sábado, 17 de outubro de 2009

Critica - Terror na antártida

Thriller eficiente!

Depois de "gelar" por dois anos na gaveta do estúdio, a Warner finalmente lança Terror na Antártida (Whiteout EUA 2009). O filme, adaptação da graphic novel de mesmo nome, é uma eficiente trama de suspense. Kate Benckinsale vive uma agente federal que após vivenciar um trauma em serviço se transfere para a fria e tranquila Antártida. Contudo ás vésperas do rigoroso inverno, um assassinato muda toda a sua rotina e ainda lhe desperta más memórias.
Dominic Senna ( diretor de filmes com A senha:Swordfish e 60 segundos) capricha no clima de suspense e faz da inóspita Antártida um elemento desestabilizador. As escolhas visuais do diretor, a forma como o mistério é construído e relacionado com o trauma da protagonista, a inteligência de certos diálogos, tudo isso contribui para fazer de Terror na Antártida um filme acima da média.
É um filme bem realizado, que prima pela inteligência e que guarda algumas surpresas. Mesmo que a fita não soe tão surpreendente assim para um espectador acostumado a filmes do gênero, há um nítido interesse em realizar entretenimento de alto nível.
Terror na Antártida mostra ainda, a exemplo do que já ocorrera com filmes como Marcas da violência e Estrada para a perdição, que os quadrinhos representam um celeiro de boas idéias para o cinema muito mais amplo do que heróis mascarados sugerem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cenas de cinema

Seguindo os passos de George

Ele disse há duas semanas atrás que não se via casando. Para alguns dias depois declarar para uma revista italiana que poderia se casar a qualquer momento com sua atual namorada, a italiana Elisabetta Canalis. Para muitos essa indefinição acerca dos rumos de sua vida amorosa se dá a indefectível crise de meia idade que acomete todos os homens. Mesmo os mais desejados do mundo. De qualquer jeito, Clooney estava uma simpatia só na sua passagem pelo tapete vermelho do festival de Londres de cinema, onde seu mais recente filme, Fantastic Mr. Fox, debutou.

Clooney ao lado do colega de elenco Bill Murray em Londres

Preciso de emprego já!

Bryan Singer está em apuros. Depois do fracasso comercial de Superman, o diretor largara a terceira parte da saga mutante para tocar o filme do filho de Krypton, e do marasmo chamado Operação Válquiria, Singer parece meio sem rumo. Bancando o filho pródigo, o diretor deu um depoimento para o blog de cinema da MTV americana em que externou o desejo de retomar a cadeira de diretor na saga mutante. Dois detalhes: A FOX, estúdio que detém os direitos dos x-men, não está interessada – no momento - em produzir um quarto filme dos heróis. Está focada nos “filmes solo” de personagens de destaque, como Wolverine e Deadpool. Ademais, Tom de Santo, manda chuva das produções da Marvel, anda ressentido com Singer.

Pois é, descobri que Krypitonita também me faz mal...

Preciso de emprego já! II

Singer, na verdade, não tem nenhum projeto em vista, tão pouco recebe convites para direção. A seqüência de Superman foi congelada pelo estúdio e o diretor se viu na contingência de pedir emprego. Seu legado, e contribuição, para a solidificação dos mutantes no cinema, e da viabilização das adaptações de HQ, são inestimáveis. Contudo, o diretor aposta perigosamente nesses predicados. Pode cair do cavalo. De novo. O establishement de Hollywood, assim como os eleitores brasileiros, têm memória curta.


Ela deixa todos loucos...
A loiraça January Jones , a doce e recatada Betty da série cult Mad men, estrela o ensaio de capa da edição deste mês da revista americana GQ. Na série, ela é casada com o publicitário e mulherengo Don Drapper (Jon Hamm). No ensaio, ela pulveriza as razões que poderiam fazer de Drapper infiel. Deixando claro que esse traço do personagem é puro capricho dos roteiristas.

Cuspir ou não cuspir no prato que comi?

O galã teen Zac Efron declarou essa semana que tem vergonha de falar sobre High School Musical com seus amigos. O ator já vinha declarando que não queria mais ser atribulado com perguntas sobre o produto Disney. Que os filmes e tudo o mais relacionados a marca faziam parte de seu passado. Agora ele foi além. Fica a dúvida. O que Zac pensa que está fazendo? Afinal de contas, não fosse High School Musical, e mais propriamente seus ardorosos seguidores, Zac Efron seria um ilustre ninguém. Ademais, até hoje não demonstrou talento para reclamar tal independência.

Radiografia

Justin Bartha



Nasceu em 21 de julho de 1978 em Michigan nos EUA

Atualmente namora a atriz, e milionária, Ashley Olsen

Sempre faz papéis de sujeitos tímidos, introvertidos, ou bobinhos

Atua freqüentemente em comédias e comédias românticas

Em 2009, estrelou o maior sucesso de sua carreira; A comédia sensação Se beber não case

É amigo pessoal do ator Bradley Cooper com quem já dividiu a cena em dois filmes ( Se beber não case e Armações do amor)

Em Novidades no amor faz seu primeiro protagonista


Primeiro grande sucesso: A lenda do tesouro perdido (2004)

Filmes em que não foi notado: Totalmente apaixonados ( 2005) e Gigli (2003)

Maiores sucessos de público: Se beber não case (2009), A lenda do tesouro perdido (2004) e A lenda do tesouro perdido: O livro dos segredos (2007)


A seguir: Nova Iorque eu te –amo (que estréia em Novembro nos EUA)

Long time gone (em produção)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Movie Pass

A busca pela verdade nas falas de Caetano Veloso ( mais detalhes no post debaixo) não é tão complicada assim. É, na verdade, muito simples e didática. É fácil depreender que quando o cantor baiano diz que Woody Allen pratica um cinema quadrado , se refere a sempre presente, na filmografia de Woody, retratação da burguesia. Esse fascínio pela vida dos ricos é de fato uma obsessão de Allen. Mas o diretor vai além desse limiar, como provou em filmes como Ponto final (onde focava o alpinismo social), A era do rádio ( não haviam ricos ali), A rosa púrpura do Cairo, entre outros.
Quando Caetano afirma que Allen faz um cinema hétero, externa uma irritação pessoal. Na visão do cantor, não deveria haver espaço, e público, para cineastas que não se abrem a certos liberalismos caros ao século 21. Caetano, obviamente, nutre afinidade aveludada pelo cinema de Almodóvar, de quem é amigo pessoal, Gus Vant Sant ,Sofia Coppola, entre outros. São todos responsáveis por filmes coloridos, que assumem uma sexualidade extravagante e por vezes anárquica.
Novamente, o cantor se precipita. E, é justamente para escancarar o incoformismo desalojado de Caetano que o Movie Pass de hoje destaca Vick Cristina Barcelona. O mais recente dos filmes cults de Woody Allen. Seu primeiro longa rodado na Espanha, o quarto na Europa. Estrelado por Javier Barden, Rebecca Hall, Penelope Cruz e sua atual musa Scarlett Johansson.
A fita mostra a História de Vick (Rebecca) e Cristina ( Scarlett) duas amigas que vão passar o verão em Barcelona. Vick é controlada, pragmática e metódica. Cristina é impulsiva, apaixonada e sonhadora. As duas acabam cruzando com o idílico pintor Juan Antonio (Barden) e um triangulo amoroso se forma.
Vick Cristina Barcelona é um filme cheio de energia. Inteligente,engraçado, sensual, adornado por um erotismo latente e, sim, impensável na carreira de Woody Allen. É um filmaço. E um filmaço que depõe contra todas as afirmações de Caetano Veloso.
Quem já viu, sabe. Quem não viu, que tire a prova dos nove.

Segue o trailer do filme.Reparem no uso da caliente música espanhola. Atentem para o beijo de Scarlett e Penelope. Reparem como o filme é colorido. Isso, só pelo trailer, hein.

Diz que me diz que eu desdigo

Ta sabendo da última do Caetano Veloso? O cantor, compositor e figura proeminente da sociedade brasileira resolveu encarnar em Woody Allen. Após a divulgação de que está quase tudo certo para que o diretor americano rode seu próximo filme na cidade do Rio de Janeiro, Caetano pôs-se a questionar a envergadura artística de Allen. “É um cineasta pequeno”, declarou o baiano ao suplemento literário, Correio das Artes, do jornal paraibano A União.
Em uma entrevista, quase toda ela dedicada ao cinema, Caetano embrenhou-se em diminuir o cineasta para depois fazer mea – culpa. Para o brasileiro, Woody Allen pratica um “cinema quadrado”, “extremamente hétero” e é dono de uma “visão estreita”. Caetano argumenta ainda que falta provocação ao cinema do diretor.
Contudo, faz ressalvas. “É um homem de frases brilhantes.”, “conhece Nova Iorque profundamente” e “ considero uma conquista ele ter o final cut de seus filmes”.
Há de se ponderar a legitimidade de Caetano Veloso, notório escandalizador. A opinião pessoal, todos tem direito. Mas as de Caetano, devido ao status e a insalubridade de suas declarações, ganham ares indesejáveis. Há quem pense o mesmo de Caetano. Essa é a beleza da liberdade de expressão.
O próprio Caetano ciente da falta de proporcionalidade, para não dizer de fundamentos -já que o fato de não se gostar de um artista não o torna ruim, inverteu o tom da entrevista reconhecendo “virtudes” do cineasta que ou contradizem suas impressões ou são tão deslocadas quanto.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Ponto final

O que já foi falado do filme:



"Pretensioso? Narcisístico? Gore? O que há para não amar?"

JimmyO. do site Film Snobs



"Não importando a qual gênero pertençam ou que história estejam contando, os filmes de Quentin Tarantino giram primordialmente em torno de duas coisas: o cinema e o amor que o diretor sente por este"

Pablo Villaça do site Cinema em Cena



" Tarantino criou um conto sobre judeus e nazistas durante a segunda guerra muito mais tocante do que o muito mais reverenciado Um ato de liberdade do ano passado, que era na verdade baseado em fatos reais e ficou muito mais xoxo"

Brandon Judell do site Culture Catch



"Christoph Waltz entrega um dos mais brilhantes retratos de um vilão que eu já vi desde que Anthony Hopkins se transformou em Hannibal Lecter."

Beth Jo Tucker do site Reeltalk movie reviews



"Bastardos polarizará a audiência?Isso é fato. Mas para quem quer que seja que declare amor ao cinema, não há como resistir."

Peter Travis da Rolling Stone



"Toda a marca que Tarantino construiu está aqui. O regorgitante gore, os diálogos de auto referência, a arte da artificialidade e a sobreposição de humor e violência, mas eles não acrescentam muito."

Joanne Kaufman do Wall Street Journal


" Quando um cara faz um filme tão bom assim, você o perdoa por qualquer indulgência"

Elizabeth Weitzman do New York Daily News



I think, I just did my masterpiece





Fonte: Site Rottentomatos

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - destaque

As mil faces de Brad


Ele é indiscutivelmente um dos maiores astros do cinema. O ator que cursou jornalismo, é apaixonado por arquitetura, engajado na defesa da união entre homossexuais e gosta de trabalhar com amigos e pessoas que admira, tem cada vez mais escolhido papéis desafiadores. Recentemente admitiu em entrevista a revista Época que não acredita mais em uma convenção clássica do cinema. Os mocinhos. Para Brad Pitt, no entanto, isso já era uma certeza a muito tempo. Para quem duvida, basta dar uma olhada em sua filmografia. Do amalucado Tyler Durden de O clube da luta, passando pelo amargurado Francis Austin de Inimigo intimo, pelo esquentadinho David Mills de Seven, pelo malandro J.D de Thelma & Luise , até o sr. Smith de Sr.e Sr. Smith, a filmografia de Pitt é em sua maioria constituída de personagens que vão contra o arquétipo hollywoodiano do bom moço. Se em filmes como Sete anos no Tibet e Lendas da paixão, Pitt fazia o tipo que muitos gostariam de vê-lo imortalizado, em filmes como O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford e Os 12 macacos ele cedeu a sua curiosidade e instinto como ator.
Essa tendência está mais forte hoje. Em parte devido ao status e poder que Pitt usufrui. Ele se permite escolher os projetos, e os amigos, com quem quer trabalhar. As repetidas parcerias com George Clooney e David Fincher mostram isso.
Brad Pitt é um grande ator. E por meio de suas escolhas, isso fica cada vez mais evidente. Pitt tem demonstrado grande sensibilidade na condução de sua carreira. É hoje um ator que, a despeito da notoriedade explícita, consegue se impor pelo talento.

Qual é a melhor face de Pitt?

Tyler Durden ( O clube da luta)
Benjamin Button ( O curioso caso de Benjamin Button)
tenente Aldo “the apache” Raine (Bastardos inglórios)
Rusty Ryan (trilogia Onze homens e um segredo)
Joe Black ( encontro marcado)
Mickey o´Neil ( Snatch - porcos e diamantes)

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ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Pílulas bastardas

A mim o vosso reino
O filme, que já se sagrou o maior sucesso comercial da carreira de Quentin Tarantino, já arrecadou só nos EUA U$ 120 milhões. Mundialmente, a fita beira os U$ 250 milhões. Tendo liderado nos fins de semana de estréia em países como Inglaterra, França e Alemanha.
No Brasil, o filme estreou em segundo lugar, perdendo para a animação Tá chovendo hamburguer.

Cinema poliglota

Sem dúvida alguma, uma das maiores dificuldades, pelo menos para os responsáveis pela legendagem da fita, foi a alternância contumaz de idiomas no longa. Fala-se inglês, francês, alemão e italiano no filme. O ator Christoph Waltz fala as quatro linguas com habilidade e fluência dos mais escolados diplomatas. Tarantino, a despeito de sua técnica voraz, inaugura uma nova, e peculiar, modalidade de cinema. O cinema poliglota.

Violento, mas nem tanto

Perto de seu protegido, Eli Roth, diretor de O albergue, que no filme vive o temido Urso judeu, Tarantino parece uma criança em parque de diversões. Conhecido pela violência estilizada em seus filmes, o diretor perde, muito provavelmente propositalmente, na comparação com Roth. Muito mais gráfico, pornográfico, sanguinolento e, gratuito. Além do mais, repararem na cara de psicopata dele...

Astro, eu?

Quem for ao cinema esperando overdose de Brad Pitt, pode tirar o cavalinho da chuva. Pitt tem tanto tempo de tela quanto outros, menos conhecidos, atores. O que é bom. No ótimo elenco, brilham todos. E Pitt é um dos que brilha mais.

Homenagens a granel

São muitas as referências, como não poderia deixar de ser tratando-se de Tarantino, em Bastardos inglórios. A mais eloquente, no entanto, é a que abre o filme. Com música de Ennio Morricone, Tarantino remete aos westerns de Sergio Leone. A cena que se segue é uma construção das mais rebuscadas que o cinema já concebeu. A tensão pura que sai dos diálogos é homenagem a mestres do suspense como Michael Haneke e David Cronenberg.

De Brad Pitt sobre Tarantino :

" Ele é Deus, o set é a igreja, o roteiro, a bíblia e ele não aceita heréges."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ESPECIAL BASTARDOS INGLÓRIOS - Contexto

A vingança como razão

O novo filme de Quentin Tarantino se ajusta, e se alimenta grandemente, de um discurso muito comum no cinema. Discurso este, que já valeu filmes maravilhosos ou homéricas enganações. O que move Bastardos inglórios é a busca por vingança. E ela pode ser observada em três frentes.
A primeira e mais trágica, a que justamente por isso dá liga ao filme, é de Shoshana. Menina judia que vê sua família ser dizimada por um coronel nazista. Anos mais tarde ela será presenteada com a oportunidade da vingança. Junto com a vingança se anuncia a possibilidade de uma convivência pacífica e até mesmo prestigiada para Shoshana, já que ela desperta a paixão de um soldado alemão, tido como herói em seu país. Shoshana, contudo não vê nessa conjuntura nenhuma alternativa. A vingança é a única coisa que lhe ocorre.
Depois temos os bastardos inglórios. Um pelotão do exército americano que desembarca na França ocupada pelos nazistas menos para colaborar com qualquer estratégia de guerra e mais para promover carnificina entre o “ rebanho” nazista. Os bastardos, compostos em sua maioria por soldados judeus, são, portanto, vingadores ungidos pela necessidade de impor aos nazistas o mesmo terror que eles vinham impondo ao mundo, e aos judeus mais especificamente.
Por último, temos nós, a platéia, que sempre alimentamos esse tipo de catarse cinematográfica e que aqui experimentamos uma de voltagem, e imaginação, ainda mais intensas. Tarantino sadomiza nazistas da maneira que muitos judeus só se permitiam desejar nos sonhos. E realiza, combinando poesia e violência, um desfecho totalmente diferente da segunda guerra mundial. Um mais justo. Confrontadas, a História real e a história de Tarantino, qual é o saldo?
O filme foi duramente criticado por alguns críticos americanos que acusaram Tarantino de não apresentar um discurso pacifista. Ao contrário da maioria dos filmes de guerra, Tarantino estaria pregando o olho por olho, dente por dente, diziam. De qualquer maneira, o que Tarantino propõe é algo ainda mais radical e subversivo. Ele propõe um devaneio dos mais frugazes. E se tudo tivesse terminado diferente? E se nazistas pudessem ser reconhecidos por marcas em suas testas? Afinal, é sabido que muitos fugiram e viveram em paz em países como o Brasil totalmente adaptados á sociedade. Nunca pagaram por seus crimes. Isso é algo inadmissível para o diretor, que externa isso através do tenente vivido por Brad Pitt. Aldo Reine, com seu indefectível sotaque, diz que nazistas escaparem e conseguirem enterrar seu passado é intolerável. E marca-os à faca.
Bastardos inglórios é portanto, entre muitas coisas, um épico sobre vingança. Tarantino já havia trabalhado o tema, com mais espetacularização e menos impacto, em Kill Bill. A vingança é sempre um convite generoso para as bilheterias. Mas também há legítimos estudos sobre ela no cinema. Se em filmes como O vingador, estrelado por Vin Diesel, a vingança é mote raso para um filme de tiros, em Sobre meninos e lobos, ela é elemento desestabilizador de convicções e elos.
Tarantino disse, recentemente, entender que a vingança é a emoção humana mais poderosa. Mais forte até que o amor. É lógico, trata-se de uma opinião muito pessoal. Contudo, se nos pusermos a observar, veremos que ela está presente até mesmo em gêneros que não guardam violência em seu escopo. Comédias românticas como Marido por acaso, O diário de Bridget Jones, entre outros, agregam elementos de vingança em sua história.
A sociedade, em seu processo civilizatório, estabeleceu distinções entre justiça e vingança. E restringiu o monopólio de assegurar a justiça ao Estado. Mas e quando este falha em provê- la? É do que trata o filme Código de conduta (destacado por Claquete como umas das 10 principais estréias do final do ano). Gerard Butler, após os assassinos de sua família serem beneficiados por acordos judiciais, rebela-se contra assassinos e sistema. Mais sintomático da insatisfação com as instituições, impossível.
Em Bastardos inglórios fica patente, de uma vez por todas, o poder redentor do cinema. E nenhum sentimento humano se vale tão bem dele quanto a vingança.







Para quem quiser ver outros filmes que abordam o tema ou oferecem um ponto de vista diferente:

Kill Bill , volume 1 e 2 ( 2003 & 2004)de Quentin Tarantino
Sobre meninos e lobos (2003) de Clint Eastwood
Old boy (2003)de Chan Wook Park
Gladiador (2000) de Ridley Scoot
Efeito Colateral (2002) de Andrew Davis
Os filhos de Kate Elder (1965 ) de Henry Hathaway
Ventos da liberdade (2006) de Ken Loach
Carrie – a estranha (1976) de Brian de Palma