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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Insight


Os rumos do império

Tomou de assalto o noticiário cultural e econômico na última semana, a divulgação da compra da LucasFilm pela Disney em uma negociação que envolveu U$ 4 bilhões em repasse de ações e verbas. Na esteira dessa “bomba”, veio outra. A Disney anunciou a pré-produção de um sétimo episódio de Star Wars. O episódio VII está previsto para ser lançado em 2015.
Há alguns meses, George Lucas anunciou que estava se aposentando. Partia dessa condição, a dificuldade de alinhar o quinto filme da saga de Indiana Jones, que é do notável interesse de Steven Spielberg.
O plano de aposentadoria de George Lucas, então, se cristalizou na venda dos direitos do universo Star Wars à Disney. Pesou na opção pelo casa do Mickey Mouse, o reconhecido know how da empresa na gestão de valiosas marcas e personagens. Outro aspecto decisivo foi a liberdade criativa concedida à Pixar e à Marvel, empresas recentemente inseridas no portfólio da gigante do entretenimento americano. George Lucas, por fim, condicionou à venda a posição de consultor. Não é certo, porém, até onde a voz dessa figura de consultoria pode ir. Contudo, é bastante claro que o universo de Star Wars está sob nova direção. Do contrário, nada nessa transação faria sentido. Diferentemente da Pixar, que carecia de subsídios e musculatura, e da Marvel, ainda em recuperação de um processo de falência que acometeu a empresa nos idos dos anos 90, a LucasFilm tinha independência financeira total. Os termos de distribuição com a Fox, no cinema, eram amplamente favoráveis à empresa de Lucas e o portfólio ostensivo em outras plataformas (HQs, games e TV) mostravam a boa saúde empresarial da companhia.
George Lucas, na verdade, quer ver o universo criado por ele expandido – cativando novas gerações – sem despender a mesma energia. O que é plenamente justificável quando se tem 68 anos. Ademais, Star Wars jamais se desvinculará historicamente de George Lucas.
Mas e o que a Disney tem a ganhar com isso? Muita coisa! É possível que em três, quatro anos, a empresa já tenha recuperado todo o seu investimento. Se a ideia de expandir o universo Star Wars no cinema é boa ou não do ponto de vista narrativo é uma coisa, mas é inegável que é um tiro certeiro da perspectiva comercial. São muitas as possibilidades de expansão e Lucas deve atuar de maneira mais ativa nessa primeira fase do projeto. Ademais, a Marvel deve absorver o universo Star Wars nas HQs. E séries derivadas do universo tem tudo para emplacar na ABC, canal aberto de TV nos EUA que pertence ao conglomerado Disney.

O ato: o presidente da Disney, Robert Iger e George Lucas assinam o contrato que fortalece a empresa do Mickey no establishment do entretenimento mundial


Monopólio pop
Sob qualquer ângulo, a Disney fez um negócio da China. Mas o que mais chama a atenção é o apetite da empresa. Não muito tempo atrás, em uma entrevista à revista Veja, o presidente e chefe executivo da The Walt Disney Company, Robert Iger, afirmou que o melhor momento para se fazer investimentos é em um ambiente de crise. Noção compactuada por muitos empresários de sucesso. Desde a crise de 2008, da qual o mundo, e especialmente os EUA, se recuperam lentamente, a Disney já fez duas aquisições de peso: a Marvel em 2009 por U$ 4 bilhões e agora a Lucas Film por outros U$ 4 bilhões. Muito provavelmente, os termos dessa última aquisição estivessem sendo alinhados quando da entrevista de Iger à Veja. Em 2006, a Disney comprou a Pixar, com a qual já colaborava assiduamente, por U$ 7,6 bilhões. Seis anos depois, além do horizonte límpido que o principal e mais criativo estúdio de animação oferece, o investimento já foi recuperado com as bilheterias, prêmios e licenciamentos de filmes como Wall-E (2008), Toy Story 3 (2010) e Up – altas aventuras (2009).
A Disney concilia agora, sob suas asas, um verdadeiro manancial de personagens ricos. Das HQs, principal motor de venda de ingressos na atualidade, detém boa parte dos personagens da Marvel – e são inúmeras as possibilidades de filmes e produções para a TV. Com a LucasFilm, as possibilidades se expandem também pela possibilidade de colaboração entre Pixar e Lucas Film, que já foram parte de uma mesma empresa no passado e hoje são referência em avanços tecnológicos na esfera cinematográfica.
Os avanços da Disney ainda precisam de algum relevo do tempo para serem melhor interpretados e dimensionados, mas é certo que os estúdios concorrentes precisam correr atrás. Como, ninguém sabe precisar. Certo é que esse império se armou muito bem para eventuais contra-ataques.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crítica - John Carter: entre dois mundos

Entre dois filmes...


John Carter-entre dois mundos (John Carter, EUA 2012) é um filme que começa muito bem e, se não termina muito mal, não deixa saudades no público. Um senhor revés para um filme que tem como objetivo primário capitalizar uma nova franquia para a Disney. Sob esse ponto de vista, os U$ 250 milhões investidos pelo estúdio nessa estreia na direção de longas em live action de Andrew Stanton (Wall E e Procurando Nemo) foram um desperdício.
John Carter-entre dois mundos não é um filme ruim. Longe disso. Stanton consegue injetar considerável energia em uma trama perigosamente banal e cria cenários majestosos que justificam o orçamento dilatado. No entanto, falta a John Carter uma imaginação que sobejava nos filmes anteriores de Stanton. Essa condição desfavorece o novo filme e o pouco carisma da dupla de protagonistas não colabora. Taylor Kitsch se sai bem nas cenas de ação, mas é incrivelmente pálido dramaticamente. O mesmo pode ser dito da bela Lynn Collins que vive uma mulher cheia de brio, a princesa marciana Dejah Thoris, mas não consegue dimensionar essa característica de sua personagem.

Kitsch em cena do filme: uma produção abaixo de suas ambições
John Carter começa de maneira muito promissora. A apresentação dos Tharks se dá em uma cena que promete um filme melhor do que o que de fato é entregue. São os Tharks e sua cultura muito identificável a tribos africanas que representam o maior alvo de interesse que John Carter desperta enquanto cinema. Infelizmente é muito pouco para mais de duas horas de metragem. A sucessão de clichês esmerados nos fracos protagonistas esvazia qualquer ranço de analogia maior que a obra de Edgar Rice Burroughs pudesse favorecer.
No final das contas, fica a impressão de se assistir dois filmes que mal formam uma unidade. Um, o típico filme Disney que parece realizado em algum momento prévio ao primeiro Piratas do Caribe e outro realizado na esteira do mega sucesso Avatar. Se conceito e forma tivessem sido pensados juntos, John Carter-entre dois mundos talvez fosse um filme capaz de sobreviver ante essas comparações.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cenas de cinema

O sorriso do Mickey Mouse
A Disney está rindo à toa. No fim do mês passado, Toy story 3 ultrapassou a fronteira do U$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. A fita que traz a terceira aventuraAdicionar imagem de Buzz, Woody e companhia tornou-se a sétima fita a atingir essa marca. A segunda este ano. Para a Disney, a comemoração é dupla. Além de ter emplacado Alice no país das maravilhas no mesmo rol este ano, o estúdio se tornou o líder do clube do bilhão com três produções (além das já citadas, há Piratas do Caribe: baú da morte), contra duas da Fox (Avatar e Titanic) e duas da Warner (O senhor dos anéis: o retorno do rei e Batman- o cavaleiro das trevas).


Vem intriga por aí...
A rede social, novo filme de David Fincher, é um dos filmes mais aguardados desse final de ano. Baseado no livro "Accidental billionaires", de Ben Mezrich, A rede social mostra o que seriam as origens e as circunstâncias da criação do Facebook, em uma história cercada de intrigas, polêmicas e traições. Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin, co-fundadores do Facebook, se manifestaram recentemente desautorizando o filme. Para eles, o filme é uma ficção e o público não irá acreditar nela. Já os produtores do filme capitaneados pelo veterano Scott Rudin disseram que ambos leram o roteiro antes do inicio das filmagens e sugeriram mudanças. “Houve alguns desacordos”, acrescentou Rudin.
Segundo apurou o diário San Francisco Chronicle, a contenda seria resultante de “verdades conflitantes” que já constam originalmente no livro. Rudin acrescentou em depoimento ao New York Post: “Eu também não gostaria de ver um filme sobre os erros que cometi quando tinha 19 anos. Mas eu não inventei o Facebook”. A rede social estréia nos EUA no próximo dia 1º de outubro.

Cena de A rede social: filme desautorizado, mas quem se importa...




Um bonachão em Veneza
Quentin Tarantino foi o grande destaque da coletiva de imprensa que o júri oficial do festival de Veneza 2010 deu esta semana. Com um traje para lá de informal, falando praticamente o tempo inteiro (há relatos de que o roteirista e diretor mexicano, Guillermo Arriaga, outro integrante do júri, teria ficado impaciente com o fato), Tarantino fazia questão de declarar (mais uma vez) seu amor ao cinema. Veterano de júris (já presidiu um júri em Cannes), o diretor afirmou que adora estar em júris, pois pode ver filmes do mundo inteiro sem absoluta noção do que esperar.



Why the fucking hell ain´t this guy in the movie bussiness?
Essa foi a declaração que David Fincher deu quando indagado pela reportagem da Entertainment Weekly sobre o por que de ter escalado Justin Timberlake para A rede social. Segundo o diretor, quem quer que veja as esquetes cômicas de Justin no Saturday Night Live sabe que ele foi talhado para o cinema. O ator e cantor tem quatro projetos engatilhados. A mais recente adição foi I´m.mortal, ficção científica em que o envelhecimento para aos 25 anos de idade. Andrew Niccol (Gattaca – a experiência genética), que dirige a fita, fez declaração similar a Fincher, mas também lisonjeira. “David Fincher ao escalar Timberlake para seu filme, o elevou a um outro status como intérprete”, afirmou. What goes around, comes around, já afirmava Justin naquele clipe com Scarlett Johansson.


Ela é a musa nerd da atualidade. Ela foi Neytiri em Avatar e Uhura em Star Trek em um mesmo ano (2009). Zoe Saldana que estrelou cinco filmes em 2010, o último (Takers) acabou de estrear nos EUA é a nova garota propaganda da Calvin Klein. Muito a vontade, a atriz posou para as fotos da campanha em Los Angeles. Claquete mostra porque Zoe é musa.








Cinco coisas que você deveria saber sobre o Festival de Veneza

1 – A edição 2010 de Veneza é a que conta com a mais baixa média etária entre os diretores participantes de todos os 67 anos do festival

2 – Depois de premiar Stallone por sua carreira como diretor de cinema, Veneza reserva para este ano a mesma distinção honorária a John Woo, outro ícone da ação.

3 – Produções da França, EUA e Itália foram as mais exibidas no festival ao longo de seus 67 anos.

4 - Na década de 2000, o cinema dos EUA reinou em Veneza. Foram três leões de ouro para produções americanas.

5- O festival de Veneza foi o primeiro a reconhecer a grandeza do cinema de Akira Kurosawa. Foi lá que ele recebeu seu primeiro prêmio
de prestígio, pelo aclamado Rashomon em 1951



Passarela


Jason Stathan faz pose na premiere londrina de Os mercenários, que ocorreu no dia 14 de agosto



Socos e sorrisos: Lundgren, Stallone e Stathan fazem o que sabem fazer melhor para as câmeras...


Jessica Alba, uma das estrelas de Machete (nova produção de Robert Rodriguez), compareceu à premiere do filme no último dia 25 de agosto em Los Angeles


Noite de festa: 1 - Casados na vida real, Anna Paquin e Stephen Moyer foram só sorrisos no tapete vermelho do Emmy no dia 29 de agosto; 2 - George Clooney foi com a namorada para recber o prêmio Bob Hope em reconhecimento a seu trabalho humanitário; 3 - Lea Michele, a estrela de Glee, brilhou, mas sua série não; 4 - January Jones estava radiante no tapete vermelho; 5 - Jonh Hamm, seu marido na ficção, causou frisson no público ao passar pelo tapete vermelho


Al Pacino ganhou seu segundo Emmy pela arrebatadora performance em You don´t know Jack



Amor à distância, novo filme produzido e estrelado por Drew Barrymore teve a premiere mais festejada do mês em Los Angeles: 1 -Drew posa para foto com seus cabelos esvoaçantes; 2 -Kate Beckinsale também compareceu; 3 -Drew mostra todo o seu carinho com a colega de elenco Christina Applegate; 4 - Drew e Justin Long que na vida real estão "enrolados" posam para a foto mais fofa da noite


Termômetro



Super hot


O ego de Sheldon vai explodir: Parsons beija seu Emmy...

Jim Parsons
O intérprete de Sheldon Cooper na hilária The big bang theory venceu no último domingo o Emmy de melhor ator em série de comédia. A vitória justíssima e clamada por público e crítica foi a mais comentada e festejada da premiação. Parsons foi trending topic no twitter por 48 horas das mais variadas maneiras. Sheldon won, Jim Parsons wins, The big bang theory got it e Bazinga! (um bordão de seu personagem). A prova definitiva de que ser nerd é cada vez mais cool.


Hot



O último exorcismo
A produção de U$ 2 milhões fez bonito em sua estréia nos EUA arrecadando U$ 21 milhões. O filme que segue a linha, embora com uma produção um pouco mais caprichada, de produções como Atividade paranormal e A bruxa de Blair é, na falta de candidato mais propício, a grande sensação do Box Office americano.




Just fine


O elenco de Mad men recolhe mais um prêmio: eles ainda não cansaram...

Mad men
Ok, a série anda sobrando na TV americana. É super justo premiar o melhor e mais inteligente show da atualidade, mas será que não tem nada de qualidade similar que pudesse evitar que a série criada por Mathew Weiner ganhasse seu terceiro Emmy no seu terceiro ano em competição? Esse é o burburinho em Hollywood. Enquanto isso Dexter e Damages seguem sem consagração.


Cold



Jennifer Aniston
Não tem jeito. Jennifer Aniston tenta, mas falha copiosamente em se tornar uma movie star. Sua mais recente comédia romântica só não passou despercebida pelos cinemas porque a crítica fez o favor de malhá-la. Jennifer só não está uma escala abaixo no termômetro porque muito tem se falado de sua participação especial no seriado da amiga Courtney Cox, Cougar town.



So cold



Paris Hilton
Pois é, a socialite conseguiu nos últimos instantes roubar essa posição da darling Lindsay Lohan ao ser presa com cocaína. Paris será indiciada pelo porte da droga, que apesar de ter sido encontrada em sua bolsa, é, segundo Paris, de uma amiga.





Movie Quizz



1- Quantos filmes George Clooney e Brad Pitt fizeram juntos? E quais foram eles?

2- Nesse ano, duas canções diferentes intituladas “Never say never” fizeram parte da trilha sonora de dois filmes exibidos nos cinemas brasileiros. Quais filmes foram esses e quais os intérpretes das canções?

3 – Essa você já viu em Claquete. Quais atores contracenaram tanto com Jennifer Aniston quanto com Angelina Jolie como seus pares românticos?

4 – Qual foi a maior bilheteria do verão americano em 1999?

5 – Qual a formação profissional do ator sueco Dolph Lundgren, atualmente em cartaz com Os mercenários?

* Responda o Movie Quizz deste mês aqui mesmo no tópico de comentários.Participe! As respostas serão disponibilizadas no tópico de comentários no domingo, 5 de setembro.

Fotos: divulgação, Getty images e France express

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Bomba no mundo do entretenimento!

Foi anunciada nessa segunda feira 31 de agosto, a aquisição da Marvel Company pela Disney. O negócio de U$ 4 bilhões (dinheiro e ações) já foi aprovado pelos diretores e CEOs das duas companhias e ainda precisa ser avalizado por orgãos reguladores americanos.
Toda a negociação se deu em absoluto sigilo. E suas implicações ainda estão para ser mensuradas. De inicio é possível afirmar que a Disney assume uma empresa, cujo potencial de crescimento é imenso. A Marvel, que vem dominando o mercado editorial de comics nos últimos anos, recentemente se firmou como um poderoso estúdio de cinema. Em 2008, lançou com extremo sucesso seu primeiro filme solo, Homem de ferro (a Paramount apenas distribuiu).
Exitem alguns pormenores que devem ser analisados e alguns precedentes considerados.
A Disney é conhecida por seu conservadorismo. A interferência no processo criativo sempre foi uma realidade para executivos e artistas. No entanto essa politica tem mudado. A Pixar, última empresa de destaque comprada pela Disney, teve toda a sua liberdade criativa preservada. O que tem sido a receita do sucesso. Resta-nos saber se essa mesma politíca será aplicada nos comics, que tem algumas séries mais adultas e passíveis de polêmicas.
Em realação ao cinema, os contratos vigentes entre marvel e outros estúdios devem ser honrados. A Fox por exemplo detém os direitos sobre Demolidor, Quarteto fantástico e X- men, A Sony sobre Homem - aranha e Motoqueiro fantasma. A universal, sobre o Hulk e também tem em seu parque temático brinquedos com os personagens da editora. A principio esses contratos permanecem na configuração vigente e não devem, por razões óbvias, serem renovados.
Agora, resta-nos aguardar o desdobramento desse cataclisma no mundo do entretenimento.