouro de melhor ator em comédia/musical). Pois a julgar pelo cartaz de As viagens de Gulliver (com lançamento previsto para novembro nos EUA), Black volta com tudo em 2010.



O melhor de Lost no melhor da Marvel
Surgiram boatos na internet esta semana, e até agora são só boatos mesmo, de que Josh Holloway (o Sawyer de Lost) estaria em negociações com a Marvel para fazer um papel no filme dos Vingadores. Embora os boateiros acreditem que ele viveria Henry Pym, o homem formiga, é mais provável que ele faça um agente da SHIELD, agência de inteligência militar comandada por Nick Fury (Samuel L. Jackson). Já que a Marvel tem planos de fazer um filme da SHIELD também.
Vale lembrar que Holloway já fora sondado para viver Gambit na época que o terceiro X-men estava em produção. Como é notório, aquela negociação não evoluiu.

Holloway: da ilha para o universo Marvel


Só para fãs
Esta semana foi divulgado o vídeo do making of da gravação da canção "Never say never", música tema do remake de Karatê Kid. Interpretada pelo fenômeno pop Justin Bieber e pelo protagonista da aventura, Jaden Smith (que não tem o talento do pai, Will Smith, para cantar). A música é tão .......... quanto as demais faixas do primeiro trabalho de Bieber. Fica a cargo do leitor completar a linha pontilhada.

One time, baby: Bieber e Jaden fazem trocadilhos e penteados

Foi namorar, perdeu o lugar...
Todo mundo sabe, até mesmo porque o próprio David Fincher já declarou repetidas vezes, que Brad Pitt é o ator preferido do diretor de Seven. Fincher já o dirigiu em três oportunidades. Coincidências a parte, seus melhores trabalhos. Pitt é a escolha natural do diretor para viver o protagonista do remake americano do filme Os homens que não amavam as mulheres. A fita sueca, que atualmente está em cartaz no Brasil, é a primeira de uma trilogia. O problema é que Pitt não quer assinar contrato enquanto a primeira versão do roteiro, escrito por Steven Zaillian (A grande ilusão e A lista de Schindler) não ficar pronta. Os produtores não gostaram da atitude de Pitt e iniciaram conversas com Daniel Craig que manifestou interesse em participar do projeto. O filme, que se chamará The girl with the dragon tattoo, ainda não tem um estúdio assegurado, daí a importância de um protagonista de peso. Em Hollywood, o tempo também urge.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Critica


Conspirando a favor!

Depois de arrebatar platéias do mundo inteiro e boa parte da critica com Homem de ferro, valendo-se principalmente do fator surpresa, a Marvel Studios tem com seu segundo filme – justamente a continuação de Homem de ferro, a dubiedade das expectativas. Homem de ferro 2 (Iron man 2,EUA 2010) foi concebido para ser o melhor e maior filme da temporada. Ser o primeiro a estrear ajuda nesse sentido. Cientes de que teriam que acertar em tudo que acertaram no primeiro filme e ainda propor mais, os produtores, o diretor Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux (que também é ator) convergiram em jogar a favor de Robert Downey Jr., o astro da franquia e, atualmente, o principal Hollywood star.
Homem de ferro 2 tem mais efeitos especiais, mais personagens, mais merchandising e mais Robert Downey Jr. Diferentemente do primeiro filme, onde Downey Jr teve de investir no carisma para fazer graça, o roteiro do novo filme investe nas piadas e no humor sarcástico de seu protagonista. Até mesmo o motorista de Stark, Happy (vivido pelo diretor/ator Jon Favreau) tem seus momentos cômicos. Esse acerto não esconde as deficiências da fita. Como toda a continuação que se propõe maior e mais povoada, Homem de ferro 2 tem seus problemas com arestas mal aparadas. Os personagens secundários não são desenvolvidos a contento e resplandecem no vigor de seus intérpretes. Enquanto Mickey Rourke e Sam Rockwell fazem caricaturas engraçadas e bem sacadas, Gwyneth Paltrow sofre com sua personagem, que encolheu em relação ao primeiro filme, e Scarlett Johansson é outra que não tem muito tempo em cena.


Cara a cara com o mother fucker: Samuel L. Jackson volta como Nick Fury em Samuel L. Jakcson style


No filme, passado logo depois do final do primeiro, Tony Stark é pressionado pelo governo americano a entregar a armadura do Homem de ferro. Paralelamente a isso, sua saúde se deteriora e ele se divide entre seu ego inflamado e o comportamento autodestrutivo de quem beira o precipício. Favreau acertou em não enveredar pelo drama; quem gostou e se identificou com o primeiro filme poderia rejeitar essa nova abordagem. Afinal, o homem de ferro tem uma personalidade bem diferente do Batman. Contudo, a comédia as vezes atrapalha quando se quer falar sério e vice versa. Um problema de ritmo que não acometia o primeiro filme. É a tal coisa de querer abraçar o mundo.
Robert Downey Jr em uma das cenas mais apoteóticas do novo filme: o ator, para variar, é o dono do show novamente


O roteiro de Theroux é muito bom. Diálogos ágeis, sacadas espirituosas (“Eu privatizei a paz mundial com sucesso”, para ficar em um exemplo cabal) e cenas apoteóticas (como a primeira aparição do chicote negro no GP de Mônaco) ajudam a fazer de Homem de ferro 2 algo bem próximo das pretensões de seus idealizadores. É um senhor filme de verão. Agradável, inteligente, movimentado e tem Robert Downey Jr. Tudo que um bom blockbuster pode querer. Mas não é melhor que o primeiro. O que não chega a ser um demérito, mas comprova, uma vez mais, o espetáculo maior que o mundo que foi Batman-o cavaleiro das trevas.

domingo, 18 de abril de 2010

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Insight


Um falcão em pleno voo

Foi no ano 2000. Há exatos dez anos a saga da Marvel mudava no cinema. Enquanto a concorrente DC engatava filme atrás de filme pelo estúdio Warner (com sucessos como Batman e fracassos como Batman e Robin), a Marvel continuava em um marasmo criativo no que tocava a sorte de seus personagens na tela grande. Fracassaram as tentativas com o justiceiro e o Capitão América e o roteiro de Homem aranha (assinado por ninguém menos que James Cameron) perambulava por Hollywood há uma década.
Até X-men de Brian Singer surgir e mostrar que os personagens da editora tinham sim estofo para serem campeões de bilheteria assim como o Batman e o super- homem. O maior sucesso de uma adptação de HQ marvel havia sido o primeiro Blade de 1998. Mas o personagem pouco remetia ao universo Marvel. Era quase que um anônimo em meio a tantos super heróis famosos na fila para invadir os cinemas.
A produção barata de U$ 75 milhões (para um blockbuster e para os padrões atuais dos filmes da Marvel) rendeu o triplo, lançou um astro (o australiano Hugh Jackman) e provou que era possível fazer filmes com os personagens da editora que agradassem aos fãs, a executivos de estúdios e a todos os outros mortais que vão ao cinema. A equação parecia resolvida. E Sam Raimi a aprimorou em Homem aranha. A produção de 2002 registrou recorde de arrecadação no final de semana de abertura e agradou público e crítica. Blade também voltou aos cinemas. Já estabelecido como coadjuvante no “ano do aranha”, o caçador de vampiros também registrou aumento de bilheteria em relação ao primeiro filme.


Sam Raimi em ação:ele conciliou fórmulas comerciais a um cinema mais autoral


Em 2003, os cinemas foram invadidos pelos heróis da Marvel que assumiram de vez a dianteira em termos de arrecadação em frente aos concorrentes da DC comics. Demolidor – o homem sem medo, estrelado por Ben Affleck teve investimento médio e retorno financeiro satisfatório. Apesar do bom elenco e do bom momento para personagens Marvel, o filme não agradou a crítica e o público o encarou com reservas. O mesmo ocorreu com o Hulk de Ang Lee. A pegada intimista e o foco no drama psicológico do personagem não agradou ao público e embora o filme tenha feito razoável bilheteria não agradou ao estúdio (no caso a Universal) e a uma parte da crítica. Já os mutantes de X-men voltaram com tudo e com um orçamento maior. X-men 2 foi sucesso absoluto de público e crítica, patenteando a Marvel como o melhor celeiro para superproduções de qualidade e com potencial de grandes bilheterias.

Itálico

Cena de X-men 2: Maior e melhor



Nem tudo são flores
Entre um arrasa quarteirão e outro (o segundo e o terceiro filmes do Homem- aranha, X-men: O confronto final) alguns filmes que não deram certo, casos de O justiceiro e Justiceiro: Zona de guerra (duas tentativas de emplacar o sombrio personagem que mata mafiosos e deliquentes diversos), Electra e Motoqueiro fantasma. Alguns filmes que ficaram no limite do satisfatório, casos dos dois filmes do Quarteto fantástico, do terceiro filme do Blade, do novo filme do Hulk e do recente X –men origens: Wolverine (spin off da trilogia mutante).
Muitos desses filmes não eram ruins. Alguns poderiam ter sido mais bem desenvolvidos. De qualquer forma, foram vítimas da profusão de filmes de heróis nessa década. Existia uma ansiedade por parte da indústria em aproveitar a boa maré desencadeada com o primeiro filme dos mutantes lá em 2000.

Eric Bana prestes a se transformar no Hulk de Ang Lee: Um filme de muitos méritos que não deu certo



Cena de Homem-aranha 3: Apesar de ter sido o filme da série que mais arrecadou nas bilheterias, o senso geral é de que o filme não foi o ideal


Assumindo o controle
Depois de ver os outros lucrando, e muito, com seus personagens, a Marvel resolveu assumir o controle das crias que lhe restaram. Explica-se. A empresa negociava os direitos de seus personagens com estúdios de cinema. Dessa maneira, Homem- aranha, Motoqueiro fantasma e Justiceiro foram para a Sony. Demolidor, Quarteto fantástico e X-men para a Fox. Hulk para a Universal e assim por diante. Com todos os direitos de seus principais personagens negociados por um bom tempo, a Marvel se viu na contingência de fazer uso dos que ainda lhe restavam. Com aspirações a se tornar uma gigante do cinema também, a empresa/estúdio bancou sozinha a produção de Homem de Ferro e firmou acordo com a Paramount para a distribuição. A produção custou U$ 200 milhões. Era um tiro só. Não haveria margem para manobra. Se o filme não fizesse sucesso, as pretensões da Marvel em ampliar seu campo de atuação virariam pó. A aposta ganhou contornos ainda mais arriscados quando o diretor Jon Favrau, relativamente inexperiente, foi anunciado a frente do projeto e Robert Downey Jr., mais conhecido por frequentar as páginas policias do que as de cinema, confirmado como protagonista.


Banner de Homem de ferro 2: o filme chega para consolidar o status da Marvel como estúdio de cinema


Deu tudo certo e, esse mês, Homem de ferro 2 chega para solidificar as pretensões da Marvel. O estúdio já tem mais três filmes em desenvolvimento. Thor, que será dirigido por Kenneth Branagh, estréia em maio de 2011, Capitão América, que será dirigido por Joe Johnston, estréia um mês depois e Os vingadores está previsto para 2012. O presidente da Marvel estúdios, Kevin Feige, já declarou que a idéia é unir a cronologia desses filmes e formar um universo Marvel nos cinemas. A pista dessas pretensões já havia sido dada em 2008, quando Tony Stark (Robert Downey Jr.) aparece no final do filme O íncrivel Hulk que a Marvel co-produziu junto a Universal. Mas ali tudo ainda não passava de uma idéia. Hoje, com a produção dos filmes já em andamento, esse universo Marvel no cinema, já é uma realidade.

O exectivo e fã, Kevin Feige, ao lado de Edward Norton nos sets de O íncrivel Hulk:a marvel cresce de maneira planejada e sustentável


Próximo passo
Em agosto do ano passado o mundo do entretenimento, e das finanças, foi pego de surpresa pelo anúncio da compra da Marvel pela Disney. No negócio de mais de U$ 4 bilhões, que foi aprovado por credores, acionistas e fundos de investimento há pouco tempo, estabeleceu-se uma estrutura quase imbatível de produção de filmes. É bem verdade que alguns dos personagens da Marvel continuam licenciados para outros estúdios, e já foi anunciado que os contratos vigentes serão respeitados, mas quando estes acabarem, todos encontrarão abrigo na Disney. Joe Quesada, editor-chefe da Marvel, já declarou que a relação entre Disney e Marvel será muito semelhante a que a mesma Disney trava com a Pixar. “Eles nos darão suporte, mas nossa independência criativa será preservada”, disse ao New York Times à época em que a transação se configurou.
A Marvel já se estabeleceu como estúdio de cinema. Agora planeja voos mais longos. Já deixou sua rival (no campo editorial) no chinelo e se prepara para assumir o controle criativo de todos os seus personagens no cinema. Uma bela e intensa jornada. Não parece que se passaram apenas 10 anos

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bomba no mundo do entretenimento!

Foi anunciada nessa segunda feira 31 de agosto, a aquisição da Marvel Company pela Disney. O negócio de U$ 4 bilhões (dinheiro e ações) já foi aprovado pelos diretores e CEOs das duas companhias e ainda precisa ser avalizado por orgãos reguladores americanos.
Toda a negociação se deu em absoluto sigilo. E suas implicações ainda estão para ser mensuradas. De inicio é possível afirmar que a Disney assume uma empresa, cujo potencial de crescimento é imenso. A Marvel, que vem dominando o mercado editorial de comics nos últimos anos, recentemente se firmou como um poderoso estúdio de cinema. Em 2008, lançou com extremo sucesso seu primeiro filme solo, Homem de ferro (a Paramount apenas distribuiu).
Exitem alguns pormenores que devem ser analisados e alguns precedentes considerados.
A Disney é conhecida por seu conservadorismo. A interferência no processo criativo sempre foi uma realidade para executivos e artistas. No entanto essa politica tem mudado. A Pixar, última empresa de destaque comprada pela Disney, teve toda a sua liberdade criativa preservada. O que tem sido a receita do sucesso. Resta-nos saber se essa mesma politíca será aplicada nos comics, que tem algumas séries mais adultas e passíveis de polêmicas.
Em realação ao cinema, os contratos vigentes entre marvel e outros estúdios devem ser honrados. A Fox por exemplo detém os direitos sobre Demolidor, Quarteto fantástico e X- men, A Sony sobre Homem - aranha e Motoqueiro fantasma. A universal, sobre o Hulk e também tem em seu parque temático brinquedos com os personagens da editora. A principio esses contratos permanecem na configuração vigente e não devem, por razões óbvias, serem renovados.
Agora, resta-nos aguardar o desdobramento desse cataclisma no mundo do entretenimento.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Acréscimo de peso no elenco de Thor!


A atriz Natalie Portman (Closer) é a mais nova contratada para o elenco de Thor que o diretor Kenneth Branagh está tocando para a Marvel Studios. O filme com previsão de lançamento para 2011 é um dos tesouros que a editora/estúdio reserva para esse ano. Ao lado do filme dos Vingadores e do capitão América.

A atriz israelense se junta ao desconhecido australiano Chris Hemsworth que viverá o Deus Nórdico, Thor. Natalie Portaman também está envolvida em um projeto com o diretor Darren Aresnofisky de O lutador e PI.