sábado, 22 de maio de 2010

Os 25 melhores filmes da década: Apêndice - parte 1

Antes da divulgação do melhor filme da década (na verdade, ele já será mencionado hoje), como um baita aperitivo, Claquete preparou esse especial com curiosidades e detalhes sobre os 25 melhores filmes da década (2000 - 2009) eleitos pelo Blog.



Quem participou de Cannes, Veneza e Berlim?
Cannes:
+ Fale com ela
+ Cidade de Deus (fora de competição)
+ Moulin Rouge – amor em vermelho (fora de competição)
+ Onde os fracos não têm vez
+ Marcas da violência (fora de competição)
+A promessa
+ O pianista
+ Bastardos inglórios
+ Sobre meninos e lobos
+Match point – ponto final (fora de competição)

Veneza:
+ Colateral (fora de competição)
+ A vida dos outros
+ Não estou lá
+ O segredo de Brokeback Mountain

Berlim:
+ Medo da verdade (fora de competição)
+Munique (fora de competição)
+ A promessa






O filme mais caro: Batman –o cavaleiro das trevas = U$ 190 milhões
O filme mais barato: Match point – ponto final = U$ 12 milhões (valor convertido de libras)

Ele é o cara


O ator que mais colecionou indicações ao Oscar na década (foram 4 indicações e duas vitórias), marca presença na lista tanto como ator, tanto como diretor. Sua performance premiada em Sobre meninos e lobos, o sexto filme do ranking é tão arrebatadora quanto seu discreto, porém firme trabalho na direção do poderoso drama A promessa, o décimo segundo filme no ranking.


Ele é o cara 2


E se tem alguém que bate Sean Penn nesse ranking é Clint Eastwood. Assim como Penn, ele aparece na lista como ator e como diretor, só que em dobro. Como ator, Clint foi lembrado nos filmes Menina de ouro e Gran Torino, filmes que também dirigiu. Além, é claro, de ter contribuído grandemente para que Penn, também fosse um dos caras dessa lista.

Ele é uma senhora fonte


Denis Lehene acaba de ter mais uma obra sua adaptada com maestria para o cinema. Martin Scorsese enobreceu a literatura de Lehene com Ilha do medo, lançado nos cinemas em março deste ano. Mas Ben Affleck com Medo da verdade (18º da lista) e Clint Eastwood com Sobre meninos e Lobos (6º da lista), o fizeram antes. De qualquer maneira, Lehene se mostrou uma fonte preciosa para o cinema nessa década passada.


As versões do nazismo
Dois filmes que abordam de maneira diferente o nazismo figuram na lista de Claquete, separados apenas pelo filme Munique (que também tem judeus em seu entorno). O pianista (11º) e Bastardos inglórios (9º) mostram respectivamente toda a crueza do nazismo e um fim mais apropriado para ele. Polanski e Tarantino, cada qual a sua maneira, extirparam fantasmas.


Os mestres da sinfonia


Clint Eastwood

Pois é, já deve estar cansando, mas sem dúvida alguma, Clint Eastwood foi o artista americano da década. Em termos de ressonância e qualidade ninguém foi mais prolífero do que ele. E o fato de ter encaixado três filmes na lista dos 25 melhores filmes da década atesta isso.


Mike Nichols


Ele já mereceria essa menção só por ter realizado o melhor filme da década, mas Nichols também emplacou outro trabalho na lista. Jogos do poder aparece na décima sexta posição. O que torna o feito de Nichols ainda mais notável é que esses dois filmes foram os únicos que ele dirigiu na década passada.
Ben Affleck

Ator canastrão e figura carimbada na celebrity gossip, poucos acreditavam que Affleck poderia ser um diretor de talento. Seu primeiro filme arrebatou a critica americana e valeu-lhe o passe para o ranking dos 25 melhores filmes da década. É o único diretor estreante na lista. Algo marcante e digno de nota.
Ainda hoje será publicada a segunda parte do apêndice do especial sobre os 25 melhores filmes da década. Fique por perto!

De olho no futuro...


Os problemas em Homem aranha 4 continuam
E as coisas realmente não vão bem na produção do novo filme do Homem aranha. Depois da imensa confusão que foi a demissão de Sam Raimi e Tobey Maguire, a Sony acaba de levantar mais um fio de suspeita sobre a continuidade da saga do herói aracnídeo no cinema. O roteirista Alvin Sargent, de 83 anos, co-roteirista do último filme, foi contratado para supervisionar o roteiro escrito por James Vanderbilt (roteirista de Zodíaco). O texto de Vanderbilt já está pronto. O que nos leva a crer que a Sony, que planeja rodar um filme com Peter Parker adolescente, não gostou do resultado. Será que Sam ainda está disponível?

Ecos de A mão que balança o berço
O que Rebeca de Mornay (alguém ainda lembra dela?) e o diretor de Jogos mortais 2 e 3, Darren Lynn Bousman, planejam juntos? Acertou quem respondeu um filme macabro sobre o dia das mães. Mother´s day mostra Rebecca como uma mãe sociopata que em um dia das mães resolve visitar a casa que criou os filhos “sociopatinhas” já falecidos. Quem não vai gostar da ideia são os atuais moradores da residência que ficam a mercê do revival que a mamãezinha vai preparar.


Você foi um mal menino...

Alice no país das maravilhas 2
Pois é, filme Disney é assim. Tem sequências, mesmo que indesejadas ou incabíveis. Por que de um jeito ou de outro, elas se viabilizam em merchandising e brinquedos. Alice no país das maravilhas, que já ruma para a modesta marca de U$ 1 bilhão de dólares em todo o mundo, já recebeu o aval da direção do estúdio para ganhar uma continuação. Ninguém do elenco tem contrato para a sequência e é difícil crer que Tim Burton volte. Já que o diretor nunca dirigiu uma seqüência e não escondeu sua decepção com o filme que realizou.

Será que a exilada rainha vermelha volta para cortar mais algumas cabeças?
Mudança no novo filme de Terry Gilliam
Johnny Depp ajudou Terry Gilliam a conseguir financiamento para filmar Dom Quixote ao entrar para o projeto. Pois bem, essa semana Depp anunciou sua retirada da produção. Não foram dadas maiores justificativas (a coluna desconfia que Depp só quis assegurar que a produção iria vingar), mas foi anunciado o nome de Ewan McGregor como substituto de Depp. Robert Duvall também entrou para o elenco do filme que ainda está pré-produção.

Os macacos voltaram
E a Fox resolveu ressuscitar a franquia Planeta dos macacos, esquecida depois do fracasso do remake de 2001 dirigido por, imaginem você, Tim Burton (no segundo grande deslize de sua carreira, embora o filme seja muito superior a Alice). O novo filme se chamará Rise of the Apes (bem original , né?) e será dirigido pelo desconhecido Ruppert Wyatt. James Franco, que é muito bom ator (melhor que Mark Wahlberg pelo menos) será o protagonista do filme que tem estréia prevista para julho do ano que vem.
James Franco (na foto com um bigodinho cafa) viverá um cientista no novo começo da saga dos símios no cinema

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Musas - maio 2010

Muitas cineastas têm suas musas. Muitos poetas, escritores e pretensos escritores também têm as suas. Pois bem, mensalmente Claquete, com a ajuda do leitor (a), somará musas. Que podem muito bem ser as dos outros. Afinal de contas, esse negócio de ser musa não demanda exclusividade. Todo mês será submetida à votação do leitor (a) de Claquete uma lista com 4 candidaturas. Para ser elegível a Musa Claquete, é preciso ter beleza cativante e ter agraciado o cinema com a mesma. Obviamente, apenas atrizes serão elegíveis nessa categoria. A definição de musa aqui se refere mais à condição de permear o imaginário cultural do que o fato de ser bela propriamente dito. Muito embora, a beleza seja elemento fundamental para o título de musa. Caso a sua favorita do mês não seja eleita, não se preocupe. Assim como na política, é possível se candidatar novamente. A seleção é constituída aleatoriamente. Os fatores preponderantes e que todos os nomes apresentados reúnem são:

1- Reconhecimento do público em torno da beleza
2- Talento
3- Ter sido o objeto de contemplação de algum cineasta em algum filme



Brigitte Bardot, francesa de 76 anos


Frase célebre:
“É melhor ser infiel do que ser fiel sem querer sê-lo”



Zhang Ziyi, chinesa de 31 anos

Frase célebre:
“Mulheres chinesas são muito mais modestas do que mulheres americanas em relação a roupas. Nós mostramos menos corpo.”


Charlize Theron, sul-africana de 34 anos

Frase célebre:
“Eu me acho uma criatura altamente sexual. Eu não tenho escolha. Eu não cresci com uma mãe me dizendo que o que tinha embaixo das roupas era mal ou errado”


Salma Hayek, mexicana de 44 anos

Frase célebre:
“Eu continuo esperando encontrar um homem que tenha mais “bolas” do que eu”

ESPECIAL TETRO - Coppola em 5 takes

Todo mundo fala das grandes obras de Coppola, como a trilogia O Poderoso chefão e Apocalipse now. São, de fato, filmes que merecem destaque e exaltação. Mas o culto a essas obras acaba negligenciando outras grandes contribuições do diretor para a história do cinema. Claquete sublinha 5 filmaços de Coppola que passam ao largo de suas obras mais famosas.

A conversação (The coversation, EUA 1974)



Este talvez seja o filme mais elogiado do diretor depois dos primos famosos. A coversação é dos thrilles mais tensos e bem amarrados já produzidos na história do cinema. Gene Hackman estava no auge (a década de 70 foi prolifera para o ator) e o tema, a espionagem, era quente (a guerra fria se avizinhava). Filme vencedor da Palma de ouro, ganhador de Oscar, entre outros prêmios. Misteriosamente, permanece pouco conhecido.


Vidas sem rumo (The outsiders, EUA 1983)


No mínimo, esse é o filme que teve o mérito de lançar, de uma tacada só, alguns prodígios do cinema. Coppola reuniu jovens promessas como Tom Cruise, Matt Dillon, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, Ralph Macchio e Diane Lane e colocou-os para atuar em um filme inspirado nos clássicos hollywoodianos. Vidas sem rumo discutia o lugar dos jovens cheios de idéias, com pouco dinheiro e muito tempo ocioso. Um filme que acabou oprimido por uma cinematografia mais vistosa do cineasta, mas que merece atenção.


Peggy Sue, seu passado a espera (Peggy Sue got married, EUA 1986)



Esse é um Coppola leve, mas nem por isso dispensável. Peggy Sue, seu passado a espera é um misto de drama, romance e comédia embalados em um mote de ficção científica. Peggy (Kathleen Turner), que está a beira do divórcio, desmaia e faz uma viagem no tempo. Ela passa a ter a oportunidade de mudar a história da sua vida. O sobrinho Nicolas Cage e a filha Sofia fazem parte do elenco. Coppola, além de grande cineasta, se mostra adepto do nepotismo.


Tucker, um homem e seu sonho (Tucker, the man and his dream, EUA 1988)


Uma engenhosa parábola do sonho americano. Um filme sobre a indústria automotiva, um dos principais símbolos do capitalismo americano, e sobre um homem que sonhou dominá-la. Tucker não chega a ser um filme memorável, mas tem muitas virtudes. O inspirado roteiro e Jeff Bridges, em um de seus melhores momentos, são duas delas.



Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker´s Dracula, EUA 1992)



Esse talvez seja o mais conhecido dos cinco. Em tempos que os vampiros são politicamente corretos, vale a pena revisitar o mundo erótico, violento e fetichista de Stoker, traduzido com perfeição por Coppola. O drácula de Stoker, pelas mãos de Coppola, continua (ainda mais em tempos de Edward Cullen) sendo a melhor referência de vampiros no cinema.
Claquete informa: O lançamento de Tetro nos cinemas, que estava previsto para ocorrer hoje, foi adiado indefinidamente pela distribuidora.É possível deduzir que o mais recente filme de Francis Ford Coppola não seja lançado no cinema. O lançamento deve ocorrer diretamente em DVD em meados de setembro. Qualquer novidade, Claquete traz para você.

Cannes updated # 10

A maturação de Garrel
A estréia do principal ator francês da atualidade, Louis Garrel, na direção foi um acontecimento. Petit Tailleur é um média metragem ( cerca de 45 minutos) que faz parte da quinzena dos realizadores. Uma mostra paralela que ocorre no festival de Cannes e que até hoje estava esvaziada de interesse. Não é a toa, que essa é a primeira menção da mostra aqui em Cannes updated. O filme em preto e branco mostra um jovem alfaite que se apaixona por uma garota e decide abandonar tudo, inclusive, o homem que o acolheu, criou-o como filho e ensinou tudo que sabe. A estréia de Garrel foi um sucesso. A critica se derreteu mais ainda quando na entrevista coletiva, o ator/diretor admitiu que o cineasta francês François Truffaut foi uma clara e bem vinda referência.


Na entrevista coletiva, o filho de um dos maiores cineastas franceses (Philip Garrel), se derreteu por um dos ícones da Nouvelle vague

Antes dos melhores, os piores
Diferentemente dos últimos dois anos não há um favorito absoluto a Palma de ouro. Dividem o favoritismo, com certa paridade, o inglês Another year, de Mike Leigh, o mexicano Biutiful, de Alejandro Gonzalez Iñarritu e a co-produção entre Alemanha e Ucrânia My Joy, de Sergei Loznitsa. Com forte apelo também estão o mais recente Ken Loach, Route irish, e o novo do iraniano cult Kiarostomi, Copie conforme. Mas os piores filmes da seleção oficial já parecem definidos. Segundo cotações de críticos presentes no festival, o gangster japonês Outrage e o drama familiar italiano La nostra vitta já angariaram esses ingratos títulos.

E os asiáticos ficaram para trás
Pode ser cedo. Afinal, críticos e júri nem sempre estão em harmonia. Mas Cannes 2010, que tem forte presença asiática, parecia destinado a ter um filme daquele continente vencedor da Palma de ouro. Dificilmente um asiático não será premiado, mas conforme a lista de favoritos demonstra, um asiático levar a Palma de ouro agora, seria considerado zebra.

Apostas Claquete para a premiação de domingo
Essa é a última coluna Cannes updated antes da divulgação dos vencedores do festival. Claquete antecipa quem deve sair com os principais prêmios na seleção oficial.

Palma de ouro
Grande probabilidade: Another year, de Mike Leigh (INGL)
Chances reais: My joy, de Sergei Loznitsa (Ucrânia/Alemanha)
Pode acontecer: The housemaid, de Im Sangsoo (Coréia do sul)

Grande prêmio do júri:
Route irish, de Ken Loach (Ingl/IRL)

Prêmio do júri:
Os mesmos listados como possíveis vitoriosos da Palma de ouro e o francês Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois (França)

Ator:
Javier Bardem (Biutiful)

Atriz:
Juliette Binoche (Copie conforme)

Diretor:

Mike Leigh ou Sergei Loznitsa

Roteiro:

My Joy, de Sergei Loznitsa (ALE/UCR) ou The housemaid, de Im Sangsoo (Coréia do Sul)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cenas de cinema

Não foi bom
Shia LaBeouf resolveu abrir o coração em Cannes, onde esteve para divulgar Wall Street: money never sleeps. O ator falou de sua paixão pela companheira de cena Carey Mulligan e sobre seu futuro no cinema. Mas a declaração que mais chamou a atenção da imprensa internacional foi outra. Sobre seu passado recente. LaBeouf afirmou que o quarto filme de Indiana Jones, em que ele dividiu a cena com Harrison Ford, não foi um bom filme. E que a culpa era dele. “Você pode culpar o roteirista ou culpar Steven (Spielberg, diretor do filme). Mas o trabalho do ator é fazer algo vivaz, fazer funcionar, e eu não consegui isso. Então é minha culpa", disse o ator em entrevista ao jornal L.A Times. Humildade ou jogo de cena? Vale lembrar que à época do lançamento do filme, o mesmo Shia disse que aquele era o melhor filme que já tinha feito na sua vida.

O novo papel mais disputado em Hollwood
Durantes longos seis meses do ano passado, o papel de Frank Sinatra - na biografia que Scorsese fará sobre o ícone americano – foi o papel mais disputado em Hollywood. Outro ícone musical americano promete ser o papel mais disputado deste ano. A biografia do líder do Nirvana, Kurt Cobain, está ainda sem estúdio e com um roteiro não finalizado (escrito por David Benioff), mas já agita os bastidores hollywoodianos. Depois da especulação em torno do nome de Robert Pattinson para viver o protagonista, Scarlett Jonhansson afirmou que gostaria de fazer parte do projeto. Esta semana foi a vez de Jake Gyllenhaal se oferecer. Em uma entrevista promocional de seu novo filme, O príncipe da Pérsia: areias do tempo, Gyllenhaal (que até esta semana estava com os cabelos longos) defendeu que já está caracterizado para viver Cobain. “Eu só teria que clarear o cabelo”, afirmou.

Jake: Tô prontinho, só falta clarear...

Você está demitida!
Segundo informações divulgadas ontem pelo site Deadline Hollywood, a atriz Megan Fox, que interpreta Mikaela, a namorada de Sam (Shia LaBeouf) na franquia Transformers, foi demitida da produção do terceiro filme. Não foram divulgadas as razões que motivaram a demissão da atriz, o release divulgado a imprensa só afirmava que a decisão havia sido do diretor Michael Bay. A assessoria da atriz desmente essa informação e afirma que a decisão de abandonar o terceiro filme partiu dela. Difícil crer. Vale lembrar que Bay e Fox já vinham se desentendendo antes do início das filmagens.
Um novo par romântico deve surgir para o protagonista neste terceiro filme. Casos de demissões assim não são frequentes, mas acontecem em Hollywood. Antes de Megan, a última atriz de notoriedade a ter sido demitida, já com as filmagens em andamento, havia sido Lindsay Lohan.

As incríveis peripécias de Lindsay
Lindsay Lohan pode até tentar, mas não consegue ficar fora dos holofotes. Esta semana duas “gossip bombs” envolvendo a atriz tomaram o noticiário de Hollywood. A primeira é de que ela pode estar com namorada nova. Depois das idas e vindas com a DJ Samantha Ronson (que marcou sua primeira relação lésbica), a atriz estaria tendo encontros secretos com a modelo Julia L. Pal-Chaudhhuri.
A segunda notícia é mais séria. Lindsay que, assim como 90% das estrelas de cinema, está em Cannes foi convocada a se apresentar a justiça de Los Angeles. Como a atriz não cumpriu alguns pontos de sua pena alternativa por direção embriagada e faltou a audiência marcada para hoje, a juíza já expediu um mandado de prisão que deve ser cumprido assim que a atriz aterrissar nos EUA.

La Lohan: de Cannes para o xilindró. Será?


A beira de um ataque de nervos na Broadway
Um dos mais famosos filmes do cineasta espanhol Pedro Almodóvar vai virar musical da Broadway. Trata-se do maravilhoso Mulheres a beira de um ataque de nervos, de 1988. Almodóvar, por enquanto, ainda não foi garantido na adaptação de seu texto para o teatro, mas já foi confirmado que a atriz Jessica Biel (que não é presença comum em musicais) estrelará a adaptação.

Premiere de O príncipe da Pérsia
Ele não está no filme, mas Tom Cruise foi o grande destaque da premiere americana de O Príncipe da Pérsia: areias do tempo que ocorreu segunda-feira em Los Angeles. Tirou fotos com todo mundo, com os produtores do filme, com as estrela do filme e com outros ilustres convidados, além de tirar umas com os fãs também. Também marcaram presença no evento, a cantora Alanis Morissette, o ator Nicolas Cage, os atores Bruce Willis e Eddie Murphy e o astro da fita que estréia no dia 4 de junho, Jake Gyllenhaal.

Cannes updated # 9

Meu negócio é espionagem
O diretor Doug Liman apresentou hoje no festival o único filme americano em competição pela Palma de ouro. Fair Game, no entanto, não causou grande impacto. Liman recusou a pecha de filme político. Para ele, o que o atraiu na história foram os personagens. “Não vejo Fair game como um filme político, mas como a história de dois grandes personagens. Um casal envolvido em uma grande polêmica. Não estou certo se quis passar uma opinião forte a respeito do caso”.
A trama do filme reconstituí um episódio que marcou o início da guerra do Iraque. Quando a Casa Branca vazou o nome da agente da Cia, Valerie Plame, em retaliação a um artigo assinado pelo marido dela no New York times em que defendia que o Iraque não tinha armas de destruição em massa.

O diretor Doug Liman (destaque da foto) concedeu entrevista coletiva esta manhã em Cannes

Um italiano familiar
Também sem grandes adornos, foi exibido o único italiano na briga pela Palma de ouro. La nostra vitta, de Daniele Luchetti tenta explicar as mudanças sociais na Itália a partir do retrato que faz de uma família. “Mas é profundamente mal sucedido”, vaticinou a Vanity fair.

Um Stephen Frears diferente
Stephen Frears volta a Cannes este ano, fora de competição, com uma comédia doce e romântica. Tamara Drewe é estrelado por Gemma Artenton (que estréia no mês que vem o blockbuster Príncipe da Pérsia) e mostra uma garota que volta a cidade natal com um visual diferente. Causando furor na cidadezinha. Ela desperta atenção de vários homens na cidade. Para a Variety, o filme é “mais apimentado do que as comédias românticas americanas e genuinamente engraçado”. Vale a pena ficar de olho.

Para aplaudir
Ontem você ficou sabendo aqui em Cannes updated que Carancho, novo trabalho do diretor Pablo Trapero foi o filme mais aplaudido do festival até aqui. Integrante da mostra Um certo olhar, o filme argentino é um dos principais destaques do festival deste ano. Claquete traz o trailer do filme para você.





Xis

Olha quem apareceu em Cannes ontem para uma festa promovida por uma grife italiana em Cannes: a top model brasileira Ana Beatriz Barros esteve na mesma festa que Johnny Depp e a esposa Vanessa Paradis prestigiaram

Meryl Streep é um Ícone Claquete


A votação foi apertada. Embora tenha havido menos votos do que no mês passado, a eleição foi tão disputada quanto. A disputa cercou-se em dois nomes. Sean Penn, que despontou na frente, e Meryl Streep. Dois dos maiores interpretes americanos vivos. John Williams não foi lembrado e os irmãos Coen receberam apenas 2 votos. Com 54% dos votos, Meryl Streep ultrapassou Penn no penúltimo dia de votação, para se tornar a primeira mulher a adentrar a página de ícones Claquete. Você já pode conferi-la clicando aqui!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cannes updated # 8

Produção ucraniana causa furor em Cannes
My Joy, co-produção entre Alemanha e Ucrânia, dirigido pelo bielo-russo Sergei Loznitsa foi exibido na noite de ontem em Cannes. O filme impressionou a critica pela voracidade da história e pela brutalidade com que o diretor a apresenta. A fita acompanha a história de Georgy, um caminhoneiro que depois de uma batida policial abusiva, adentra uma espiral de violência. Chamou a atenção da critica em Cannes, a engenhosidade da trama, com valorosos truques de montagem, e o retrato pessimista que faz da Rússia. O filme já é cotado para prêmios. A Palma de roteiro, ou até mesmo direção, são apostas seguras.

O diretor Sergei Loznitsa, no centro, e o elenco de seu filme: sensação em Cannes

Negócio fechado
A Sony Pictures Classics, selo de arte do grupo Sony, fechou a aquisição de Another year, novo filme de Mike Leigh, que foi um dos destaques desta edição do evento e é forte candidato a Palma de ouro no fim de semana. A Sony Pictures Classics tem tradição de distribuir no mercado americano filmes europeus que fazem sucesso em Cannes e em outros festivais. Na última edição do Oscar, emplacou entre os dez filmes finalistas, outro drama inglês, Educação.

Um legítimo Godard
Dois dias depois da exibição de Film socialisme, o mais recente filme de Jean Luc Godard, o diretor francês ainda é assunto na riviera francesa. O que se fala de seu filme é que nem todo mundo o entendeu, mas ficou claro o que Godard quis dizer com ele. É mais um ataque do veterano socialista a questões capitalistas como direitos autorais, oriente médio e política.
No filme, a tradicional colagem de imagens de Godard ganhou uma “tradução” redigida pelo próprio diretor nas legendas em inglês do filme. Com passagens em francês e alemão, Godard “traduziu” para o inglês as ideias chaves dos debates aos quais se lança. Produzindo assim significados diferentes de acordo com a formação linguística de seu espectador.

A rota de Ken Loach
Ken Loach esteve em Cannes ano passado, fora de competição, com o agradável A procura de Eric. O filme, de tom esperançoso, foi tomado como uma anomalia na carreira do cineasta tão propenso ao pessimismo. Este ano, Loach foi incuído – nos últimos minutos – na competição oficial com o drama Route irish. O filme ainda não teve sua premiere em Cannes. Alguns críticos e jornalistas, no entanto, já conferiram. O crítico Kirk Honeycutt do Hollywood Reporter vaticinou: “Loach volta a falar sério sobre política em um thriller que se vale das empresas de consultoria de segurança no Iraque”. O crítico argumenta que Loach evita o lugar comum e extrai um poderoso drama sobre o luto e realiza um tenaz comentário político com seu filme ambientado no Iraque sitiado. Para o crítico, o filme se encaixa no realismo social e nas preocupações políticas que marcam a trajetória do cineasta. Ainda segundo Kirk, é difícil crer que Loach saia de mãos vazias da edição 2010 do festival.
Vale lembrar que Loach levou a Palma de ouro em 2006 por outro filme ambientado em uma guerra, Ventos da liberdade.



Xis


O cineasta egípcio Atom Egoyam (à esquerda) e o diretor brasileiro Cacá Diegues (no centro) estiveram hoje na riviera francesa. Ambos fazem parte do júri de uma mostra paralela do festival

Com agências internacionais