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domingo, 30 de março de 2014

Em off

Nesta edição da seção Em off, Meryl Streep tem poder, o diferencial de Capitão América, a suspeição provocada por alguns blockbusters da temporada e uma provocação sobre a história de Bradley Cooper ser o novo Indiana Jones.

Hell Streep!
A ideia de ter Meryl Streep como uma roqueira aposentada que no crepúsculo da vida busca se reaproximar dos filhos é tão boa, mas tão boa que só soa melhor quando se descobre que o projeto, previamente intitulado Ricky and the flash será roteirizado por Diablo Cody (Juno e Jovens adultos) e dirigido por Jonathan Demme ( Filadélfia e Sob o domínio do mal).

Ah, esses pôsteres do Capitão...
Andam dizendo que o filme é o melhor do universo Marvel, o que não é pouca coisa, mas também não é algo muito difícil de fazer. De qualquer jeito, no quesito pôster, Capitão América esmaga a concorrência e não só no universo Marvel. A começar por esse belo cartaz vintage...

Outros belos cartazes do filme



Mais Capitão

A equipe do AdoroCinema, site que é parceiro de Claquete, esteve em Hollywood na première do filme e falou com o elenco. Confira a ótima reportagem de Luciana Franchini em vídeo aqui!

Bizarramente bom ou bizarramente ruim?
O espetacular homem-aranha 2, principal aposta da Sony em 2014, provoca reações ambíguas nesta fase de enxurrada de material promocional. Vejam, por exemplo, o caso dessa imagem do visual do Duende verde interpretado pelo ótimo Dane DeHaan. Parece que o trash vai mandar lembranças a qualquer momento...



E já que os assuntos são blockbusters e heróis...
A Fox aposta tudo em X-men: dias de um futuro esquecido. Depois de revigorar a franquia mutante com Primeira classe, o estúdio precisa rentabilizar ainda mais a série. Já que todo mundo parece fazer muito dinheiro com personagens Marvel, inclusive a Marvel, menos a Fox. A aposta na colisão dos dois universos (passado e futuro) da franquia X é um chamariz e tanto, mas o excesso de personagens pode prejudicar. Para piorar, o primeiro trailer não empolga tanto quanto deveria.




Indiana Jones é o movimento certo para Bradley Cooper?
Há muita comoção a respeito da possibilidade, ainda não confirmada por vias oficiais, de Bradley Cooper assumir o papel de Indiana Jones na nova roupagem que a Disney, que adquiriu a franquia da LucasFilm, pretende dar à série. O que pouca gente parece disposta a repercutir é se Indiana Jones é o caminho a ser seguido por Cooper, que vem de duas indicações ao Oscar consecutivas e impetra uma reengenharia de carreira em Hollywood.
Que a Disney planejava reoxigenar a franquia era algo óbvio desde que a negociação com a LucasFilm se deu. A ideia de evocar a linhagem dos filmes Bond não é de todo ruim. Vale lembrar que Indiana Jones enquanto conceito surgiu da costela de Bond (Spielberg e Lucas se inspiraram na série em que Spielberg tinha interesse em dirigir, mas não convite).
Assumir o papel de Indiana Jones, com o alto risco que esse projeto ostenta (muito mais do que revitalizar Star Wars), pode ser o tiro pela culatra em uma carreira que acaba de ficar interessante.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Oscar Watch 2014 - A peleja dos atores coadjuvantes

Da esquerda para a direita: Bradley Cooper (Trapaça); Jared Leto (Clube de compras Dallas); Jonah Hill (O lobo de Wall Street); Barkhad Abdi (Capitão Phillips); Michael Fassbender (12 anos de escravidão)


Queridos, cheguei!

Já estava demorando, mas o alemão de ascendência irlandesa finalmente conseguiu sua primeira indicação ao Oscar. Parece justo que seja por um trabalho com o diretor Steve McQueen, que o colocou no mapa. Seu desempenho em 12 anos de escravidão não é especialmente superior a qualquer outro que tenha apresentado nos últimos quatro anos, mas é o que finalmente lhe valeu o passaporte de ator indicado ao Oscar.

Prós:
- Faz um vilão e eles têm valido vitórias nessa categoria nos últimos anos
- É a melhor atuação do filme
- O fato de ser um ator de muito gabarito e talento e com cada vez mais fãs na Academia pode pesar a favor
- É uma opção sólida para quem resiste premiar atores bissextos (Jared Leto), estreantes (Barkhad Abdi) ou questionados (Jonah Hill)

Contras:
- Não ganhou nenhum prêmio significativo na temporada
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Seu personagem talvez seja vilão demais para o gosto de alguns votantes
-Andou mostrando ressentimento por não ter sido indicado por Shame há dois anos e isso pode custar-lhe votos

Primeira indicação

Ele é o capitão agora

Barkhad Abdi é um colosso de talento. Há quem diga que jamais fará outro papel, pelo menos de maneira tão convincente, como o pirata somali de Capitão Philips. Detratores de plantão dizem que ele não interpretou, mas emulou uma variação de si mesmo. Besteira. Dizem o mesmo de George Clooney. Abdi não poderia contar com referência melhor nesse glorioso conto de fadas que estrela em Hollywood.

Prós:
- Ganhou o Bafta justamente quando os votos para o Oscar começaram a ser emitidos
-Faz um vilão mais justificável do que o de Fassbender
-Rouba a cena de ninguém menos que Tom Hanks e isso é o tipo de coisa que impressiona quem quer se impressionar com uma atuação
- Seria o primeiro africano premiado na categoria

Contras:
- Apesar de fazer campanha, é compreensivelmente retraído
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente
- Ser um ator estreante
- A ideia já suficientemente difundida de que não está, de fato, “atuando”

Primeira indicação

Brincando nos campos do senhor

Jim Carrey morra de inveja! Steve Carell quem? No Oscar 2014, Jonah Hill mostrou que sua indicação dois anos atrás não foi acidental. Trabalhando com Martin Scorsese, seu diretor favorito, segundo o próprio Hill, o ator atinge não exatamente a maturidade como intérprete, mas um nível de qualidade que atores tidos como maduros muitas vezes não apresentam. Seu desempenho é avassalador e fia não só o trabalho de DiCaprio como a leitura de Scorsese para a delirante história de O lobo de Wall Street.

Prós:
- Sua indicação surgiu de dentro da academia, já que não foi nomeado a nenhum dos principais prêmios satélites. Pode se impor da mesma maneira na premiação
-É uma atuação nervosa e acelerada como a que rendeu prêmios para atores como Heath Ledger e Joe Pesci na categoria
-Ele e DiCaprio fazem frente a dupla McConaughey e Leto. Se DiCaprio crescer em sua disputa, pode favorecê-lo aqui
- É o melhor na categoria e isso deve contar para alguma coisa
-Tem mais tempo em cena do que seus concorrentes

Contras:
- Não esteve em nenhuma das premiações satélites
- Sua indicação foi muito questionada em redes sociais e isso pode afugentar novos votos
-Faz o meio termo entre vilão e babaca, é um tipo difícil de render prêmios

Segunda indicação
Indicação anterior
Ator coadjuvante por O homem que mudou o jogo em 2012

David O. Russell eu te amo!

Bradley Cooper é um bom ator, mas não é tão bom quanto parece sob as ordens de David O. Russell. Sob a batuta do diretor, Cooper consegue a façanha de ser indicado ao Oscar por dois anos seguidos. Fato raro e que só gente da tarimba de Russell Crowe e Tom Hanks, para citar atores contemporâneos, foi capaz de conseguir nas disputadas categorias de interpretação masculina. Cooper está refinando sua estratégia de carreira e, ao que tudo indica, vai sempre abrir espaço na agenda para colaborações com seu diretor de O lado bom da vida e Trapaça.

Prós:
- Está no elenco mais premiado da temporada
- A aceitação de que é um bom ator já está mais consolidada em Hollywood
- Está com trabalhos enfileirados com cineastas como Clint Eastwood e Cameron Crowe, e ele faz questão de fazer com que todos saibam disso
- A ideia de que um ator de Trapaça precisa ser premiado pode beneficiá-lo

Contras:
- Há lampejos de semelhança de sua atuação em O lado bom da vida
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- A pecha de que duas indicações em dois anos já é reconhecimento suficiente

Segunda indicação
Indicação anterior
Ator por O lado bom da vida em 2013

Sem desafinar

Se não ganhar o Oscar, Jared Leto ficará chocado. Ele vem treinando premiação após premiação pelo grande momento de sua carreira como ator. É sua carreira como músico que pode privá-lo dessa consagração. Há gente que não gosta de dar Oscar a músicos. Bobagem. Leto é ator dedicado e talvez aqueles que gostem de dar Oscar pela dedicação superem aqueles com resistência a músicos. Leto torce para isso. Em Clube de Compras Dallas, ele mostrou que não desafina como ator.

Prós:
- Ganhou todos os prêmios mais significativos da temporada
- É considerado o favorito na categoria desde muito cedo
- Apresenta o tipo de transformação física que costuma render Oscar
- É simpático e está fazendo campanha pesada pelo Oscar
- Se beneficia da estrutura do filme destacar o trabalho dos atores

Contras:
- Seu favoritismo já começa a demonstrar sinais de esgotamento
- A vitória de Abdi no Bafta inegavelmente lhe custará alguns votos no Oscar
- Muitos votantes resistem à ideia de premiar um ator que se anuncia cantor em primeiro lugar

Primeira indicação

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Crítica - Trapaça

A arte da sobrevivência é uma história sem fim

Trapaça (American Hustle, EUA 2013) é um filme sobre vigaristas. Sobre os anos 70. Sobre ambição e sobre àquela necessidade que bate nossa porta de quando em quando de reinventarmo-nos por completo. É, também, um filme de David O. Russell e esse último aspecto vêm ganhando cada vez mais relevância no cinema atual.
Indicado a dez Oscars (filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, figurino, direção de arte e montagem), Trapaça é um filme que se escora, com consciência absurda, em seus personagens. E eles são todos fascinantes. Desde aquele que parece confinado ao status de apêndice narrativo (como o chefe do FBI vivido por Louis C.K) até o protagonista Irving Rosenfeld (Christian Bale).
Os anos 70 de figurinos exagerados e boa música surgem na paleta de Russell como uma época de desencanto em que o sonho americano em si precisava ser reinventado. Entornar neste caldo corrupção política, máfia e a mais fina malandragem apenas demonstra a expertise de Russell como narrador.
Irving é do tipo que se garante pela lábia. Ele se apaixona por Sidney Prosser (Amy Adams) tão logo nela repara e descobre que gostam exatamente da mesma música. Esse elemento que une os personagens é um dos muitos em que Trapaça excederá as expectativas do público e se comunicará com ele em outro nível. Outro desses momentos é quando Jennifer Lawrence, na pele de Rosalyn – a esposa de Irving que lhe nega o divórcio – canta "Live and let die" enquanto faxina.
Fossem as grandes cenas, Trapaça já valeria o ingresso, mas o filme mostra também que Russell não só é um sofisticado diretor de atores, como um lapidador de personagens raro no cinema atual.
Sidney e Irving se amam e se jogam no esquema de ludibriar os outros até que são pilhados em flagrante pelo agente do FBI Richie DiMaso (Bradley Cooper), que os convence a colaborar em uma investigação para que ele prenda peixes graúdos. Acontece que DiMaso vai gostando dessa vida de malandragem e começa a enxergar a beleza de  conseguir peixes ainda mais graúdos. A necessidade de reinventar-se, advoga Russell por meio de seus personagens, é um fluxo constante e horizontal.
Enquanto a ganância de DiMaso se multiplica, Irving à medida que prepara o bote para puxar o tapete de um punhado de políticos, entre eles o populista prefeito vivido por Jeremy Renner – a quem se afeiçoa, começa a sentir o peso de suas inconsequentes atitudes. Essa tomada de consciência do personagem, nunca absoluta, afinal, Irving se ressente de adentrar as hostes da máfia e flertar com a possibilidade real de morte, é a linha mestra da dança de gêneros pela qual Russell conduz sua audiência.
Da comédia de erros à sátira, passando pelo thriller e pelo drama mais rebuscado, Trapaça é um cinema tão redondo quanto o talento de seu realizador pode ofertar.
Não há crítica social ou o desejo de radiografar algum tema relevante do presente, Trapaça é entretenimento adulto na sua mais fina concepção. É, também, um tributo ao cinema de Scorsese, em os que personagens precisam se encontrar no imenso tamanho de suas ambições.
Os anos 70 surgem saudosos, românticos e mais coloridos do que talvez tenham sido no filme de Russell que coloca os personagens no comando do show. Jennifer Lawrence brilha como a bipolar e manipuladora Rosalyn. É uma das grandes personagens femininas dos últimos tempos e Lawrence tem o talento necessário para fazer jus a ela. Christian Bale tem a melhor atuação de sua carreira na pele de Irving. O ator precisa ir do dramático ao cômico e o faz com uma organicidade espantosa. Sem perder o cinismo e o charme de vista. Em um olhar ele exprime tudo o que o personagem precisa exprimir. Bradley Cooper é outro ponto nevrálgico do elenco. Além da urgência de sua composição, Di Maso é esperto, mas não raciocina como deveria, Cooper sabe revelar a fragilidade de seu personagem no timing preciso. Mas o grande nome de Trapaça é mesmo Amy Adams. Ela é o coração do filme. É através de sua Sidney, que na maior parte do filme é Edith, que Trapaça viabiliza sua razão de ser: de que essas segunda, terceira, quarta chances dependem rigorosamente de nós. Adams está sensual como nunca, sutil como sempre, mais expansiva do que de hábito e arrebatadora como Trapaça precisa que ela seja. Se há um porém no elenco, é Jeremy Renner, que apesar de bem intencionado, não convence como italiano do povo.

É preciso dizer que Trapaça, sem seu elenco, não seria metade do filme que é e é aí que a grandeza de Russell se revela. Ele sabe disso e não faz a menor questão de esconder.  

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Claquete 4 anos - Quem vai brilhar nos próximos quatro anos

Nesses quatro anos, Claquete viu surgirem novas estrelas e muita gente boa brilhar. Do improvável retorno de Mickey Rourke à confirmação do talento de Robert Downey Jr., passando pelas estrelas nascentes de Andrew Garfield, Carey Mulligan, Rooney Mara e Jennifer Lawrence. O blog, agora, faz uma aposta alta em alguns nomes que já estão por aí – uns mais famosos do que outros – e aponta dez figuras que serão protagonistas nos próximos quatro anos. Alguns estão atolados de projetos, outros não têm nenhum, mas Claquete crê que eles brilharão intensamente nos próximos quatro anos.

Bradley Cooper

Mas como assim vai brilhar? Bradley Cooper irá continuar brilhando intensamente pelos próximos quatro anos. O ator está atrelado aos novos filmes de Cameron Crowe e Steven Spielberg, programados para 2015, e no final desse ano estreia o novo longa de David O. Russell. O ator está mais seletivo do que nunca com seus projetos e confirma a disposição de integrar a galeria dos grandes atores de sua geração.

Dane DeHaan

O ator de 26 anos pode ainda não ter despontado, mas já chamou a atenção de cinéfilos mais atentos em filmes como Poder sem limites (2012) e O lugar onde tudo termina (2013). O futuro lhe parece atencioso. Será Harry Osborn na continuação da franquia iniciada com O espetacular homem-aranha e está em Kill your darlings (2013), sucesso indie em Sundance que acompanha a trajetória dos nomes mais expressivos da geração beat. São projetos estratégicos para a deflagração de uma carreira promissora.

Joseph Gordon-Levitt

Levitt ainda não tem muitos projetos engatilhados para os próximos anos. A bem da verdade, apenas a sequência de Sin City, mas sua estreia na direção com Don Jon deve render bons frutos ao artista que se mostra mais completo, entrosado e intuitivo do que muitos criam.

Armie Hammer

Depois que despontou em A rede social (2010), muitos criam que o céu era o limite para Armie Hammer. A elogiada atuação em J. Edgar fez subir a expectativa. Nesta temporada estrela O cavaleiro solitário, ao lado de Johnny Depp, e se prepara para rodar The man from U.N.C.L.E de Guy Ritchie. A escalada deve garantir a Hammer um brilho inédito em sua carreira.

Aaron Taylor-Johnson

Ótimo ator, Johnson faz muito bem o low profile. Mas se prepara para invadir o coliseu hollywoodiano. Volta ao protagonismo com a sequência de Kick-Ass, que o botou no mapa da horda cinéfila, em 2013 e se prepara para aterrissar na sequência de Os vingadores em 2015. No pit stop, a refilmagem de Godzilla em 2014.

Emma Watson

Não há novos projetos para Watson. Mas os que estão por estrear devem garantir projetos igualmente cercados de expectativa por parte de público e crítica. Depois de trabalhar com Sofia Coppola (The bling ring) e Darren Aronofsky (Noah, que estreia em 2014), Watson estará em posição estratégica para subir até onde quiser em Hollywood.

Nicholas Hoult

O garotinho de O grande garoto cresceu e está aparecendo. Hoult cativou na aventura Jack – o caçador de gigantes e na love story zumbi Meu namorado é um zumbi, ambos lançados em 2013. Se prepara para o pós-apocalipse na refilmagem de Mad Max e para o retorno ao universo mutante com a sequência de X-men - primeira classe no ano que vem. O futuro é mais do que promissor!

Hailee Steinfield

São nada menos do que 12 projetos aos quais Hailee está relacionada. Tem ficção científica, conto de fadas, terror, drama... A projeção da indicada ao Oscar por Bravura indômita será inigualável nos próximos dois anos. Uma nova versão de Romeu e Julieta, no entanto, programada para o fim deste ano, deve ascender o pavio.

Benedict Cumberbatch

Não há ator mais in em Hollywood no momento do que ele. J.J Abrams, seu diretor em Além da escuridão – Star Trek, rasgou seda e disse que ele é o melhor ator com quem trabalhou. Benedict tem nove filmes programados até 2015. Entre eles as duas sequências de O hobbit, em que dublará o dragão Smaug, o novo filme de Steve McQueen e uma das biografias de Julian Assange. O nome dele vai ficar fácil!

Mia Wasikowska

Ela é disparada uma das atrizes mais interessantes de sua geração. Essa que está na casa dos 20 e poucos anos. Para os próximos anos, tem projetos diversos como uma adaptação de Madame Bovary e outra de Dostoievski. Ela vai brilhar, de um jeito ou de outro!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Crítica - O lugar onde tudo termina

Analogias perdidas

Se O lugar onde tudo termina (The place beyond the pines, EUA 2013) fosse um poema, e há muito de poético no filme de Derek Cianfrance, seria aquele de extrema beleza, afinidade dramática, energia e profundidade, mas sem rima. Por consequência, de menor impacto estético no universo dos poemas. A analogia se justifica porque O lugar onde tudo termina é um filme que fica a milímetros da excelência. O texto, que é para lá de inventivo na construção de arquétipos e circunstâncias, é, simultaneamente, o maior trunfo e único descalabro do filme. Trunfo porque é ambicioso e não disfarça essa ambição. Reveste os protagonistas de densidade e cria circunstâncias que, embora improváveis, são dolorosamente factíveis. Descalabro porque deixa algumas costuras à mostra e isso nunca é algo bom. Há personagens que são simplesmente abandonados pela narrativa ousada proposta por Cianfrance. É um custo que se paga para produzir um efeito poético muito mais sonoro, ardil.
O filme se divide em três atos. No primeiro somos apresentados a Luke (Ryan Gosling), um tipo desgostoso da vida que vive de maneira nômade como uma atração de circo, valendo-se de suas habilidades com uma moto. Depois de descobrir que é pai, ele decide estabelecer-se em uma cidadezinha do Estado de Nova Iorque e reconquistar a mãe de seu filho. Para isso, investe no ofício de assaltante de bancos. É aí que tem início o segundo ato da trama, em que o policial Avery (Bradley Cooper), ferido em ação justamente para deter um dos assaltos perpetrados por Luke, é o foco. Ele precisa resistir ao assédio de companheiros corruptos enquanto digere um trauma de sequelas ainda desconhecidas.
O terceiro ato avança 15 anos e flagra os filhos dos personagens de Cooper e Gosling envolvidos em circunstâncias tão desalentadoras quanto seus pais.

Idílio interrompido: a vida que se sonha não é compatível com a que se tem em O lugar onde tudo termina

O registro de Cianfrance é épico, mas é, também, íntimo. São nas cenas menores que O lugar onde tudo termina atinge todo o seu potencial. A paternidade e suas reminiscências são enquadradas com furor ímpar. A sensibilidade do registro chama a atenção. A América como uma grande família (do crime, da lei, da política, da memória e, também, biológica) é celebrada em suas angústias com um olhar sofisticado sobre questões como moral, ética, ausência, perdão, raiva, expectativa, aceitação, negação, entre outros.
O lugar onde tudo termina é um caleidoscópio de emoções geradas no útero da existência. Por ser tão obstinado em traduzir a “tragédia americana”, Cianfrance fez um filme com alguns desvios de ritmo, uma imperfeição aqui e outra acolá, mas com uma força gravitacional extraordinária. Ajuda, e muito, a composição de Bradley Cooper – grande irrigador da atmosfera trágica do filme e também o dono do melhor personagem. Ryan Gosling afere a dimensão exata de dor e comiseração que acomete seu personagem que não consegue achar seu lugar no mundo. Mas o grande destaque no campo das atuações vai mesmo para Dane DeHaan, que já havia chamado a atenção como a melhor coisa do fraco Poder sem limites (2012) e será Harry Osborn em O espetacular Homem aranha 2. Com pouco tempo em cena, como Jason – filho do personagem de Gosling no último arco – o ator carrega a tragédia nos ombros e nos olhos em atuação brilhante que leva a plateia a crer em um único desfecho possível, para que Cianfrance depois feche seu soneto com arrebatamento.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Filme em destaque - O lugar onde tudo termina


Tragédia americana

Ryan Gosling e Bradley Cooper estrelam o novo e aclamado drama do diretor de Namorados para sempre, filme cheio de ambição e coração

Namorados para sempre (2010), o título nacional para Blue Valentine ainda não desce em muita gente, é um dos filmes mais pungentes dos últimos anos. Depois da sensação que causou no festival de Sundance daquele ano, era natural que o projeto subsequente de Derek Cianfrance causasse certa ansiedade. É sob este signo que se estabelece o lançamento de O lugar onde tudo termina, muito mais feliz tradução para The place beyond the pines, novo filme de Cianfrance que o reúne, pela segunda vez, com Ryan Gosling. O filme também promove a primeira reunião profissional de Gosling e sua namorada de mais de dois anos, a atriz Eva Mendes.
O lugar onde tudo termina é, sob todas as perspectivas, um projeto muito mais ambicioso do que Namorados para sempre. Com ar de épico, mas estética de filme independente, a produção discute ética, moral, corrupção, criminalidade e família. Se O poderoso chefão surge como referência, é importante saber que o filme de Cianfrance também tem três subtramas, distintas entre si e com pontos de vistas alternados, mas que se correlacionam intensamente.
Não foi fácil dimensionar esse tom épico, mas ele foi perseguido. Cianfrance disse ao blog americano Grantland que reescreveu o roteiro – desenvolvido em parceria com Ben Coccio e Darius Marde – mais de 30 vezes. “Em 2007, minha mulher estava grávida de meu segundo filho e eu estava pensando sobre legado: esse fogo (preocupação) que senti toda a minha vida, sabendo que meu pai sentiu e meu avô sentiu também. E eu não queria que esse bebê tivesse esse fogo também. Então eu tive essa ideia da passagem da tocha de geração para geração.”
Cianfrance é todo carinho para Ryan e Eva nos
bastidores de O lugar onde tudo termina
Em O lugar onde tudo termina Ryan Gosling faz um motoqueiro nômade que se apresenta em um circo e que depois de descobrir que engravidou uma garota resolve conquistá-la e constituir uma família. Para isso, passa a roubar bancos. No outro núcleo do filme está o policial vivido por Bradley Cooper que passa a ser considerado um herói depois de ferido em uma ação para conter justamente um assalto a banco. Na ocasião de seu retorno à atividade policial, ele é compelido a embarcar em uma teia de corrupção. O terceiro ato do filme avança no tempo e flagra os filhos dos dois personagens.
Mas sobre o quê, afinal, é O lugar onde tudo termina? “É sobre perdão”, diz Cianfrance ao Grantland. “Penso, também, sobre o legado da América. O legado de um país construído sobre violência e brutalidade. Embora vivamos vidas domesticadas, eu não acho que isso vá embora”, continua.
Para Cianfrance, a única maneira de lidar com esse histórico é a capacidade de perdoar. “É isso que eu gostaria de levar ao mundo”.
Lançado em março nos EUA, em plena entressafra dos filmes de Oscar e os lançamentos de verão, O lugar onde tudo termina conseguiu boa bilheteria nos EUA e dobrou, em faturamento, seu orçamento de U$ 15 milhões. O filme conseguiu boa recepção da crítica e os protagonistas, Cooper e Gosling, elogios efusivos.

O filme pode até não tangenciar os objetivos de Cianfrance, mas como escreveu o crítico Clint o` Connor, do The Plain Dealer, é “um trabalho em progresso”.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Crítica - Se beber, não case! Parte III

Prova dos nove

A desconfiança com Se beber, não case! Parte III (The hangover- part III, EUA 2013) era grande. O segundo filme, embora recordista de bilheteria para uma comédia com censura 18 anos, era de um mau gosto atroz. Execrado pela crítica e visto com reservas pelo público que abraçou o Se beber, não case! original, o segundo filme pecava, ainda, por repetir milimetricamente a fórmula do anterior (configurando-se como uma refilmagem), só que sem as piadas bem sacadas.
O diretor Todd Phillips para essa conclusão ensejou o que já deveria ter feito antes. Mudou o foco. Tanto da narrativa, não há uma bebedeira histórica ou um casamento prestes a acontecer, quanto na estrutura, o ritmo de comédia de ação é celebrado com gosto neste capítulo.
Tudo em se Se beber, não case! Parte III remete ao primeiro filme. Estamos ainda acompanhando os efeitos daquela ressaca histórica. A opção por dialogar diretamente com os eventos daquele filme e de recuperar algo daquele clima (seja pelo retorno a Las Vegas, pela curta participação de Heather Graham ou mesmo do bebê – já crescidinho – que abrilhantou a aventura de 2009) faz mais pelo terceiro filme do que recolocar a franquia acidental nos trilhos. Sinaliza que aqueles personagens estão amadurecendo. Passa por aí, talvez, a opção por um filme menos histriônico. Comédia e ação sempre fluíram no cinema de Phillips, que antes da franquia dirigiu filmes como Starsky e Hutch – justiça em dobro (2004) e Dias incríveis (2003); aqui ele opta por essa lógica, que a bem da verdade sempre pairou sobre os filmes da franquia com “o mistério da noite de porre” a ser desvendado. Se há menos gargalhadas, os risos – mesmo que nervosos – estão garantidos. Stu (Ed Helms) segue neurótico, Phil (Bradley Cooper), incrédulo de tudo que está acontecendo e Alan (Zach Galifianakis) continua Alan. É justamente o ator quem responde pelos melhores momentos do filme, a exemplo do que ocorrera em 2009.

Olhando com carinho para o original: o bebê de Se beber, não case! está de volta, mais crescido, em uma participação especial

Na trama, Stu, Phil e Doug (Justin Bartha) são convocados pela família de Alan para ajudá-los a convencê-lo a se internar em uma clínica de reabilitação. Alan, que não toma seus remédios há mais de seis meses, está mais descontrolado do que nunca. Durante a viagem para Arizona, onde fica a clínica, o bando de lobos é interceptado pelo mafioso Marshall (John Goodman) que quer que eles encontrem o sr. Chow (Ken Jeong) e o leve a seu encontro. Chow  roubou U$ 21 milhões do mafioso em ouro. Tudo depois daquela fatídica noite em Las Vegas. Como garantia, ele sequestra Doug.
O mais sagaz é que Philips e o roteirista Graig Mazin arquitetaram a trama de maneira que se assemelhasse o máximo possível ao filme de 2009, mas não repetiram as fórmulas como na continuação de 2011. O que se prova, também do ponto de vista da realização, uma medida mais sofisticada, mais madura. Ainda que seja necessário compactuar com certas fragilidades do texto para que o desenvolvimento da trama ocorra como o imaginado.
Já foi anunciado que a franquia acaba aqui. Todo mundo sabe que o correto seria um filme só. Para sempre um vencedor. A trilogia inegavelmente tira um pouco o brilho do filme original, mas esse terceiro capítulo fecha tudo com muita dignidade e, pela nostalgia, dá uma bela de uma polida naquela aventura tão cativante que foi a despedida de solteiro de Doug em 2009.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Momento Claquete #33

 Oscar 2013

Jack Nicholson é o penetra na festa de George Clooney, Grant Heslov e Ben Affleck, produtores premiados por Argo 

Adele, que não desgrudou de seu Oscar, bate um papo com Richard Gere: fãs mútuos? 

Daniel Day Lewis e Meryl Streep posam para os fotógrafos no backstage do teatro Dolby 

Anne Hathaway e Jennifer Lawrence posam para as lentes da revista Entertainment Weekly 

Anne Hathaway em momento "vamos cair essa ficha?" no backstage do teatro Dolby 

Robert De Niro e Bradley Cooper compartilham um momento de descontração durante a cerimônia do Oscar 

George Clooney e Denzel Washington posam para uma foto que foi parar no instagram da Academia

Jennifer Lawrence faz cara de "me poupe" e se pronuncia graficamente no backstage do teatro Dolby

Laços de família: Se Summer Phoenix viu seu irmão Joaquin perder a disputa de melhor ator, seu marido, Casey Affleck, testemunhou a consagração de seu irmão, Ben, no Oscar 2013 

Catherine Zeta Jones prestes a dançar All that Jazz dez anos depois de tê-lo feito pela primeira vez no Oscar 

Joseph Gordon-Levitt e Daniel Radcliffe foram parar no Instagram 

Natalie Portman, no after party da Vanity Fair, provocou boatos de uma nova gravidez. Será?


Fotos: Just Jared, Entertainment Weekly, reprodução/Instagram, Vanity Fair

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Momento Claquete # 32

Vanity Fair Hollywood issue 2013

Alan Arkin, indicado ao Oscar por Argo, com toda a sua elegância... 

Ezra Miller, um dos destaques dos últimos dois anos no cinema por filmes como Precisamos falar sobre o Kevin e As vantagens de ser invisível 

Jane Fonda demonstra que majestade não se perde de vista... 

Joaquin Phoenix, indicado ao Oscar por O mestre, em foto de 1995 

 Michael Douglas e Kirk Douglas

Ben Affleck, Emma Stone e Bradley Cooper na imagem que valeu a capa da edição de março da Vanity Fair americana 

O francês Omar Sy, do sucesso Intocáveis, se prepara para tomar Hollywood de assalto 

Dakota e Elle Fanning se permitem luxuosas...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Oscar Watch 2013 - A peleja dos atores

Da esquerda para a direita: Joaquin Phoenix (O mestre); Denzel Washington (O voo); Daniel Day Lewis (Lincoln); Hugh Jackman (Os miseráveis); Bradley Cooper (O lado bom da vida)



Bad boy potente

Phoenix é um ator que tem a admiração de Daniel Day Lewis. Essa frase diz muito sobre a disputa pelo Oscar de melhor ator neste ano e, também, sobre a força interpretativa que é esse ator porto-riquenho. Tipo mais complexo do que seus personagens, Phoenix brinda a audiência de O mestre com uma performance devastadora, seja por sua fisicalidade, seja por sua gravidade emocional ou pela fluência que estabelece no texto do filme. Sua indicação é prova de que talento (e reconhecimento) nem sempre advém de bom mocismo.

Prós:
- Defende uma atuação que exige perícia em praticamente todos campos da interpretação
- Emplacou a indicação mesmo maldizendo o Oscar e os prêmios de cinema. Uma prova de que seu trabalho realmente impressionou
-Foi quem mais ganhou prêmios na temporada depois de Daniel Day Lewis
- O Oscar poderia ser o “perdão” e “voto de confiança” de Hollywood em Phoenix depois de seus desvios de conduta
- É um ator poderoso, sempre envolvido em trabalhos com forte veia autoral. É a única opção com essas características para quem não quiser premiar Day Lewis pela terceira vez
- A percepção dominante de que O mestre é “um filme de atores”

Contras:
- Típico bad boy e antipático. Perfil que não costuma ser recompensado pela Academia
- Falou mal do Oscar e tem quem possa entender que indicá-lo já é nobreza demais por parte da Academia
-A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
-O fato de relativamente poucos acadêmicos terem visto O mestre, ou mesmo gostando do filme, em face dos filmes de seus concorrentes
- Não ganhou nenhum prêmio major na temporada

Terceira indicação
Indicações anteriores
Ator coadjuvante por Gladiador (2001)
Ator por Johnny & June (2006)

Ator de verdade

A indicação ao Oscar para Bradley Cooper causou estranheza em muita gente. Mas Cooper estava preparado para isso. Como o bipolar em busca de colocar sua vida em ordem depois de deixar a rehab em O lado bom da vida, o ator conquista mais do que o reconhecimento da Academia. Ganha o selo de ator de verdade. É azarão supremo no Oscar, mas deixa a desconfiança para trás.

Prós:
- Está no filme cujo elenco é o mais festejado pela Academia em 31 anos
- É um tipo de atuação minimalista que muitos acadêmicos apreciam
- Pode se beneficiar da química que tem em tela com Jennifer Lawrence e conquistar votos de acadêmicos propensos a votar nela
- Dos indicados, fora Day Lewis e Phoenix, é o único que recebeu algum prêmio na temporada

 Contras:
- Foi indicado por uma comédia e é raro atores serem vitoriosos nessa categoria por uma comédia. O último foi Jack Nicholson em 1998 por Melhor é impossível
- É um ator com pouco trânsito em premiações. O background desfavorável pode pesar com o voto conservador
- A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
- Não ganhou nenhum prêmio major na temporada
- A pecha de que a indicação já é reconhecimento suficiente

Primeira indicação

O mito vivo

Diz a lenda que Daniel Day Lewis pode interpretar qualquer coisa. Reparem que já há uma lenda sobre Daniel Day Lewis. Como competir contra isso? Na pele de Abraham Lincoln, o presidente mais popular da história dos EUA, esse gigante da atuação clama por seu terceiro Oscar com uma atuação mediúnica. Sim porque não há como ser mais Lincoln do que o é Day Lewis no filme de Spielberg. Ainda que não seja exatamente a melhor atuação do ano, é uma revestida do brio e detalhismo que a academia gosta de premiar.

Prós:
- É Daniel Day lewis
- Ganhou todos os prêmios majors da temporada (Globo de ouro, Critic´s choice Awards, SAG e Bafta)
- Ganhou a grande maioria dos prêmios da crítica
- A percepção bastante difundida de que Lincoln é mais dele do que de Spielberg
- O fato da Academia nos últimos anos ter começado a premiar atores já premiados com maior frequência (Sean Penn, Meryl Streep e o próprio Day Lewis são exemplos)
- A academia deu um terceiro Oscar para Meryl Streep no ano passado; por que não concedê-lo a Day Lewis agora?
- Reúne admiradores em todas as vertentes da Academia. Desde o voto mais liberal até o mais conservador

Contras:
- Já tem dois Oscars e ganhou o segundo recentemente
- Por seu habitual nível de excelência, muitos acadêmicos podem julgar que a indicação já é suficiente
- Meryl Streep ganhou três Oscars em 17 indicações. Há quem possa ver problemas em conceder um terceiro a Day Lewis em cinco indicações
- O fracasso de Lincoln em muitas premiações pode custar alguns votos ao ator

Quinta indicação
Indicações anteriores
Ator por Meu pé esquerdo (1990)
Ator por Em nome do pai (1994)
Ator por Gangues de Nova Iorque (2003)
Ator por Sangue negro (2008)

Vitórias anteriores
Ator por Meu pé esquerdo (1990)
Ator por Sangue negro (2008)


O bem amado

Quem não gosta de Hugh Jackman? Tem alguém? É possível, mas improvável. O australiano é a mais relevante personificação do boa praça hollywoodiano. Action star de respeito, ator de teatro premiado e uma simpatia que só. Jackman tem pontos extras junto à Academia por ter sido o (inusitado) melhor host da cerimônia dos últimos 20 anos. Como Jean Valjean em Os miseráveis ele recebe uma indicação que certamente lhe deixará ainda mais irresistível como estrela de cinema.

Prós:
- É uma figura muito querida no metiê hollywoodiano
- Teve que perder muitos quilos para o papel e a academia aprecia essa “entrega física”
- Defende uma atuação bastante exigente e com canto ao vivo
- Ganhou o Globo de ouro de melhor ator em comédia/musical

Contras:
- A pecha de que a indicação já é suficiente
- A sombra poderosa de Daniel Day Lewis
- Muitos podem entender que ele exercita mais predicados de cantor do que de ator
- É bem claro que não é a melhor atuação entre os concorrentes

Primeira indicação


Ainda vivo

Muita gente pensou que Denzel Washington tinha acabado para o cinema. Que o ator estaria restrito a papéis em filmes de ação ou que pouco lhe demandassem dramaticamente. Como um piloto com problemas de alcoolismo em O voo, Washington derruba essa avaliação com possivelmente a melhor performance de sua carreira. A nomeação em si já tem sabor de Oscar.

Prós:
- É um dos atores mais aclamados de sua geração
-É uma opção eficiente, e até certo ponto conservadora, a Day Lewis
-Assim como De Niro e Sally Field retorna ao Oscar depois de um longo e tenebroso inverno
- Sua atuação em O voo é seguramente um de seus melhores momentos na carreira
- Personagens com problemas alcoólicos costumam render Oscar. Nicolas Cage e Spencer Tracy são alguns dos vencedores por papéis com essas características

Contras:
- Assim como Day Lewis, já tem dois Oscars
- Não ganhou nenhum prêmio na temporada
- A habitual competência pode fazer com que muitos acadêmicos pensem que a indicação já é suficiente

Sexta indicação
Indicações anteriores
Ator coadjuvante por Um grito de liberdade (1988)
Ator coadjuvante por Tempo de glória (1990)
Ator por Malcom X (1993)
Ator por Hurricane: o furacão (2000)
Ator por Dia de treinamento (2002)

Vitórias anteriores:
Ator coadjuvante por Tempo de glória (1990)
Ator por Dia de treinamento (2002)