terça-feira, 23 de novembro de 2010

Claquete destaca

+ Mais um nome passou a ser comentado para viver o super homem no novo filme que será dirigido por Zack Synder e produzido por Christopher Nolan. Trata-se de Mathew Goode, que já foi dirigido por Synder em Watchmen. É um nome menos impactante do que os articulados previamente. Jon Hamm da série Mad men e Joe Manganiello, o lobisomem Alcide de True Blood.


+ Angelina Jolie está, novamente, em Budapeste onde grava cenas de sua estréia na direção de longa-metragens. Jolie encurtou sua estada, assim como o número de cenas rodadas, na Bósnia. Embora não admita de pronto, a mudança no itinerário de filmagens se deve aos constantes protestos acerca de sua presença lá e do mote de seu filme (que mostra a paixão entre uma mulher Bósnia e um soldado sérvio).

Angie orienta seus atores no set de filmagens em Budapeste


+ Depois de sete semanas na liderança das bilheterias brasileiras, Tropa de elite 2 cedeu o lugar para Harry Potter e as relíquias da morte – parte 1 que obteve a segunda maior abertura do ano. Perdendo nesta comparação, justamente, para o filme estrelado por Wagner Moura.


+ Harry Potter e as relíquias da morte- parte 1 vem dividindo a crítica e os fãs. A produção, que se sagrou como a de maior bilheteria de estréia da saga nos EUA (U$ 125 milhões), recebeu críticas inusitadas, como a do produtor e criador de Lost, Damon Lindelof. O roteirista escreveu artigo no site americano The daily beast em que afirmou que o sétimo filme é “o pior da série, embora seja uma das adaptações mais fiéis”. Esse paradoxo, segundo Lindelof, é algo que ele ainda não conseguiu digerir.


+ A crítica do sétimo filme de Harry Potter será publicada ainda esta semana em Claquete.


+ A próxima sexta-feira, 26, será de estréias para todos os gostos. Woody Allen lança nova fita na praça. Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, assim como Tudo pode dar certo, vem sendo considerado um trabalho menor de Woody. Mark Walhberg e Will Ferrel dividem a cena com The Rock e Samuel L. Jackson em Os outros caras e Marcio Garcia estréia na direção com Amor por acaso em que contracenam Dean Cain e Juliana Paes.


+ Tetro, último filme dirigido por Francis Ford Coppola, tem nova data de estréia no Brasil: 10 de dezembro. O cineasta virá a São Paulo divulgar o filme lançado originalmente em 2009 nos EUA e Europa. Claquete fez um especial sobre o filme que foi publicado em maio. O leitor poderá acessar o especial na página dos ESPECIAIS CLAQUETE.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Crítica - Um homem misterioso

Grande cinema!

George Clooney aposta novamente em um filme fora do mainstream e mais uma vez é bem sucedido. Um homem misterioso é um filme simples, mas desenvolvido de forma sofisticada


Um homem misterioso (The american, EUA 2010) é um thriller que privilegia a sugestão. É um filme de poucas palavras, tal qual seu protagonista (vivido com densidade e afinco por George Clooney), mas de muitas minúcias. Dirigido por Anton Corbjin (Control), o filme articula referências que vão de Alfred Hitchcock a Sergio Leone e se estabelece como uma fita de vocação européia. Por vocação aqui, estipula-se a opção por um registro minimalista. Em Um homem misterioso, pouco é dito, mas muito é sugerido. George Clooney é vital para o sucesso dessa fórmula. Pouco se sabe sobre seu personagem (nem mesmo seu nome verdadeiro podemos precisar). Sabemos que é um assassino profissional com extremo talento para a confecção de armas, embora anuncie que não leva jeito com máquinas. Percebemos que está cansado da vida nômade que leva e do fato de não poder desenvolver afetuosidades com ninguém (e o fato de criar vínculos com um padre e com uma prostituta é pontual neste aspecto). Nada disso é dito, como quase nada do sentido que Um homem misterioso constrói é exposto em diálogos. O filme tem belos planos e longos silêncios entrecortados por tiros (os tiros sempre rompem a solidão do silêncio).
Corbjin parece interessado menos em desvelar aquele estranho que só podemos apontar ao certo sua nacionalidade e mais em desenvolver uma trama, até certo ponto banal, de forma requintada. É pela maneira como Um homem misterioso é desenvolvido que o torna algo salutar. Essa vocação européia, no final das contas, se justifica pela imersão que faz em um cinema que já parece esquecido nos EUA. A cena final parece retirada de um filme dos anos 50. O plano utilizado por Corbjin não perece fazer parte da cartilha de cineastas do mercado americano. Embora o final seja até mesmo previsível e corrobore a natureza do thriller, a forma como é fotografado torna tudo mais poético. Um filme maravilhosamente filmado. Não é um grande filme, mas é grande cinema.

domingo, 21 de novembro de 2010

ESPECIAL A REDE SOCIAL - Insight

 Este é mesmo um filme sobre a criação do Facebook?

David Fincher segura a arma do crime: livro e filme foram desautorizados por Mark Zuckerberg


“Tive acesso a dezenas de pessoas de dentro do Facebook, começando pelo Eduardo (Saverin, co-fundador do site) e incluindo quase todo mundo que está no livro”, garante Ben Mezrich, autor de Bilionários por acaso – a criação do Facebook (editora intrínseca, 228 páginas, R$ 29,90), em entrevista à Folha de São Paulo. Bilionários por acaso é o livro que serve de base para o roteiro de Aaron Sorkin em A rede social. Sorkin é conhecido por seu interesse em desvendar relações de poder. Além de ter criado e produzido a série de TV The West wing, são seus os roteiros de Jogos do poder (2007) e Segredos do poder (1998), ambos de Mike Nichols. “Tenho certeza de que o Facebook teria preferido que contássemos a história inteiramente do ponto de vista de Mark (Zuckerberg, criado do site), mas esse não era o filme que queríamos fazer", explicou Sorkin. Mas então qual era o filme em mente?
“O que me atraiu no projeto foi a ideia de retratar uma geração que está à frente de seu tempo e o ônus que pagam por isso”, decretou o diretor David Fincher em entrevista realizada na abertura do Festival de Nova Iorque no final de setembro.
A rede social, portanto, não é um filme sobre a criação do Facebook propriamente dito. Mas parte desse elemento com vistas a construir um painel muito maior sobre as relações sociais travadas pelos jovens tanto na internet quanto fora da rede.

 O roteirista Aaron Sorkin é presença dada como certa na lista do roteiristas indicados ao Oscar


Aos 26 anos, Zuckerberg tem uma fortuna estimada em U$ 4 bilhões, segundo a lista mais recente da revista Forbes, e é o criador do site de relacionamentos mais popular do planeta. O interesse em um filme sobre sua vida e as circunstâncias que o levaram a tão distinto patamar são, inapelavelmente, justificáveis. “Passei um ano tentando falar com Mark, mas ele sabia que eu estava escrevendo uma história que ele não queria contar”, argumenta Mezrich.
Assim como ocorreu com o livro, Zuckerberg foi resistente a ideia de ver sua história no cinema. Além de constantes desacordos com a produção de A rede social, o criador do Facebook desautorizou a fita, argumentando que o que está ali não é a realidade. Limitou-se a dizer que o “guarda roupa utilizado pelo ator Jesse Eisenberg (que o interpreta) era fiel” ao seu.
O roteiro se apoia nas batalhas legais sobre a propriedade da rede social enfrentadas por Zuckerberg anos após criar o Facebook em seu quarto em Harvard, o que o obrigou a pagar dezenas de milhões de dólares para evitar que as disputas chegassem aos tribunais. Isso de fato aconteceu. É natural que em nome de conveniências dramáticas, haja liberdade criativa para compor a narrativa. Contudo, ficcionalizado ou não, o retrato que emergiria do criador do facebook não teria como ser muito lisonjeiro.
No final das contas, as comparações que o filme vem amealhando com Cidadão Kane se justificam nessa trincheira. Um filme sobre um barão midiático, com uma narrativa que mistura elementos ficcionais e reais para emoldurar o retrato de uma geração. Esse é o escopo final de A rede social, filme que está fazendo muito amigos. Mas, claro, angariando algumas inimizades também.


Em um quartinho em Harvard: surgia um império de bilhões de dólares

Claquete documenta - Senna



É até um pouco niilista classificar Senna (ING 2010) como um documentário. Na verdade, a produção assinada pelo indiano Asif Kapadia é um híbrido de ficção com documentário. Essa realidade traz vantagens e desvantagens. Certamente do ponto de vista do marketing é uma peça valiosa, já que se pode reclamar a primazia em abordar a trajetória de um ídolo das massas em uma narrativa convencional e ajustada aos padrões hollywoodianos de grandes heróis sem abdicar da sobriedade do gênero documental. Por outro lado, reforça a sensação de que o filme sobre o piloto brasileiro não é o filme sobre aquele homem e sim o filme que sua família gostaria que fosse feito.
Vale lembrar que por muito tempo um longa sobre Ayrton Senna foi negociado em Hollywood, mas a família Senna não abria mão do controle criativo sobre a obra. Surgia assim esse documentário que é constituído basicamente por imagens de arquivo (algumas inéditas conseguidas junto a Federação internacional de automobilismo). Em Senna, há um cuidado rigoroso com a imagem do piloto, morto em um acidente no circuito de Ímola em 1994. Senna, o documentário, versa sobre a trajetória de Senna na Fórmula 1 e só. Nada que quem já não esteja familiarizado com a história do piloto já não conheça. Não existe o interesse por parte da realização de investigar o homem por trás do mito, pelo contrário, a intenção é de realçar esse mito em uma potência ainda maior. Para isso alguns subterfúgios narrativos são empregados. O primeiro deles é criar um vilão para o herói Senna. E a figura antipática de Alain Prost, que rivalizou arduamente com Senna nas pistas e nos bastidores da F1, é primordial nesse sentido. Prost ganha tintas pouco lisonjeiras no filme que nos créditos faz uma mea culpa obsoleta ao lembrar que o tetra campeão mundial contribui assiduamente para o instituto Ayrton Senna.
Há pouco espaço para o Senna de fora das pistas no filme. O foco é a competição e seu legado na fórmula 1. Não havia porque supor que o filme não fosse celebrar a figura de Senna, mas em momento algum se articula ir além da simples idolatria.
Senna não é um filme ruim, mas fica aquém de produções mais sérias e comprometidas exibidas diretamente na TV em canais como Biography Channel e Discovery Channel. É lógico que o apelo midiático da figura se impõe. O diálogo que a fita estabelece com quem vivenciou o reinado de Senna na F1 ou sua trágica morte é irreproduzível e, em si, definitivo. É justamente aí que reside a razão de ser deste filme. Reascender a chama que vela por Senna. Quinze anos após sua morte, toda uma geração não reverbera o piloto em sua memória. Esse é o maior pecado de Senna enquanto cinema. O filme não será emocionante, muito menos marcante, para quem não tiver mais de 20 anos. Não é o filme que emociona. É a lembrança que ele provoca. Para um documentário que se alimenta desavergonhadamente de recursos da ficção para propalar uma figura já icônica não deixa de ser um resultado frustrante.

sábado, 20 de novembro de 2010

Cantinho do DVD

Danny Boyle não era um diretor tão festejado até pouco tempo atrás. Na verdade, seu pior filme foi justamente aquele que lhe valeu a consagração. No caso Quem quer ser um milionário? Prestes a lançar seu nono filme (127 hours), o diretor frequentemente é lembrado por Trainspotting, seu melhor filme. Cantinho do DVD destaca justamente o primeiro filme de Boyle posterior ao frisson causado por Trainspotting. Por uma vida menos ordinária é o cartão de visitas de Boyle a Hollywood e o diretor trouxe Ewan Mc Gregor (a estrela de seus dois primeiros filmes) com ele. O filme não é nada demais e serve para mostrar que quando Boyle flerta com Hollywood ele não consegue se manter tão interessante.


Ficha técnica
Título original: A life less ordinary
Direção: Danny Boyle
Roteiro: John Hodge   
Elenco: Ewan McGregor, Cameron Diaz, Delroy Lindo, Holly Hunter e Iam Holm
Estúdio: Fox
Duração: 104 min
Status: Disponível em DVD e Blu-Ray para venda e locação
Preço médio: Blu-Ray = R$ 79,90
DVD = R$ 29,90



Crítica

Danny Boyle, em seu terceiro longa-metragem, flerta mais assumidamente com o caráter fabular. Por uma vida menos ordinária (A life less ordinary, ING/EUA 1997) é, por força da necessidade de definição, uma comédia romântica. Ewan McGregor e Cameron Diaz estrelam como um faxineiro que sonha em ser escritor e como uma patricinha com um complexo de Electra mal resolvido que passam a conviver juntos quando um sequestro mal elaborado pelo personagem de Ewan se desenrola.
Após ser demitido Robert Lewis (McGregor) meio que sem querer (acredite é possível) sequestra Celine (Cameron Diaz), filha de seu ex-patrão. Sem jeito para o ofício, Robert é instruído por Celine que já passou pela situação outras vezes. Adicionados a essa loucura estão dois anjos (papéis de Delroy Lindo e Holly Hunter) que têm como missão fazer esses dois pombinhos tão diferentes se apaixonarem. Caso não consigam cumprir o designo, padecerão na terra.
Não espere um humor escrachado, tão pouco situações genuinamente cômicas. Danny Boyle faz um romance atípico apostando na estranheza das circunstâncias encenadas. O humor tipicamente inglês ora aparece refinado, ora beira o non sense.
Por uma vida menos ordinária não esconde a veia pop do cineasta que mesmo ao se enveredar por uma trama mais banal, preserva suas idiossincrasias. Na curiosa mise em scène temos penteados esquisitos, trilha sonora pop, anjos irritadiços e um protagonista totalmente desprovido de carisma. Menos ordinário impossível.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Harry Potter e as relíquias da morte, parte 1

Por enquanto ainda é um até logo: No sétimo filme, Harry assume seu destino de uma vez por todas e se empenha em derrotar Voldemort


O slogan não esconde. É o começo do fim. Não só este foi o clima durante a produção dos últimos filmes da saga Harry Potter (gravados simultaneamente) como é o tom que predomina durante a promoção do filme que estréia mundialmente nesta sexta-feira, 19 de novembro.
Mas os fãs da série não precisam se exaltar. O referido “fim” não ocorre ao final do sétimo filme. Há, ainda, Harry Potter e as relíquias da morte parte 2 que estreará em julho de 2011 para colocar um ponto final na franquia mais lucrativa da história do cinema. A divisão do último livro em dois filmes gerou controvérsias, mas o chairman da divisão de entretenimento da Warner Brothers assegurou que as razões que levaram o estúdio a optar por dividir o último livro em dois filmes foram puramente artísticas. “É inegável que a Warner irá ganhar mais dinheiro com dois filmes do que ganharia com um”, afirmou Alan Horn à Entertainment Weekly recentemente, “mas não faríamos isso sem a anuência de Jo (K. Rowling, a autora) e o sentimento de que estamos oferecendo um melhor senso de encerramento para a série”.

 Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...: Emma Waltson encantou a todos na premiere londrina do filme realizada no fim de semana passado



Face a face com o inimigo: Em Harry Potter e as relíquias da morte parte 1 o clima, definitivamente, esquenta...

“Foi difícil lidar com várias emoções neste filme”, acrescenta Daniel Radcliffe em entrevista a agência de notícias Reuters. O intérprete de Harry Potter se refere tanto as emoções vividas por Harry Potter no grande clímax da série quanto do lado de fora das telas quando se prepara para dizer adeus em definitivo (o que só ocorrerá a partir de julho do ano que vem) ao universo potteriano.
Harry Potter e as relíquias da morte parte 1 prepara o clima de guerra entre Voldemort e Harry. “Esse filme é mesmo mais obscuro, mas como os outros Harry Potter há humor também”, declarou o ator.
Não é preciso dizer que a aura infantil ficou para trás. Desde O cálice de fogo o tom da série é outro e isso está relacionado diretamente a presença de David Yates como diretor. O inglês, oriundo da TV britância, assumiu a direção do quinto filme (A ordem da fênix) e venceu preconceitos e desconfiança, sagrando-se o diretor mais longevo de Harry Potter. Discreto, Yates mostrou-se eficiente nos bastidores e eficaz na cadência que a série precisava para evoluir no cinema no mesmo compasso que evoluiu nos livros.
Ainda é prematuro dizer se a história julgará Yates como o grande responsável pelo sucesso de crítica de Harry Potter no cinema. Talvez seja até equivocado emular tal julgamento. Mas é fato que a série se aproxima de seu fim muito mais respeitada do que quando começou; dividindo as atenções com elfos, anões, orcs, hobbits e humanos da terra média.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Panorama - O quarto do pânico


Apesar da apressada troca de protagonistas, Nicole Kidman foi substituída por uma voluntariosa Jodie Foster em virtude de uma lesão no joelho e depois de uma estréia adiada em seis meses, O quarto do pânico se sagrou um campeão de bilheteria (até hoje a maior da carreira do cineasta). No filme, mais assumidamente de entretenimento de David Fincher, testemunhamos um assalto com todo o requinte que a técnica e o domínio da linguagem cinematográfica de Fincher permitem. O enredo é simples. Quadrilha invade uma casa e mãe solteira (Foster) e filha (uma iniciante e ainda convincente Kristen Stewart) se veem na contingência de se trancar no quarto do pânico do título, um quarto à base de titânio à prova de arrombamentos muito comum em casas e apartamentos de classe média-alta nos EUA.
O bom elenco (ainda temos Jared Leto e um Forest Whitaker antes do Oscar) ajuda na diversão, mas o grande barato do filme é mesmo o clima de claustrofobia construído por Fincher. Ele constrói tensão e aperta a platéia no fundo da cadeira apostando na imagem como poucos cineastas (talvez só Danny Boyle e Chris Nolan atualmente) conseguem.
Hoje, com a evolução da carreira de David Fincher em mãos e com a profundidade pretendida de sua obra em análise, é possível dizer que O quarto do pânico foi um movimento de vaidade do cineasta. Um virtuosismo de quem sinaliza para o mundo: Eu estou no controle. Não à toa, Fincher é conhecido em Hollywood por seu perfeccionismo.

Crítica: RED-aposentados e perigosos

Pura gozação!


Adaptado de uma graphic novel assinada por Warren Ellis e Cully Hamner, RED – aposentados e perigosos (RED, EUA 2010) é um prazeroso filme de ação. Dirigido pelo alemão Robert Schwentke, cujos créditos incluem o ótimo Plano de vôo e o nem tão empolgante Te amarei para sempre, a fita tem um mote bacana (agentes da CIA aposentados são obrigados a voltar à ativa quando a própria agência demonstra interesse em matá-los), mas que já esteve em evidência em 2010 no filme Os mercenários.

Bruce Willis, ao lado de Mary Louise Parker, faz o tipo sério
em RED. O que não quer dizer que não esteja engraçado
 Pesa a favor de RED, no entanto, um elenco da mais fina estirpe. John Malkovich, Morgan Freeman, Helen Mirren, Mary Louise Parker, Brian Cox, Richard Dreyfuss, Karl Urban e Bruce Willis (que também fez uma ponta em Os mercenários) fazem graciosidades em cena. Tudo em nome da brincadeira. As cenas de RED, assim como a própria trama, são um pretexto para que esses bons atores possam exercitar sua veia cômica. Malkovich está especialmente aprazível como um agente neurótico.
O filme vem colhendo críticas positivas nos EUA, o que tem surpreendido alguns. Na verdade, ao assumir seu espírito fanfarrão, RED permite que o espectador se alvoroce com cenas como uma bala explodindo um míssil. A fita nada mais é do que uma bem sacada sátira a esse universo James Bond que tanto prezamos no cinema. E é como a pura gozação que é, que RED deverá será apreciado. Portanto, se você ler uma crítica falando das cenas mentirosas ou da trama absurda, desconsidere. Denegrir o filme é não entendê-lo. Agora se você não gosta de comédias de ação e de sátiras bem boladas, aí sim você deve passar longe de RED. Afinal, você deve estar velho demais para isso.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Claquete destaca

+ Foi anunciado esta semana que o produtor Scott Rudin, que já ganhou o Oscar por produções como Chicago e Onde os fracos não têm vez, será homenageado com o prêmio David O. Selznick em 22 de janeiro. A distinção será oferecida pelos colegas do sindicato dos produtores na entrega dos prêmios em que, especula-se, Rudin estará concorrendo duplamente. Com A rede social, de David Fincher e com o remake de Bravura indômita, dos irmãos Coen.


+ O elenco de Se beber não case 2 continua inchando. Depois da confirmação de Liam Neeson e da possível ponta de Robert Downey Jr., foi confirmada nessa semana uma pequena participação do ex-presidente americano Bill Clinton no longa. Clinton fará ele mesmo e sua participação já foi gravada na Tailândia, onde atualmente ocorrem as filmagens.


+ O produtor Dino De Laurentiis morreu na semana passada aos 91 anos de idade. Com mais de 166 filmes no currículo, o produtor alternava-se entre filmes como Serpico, de Sidney Lumet e Hannibal – a origem do mal.


+ De Laurentiis era um dos últimos grandes produtores de Hollywood. Com trânsito internacional, o italiano - que nunca chegou a dominar candidamente o inglês - era o produtor favorito dos estúdios já que conseguia cumprir prazos e orçamentos e também agradava a classe artística com seu jeito afável.


+ Darren Aronofsky anunciou que o novo filme estrelado por Wolverine não se chamará X-men origens: Wolverine 2 como vinha sendo tratado. De acordo com o cineasta a produção não “será uma sequência convencional” e por isso se chamará apenas The wolverine. A opção por um título que remete a um filme de origem corrobora a teoria de que a nova fita irá desconsiderar a anterior e que novos rumos (conceituais) aguardam o mutante mais invocado do universo marvel.


+ Amanda Seyfried é o destaque de uma das primeiras imagens liberadas de A garota da capa vermelha. Uma versão um tanto gótica da história da chapeuzinho vermelho dirigida por Catherine Hardwicke (Crepúsculo e Aos treze). O filme tem previsão de estréia para março de 2011.

 Na nova versão, que chega em março nos cinemas, o lobo mau é um lobisomem



+ Megamente manteve a liderança nas bilheterias americanas e superou as estréias da ação Incontrolável, da ficção científica Skyline e da comédia Morning glory. O panorama deve mudar no próximo final de semana com a estréia do sétimo filme da saga Harry Potter. A matéria sobre o novo filme do bruxo mais famoso de todos os tempos você encontra aqui em Claquete a partir de quinta-feira.


+ Foi realizado no dia 13 de novembro o Academy´s board of governors, evento em que a academia homenageia figuras que contribuíram para a sétima arte. As honrarias de 2010 foram feitas a Francis Ford Coppola , por seu trabalho como produtor, ao ator Eli Wallach, ao diretor e produtor Kevin Brownlow e ao diretor Jean-Luc Godard (que não compareceu).

Trio parada dura: os três homenageados de 2010 empunham seus Oscars


+ Godard, aliás, foi o protagonista do evento antes mesmo dele acontecer. Desde o anúncio de que seria homenageado pela academia de Hollywood, o francês tornou-se o centro das atenções. Fosse por seu nunca admitido anti-semitismo ou pelo descaso com que recebeu a homenagem.


+ O Especial Claquete sobre o filme A rede social começa no próximo domingo. Fique ligado!