segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Movie Pass

O Movie Pass de hoje destaca um filme que até pouco tempo estava em cartaz nas salas brasileiras. Mas que passou quase em brancas nuvens. Contudo, para os entusiastas do cinema europeu, é a mais eloquente e vívida demonstração do cinema praticado no velho continente. Em especial pelos franceses. A fronteira da alvorada é sublime de todo e qualquer ponto de vista analisado. A película de Philippe Garrel é um excelente ensinamento de estética, linguagem e estilo. Além de ter um storyline dos mais interessantes. O amor como eixo central das angústias do viver. Algo teórico, algo nonsense, como todo francês que se preze.

A seguir o trailer do filme e a minha critica:


video

Será o amor o remédio ou o problema?
A nova fita de Philippe Garrel, diretor que costuma falar das coisas do amor, A fronteira da Alvorada (Frontière de L´aube FRA 2008) é o mais vistoso de seus trabalhos sobre o tema. É sobre como a percepção do amor pode variar de acordo com a fase da vida vivida.
Na fita, atriz jovem e de sucesso (Laura Smet), casada com diretor que atua e venera Hollywood se envolve com fotógrafo nostálgico e mulherengo (Louis Garrel, filho do cineasta). O casal enamorado irreversivelmente põe-se a conjecturar sobre o futuro. Os efeitos da paixão, embora considerados por Garrel, não são sua prioridade. A mutabilidade de humor e estado de espírito provocadas pelo amor em todas as suas fases e encarnações é o que move o interesse do diretor.
Nesse sentido, a fotografia em preto e branco, a busca pela face dos personagens e as divagações que os mesmos lançam na hora e meia de filme, funcionam como a mais legítima expressão dessa ambição de Garrel. O diretor, a despeito dos rumos de sua história, busca estabelecer uma conexão entre seu filme e o público que independa dos sentimentos de seus personagens. Por isso, lança mão desses recursos que tornam a experiência de se assistir A fronteira da Alvorada mais prazerosa para o expectador. Seu filme, mais do que oferecer uma resposta, oferece uma indagação. Pode parecer simplista, não é. Quando se trata de amor, muitos se confrontam com a dificuldade em se situar.

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