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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Crítica - Cowboys & aliens

Que falta faz um Robert Downey Jr.!


Quando o filme Cowboys & aliens (EUA 2011) foi anunciado, a ideia era reunir a dupla consagrada em Homem de ferro em um projeto diferente. Como a produção passou por sobressaltos, Robert Downey Jr. teve de abandonar o projeto para cumprir seus compromissos previamente agendados com outras produções. Daniel Craig entrou em seu lugar e acabou acrescendo hype à produção. Isso porque o segundo nome do elenco é nada mais, nada menos do que Harrison Ford. James Bond e Indiana Jones em um filme ambientado no velho oeste americano em que cowboys e aliens medem forças é uma pedida e tanto. Como se isso tudo já não bastasse, Steven Spielberg e Ron Howard dividem créditos como produtores e os roteiristas não são menos estrelados: Damon Lindelof, Roberto Orci e Alex Kurtzman. Esses três somam créditos valiosos na TV (Alias, Lost, Hawaii 5-0, etc).

Daniel Craig acorda confuso em Cowboys & aliens: não, ele não é James Bond, mas não se intimida de agir como tal...


Cowboys & aliens, no entanto, não tem Robert Downey Jr. e com ele foi-se a capacidade do filme de ser sarcástico e auto-referente. Harrison Ford bem que tenta puxar para esse lado, mas o filtro de Favreau não favorece o humor. O filme acaba sentindo falta de uma pegada mais satírica. Tudo começa quando Jake Lonergan (Craig) acorda sem saber quem é, se é bom ou ruim (e no velho oeste ou se é bom ou mal), e o que um bracelete de metal está fazendo em seu pulso. Ele logo descobre que é um mau elemento procurado, mas antes de prestar contas com o resquício de lei disponível, Lonergan terá de juntar forças com Woodrow Dolarhyde (Harrison Ford) para enfrentar os aliens - que os distintos cidadãos daquela época na ausência do conceito de alienígena pensavam se tratar de demônios. Enquanto é um filme de faroeste, Cowboy & aliens preserva algum charme, mas quando abraça a ficção científica, o humor acaba fazendo falta. Tudo levado muito a sério, enquanto que o argumento prima pela ingenuidade. Esse desacordo, que o roteiro não conseguiu subverter, não é sublimado pelo elenco. Sam Rockwell dispara uma ou duas ótimas piadas, Harrison Ford faz o que pode e Daniel Craig se sai bem como o cowboy misterioso e caladão. Contudo, esse time de bons atores não consegue esconder a maior deficiência do filme, que vai na conta dos nomes estrelados que não aparecem na tela. O tom invertido faz com que Cowboys & aliens seja o típico produto que arrota filé mignon, mas se alimenta de acém.

sábado, 15 de maio de 2010

De olho no futuro...

O filme que promete fazer Matrix parecer brincadeira de criança
Foi divulgado recentemente o mais completo trailer do novo filme de Christopher Nolan. A origem já tinha impressionado pelo visual arrebatador e pela trama intrincada em que Leonardo DiCaprio vive um homem capaz de manipular sonhos. O novo trailer revela mais detalhes da trama e aguça a curiosidade com cenas de cair o queixo. Nolan já fez uma imensa revolução com O cavaleiro das trevas. Será que vem outra a caminho?





Uma loira para dominar a todos
A revista inglesa Total Film noticiou essa semana que a atriz Naomi Watts viverá Marilyn Monroe em um filme sobre a maior das divas do cinema. Blonde será dirigido pelo neozelandês Andrew Dominik, diretor de O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford. Ainda não há maiores detalhes sobre a produção, mas a Total Film especula que seja uma adaptação de uma biografia livre escrita por Joyce Carol Oates sobre a estrela.



Naomi vai ser Marilyn no cinema: Quem não vai querer ver este filme?

Há vida após Homem de Ferro
Depois de estar a frente dos bem sucedidos filmes do Homem de ferro, Jon Favreau dirigirá outro filme de grande orçamento e que gera muita expectativa, Cowboys and Aliens. Como entrega o título, na trama haverá um inusitado confronto entre cowboys e alienígenas. Robert Downey Jr. estava cotado para viver o protagonista, mas devido a outros compromissos não pôde assumir o papel. O personagem principal ficou a cargo de Daniel Craig. Harrison Ford, Olivia Wilde (da série House) e Sam Rockwell (que esteve em Homem de ferro2) completam o elenco. A produção da Dreamworks deve começar a ser filmada no próximo mês.

Se preparem! Po vem aí...
Era natural que Kang Fu panda, depois do imenso sucesso alcançado nas bilheterias em 2008 ganhasse uma continuação. Essa semana foi anunciado pela Dreamworks animation que a sequência do filme vai sair do papel. O roteiro teria sido encomendado a ninguém menos do que Charlie Kaufman, premiado roteirista de Quero ser John Malkovich e Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Pela escolha inusitada dá para prever que a Dreamworks não quer ficar para sempre à sombra da Pixar em termos de profundidade com suas animações.

Dupla inusitada: Kaufman vai "mergulhar" na mente de Po

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Critica


Conspirando a favor!

Depois de arrebatar platéias do mundo inteiro e boa parte da critica com Homem de ferro, valendo-se principalmente do fator surpresa, a Marvel Studios tem com seu segundo filme – justamente a continuação de Homem de ferro, a dubiedade das expectativas. Homem de ferro 2 (Iron man 2,EUA 2010) foi concebido para ser o melhor e maior filme da temporada. Ser o primeiro a estrear ajuda nesse sentido. Cientes de que teriam que acertar em tudo que acertaram no primeiro filme e ainda propor mais, os produtores, o diretor Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux (que também é ator) convergiram em jogar a favor de Robert Downey Jr., o astro da franquia e, atualmente, o principal Hollywood star.
Homem de ferro 2 tem mais efeitos especiais, mais personagens, mais merchandising e mais Robert Downey Jr. Diferentemente do primeiro filme, onde Downey Jr teve de investir no carisma para fazer graça, o roteiro do novo filme investe nas piadas e no humor sarcástico de seu protagonista. Até mesmo o motorista de Stark, Happy (vivido pelo diretor/ator Jon Favreau) tem seus momentos cômicos. Esse acerto não esconde as deficiências da fita. Como toda a continuação que se propõe maior e mais povoada, Homem de ferro 2 tem seus problemas com arestas mal aparadas. Os personagens secundários não são desenvolvidos a contento e resplandecem no vigor de seus intérpretes. Enquanto Mickey Rourke e Sam Rockwell fazem caricaturas engraçadas e bem sacadas, Gwyneth Paltrow sofre com sua personagem, que encolheu em relação ao primeiro filme, e Scarlett Johansson é outra que não tem muito tempo em cena.


Cara a cara com o mother fucker: Samuel L. Jackson volta como Nick Fury em Samuel L. Jakcson style


No filme, passado logo depois do final do primeiro, Tony Stark é pressionado pelo governo americano a entregar a armadura do Homem de ferro. Paralelamente a isso, sua saúde se deteriora e ele se divide entre seu ego inflamado e o comportamento autodestrutivo de quem beira o precipício. Favreau acertou em não enveredar pelo drama; quem gostou e se identificou com o primeiro filme poderia rejeitar essa nova abordagem. Afinal, o homem de ferro tem uma personalidade bem diferente do Batman. Contudo, a comédia as vezes atrapalha quando se quer falar sério e vice versa. Um problema de ritmo que não acometia o primeiro filme. É a tal coisa de querer abraçar o mundo.
Robert Downey Jr em uma das cenas mais apoteóticas do novo filme: o ator, para variar, é o dono do show novamente


O roteiro de Theroux é muito bom. Diálogos ágeis, sacadas espirituosas (“Eu privatizei a paz mundial com sucesso”, para ficar em um exemplo cabal) e cenas apoteóticas (como a primeira aparição do chicote negro no GP de Mônaco) ajudam a fazer de Homem de ferro 2 algo bem próximo das pretensões de seus idealizadores. É um senhor filme de verão. Agradável, inteligente, movimentado e tem Robert Downey Jr. Tudo que um bom blockbuster pode querer. Mas não é melhor que o primeiro. O que não chega a ser um demérito, mas comprova, uma vez mais, o espetáculo maior que o mundo que foi Batman-o cavaleiro das trevas.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Cantinho do DVD

Faz sentido, dentro de um especial planejado para alimentar, e ao mesmo tempo saciar as expectativas do leitor, comentar o primeiro filme da aguardada continuação que chega daqui a uma semana. O post Revendo o primeiro filme contextualizou as circunstâncias da produção do primeiro filme e a percepção dos envolvidos no projeto com o sucesso da fita. Chegou a hora de ir mais a fundo nessa revisão. A seção Cantinho do DVD dessa semana, portanto, apresenta a critica do primeiro Homem de ferro, o filme que avalizou a Marvel como estúdio de cinema.


* Vale lembrar que a critica foi escrita à época do lançamento do filme.



Tudo certo!

Homem de Ferro (Iron Man, EUA 2008) não é só responsável por abrir o verão americano de 2008, época dos grandes lançamentos cinematográficos, ele é também a grande ficha da Marvel, para se firmar na industria cinematográfica. Depois de licenciar seus personagens para outros estúdios, a editora através do recém criado Marvel Studios bancou sozinha os 200 milhões para produzir o filme, e fechou um acordo com a Paramount para distribuí-lo.
Homem de Ferro é portanto o cartão de visitas da Marvel em Hollywood e também representa as chances da editora em evoluir para um estúdio. Se depender do filme, o futuro será próspero. A fita dirigida pelo bom ator e inexperiente diretor Jon Favreau é um triunfo em todos os sentidos possíveis e imagináveis. E como comprova a esmagadora bilheteria do fim de semana de estréia (U$105 milhões), o público endossa.
A história do Homem de ferro, para os não iniciados. Tony Stark é um quarentão bilionário e cuja principal jóia do pool de empresas que possui é uma empresa armamentista. Depois de ser capturado e torturado sob a mira das próprias crias, ele resolve bancar o herói, construindo um traje e combatendo o mal. Como não poderia deixar de ser, o filme é um filme de origem, mas o ritmo impresso pelo diretor Jon Favreau é certeiro. O diretor consegue preservar a essência dos quadrinhos, á parte algumas concessões necessárias -como a substituição do Vietnã pelo Afeganistão, como o país em que Stark é capturado -e abraça com gosto a narrativa cinematográfica vigente em produções de ação contemporâneas, entretenimento aliado a inteligência.
É justamente desse último fator que surge a mais inusitada característica da fita. Sua agenda politica. Ora, um blockbuster de verão que tem como linha mestra de sua narrativa criticar de forma tão aberta e direta o comércio de armas e o papel do governo americano na questão é deverás inesperado. Mas Favreau orquestra sua critica com tamanha habilidade que não permite que o discurso se sobreponha a ação nem que o inverso ocorra.
Alias, Favreau é mais uma grata surpresa. Sua segurança e eficiência em conduzir um processo de criação tão complexo quanto um filme de verão, com expectativas redobradas, devido as apostas da Marvel e a sempre perturbadora marcação dos fãs, é salutar tanto para a critica as voltas com um novo talento para criticar, tanto para o público que passará a conhecê-lo de fato.
Mas não nos enganemos, Homem de Ferro tem alguns problemas. Mas tem também Robert Downey Jr. No que pode ser considerado o papel de sua vida. Não por ser um blockbuster, mas por representar mais uma chance de redenção para o astro que passou os anos 90 imerso em drogas e prisões. Downey Jr. recheia seu Tony Stark de auto referências, cinismo e um delicioso charme blasê. É sem dúvida na presença magnética do ator que o filme ganha seu Status Quo. Downey Jr. pode não ter nascido para viver Tony Stark. Mas de tão bom ator que é, você jura que ele não pode ter nascido para outra coisa.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ESPECIAL HOMEM DE FERRO 2 - Revendo o primeiro filme


Foram apenas dois anos, mas é possível afirmar que Homem de Ferro permanece como um filme acima da média, no tocante aos filmes de super heróis. Primeiro, por se tratar de um filme de origem (filmes de origem tendem a ser no mínimo aborrecidos). Segundo, por ser um filme dirigido por um diretor inexperiente e sem nenhum blockbuster no currículo (quem poderia pensar que Jon Fravreau se sairia tão bem a frente do filme, apenas o terceiro em sua carreira como diretor). Em um terceiro momento, o risco chamado Robert Downey Jr. Se hoje o ator lança o segundo filme com toda a pompa de astro que tem direito, no primeiro, a apreensão era generalizada e a resposta que Downey Jr. mais dava à época era acerca das semelhanças que compartilhava com o personagem (ambos têm problemas com bebida).
Havia ainda, em jogo, todo o capital financeiro da Marvel (até então uma grande editora de comics), na tentativa de se consolidar como estúdio de cinema.
Quem assistisse Homem de ferro sem a ciência desses fatos, não poderia supor que houvesse tamanha pressão para que esse filme desse certo. Mas nem mesmo os envolvidos esperavam tamanha repercussão positiva. “Foi um prazer fazer esse filme, mas não esperava que o público o abraçasse dessa maneira”, disse Jon Fravreau na faixa de comentários do DVD do filme. “Fiquei super feliz com todo o reconhecimento que o filme recebeu e só posso prometer que nos esforçaremos para fazer melhor no segundo”, acrescentou Robert Downey Jr. em entrevista que consta dos extras do DVD do primeiro filme.

Robert Downey Jr. faz pose na Comic Com do ano passado, onde apresentou o segundo filme: a aposta nele foi risco calculado ou tiro no escuro?


A Marvel garantiu o segundo filme logo após o arrasador fim de semana de estréia de Homem de Ferro. Foram U$ 105 milhões de dólares nas bilheterias americanas e outros U$ 170 milhões nas bilheterias internacionais. O sucesso de público e crítica do primeiro filme foram mais do que merecidos. Homem de ferro é um blockbuster com tudo que tem direito. Têm ação, diálogos ligeiros, efeitos especiais espertos e uma franquia genuinamente poderosa em ebulição. Contudo, a fita de Favreau não se resume somente a isso. É um filme que alia inteligentemente uma critica a indústria armamentista com o despertar da consciência de seu protagonista. Um arremedo dos mais vistosos a surgir no cinema para as massas e que legitima tanto o discurso do filme, quanto a motivação de Tony Stark em tornar-se um super herói.
Homem de Ferro ainda se beneficia do senso de humor inequivocamente particular (e sexy) de Robert Downey Jr. Sua caracterização do playboy aparentemente desalmado que na verdade é um fofo, cativa platéias. Sejam elas compostas por marmanjos, por crianças, por adolescentes, por gente bem casada ou por namoradas que acompanharam o namorado no primeiro filme e que agora os intimam a comparecer na estréia do segundo.
* Para saber mais sobre a realização do primeiro filme e da história da Marvel no cinema clique aqui!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Critica - Encontro de casais

Futucando os problemas!

Encontro de casais (Couples retreat EUA 2009) é um filme com a cara de Vince Vaughn. Humor frenético, tiradas irônicas ligeiras, sarcasmo calculadamente espontâneo e jeito de novidade. A fita promove o reencontro de Vaughn e seu companheiro de Swingers, o ator e diretor Jon Favreau. É bem verdade que eles também dividiram a cena em Separados pelo casamento, mas aqui a parceria é mais abundante.
Em Encontro de casais, quatro casais de amigos vão a uma ilha paradisíaca, cujo resort oferece um programa para que casais em crise possam reavivar a união. Os casais bastante heterogêneos são vividos por Vince Vaughn e Malin Akerman (de filmes como A proposta e Antes só do que mal acompanhado), Jason Bateman e Kristen Bell (do seriado Verônica Mars), Jon Favreau e Kristen Davis e pelos desconhecidos Faizon love e Tasha Smith. O ator Jean Reno faz uma participação no papel de um guru de relacionamentos.
A fita destila clichês e o diretor Peter Billingsley acerta ao deixar por conta do elenco o espetáculo. O roteiro escrito por Vaughn e Favreau já prevê que cabe aos atores fazer o filme funcionar.
E são eles os donos da festa. Encontro de casais tem muitos momentos engraçados e todos têm chance de brilhar. Favreau e Bateman, em especial, estão em grandes momentos. Bateman investe em um tipo neurótico que de tão irritante é engraçado. Todos abraçam seus estereótipos com graça e ajudam a elaborar o que se pode tomar como principal contribuição do filme. O lembrete de que se você estiver procurando por problemas e/ou empecilhos em sua vida conjugal, você vai achar. Afinal, casamento é uma batalha diária. Como encarar esse front é uma questão muito particular e cada casal tem seu jeito. A despeito do final politicamente correto da fita, e a bem da verdade era esse o final desejável, Encontro de casais é um bom ponto de partida para uma tradicional DR.