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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perfil - Jason Sudeikis

Talento para a coisa


Nascido em 18 de setembro de 1975 em Fairfax na Virgina, no oeste americano, Daniel Jason Sudeikis sabia que o humor estava em seu DNA. Na escola Shawnee Mission West High School, em que também estudou Paul Rudd, organizava festivais de humor em que sempre se destacava pelo espírito zombateiro. Sudeikis deu sequência a sua busca por um lugar ao sol no humor americano em Las Vegas onde frequentou trupes de humor que se apresentavam em casas noturnas da cidade. Foi em um desses espetáculos que um olheiro do Saturday Night Live lhe abordou e Daniel abandonou esse primeiro nome e passou a assinar artisticamente como Jason Sudeikis. Desde 2003 no ar no SNL, Sudeikis também colabora com os textos do programa, o comediante vem ganhando espaço no cinema. Assim como outras figuras como Eddie Murphy, Adam Sandler e Will Ferrel projetadas no mais longevo programa de humor da tv americana, Sudeikis tenta se viabilizar como astro de cinema.
Sua primeira aparição em um lançamento de grandes proporções foi em Jogo de amor em Las Vegas (2008), em que fazia um dos amigos idiotas de Ahston Kutcher. E Sudeikis provou saber fazer um idiota tão bem que foi chamado para viver outros em comédias românticas de tom similares. Em Caçador de recompensas (2010) e Amor à distância (2010), Sudeikis já contou com mais tempo em tela para demonstrar todo o seu talento em ser repugnante. Mas o ator deixou transparecer nesses três trabalhos, uma profunda capacidade de promover empatia com o público e um talento visceral para a comédia física. E desde que o canadense Jim Carrey surgiu, nenhum outro comediante conseguiu fazer da cara de tacho algo genuinamente engraçado – que Ben Stiller nos perdoe.

Roupa de gala: Sudeikis foi o host do MTV Movie Awards em 2011

Talvez tenha sido isso que motivou os irmãos Farrelly a escalarem Sudeikis como protagonista, ao lado de Owen Wilson, de sua nova comédia. Em Passe livre (2011), ele faz um sujeito casado vidrado em qualquer rabo de saia. É ele o fiador da comédia no filme dos Farrelly que, não à toa, escreveram as melhores piadas para seu personagem.
O potencial de Sudeikis pode ser observado pelo crescente número de produções para o cinema que estrela. Em 2011, além de Passe livre, o ator lança Quero matar meu chefe – em cartaz nos cinemas – e A good old fashioned orgy. Dois filmes que assumem seu viés sarrista e fazem do sexo uma matéria prima do humor. E é Sudeikis quem põe a cara a tapa nesse aspecto. Há quem possa se surpreender com o tipo pegador que ele faz em Quero matar meu chefe (ele é o único dos três principais personagens que, de fato, transa; e as conquistas são Jennifer Aniston e Julie Bowen), mas isso é, na verdade, um decalque do Jason de fora das telas. Após o divórcio de Kay Cannon, concluído em março do ano passado, Jason engatou um romance com a loira January Jones (de Mad men e X-men: primeira classe) que já se dissolveu em janeiro desse ano. Os amigos atestam que Jason não tem o que reclamar quando o assunto é mulher. Sudeikis veio mesmo para conquistar Hollywood.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crítica - Quero matar meu chefe

Para ver com o chefe!


A comédia americana está cada vez mais fluída e as relações entre a tv e o cinema cada vez mais amistosas. Egressos da tv, Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis já brilham no cinema e Quero matar meu chefe (Horrible bosses, EUA 2011) pode fazer por eles o que Se beber não case fez por Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms dois anos atrás. O espírito de farra e sátira move os dois filmes. A caricatura calculadamente hiperbólica com que Quero matar meu chefe apresenta alguns personagens se viabiliza como um plus da fita de Seth Gordon. Com um currículo bastante diverso, que vai de documentários como Freakonomics (2010) à direção de episódios de Modern Family e The Office, o diretor mostra-se contido na direção da fita e permite que seu elenco brilhe com improvisações a granel.

Jennifer Aniston e Charlie Day em cena de Quero matar meu chefe: Atores improvisando e se divertindo...


Nesse departamento, Jason Bateman surge como o controlado Nick, um sujeito constantemente humilhado pelo patrão, Dave Harken (Kevin Spacey); Jason Sudeikis faz Kurt que não suporta Bobby Pellitt (Colin Farrell), o filho viciado e preconceituoso de seu patrão que herda a empresa após a morte deste; Charlie Day faz Dale, um tipo histérico que se incomoda com o assédio incessante da dentista para a qual trabalha- vivida por Jennifer Aniston. Jennifer, aliás, está fantástica no papel de tarada. Sem se fazer de rogada na hora de proferir sacanagens. Uma ótima forma de rir de sua persona como american sweetheart. Kevin Spacey é outro que atropela com sua ironia e canastrice. E o que dizer de Colin Farrell sem medo de aparecer careca, barrigudo e histriônico? A participação desses atores ajuda Quero matar meu chefe em seu intento: ser um tremendo sarro.
Jamie Foxx, outro que está hilário, representa outra boa piada do filme que só se anuncia completamente no clímax da fita. Cheio de referências ao universo pop, assumindo sua fonte de inspiração (Pacto sinistro, de Hitchcock) e com extrema capacidade de dosar os pontos altos de seus protagonistas (todos têm chance de brilhar), Quero matar meu chefe é diversão garantida. Das melhores comédias do ano. Tão boa, que não tem perigo em indicar para o chefe.

domingo, 7 de agosto de 2011

Insight

A comédia americana em 2011

Há quem acredite que a comédia americana está paralisada. Sem grandes figuras como Jerry Lewis, Dean Martin, Jack Lemmon ou mesmo Billy Cristal apresentando lançamentos regulares em que o riso é a matéria prima. Vieram Steve Martin, comediante subestimado, e Jim Carrey, sempre contestado, ocupar um espaço árido na cena cômica americana. Adam Sandler, Chris Rock, Eddie Murphy e Chevy Chase foram outros que deram gás na comédia americana nos cinemas nos anos 80 e 90. Nos anos 2000, a turma aumentou. Esse pessoal continuou por perto, mas chegaram Steve Carrel, Vince Vaughn, Ben Stiller, Seth Rogen, Jack Black e Jason Segel. Cada um com sua turma. Outros atores foram se experimentando e descobrindo uma veia cômica adormecida, caso de Paul Rudd que se mostrou excelente comedian pelas mãos de Judd Apatow e Alec Baldwin que depois de 30th Rock passou a ser apontado como o “the real deal” da comédia americana. Jimmy Fallon e Jon Stewart, apesar de já terem feito cinema, encontraram abrigo mesmo na tv.

Justin quer fazer você rir e, para isso, estrela duas comédias programadas para 2011


Esse primeiro parágrafo serve para situar o leitor. Embora passe por um momento transformador – em que o humor se bifurca em diversas correntes – a comédia americana não se encontra paralisada. De Toddy Phillips a Robert De Niro, passando por figuras como Greg Mottola (diretor de filmes como Superbad), Jon Favreau, Christopher Mintz-Plasse (o inesquecível McLovin), Robert Downey.Jr, Zach Galifianakis e Vince Vaughn. Em 2011, os lançamentos de comédia demonstram que o gênero abraçou o popular (Se beber não case 2, Quero matar meu chefe e Professora sem classe), e se sexualizou. Os americanos, sempre tidos como puritanos, prestigiaram duas comédias em que amizade se tempera com sexo (Amizade colorida e Sexo sem compromisso).
Outro destaque que merece ser feito é o espírito de colaboração. Esses comediantes se prestigiam mutuamente. Mesmo com o sucesso e a visibilidade proporcionado por Se beber não case, Zach Galifianakis não abandonou a bem sacada e divertida série Bored to death da HBO. Vince Vaughn, que depois de Penetras bons de bico chegou a receber U$ 10 milhões por filme, aceitou receber o que o sindicato prevê para atuar ao lado do chapa de Swingers-curtindo a noite (1996), Jon Favreau. Ambos elaboraram o roteiro de Encontro de casais (2009).

Os três mosqueteiros do humor em 2011: Jason Sudeikis, Jason Bateman e Charlie Day, em cena de Quero matar meu chefe, estrelam-cada um - três lançamentos no ano


Jason Sudeikis, que trilha o mesmo caminho que Adam Sandler e Eddie Murphy percorreram, já estrelou Passe livre – ao lado de outro ator com DNA na comédia (Owen Wilson) – em 2011. O ator ainda tem outros dois lançamentos programados para 2011. Jason Bateman, parceiro de Sudeikis em Quero matar meu chefe, está em Eu queria ter sua vida – que estreou neste fim de semana nos EUA – em que contracena com Ryan Reynolds – outro ator que vez ou outra se experimenta na comédia.
Ron Howard chamou dois especialistas para seu retorno às comédias. Em O dilema, destaque de Cantinho do DVD da próxima semana, Vince Vaughn e Kevin James vivem melhores amigos com um segredo entre eles.
A turma de Judd Apatow continua aprontando das suas. A comédia americana mais elogiada do ano tem a assinatura de Apatow. Trata-se de Missão madrinha de casamento, de Paul Feig. O próprio Apatow a definiu como um mix de seus filmes traduzido para o universo feminino.
A comédia em 2011 surge multifacetada. Com novos rostos se tornando cada vez mais frequentes, franquias do riso se consolidando em meio a super heróis e veteranos mostrando que ainda tem ginga.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, as impressões (e algumas divagações) sobre os primeiros trailers de dois dos filmes mais aguardados de 2012; a comédia que promete marcar 2011; o lembrete de uma nova seção que chega a Claquete; o reinado de Harry Potter ainda ofuscando o horizonte e considerações sobre três produções que não tem nada a ver entre si, mas tudo a ver com você cinéfilo.



As primeiras impressões sobre o novo Batman
Junto com o último Harry Potter foi revelado o primeiro teaser do último Batman de Christopher Nolan. O filme, que ainda está sendo gravado, é fortemente aguardado por cinéfilos e crítica. Nolan, como se sabe, tem aumentado as expectativas em torno de sua obra. O novo Batman beira o colapso nesse sentido. Talvez por isso, esse primeiro teaser liberado um ano antes do lançamento nos cinemas (a exemplo do que ocorrera com A origem), revele tão pouco. A ideia é rememorar a trajetória do vigilante e lembrar a audiência, nas palavras do comissário Gordon (Gary Oldman) da angústia experimentada pelo homem-morcego. O teaser aguça ao trabalhar com conceitos já estabelecidos no final de O cavaleiro das trevas. O que permite supor que a engenharia do marketing da Warner deve privilegiar uma campanha, guardadas as devidas proporções, similar à realizada para promover A origem. Deu muito certo a ideia de revelar pouco da trama e bombardear o público com imagens conceituais de alto impacto. Contudo, Batman é algo que não pode ficar totalmente no escuro. Vai ser interessante ver como essa história se desenrola...



As primeiras impressões sobre o novo aranha
A Sony liberou o primeiro trailer de O incrível Homem Aranha. O filme, que medirá forças com Batman no verão de 2012, é um precoce reboot da série iniciada em 2002 com Tobey Maguire como Aranha e Sam Raimi na direção. Quem lê Claquete há muito tempo acompanhou a série de postagens que pormenorizou os bastidores da decisão da Sony de demitir a equipe criativa do quarto filme e reiniciar a série.
Com Andrew Garfield como o cabeça de teia e Marc Webb atrás das câmeras, a produção - mais barata – objetiva reestruturar a trajetória do Aranha no cinema. A linha Ultimate, que fez o mesmo nos quadrinhos com vários personagens da Marvel, é uma escudeira aqui. No entanto, o trailer repisa onde o primeiro filme de Sam Raimi andou tão bem. O vídeo promocional não sugere conflitos distintos dos vislumbrados na fita de 2002. A estrutura narrativa parece a mesma e, pelo menos nesse momento, tudo indica que as comparações serão desfavoráveis à empreitada.
Nas próximas edições de Em off, mais notícias sobre O incrível homem aranha.





Amanhã tem estréia...
Aqui em Claquete. Com 60% dos votos, o cineasta Clint Eastwood foi escolhido para estrelar a primeira seção Filmografia comentada do blog. A nova seção vem substituir Panorama e irá destacar, com uma rica combinação de análise e informação, as filmografias de importantes figuras do cinema.



Os números de Harry Potter

Foi uma estréia demolidora. Harry Potter e as relíquias da morte-parte II destroçou antigos recordes e segue reinando absoluto nas bilheterias. O filme desbancou Lua nova como o de maior faturamento em um único dia com U$ 92 milhões. Foram 18 milhões a mais do que a marca anterior. O oitavo Harry Potter também destronou Batman – o cavaleiro das trevas e sua vistosa marca de melhor bilheteria de fim de semana de estréia (a jóia na coroa de qualquer blockbuster). O recorde anterior era de U$ 158, Harry Potter e as relíquias da morte-parte II cravou U$ 169,2 milhões. Mundialmente, o filme do bruxo amealhou U$ 485 milhões e foi o mais rápido a atingir U$ 200 milhões nos EUA em toda a história.
Com toda a frenesi Harry Potter acontecendo aí fora, Claquete quis saber do leitor qual era o melhor diretor da saga. O vitorioso foi David Yates, aquele que teve mais filmes para dirigir. O primeiro a assumir o posto , Chris Columbus ficou com a segunda posição. Cuáron e Newell também foram lembrados.
O último filme, fresquinho na memória, foi considerado por 33% dos (e)leitores o melhor da saga. Seguido de perto por As relíquias da morte-parte I e O prisioneiro de Askaban. O único a não ser lembrado foi O enigma do príncipe.


A comédia do ano?
Kevin Spacey como um tipo truculento e preconceituoso, um Colin Farrel careca e barrigudo igualmente preconceituoso e uma Jennifer Aniston ninfomaníaca como chefes de Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day respectivamente. Os três subordinados infelizes resolvem matar seus chefes. Para tanto, resolvem contratar o serviço de consultoria prestado por um histriônico Jamie Foxx. O filme, que já está em cartaz nos EUA, estréia no Brasil em 12 de agosto. Quero matar meu chefe registrou a melhor estréia para uma fita proibida para menores de 18 anos depois dos dois exemplares de Se beber não case. Confira as cenas que Claquete disponibiliza (em inglês) e especule se isso é o bom ou ruim.








Um filme que tem tudo para dar certo
Anunciado há poucas semanas, o filme Rush promete ser uma das atrações da temporada de prêmios de 2013. A produção mostrará a rivalidade entre os pilotos de Fórmula 1 Niki Lauda e James Hunt na década de 70. “A rivalidade é o que move a trama”, assegurou o roteirista Peter Morgan de filmes como A rainha e Frost/Nixon. Ron Howard reeditará a parceria estabelecida com Morgan neste último. E os dois atores principais já foram contratados. O australiano Chris Hemsworth – em alta com o sucesso de Thor – será Hunt e o hispano alemão Daniel Bruhl viverá Lauda.



Um filme que deve dar certo
O diretor do sueco Deixe ela entrar, um thriller de espionagem baseado em John Le Carré que imagina as circunstâncias da criação do icônico personagem James Bond e um elenco capitaneado pelo oscarizado Colin Firth com Gary Oldman, Tom Hardy, John Hurt, Ciarán Hands e Mark Strong.
As rusgas entre as agências de inteligência britânica e soviética são a matéria prima da fita que será lançada no festival de Toronto em setembro. No Brasil, a estréia de O espião que sabia demais está agendada para janeiro de 2012.

Colin Firth, que não quer perder de vista seu assento no Kodak Theatre, protagoniza O espião que sabia demais 

Gary Oldman faz um agente britânico em busca de respostas 


Mark Strong vive mais um vilão em sua carreira, mas no final da história ele bem pode ser um dos moçinhos...


Um filme que deve dar errado
Ficou meio na moita o primeiro trailer de Sherlock Holmes: jogo das sombras. Lançado na semana passada, o primeiro vídeo do filme que estréia no natal desse ano sugere que a sequência dirigida novamente por Guy Ritchie investirá em tudo que deu certo no primeiro filme: Robert Downey Jr., Robert Downey Jr. e Robert Downey Jr. Também devem marcar presença a nivelada química com Jude Law, o humor rasteiro e as piadas inteligentes. Contudo, Jogo das sombras nesse primeiro trailer deixa escapar um desgaste que pode prejudicar seriamente a performance do filme junto à crítica. A conferir.