Mostrando postagens com marcador Especial A rede social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial A rede social. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Repercutindo o filme

E você? Curtiu o filme do facebook? A rede social propõe uma experiência muito mais profunda e incisiva do que matar a curiosidade sobre as circunstâncias da criação do site de relacionamento social mais popular da internet e sobre a personalidade de seu idealizador. Mesmo que permeie essas questões com desenvoltura e sagacidade, o filme não se limita a essa reconstrução. Até porque o filme não é um recorte biográfico de Mark Zuckerberg. O roteiro de Aaron Sorkin se apropria do material investigativo disposto no livro "Bilionários por acidente", de Ben Mezrich, para construir um painel plural sobre uma geração de origem variada que busca relevância e que resplandece competição. A tecnologia (a nova bolha econômica) e as redes sociais (novo fenômeno comunicacional) são importantes variantes nesse cenário. Variantes muito bem enquadradas por Fincher no filme que vai e volta no tempo, fragmenta-se em pontos de vista diversos e estipula que a grandeza é um pólo solitário. Não que A rede social advogue que Mark Zuckerberg é um gênio por ser recluso ou é recluso por ser um gênio, apenas tateia uma verdade que já é prévia a dramatização que se dá no filme. As pessoas buscam alternativas as suas deficiências. Zuckerberg, pode –se dizer sem medo de meias verdades, não era prolífero no trato social. O fato de ter desenvolvido a maior rede social do planeta é, não só uma doce ironia, como a demonstração de sua genialidade (ainda que bifurcada por uma moral duvidosa) a serviço de suas necessidades.

David Fincher leva um lero com seus atores nos sets de A rede social: verdades e interpretações a serviço da dramaturgia


O personagem

O verdadeiro Zuckerberg já disse que o filme é pura ficção (na ocasião disse que apenas o guarda roupas de Jesse Eisenberg no filme é fiel ao seu) e que o fã do Facebook não tomará o que vê na tela como verdade. Eisenberg, por sua vez, disse entender a postura de Zuckerberg. Tanto à frente do Facebook quanto em relação ao filme que conta uma história que, inegavelmente (até pela recusa em colaborar com o autor do livro no qual o filme se baseia) lhe provoca dissabores.
A despeito de parte da crítica assinalar, e muita gente não se aprofundar na riqueza e na pluralidade do registro de Fincher, A rede social não pinta Zuckerberg como um “vilão”, “gênio do mal” ou “invejoso traiçoeiro” como muito se lê por aí. Agora, o filme também não se incumbe de dizer que ele não é essas coisas. A dramatização sugere que Zuckerberg é invejoso, mas de fato ele enrolou os irmãos Winklevoss. A dramatização sugere que Zuckerberg foi influenciado pelo sedutor e bom de lábia Sean Parker (Justin Timberlake), mas ele de fato retirou o nome de Eduardo Saverin do expediente do Facebook só retificando a atitude após o acordo judicial. A dramatização sugere que Zuckerberg fez uma denúncia sobre a festa que Sean promoveu em que estaria uma estagiária que a dramatização sugeriu interessar a ambos. Mas não se pode afirmar que Zuckerberg fez isso. O filme não mostra isso.

Sean Parker (Timberlake) é retratado como o tipo boa pinta e bom de lábia que conduziu Zuckerberg ao mundo dos bilhões: Inspiração em Othelo de Shakaspeare


Paralelos

Portanto, A rede social trabalha, mais do que sobre fatos, sobre suposições e assunções. E o faz maravilhosamente bem. Existe um forte componente de Cidadão Kane em A rede social. A indústria recebeu o filme de Fincher como um "Cidadão Kane moderno". Muito porque aborda um barão da mídia, em parte pela oposição que o filme recebeu do barão retratado e, em menor escala, pelo retrato que faz do mundo a partir desse contexto.
Enquanto em Cidadão Kane, partia-se de um personagem fictício (Charles Foster Kane) e revestia-o de características que remetiam diretamente ao magnata William Randolph Hearst, em A rede social captura-se uma figura real e reveste-a de ilações e interpretações. É uma poderosa ferramenta para o cinema e para o pressuposto por Zuckerberg: ser cool. Esse paralelo não permite aferir quem é Mark Zuckerberg, mas o torna mais interessante do que se esta ação fosse possível. Viesse A rede social e cravasse por A mais B quem é essa pessoa que tem a primazia de ter se tornado o mais jovem bilionário do planeta e o Facebook talvez se tornasse menos interessante a cada dia.
Ao evitar essa que - na verdade - é uma ação quase impossível (tendo em vista que Zuckerberg, apesar de bilionário ainda é uma novidade), o filme reforça o status quo do proprietário do Facebook.
A rede social é brilhante porque se abstém de documentar a verdade ou de enveredar pela panfletagem. É a arte a serviço da inquietação. É cinema em toda a sua efervescência criativa. É filmar a história. Não contar a história.

Leia mais sobre A rede social em Claquete:
Rede de intrigas
Este é mesmo um filme sobre a criação do Facebook?
Multimidiático - perfil de Justin Timberlake
 
 
Prêmio Dardos

É com imensa satisfação e uma sensação de que dever cumprido que Claquete recebe dos queridos leitores Hugo, do blog Cinema – filmes e seriados, e Rodrigo, do blog Cinema Rodrigo, o selo do prêmio dardos. Essa é uma deferência que agrega valor ao blog contemplado. Por isso, na qualidade de editor do blog, eu Reinaldo, agradeço de coração.


Regras:

1 – Exibir a imagem do selo no seu blog
2 – linkar o blog pelo qual recebeu a indicação
3 – Escolher outros blogs para receber o prêmio dardos
4 – avisar os escolhidos

Blogs indicados:
Pós-premiere
Cinema Rodrigo
Galvanismo & Arte fluida
Dialogando cinema

domingo, 5 de dezembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Crítica

Obra- prima!

This is our time: Em A rede social, David Fincher saca sua lupa e enquadra uma geração ansiosa por relevância


David Fincher entrega um filme destinado a ser grande. Não só porque captura com propriedade a gestação de um dos maiores fenômenos de nosso tempo (o impacto das redes sociais), mas por que o faz com sofisticação e sentido alinhados á ideia e personalidade retratadas. A rede social (The social network, EUA 2010) dialoga com o clássico e o moderno com efervescência tão coloquial como se fosse obra do acaso. As comparações com Rashomon e Cidadão Kane não são despropositadas. Fincher, calcado no excepcional roteiro de Aaron Sorkin, ratifica sua narrativa na pluralidade dos pontos de vista do litígio que se apresentou sobre a propriedade do Facebook. Em momento algum nos é apresentado apenas uma versão sobre quem é Mark Zuckerberg ou de como o Facebook se tornou a barreira entre ele, seu melhor amigo Eduardo Saverin (um fantástico Andrew Garfield) e os colegas de universidade que se sentiram lesados por Mark - os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e Divya Narendra (Max Minghella).
Fincher vai e volta no tempo, pormenorizando situações e diálogos a partir das perspectivas das partes envolvidas. O mais importante de tudo: sem promover julgamentos. A crescente sensação que acomete o espectador sobre a dubiedade moral de Zuckerberg é algo muito bem abalizado pela cena final em que uma das advogadas do time do presidente do Facebook (Rashida Jones) explica sobre como, em um júri, ela fácil e habilmente plantaria dúvida sobre a idoneidade do réu, no caso Mark, e de como essa dúvida seria suficiente para que o resultado do julgamento não lhe fosse favorável. É sob essa perspectiva que A rede social se inscreve. Faz as perguntas e lança as dúvidas para que o espectador se resolva pelo que testemunhou no filme.

A fórmula do sucesso: Andrew Garfield é dos que mais brilham em um elenco coeso e pulsante


É preciso acrescentar, ainda, que o filme é um elaborado estudo de personalidade. Não é porque Fincher resiste a nos dizer quem é Mark Zuckerberg (pelo menos o personagem escrito por Aaron Sorkin) que ele não nos provê algumas pistas sobre esse sujeito. Pode-se detectar inveja, pode-se detectar uma baixa auto-estima, entre outras coisas, mas o que Fincher realmente sugere com seu filme é que toda uma geração busca mais do que dinheiro, relevância.
A competição está na alma do filme. Seja por acompanharmos um reduto elitista (afinal, o Facebook surgiu em Harvard), seja por termos dois personagens atletas e outros que se ressentem de não sê-lo, ou pelo fato de que todos eles são, de alguma maneira, pessoas vingativas e gananciosas.
Ao enquadrar toda essa ambiência como um filme de época (embora os eventos mostrados sejam recentes, a condução da trama pressupõe um distanciamento temporal), David Fincher saca de sua cartola um filme a frente de seu tempo. O diretor teve a ousadia de conceber uma obra avaliando historicamente uma geração que ainda tem muito a produzir (e quem sabe a destruir também).

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Insight

Surge um novo arquétipo de ator jovem


Jesse Eisenberg em cena de A rede social: ele pode não ser bonito, mas é bom a beça...

Eles não são bonitos. Não são atléticos e são verborrágicos. Mais do que personagens dito nerds, o fenômeno que vem realmente tomando conta do cinema pop americano são os atores que, a partir do referencial disponível, chamaríamos de nerds (mesmo que não seja o caso). Capitaneados por uma turma liderada por Jim Parsons (o Sheldon do hit da TV The big bang theory), Michael Cera, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Andrew Garfield, Ellen Page e Joseph Gordon Levitt, esses atores já estavam em Hollywood há algum tempo, mas começam a chamar atenção em papéis que não necessariamente emulam o tipo nerd (embora o nerd nunca tenha sido mais pop).
Esses atores estão na crista da onda em parte pela maleabilidade que apresentam. São obviamente talentosos, mas o que realmente impressiona a indústria é a capacidade de moldarem o personagem as suas características sem descaracterizar o personagem em questão. Não é pouca coisa e não é todo mundo que consegue. Por isso, atores com muito mais mídia como Robert Pattinson, Zac Efron, Keira Knightley, Orlando Bloom, Daniel Radcliffe e Kristen Stewart não conseguem sustentar filmes fora de poderosas franquias. Coisa que essa turma consegue. Jesse Eisenberg, em particular, está cotadíssimo para o Oscar de melhor ator por A rede social. Ele é a espinha dorsal do elogiado filme de David Fincher. Assumindo o papel de alguém que frequenta o noticiário internacional, com quem guarda pouca semelhança física, mas alguma similaridade atlética, Eisenberg se viu na incumbência de criar um personagem que irá influenciar diretamente na forma como as pessoas veem Mark Zuckerberg.


Emma Stone também sabe ser sexy: a atriz que esteve com Jesse Eisenberg em Zumbilândia, dividirá a cena com Andrew Garfield no próximo Homem-aranha 



Repara no meu tanquinho: Enquanto isso, Zac Efron não consegue trabalhar sem o tanquinho...


Influenciar é algo que Ellen Page e Abigail Breslin já estão acostumadas a fazer. Desde Juno e Pequena miss sunshine respectivamente, que elas têm de se desvencilhar repetidamente das sombras que criaram para suas personas. Sempre conseguem fazê-lo de forma satisfatória. Algo que Robert Pattinson, Zac Efron e Orlando Bloom ainda penam para conseguir.
Esses atores descolados são a nova onda em Hollywood e Eisenberg, mais do que nunca, irá colocá-los em evidência.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - No mural do facebook

“Todo mundo que está com um roteiro em Hollywood quer Justin em seu filme”, David Fincher (diretor de A rede social)

“Não gostaria de ter um filme mostrando as escolhas erradas que fiz no crepúsculo da minha adolescência, mas eu não criei o Facebook”, Scott Rudin (produtor de A rede social)



“Passei um ano tentando falar com Mark (Zuckerberg), mas ele sabia que eu estava escrevendo uma história que ele não queria contar”, Ben Mezrich (autor do livro Bilionários por acaso – a criação do Facebook, no qual o filme se baseia)



“As pessoas não acreditarão que o que está no filme é a verdade”, Mark Zuckerberg (criador do Facebook)



“Não tem como ser melhor”, Daily Mirror (Diário britânico)



“Um improvável casamento de sensibilidades de direção e texto contribuiu para um dos filmes mais estimulantes do ano”, Michael Phillips (crítico de cinema do jornal Chicago Tribune)



“Com este filme cheguei a conclusão de que sou melhor ator do que cantor”, Justin Timberlake (membro do elenco de A rede social)



“A rede social tem tudo o que você quer em um thriller para o cérebro: enormes doses de ego e duplicidade, apunhaladas corporativas e atuações profundas”, Owen Gleiberman (crítico de cinema da revista Entertainment Weekly)



“Um filme tão rico como esse emite todo tipo de reverberação cinematográfica e literária”, Revista Time


“A rede social é o filme do ano. Mas Fincher e Sorkin triunfam ao levá-lo além”, Peter Trevers (crítico de cinema da revista Rolling Stone)

sábado, 27 de novembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Rede de intrigas

Para muitos já é o melhor filme do ano. Os brasileiros poderão dar sua palavra sobre “o filme do Facebook” a partir de 3 de dezembro, quando A rede social estréia nas salas nacionais. O novo filme de David Fincher agrada quase que a totalidade da crítica, mas no começo não foi bem assim. “Eu também não gostaria que fizessem um filme sobre os erros que cometi quando tinha 19 anos, mas ei, eu não criei o Facebook”, declarou de forma tão definitiva quanto emblemática o produtor do filme, Scott Rudin. A fala de Rudin denota duas coisas: em um primeiro momento a resistência a produção do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, figura que sai um tanto avacalhada do filme e, em segundo lugar, a disposição da realização em pormenorizar os percalços da construção de um império da tecnologia moderna.


 Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg em dois momentos: criando o Facebook em um quartinho em Harvard e...


... e enfrentando disputas letigiosas com as poucas pessoas que faziam parte de seu círculo social

“Tenho grande compreensão do personagem. Um cara que muitas vezes não se sente confortável em situações sociais, mas é muito criativo. Ao invés de se sentir mal por não se dar bem com outras pessoas, ele cria coisas incríveis. Uma delas é o Facebook”, explicou Jesse Eisenberg (que interpreta Zuckerberg no filme) em entrevista ao portal brasileiro IG. Eisenberg, porém, não defende o personagem. Ele reconhece que o criador do Facebook tem uma moral questionável. Processado por plágio, deslealdade entre outras coisas, Zuckerberg perdeu milhões em disputas judiciais contra ex-parceiros e até mesmo ex-amigos (como o brasileiro Eduardo Saverin vivido no filme pelo próximo homem aranha Andrew Garfield). “Ele encara o Facebook como um filho, e quando alguém tenta ferir seu filho, ele sente que está sendo ferido também. Acho que dessa forma ele é muito ético, está protegendo sua cria – no caso, um site.”, argumenta Zuckerberg. Vale lembrar que em 2000, uma fala do personagem de Mel Gibson no filme O patriota gerou muitas controvérsias à época. E a frase guarda semelhanças com o raciocínio apresentado por Eisenberg aqui. A frase? “Eu sou pai. Não posso me dar ao luxo de ter princípios”. Apesar de suscetível a diversas intervenções filosóficas, o raciocínio do pai vivido por Mel Gibson em O patriota e da leitura que Eisenberg faz de seu personagem são compreensíveis, principalmente em um cenário de competição como o proposto por A rede social. “É um retrato da geração web 2.0”, escreveu o jornal San Francisco Chronicle em sua crítica do filme. “É ficção”, declarou Mark Zuckerberg em entrevista ao mesmo jornal. “Os fãs do Facebook irão ignorar o filme”, acrescentou. Eles não ignoraram. A rede social liderou as bilheterias americanas por duas semanas e se pagou em 15 dias. A distribuição internacional ainda está incompleta. O filme ainda será lançado em mercados capitais como México, Inglaterra e Japão. Com a proximidade da temporada de premiações, o filme está cotadíssimo para o próximo Oscar, tudo indica que A rede social (e as maledicências de Zuckerberg) estará mais em voga do que nunca.

Mark Zuckerberg capricha no sorriso: ele sabe que A rede social, a despeito de traçar um retrato pouco fotogênico de sua pessoa, será boa publicidade para seu negócio


Contudo, todos sabem muito bem que o filme agrega elementos de ficção à realidade. O que torna tudo muito mais envolvente e cativante. Além de servir ao propósito primeiro de David Fincher: traçar o retrato de uma geração a partir de Zuckerberg e seu núcleo, não o contrário. É por isso que o homem por trás do Facebook, que seguramente ainda guarda alguns segredos, pode dormir tranquilo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Quero ser star



Ela já tem 34 anos e faz relativo sucesso na TV americana (onde atualmente levanta a bola para Amy Poehler em Parks and recreation), mas será com A rede social que a californiana Rashida Jones dará a Hollywood seu cartão de visitas. Este é, por assim dizer, seu primeiro filme sério. Muita gente se espantou quando David Fincher recrutou para o principal papel feminino do filme (que já foi acusado de ser misógino) a atriz, cujos principais créditos incluem Eu te amo, cara (2009), Tiras em apuros (2010) e A agenda secreta do meu namorado (2004). Com participações elogiadas nas séries The Office e Justiça sem limites, a atriz sempre teve boa ponte com o cinema. Esteve no independente Full Frontal (2002), de Steve Soderbergh e Desejo proibido, produção vencedora do Emmy em 2000.
Ou seja, Rashida não é uma novidade. Contudo, certamente tem o gosto de uma. É nisso que a atriz está apostando. Já que o elenco de A rede social (e vale lembrar que ela é a única mulher de destaque) deve ser muito festejado na próxima temporada de premiações.

Todos olham para ela: Rashida e seus companheiros de elenco no Hollywood Gala Awards realizado no mês passado

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Multimidiático

Justin Timberlake é um legítimo star. Cantor, ator, empreendedor, modelo e ativista, Timberlake soube, mais do que muitos artistas de sua geração, se promover em diferentes mídias e para diferentes públicos. Aos poucos, e A rede social é crucial nesse novo plano de carreira, ele começa a se dedicar mais ao cinema. “Não sei porque. Estou apaixonado por atuar. As possibilidades me encantam”, explicou em recente entrevista à Entertainment Weekly sobre o porque da assiduidade no cinema. Seu último disco solo, "Future sex/love sounds" é de 2006 e não há previsão de um lançamento tão logo. Justin tem priorizado, na música, parcerias. Têm produzido bastante (Madonna, Shakira, David Guetta e Black Eyed Peas) e colaborado com colegas como 50 cent, Ciara, Beyoncé, Timbaland e Pharrel. Recentemente lançou uma linha de roupas e um perfume (ou essência como se diz no meio). Justin também já provou ser bom apresentador e comediante (seus esquetes no Saturday Night Live são hits mundiais no Youtube).

 Consenso geral em Alpha dog: Justin (sem camisa na imagem) foi considerado a melhor coisa do irregular filme de Nick Cassavetes


Talhado para o cinema: Timberlake (o primeiro à esquerda) parodia o clipe Single ladies de Beyoncé que declarou ter adorado a brincadeira e, inclusive, pediu para participar

 
Mas por que o cinema tem a primazia? “Continuam me oferecendo trabalho”, brinca o ator na entrevista ao semanário americano. E no que depender da repercussão de sua interpretação de Sean Parker, o criador da Napster, em A rede social, as ofertas dobrarão. “O elenco é ótimo, mas a grande força interpretativa do filme é Justin Timberlake. Não se espantem se ele for indicado ao Oscar de ator coadjuvante”, escreveu em sua crítica do filme o L.A Times. Justin, é bem verdade, vem colhendo elogios como ator desde quando começou a se experimentar. Em 2006, grande parte da crítica apontou-o como a melhor coisa de Alpha Dog, filme pouco visto de Nick Cassavetes. Um ano antes, o ator havia segurado bem o rojão de contracenar com figuras portentosas como Kevin Spacey e Morgan Freeman em Edison - Poder e corrupção. Depois de participações em filmes distintos como Shrek terceiro (2007), Entre o céu e o inferno (2006) e Open road (2009), Justin se gradua como ator em A rede social. David Fincher declarou à mesma publicação que Timberlake foi talhado para o cinema e que isso pode ser conferido por qualquer um que assista a suas esquetes cômicas no humorístico Saturday Night live. Muita gente assistiu e Justin acumula muitos projetos futuros no cinema. Ainda em 2010 dará a voz para Catatau na animação colméia. Ano que vem estará em duas comédias românticas que devem agitar o verão americano, Bad teacher (em que contracena com a ex Cameron Diaz) e Friends with benefits. Há, ainda, outros quatro projetos engatilhados. A ficção científica I.´m. mortal, de Andrew Niccol, a qual está atualmente gravando em Nova Iorque, se destaca.
O multimidiático Justin Timberlake se prepara para ser homem de uma mídia só? A rede social dirá.

I´m bringing sexy back...: Justin em cena de A rede social

domingo, 21 de novembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Insight

 Este é mesmo um filme sobre a criação do Facebook?

David Fincher segura a arma do crime: livro e filme foram desautorizados por Mark Zuckerberg


“Tive acesso a dezenas de pessoas de dentro do Facebook, começando pelo Eduardo (Saverin, co-fundador do site) e incluindo quase todo mundo que está no livro”, garante Ben Mezrich, autor de Bilionários por acaso – a criação do Facebook (editora intrínseca, 228 páginas, R$ 29,90), em entrevista à Folha de São Paulo. Bilionários por acaso é o livro que serve de base para o roteiro de Aaron Sorkin em A rede social. Sorkin é conhecido por seu interesse em desvendar relações de poder. Além de ter criado e produzido a série de TV The West wing, são seus os roteiros de Jogos do poder (2007) e Segredos do poder (1998), ambos de Mike Nichols. “Tenho certeza de que o Facebook teria preferido que contássemos a história inteiramente do ponto de vista de Mark (Zuckerberg, criado do site), mas esse não era o filme que queríamos fazer", explicou Sorkin. Mas então qual era o filme em mente?
“O que me atraiu no projeto foi a ideia de retratar uma geração que está à frente de seu tempo e o ônus que pagam por isso”, decretou o diretor David Fincher em entrevista realizada na abertura do Festival de Nova Iorque no final de setembro.
A rede social, portanto, não é um filme sobre a criação do Facebook propriamente dito. Mas parte desse elemento com vistas a construir um painel muito maior sobre as relações sociais travadas pelos jovens tanto na internet quanto fora da rede.

 O roteirista Aaron Sorkin é presença dada como certa na lista do roteiristas indicados ao Oscar


Aos 26 anos, Zuckerberg tem uma fortuna estimada em U$ 4 bilhões, segundo a lista mais recente da revista Forbes, e é o criador do site de relacionamentos mais popular do planeta. O interesse em um filme sobre sua vida e as circunstâncias que o levaram a tão distinto patamar são, inapelavelmente, justificáveis. “Passei um ano tentando falar com Mark, mas ele sabia que eu estava escrevendo uma história que ele não queria contar”, argumenta Mezrich.
Assim como ocorreu com o livro, Zuckerberg foi resistente a ideia de ver sua história no cinema. Além de constantes desacordos com a produção de A rede social, o criador do Facebook desautorizou a fita, argumentando que o que está ali não é a realidade. Limitou-se a dizer que o “guarda roupa utilizado pelo ator Jesse Eisenberg (que o interpreta) era fiel” ao seu.
O roteiro se apoia nas batalhas legais sobre a propriedade da rede social enfrentadas por Zuckerberg anos após criar o Facebook em seu quarto em Harvard, o que o obrigou a pagar dezenas de milhões de dólares para evitar que as disputas chegassem aos tribunais. Isso de fato aconteceu. É natural que em nome de conveniências dramáticas, haja liberdade criativa para compor a narrativa. Contudo, ficcionalizado ou não, o retrato que emergiria do criador do facebook não teria como ser muito lisonjeiro.
No final das contas, as comparações que o filme vem amealhando com Cidadão Kane se justificam nessa trincheira. Um filme sobre um barão midiático, com uma narrativa que mistura elementos ficcionais e reais para emoldurar o retrato de uma geração. Esse é o escopo final de A rede social, filme que está fazendo muito amigos. Mas, claro, angariando algumas inimizades também.


Em um quartinho em Harvard: surgia um império de bilhões de dólares