Talento para a coisa
Nascido em 18 de setembro de 1975 em Fairfax na Virgina, no oeste americano, Daniel Jason Sudeikis sabia que o humor estava em seu DNA. Na escola Shawnee Mission West High School, em que também estudou Paul Rudd, organizava festivais de humor em que sempre se destacava pelo espírito zombateiro. Sudeikis deu sequência a sua busca por um lugar ao sol no humor americano em Las Vegas onde frequentou trupes de humor que se apresentavam em casas noturnas da cidade. Foi em um desses espetáculos que um olheiro do Saturday Night Live lhe abordou e Daniel abandonou esse primeiro nome e passou a assinar artisticamente como Jason Sudeikis. Desde 2003 no ar no SNL, Sudeikis também colabora com os textos do programa, o comediante vem ganhando espaço no cinema. Assim como outras figuras como Eddie Murphy, Adam Sandler e Will Ferrel projetadas no mais longevo programa de humor da tv americana, Sudeikis tenta se viabilizar como astro de cinema.
Sua primeira aparição em um lançamento de grandes proporções foi em Jogo de amor em Las Vegas (2008), em que fazia um dos amigos idiotas de Ahston Kutcher. E Sudeikis provou saber fazer um idiota tão bem que foi chamado para viver outros em comédias românticas de tom similares. Em Caçador de recompensas (2010) e Amor à distância (2010), Sudeikis já contou com mais tempo em tela para demonstrar todo o seu talento em ser repugnante. Mas o ator deixou transparecer nesses três trabalhos, uma profunda capacidade de promover empatia com o público e um talento visceral para a comédia física. E desde que o canadense Jim Carrey surgiu, nenhum outro comediante conseguiu fazer da cara de tacho algo genuinamente engraçado – que Ben Stiller nos perdoe.
Talvez tenha sido isso que motivou os irmãos Farrelly a escalarem Sudeikis como protagonista, ao lado de Owen Wilson, de sua nova comédia. Em Passe livre (2011), ele faz um sujeito casado vidrado em qualquer rabo de saia. É ele o fiador da comédia no filme dos Farrelly que, não à toa, escreveram as melhores piadas para seu personagem.
O potencial de Sudeikis pode ser observado pelo crescente número de produções para o cinema que estrela. Em 2011, além de Passe livre, o ator lança Quero matar meu chefe – em cartaz nos cinemas – e A good old fashioned orgy. Dois filmes que assumem seu viés sarrista e fazem do sexo uma matéria prima do humor. E é Sudeikis quem põe a cara a tapa nesse aspecto. Há quem possa se surpreender com o tipo pegador que ele faz em Quero matar meu chefe (ele é o único dos três principais personagens que, de fato, transa; e as conquistas são Jennifer Aniston e Julie Bowen), mas isso é, na verdade, um decalque do Jason de fora das telas. Após o divórcio de Kay Cannon, concluído em março do ano passado, Jason engatou um romance com a loira January Jones (de Mad men e X-men: primeira classe) que já se dissolveu em janeiro desse ano. Os amigos atestam que Jason não tem o que reclamar quando o assunto é mulher. Sudeikis veio mesmo para conquistar Hollywood.























