Mostrando postagens com marcador Kevin Spacey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kevin Spacey. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Momento Claquete #37

Reminiscências do Globo de ouro 2014

Kevin Spacey e Julia Roberts no after-party: o seu sorriso é maior do que o meu... 

Michael Douglas no melhor estilo que rei sou eu... 

Christoph Waltz e Bruce Dern: vamos acabar logo com isso? 

O diretor de 12 anos de escravidão, Steve McQueen ergue um caloroso "é nosso" para delírio contido de Michael Fassbender 

Robin Wright se esforçando para conquistar o melhor WTF moment da internet...

 ... mas antes das festas, antes de tudo, Jennifer Lawrence já tinha garantido esse prêmio também.

Todas amam Harvey: falta bochechas ao megaprodutor para ser beijada por Heidi Klum e suas amigas

Bradley Cooper e Liev Schreiber não ligam para as câmeras enquanto fazem aquilo que os homens mais gostam de fazer: fofocar

Julia Louis-Dreyfus em momento "fã pegajosa" com Martin Scorsese

O melhor diretor Alfonso Cuarón: olha a gravidade, ó...

sábado, 9 de março de 2013

Espaço Claquete - Jogos de adultos


Alan J. Pakula é daqueles cineastas que tergiversam com habilidade ímpar por variados gêneros. São dele filmes tão pungentes e significativos como Todos os homens do presidente, A escolha de Sofia, Inimigo íntimo e O dossiê pelicano. Jogos de adultos (Consenting adults, EUA 1992) não ostenta o mesmo status desses filmes, mas é um suspense de primeira linha sobre o choque entre desejo e amoralidade.
Kevin Kline é Richard Parker, um compositor frustrado que escreve jingles para propaganda. Casado com Priscilla (Mary Elizabeth Mastrantonio) é um típico figurante da classe média e morador dos arborizados subúrbios americanos. Com a chegada dos novos vizinhos Eddy e Kay Ottis (Kevin Spacey e Rebecca Miller), uma aproximação algo desajeitada se ensaia. Eddy, que se anuncia como consultor financeiro, transborda carisma e parece ser aquele sujeito experimentado que não costuma se retrair perante algo que lhe desperta curiosidade. Richard e Priscilla atiçam essa curiosidade. Rico, divertido e atencioso, Eddy é o sonho que Richard não conseguiu viver e Kay, que passa a ser cobiçada por Richard em escala que extrapola a discrição, parte indesviável desse sonho. Eddy, que parece se regozijar dessa situação, enseja então uma troca de casais. Como era de se esperar pela descrição dos personagens, Richard refuga a princípio, mas invariavelmente cede.   
Jogos de adultos, então, se transforma em um intrincado policial em que o público se posiciona conhecedor de mais peças do tabuleiro do que o protagonista, mas não o suficiente para antecipar o desfecho do jogo.
Pakula articula muitíssimo bem a transição de drama com reminiscências existenciais para um suspense policial fortuito sobre alpinismo social e idiossincrasias conjugais.
O roteiro de Matthew Chapman é ligeiro e se alimenta bem de elipses para manter o espectador atento à sucessão de pistas e ao desenvolvimento da ação. O filme começa como uma investigação algo caprichosa e parcimoniosa de dois casais bastante diferentes entre si, mas atraídos justamente pelo olhar refletido nos olhos do outro e se resolve como um suspense, que mesmo 20 anos depois, consegue ser surpreendente.
Kevin Spacey, aqui ainda um ator dando os seus primeiros passos em Hollywood, apresenta toda aquela virulência de ironia que caracteriza seus tipos mais perversos e sedutores. Kevin Kline convence como o homem diminuído por sua condição financeira e que constantemente impõe barreiras a seus desejos.

sábado, 21 de abril de 2012

Cantinho do DVD

Kevin Spacey é daqueles atores que costumam justificar qualquer filme. Em O super lobista, destaque da seção Cantinho do DVD desta semana, ele é o principal atrativo de um filme que não corresponde às expectativas e acaba por não atingir plenamente suas potencialidades. A crítica, o leitor confere abaixo.




Fazer lobby em prol de alguma coisa ou contra alguma coisa é uma contingência humana. Principalmente em um ambiente político. Nos EUA, a atividade é legalizada e rende verdadeiras fortunas. No Brasil, há lobistas informais na figura de advogados e consultores com trânsito nas esferas do poder.
Ainda que haja alguns filmes sobre lobby, são poucos aqueles que focam na figura do lobista. O super lobista (Casino Jack, EUA 2010) é um desses filmes. Cheia de potencialidades, a fita de George Hickenlooper só não mergulha no marasmo graças às performances cheias de vitalidade de Kevin Spacey como Jack Abromoff (um lobista que sucumbiu à própria ganância) e Barry Pepper como Michael Scanlon (o lobista melhor amigo do outro lobista).
O problema de O super lobista é sua previsibilidade e a falta de um arco dramático mais palatável ao espectador. Ainda que Abramoff seja um personagem e tanto (fã de cinema vive a soltar frases famosas em suas negociatas), o filme não apresenta o mesmo fôlego do personagem. Em parte pela condução trivial de Hickenlooper e pelo texto sem sal de Norman Snider.
Abramoff é aquele tipo de sujeito que não se contenta com muito. Quer muito mais. O filme é simpático com sua figura e, no que de melhor tem a apresentar, mostra como os lobistas são decisivos para os rumos políticos e econômicos da maior potência mundial.
Quem já está familiarizado com a profissão, no entanto, corre o risco do enfado. Apesar de Kevin Spacey estar tinindo, há muito pouco em O super lobista que valha a pena. A crônica de ganância e corrupção já foi mais bem abordada em Hollywood. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Crítica - Margin call:o dia antes do fim

O sabor da crise

Esta pequena jóia do cinema independente americano está sendo saudada pela crítica como o melhor filme sobre o mercado financeiro já feito pelo cinema americano. Não é um elogio qualquer, tão pouco uma supervalorização do que representa Margin call – o dia antes do fim (Margin call, EUA 2011). Ainda que classificá-lo como o melhor petardo hollywoodiano contra os destemperos de Wall Street carregue alguma ideologia. Isso posto, é fatídico que Margin call é um elaborado e ácido exame de como se dá um passo maior do que as pernas. No filme de estréia de J.C. Chandor, que compensou a falta de experiência como diretor com a vivência no mercado financeiro (seu pai era consultor em Wall Street), presenciamos as 24 horas anteriores à eclosão da crise financeira que sacudiu o mundo em 2008. Embora não seja mencionado, a analogia com o gigante Lehman Brothers é óbvia; ainda que o filme seja simplista a ponto de creditar à atuação de um só banco o derretimento do crédito que se viu em 2008, é fiel ao inventário dos fatos. Pelo menos em uma hierarquização lógica da sucessão de eventos possíveis em um cenário como aquele.
Chandor acerta, e muito, ao imprimir no filme um ritmo de thriller. Inaugurando, portanto, um novo filão. O do thriller financeiro. Sinais dos tempos e de um roteiro que não se preocupa em mastigar as informações para seu espectador. A ideia é que o espectador concorra com o filme. Assim como o espectador de qualquer outro thriller. Já se sabe mais ou menos aonde o filme irá chegar, mas o caminho até lá é que provocará emoção. Isso quer dizer que para curtir Margin call em toda  a sua exuberância narrativa, ainda que se saiba exatamente em que ponto e mais ou menos como o filme terminará, é preciso conhecer – ao menos em um nível intermediário - como opera o mercado financeiro.

Jeremy Irons entra em cena no ato final e rouba o filme para si: um ator em estado de pura genialidade


Outra bola cheia do filme é o elenco, capaz de entreter quem não entende bulhufas de papéis, títulos e volatilidade. Em um time com Stanley Tucci, Demi Moore, Simon Baker, Zachary Quinto, Penn Badgley, Paul Bettany, Jeremy Irons e Kevin Spacey fica difícil apontar os melhores, mas o destaque recai sobre os três últimos. Bettany faz um típico yuppie que já viu muita coisa, mas ainda se maravilha com a capacidade do mercado, e dos peixes maiores que ele, de absorver toda a encrenca e sair lucrando com ela. Jeremy Irons surge como o dono do banco – aquele tipo bem clichê mesmo. Mas de tão bom ator que é, vira o clichê do avesso e cria algo tão assustadoramente sedutor que cativa a cada olhar. Kevin Spacey, é bom que se diga, tem um daqueles personagens mágicos que possibilitam um ator de seu quilate brilhar intensamente. E ele sabe brilhar. Na pele de Sam Rogers, um executivo que não se incomoda com as demissões sumárias em seu departamento, mas chora copiosamente ao saber que sua cadela está desenganada, o ator encontra um dos grandes momentos de sua carreira como intérprete.
Margin call é um filme que se sente confortável na ambiguidade. Não se incumbe de explicar os tramites de Wall Street, mas não resiste a tentação de criticar a vida que se leva no topo daqueles arranha-céus. Em uma cena genial um personagem explica como se gasta facilmente U$ 2,5 milhões em menos de um ano. É em uma cena como essa que somos obrigados a constatar que estamos vendo uma peça de ficção. Mas não é. Em outro momento o mesmo personagem exclama: “Que se fodam as pessoas normais”. E nós rimos da situação.
A ambiguidade não é só de Margin call. Ela é humana também. Sublinhar isso, de maneira tão sutil e bem engendrada, foi o grande acerto de J.C. Chandor.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Momento Claquete # 22

 Reese Whiterspoon e Jennifer Aniston, que já foram irmãs na sitcom Friends, compareceram ao evento promovido pela revista Elle realizado em Los Angeles no começo dessa semana. O Elle Women in Hollywood 2011 prestou homenagens a celebridades femininas que foram destaque no ano


O bonitão Jon Hamm foi um dos apresentadores da noite. Na foto, ele está ao lado do diretor e produtor Adam Shankman 


 Katherine Heigl, que lança filme em que divide a cena com Robert De Niro no próximo mês, também compareceu ao evento


A atriz Amber Heard tira foto com fãs na premiere nova-iorquina de The rum diary, no qual divide a cena com Johnny Depp 


O ator Kevin Spacey, que atualmente mora em Londres, prestigiou a pré-estréia nova-iorquina de Margin Call. O filme, sobre a crise econômica desencadeada em 2008, traz no elenco, além de Spacey, Demi Moore, Jeremy Irons e Paul Bettany

Semana agitada em Hollywood teve até Darth Vader recebendo das mãos de George Lucas o prêmio de melhor vilão de todos os tempos no Scream awards, realizado no último domingo (16)

Já Robert Downey Jr. ganhou o prêmio de melhor herói e ficou bem a vontade com isso... 


J.J. Abrams subiu ao palco para receber o troféu de melhor sci-fi movie por Super 8 e constatou que Zoe Saldana, dirigida por ele em Star trek, tem a força...  


E uma premiação trash não poderia deixar de premiar Nicolas Cage por sua carreira... 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crítica - Quero matar meu chefe

Para ver com o chefe!


A comédia americana está cada vez mais fluída e as relações entre a tv e o cinema cada vez mais amistosas. Egressos da tv, Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis já brilham no cinema e Quero matar meu chefe (Horrible bosses, EUA 2011) pode fazer por eles o que Se beber não case fez por Bradley Cooper, Zach Galifianakis e Ed Helms dois anos atrás. O espírito de farra e sátira move os dois filmes. A caricatura calculadamente hiperbólica com que Quero matar meu chefe apresenta alguns personagens se viabiliza como um plus da fita de Seth Gordon. Com um currículo bastante diverso, que vai de documentários como Freakonomics (2010) à direção de episódios de Modern Family e The Office, o diretor mostra-se contido na direção da fita e permite que seu elenco brilhe com improvisações a granel.

Jennifer Aniston e Charlie Day em cena de Quero matar meu chefe: Atores improvisando e se divertindo...


Nesse departamento, Jason Bateman surge como o controlado Nick, um sujeito constantemente humilhado pelo patrão, Dave Harken (Kevin Spacey); Jason Sudeikis faz Kurt que não suporta Bobby Pellitt (Colin Farrell), o filho viciado e preconceituoso de seu patrão que herda a empresa após a morte deste; Charlie Day faz Dale, um tipo histérico que se incomoda com o assédio incessante da dentista para a qual trabalha- vivida por Jennifer Aniston. Jennifer, aliás, está fantástica no papel de tarada. Sem se fazer de rogada na hora de proferir sacanagens. Uma ótima forma de rir de sua persona como american sweetheart. Kevin Spacey é outro que atropela com sua ironia e canastrice. E o que dizer de Colin Farrell sem medo de aparecer careca, barrigudo e histriônico? A participação desses atores ajuda Quero matar meu chefe em seu intento: ser um tremendo sarro.
Jamie Foxx, outro que está hilário, representa outra boa piada do filme que só se anuncia completamente no clímax da fita. Cheio de referências ao universo pop, assumindo sua fonte de inspiração (Pacto sinistro, de Hitchcock) e com extrema capacidade de dosar os pontos altos de seus protagonistas (todos têm chance de brilhar), Quero matar meu chefe é diversão garantida. Das melhores comédias do ano. Tão boa, que não tem perigo em indicar para o chefe.

domingo, 11 de outubro de 2009

TOP 10

Os 10 melhores psicólogos do cinema

10 - Isaac Barr / Richard Gere em Desejos, alguém foi seduzido (EUA 1992)

Gere vive aqui um homem em tentação. Objeto de um jogo perigoso e sexual travado entre duas irmãs rivais. O psiquiatra Isaac Barr acaba enveredando por caminhos, que ele sabia, perigosos. Mas consegue evitar o pior. Desejos é um filme que mesmo sem focar na questão propriamente dita, mostra que nem sempre o fato de termos consciência de que algo é desaconselhável é o bastante para evitarmo-lo.

9 – Ben Sobel / Billy Cristal em A máfia no divã (EUA 1999)

Billy Cristal vive aqui o mais neurótico e caricato psicólogo que o cinema já concebeu. Não é para menos. Um mafioso resolve contratar seus préstimos e eleva a relação médico – paciente a outros patamares. O que impressiona aqui é justamente a descompostura de Sobel em um mundo totalmente diferente do seu. Ele acaba revitalizando sua prática.

8 – Jennifer Melfi / Lorraine Bracco em A família Soprano (1999 -2007)

Tudo bem. A família Soprano não é um filme. Mas as séries da HBO, ainda há outra na lista, são conhecidas por sua qualidade, para fazer uma analogia cabível, cinematográfica. Aproveitando uma idéia esboçada no filme da posição anterior, mas potencializando-a sob todas as perspectivas possíveis, a série parte da relação entre a Dr. Melfi e o chefão Tony Soprano para teorizar e refletir sobre os mais diversos temas. Há também, principalmente nas primeiras temporadas, a preocupação de repercutir, tanto na vida da dr. Melfi, quanto na de Tony, os efeitos da terapia.

7 –Nathan R. Conrad / Michael Douglas em Refém do silêncio (EUA 2000)

Quando seu filho é seqüestrado, o Dr. Nathan tem que tirar, dentro de um curto prazo de tempo, um segredo da mente de uma menina perturbada. Algo praticamente impossível de acontecer, como bem sabem os psicólogos. Contudo, Refém do silêncio é interessante por mostrar como certas coisas dependem mais do acaso do que de um bom terapeuta. E bem, Michael Douglas vive um psicólogo com sofisticação. O que já é, por si só, salutar.

6- Mark Powell / Jeff Bridges em K- Pax, o caminho da luz (EUA 2002)

Não é fácil por suas convicções a prova. Muito menos quando você é um renomado psicólogo. Menos ainda, se é um paciente tido, largamente, como louco quem lhe oferece novas perspectivas. É o que ocorre em K- pax, quando um homem que alega ser alienígena desmonta todas as convicções do psicólogo vivivo por Jeff Bridges.

5- Malcolm Crowe / Bruce Willis em O sexto sentido (EUA 1999)

O que dizer de um psicólogo que se predispõe a continuar cuidando de seus pacientes mesmo depois de morto? Tudo bem, o Dr. Malcolm não sabia que já tinha passado dessa para melhor. Mas seu empenho e carinho pelo menino que via gente morta é assombroso (no bom sentido).E o melhor, ele realmente consegue ajudar de forma decisiva seu paciente.

4- Lisa Metzger/ Meryl Streep em Terapia do amor (EUA 2005)

O que fazer quando seu filho começa a namorar uma de suas pacientes. É nesse dilema que se encontra a personagem vivida por Meryl Streep. Terapia do amor é um filme muito maduro sobre as coisas do amor. E o procedimento da personagem de Streep é aquele que qualquer mortal (neurótico e com um tantinho de preconceito) teria. Desmonta-se então aquela desarranjada visão que se tem dos terapeutas. Somos, afinal, todos humanos.

3- Henry Carter/Kevin Spacey em Shrink (EUA 2009)

Filme iindependente que vem colhendo muitos elogios nos EUA. Kevin Spacey vive um psicólogo que,além de atender pacientes cheios de excentricidades, vive um momento especialmente desolador e desestimulante. O filme parte do pressuposto de que todos precisam de ajuda. Todos, mesmo os terapeutas, precisam de terapia. Put the shit togheter, não é uma coisa simples.

2- Sean Maguire / Robin Willians em Gênio indomável ( EUA 1998)

O psicólogo vivido por Robin Willians é um dos mais eloquentes retratos da profissão. Desde o preconceito que o exercício da psicologia desperta até seus efeitos mais positivos e libertadores. Encantam também os embates protagonizados pelo terapeuta Sean e seu mais hostil paciente, Will, em diálogos verdadeiramente brilhantes. Sean se predispõe a ajudar um jovem extremamente inteligente, mas que esconde seu dom e perspicácia atrás de uma atitude raivosa e de uma vida marcada por mágoas.

1- Paul Weston / Gabriel Byrne em Em terapia ( EUA 2008 - )

Paul Weston é , definitivamente, o melhor terapeuta já concebido em um filme, ou série, como é o caso de Em terapia. A série da HBO enfoca não só o trato diário dentro de um consultório, inovando a habitual misè en scene característica a esse universo, como as angústias que pairam ali. Tanto as dos pacientes, como as do terapeuta. Gabriel Byrne vive com acintosa competência Paul Weston. Um terapeuta, sem dúvida alguma, talentosíssimo, mas que experimenta dramas pessoais dantescos, freudianos, faustianos e yungianos. Para ficar em algumas referências. O curioso é ver como o terapeuta, por mais capaz que seja, quando paciente, é acometido dos mesmo sintomas e enfrenta as mesmas dificuldades que procura isolar em seu consultório.

domingo, 2 de agosto de 2009

On TV

Quebrando a banca
Esse filme de temática e realização simples foi grande sensação nos cinemas americanos no ano passado. Estréia de sábado dia 8 na HBO, Quebrando a banca traz a vencedora pecha de “inspirado em fatos reais”. O filme mostra como um grupo de alunos com o Q. I um pouco acima da média, treinados por um professor ganancioso, conseguiram fazer fortuna em Las Vegas ao “contar” as cartas no jogo 21(também conhecido como blackjack). Técnica que não é oficialmente proibida, não é considerada trapaça, mas é mal vista, por razões óbvias, pelos administradores de cassinos.
O filme do diretor Robert Luketic(Legalmente Loira), invariavelmente cede ao moralismo. Não fosse por isso seria perfeito. Mas até lá é uma divertida crônica sobre extravagância, genialidade, disciplina e matemática. Vale a pena observar como o talentoso Kevin Spacey, mesmo em um papel coadjuvante, consegue ser a força motora da fita.

Dicas da semana:
A família Obama na Casa branca
Documentário que cobre os primeiros 6 meses de Obama na Casa Branca. O interesse aqui é sobre o cotidiano da família no novo endereço e o convívio familiar da primeira família americana. Terça- feira dia 4 às 22:00 horas no GNT

Os imorais
Pequeno clássico de Stephen Frears. Aqui um vigarista profissional (John Cusack) se vê mergulhado na ferrenha rivalidade entre sua namorada( Annete Benning) e sua mãe(Angelica Huston). Filme bem humorado e muito perspicaz de Frears. Ganhou muitos prêmios.
Terça – feira dia 4 às 22:oo no Telecine Cult

Um crime perfeito
Suspense bastante agradável com Michael Douglas, no habitual papel de rico cafajeste, e Viggo Mortensen que antes da trilogia Senhor dos anéis já mostrava talento. Douglas faz executivo milionário que ás vésperas da falência descobre que sua mulher o está traindo. Então se aproxima de seu amante(Viggo) para convencê-lo a matá-la. Dividiriam assim, o seguro de vida dela. O filme toma caminhos insuspeitos e a direção de Andrew Davis ( O fugitivo) privilegia seu elenco.
Sexta – feira dia 7 ás 14:30 na TNT

O sol é para todos
O filme, que consta do top 10 da semana, é destaque do canal TCM esta semana. Gregory Peck vive com esplendor advogado obstinado que defende negro injustamente acusado de um crime. Um libelo atemporal contra o racismo. Filme reverenciado até hoje.
Quinta – feira dia 6 às 22:00 horas no TCM

Mulheres, o sexo forte
Comédia que posa de feminista, mas que acaba por reforçar todos os rótulos das comédias convencionais. Contudo, o filme tem alguns bons momentos, além de reunir um time de boas atrizes(Debra Messing, Eva Mendes,Jada Pinket Smith, Meg Ryan e Annete Bening) detalhe que faz valer uma conferida despretensiosa.
Quarta-feira dia 5 às 21:00 na HBO