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domingo, 15 de setembro de 2013

Insight - Passando a régua no verão americano de 2013


O verão americano, em suma, repetiu uma tendência verificada nesses últimos anos: teve mais arrecadação e menos público. O recorde de ingressos vendidos, no entanto, não se deve tanto aos encarecidos tickets do 3D, ainda que eles tenham contribuído para o montante de U$ 4,75 bilhões – recorde absoluto. O recorde anterior, de U$ 4,4 bilhões, pertencia à temporada de 2011. É importante ter em mente que essas cifras se resumem apenas ao mercado norte-americano (que também computa o Canadá).
Se não foi o 3D e filmes de grande orçamento fracassaram em sua maioria, o que, afinal, fez valer esse recorde?
O comportamento do público frequentador de cinema estaria mudando? Essas são as principais reminiscências da temporada que consagrou sucessos improváveis como Invocação do mal, Truque de mestre (ambos com mais de U$ 200 milhões em caixa), The purge, O mordomo, Família do bagulho, As bem armadas, entre outros.
Mas o verão americano de 2013 teve mais. Muito mais. Robert Downey Jr. provou que é à prova de balas (e de desgaste de carisma) com Homem de ferro 3, filme que passou do bilhão de dólares (o único da temporada), e Will Smith não foi capaz de fazer o mesmo. Seu carisma foi testado e levado à beira do precipício com o pavoroso e fracassado Depois da terra. O bando de lobos voltou ao cinema e fechou por cima a trilogia acidental, mas não arrecadou o que a Warner esperava. Os estúdios, aliás, sofreram nessa temporada. A Disney anunciou que cortaria na carne, de novo, depois do fracasso de O cavaleiro solitário. Uma bomba lançada no dia da independência americana que valeu um prejuízo ao estúdio de U$ 200 milhões. A Warner, por sua vez, sem uma bilheteria vultosa, apesar da performance digna de O grande Gatsby, programa adulto em uma época em que reinam os adolescentes, se viu na contingência de antecipar a expectativa por um filme que só chegará aos cinemas em 2015. O confronto entre Batman e Superman foi anunciado com pompa na esteira do sucesso minguado de O homem de aço, que falhou em chegar ao bilhão de dólares, meta traçada pelo estúdio.
Brad Pitt, com uma intensa campanha de divulgação, conseguiu resgatar do que todos criam ser um fracasso certo, o caríssimo Guerra mundial Z, de longe o filme mais cool e bem azeitado da temporada.
Outro aspecto dessa temporada foi que os filmes de terror ocuparam o papel geralmente designado às comédias. Ainda que As bem armadas e Até o fim tenham feito algum barulho, foram os independentes de terror The purge e Você é o próximo que causaram alvoroço nas bilheterias. Os filmes que contemplam um público mais adulto também se deram bem em um período em que os estúdios se programam para agradar um público mais jovem. Além de O grande Gatsby, o novo Woody Allen, Blue Jasmine, foi um vencedor de alto pedigree. Entrou no top 10 americano mesmo sendo exibido em apenas 50 salas no país. E lá permanece! Filmes como Frances Ha, Muito barulho por nada e Fruitvale Station também capitalizaram, sugerindo que há uma demanda reprimida por filmes “mais sérios” nessa época do ano.

Brad Pitt tanto fez que salvou o seu Guerra mundial Z da zica que rondou os filmes de grande orçamento em 2013, mas ajudou o fato da produção dirigida por Marc Forster ser boa 

Cadê o sucesso que estava aqui? Johnny Depp e Armie Hammer culparam a crítica pelo fracasso de O cavaleiro solitário

Os estagiários foi concebido para ser uma potencial surpresa na temporada, tal como ocorrera em 2005 com Penetras bons de bico, mas em 2013 as surpresas foram do terror 

Traduzindo...
Star Trek – além da escuridão poderia ser apontado como o grande filme do verão americano de 2013 em termos de qualidade, rivalizando apenas com Guerra mundial Z. Os coadjuvantes dessa festa são muitos. As animações, que vêm decaindo em qualidade, mostraram vigor comercial com Meu malvado favorito 2, Universidade monstro, entre outros.
O poder de atração das estrelas em detrimento da marca valiosa de certas franquias também se altivou. Impossível pensar que Homem de ferro 3 alcançaria a marca que alcançou sem Robert Downey Jr. Basta olhar para os outros filmes da Marvel. Brad Pitt provou poder de fogo e Leonardo DiCaprio competiu contra franquias milionárias  e conseguiu ótima bilheteria para seu O grande Gatsby.
Se houve um grande perdedor na temporada, este foi Johnny Depp. Se muitos se provaram ainda fiadores de um grande público, Depp errou feio em apostar em uma fórmula já desgastada em O cavaleiro solitário.
Outro erro foi apostar em sequências de filmes razoavelmente bem sucedidos. Red 2, Percy Jackson e o mar de monstros e Kick Ass 2 foram desastres apenas comedidos por não terem sido caros como foi, por exemplo, Círculo de fogo, que mostrou que até mesmo gênios como Guillermo Del Toro erram.
A Warner, que tomou outro petardo com o fracasso de Círculo de fogo (que só fez dinheiro na China), removeu a estreia da sequência de 300 para março de 2014, época com menos concorrência de grandes lançamentos no cinema.
Antes de fechar a conta, a temporada ainda apresentou o agosto mais lucrativo da história, surpreendendo analistas que sempre apostaram na desaceleração das bilheterias no referido mês que conta com poucos (ou nenhum) lançamento de expressão. O verão de 2013 pode ser a primeira pista de que o inverno está chegando...

domingo, 14 de abril de 2013

Insight - Os filmes do verão americano de 2013


Já se aproxima a temporada mais quente do cinema, a época dos blockbusters americanos de férias que são lançados entre maio e o final de agosto. Claquete, como de hábito, dá uma peneirada geral no que tem de melhor na temporada, nas potenciais surpresas, nas franquias que buscam recordes, nos iminentes fracassos e no que vale a pena ficar de olho.

Os carros-chefes
Como de hábito nos últimos anos, os super-heróis são as principais estrelas da temporada. Contudo, diferentemente do que se acostumou, eles chegam sob o bastião da desconfiança. Homem de ferro 3, Superman: o homem de aço e Wolverine: imortal têm em comum a necessidade de provar que os protagonistas de suas respectivas séries ainda tem fôlego no cinema.
No caso de Homem de ferro 3, o primeiro a chegar, o buraco é mais embaixo. Além de ser o teste mais resiliente do carisma de Robert Downey Jr. desde que o primeiro filme foi lançado em 2008, representa também um ponto estratégico nos planos da Marvel de dar continuidade a seu universo no cinema depois do megassucesso Os vingadores. O homem de aço é a última oportunidade para o promissor Zack Snyder vingar como realizador e para que Superman, fracassado em suas últimas incursões no cinema, se reabilite como franquia e permita que a Warner desengavete o plano de levar A liga da justiça ao cinema. Já Wolverine: imortal, embora com menos pressão, precisa superar a má impressão deixada pelo primeiro filme entre público e crítica.  

Ben Kingsley e Robert Downey Jr. brincam na premiere russa de Homem de ferro 3 realizada na última semana: necessidade de um sucesso ainda mais retumbante do que o dos dois primeiros filmes

Outros lançamentos reclamam a condição de peso pesado da temporada. O aprendiz de Steven Spielberg J.J Abrams retorna com a sua sequência para a reimaginação de Star Trek. Além da escuridão, que estreia no disputado maio, tem sido visto como potencial concorrente a maior bilheteria do ano. Talvez seja muito otimismo, mas os últimos grandes campeões de bilheteria têm sido posicionados em maio.
Também em maio serão lançados O grande Gatsby (no Brasil em junho), o blockbuster de Baz Luhrmann quer fisgar tanto o público jovem como o público adulto, Se beber não case – parte III e Velozes e furiosos 6. Os dois últimos compõem franquias rentáveis e que alcançaram recordes nas respectivas séries com sequências lançadas em 2011.
A Pixar recorre a seu passado para brigar de igual para igual com esses lançamentos mais comentados e apresenta no final de junho Universidade monstro, continuação de Monstros S.A (2001), um dos maiores sucessos da história do estúdio.

Eles merecem atenção
Em meio aos lançamentos mais comentados, há alguns filmes que podem surpreender positivamente. Alguns já até contam com algum tipo de buzz, caso de Elysium. A nova ficção científica do diretor de Distrito 9 marca a estreia de Wagner Moura em Hollywood e conta com Matt Damon e Jodie Foster em uma trama sobre um futuro distópico em que a Terra abriga os pobres e renegados enquanto os ricos moram em uma estação espacial. O lançamento está programado para 9 de agosto nos EUA. Também programados para agosto estão 2 guns, uma adaptação de uma HQ adulta, que reúne Denzel Washington e Mark Wahlberg pela primeira vez na tela; Kick-ass-quebrando tudo 2, continuação de outra adaptação cult de HQ e agora com Jim Carrey no elenco; 300: rise of na empire, continuação do sucesso 300 estrelado por Rodrigo Santoro; e Percy Jackson e o mar de monstros.
Antes desse fecho promissor na temporada de blockbusters de 2013, Círculo de fogo, novo filme do sempre interessante Guillermo Del Toro; O ataque, a versão de Roland Emmerich para uma invasão à Casa Branca; Guerra mundial Z, filme sobre um apocalipse zumbi dirigido por Marc Forster e estrelado por Brad Pitt; e Truque de mestre, filme com grande elenco que mistura mágica à lógica de filme de assalto.

Guillermo Del Toro nos sets de Círculo de fogo: um possível grande sucesso da temporada de blockbusters

Henry Cavill como Superman na capa da EW que destaca os lançamentos de verão: o filme mais pressionado de toda a temporada

Pode ser?
Todo verão busca o seu Ted (um sucesso colossal e até certo ponto inesperado) e olhando para 2013 há algumas possibilidades devidamente calculadas pelos estúdios. Novamente, elas se ajustam com maior proeminência na seara das comédias. Sandra Bullock e Melissa McCarthy se juntam sob as ordens do diretor de Missão madrinha de casamento em As bem armadas.
Vince Vaughn e Owen Wilson, que dividiram a cena na comédia campeã de bilheteria Penetras bons de bico (2005) voltam a contracenar em The internship, filme que coloca dois quarentões como estagiários de uma gigante digital.
É o fim reúne gente como James Franco, Rihanna, Seth Rogen, Emma Watson, entre outros para uma comédia sobre o fim do mundo.
Já os seríssimos candidatos a flop da temporada são O cavaleiro solitário, nova parceria entre Johnny Depp e Gore Verbinski que bateu o recorde de problemas durante a produção; Depois da terra, M. Night Shyamalan dirige Will Smith em ficção científica e Shyamalan está sempre contra as chances; Gente grande 2, Adam Sandler bancando a sequência de um de seus piores momentos, Os Smurfs 2, o primeiro já não era grande coisa, mas era uma novidade relativa; e The mortal instruments: city of bones, um dos candidatos a “novo Harry Potter” programado para fechar o verão.

Owen Wilson e Vince Vaughn "penetram" no Google dessa vez em busca de uma bilheteria arrasadora


Cinco filmes que serão lançados no verão americano e que podem figurar entre os melhores do ano:

1-Only God forgives
Nova parceria entre Ryan Gosling e Nicolas Winding Refn, diretor de Drive. Um thriller sobre vingança, com fotografia estilizada e trilha descolada ambientado na Tailândia

2- The english teacher
Julianne Moore é uma professora que se envolve com o aluno cheio de pretensões literárias e depois se ressente quando ele fica atraente para outras mulheres.

3- The iceman
Michael Shannon é um homem a serviço da máfia. Sem mais!

4 – Blue Jasmine
O novo de Woody Allen, de volta aos EUA. Sem mais!

5 – Fruitvale
O maior hit de Sundance deste ano recria a história real de um jovem negro assassinado por policiais em São Francisco (EUA) no último dia de 2008.

Fotos: divulgação, EW, reuters

domingo, 11 de setembro de 2011

Insight

Passando a régua no verão americano de 2011!


Acabou no último final de semana a temporada mais lucrativa do cinema americano. E foi “a temporada mais lucrativa” mais lucrativa dos últimos anos. O verão americano de 2011, puxado pelos gordos faturamentos de Piratas do caribe: navegando em águas misteriosas (U$ 1.039 bilhão), Transformers: o lado oculto da lua (U$ 1.112 bilhão) e Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2 (U$ 1.312 bilhão), apresentou um crescimento de 25% em relação ao verão do ano passado que já havia superado a temporada pipoca de 2004 como a mais lucrativa do novo século.
Isso tudo foi ajudado, é claro, pelo 3D. Os três filmes exibidos no formato teriam renda menor (e não chegariam ao bilhão), se não fosse pelos tickets mais caros das salas em 3D. O fato denota que, embora Hollywood tenha faturado mais com o verão de 2011, menos gente foi aos cinemas. Segundo dados do Box Office Mojo, o percentual de frequência manteve-se estável em relação ao ano passado, mas comparado a 2004 a queda foi de 15%.
A dicotomia dos números permite inflexões mais profundas. Diferentemente de outros anos, não houve nenhum sucesso surpresa. Em 2010 já havia sido assim. As telas de cinema foram infestadas por continuações, refilmagens e adaptações que juntas responderam por 95% do faturamento nas bilheterias. Foram poucas as atrações essencialmente originais. As comédias foram as mais prolíferas nesse ramo. Professora sem classe, filme estrelado por Cameron Diaz, atingiu na última semana a marca dos U$ 200 milhões mundialmente. Outra boa surpresa foi Super 8, que embora se referencie em obras passadas, é um produto original. A fita de J.J Abrams, ainda em cartaz em muitos países, já soma U$ 250 milhões.


Cena do último Harry Potter: o verão de 2011 consagrou a terceira maior bilheteria da história do cinema. Pelo menos por ora...


Os quadrinhos continuaram como fonte célebre para o mainstream americano. Lanterna verde, Capitão América: o primeiro vingador, Thor, Cowboys & Aliens e X-men:primeira classe foram algumas das atrações da temporada. Com exceção de Lanterna verde, todos se consagraram nas bilheterias e obtiveram algum prestígio junto à crítica.
Outra produção do verão que aliou sucesso de público e aclamação crítica foi O Planeta dos macacos: a origem. A fita, ainda em cartaz nos cinemas, já faturou cerca de U$ 347 milhões nos cinemas de todo o planeta. O sucesso dos prequels de Planeta dos macacos e X-men legitimaram a estratégia da Fox. O estúdio passou longe da arrecadação da Warner que teve os sucessos do oitavo Harry Potter e do segundo Se beber não case para compensar a desgraça de Lanterna verde, mas além de não ter nenhum fracasso no portfólio do verão de 2011, conseguiu bons lucros com produções de orçamentos médios.
Já a Universal pôde comemorar o fato de que Velozes e furiosos 5: operação Rio foi um dos cinco filmes a ultrapassar a marca dos U$ 200 milhões nas bilheterias americanas. Os outros foram Transformers: o lado oculto da lua, Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas, Harry Potter e as relíquias da morte- parte II e Se beber não case-parte II.
Essa informação caracteriza outro aspecto curioso desse verão: a constatação de que o grosso das bilheterias da temporada pipoca não vem mais do mercado interno. Dos cerca de U$ 7,5 bilhões, U$ 4 bilhões vieram do mercado internacional. O que caracteriza 58%. Em 2004, para ater-se à referência em voga, o percentual era de 30%.

Cena de Quero matar meu chefe, mais uma comédia bem sucedida da Warner Brothers na temporada. O gênero foi um dos grandes destaques do verão



O verão de 2011, embora com muitas produções em 3D, apresentou uma retração peculiar. Trata-se das animações. As duas principais lançadas em 2011, Rango e Rio, estrearam antes da temporada mais lucrativa do ano e Carros 2 mostrou que a Pixar não é de ferro. O filme foi a primeira produção do estúdio a angariar críticas negativas; e foram muitas.
Os estúdios apostaram nos personagens. A Warner se despediu de sua galinha dos ovos de ouro na última década. O verão de 2011 marcou o fim da saga Harry Potter. O oitavo filme não só se tornou a maior bilheteria da temporada, como se sagrou a terceira maior bilheteria da história do cinema.
O verão de 2011 não primou por filmes acima da média, mas, em compensação, não apresentou exemplares abaixo dela. Com grandes personagens (Ceasar, Magneto, Capitão América, Jack Sparrow e Harry Potter para citar alguns), resolveu-se como uma safra lucrativa e competitiva, ainda que sem muito brilho.


10 fatos do verão americano de 2011


Navegando em águas misteriosas se tornou o segundo filme da franquia Piratas do Caribe a ultrapassar a marca do bilhão de dólares. Contudo, o filme só arrecadou U$ 240 milhões nos EUA, ou seja, 24% de seu rendimento vieram do mercado doméstico. Foi o pior faturamento de um filme da franquia em solo americano.


A comédia Se beber não case-parte II faturou U$ 582 milhões internacionalmente e só perde em faturamento para os três filmes que passaram do bilhão de dólares. O filme de Todd Phillips é a maior bilheteria para uma comédia com censura 18 anos da história. O recorde anterior era do filme original


Thor é o filme baseado em super heróis mais bem sucedido da temporada. A fita arrecadou U$ 448 milhões e superou a concorrência dos X-men, Capitão América e Lanterna verde.


Foi um verão americano marcado pelo impensável sucesso de fitas adultas. Meia noite em Paris, A árvore da vida e Amor a toda prova foram alguns exemplos de filmes que levaram audiência aos cinemas. Um novo despertar também foi lançado no período, mas não obteve retorno comercial digno de nota.


As comédias se saíram muito bem no verão de 2011. Alavancado pelo sucesso esmagador de Se beber não case-parte II, o gênero viu fitas como Missão madrinha de casamento, Quero matar meu chefe e Professora sem classe arrecadarem mais do que filmes de super-heróis vitaminados por orçamentos polpudos.


O maior faturamento de um filme de médio orçamento foi mesmo de Se beber não case-parte II. Orçado em cerca de U$ 80 milhões, o filme arrecadou quase 8 vezes o que custou. Para se ter uma ideia, Avatar – o grande referencial em termos de arrecadação - teve o mesmo desempenho. A diferença fica no tamanho do orçamento.

A Fox é o estúdio por trás dos dois filmes mais bem avaliados pelos críticos na temporada: X-men:primeira classe e O Planeta dos macacos:a origem.


Foi o primeiro verão americano desde 1997 a contar com um filme estrelado por Harrison Ford sem estar na pele de seu icônico personagem Indiana Jones. Em 1997, ele esteve em Força Aérea Um e em 2011 em Cowboys & Aliens.


Steven Spielberg é o produtor de três filmes da temporada: Cowboys & Aliens, Super 8 e Transformers: o lado oculto da lua


O mês de maior faturamento nas bilheterias foi julho. Há quatro verões que julho perdia para maio em arrecadação

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Crítica - Se beber não case, parte II

Recontando a mesma piada!


Junto com a confirmação da sequência do hit de 2009 veio a preocupação de como a nova produção seria recebida. Crítica e público, conforme imaginado, divergiram a respeito de Se beber não case, parte II (The hangover,part II EUA 2011). A crítica se ressentiu do fato de que o diretor Todd Phillips pegou a bem sacada estrutura cômica do primeiro filme e a atualizou com novas cenas (mais grosseiras e menos engraçadas) e o público parece disposto a consagrar essa “liberdade narrativa” que a sequência propicia.
Dedo decepado, nu frontal masculino, consumo de cocaína, sexo com travesti e um macaco fumante e traficante são algumas das piadas dessa sequência que parece perder os limites da escatologia de vista. Se no primeiro filme um humor mais grosseiro era pontual e ajudava a inscrever Se beber não case como uma legítima comédia universal, essa sequência se refugia nessa vertente do humor (escatológico) e passa longe da esperteza do filme original.

Os heróis em busca do companheiro desaparecido da vez:
a brincadeira é enumerar as equivalências entre os filmes

Mas não se engane, Phillips está refazendo o mesmo filme.De cabo a rabo. Só que com muito menos desenvoltura. A trama de mistério é mantida. Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) precisam reconstituir a noite tensa que tiveram em Bangkok para achar Teddy (Mason Lee), o irmão mais novo de Lauren (Jamie Chung) – noiva de Stu.
Além da repetição, o que incomoda em Se beber não case, parte II é sua total falta de escrúpulos. Fosse uma repetição do original, mas bem alinhada com um humor vitaminado e situações bem desenvolvidas, o filme estaria justificado. Mas a sequência é um arremedo de grosserias preguiçosas e óbvias que empobrecem o legado da ótima fita de 2009.
Não que Se beber não case, parte II seja pavoroso. Apenas é tudo aquilo que o primeiro filme superava com fôlego. Essa regressão é o pior dos mundos para uma comédia. Ainda que ela seja uma campeã de bilheteria.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Crítica - Piratas do Caribe:navegando em águas misteriosas

Navegando em águas cristalinas!

Se passaram quatro anos entre o desfecho da trilogia original e esse novo filme que acena com uma nova trilogia. Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas (Pirates of the Caribbean: on stranger tides, EUA 2011) é, na falta de melhor qualificação, a banalização do talento de Johnny Depp. O astro, senhor da tela pela primeira vez na série, volta a encarnar Jack Sparrow em uma trama desenhada só para ele.
Navegando em águas misteriosas, por essa opção óbvia, se resume como um bom filme de entretenimento. Prover espaço para Depp trabalhar a extravagância de seu personagem mais emblemático representa um acerto por municiar a audiência daquilo que ela busca tratando-se de Piratas do Caribe. Mas a produção que une Disney e Jerry Bruckheimer uma vez mais não se resume só a isso. É, também, uma boa fita de ação. Com mais comedimento do que da última vez e com atenção calculada aos bons coadjuvantes (e o Barba negra do inglês Ian McShane é um achado), o filme não se perde em barulhos e efeitos especiais como fizera o mal resolvido Piratas do Caribe: no fim do mundo.

Me tragam Jack Sparrow: o desejo do público é atendido no quarto e lucrativo filme da franquia Piratas do Caribe


Com Barbossa (Geoffrey Rush) colaborando com a coroa inglesa e uma verdadeira corrida à fonte da juventude em andamento, Jack Sparrow se vê no ambiente perfeito para suas improvisações planejadas. A trama flui de maneira agradável. Dá uns engasgos em um ou outro momento, mas Navegando em águas misteriosas é a aventura que mais se aproxima dos efeitos proporcionados por A maldição do perola negra.
Isso porque Rob Marshall não engessa a mão na hora de narrar a história e demonstra tato para a construção de cenas grandiosas, ainda que elas não vicejem na ação desenfreada.
Barbossa, um personagem que Geoffrey Rush interpreta com tanto gosto, é outro bem vindo respiro no longa. Mas não há como negar que é Johnny Depp quem está no comando do show aqui. Navegando em águas misteriosas e todo o sucesso que amealha vêm fazer justiça com essa criação extraordinária da cultura pop, que leva a assinatura de Depp, que se chama Jack Sparrow. A cena final é de uma nostalgia e carinho sensoriais com esse grande personagem que irá sim viver para sempre.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os filmes que farão o verão americano de 2011

Nessa sexta-feira estréia no Brasil Thor, o filme que abrirá os trabalhos da época dos blockbusters americanos no mercado internacional. Nos EUA essa honra caberá a Velozes e furiosos 5: operação Rio. No final de semana seguinte, as estréias se invertem.
Entre maio e agosto de todo ano, os estúdios de cinema concentram os principais lançamentos de seu repertório anual: os chamados filmes pipoca. Aqueles que objetivam entreter na mesma medida que fazer dinheiro. Nos últimos anos essa época do ano tem sido marcada por refilmagens, continuações e adaptações de HQ. Em 2011 não será diferente. Esse verão americano (a estação só começa mesmo na américa do norte em junho) trará como principais destaques o último capítulo da saga de Harry Potter nos cinemas, o voo solo de Jack Sparrow pelo Caribe, uma comédia produzida por Judd Apatow com as mulheres em mente (Bridesmaids), a reunião da galera de Se beber não case na Tailândia, James Bond e Indiana Jones contra aliens sob comando do diretor de Homem de ferro e muito mais. Nesta reportagem especial, Claquete apresenta os principias destaques dessa época que lota cinemas e ferve o bolso dos cinéfilos de plantão e de quem só curte uma boa diversão no cinema também.


Chega de bromance: em Bridesmaids, as mulheres dominam a comédia romântica novamente...


Expecto Patronum

Não tem como não se arrepiar. Harry Potter cresceu e agora se despede. Iniciada em 2001, com A pedra filosofal, a saga Harry Potter, com seu oitavo filme, se despede em julho de 2011. Harry Potter e as relíquias da morte – parte 2 estréia mundialmente em 15 de julho, uma data que tem se mostrado pródiga para a Warner que reserva seus principais lançamentos para essa estratégica semana do mês de julho. Foi assim com Batman – o cavaleiro das trevas (2008) e Harry Potter e o enigma do príncipe (2009). A expectativa é que o último Harry Potter supere a colossal bilheteria dessas duas fitas – as maiores bilheterias do estúdio.
Se Harry Potter se vai, outro franquia que une magia e heroísmo a uma boa dose shakespeariana chega. Thor serve como apêndice para o mega filme Os vingadores que a Marvel prepara para 2012. E o diretor Kenneth Brannagh (o responsável pelo componente shakespeariano na fórmula) deve retornar para a sequência, prometida para 2013.

Em X-mem: primeira classe, a crise dos mísseis de Cuba serve como pano de fundo para a eclosão da rivalidade entre Xavier e Magneto


E se o assunto é quadrinhos, o diretor Matthew Vaughn, responsável pelo melhor filme do gênero (já dá para chamar de gênero, né?) do ano passado (Kick ass – quebrando tudo) apresenta a origem da amizade e rivalidade entre Charles Xavier e Magneto. X-men: primeira classe faz parte de uma nova franquia mutante que a Fox tenta impulsionar. A julgar pelas primeiras imagens, deve vingar. O elenco do filme que estréia mundialmente em 3 de junho conta com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence e January Jones. Outro herói com DNA Marvel – e que chega pelo próprio estúdio – é o Capitão América. Capitão América: o primeiro vingador estréia em julho e acompanha um dos maiores símbolos americanos contra o nazismo. Se conseguir capturar o espírito de matinês de produções como Indiana Jones nos anos 80, esse Capitão América vai longe. Gente boa reunida tem. Chris Evans, Tommy Lee Jones e Hugo Weaving para citar alguns. A Warner que se despede dos dólares de Harry Potter mira em possíveis franquias. Em 2011, Lanterna verde é um dos candidatos. Personagem do segundo escalão da editora DC comics, chega aos cinemas como uma tentativa da Warner de obter a mesma lucratividade que a rival Marvel está conseguindo.
Quem é certeza de lucro é Jack Sparrow, que Johnny Depp volta a viver em Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas. O lançamento de 20 de maio nos cinemas mundiais tem ainda como atrações o retorno de Geoffrey Rush como Barbosa, a introdução do inglês Ian McShane como Barba negra e de Penélope Cruz como uma paixão antiga de Sparrow.


E como ainda não falamos de sequências...


Se beber não case era um filme tão bom que não podia acabar no final”, disse Zach Galifianakis, um dos expoentes do sucesso do filme dirigido por Toddy Phillips. Galifianakis e o resto do elenco voltam para Se beber não case 2, que também tem estréia mundial marcada para maio, no dia 27. Dividindo o dia de estréia com Se beber não case 2 (nos EUA, já que no Brasil a estréia ocorre em 10 de junho) está Kung Fu panda 2. Jack Black, Angelina Jolie e Dustin Hoffman voltam com suas vozes estreladas e ganham a companhia de Gary Oldman e Jean Claude Van Damme que dará voz ao rival de Po na nova aventura. Depois de encantar o mundo com a terceira parte de Toy Story, a Pixar parece ter tomado gosto pelas continuações e em junho lançará Carros 2, a sequência de um de seus maiores sucessos contemporâneos.
Sam (Shia LaBeouf) estará sem Mikaela (Megan Fox), mas poderá ser confortado por Carly ( vivida pela modelo Rosie Huntington-Whiteley, namorada de Jason Stathan) em Transformers 3: dark of the moon. Michael Bay relutou, mas acabou rodando essa terceira parte em 3D. Nos EUA, o filme chega em 1º de julho. Por aqui deve pintar uma semana depois. E o remake com cheiro de sequência do ano é Rise of the Planet of the apes. James Franco e Freida Pinto estrelam a nova aventura que coloca humanos e macacos frente a frente. Ainda sem título e data de estréia brasileiros, o filme está previsto para o princípio de agosto nos EUA. E quem gosta mais de sequências do que Robert Rodriguez? Sem nada para fazer em seu rancho, o diretor mexicano resolveu rodar a quarta parte de sua saga infantil Pequenos espiões, que também estréia em agosto, e chamou sua musa Jessica Alba para a brincadeira.
Conan vive depois de Schwarzenegger. Em agosto, o semidesconhecido (pelo menos para quem nunca ouviu falar de Stargate Atlantis) Jason Momoa viverá o simério na fita dirigida pelo videoclipeiro e bom diretor de filmes de terror Marcus Nispel. É esperar para ver no que dá.


Potenciais supresas

Judd Apatow se especializou na comédia romântica para machos. Ele resolveu aderir às convenções, pelo menos em parte, com Bridesmaids. Um filme que o próprio define como “Ligeiramente grávidos para mulheres”. O mad man Jon Hamm estrela ao lado de Kristen Wiig e Rose Byrne. Os brasileiros só poderão assistir ao filme, que chega nos EUA em 13 de maio, em setembro. Na mesma linha chanchada está Something borrowed que traz Kate Hudson, John Krasinski e Ginnifer Goodwin. Embora chegue semana que vem nos EUA, a fita só deve pintar por aqui na época do dia dos namorados.
Woody Allen será uma opção para quem deseja romance com conteúdo com seu Meia noite em Paris, outro filme que chega em maio nos EUA e em setembro no Brasil. Will Ferrel e Rebecca Hall estrelam Everything must go, em que Ferrel vive um homem que, sem mais nem menos, é posto para fora de casa pela mulher e que decide fazer um bazar com seus pertences. Forte candidato a hit indie é Hesher, filme em que Joseph Gordon Levitt vive um roqueiro interessado em Natalie Portman. Sam Worthington deixa o 3D de lado para contracenar com Keira Knightley em Last night. Os três filmes que estréiam em maio nos EUA, não têm previsão de lançamento no Brasil.
Não dá para colocar J.J Abrams e surpresa na mesma sentença. Mas muito pouco se sabe de seu Super 8, que estréia em junho. O mesmo se pode dizer acerca de Cowboys & Aliens, de Jon Favreau, que estréia mundialmente em 29 de julho, opondo Daniel Craig e Harrison Ford a aliens no meio oeste americano.



Justin Timberlake chega em dose dupla às telas de cinema neste verão. Em Professora sem classe, ele vive um professor substituto na mira de uma colega de trabalho vivida por Cameron Diaz. E em Amigos com benefícios, Justin e a ucraniana Mila Kunis engatam no maior dos clichês modernos: uma amizade colorida. O primeiro filme deve estrear em junho no Brasil, enquanto o segundo está previsto para o final de agosto.
Os realizadores de O golpista do ano entregam sua nova comédia. Em Crazy, stupid, Love (que provavelmente se chamará Amor a toda prova no Brasil), Steve Carrel e Ryan Gosling contracenam com Julianne Moore e Emma Stone. O filme, que ainda não tem data de lançamento no país, estréia nos EUA em julho.
Da série “esse filme tem tudo para ser bom”, se destacam Horrible bosses e 30 minutos ou menos, previstos para julho e agosto respectivamente. No primeiro filme, dirigido por Seth Gordon, três funcionários (Jason Bateman, Jason Sudekis e Charlie Day) resolvem tramar o assassinato de seus chefes (Kevin Spacey, Colin Farrel e Jennifer Aniston). O segundo filme promove o reencontro entre Ruben Fleischer e Jesse Eisenberg, diretor e astro de Zumbilândia.


O melhor do resto

Colin Farrel também está no thriller de terror Fright night, previsto para agosto. Por falar em terror, Paul Bettany é um padre a caça de vampiros em Padre, que estréia mundialmente na sexta-feira 13 de maio. Paul Rudd e Zoey Deschanel estão em Our idiot brother. As criaturinhas azuis, conhecidas como smurfs, também chegam aos cinemas em julho, assim como Tom Hanks e Julia Roberts na comédia dramática Larry Crowne.
Paul Bettany e Cam Gigandet estão em Padre, a estréia da sexta-feira 13 de 2011...

domingo, 5 de setembro de 2010

Insight


Passando a régua no verão americano


Conforme já se anunciava, o verão americano de 2010 foi dos mais insossos dos últimos anos. Sem um filme surpreendente como Se beber não case em 2009, sem grandes unanimidades nas bilheterias (tirando Toy story 3 e A origem) e com uma quantidade impressionante de filmes medianos para baixo. O curioso a se observar é que em 2008 tivemos filmes acima da média, o que possibilitou um aumento de bilheteria em 2009, com produções como Harry Potter e o enigma do príncipe e Transformers – a vingança dos derrotados sendo os grandes protagonistas da temporada. Sob essa perspectiva é um tanto difícil situar o verão de 2010. As produções nunca foram tão malhadas pela crítica e o público nunca demonstrou tanta falta de interesse pelo que estava no cinema. Se o rendimento no primeiro final de semana já era algo importante para uma fita na atual conjuntura da indústria, passou a ser vital entre os meses de maio e agosto. No geral, os grandes blockbusters apresentaram queda de 50% de um final de semana para o outro. Apenas A origem, Shrek para sempre, Toy story 3 e Homem de ferro 2 mantiveram a liderança das bilheterias por mais de uma semana no disputado ranking americano. Para se ter uma ideia, em 2009, além de Harry Potter e Transformers, Se beber não case, Up – altas aventuras, X-men origens: Wolverine, A proposta e A era do gelo 3, conseguiram se alongar por mais de um fim de semana no topo das bilheterias.
Esse foi, também, o primeiro verão americano com o 3D sedimentado. Se no Brasil, o impacto do 3D foi forte e contribuiu para um aumento de mais de 25% nas bilheterias, nos EUA o impacto foi mais tímido. As conversões apressadas para o 3D de filmes como O último mestre do ar e Fúria de titãs foram mais rejeitadas pelos americanos do que pelos brasileiros.

O último mestre do ar: Em 3D ou em 2D, o novo filme de Shyamalan não empolgou...



O efeito de A origem
E esse verão no cinema só se salva mesmo pelo mais recente filme de Christopher Nolan. Goste-se ou não do filme, é fato que a obra excedeu o simples entretenimento e rompeu a barreira do papo de gueto, ou seja, de quem é cinéfilo e se inseriu como debate midiático. De quebra, por se tratar de uma produção original (com ideias recicladas diriam alguns), A origem oxigena uma produção (a que chega aos cinemas no verão) que andava engessada. É essa a grande contribuição do filme e, por isso, encabeça qualquer análise positiva que possa se fazer sobre essa temporada de blockbusters. A expectativa é que o sucesso do filme, que já amealhou mais de U$ 660 milhões ao redor do mundo, desobrigue os estúdios a só investirem em adaptações de HQs, vídeo-games e livros.



Ken Watanabe, joseph Gordon Levitt e Leonardo DiCaprio em cena de A origem: o filme da temporada



Toy story 3 alcançou, há pouco, a marca de U$ 1 bilhão de dólares. O último filme lançado em um verão a ter chegado lá foi Batman – o cavaleiro das trevas. Não deixa de ser uma marca bonita para ostentar no álbum de 2010, mas os altos preços do 3D maquiaram essa conquista. Na verdade, o filme está um degrau abaixo de O cavaleiro das trevas no quesito público. Daí, novamente, o apelo de uma produção como A origem.
Em termos de apelo, esse verão devolveu aos atores o brio de suas presenças. É possível dizer que Homem de ferro 2 só arrecadou seus U$ 621 milhões ao redor do mundo graças a Robert Downey Jr., assim como Angelina Jolie foi a força motriz de Salt, que embora tenha ficado abaixo das expectativas do estúdio já soma U$ 220 milhões ao redor do mundo.


Os hits que não aconteceram
A ideia de Ridley Scott não deu certo e Robin Hood não colou. O público rejeitou a fita que emulava Gladiador em cada fotograma e a produção encerrou sua carreira comercial com U$ 310 milhões ao redor do mundo. Em casa, a coisa foi feia. O filme penou para chegar ao U$ 100 milhões e se não fosse o faturamento internacional, o prejuízo teria sido maior. M.Night Shyamalan também naufragou com seu O último mestre do ar. Detonado pela crítica e com arrecadação que só agora passa o seu orçamento, o filme soma U$ 225 milhões. Mas não há fracasso maior do que o de Jennifer Aniston. A atriz não consegue emplacar. Caçador de recompensas, filme que exibia no inicio do verão, não chegou aos U$ 100 milhões e The switch há 4 semanas em cartaz nos EUA só arrecadou R$ 16 milhões. Por falar em comédias românticas, não foi um bom ano para elas. Puxadas pelo fracasso retumbante de Sex and the city 2 que não fez nem U$ 100 milhões nos EUA, os filmes estrelados por Tom Cruise e Cameron Diaz (Encontro explosivo), Katherine Heigl e Ashton Kutcher (Par perfeito) e Julia Roberts e Javier Bardem (Comer, rezar e amar) não pegaram. Não que fossem filmes ruins, mas eles se debruçavam sobre fórmulas cansativas e manjadas, algo que contrastado com o frisson A origem, tem cansado o público cada vez mais.

A nova parceria entre Ridley Scott e Russel Crowe ficou abaixo das expectativas de público, crítica e indústria


Até mesmo o quarto filme de Shrek sofreu. Aliás, a última aventura do ogro verde é um bom parâmetro para se medir o nível desse verão. O filme estreou em primeiro lugar mas com baixo faturamento. No segundo final de semana o faturamento do filme aumentou enquanto que as estréias patinaram. Isso denota que os filmes da temporada foram pouco atrativos. Nem o mago Jerry Bruckheimer escapou. Suas duas produções de verão amargaram prejuízos calorosos. O aprendiz de feiticeiro deve figurar na lista dos maiores fracassos de 2010 e O príncipe da Pérsia: areias do tempo não garantiu por si só a continuidade da franquia.
Há quem argumente que o verão de 2010 foi prejudicado pela Copa do mundo, mas pesa contra esse argumento o fato de que a bilheteria internacional (e não a americana) foi que salvou muitos desses filmes do colapso total. Bem sabemos, que americanos não curtem tanto futebol, ou seja, mesmo assim os filmes surgiam pouco atrativos. Sobrou até mesmo para a saga Crepúsculo. Eclipse, o filme mais elogiado da saga, deu lucro. É claro. Mas consideravelmente menor do que se especulava. A fita ficou com U$ 654 milhões, quantidade inferior a Lua nova, e motivou os produtores da saga a reagendarem os últimos lançamentos para datas nos finais dos anos de 2011 e 2012.


Em um verão um tanto quanto canhestro, nem o midas Jerry Bruckheimer conseguiu lucrar suas usuais fábulas...

É, no mínimo, preocupante você tirar de 4 meses de cinema pipoca apenas dois filmes que, na leitura da indústria, tenham valido a pipoca.
É esperar por uma temporada 2011 mais equilibrada. E que A origem possa fazer por 2012 o que O cavaleiro das trevas fez por 2009. Se lá houve aumento de bilheteria, espera-se em 2012 um aumento de ousadia e criatividade.

domingo, 30 de maio de 2010

Insight

O que esperar do verão americano 2010?

A temporada mais lucrativa do cinema já começou. Homem de ferro 2 já soma mais de U$ 580 milhões de dólares e já despontou como forte candidato a campeão da temporada. Robin Hood, por sua vez, já é forte candidato a grande decepção da temporada. A fraca bilheteria já antecipa isso. O filme estrelado por Russel Crowe, depois de duas semanas em cartaz, ainda não chegou aos U$ 100 milhões no mercado americano. Já foram lançados também o remake do terror A hora do pesadelo e a continuação de Sex and the city, a versão cinematográfica da famosa série de TV.
Mas tem muita coisa boa e muita coisa que parece boa chegando por aí. A seção Insight de hoje dá uma chacoalhada na poeira e aponta a direção dos principais lançamentos do verão americano de 2010.

Angelina Jolie em um cartaz promocional de Salt, filme de espionagem dirigido por Phillip Noyce (Jogos patrióticos)

As estrelas
Não tem jeito. Os super-heróis são a matéria prima dos filmes de ação e entretenimento hoje em dia, mas não tem como prescindir de uma boa estrela de cinema. E no verão 2010 elas são o feijão com arroz dos principais lançamentos. Angelina Jolie, Tom Cruise, Russel Crowe, Robert Downey Jr., Robert Pattinson, Bradley Cooper, Jackie Chan, Mark Wahlberg, Will ferrel, Steve Carell, Megan Fox, Ashton Kutcher, Adrien Brody, Adam Sandler, Chris Rock, Leonardo DiCaprio, Nicolas Cage, Matt Damon, Julia Roberts, Javier Bardem, Drew Barrymore, Sylvester Stallone, Luke Wilson, Jennifer Aniston, Cameron Diaz e Mickey Rourke darão as caras em superproduções nesta temporada.
É muita gente boa. 2010 marca outro dado interessante que foge a regra de outros verões. É o verão com mais filmes originais e franquias novas dos últimos tempos. Christopher Nolan reuniu um baita time de atores, encabeçado por Leonardo DiCaprio, para fazer um filme original sobre um mercenário especialista em roubar sonhos. A origem, que além de DiCaprio traz no elenco nomes como Michael Caine, Ken Watanabe, Marion Cottilard, Ellen Page, Cillian Murphy e Joseph Gordon Levitt, estréia no Brasil em 6 de agosto. Também originais são os filmes Salt, fita de ação estrelada por Angelina Jolie, Encontro explosivo, comédia de ação na linha Sr. E Sra. Smith protagonizada por Tom Cruise e Cameron Diaz, Par perfeito, nova produção estrelada pela ascendente Katherine Heigl (dessa vez com a companhia de Ashton Kutcher) e Gente grande, comédia que reúne gente como Adam Sandler, Rob Schneider, Chris Rock, David Spade e Kevin James.
Leonardo DiCaprio e Joseph Gordon Levitt não são tão bonzinhos assim em A origem


Antônio Banderas volta a encarnar o gato de botas (um pouco mais gordo, mas com o mesmo charme) em Shrek para sempre

Seguindo aquela velha fórmula...
Mas o verão americano também traz mais do “delicioso” mesmo. O terceiro filme da saga Crepúsculo, Eclipse, chega em 30 de junho para mobilizar as atenções. Predadores, é o reboot (reimaginação) do filme de 1987 estrelado pelo atual governador da Califórnia e traz a brasileira Alice Braga na linha de frente ao lado do improvável Adrien Brody. Jerry Bruckheimer acabou de lançar nos EUA a adaptação do videogame Príncipe da Pérsia: areias do tempo (que chega sexta-feira aqui no país) e já se prepara para lançar em julho uma adaptação literária de pedigree; Aprendiz de feiticeiro traz a vitoriosa equipe de A lenda do tesouro perdido. Ou seja, Nicolas Cage estrela e o diretor é Jon Turteltaub. Por falar em adaptação, no inicio de agosto chegará ao país O último mestre do ar, o mais novo filme do diretor de O sexto sentido, M. Night Shymalan. A adaptação do desenho Avatar (nada a ver com o filme de James Cameron) é a última chance do indiano de retomar o sucesso comercial de outrora. Esse também é seu primeiro trabalho não original. Outro livro de sucesso ganha as telas em versão vitaminada. Trata-se de Comer, rezar e amar. Filme que traz Julia Roberts e Javier Bardem no elenco. Na fita que chega aos cinemas também em agosto, o ator espanhol vive um brasileiro que se enamora pela turista acidental vivida por Roberts na Índia.


Errata: Reparem que os números da legenda estão diferentes dos números das imagens. Foi um pequeno erro na hora do tratamento da imagem. Fica o pedido de desculpas!

Séries de TV dão certo no cinema e depois das meninas de Manhatan voltarem para a grande tela é a vez dos brucutus de Esquadrão A fazerem um debute em grande estilo no dia 11 de junho. A Warner/DC não quer deixar o ouro na mão da Marvel e apresenta para o mundo, também em junho, Jonah Hex, personagem do selo Vertigo da editora. No filme que mistura faroeste e sobrenatural, Josh Brolin, Megan Fox e John Malkovic.
Quem ganha uma atualização, por sinal, é karate kid. A nova geração vai conhecer a clássica história dos anos 80 com Jackie Chan e Jaden Smith (filho de Will Smith) fazendo as vezes do senhor Miagui e de Daniel san. E por falar em continuidade de uma história clássica, a Pixar retoma suas origens com o aguardado Toy Story 3 (que terá especial aqui em Claquete escolhido pelo leitor). A Dreamworks promete encerrar as histórias do ogro mais querido do mundo em Shrek para sempre que chega no dia 9 de julho. Outra figura de aparência asquerosa que retorna nesse verão é Nanny McPhee, a babá encantada, que volta em agosto para levar disciplina a um outro grupo de crianças levadas.
Para levantar fumaça: Bradley Cooper e Liam Neeson estão a frente do Esquadrão Classe A


Ken (isso mesmo, o marido da Barbie) é um dos novos personagens de Toy Story 3


O melhor do resto
O que pirahas e Stallone podem fazer por você? Muito, se o seu negócio é ação descerebrada. Sylvester Stallone reúne um time de fortões e astros de ação para fazer uma ode ao cinema brucutu dos anos 80 em Os mercenários. O filme que foi parcialmente gravado no Rio de Janeiro estréia em agosto. Antes disso, Piranhas 3D promete muito sangue em terceira dimensão. Matt Damon segue na espionagem em The adjustment Bureau, sobre um político que se vê no meio de uma teoria conspiratória, Steve Carell vive um idiota carente em Dinner for Schmucks. O nome do filme, reparem, é jantar para idiotas. Mark Wahlberg quer fazer rir ao lado de Will Ferrel na comédia de ação The other guys e não esqueçam de Gordon Gekko. O célebre guru de Wall Street vivido por Michael Douglas está de volta em Wall Street: o dinheiro nunca dorme, no filme mais improvável desta temporada e, por isso mesmo, um dos mais aguardados.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tira - teima

Dia 30 de abril chega aos cinemas brasileiros o primeiro filme do verão americano de 2010. Homem de ferro 2 chega nos EUA uma semana depois, junto com o remake de A hora do pesadelo, para abrir a temporada mais lucrativa do cinema. Teremos muitos filmes aguardados, bons, surpreendentes e decepcionantes pelos próximos três meses. Para ajudar o leitor de Claquete a entrar no clima, a seção Tira-teima deste mês passa a régua nas duas últimas temporadas de blockbusters americanos. E aí, nas margens do verão de 2010, qual deixa mais saudade? O de 2008 ou o de 2009?







Principais Filmes

Arrecadação total:
2008 – Aproximadamente U$ 3,5 bilhões
2009 – Aproximadamente U$ 3,7 bilhões

O primeiro lançamento da temporada:
2008 – Homem de Ferro
2009 - X-men origens: Wolverine

A maior bilheteria:
2008 – Batman – o cavaleiro das trevas = U$ 1.100 bilhões
2009 – Harry Potter e o enigma do príncipe = U$ 933 milhões




A continuação desnecessária:
2008 – A múmia: Tumba do imperador dragão
2009 – Transformers – a vingança dos derrotados






O filme que decepcionou:
2008 – Hancock
2009- X-men origens:Wolverine

O “melhor” filme ruim:
2008 – O procurado
2009 – GI Joe: A origem do cobra




O filme que mobilizou a imprensa mundial:
2008 – Batman-o cavaleiro das trevas

2009 - Nenhum

domingo, 13 de setembro de 2009

Insight

Balanço do verão americano 2009

E o verão de 2009 acabou. Nos EUA é claro. Junto com ele o período de maior rentabilidade para os estúdios americanos que desde Tubarão, e seu acachapante sucesso nas férias de 1975,programa seus principais lançamentos do ano para a temporada de calor e férias no hemisfério norte.
Se em 2008 o mundo conheceu um sucesso arrasador, em termos de impacto e longevidade, como Batman - o cavaleiro das trevas, em 2009 não houve um filme que pulverizasse as cifras e dominasse a temporada.
O que pode ser tomado como algo positivo. O faturamento da temporada foi 0,16% maior em relação a 2008. Filmes como Transformers: A vingança dos derrotados e Harry Potter e o enigma do príncipe garantiram o aumento do faturamento na primeira temporada pós - greve de roteiristas. Os efeitos da greve na temporada eram motivo de preocupação para estúdios e artistas que viram muitos lançamentos, como Anjos & Demônios, o sexto Harry Potter e o Star Trek de J.J Abrans, deslocados do fim do ano passado para o verão desse ano, com vistas a garantir a rentabilidade da temporada.



Hugh Jakman esteve no Brasil em maio para divulgar Wolverine

Foto: site G1

O verão abriu sob o fantasma da pirataria .X-men origens:Wolverine da Fox teve sua estréia mundial ameaçada quando um mês antes o filme, ainda incompleto, caiu na internet. Contudo, em um movimento muito parecido com o que se deu no Brasil com Tropa de elite, a performance da fita não foi abalada. Nos EUA, o filme com Hugh Jackman rendeu U$ 180 milhões e ficou na intermediária posição de oitava maior bilheteria da temporada. No resto do mundo a fita angariou outros U$ 183 milhões, totalizando uma bilheteria mundial de U$363 milhões de dólares.
Comparando o rendimento entre bilheterias americanas e internacionais, chega-se a conclusão de que pouco muda. Se nos EUA o campeão do verão foi o segundo Trasnformers com pouco mais de U$ 400 milhões em caixa, no resto do mundo o filme mais visto foi Harry Potter e o enigma do príncipe com faturamento aproximado de U$ 620 milhões, o que faz do último filme da saga do bruxinho o maior filme do ano com U$ 917 milhões de dólares em caixa. Dando a Warner Brothers, pelo segundo ano consecutivo, o titulo de estúdio mais lucrativo da temporada. É da Warner também, a maior surpresa das bilheterias no ano. A comédia Se beber não case que tomou de assalto os cinemas americanos e acumulou impressionantes U$ 275 milhões de dólares. Número que fica ainda mais vistoso se considerarmos que o filme teve censura nos EUA. Menores de 17 anos só podiam entrar acompanhados dos pais.
Se alguém fez frente a Warner no agitado mercado de verão, foi a Paramount. Star Trek conseguiu atingir todas as expectativas do estúdio, e embora não tenha tido uma boa performance fora dos EUA, não chegou aos U$ 150 milhões, conseguiu uma distinta quinta posição no ranking doméstico com U$ 257 milhões de dólares. E teve Trasnformers , em co-produção com a Dreamworks, que liderou o ranking americano.
As animações novamente fizeram bonito. Up da Pixar, chegou perto dos U$ 300 milhões nos EUA, no Brasil, onde acaba de estrear, o filme levou mais de meio milhão de pessoas aos cinemas no primeiro fim de semana. A era do gelo 3, da Fox/Blue Sky e Monstros vs alienígenas da Dreamworks também se destacaram com bilheterias que beijaram os U$ 200 milhões.

Os protagonistas de Se beber não case: A surpresa do ano

Foto: Divulgação

Os coadjuvantes
Entre aqueles filmes que deveriam brilhar mais e aqueles que brilharam um pouco mais do que se imaginava, algumas novidades e outros velhos conhecidos. Ben Stiller reuniu um time de comediantes mas não conseguiu muitos dólares em Uma noite no museu 2, que acabou faturando menos do que o original, algo incomum para sequências de verão. Já Sandra Bullock voltou a liderar as bilheterias depois de 10 anos. A proposta, em que faz uma megera carente, faturou expressivos U$ 165 milhões nos EUA. Para efeito de comparação ,U$ 5 milhões a menos do que a antecipada continuação de Uma noite no museu.

Filmes cercados de expectativa como Exterminador do futuro e Anjos & Demônios não fizeram boa carreira comercial nos EUA. Só conseguiram se pagar com o faturamento internacional, algo cada vez mais corriqueiro para essas produções inflacionadas.
Já os filmes que pouco tem a ver com o verão, mas que sabe-se lá Deus porque foram lançados em meio a guerra entre robôs e bruxos, fizeram uma boa carreira.Bastardos inglórios de Quentin Tarantino e Inimigos públicos de MichaelMann, ambos ainda em cartaz, estão perto de chegar aos U$ 100 milhões. Quantia necessária para viabilizar o lucro de um filme em Hollywood. Há de se considerar que esses filmes custaram bem menos do que seus concorrentes e estrearam em menos salas, portanto sua margem de lucro tem de ser calculada por critérios proporcionais.

Michael Bay no set de Transformers 2: O mais rentável do verão americano

Foto: Divulgação

A bem da verdade, o verão de 2009, a despeito do crescimento nas bilheterias, foi inferior ao de 2008. Se no ano passado tivemos filmes que aliavam entretenimento à inteligência como O cavaleiro das trevas, Trovão Tropical, Wall E e Homem de ferro, esse ano tivemos apenas filmes medianos com efeitos especiais em profusão. É possível que isso afete negativamente o verão do ano que vêm. Poderemos ver filmes melhores do que esses não renderem tanto. Uma gangorra em que Hollywood ainda não aprendeu a se equilibrar.

Fonte: Site Boxofficemojo

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Critica: Harry Potter e o enigma do príncipe

O novo filme do bruxo, mais adolescente do que nunca, segue o tom estabelecido pelo seu predecessor.Harry Potter e o enigma do príncipe(Harry Potter and the half blood prince, EUA/ING 2009) é o mais visceral possível. É sombrio, o que atende a necessidade narrativa da série que se aproxima do fim, é soturno, pois o mistério e o suspense nunca estiveram tão vitaminados em um filme de Potter, e finalmente, é cuidadoso em retratar como a adolescência se sobrepõe a qualquer magia que seja.
Em O enigma do príncipe, Dumblendore(Michael Gambon em grande forma dramática) se empenha em descobrir o paradeiro e, não obstante, a origem da força de Voldermont. Para tal tarefa, mais uma vez, Dumblendore conta com a ajuda de Harry, cada vez mais ansioso para um confronto mais decisivo contra Voldermont. Ambos se alinham para tentar tirar do professor Horacio Slunghorn(Jim Broadbent) a peça que falta para que o quebra cabeça acerca da origem do poder de Voldermont se encaixe.
O diretor David Yates, a exemplo do que já havia ocorrido no capitulo anterior, demonstra total controle da produção. Extraí boas atuações de seu elenco, inclusive do irregular elenco adolescente, e consegue imprimir um visual arrojado. Valendo-se de uma paleta de cores acinzentadas, o diretor potencializa, através dessa solução simples, o tom sombrio da fita.
Contudo, falta ao Enigma do príncipe o viço dos últimos dois filmes. A impressão que fica é que a história propriamente dita, pouco evoluí. Até mesmo a cena mais esperada pelos fãs e o grande clímax da fita, carece de força dramática. As sugestões para os próximos capítulos diminuem a força do fim do filme, algo que invariavelmente entra na conta de Yates. Mas se aqui ele falha, o grande mérito do diretor é o calor que ele emprega aos jovens de Hogwarts. O esporte. A paquera. Os receios. A timidez. A confiança. O que pode ser observado tanto nas tramas periféricas, envolvendo amores e desamores juvenis, ou até mesmo na linha mestra que envolve Harry e Draco Molfoy. Tudo ganha veracidade e atenção pela mãos de Yates que soube manejar muito bem os sentimentos efusivos de seu trio de protagonistas.
O enigma do príncipe acerta o compasso. O ritmo agora é de guerra. Os próximos filmes( o último livro será dividido em dois filmes) sairão em Novembro de 2010 e Julho de 2011. Yates, novamente, estará a frente dos dois projetos. O destino de Harry Potter e companhia está em boas mãos.