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segunda-feira, 17 de maio de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Critica


Pondo os pingos nos is



Após assistir Alice no país das maravilhas (Alice in wonderland EUA 2010) fica fácil entender o por que de Tim Burton ter refutado a autoria do filme em mais de uma oportunidade.
Aguardado com muita ansiedade, o filme revela-se incompatível com a cinematografia do diretor. A produção da Disney, é bem verdade, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da carreira de Burton, marca mais uma colaboração entre o diretor e seu ator preferido, Johnny Depp, e apresenta um visual onírico e impressionante. Essas interjeições levam a crer que trata-se de um legítimo e conceituado trabalho de Burton. Mas engana-se quem precipita-se nessa resposta. Alice no país das maravilhas dilui a obra de Lewis Carroll em uma típica aventura Disney. Ou seja, o que se vê na tela não é um filme de Burton, mas sim um filme Disney. É preciso ter isso em mente na hora de avaliar a produção, que guarda mais semelhanças com os dois filmes As crônicas de Nárnia em termos de estrutura e memória pop do que com a obra infanto-juvenil do século XIX.


Burton orienta Mia durante as filmagens: Ele não era o homem certo para essa versão de Alice


Na fita, Alice (Mia Wasikowska) está com 19 anos e às vésperas de um casamento arranjado. A jovem Alice, confusa e insatisfeita com o fato de não ter o controle de sua vida, mais uma vez segue o coelho branco até uma toca. Não é preciso dizer que ela cai nesta toca. No país das maravilhas, aqui chamado de subterrâneo, em um trocadilho que funciona muito melhor em inglês (ao invés de wonderland, fica underland), Alice não consegue se lembrar de já ter visitado aquele lugar antes e fixa-se na ideia de que tudo aquilo não passa de um sonho. Ela é orientada e protegida pelas tradicionais e reconhecidas figuras da obra de Carroll, o chapeleiro maluco (um Johnny Depp, por incrível que pareça, fora do tom), pelo gato risonho, entre outros. Alice precisa “assumir o seu destino” e recolocar a rainha branca no trono que lhe foi roubado pela irmã, a rainha vermelha.
A jornada do herói, corrente filosófica e semiótica que já serviu de base para tantas produções Disney, volta a ser a matéria prima de uma produção da casa. Contudo, apesar da obra de Carroll oferecer vasto material inexplorado, ou que pudesse ser atualizado, não há a disposição de sequer aproveitá-lo. A idéia, tudo indica, era somente aproveitar o universo criado por Carroll e se apropriar dele. Embora seja uma alternativa legítima do ponto de vista comercial, como cinema a opção não poderia ter sido mais infeliz. E Tim Burton, definitivamente, não era o homem para esse serviço. Caberia ao diretor se lançar no universo de Carrol, não traduzi-lo para a enciclopédia Disney.


Johnny Depp como o chapeleiro maluco: quem diria, o ator é um dos pontos fracos do filme


O visual do filme é impressionante, mas por si só não é digno de maior entusiasmo. Há pouco no filme que lembre a veia estilística e subversiva de Burton. Resta ao público o consolo da dispersão proporcionada pelo 3D. Quem não se aventurar pelo 3D poderá se contentar com o trabalho das atrizes. Anne Hathaway faz uma rainha branca afetada que diverte, mesmo que involuntariamente. Helena Bonhan Carter acerta o ponto com sua composição da insegura Rainha Vermelha, mas quem brilha mais é mesmo Mia Wasikowska que faz uma Alice crível. Indefesa, receosa e vacilante, para depois assumir, finalmente, sua identidade. Mia faz o que pode em uma história equivocada. Não é culpa dela se a Alice que lhe deram não é a de Carroll, tão pouco a de Burton, mas a do Mickey Mouse.

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Ponto final

Demorou, mas hoje o especial Alice no país das maravilhas tem o seu arco final aqui no blog. Com a publicação do post Ponto final, destacando o que foi dito sobre o filme nos principais veículos da imprensa iternacional e com a crítica de Claquete, que você poderá ler no post acima.



“A marca pessoal de Burton está perdida. Em Alice ele é um diretor sob contrato, ajudando a Disney a se reerguer como império e a reforçar a tendência do 3D” Jeffrey Westkhoff do Herald Tribune

“Há muito pouco para se admirar no filme mais mercenário de Tim Burton”, John De Vore da revista Premiere

“O filme é estranhamente vulgar. Uma disfunção pegajosa de efeitos virtuosos. É o triunfo do designer que deixa muito pouco para se maravilhar”, Kurt Loder da MTV

“Burton e a Disney acharam juntos uma maneira gloriosa de interpretar fantasias e contos de fadas”, Claire Martin do Denver Post

“A única salvação é o aspecto visual”, David Edwards do Daily Mail

“No que toca o esplendor visual do 3D, sou mais o país das maravilhas do que Pandora”, Claudia Puig do Usa Today

Está mais para asneira do que maravilha”, Scoot A.Mantz do site Access Hollywood

“Burton, um dos mais incríveis artistas visuais da história de Hollywood, é incapaz de fazer um filme desinteressante”, Lou Lumenick do New York Post

“Mesmo a Disney e a censura por faixa etária não podem deter o traço subversivo de Burton. Assim como Carroll, ele é um mestre em vestir machucaduras físicas de fantasia”, Peter Travis da Rolling Stone

“É difícil entender por que Burton, que não parece muito interessado em Alice, se incomodou em fazer o filme”, Manohla Dargis do New York Times

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - O que Johnny Depp tem que os outros não têm?



Pois é, se o senhor Silvio ainda tivesse seu Show do milhão na ativa, poderia muito bem eleger essa, a pergunta de um milhão de reais. O perigo aí é que nem mesmo o sabichão Silvio saberia declinar a resposta com exatidão. Descobrir o fascínio que Johnny Depp exerce na mulherada, em um primeiro plano, e no público generalizado, em um segundo plano, não é um exercício que possa ser desenvolvido apenas pelo limiar da lógica. Depp é um apelo ao histrionismo, sem abdicar da introspecção. Um paradoxo que alimenta e se alimenta do status de celebridade que demorou a chegar. Embora já fosse um ator plenamente reconhecido e reconhecível, Johnny Depp só se tornou astro nos anos 2000, com o sucesso do personagem Jack Sparrow de Piratas do caribe: a maldição do pérola negra. A própria repercussão do personagem foi um show a parte. Além de ter agradado o público (de todas as faixas etárias e procedências) agradou a critica e aos colegas de profissão. Ganhou o prêmio do sindicato dos atores (SAG) e foi indicado ao Oscar de melhor ator por um papel cômico em um filme de verão, feito inédito nos 80 anos de história do Oscar e que até hoje continua sendo único.
Depp é avesso a badalações. No início dos anos 90, é bem verdade, enquanto namorava a doidinha Winona Ryder, frequentou os holofotes, mas desde o fim do namoro aderiu a descrição. Opção consolidada pelo casamento com a modelo francesa Vanessa Paradis e a subsequente mudança para o sul da França.




As colunas de fofoca até tentam, mas nunca conseguem algo realmente relevante, ou suculento (para usar um jargão do meio) sobre o ator. Depp não trabalha a imagem de sedutor (embora alguns digam que ele não precisa fazer isso), algo que alguns de seus contemporâneos fazem com naturalidade (caso de George Clooney), com graciosidade (caso de Matt Damon) ou com ostentação (caso de Brad Pitt). Ainda por cima, Depp tem uma queda por personagens que, a primazia, deveriam afastar o interesse do público por sua pessoa. Figuras andrógenas, monstros sanguinários e personagens circenses não fizeram de Terence Stamp ou Martin Landau sex simbols. Há quem argumente que lhes faltava beleza. Pode ser. Mas não há como negar que Depp flerta perigosamente com sua imagem, mesmo sem parecer fazê-lo. Talvez por isso, por esse flerte aparentemente irresponsável e desencanado, Depp seja para a cultura pop o que é. Talvez por isso, que exerça o fascínio que exerce nas mulheres. A confiança e a masculinidade acima de qualquer suspeita se revitalizam a cada excentricidade nas telas e o amor e comprometimento com a família e com a mulher se agigantam na descrição que pauta sua vida pessoal.
Johnny Depp talvez seja o enigma mais cristalino da Hollywood atual. Justamente por isso, o mais indecifrável.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Movies great partnerships



Tem muita que gente acredita em alma gêmea. Pois bem, se existe parâmetro para isso no âmbito profissional, o ator Johnny Depp e o diretor Tim Burton são expoentes. O primeiro trabalho dos dois juntos data de 1990, Edward mãos de tesoura era uma fábula gótica que apelava aos corações de manteiga. Burton, então um diretor “quente” em Hollywood (acabarara de consagrar o filme Batman de 1989 um campeão de bilheteria sem precedentes na indústria) tinha 33 anos e era um diretor com pouca experiência, mas que já imprimia uma marca muito pessoal em seus filmes (o esmero visual de Batman arrebatou platéias). Johnny Depp por sua vez, tinha 27 anos e havia estrelado dois filmes de muita fama (Platoon e A hora do pesadelo), mas em nenhum dos dois fez mais do que uma ponta. De certa forma, Edward mãos de tesoura arregimentaria as carreiras de ambos e os uniria para sempre sob o manto da esquisitice.
O filme tornou-se instantaneamente objeto de culto e alçou tanto Burton quanto Depp aos holofotes da mídia. A identificação que surgiu entre ambos, catalisada pelo conto que deram vida, foi retomada em Ed wood. O filme de 1994 era sobre aquele que é conhecido como o pior cineasta de todos os tempos. A fita sobre aquela figura incompreendida foi um respiro tanto para Burton que vinha de uma produção marcada por desentendimentos com o estúdio Warner (no caso o segundo filme do homem morcego, Batman – o retorno) e para Depp que depois do sucesso de Gilbert Grape – aprendiz de sonhador (1993) e Don Juan de Marco (1994) relutava em abraçar a imagem de galã. O filme foi um fracasso de público retumbante, mas agradou a crítica e participou de algumas premiações (tal qual Edward mãos de tesoura).

O cabelo pode mudar, mas a amizade continua: Burton e Depp há doze anos atrás nos sets de A lenda do cavaleiro sem cabeça


Depp e Burton perceberam que funcionavam bem juntos. Burton então, passou a impor o nome de Depp em todo e qualquer projeto que assumisse. Como Depp ainda não era o astro que é hoje, isso valeu muitos cancelamentos de contratos para o diretor. Tanto é, que entre Ed Wood e A lenda do cavaleiro sem cabeça (1999), Burton só dirigiu um filme, o amalucado Marte ataca (1996).
A lenda do cavaleiro sem cabeça marcou a terceira colaboração entre os dois. O terror, outro filme em que Burton condicionou fórmulas comerciais à sua concepção visual, agradou e foi sucesso de público e crítica. Depp, a essa altura, já carregava consigo a fama de ator de papéis esquisitos. Fama essa, que encontrava perfeita sintonia no estado de espírito de Burton e na maneira dele conceber cinema.
Em 2005 os dois reuniram-se mais uma vez para o remake de A fantástica fabrica de chocolate. Duas particularidades chamavam atenção agora. Johnny Depp já era um astro (consagrado pelo sucesso de Piratas do caribe) e a Warner deu completa liberdade para Burton ser Burton. O filme foi um espetacular sucesso de bilheteria, mas a crítica se dividiu. Ainda em 2005, ambos juntaram forças na animação em stop motion A noiva cadáver. Aqui Burton como produtor e co-diretor e Depp dando voz ao personagem principal.

Certo ou errado? Depp e Burton repercutem uma cena de A fantástica fábrica de chocolate

Desse momento em diante Burton só trabalhou com Depp. “É como aquele time de basquete que não funciona sem o armador”, justificou o diretor certa vez à revista Empire sobre a importância do ator em seus filmes. Em 2007, Burton apresentou ao mundo um musical de terror sanguinolento e lá estava Johnny Depp para correr os riscos junto com ele. O resultado não poderia ter sido melhor. Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da rua Fleet teve aprovação da crítica e um desempenho surpreendente nas bilheterias, principalmente se levado em conta tratar-se de um musical. E de terror!
O mais recente filme de Burton, o primeiro depois de Sweeney Todd, é Alice no país das maravilhas e Johnny Depp, mais uma vez, apresenta-se para fazer valer o sentido de parceria. A nova versão para a obra de Lewis Carroll chamou atenção desde que foi anunciada. Muito em parte, por ser o filme que reuniria esses dois pela sétima vez.
Há quase dois meses em cartaz nos EUA, o filme não só é o maior sucesso de bilheteria do ano até aqui, também é a maior bilheteria da carreira de Tim Burton (pois é, Johnny Depp tem Piratas do Caribe no currículo).
Uma parceria que comemora 20 anos, sete filmes, uma amizade vigorosa, muitos prêmios, reconhecimento crítico e sucesso de bilheteria. Agora resta perguntar para Depp e Burton se eles se consideram almas gêmeas.

Fala que eu te escuto: Tim Burton ouve as impressões de Johnny Depp nos sets de Sweeney Todd

domingo, 11 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Insight

As várias leituras da obra de Lewis Carroll




Lewis Caroll é, na verdade, pseudônimo de Charles Lutwidge Dogson. Professor, escritor e matemático, o tímido e recluso Dogson concebeu um dos maiores clássicos da literatura infantil. Alice no país das maravilhas foi concebido (pelo menos a idéia central da obra) durante um passeio de barco que Dogson fazia pelo rio Tâmisa com sua amiga Alice Liddell (uma menina de dez anos na época). Isso ocorreu em 1862. Em 1864, Dogson presenteou sua amiga com um manuscrito do livro que seria publicado em 1865 com tiragem inicial de dois mil exemplares.
Apesar de traduzido para mais de 50 línguas, Alice no país das maravilhas tem algumas piadas e trocadilhos que só funcionam na língua inglesa. De qualquer forma, o que atrai inúmeros pensadores a principal obra de Dogson/Caroll são os problemas matemáticos e lógicos que permeiam a obra. Muitos ainda imperceptíveis, alguns ainda insolúveis. Os enigmas de Carrol só encontram eco nas polêmicas e nas interpretações psicológicas que sua obra suscita.
Em um primeiro momento é realmente tentador rotular o recluso Dogson como pedófilo. Devido a excentricidade da idéia de Alice no país das maravilhas e também o que a motivou. Mas essa interpretação nunca poderá ser definitiva. Apenas cortejada. Há quem veja em Alice um ataque às convenções políticas da monarquia inglesa do século XIX e há quem veja o primeiro grande tratado sobre a passagem da infância para a adolescência destinado para a faixa etária em questão.

“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então pare”

Os enigmas propostos por Carrol em sua narrativa preservam a atemporalidade da obra. Alice foi influência contumaz em toda a produção cultural do século 20. De forma indireta, como em produções Disney como Branca de Neve, ou direta e referencial, como na trilogia Matrix (em que a matemática e lógica ocupam lugar central na narrativa).
O próprio material de Carrol já foi alvo de centenas adaptações para o cinema, teatro, literatura e toda a forma de arte. A mais recente adaptação do material é a versão cinematográfica concebida por Tim Burton, Alice no país das maravilhas não é uma adaptação do primeiro livro, nem mesmo do segundo (Alice através do espelho), informa o diretor. É uma continuação dos eventos apresentados na obra de Carrol. O que aconteceria se Alice, já na fase adulta (às vésperas de se casar) voltasse ao país das maravilhas? É mais ou menos isso que essa nova versão Disney (maior, mais cara, mais caprichada e em 3D) do clássico de Carrol propõe. Burton já refutou a autoria do filme. Disse que não usou seu olhar. “Fui contratado para fazer esse filme e entreguei-o da maneira que estava no roteiro”, em referência ao roteiro de Linda Woolverton (roteir ista de Mulan e O rei leão).
Muitos falavam que o conflito de Alice no país das maravilhas (a obra original de Carroll) era que Alice, na verdade, só queria sair da toca. No Alice de Tim Burton, ela quis voltar. O que essa nova leitura irá acrescentar a uma obra já tão explorada e descaracterizada, só o tempo dirá.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - top 10


Os 10 personagens mais excêntricos de Johnny Depp


10 - Victor Van Dort (Noiva cadáver)


Como um sujeito que se apaixona por uma defunta, Depp empresta mais do que a voz ao personagem da fábula gótica animada de Tim Burton e Mike Johnson, ele reveste Victor da mais profunda aura “deppniana”.


9 - Inspetor Frederick Abberline (Do inferno)


Nessa revisita ao universo de Jack o estripador, a figura enigmática e soturna criada por Depp intensifica o tom do registro pretendido pelos irmãos Hughes.


8 – George Jung (Profissão de risco)


Como o peculiar traficante apaixonado de um dos últimos trabalhos do diretor Ted Demme, Depp investe em uma caracterização charmosa. Mas sem abdicar da excentricidade. Afinal de contas, ele compõe um traficante com mais moral do que todos os personagens do filme.


7- Jack Sparrow (trilogia Piratas do Caribe)



O personagem que lhe deu status de astro é uma fusão de atitude roqueira com trejeitos efeminados. O pirata mais querido dos sete mares tem um fraco por rum e parece um trôpego rolling stone. “Nada foi mera coincidência”, afirmou Depp à época do lançamento do filme.

6- Ichabod Crane (A lenda do cavaleiro sem cabeça)



Como o medroso, impressionável e transtornado detetive desse conto macabro de Tim Burton, o ator funde o melhor de seus cacoetes dramáticos com a estranheza da história. Um blockbuster de horror, um filme de autor e uma comédia de erros. Por força da composição do ator.


5- Roul Duke ( Medo e delírio em Las Vegas)



Uma viagem alucinada por um mundo de drogas e bizarrices que Johnny Depp deixa-se conduzir, sem pudores, pelo amalucado diretor Terry Gilliam.


4- Sweeney Todd (Sweeney todd – o barbeiro demoníaco da rua Fleet)


Na pele de viúvo sedento por vingança no musical de terror de Tim Burton, o ator canta, dança e afia as navalhas.


3-Edward mãos de tesoura (Edward mãos de tesoura)


Esse era seu personagem mais icônico até a chegada de um certo pirata. Uma parábola sobre incompreensão e exclusão que encontra na afiada caracterização do personagem, e na leitura que Depp faz dela, o tom certo para comover a audiência.


2- Chapeleiro maluco (Alice no país das maravilhas)


Um sujeito colorido e que parece fazer uso de substâncias ilícitas o tempo todo. Como é que esse não é o personagem excêntrico número 1 de Johnny Depp?


1- Willy Wonka (A fantástica fábrica de chocolate)



Porque o número 1 não poderia deixar de ser Willy Wonka na reimaginação do clássico dos anos 60 orquestrada por Tim Burton. Como a andrógena figura que pretende dar uma lição em crianças desavisadas, Depp desaparece completamente. Uma imersão que até hoje impressiona.

terça-feira, 6 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - O visual "Burtoniano"

Tim Burton e sua mulher, a atriz Helena Bohan carter: Falta ou excesso de estilo?


Ele é conhecido pelo visual peculiar de seus filmes e pela maneira, digamos, desleixada de se vestir. Tim Burton é um cara recluso que também se dedica a literatura e as artes plásticas. Artista completo para muitos, autor intrigante para outros e diretor esquisitão para a maioria. De qualquer maneira todos são cativados pelo cinema de Burton que é prontamente reconhecido pelo público. Mesmo aqueles que não se envolvem mais a fundo com o cinema, reconhecem facilmente um filme do diretor. Sua identidade é fortíssima. Das mais notórias de um artista de destaque na mídia, seja no cinema ou em qualquer outra expressão de arte.
Claquete selecionou um painel com imagens que possibilitam essa constatação. Fica o convite para adentrar o fascinante e, por muitas vezes inclassificável, delírio visual burtoniano.





segunda-feira, 5 de abril de 2010

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Quero ser star

Os portões de Hollywood se abrem para Mia: A australiana empresta graciosidade a uma personagem clássica

Quando Mia Wasikowska foi anunciada como a protagonista de Alice no país das maravilhas de Tim Burton, muita gente se perguntou: quem?
Mas a australiana de 20 anos não é nenhuma novata. Pelo menos não no ofício da atuação. O primeiro papel de destaque da atriz foi na série da HBO Em terapia. Wasikowska fazia uma adolescente com forte comportamento destrutivo. Ela compôs um dos núcleos mais fortes da 1ª temporada da série e recebeu, inclusive, uma indicação ao prêmio do instituto australiano de cinema por sua composição. E foi o papel no seriado que, de fato, abriu as portas hollywoodianas para Mia (esteve ao lado de Daniel Craig em Um ato de liberdade). Mas antes de Hollywood, e do público, se maravilhar com a atriz, ela já maravilhava a critica. Por seu papel em That evening sun a atriz concorreu ao Independent spirit awards de melhor atriz coadjuvante esse ano. Prêmio que foi vencido por Mo´Nique (Preciosa).


No divã de Paul: Há três anos atrás, a atriz já chamara atenção contracenando com Gabriel Bryne na série da HBO Em terapia


Fazer Alice foi um desafio? “A parte chata foi contracenar com uma bola de tênis”, resume a Alice mais cinematográfica que a obra de Lewis Carroll já teve, em alusão a profusão de efeitos especiais que o filme apresenta. Em 2010, ela contracena com Mark Ruffalo e Julianne Moore em The kids are all right, filme independente que agradou a critica no festival de Berlim. Mia é Alice, mas antes disso, é Mia Wasikowska. Acredite, o nome dela vai ficar fácil.

Meticulosamente linda: A iluminação do filme ajuda a evidenciar a beleza da atriz que concorreu ao Independent Spirit Awards

ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - Alice na visão de Burton

O diretor Tim Burton nos sets de filmagens com cara de poucos amigos


É um filme Disney. Mas antes de ser um filme Disney, Alice no país das maravilhas (Alice in wonderland) é um filme de Tim Burton. Essa constatação, além de oferecer uma tremenda pompa, redimensiona totalmente a percepção que a platéia tem do filme. Ou pelo menos a expectativa em relação à obra. “Não é uma criação minha. Simplesmente filmei o que estava no roteiro”, disse Burton em um misto de modéstia e insatisfação à reportagem da Folha de São Paulo no início de março. De qualquer maneira é possível identificar o artista Burton nas imagens de Alice no país das maravilhas. Por ser dono de um cinema de concepção visual robusta, era grande a expectativa pelo primeiro projeto em 3D do cineasta. E o que se vê em Alice no país das maravilhas não decepciona. “Existem mais de 20 versões de Alice que, a meu ver, sofrem do mesmo problema: são muito literais. Nunca me conectei com elas. Queria ser fiel ao legado e ao espírito dos personagens, e não à história em si”, admitiu o diretor na entrevista à Folha.
Sobre o 3D, que tem sido um dos principais atrativos do filme, Burton não compartilha do entusiasmo da indústria. “É uma ferramenta com o potencial de adicionar uma camada extra de sensações. Existe a música, a cor, o movimento... e o 3D! Pode acreditar que nos próximos meses será lançada uma porção de filmes em 3D porcarias porque tem gente achando que basta ser 3D para ser bom. É a nova onda”.

Bonecos de Alice e do chapeleiro maluco: Um filme de Burton, mas antes disso um filme Disney

Tim Burton parece incomodado com o sucesso arrasador de seu filme. Ao USA TODAY disse que o filme não ficou do jeito que gostaria, mas que ficou satisfeito de “ter agradado ao estúdio”. A Alice de Burton não é bem a Alice de Burton parece nos querer dizer, subliminarmente, o cineasta.