segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Movie Pass

O Movie Pass de hoje destaca um dos maiores clássicos de todos os tempos. Casablanca é cult por razões que excedem a obviedade. Um amor impossível. Uma terra estrangeira. Uma guerra em curso.Um final anticlimático e Humphrey Bogart. Certamente, uma das maiores lendas do cinema. Casablanca é, ainda hoje, 65 anos depois de seu lançamento, considerado por muitos estudiosos, e gente do cinema, como a melhor fita do cinema americano. Ou a que melhor o representa.

A seguir, o trailer original do filme e a minha critica:

video

Clássico americano!

Poucos filmes têm a ressonância de Casablanca (EUA 1943). O que para muitos é até mesmo motivo de espanto. O romance, em preto e branco, é estrelado por um Humphrey Bogart abusando da canastrice, por uma Grace Kelly momentos antes de adentrar a realeza sueca e dirigido por um Zé ninguém, o cineasta Michael Curtiz, que mesmo depois do longa manteve sua fama de pouco expressivo. Esses fatores, a despeito de seus fundamentos, são o que constituem o charme dessa fita que encontrou muitos problemas durante sua produção.
Casablanca , que teve seu lançamento ameaçado inúmeras vezes, conta a história de um casal foragido em Casablanca, domínio francês na África, durante a segunda guerra mundial. Ocorre que a esposa (Grace Kelly) já estivera amorosamente envolvida com o americano (Bogart) dono do principal bar da cidade. E lá, eles rememoram tudo enquanto o casal (judeu) precisa se esconder da perseguição nazista. O filme é, de fato, um belo tratado do amor e de suas estroinices. Contudo, Casablanca é ainda mais feliz em sua ambientação. Aquela mesma história em outro contexto, e possivelmente com outro desfecho, não reclamaria para si tal notoriedade.
O filme que por muitos críticos e entidades ligadas ao cinema é considerado o melhor do século 20, é na verdade, uma fita zelosa - conservadora até, e preocupada em atenuar as sensações provocadas por uma guerra ainda em vigência. Renúncias, bebidas, cigarros e memórias. Eis o painel pintado, maravilhosamente, por Casablanca.

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