domingo, 15 de setembro de 2013
Insight - Passando a régua no verão americano de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Insight - Os filmes do verão americano de 2013
domingo, 11 de setembro de 2011
Insight
Navegando em águas misteriosas se tornou o segundo filme da franquia Piratas do Caribe a ultrapassar a marca do bilhão de dólares. Contudo, o filme só arrecadou U$ 240 milhões nos EUA, ou seja, 24% de seu rendimento vieram do mercado doméstico. Foi o pior faturamento de um filme da franquia em solo americano.
A comédia Se beber não case-parte II faturou U$ 582 milhões internacionalmente e só perde em faturamento para os três filmes que passaram do bilhão de dólares. O filme de Todd Phillips é a maior bilheteria para uma comédia com censura 18 anos da história. O recorde anterior era do filme original
Thor é o filme baseado em super heróis mais bem sucedido da temporada. A fita arrecadou U$ 448 milhões e superou a concorrência dos X-men, Capitão América e Lanterna verde.
Foi um verão americano marcado pelo impensável sucesso de fitas adultas. Meia noite em Paris, A árvore da vida e Amor a toda prova foram alguns exemplos de filmes que levaram audiência aos cinemas. Um novo despertar também foi lançado no período, mas não obteve retorno comercial digno de nota.
As comédias se saíram muito bem no verão de 2011. Alavancado pelo sucesso esmagador de Se beber não case-parte II, o gênero viu fitas como Missão madrinha de casamento, Quero matar meu chefe e Professora sem classe arrecadarem mais do que filmes de super-heróis vitaminados por orçamentos polpudos.
O maior faturamento de um filme de médio orçamento foi mesmo de Se beber não case-parte II. Orçado em cerca de U$ 80 milhões, o filme arrecadou quase 8 vezes o que custou. Para se ter uma ideia, Avatar – o grande referencial em termos de arrecadação - teve o mesmo desempenho. A diferença fica no tamanho do orçamento.
A Fox é o estúdio por trás dos dois filmes mais bem avaliados pelos críticos na temporada: X-men:primeira classe e O Planeta dos macacos:a origem.
Foi o primeiro verão americano desde 1997 a contar com um filme estrelado por Harrison Ford sem estar na pele de seu icônico personagem Indiana Jones. Em 1997, ele esteve em Força Aérea Um e em 2011 em Cowboys & Aliens.
Steven Spielberg é o produtor de três filmes da temporada: Cowboys & Aliens, Super 8 e Transformers: o lado oculto da lua
O mês de maior faturamento nas bilheterias foi julho. Há quatro verões que julho perdia para maio em arrecadação
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Crítica - Se beber não case, parte II
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Os heróis em busca do companheiro desaparecido da vez: a brincadeira é enumerar as equivalências entre os filmes |
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Crítica - Piratas do Caribe:navegando em águas misteriosas
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Os filmes que farão o verão americano de 2011
Expecto Patronum
E se o assunto é quadrinhos, o diretor Matthew Vaughn, responsável pelo melhor filme do gênero (já dá para chamar de gênero, né?) do ano passado (Kick ass – quebrando tudo) apresenta a origem da amizade e rivalidade entre Charles Xavier e Magneto. X-men: primeira classe faz parte de uma nova franquia mutante que a Fox tenta impulsionar. A julgar pelas primeiras imagens, deve vingar. O elenco do filme que estréia mundialmente em 3 de junho conta com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence e January Jones. Outro herói com DNA Marvel – e que chega pelo próprio estúdio – é o Capitão América. Capitão América: o primeiro vingador estréia em julho e acompanha um dos maiores símbolos americanos contra o nazismo. Se conseguir capturar o espírito de matinês de produções como Indiana Jones nos anos 80, esse Capitão América vai longe. Gente boa reunida tem. Chris Evans, Tommy Lee Jones e Hugo Weaving para citar alguns. A Warner que se despede dos dólares de Harry Potter mira em possíveis franquias. Em 2011, Lanterna verde é um dos candidatos. Personagem do segundo escalão da editora DC comics, chega aos cinemas como uma tentativa da Warner de obter a mesma lucratividade que a rival Marvel está conseguindo.
domingo, 5 de setembro de 2010
Insight
Passando a régua no verão americano
Conforme já se anunciava, o verão americano de 2010 foi dos mais insossos dos últimos anos. Sem um filme surpreendente como Se beber não case em 2009, sem grandes unanimidades nas bilheterias (tirando Toy story 3 e A origem) e com uma quantidade impressionante de filmes medianos para baixo. O curioso a se observar é que em 2008 tivemos filmes acima da média, o que possibilitou um aumento de bilheteria em 2009, com produções como Harry Potter e o enigma do príncipe e Transformers – a vingança dos derrotados sendo os grandes protagonistas da temporada. Sob essa perspectiva é um tanto difícil situar o verão de 2010. As produções nunca foram tão malhadas pela crítica e o público nunca demonstrou tanta falta de interesse pelo que estava no cinema. Se o rendimento no primeiro final de semana já era algo importante para uma fita na atual conjuntura da indústria, passou a ser vital entre os meses de maio e agosto. No geral, os grandes blockbusters apresentaram queda de 50% de um final de semana para o outro. Apenas A origem, Shrek para sempre, Toy story 3 e Homem de ferro 2 mantiveram a liderança das bilheterias por mais de uma semana no disputado ranking americano. Para se ter uma ideia, em 2009, além de Harry Potter e Transformers, Se beber não case, Up – altas aventuras, X-men origens: Wolverine, A proposta e A era do gelo 3, conseguiram se alongar por mais de um fim de semana no topo das bilheterias.
Esse foi, também, o primeiro verão americano com o 3D sedimentado. Se no Brasil, o impacto do 3D foi forte e contribuiu para um aumento de mais de 25% nas bilheterias, nos EUA o impacto foi mais tímido. As conversões apressadas para o 3D de filmes como O último mestre do ar e Fúria de titãs foram mais rejeitadas pelos americanos do que pelos brasileiros.

E esse verão no cinema só se salva mesmo pelo mais recente filme de Christopher Nolan. Goste-se ou não do filme, é fato que a obra excedeu o simples entretenimento e rompeu a barreira do papo de gueto, ou seja, de quem é cinéfilo e se inseriu como debate midiático. De quebra, por se tratar de uma produção original (com ideias recicladas diriam alguns), A origem oxigena uma produção (a que chega aos cinemas no verão) que andava engessada. É essa a grande contribuição do filme e, por isso, encabeça qualquer análise positiva que possa se fazer sobre essa temporada de blockbusters. A expectativa é que o sucesso do filme, que já amealhou mais de U$ 660 milhões ao redor do mundo, desobrigue os estúdios a só investirem em adaptações de HQs, vídeo-games e livros.

Em termos de apelo, esse verão devolveu aos atores o brio de suas presenças. É possível dizer que Homem de ferro 2 só arrecadou seus U$ 621 milhões ao redor do mundo graças a Robert Downey Jr., assim como Angelina Jolie foi a força motriz de Salt, que embora tenha ficado abaixo das expectativas do estúdio já soma U$ 220 milhões ao redor do mundo.
Os hits que não aconteceram
A ideia de Ridley Scott não deu certo e Robin Hood não colou. O público rejeitou a fita que emulava Gladiador em cada fotograma e a produção encerrou sua carreira comercial com U$ 310 milhões ao redor do mundo. Em casa, a coisa foi feia. O filme penou para chegar ao U$ 100 milhões e se não fosse o faturamento internacional, o prejuízo teria sido maior. M.Night Shyamalan também naufragou com seu O último mestre do ar. Detonado pela crítica e com arrecadação que só agora passa o seu orçamento, o filme soma U$ 225 milhões. Mas não há fracasso maior do que o de Jennifer Aniston. A atriz não consegue emplacar. Caçador de recompensas, filme que exibia no inicio do verão, não chegou aos U$ 100 milhões e The switch há 4 semanas em cartaz nos EUA só arrecadou R$ 16 milhões. Por falar em comédias românticas, não foi um bom ano para elas. Puxadas pelo fracasso retumbante de Sex and the city 2 que não fez nem U$ 100 milhões nos EUA, os filmes estrelados por Tom Cruise e Cameron Diaz (Encontro explosivo), Katherine Heigl e Ashton Kutcher (Par perfeito) e Julia Roberts e Javier Bardem (Comer, rezar e amar) não pegaram. Não que fossem filmes ruins, mas eles se debruçavam sobre fórmulas cansativas e manjadas, algo que contrastado com o frisson A origem, tem cansado o público cada vez mais. A nova parceria entre Ridley Scott e Russel Crowe ficou abaixo das expectativas de público, crítica e indústria
Até mesmo o quarto filme de Shrek sofreu. Aliás, a última aventura do ogro verde é um bom parâmetro para se medir o nível desse verão. O filme estreou em primeiro lugar mas com baixo faturamento. No segundo final de semana o faturamento do filme aumentou enquanto que as estréias patinaram. Isso denota que os filmes da temporada foram pouco atrativos. Nem o mago Jerry Bruckheimer escapou. Suas duas produções de verão amargaram prejuízos calorosos. O aprendiz de feiticeiro deve figurar na lista dos maiores fracassos de 2010 e O príncipe da Pérsia: areias do tempo não garantiu por si só a continuidade da franquia.
Há quem argumente que o verão de 2010 foi prejudicado pela Copa do mundo, mas pesa contra esse argumento o fato de que a bilheteria internacional (e não a americana) foi que salvou muitos desses filmes do colapso total. Bem sabemos, que americanos não curtem tanto futebol, ou seja, mesmo assim os filmes surgiam pouco atrativos. Sobrou até mesmo para a saga Crepúsculo. Eclipse, o filme mais elogiado da saga, deu lucro. É claro. Mas consideravelmente menor do que se especulava. A fita ficou com U$ 654 milhões, quantidade inferior a Lua nova, e motivou os produtores da saga a reagendarem os últimos lançamentos para datas nos finais dos anos de 2011 e 2012.
Em um verão um tanto quanto canhestro, nem o midas Jerry Bruckheimer conseguiu lucrar suas usuais fábulas...
É, no mínimo, preocupante você tirar de 4 meses de cinema pipoca apenas dois filmes que, na leitura da indústria, tenham valido a pipoca.
É esperar por uma temporada 2011 mais equilibrada. E que A origem possa fazer por 2012 o que O cavaleiro das trevas fez por 2009. Se lá houve aumento de bilheteria, espera-se em 2012 um aumento de ousadia e criatividade.
domingo, 30 de maio de 2010
Insight
A temporada mais lucrativa do cinema já começou. Homem de ferro 2 já soma mais de U$ 580 milhões de dólares e já despontou como forte candidato a campeão da temporada. Robin Hood, por sua vez, já é forte candidato a grande decepção da temporada. A fraca bilheteria já antecipa isso. O filme estrelado por Russel Crowe, depois de duas semanas em cartaz, ainda não chegou aos U$ 100 milhões no mercado americano. Já foram lançados também o remake do terror A hora do pesadelo e a continuação de Sex and the city, a versão cinematográfica da famosa série de TV.
Mas tem muita coisa boa e muita coisa que parece boa chegando por aí. A seção Insight de hoje dá uma chacoalhada na poeira e aponta a direção dos principais lançamentos do verão americano de 2010.
Não tem jeito. Os super-heróis são a matéria prima dos filmes de ação e entretenimento hoje em dia, mas não tem como prescindir de uma boa estrela de cinema. E no verão 2010 elas são o feijão com arroz dos principais lançamentos. Angelina Jolie, Tom Cruise, Russel Crowe, Robert Downey Jr., Robert Pattinson, Bradley Cooper, Jackie Chan, Mark Wahlberg, Will ferrel, Steve Carell, Megan Fox, Ashton Kutcher, Adrien Brody, Adam Sandler, Chris Rock, Leonardo DiCaprio, Nicolas Cage, Matt Damon, Julia Roberts, Javier Bardem, Drew Barrymore, Sylvester Stallone, Luke Wilson, Jennifer Aniston, Cameron Diaz e Mickey Rourke darão as caras em superproduções nesta temporada.
É muita gente boa. 2010 marca outro dado interessante que foge a regra de outros verões. É o verão com mais filmes originais e franquias novas dos últimos tempos. Christopher Nolan reuniu um baita time de atores, encabeçado por Leonardo DiCaprio, para fazer um filme original sobre um mercenário especialista em roubar sonhos. A origem, que além de DiCaprio traz no elenco nomes como Michael Caine, Ken Watanabe, Marion Cottilard, Ellen Page, Cillian Murphy e Joseph Gordon Levitt, estréia no Brasil em 6 de agosto. Também originais são os filmes Salt, fita de ação estrelada por Angelina Jolie, Encontro explosivo, comédia de ação na linha Sr. E Sra. Smith protagonizada por Tom Cruise e Cameron Diaz, Par perfeito, nova produção estrelada pela ascendente Katherine Heigl (dessa vez com a companhia de Ashton Kutcher) e Gente grande, comédia que reúne gente como Adam Sandler, Rob Schneider, Chris Rock, David Spade e Kevin James.


Mas o verão americano também traz mais do “delicioso” mesmo. O terceiro filme da saga Crepúsculo, Eclipse, chega em 30 de junho para mobilizar as atenções. Predadores, é o reboot (reimaginação) do filme de 1987 estrelado pelo atual governador da Califórnia e traz a brasileira Alice Braga na linha de frente ao lado do improvável Adrien Brody. Jerry Bruckheimer acabou de lançar nos EUA a adaptação do videogame Príncipe da Pérsia: areias do tempo (que chega sexta-feira aqui no país) e já se prepara para lançar em julho uma adaptação literária de pedigree; Aprendiz de feiticeiro traz a vitoriosa equipe de A lenda do tesouro perdido. Ou seja, Nicolas Cage estrela e o diretor é Jon Turteltaub. Por falar em adaptação, no inicio de agosto chegará ao país O último mestre do ar, o mais novo filme do diretor de O sexto sentido, M. Night Shymalan. A adaptação do desenho Avatar (nada a ver com o filme de James Cameron) é a última chance do indiano de retomar o sucesso comercial de outrora. Esse também é seu primeiro trabalho não original. Outro livro de sucesso ganha as telas em versão vitaminada. Trata-se de Comer, rezar e amar. Filme que traz Julia Roberts e Javier Bardem no elenco. Na fita que chega aos cinemas também em agosto, o ator espanhol vive um brasileiro que se enamora pela turista acidental vivida por Roberts na Índia.

Quem ganha uma atualização, por sinal, é karate kid. A nova geração vai conhecer a clássica história dos anos 80 com Jackie Chan e Jaden Smith (filho de Will Smith) fazendo as vezes do senhor Miagui e de Daniel san. E por falar em continuidade de uma história clássica, a Pixar retoma suas origens com o aguardado Toy Story 3 (que terá especial aqui em Claquete escolhido pelo leitor). A Dreamworks promete encerrar as histórias do ogro mais querido do mundo em Shrek para sempre que chega no dia 9 de julho. Outra figura de aparência asquerosa que retorna nesse verão é Nanny McPhee, a babá encantada, que volta em agosto para levar disciplina a um outro grupo de crianças levadas.


O que pirahas e Stallone podem fazer por você? Muito, se o seu negócio é ação descerebrada. Sylvester Stallone reúne um time de fortões e astros de ação para fazer uma ode ao cinema brucutu dos anos 80 em Os mercenários. O filme que foi parcialmente gravado no Rio de Janeiro estréia em agosto. Antes disso, Piranhas 3D promete muito sangue em terceira dimensão. Matt Damon segue na espionagem em The adjustment Bureau, sobre um político que se vê no meio de uma teoria conspiratória, Steve Carell vive um idiota carente em Dinner for Schmucks. O nome do filme, reparem, é jantar para idiotas. Mark Wahlberg quer fazer rir ao lado de Will Ferrel na comédia de ação The other guys e não esqueçam de Gordon Gekko. O célebre guru de Wall Street vivido por Michael Douglas está de volta em Wall Street: o dinheiro nunca dorme, no filme mais improvável desta temporada e, por isso mesmo, um dos mais aguardados.

quarta-feira, 21 de abril de 2010
Tira - teima


2008 – Aproximadamente U$ 3,5 bilhões
2009 – Aproximadamente U$ 3,7 bilhões
O primeiro lançamento da temporada:
2008 – Homem de Ferro
2009 - X-men origens: Wolverine
A maior bilheteria:
2008 – Batman – o cavaleiro das trevas = U$ 1.100 bilhões
2009 – Harry Potter e o enigma do príncipe = U$ 933 milhões

A continuação desnecessária:
2008 – A múmia: Tumba do imperador dragão
2009 – Transformers – a vingança dos derrotados

O filme que decepcionou:
2008 – Hancock
2009- X-men origens:Wolverine
O “melhor” filme ruim:
2008 – O procurado
2009 – GI Joe: A origem do cobra

O filme que mobilizou a imprensa mundial:
2008 – Batman-o cavaleiro das trevas
2009 - Nenhum
domingo, 13 de setembro de 2009
Insight
E o verão de 2009 acabou. Nos EUA é claro. Junto com ele o período de maior rentabilidade para os estúdios americanos que desde Tubarão, e seu acachapante sucesso nas férias de 1975,programa seus principais lançamentos do ano para a temporada de calor e férias no hemisfério norte.
Se em 2008 o mundo conheceu um sucesso arrasador, em termos de impacto e longevidade, como Batman - o cavaleiro das trevas, em 2009 não houve um filme que pulverizasse as cifras e dominasse a temporada.
O que pode ser tomado como algo positivo. O faturamento da temporada foi 0,16% maior em relação a 2008. Filmes como Transformers: A vingança dos derrotados e Harry Potter e o enigma do príncipe garantiram o aumento do faturamento na primeira temporada pós - greve de roteiristas. Os efeitos da greve na temporada eram motivo de preocupação para estúdios e artistas que viram muitos lançamentos, como Anjos & Demônios, o sexto Harry Potter e o Star Trek de J.J Abrans, deslocados do fim do ano passado para o verão desse ano, com vistas a garantir a rentabilidade da temporada.
Hugh Jakman esteve no Brasil em maio para divulgar Wolverine
Foto: site G1
O verão abriu sob o fantasma da pirataria .X-men origens:Wolverine da Fox teve sua estréia mundial ameaçada quando um mês antes o filme, ainda incompleto, caiu na internet. Contudo, em um movimento muito parecido com o que se deu no Brasil com Tropa de elite, a performance da fita não foi abalada. Nos EUA, o filme com Hugh Jackman rendeu U$ 180 milhões e ficou na intermediária posição de oitava maior bilheteria da temporada. No resto do mundo a fita angariou outros U$ 183 milhões, totalizando uma bilheteria mundial de U$363 milhões de dólares.
Comparando o rendimento entre bilheterias americanas e internacionais, chega-se a conclusão de que pouco muda. Se nos EUA o campeão do verão foi o segundo Trasnformers com pouco mais de U$ 400 milhões em caixa, no resto do mundo o filme mais visto foi Harry Potter e o enigma do príncipe com faturamento aproximado de U$ 620 milhões, o que faz do último filme da saga do bruxinho o maior filme do ano com U$ 917 milhões de dólares em caixa. Dando a Warner Brothers, pelo segundo ano consecutivo, o titulo de estúdio mais lucrativo da temporada. É da Warner também, a maior surpresa das bilheterias no ano. A comédia Se beber não case que tomou de assalto os cinemas americanos e acumulou impressionantes U$ 275 milhões de dólares. Número que fica ainda mais vistoso se considerarmos que o filme teve censura nos EUA. Menores de 17 anos só podiam entrar acompanhados dos pais.
Se alguém fez frente a Warner no agitado mercado de verão, foi a Paramount. Star Trek conseguiu atingir todas as expectativas do estúdio, e embora não tenha tido uma boa performance fora dos EUA, não chegou aos U$ 150 milhões, conseguiu uma distinta quinta posição no ranking doméstico com U$ 257 milhões de dólares. E teve Trasnformers , em co-produção com a Dreamworks, que liderou o ranking americano.
As animações novamente fizeram bonito. Up da Pixar, chegou perto dos U$ 300 milhões nos EUA, no Brasil, onde acaba de estrear, o filme levou mais de meio milhão de pessoas aos cinemas no primeiro fim de semana. A era do gelo 3, da Fox/Blue Sky e Monstros vs alienígenas da Dreamworks também se destacaram com bilheterias que beijaram os U$ 200 milhões.
Os protagonistas de Se beber não case: A surpresa do ano
Foto: Divulgação
Os coadjuvantes
Entre aqueles filmes que deveriam brilhar mais e aqueles que brilharam um pouco mais do que se imaginava, algumas novidades e outros velhos conhecidos. Ben Stiller reuniu um time de comediantes mas não conseguiu muitos dólares em Uma noite no museu 2, que acabou faturando menos do que o original, algo incomum para sequências de verão. Já Sandra Bullock voltou a liderar as bilheterias depois de 10 anos. A proposta, em que faz uma megera carente, faturou expressivos U$ 165 milhões nos EUA. Para efeito de comparação ,U$ 5 milhões a menos do que a antecipada continuação de Uma noite no museu.
Filmes cercados de expectativa como Exterminador do futuro e Anjos & Demônios não fizeram boa carreira comercial nos EUA. Só conseguiram se pagar com o faturamento internacional, algo cada vez mais corriqueiro para essas produções inflacionadas.
Já os filmes que pouco tem a ver com o verão, mas que sabe-se lá Deus porque foram lançados em meio a guerra entre robôs e bruxos, fizeram uma boa carreira.Bastardos inglórios de Quentin Tarantino e Inimigos públicos de MichaelMann, ambos ainda em cartaz, estão perto de chegar aos U$ 100 milhões. Quantia necessária para viabilizar o lucro de um filme em Hollywood. Há de se considerar que esses filmes custaram bem menos do que seus concorrentes e estrearam em menos salas, portanto sua margem de lucro tem de ser calculada por critérios proporcionais.
Michael Bay no set de Transformers 2: O mais rentável do verão americano
Foto: Divulgação
A bem da verdade, o verão de 2009, a despeito do crescimento nas bilheterias, foi inferior ao de 2008. Se no ano passado tivemos filmes que aliavam entretenimento à inteligência como O cavaleiro das trevas, Trovão Tropical, Wall E e Homem de ferro, esse ano tivemos apenas filmes medianos com efeitos especiais em profusão. É possível que isso afete negativamente o verão do ano que vêm. Poderemos ver filmes melhores do que esses não renderem tanto. Uma gangorra em que Hollywood ainda não aprendeu a se equilibrar.
Fonte: Site Boxofficemojo
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Critica: Harry Potter e o enigma do príncipe
Em O enigma do príncipe, Dumblendore(Michael Gambon em grande forma dramática) se empenha em descobrir o paradeiro e, não obstante, a origem da força de Voldermont. Para tal tarefa, mais uma vez, Dumblendore conta com a ajuda de Harry, cada vez mais ansioso para um confronto mais decisivo contra Voldermont. Ambos se alinham para tentar tirar do professor Horacio Slunghorn(Jim Broadbent) a peça que falta para que o quebra cabeça acerca da origem do poder de Voldermont se encaixe.
O diretor David Yates, a exemplo do que já havia ocorrido no capitulo anterior, demonstra total controle da produção. Extraí boas atuações de seu elenco, inclusive do irregular elenco adolescente, e consegue imprimir um visual arrojado. Valendo-se de uma paleta de cores acinzentadas, o diretor potencializa, através dessa solução simples, o tom sombrio da fita.
Contudo, falta ao Enigma do príncipe o viço dos últimos dois filmes. A impressão que fica é que a história propriamente dita, pouco evoluí. Até mesmo a cena mais esperada pelos fãs e o grande clímax da fita, carece de força dramática. As sugestões para os próximos capítulos diminuem a força do fim do filme, algo que invariavelmente entra na conta de Yates. Mas se aqui ele falha, o grande mérito do diretor é o calor que ele emprega aos jovens de Hogwarts. O esporte. A paquera. Os receios. A timidez. A confiança. O que pode ser observado tanto nas tramas periféricas, envolvendo amores e desamores juvenis, ou até mesmo na linha mestra que envolve Harry e Draco Molfoy. Tudo ganha veracidade e atenção pela mãos de Yates que soube manejar muito bem os sentimentos efusivos de seu trio de protagonistas.
O enigma do príncipe acerta o compasso. O ritmo agora é de guerra. Os próximos filmes( o último livro será dividido em dois filmes) sairão em Novembro de 2010 e Julho de 2011. Yates, novamente, estará a frente dos dois projetos. O destino de Harry Potter e companhia está em boas mãos.