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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Repercutindo a 68ª edição do Festival de Veneza

Há pelo menos quatro anos, Veneza agonizava com o que se convencionava chamar de “safra abaixo da média”. Desde o ano em que O segredo de Brokeback Mountain prevaleceu no lido, a safra de Veneza não recebe tantos elogios. Curiosamente, tanto naquele ano como em 2011, George Clooney competia com um drama de verniz político (Boa noite e boa sorte em 2005 e Tudo pelo poder em 2011).
A 68ª edição do festival de cinema mais antigo do mundo chegou ao fim no último sábado (10) com um saldo bastante positivo. Primeiro por ter apresentado uma seleção de filmes de alto nível, com pelo menos dez filmes que entusiasmaram crítica e indústria. Segundo, pela presente safra recuperar um prestígio que parecia cada vez mais distante de Veneza que se apequenava ante a badalação do festival de Toronto, com o qual divide alguns dias de setembro. Contudo, a maior glória para Veneza veio da comparação com o maior rival, Cannes. A pujança cinematográfica de Veneza causou impressões mais entusiasmantes do que a do festival francês em maio último. Inclusive pela escolha do vencedor. Se A árvore da vida provocou reações adversas, e sua consagração com a Palma de ouro causou mais estranheza do que congratulações, o mesmo não se pode dizer do vencedor do Leão de ouro. Faust, de Alexander Sokurov não era o favorito da crítica, que preferia o francês Carnage ou o inglês Shame, mas foi um filme bastante elogiado e desde sua exibição, apontado como um legítimo candidato ao prêmio.
Esse fato não esconde outra característica de Veneza e de tantos outros festivais de cinema mundo afora. A discordância entre júri e crítica sempre é um show a parte. É algo até mesmo esperado devido à heterogeneidade de cada júri e seus critérios tão esparsos quanto o de qualquer grupo de eleitores. Contudo, em 2011, chamou à atenção a predisposição de excluir algumas diretrizes apontadas pela crítica. Afora Michael Fassbender, que concorria consigo mesmo com as duas performances mais elogiadas de todo o evento, o júri presidido pelo cineasta americano Darren Aronofsky optou por deixar os filmes mais elogiados do evento de fora do pool dos premiados. Carnage, Tudo pelo poder e A dangerous method eram três dos filmes mais celebrados que acabaram sem um prêmio sequer. Em defesa do júri de Aronofsky, o alto nível da seleção trabalhou para que ótimos filmes saíssem sem conquistas em Veneza.


Alexander Sokurov com seu leão de ouro: havia uma certeza de que Faust receberia algum prêmio...



A política dos prêmios
Quem esperava que Tudo pelo poder de George Clooney prevalecesse por seu teor político não estava de todo errado. Faust é um filme essencialmente político. Sokurov, aliás, o apresenta como o eixo final de sua tetralogia sobre o poder. Desde 2001, o russo faz filmes sobre figuras que marcaram o poder. Moloch, sobre Hitler, Taurus, sobre Lênin e O sol, sobre Hiroshito. O texto de Goethe, sobre um personagem fictício que realiza um pacto com o Diabo em troca de sabedoria, parece um fecho apropriado para um projeto tão audacioso quanto megalomaníaco. Pesa aqui o nome de Aronofsky como presidente do júri. Faust é um filme de cenas fortes, de cores expressionistas e linguagem muito próxima da que apetece Aronofsky enquanto cineasta. A leitura que a crítica internacional faz de Faust possibilita a interpretação de que Aronofsky tenha se sentido atraído pelo filme.
No campo das atuações, também não houve contestações. Deanne Yip, vencedora pelo chinês Tao Jie (A simple Life), era uma das apostas. Assim como havia quem acreditasse que a inglesa Kate Winslet pudesse prevalecer como o único prêmio concedido a Carnage. Já a Copa Volpi de atuação masculina parecia reservada para Michael Fassbender. A certeza era tanta, que o ator adiou sua ida para Toronto, onde ontem foi exibido pela primeira vez A dangeous method, para buscar seu prêmio por Shame no palco do lido.
O leão de prata de direção foi concedido a Cai Shangjun por Ren Shan Ren Hai (People mountain people sea). Esse era o filme surpresa que Veneza tornou tradição há três anos. A fita de ação foi bastante elogiada. A escolha de Cai Shangjun revela um súbito apreço por trabalhos do tipo. Vale lembrar que em Cannes, o júri premiou o dinamarquês Nicolas Winding Refn pelo filme Drive, uma fita, até certo ponto, destoante do rol de filmes de festivais.

Michael Fassbender foi só sorrisos ao receber a Copa Volpi de melhor ator por Shame


E não há como um festival não premiar o cinema da casa. Em 2011, o italiano Terraferma, um drama sobre imigração, foi o escolhido para prestigiar a produção italiana. A fita de Emanuele Crialese não inspirou grandes elogios, mas a escolha para receber o prêmio especial do júri (uma espécie de segundo lugar) não foi contestada.
O grego Alpis, de Yorgos Lanthimos levou o prêmio de roteiro, enquanto que o troféu mais técnico do festival – o de fotografia – foi para o britânico O morro dos ventos uivantes, de Andrea Arnold. Apenas O espião que sabia demais, da tropa inglesa, ficou sem prêmio.
A imprensa internacional repercutiu bem as escolhas. Nos EUA, a preferência era por Shame, filme que –tudo indica- deve levar Michael Fassbender a postular uma vaga entre os oscarizáveis do ano. Na Europa, a predileção era por Carnage, de Roman Polanski e Killer Joe, de William Friedkin. Além do próprio Faust, que embora represente a Rússia é falado inteiramente em alemão; e agradou especialmente à crítica daquele país.
No Brasil, a crítica repercutiu de maneira mais positiva os resultados de Veneza do que os do último festival de Cannes. O que caracteriza mais um ganho para o festival italiano. Para o Estado de São Paulo, o triunfo de Faust foi o triunfo do melhor concorrente. Para a Folha de São Paulo, a vitória foi justa como seria se outros três ou quatro filmes prevalecessem. As outras escolhas do júri também foram recebidas com simpatia pelo O Globo e por portais como IG e UOL.
Nos EUA houve certo descontentamento por nenhuma das cinco produções do país ser lembrada. Mas as escolhas não foram questionadas.
É inegável que a 68ª edição devolveu à Veneza um brilho e ressonância que pareciam perdidos. Esse dado pode se mostrar muito produtivo nas próximas temporadas na hora dos cineastas escolherem a plataforma de lançamento de suas mais novas produções. Muitos filmes exibidos em Veneza deverão chegar ao Oscar e, antes disso, marcar presença no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, comparações entre Star Wars e Os vingadores; duas produções que fazem os fãs do cinema de ação salivar pela chegada de 2012; por que John C. Reilly merece sua atenção; o Capitão América sem a bandeira e muito sério; a versatilidade de Wagner Moura estampada em revistas e as apostas do blog para os prêmios no 68º festival de Veneza.



O patinho feio da temporada
Já existem grandes expectativas acerca de três nomes para a disputa do Oscar de melhor ator. Há grande comoção para George Clooney (que está em The descendants e Tudo pelo poder), Michael Fassbender (A dangerous method e Shame) e Ryan Gosling (Drive e Tudo pelo poder), mas um outro ator com trabalhos sólidos pode roubar uma vaguinha dos três belos aí de cima.Trata-se de John C.Reilly. Ator competente, que transita com desenvoltura tanto pela comédia como pelo drama, Reilly está em We need to talk about Kevin, uma das maiores sensações do festival de Cannes desse ano, e em Carnage, a elogiada comédia dramática de Roman Polanski.
Reilly não é exatamente um novato em matéria de estrelar filmes oscarizáveis. Em 2002 esteve em As horas, Gangues de Nova Iorque e Chicago, acabou indicado ao prêmio de coadjuvante por este último.

 Tilda Swinton e John C.Reilly em cena do elogiado We need to talk about Kevin: expectativas de indicação ao Oscar para ambos...



Luke Skywalker e Han Solo
O diretor Joss Whedon, em recente entrevista à revista Total Film, disse que está bastante empolgado com as filmagens de Os vingadores. Whedon afirmou que a principal storyline do filme mais aguardado de 2012 se concentrará na figura do Capitão América, “afinal é Steve Rogers quem acabou de chegar neste mundo”, disse o diretor em alusão aos eventos mostrados no final do filme Capitão América: o primeiro vingador.
“Ele é o nosso Luke Skywalker”, explicou Whedon puxando uma analogia com o universo criado por George Lucas. “Ainda que mais sarado”, se divertiu Whedon. E se Rogers é o Luke Skywalker de Os vingadores, quem seria Han Solo? “Definitivamente Tony Stark”. Já deu para sentir o espírito do lançamento mais aguardado do verão americano de 2012.

O elenco de Os vingadores (Scarlett Jonhansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Chris Evans e Chris Hemsworth) em momento de descontração durante as filmagens
 
 
O cinema de ação em 2012
Além de Os vingadores, outro filme bastante aguardado em 2012 é a continuação de Os mercenários. A sequência do culto ao cinema brucutu deverá vir ainda mais bombada do que o filme original de 2010. Simon West, de filmes como Con air- a rota da fuga e Tomb Raider, irá dirigir.
O elenco, que não para de crescer, conta com Sylvester Stallone, Jason Stathan, Jet Li, Terry Crewes e Randy Couture. Além do retorno desses figurões, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger foram confirmados em participações maiores do que suas rápidas pontas no filme original. Chuck Norris e Jean Claude Van Damme – que havia recusado participar do primeiro filme – são as novidades no elenco.



O cinema de ação em 2012 II
Outro filme para se salivar é Tales from the gangster squad. Dirigido por Ruben Fleischer, de Zumbilândia e do ainda inédito por aqui 30 minutos ou menos, a fita acompanha a caçada a um poderoso traficante de drogas na costa oeste americana. O traficante será vivido por Sean Penn. Os policiais em seu encalço serão Ryan Gosling e Josh Brolin. E o elenco do filme ainda conta Nick Nolte, Emma Stone, Robert Patrick, Giovanni Ribisi e Anthony Mackie. As gravações começaram esta semana e a estréia está agendada para o outono americano do ano que vem.


Steve Rogers quer Oscar

Chris Evans é um bom ator. Mas muita gente não acha. O próprio Evans sabe disso. Depois de cativar como o Capitão América, personagem que em virtude da exposição e responsabilidade foi alvo de grande hesitação por parte do ator, Evans estréia nos próximos dias nos EUA Puncture. O filme foi uma das atrações mais elogiadas do festival de Sundance 2011. Na fita, Evans faz um advogado embrenhado em um caso complexo e que exigirá que ele vá até seus limites éticos e emocionais.
O ator sabe que o Oscar não virá agora, mas sabe também que a estatueta dourada começa a ser conquistada com respeito. O trailer de Puncute, ainda sem previsão de estréia no Brasil, o leitor confere abaixo.





As apostas para Veneza
Nessa quinta-feira foram exibidos mais dois filmes muitos aguardados no lido. Killer Joe, novo longa de William Friedkin, e Faust, do russo Alexander Sokurov. A dois dias da premiação, Claquete, um tanto no escuro, aponta suas apostas para os prêmios que serão outorgados pelo júri presidido por Darren Aronofsky no sábado (10).

Leão de ouro
A dangerous method
Possibilidade: O espião que sabia demais
Prêmio especial do júri
Carnage
Possibilidade: Killer Joe
Copa Volpi de melhor ator
Michael Fassbender (Shame)
Possibilidade: Gary Oldman (O espião que sabia demais)
Copa Volpi de melhor atriz
Kate Winslet (Carnage)
Possibilidade: Kyka Scodelario (O morro dos ventos uivantes)
Leão de prata de direção
Alexander Sorukov (Faust)
Possibilidade: Steve McQueen (Shame)
Melhor fotografia
O espião que sabia demais
Possibilidade: Un etté brulant
Melhor roteiro
Alpis
Possibilidade: Carnage


Toronto Começa!


A capa da edição desta semana da revista The Hollywood Reporter destaca um dos filmes mais aguardados da temporada, A dangerous method, que estará no evento canadense. Durante os próximos dias, Toronto será destaque também aqui em Claquete.



Seu nome é consenso
Wagner Moura é o que chega mais perto de unanimidade em matéria de cinema nacional. Em cartaz nos cinemas com O homem do futuro, Moura acrescenta mais um trabalho de relevo a sua filmografia. Vivendo um mesmo personagem com variações de personalidade, maturidade e experiência – em virtude dos lapsos temporais que a trama propõe - Moura novamente angaria elogios rasgados por sua atuação cheia de minúcias.
A caracterização em O homem do futuro é a segunda do tipo multifacetada que Moura apresenta em 2011. Vale lembrar que ele também recebeu ótimas críticas por Vips, filme que não recebeu tantas críticas elogiosas quanto seu protagonista.
“O desafio é o que me move”, disse o ator em entrevista a revista Rolling Stone na ocasião do lançamento de Tropa de elite 2. Aliás, Moura volta a estampar a capa de uma revista de prestígio. Às vésperas de aportar em Hollywood (está no elenco da ficção Ellysium), o ator abre o jogo para GQ brasileira sobre técnicas de atuação, ansiedade e outras coisinhas que certamente não incomodariam o capitão Nascimento.

Moura todo fofo na capa da Rolling Stone de outubro de 2010 e com aquele olhar agudo na capa da GQ de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cenas de cinema

Pacino, o grande


O astro americano Al Pacino passou pelo festival de Veneza no último fim de semana para ser homenageado com “um prêmio cuja história eu não estou exatamente familiarizado”, argumentou o ator. Pacino também exibiu no festival italiano Wild Salome, sua nova incursão na direção. Um híbrido de documentário e making of sobre o texto de Oscar Wilde com referências shakespearianas. Pacino, que foi só sorrisos durante sua passagem por Veneza, admitiu ter tido dificuldades em delimitar os rumos do filme.
De qualquer maneira, a presença do ator foi muito festejada e badalada no lido. Ah! O prêmio que ele recebeu já foi outorgado a gente como Takeshi Kitano, Abbas Kiarostami e Sylvester Stallone pela contribuição a arte de fazer filmes.


Dando um tempo nas metáforas
Steven Soderbergh exibiu, fora de competição, Contágio. A ficção científica que conta com grande elenco (Matt Damon, Kate Winslet, Marion Cottilard e Gwyneth Paltrow) recebeu a pecha de “thriller eficiente”. No que o diretor respondeu que estava mesmo “dando um tempo nas metáforas para se divertir”. O que chamou mais atenção no lido foi a aparente indecisão do cineasta quanto a sua aposentadoria. Soderbergh vinha anunciando sua aposentadoria com alarde, mas muitos duvidavam de suas intenções. Antes de chegar em Veneza, o diretor havia concedido entrevista ao New York Times e dito que estava mesmo saturado da pressão de fazer filmes. A ideia era se expressar artisticamente através da pintura e que, se a grana apertasse, poderia retornar com outro filme do Ocean (da série Onze homens e um segredo).
Em Veneza, Soderbergh apresentou uma versão diferente. O cineasta disse que se trata, na verdade, de um período sabático. Fato é que, após lançar em 2011 Contágio e Haywire, o diretor já tem programado para ano que vem Magic Mike, sobre as desventuras do universo do strip masculino com Matthew McConaughey, Jéessica Biel e Channing Tatum. Baseado nas memórias deste último.



No shame at all
Existe um favorito disparado nos bolsões de apostas para levar a Copa Volpi de melhor ator do festival de Veneza 2011. Trata-se do alemão de ascendência irlandesa Michael Fassbender. Presente em dois dos grandes filmes do festival, A dangerous method e Shame, Fassbender vem colhendo elogios fervorosos por sua atuação neste último. Sua segunda colaboração com o diretor Steve McQueen. Em Shame, Fassbender vive um homem solitário com forte compulsão sexual. O ator admitiu que foi difícil rodar algumas cenas mais sensuais, mas disse que ficou feliz com “um filme que fala sobre dilemas essencialmente humanos”. McQueen, por sua vez, disse que agora que seu ator preferido está ficando mais famoso, sabe que irá ficar mais difícil para fazerem filmes juntos. “Não vai ser fácil fazer um filme sem ele!”


O ano dos britânicos
São três candidatos ingleses na disputa pelo leão de ouro. Só perde em quantidade para a produção americana. Mas os britânicos se equiparam em qualidade. Os três filmes ingleses exibidos até aqui acumularam elogios fervorosos. O grande destaque é Shame. Favorito de grande parte da crítica que dá como certo o prêmio de ator para Michael Fassbender. Mas O espião que sabia demais, adaptação classuda do autor John Le Carré, e O morro dos ventos uivantes – nova versão do livro que já foi levado às telas uma porção de vezes – mantiveram um bom nível que desperta burburinho de prêmios. É muito difícil que os três filmes saiam premiados. Se isso vier a acontecer, ficará configurado um feito inédito em Veneza com mais de dois filmes britânicos sendo premiados em uma mesma edição.

O diretor sueco Tomas Alfredson, o quarto da direira para a esquerda, posa com o elenco do filme O espião que sabia demais antes da premiere da fita na noite de segunda-feira (5) em Veneza


Sobre representação
Embora sem provocar o júbilo incensado pelos filmes exibidos nos três primeiros dias de festival, o grego Alpis causou boa impressão. O filme de Yorgos Lanthimos, que já venceu mostras paralelas em Cannes, por exemplo, chamou a atenção dos jornalistas presentes no lido por seu aspecto lúdico e original. A trama acompanha quatro personagens que formam um grupo especializado em substituir pessoas mortas para atenuar o luto da família. “Quis lançar um questionamento sobre representação”, explicou o diretor na coletiva de imprensa. Alpis, pela ousadia, é ventilado como um possível ganhador do prêmio de roteiro.

sábado, 3 de setembro de 2011

Cenas de cinema

Aplaudido, mesmo ausente
Foi uma histeria. A crítica de cinema se pronunciou com entusiasmo mediante o novo filme de Roman Polanski. Carnage agradou. O grupo de atores formado por Jodie Foster, John C.Reilly, Kate Winslet e Christoph Waltz – os três últimos compareceram à premiere do filme – foi louvado por atuações orgânicas e viscerais. O New York Times considerou “um filme brutal sobre a demolição de fachadas”. O Hollywood Reporter destacou em sua cobertura especial que “Polanski faz um retrato social ácido e pessimista”.
Roman Polanski foi bastante aplaudido e tem seu Carnage na linha de frente para os prêmios – ainda que desponte como favorito aos prêmios de atuação e roteiro.


É Madonna...
Era até certo ponto previsível. W.E, segundo longa metragem de Madonna, foi fortemente vaiado e ridicularizado pela crítica internacional. O destempero das críticas não se refletiu no trato com a diretora na coletiva em Veneza. Madonna agradeceu ao incentivo de Guy Ritchie e Sean Penn, dois diretores com os quais foi casada, e disse que é difícil fazer um filme sobre o amor. Nisso, a crítica não discordou dela.
Em uma das avaliações mais positivas de W.E, a Vanity Fair destacou: “é uma colagem sem vida de clichês amorosos”. Out!

Madonna, na condição de diretora, entre as duas protagonistas de seu filme: vaias e ridicularizações


...mas é Madonna
Resta saber como a Harvey Weinstein, o mega produtor americano semeador de Oscars, vai armar a campanha do filme – programado para estrear em plena Oscar season – depois desse portentoso revés em Veneza.


O triunfo de Cronenberg
“O melhor filme do festival”, bradaram jornais da Itália (Corriere Della Sera), da Inglaterra (The guardian) e dos EUA (New York Times). Trata-se de A dangerous method, de David Cronenberg. Alçado pela crítica a condição de favorito absoluto “em qualquer categoria”, assinalou o New York Times.
A reconstituição da relação entre os psicanalistas Freud e Jung agradou a crítica e aos jornalistas presentes em Veneza. “É um filme econômico, magnificamente escrito e brilhantemente interpretado”, escreveu o Hollywood Reporter em sua resenha.


O mesmo, mas um pouco diferente
David Cronenberg, indagado por jornalistas se considera que seu cinema mudou disse que não. Mas abriu uma ressalva para seu método de produção: “O que mudou é que hoje eu filmo menos e edito mais rápido”, avaliou o diretor canadense que enumera sucessos de crítica desde que estabeleceu a parceria com o ator americano Viggo Mortensen, que em A dangerous method substituiu o austríaco Christoph Waltz como Sigmund Freud.

David Cronenberg posa ao lado de Keira Knightley, a única que não foi unanimidade no filme, antes da coletiva de imprensa de A dangerous method



O mesmo, mas um pouco diferente II
O desafio de Cronenberg será Cosmópolis, seu próximo filme agendado para 2012. Sem Viggo Mortenssen, o diretor conta com Robert Pattinson a frente de um elenco com Paul Giamatti, Mathieu Amalric, Samantha Morton e Juliette Binoche para contar o drama na vida um milionário baseado em Manhattan.


O fator Aronofsky

A pergunta que Claquete lança é: Será que pelo fato de Aronofsky vir de uma experiência tão intensa em um thriller psicológico (Cisne negro), o novo trabalho de Cronenberg ganha força?



E as vaias voltaram...
O longa francês Un Été Brulant, anunciado como uma releitura de Godard, não agradou e fez com que vaias fossem ouvidas novamente em Veneza (elas já haviam sido ouvidas na exibição do filme de Madonna e do taiwanês Saideke Balai -este em competição). O novo longa de Philippe Garrel foi recebido com desânimo e desencanto pelo crítica. Os jornalistas presentes em Veneza preferiram concentrar as energias em Monica Bellucci que surge nua em cena gravada apenas um mês depois de ter dado à luz.
Louis Garrel, filho do diretor e protagonista da fita, defendeu seu pai das críticas e disse que há muita intolerância da crítica de cinema com cineastas que pensam fora das convenções. “Parece que não há mais espaço para agressividade no cinema”, pontuou Louis. O jornal britânico Telegraph rebateu as assunções de Louis: “não se trata de agressividade, mas sim de passividade na concepção dos personagens”.


Disputa de alto nível
Com três dias de disputa, a crítica de cinema se regozija com o alto nível do festival. Medido pelos filmes Tudo pelo poder, Carnage e A dangerous Method. As vaias para os outros filmes em competição, inclucive para o premiado Philippe Garrel, só ratificam a excelência de alguns filmes da mostra.


Bendito fruto
Na esteira da escolha do line up do exclusivo festival de Telluride (mais na nota abaixo), que acontecerá entre hoje e segunda-feira nos Estados Unidos, um nome desponta como forte candidato a darling da temporada de prêmios. O de Michael Fassbender, inegavelmente um dos atores mais produtivos da temporada.
Elogiadíssimo por sua atuação como Carl Jung em A dangerous method, exibido em competição em Veneza, Fassbender estará em dose dupla em Telluride. Além de A dangerous method, o festival apresentará Shame, novo longa de Steve McQueen – que já havia dirigido o ator em Hunger (2008).
Ambos os filmes também estarão em Toronto que também deverá ter exibição de Haywire, de Steven Soderbergh. Outro longa com a participação de Fassbender.
Vale lembrar que o ator já colheu fervorosos elogios por dois filmes estreados fora da Oscar season: x-men:primeira classe e Jane Eyre.

Michael Fassbender faz pose para os fotógrafos em Veneza: para o alto e avante...


Para os íntimos
Com acesso para lá de restrito, esse festival organizado para mimar produtores, exibidores, distribuidores e seletos críticos de cinema chega a sua 38ª edição com vitalidade. Serão 28 filmes exibidos em quatro dias de festival. As estréias de gala ficam por conta de The descendants, novo longa de Alexander Payne, Albert Nobbs, de Rodrigo Garcia, A dangerous method, de David Cronenberg, Shame, de Steve McQueen e We need to talk about Kevin, de Lynn Ramsey.
Os atores George Clooney e Tilda Swinton, que juntos já estrelam o oscarizado Conduta de risco – que também foi exibido neste festival – serão homenageados.
O músico baiano Caetano Veloso é o curador convidado para a principal mostra paralela do evento. Entre os destaques dos seis filmes selecionados por Caetano para entreter os convidados estão Deus e o Diabo na terra do Sol, de Glauber Rocha, Vivre sa vie, de Jean-Luc Godard e Se meu apartamento falasse, de Billy Wilder.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cenas de cinema

Na terra do sangue e mel

O título, tão improvável, pegajoso e atraente, é do novo filme de Angelina Jolie, o primeiro em que ela atuará como diretora. Angelina recebeu a reportagem da Vanity Fair para falar, basicamente, sobre a experiência de dirigir In the land of blood and honey. A matéria estampará a capa da revista americana em outubro. Angelina rememora os árduos momentos da pré-produção, em que chegou a ter a licença para filmar na Bósnia revogada, e teoriza sobre intolerância nos sets de filmagens depois de dirigir: “Brad acha que eu ficarei ainda mais impaciente com os diretores. Isso porque eu já sou chata”, relatou à revista.
Jolie disse que se apaixonou por dirigir. Seu filme está marcado para dezembro e provoca ansiedade na crítica e indústria de cinema.
A atriz aproveitou, ainda, para esclarecer que não está grávida e não tem planos de adotar mais um rebento.


As últimas de Sean Penn
E o Sean Penn hein? Desembestou ao politicamente incorreto com uma habilidade que não é dele. Primeiro andou falando mal da ex Scarlett Johansson. Segundo as famosas fontes anônimas, Penn teria ficado bem chateado com a loira que andou declarando que ele fazia o tipo possessivo e ciumento. Não obstante, Penn concedeu duas entrevistas matadoras nas últimas semanas.
Na primeira, concedida ao jornal francês Le Fígaro, o ator admitiu ter ficado descontente com o corte final de A árvore da vida, filme que estrela e venceu a Palma de ouro no último festival de Cannes. Segundo Penn, o filme poderia ter uma narrativa mais convencional sem gerar prejuízos a seu aspecto visual. “Até agora eu não sei dizer qual foi minha contribuição para o filme”, afirmou Penn. Em outra entrevista, à revista Serafina, o ator disse que atualmente tem dois critérios para escolher um trabalho. Ou trabalha com amigos ou com quem admira muito, ou em projetos que lhe ofereçam muito dinheiro. “Aí eu leio o roteiro até a décima página”, brincou.

Quando não dá entrevistas matadoras, o ator é visto ao lado da nova namorada que, como se vê, não é loira...


O inferno de Gibson em parcelas
Mel Gibson continua recolhendo os cacos de sua união com a cantora russa Oksana Grigorieva. Aconteceu nesta quarta-feira em Los Angeles a audiência que oficializou o acordo elaborado há dois meses entre os advogados das partes. Gibson pagará U$ 750 mil a título de indenização a Grigorieva e terá de prestar apoio financeiro a filha do casal, que está prestes a completar dois anos, nos mesmos moldes do que presta a seus outros sete filhos.
A mansão em que Grigorieva vive continuará sob seus cuidados até que a criança complete 18 anos. Aí, a mansão será vendida e a renda entregue a filha de Gibson e Grigorieva. Essa resolução, que não constava do acordo inicial, partiu do juiz.
Ambas as partes se comprometeram a não publicar livros ou divulgar gravações a respeito do período em que a união existiu.
Gibson saiu satisfeito com o acordo e agradeceu ao juiz pela justa condução e pela conclusão razoável.


“É, antes de tudo, um filme sobre moralidade”

Assim definiu George Clooney seu thriller político que deu pontapé inicial na 68ª edição do Festival de Veneza. Tudo pelo poder, título nacional para The ides of March, não foi uma unanimidade entre os jornalistas presentes no lido. O The guardian elogiou o cinismo do filme, enquanto O New York Times sublinhou o ceticismo com que Clooney tratou o meio político.
Em Tudo pelo poder, Clooney vive o presidenciável Mike Morris e é na articulação política para erigir sua candidatura que o filme se desdobra. Ryan Gosling, que não compareceu ao evento, faz o protagonista. O time de estrelas que compõe o filme, e que esteve na premiere oficial, merece atenção: Phillip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei e Rachel Evan Wood. Tudo pelo poder está previsto para ser lançado no Brasil em 15 de outubro.


Entre Hollywood e Washington
O tom politizado, como era de se esperar, predominou na coletiva de imprensa do filme. Clooney negou interesse em concorrer a cargos políticos e afirmou estar otimista com a política americana. “Estamos vivendo um tempo difícil (em alusão óbvia as sucessivas crises político-econômicas), mas vai melhorar”. O ator refutou a sugestão de que seu filme é uma crítica aos Estados Unidos e ao partido democrata em particular. Mas está ciente do pessimismo que apresenta em seu filme. Tanto é, que em entrevista ao britânico The Guardian antes do festival de Veneza, Clooney admitiu que adiou o começo da produção de Tudo pelo poder porque com a eleição de Obama em 2008, o momento não seria oportuno. Para bom entendedor...
                                                        Foto: Getty images
George Clooney, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood e Phillip Seymour Hoffman batem um papo momentos antes da exibição de gala de Tudo pelo poder em Veneza


Se fosse hoje...
O blog IndieWire, que rasgou elogios para o filme (ainda que não o considere um potencial vencedor do Oscar), já chutou uma aposta até mesmo palpável para a capa da edição do homem mais sexy da People em 2011: Ryan Gosling.
Para o IndieWire, não tem concorrência. Gosling, além de revezar uma série de altos em um espaço de 12 meses (Namorados para sempre, Drive, Amor a toda prova e Tudo pelo poder) está cada vez melhor nas telas e fora delas.

Ryan Gosling em  foto do editorial da revista americana Interview: cada vez mais in...


Com medo de julgar
O cineasta Darren Aronofsky admitiu na entrevista coletiva de apresentação do júri do 68º festival de Veneza que fica desconfortável com o termo “julgar”. “Acho a palavra muito forte. Me dá medo”, pontuou o diretor que já triunfou em Veneza em 2008 com O lutador. “Talvez devêssemos usar outro nome que não jurados”, indicou o diretor americano. Aronofsky, no entanto, se disse entusiasmado com os 22 filmes escolhidos para compor a mostra oficial: “Poucas vezes se viu catálogo tão privilegiado”.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

As tropas de Toronto e Veneza

Foi uma semana agitada para quem respira cinema. Enquanto a batalha nas bilheterias é dos blockbusters Harry Potter e Capitão América, o cinema de arte e se alvoroça com os lançamentos do outono no hemisfério norte. A nata desses lançamentos está selecionada para os dois principais festivais de cinema do período: Veneza e Toronto. Essas são as plataformas primais para quem objetiva figurar na lista de oscarizáveis. Veneza, que chega a sua 68ª edição, divulgou nesta quinta-feira (28) os 21 filmes que irão disputar o leão de ouro a ser outorgado pelo júri presidido pelo cineasta Darren Aronofsky. O mais antigo festival de cinema do mundo ainda irá apresentar um 22º filme para a competição durante a realização do evento. A pegadinha se tornou praxe em Veneza nos últimos três anos.
Muitos dos filmes que estarão em Veneza também serão exibidos em Toronto, um festival cujo único prêmio é concedido pelo público, mas onde imperam verdadeiros balcões de negócios.
No grupo que joga nos dois times estão The ides of March, de George Clooney, W.E, de Madonna, Dark horse, de Todd Solondz e A dangerous Method, de David Cronenberg. O filme de Clooney merece menção especial. Será o filme de abertura em Veneza, no dia 31 de agosto, e terá uma das 11 premieres de gala programadas para Toronto. Cotadíssimo para o Oscar, será das estréias mais concorridas em ambos os festivais.

O bem sacado cartaz de The ides of march, estrategicamente divulgado nesta semana, antecipa a dubiedade que o drama político sugere capturar



Supremacia americana

Confirmando uma tendência que se instalou nos últimos anos, a seleção oficial em Veneza privilegia a cinematografia americana. São cinco fitas originárias do país presidido por Barack Obama. Se adotarmos a língua inglesa como critério de acepção, são 11 longas dos 21 selecionados falados no idioma; inclusive o aguardadíssimo Carnage do franco polonês Roman Polanski. A co-produção entre França, Espanha, Alemanha e Polônia é falada em inglês e estrelada por Jodie Foster, Christoph Waltz, Kate Winslet e John C. Reilly. O filme é uma aposta segura da Sony Classics para a temporada de premiações e pode começar a recolher louros no festival italiano.
Se alguns projetos aguardados como os novos de François Ozon, Wong Kar Wai e Walter Salles ficaram de fora da seleção por problemas com a finalização, os novos filmes de Philippe Garrel, David Cronenberg, Todd Solondz, Aleksander Sorukov, Abel Ferrara, William Friedkin e Tomas Alfredson foram escolhidos.
A seleção, que pode ser conferida mais adiante nessa matéria, constata o rigor e a qualidade com que são feitos os processos de escolha para compor o festival. Veneza ainda se beneficiou do fato de que três filmes cotados para Cannes, entre eles A dangerous method, não ficaram prontos a tempo de serem incluídos naquele festival.
O festival de Veneza será acompanhado de perto pelo blog com atualizações diárias. A 68ª edição do evento italiano acontecerá entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro.

Matthew McConaughey e Emile Hirsch em cena de Killer Joe, novo trabalho de William Friedkin 


Philippe Garrel volta a dirigir seu filho, Louis, em A burning hot summer, também estrelado pela italiana Monica Bellucci: o filme é uma releitura de Acossado, de Godard


Competição oficial:


The Ides of March, de George Clooney (EUA)
O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson (ITA/FRA/ING)
Wuthering Heights, de Andrea Arnold (ING)
Texas Killing Fields, de Ami Canaan Mann (EUA)
A Dangerous Method, de David Cronenberg (ALE/CAN)
4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara (EUA)
Killer Joe, de William Friedkin (EUA)
The Exchange, de Eran Kolirin (ISR/ALE)
Alps, de Yorgos Lamthimos (GRE)
Shame, de Steve McQueen (ING)
Carnage, de Roman Polanski (FRA/ALE/ESP/POL)
Chicken With Plums, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud (FRA/BEL/ALE)
A Burning Hot Summer, de Philippe Garrel (FRA)
A Simple Life, de Ann Hui (CHI/Hong Kong)
Faust, de Aleksander Sokurov (RÚS)
Dark Horse, de Todd Solondz (EUA)
Himizu, de Sion Sono (JAP)
Seediq Bale, de Wei Desheng (Taiwan)
Quando la Notte, de Cristina Comencini (ITA)
Terraferma, de Emanuele Crialese (ITA)
L'Ultimo Terrestre, de Gipi (ITA)


Fora de competição:

W.E, de Madonna (ING)
Wilde Salome, de Al Pacino (EUA)
Contagion, de Steven Soderbergh (EUA)


Pit stop campeão

A tradição de plataforma para as grandes premiações que Toronto consolidou ao longo dos anos, pôde ser conferida novamente no ano passado. Dos dez longas indicados ao Oscar de melhor filme, sete foram lançados no evento sediado na cidade canadense e o vencedor do Oscar, O discurso do rei, foi eleito pelo público o melhor filme do festival.
Por isso, dá para entender porque os estúdios aceitam espremer lançamentos, disputam as estréias de gala a tapas e despacham montanhas de estrelas para os tapete vermelho que toma conta da cidade por duas semanas. É lógico, também, que gente do naipe de Pedro Almodóvar, George Clooney, Lars Von Trier, Nanni Moretti, Fernando Meirelles, Alexander Payne, Marc Foster, Cameron Crowe e Francis Ford Coppola se acotovele por um espaço no festival que permite que a crítica especializada fomente as primeiras especulações (que podem ser decisivas) para a Oscar season.


O cartaz da comédia dramática 50/50, em que Joseph Gordon-Levitt descobre-se vítima de câncer. O título é uma referência as suas chances de sobrevivência 


O documentário de Cameron Crowe, Pearl Jam twenty, devassa a trajetória de uma das maiores bandas americanas de todos os tempos. Outro documentário sobre uma famosa banda, o U2, abrirá o evento no dia 8 de setembro


Toronto enseja no mercado americano alguns filmes de selo artístico com forte identificação européia. É o caso de We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsay. O filme estrelado por Tilda Swinton esteve em Cannes, assim como estiveram Melancholia, A pele que eu habito, Habemus papam, Drive e The artist. Essa é outra vocação de Toronto. Recuperar e apresentar aos distribuidores americanos sucessos de crítica de outros festivais. Coriolanus, estréia na direção de Ralph Fiennes, por exemplo, estreou em fevereiro no Festival de Berlim e tentará distribuição nos EUA através do festival de Toronto.
O leitor pode conferir a lista completa dos filmes que irão compor o 36º festival de Toronto. Grafados em vermelho estão aqueles que já chegam em Toronto envoltos em Oscar buzz. Em azul, estão os que o blog acha que irão chegar com força à temporada do Oscar.
Nas próximas seções Em off, mais destaques dessa seleção de Toronto. Não perca!


Anonymus, de Roland Emmerich (Ingl/Ale)
50/50, de Jonathan Levine (EUA)
Habemus papam, de Nanni Moretti (ITA/FRA)
Drive, de Nicolas Winding Refn (EUA)
Coriolanus, de Ralph Fiennes (ING)
A pele que eu habito, de Pedro Almodóvar (ESP)
Melancholia, de Lars Von Trier (DIN/FRA/ALE)
We need to talk about Kevin, de Lynne Ramsay (ING)
360, de Fernando Meirelles (ING/FRA/BRA/Áustria)
Dark horse, de Todd Solondz (EUA)
The deep blue sea, de Terence Davies (EUA/ING)
The descendants, de Alexander Payne (EUA)
Friends with the kids, de Jennifer Westfeldt (EUA)
Jeff who lives at home, de Jay Duplass e Mark Duplass (EUA)
Machine Gun preacher, de Marc Foster (EUA)
Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (EUA)
The oranges, de Julian Farino (EUA)
Pearl Jam twenty, de Cameron Crowe (EUA)
Rampart, de Oren Moverman (EUA)
Salmon fishing in the Yemen, de Lasse Hallström (ING)
Take shelter, de Jeff Nichols (EUA)
The eye of Storm, de Fred Schepisi, (Aus)
Twixt, de Francis Ford Coppola (EUA)
The artist, de Michel Hazanavicius (FRA)
11 flowers, de Wang XiaoShuai (Chi)


Estréias de Gala
The ides of March, de George Clooney (EUA)
Moneyball, de Bennett Miller (EUA)
A dangerous Method, de David Cronenberg (ING/Fra/Can/Ale)
The Lady, de Luc Besson (FRA/ING)
Peace, love & misunderstanding, de Bruce Beresford (EUA)
Take this Waltz, de Sarah Polley (CAN)
W.E, de Madonna (ING)
From the Sky down, de David Guggenhein (EUA)
Butter, de Jim Field Smith (EUA)
A happy event, de Rémi Bezançon (FRA)
Albert Nobbs, de Rodrigo Garcia (ING/IRL)