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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Oscar Watch 2012 - Harry Potter e as relíquias da morte - parte II tem ou não tem chances no Oscar?



Parece notícia de ontem. Mas ainda vale repercutir. Muita gente acredita que Harry Potter e as relíquias da morte-parte II poderia ser um dos principais players dessa temporada de premiações. Os argumentos são de que seria uma maneira digna de reconhecer  a maior franquia da história do cinema e a excelência de um trabalho de adaptação longo e magnificamente realizado. A excepcional empatia com a crítica, em sua maioria conivente com o filme pelas mesmas razões dos que enxergam viável a indicação ao Oscar de melhor filme, encorajou tais argumentos.
Com o curso da temporada de premiações, as chances do derradeiro Harry Potter de se tornar um “Oscar contender” reduziram drasticamente. O maior golpe veio da mesma crítica que o incensou em julho ao relegá-lo à condição de mero coadjuvante no Critic´s Choice Awards. O filme não é favorito nem mesmo nas quatro categorias técnica em que concorre – e com justiça diga-se. Ainda que tenha sido incluído na lista do prestigiado National Board of Review e que apareça entre os dez indicados no sindicato dos produtores em janeiro, as chances do filme são muito pequenas. Precisaria encabeçar 5% das listas de preferidos dos votantes na academia. O que é muito improvável que aconteça. Primeiro porque o filme, no limiar, não merece. Segundo porque a saga teve a infelicidade de encerrar sua trajetória no cinema no ano em que Martin Scorsese realizou um filme infanto-juvenil que ainda dialoga com o cinema (A invenção de Hugo Cabret). São reveses muito significativos para a força da varinha de Harry Potter. Mesmo Alan Rickman, um baita de um ator que dá show em toda a série, teve a falta de sorte de ter uma categoria muito concorrida nesse ano – ainda que a vitória pareça cada vez mais reservada para Christopher Plummer. Uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante, como defendeu Daniel Radclife em entrevista recente, parece totalmente inconcebível no momento.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Crítica - Harry Potter e as relíquias da morte: parte II

Épico e satisfatório!


Pode parecer uma incongruência a união de dois adjetivos tão distintos no enunciado dessa crítica, mas eles externam, de maneira enfática, o que é Harry Potter e as relíquias da morte: parte 2 (Harry Potter and the deathly hallows: part II EUA/ING 2011). O filme que fecha a franquia mais lucrativa da história do cinema se resolve com atenção especial aos fãs, mas com graves disfunções narrativas enquanto cinema. É bem verdade que a segunda parte de As relíquias da morte é bem mais envolvente do que o capítulo anterior. Com ação ininterrupta, o filme evolui para o embate final entre Voldemort e Harry com o tom solene que se imaginava e que era demandado. Contudo, alguns gargalos são perceptíveis. Muita coisa podia ser facilmente editada, sublimada para tornar o filme mais enxuto, dinâmico e eficiente. O bom exercício de decupagem verificado na grande maioria dos filmes da saga foi seriamente comprometido com a opção de dividir o último livro em dois filmes. Esse revés foi algo que o oitavo filme conseguiu suavizar, mas não reverter inteiramente.
O tom épico, facilmente absorvido pela portentosa trilha sonora assinada por Alexandre Desplat, pela ainda mais sombria fotografia de Eduardo Serra e pelos eventos definitivos que se sucedem é entremeado com essa pálida sensação de que a corda foi esticada além do desejável. Quando Harry finalmente subjuga Voldemort, o espectador já passou do ponto. É lógico que para o fã mais ardoroso o tempo passa de maneira diferente. E nesse eixo, As relíquias da morte-parte II se resolve como o auge criativo de uma adaptação que foi se aprofundando nos livros e se fidelizando a medida que o fim se aproximava.
Foi uma opção da produção pregar para convertidos. Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2 encerra a saga do bruxo com menos qualidade narrativa do que iniciou lá no longínquo 2001; ainda que sobeje nos quesitos técnicos.
O fecho da saga se inicia exatamente onde o capítulo anterior havia terminado. Voldemort de posse da varinha mais poderosa do mundo se prepara para iniciar uma ofensiva a Hogwarts para impedir que Harry conquiste seu intento: eliminar todas as horcruxes e viabilizar o flagelo do senhor das trevas.

Até tu Voldemort? O melhor momento do oitavo filme é a risadinha incontida de Voldemort quando este julgava a vitória iminente...


Algumas cenas delineadas para mesmerizar os fãs surtem efeito com profunda ressonância dramática, porém, ironicamente, só reforçam essa indisposição narrativa que caracterizou os dois últimos filmes da saga. As 2h15min do longa poderiam ser 50 min da parte de um outro filme. Ademais, a cena da invasão de Hogwarts pelas forças de Voldemort (que poderia ser mais detalhada e ilustrada) se mostrou insuficiente. Para quem testemunhou o gigantismo apresentado na cena do abismo de Helm em O senhor dos anéis: as duas torres, as opções de David Yates aqui ratificam o infortúnio de dividir o último livro em dois filmes.
Os protagonistas novamente decepcionam. Radcliffe é quem aparece melhor. Mais exigido dramaticamente do que nos filmes anteriores, ele se beneficia do pouco espaço e material que Emma e Grint dispõem. Alan Rickman, com pouco tempo em cena, mostra mais uma vez sua soberania e se inscreve definitivamente como um dos maiores acertos de toda a saga. Possível crer que o ator ajudou a moldar o destino de seu Severus Snape na dramaturgia de J.K. Rowling.
Recuperar a participação de David Yates na série se faz necessário. O diretor mostrou-se assertivo e perspicaz em A ordem da fênix e O enigma do príncipe, inclusive melhorando as atuações dos protagonistas, mas sucumbiu ao equívoco de prolongar o desfecho da série. A narrativa seriamente comprometida vai na sua conta. Um infortúnio que os bilhões nas bilheterias do planeta irão transfigurar em acerto.
Harry Potter e as relíquias da morte-parte II, no entanto, não será lembrado por seus desacertos. E é correto que isso aconteça. A recordação será de apoteose. A nostalgia, que invade o público de vez na derradeira cena do capítulo final, se encarregará do resto.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Filme em destaque: Harry Potter e as relíquias da morte-parte II

Despedida
Foram dez anos encantando o mundo. Os portões de Hogwarts se fecharão em 2011. O tom de despedida se confunde com a apoteose do último capítulo da saga mais lucrativa da história do cinema


A pergunta que provavelmente irá erigir na cabeça do fã tão logo as luzes se ascendam após a sessão de Harry Potter e as relíquias da morte-parte II, que estréia mundialmente nessa sexta-feira (15), é: E agora?
A resposta com Daniel Radcliffe, o intérprete do bruxo mais famoso da sétima arte: “É guardar este momento. As lágrimas são inevitáveis; Harry Potter será para sempre inesquecível para mim”. Tudo bem que Daniel – que admitiu isso em entrevista na premiere londrina do último filme - engordou a conta bancária em virtude da série, mas sua fala pressupõe um sentimento que vai além das cifras. Harry Potter engajou gerações, cativou milhões de adolescentes, pais de adolescentes e, ainda mais mágico e significante, cresceu juntamente a outra porção de milhões.
Não é fácil resumir isso em palavras. Para a Warner, a despedida também é sentida. Só no cinema, o estúdio faturou U$ 7 bilhões com o filme. A expectativa é de que o último capítulo renda, sozinho, mais U$ 1 bilhão aos cofres do estúdio. No total, com vendas de DVD, Blu-ray, direitos televisivos, merchandising, entre outros, o estúdio se despede de uma máquina de aproximadamente U$ 30 bilhões. É natural que a nostalgia se imponha de lado a lado.


Preparando o terreno
A divisão do último livro em dois filmes já é tópico encerrado. “Quisemos dar um melhor senso de encerramento para a série”, afirmou o presidente da Warner, Jeff Robinov, no lançamento do sétimo filme. Como era esperado, os fãs originais (aqueles que já curtem Potter desde os livros) se regozijaram com a tradução literal das páginas para celulóide. No entanto, a crítica de cinema foi reticente quanto à produção. No Brasil, o sétimo Potter dividiu opiniões. Veículos como Veja, Folha de São Paulo, O globo e Claquete classificaram o filme como um retrocesso em nome do maniqueísmo do estúdio – que encontra vazão naqueles montantes citados acima. Já O estado de São Paulo e alguns sites como Cinema em cena e Adoro Cinema saudaram o novo Potter como uma adaptação primorosa. Nem tanto ao Céu, nem tanto ao inferno. O oitavo filme deve apagar as más impressões deixadas pelo sétimo, seguramente o único filme a ter rachado de maneira tão nítida a crítica de cinema.

Alan Rickman em cena do derradeiro filme: seu personagem foi eleito o melhor da série em enquete promovida pela MTV americana

 
Apoteose
O confronto derradeiro entre o bem e o mal é, sem dúvidas, o grande destaque da fita e o professor Severus Snape, figura crucial nesse embate, ganha o respaldo do público. De acordo com pesquisa realizada pelo blog de cinema da MTV americana esta semana, o sombrio professor é o melhor personagem da série. A percepção vai ao encontro das inclinações de J.K. Rowling que, fã confessa e ardorosa de Alan Rickman, dividia com ele os segredos dos rumos da série muito antes deles chegarem ao papel.
Snape, Harry, Voldemort, Hermione, Rony... O fim chega para todos. Mas a Warner planeja injetar um gás extra na série e já articula uma campanha vultosa com vistas ao Oscar 2012. Esmerando-se no feito de O senhor dos anéis, o estúdio planeja para o crepúsculo de Harry Potter nos cinemas, uma apoteose ainda maior do que J.K.Rowling ensejou nos livros.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Em off

Nesta edição de Em off, o destaque é todo para Harry Potter. Com o lançamento do oitavo e último filme dobrando à esquina, Claquete mostra as opções dos três protagonistas para o futuro, relembra a importância dos diretores da saga, atribui notas aos filmes e situa o leitor dentro do universo Harry Potter.



Em busca de Daniel

Ele já foi alcoólatra, maconheiro e o adolescente mais rico do Reino Unido. Este último posto foi abandonado porque, aos 21 anos, não dá para ser mais considerado adolescente. Daniel Radcliffe completará 22 anos uma semana depois da estréia do último filme da série que irrevogavelmente marcará sua carreira. Depois do lançamento de Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2, Daniel deixa de ser Harry, pelo menos em termos profissionais. Com The woman in black, um thriller de suspense, programado para 2012 e arrebatando elogios na Broadway com a peça How to succeed in business without really trying, o ator parece decidido a relegar Harry Potter ao porta-retratos da memória e partir em busca de desafios profissionais que excedam o comentado nu de alguns anos atrás na peça Equus.


Sopa de números
+ A Pedra filosofal ainda detém a marca de maior bilheteria da série. Com U$ 974,733 milhões ocupa atualmente a 9ª posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos.

+ Os anos de 2003, 2006 e 2008 não tiveram lançamentos de filmes da saga. O enigma do príncipe estava previsto para novembro de 2008, mas a greve dos roteiristas no início daquele ano motivou o estúdio Warner a mover o lançamento do filme para julho do ano seguinte. A justificativa era de que o estúdio, por conta da greve, ficaria sem um grande lançamento para as férias de verão. Os fãs chiaram, mas fizeram de O enigma do príncipe a maior bilheteria de Harry Potter na América do Norte.

+ Na média geral, os filmes lançados no meio do ano faturaram mais nas bilheterias americanas do que os que foram lançados no final do ano. No mercado internacional, a tendência se inverte.

+ Na Europa, compreensivelmente, as maiores bilheterias registradas pela saga são originadas da Inglaterra

+ No Brasil, o filme de maior bilheteria é O cálice de fogo e o de menor bilheteria é O prisioneiro de Askaban.

+ As relíquias da morte-parte 2 será lançado em 4.800 cinemas nos Estados Unidos. É o maior lançamento da história da saga.



Os diretores

Há quem hesite em nomear Chris Columbus como o melhor diretor a já ter assumido a saga. Alguns preferem creditar esse título a David Yates, que assumiu o posto no quinto filme e não largou mais. Outros acham que Alfonso Cuáron deve ser destacado por sua inestimável contribuição no que toca o aspecto visual da série. Há quem enxergue na atuação do inglês Mike Newell, o equilíbrio que faltou aos demais. Todos, sem exceção, contribuíram em larga escala para que Harry Potter se tornasse o ícone supremo, em matéria de cinema, que é hoje na iminência de sua despedida. No entanto, é mesmo Chris Columbus o diretor quem merece um “+” ao lado do conceito “A”. Foi ele quem elegeu os protagonistas que provocariam paixões e ergueu, sobre firme alicerce, a estrutura narrativa da série. Sem os arquétipos tão bem delineados pelo americano, os outros não teriam como evoluir conceitualmente.

 David Yates dirigiu os quatro últimos capítulos da série: o inglês fez uma excelente transição da tv para os orçamentos milionários



Sem querer largar o osso

Já faz um tempo que a saga de Harry Potter chegou ao fim na literatura. Mas J.K. Rowling, que continua faturando com os direitos para cinema, jogos e uma infinidade de produtos com a marca Harry Potter, não planeja se desvencilhar de Hogwarts. Em meio a boatos de retomar a série, a “experiência Harry Potter” continuará em jogos e sites que já são planejados para acalentar os corações daqueles que se verão órfãos com o fim da saga nos cinemas.



Doce de Emma

Ela já foi o rosto da Chanel. Já pediu paz para poder seguir seu rumo como universitária, mas está em um dos hypados filmes sobre Marilyn Monroe. Emma Watson é doce. É fina. É Hermione. Melhor atriz do que seu par de companheiros, Emma se mostrou a vontade ao estampar capas de revistas para adolescentes, mas nunca se deixou impressionar pela fama. Recentemente confessou uma paixonite pelo colega de elenco Tom Felton. Seja por suas declarações públicas ou pela coragem de mudar radicalmente o visual tão logo cessaram as gravações de Harry Potter, Emma demonstra a postura de mulher feita. E bem resolvida.



O cinema como quintal

Já Rupert Grint, que desde cedo se revelou como confiável alívio cômico da série, sinaliza que está no cinema seu futuro. Enquanto seus colegas Daniel e Emma não demonstram convicção no futuro da carreira, Rupert diz em entrevistas que ser ator é tudo que ele quer. Não á toa, é o que mais se experimentou no cinema às margens da saga. Um de seus últimos trabalhos é Matador em perigo, em que divide a cena com Emily Blunt e Bill Nighty.


Claqueteando os filmes



A pedra filosofal (2001)
Ainda resiste como a maior bilheteria da saga. O que é um feito notável por ser o primeiro filme e ajuda a entender a maravilha concebida por Columbus aqui. O filme captura essencialmente o termostato emocional tanto dos personagens principais quanto de seu público alvo. É uma aventura solar, tratada como tal, que recupera o prazer de se assistir uma fantasia no cinema. A pedra filosofal é leve e, hoje, é lembrado com carinho em muito por essa característica.
Nota Claquete: 8

A pedra filosofal deu as boas vindas ao triunfal retorno da fantasia aos cinemas.No mês seguinte, estrearia O senhor dos anéis: a sociedade do anel


A Câmara secreta (2002)
Introduzindo um clima de mistério mais sofisticado do que no exemplar anterior, ainda que rudimentar se comparado aos exemplares mais recentes, Chris Columbus se permite divagar em Hogwarts. É nesse filme que surgem os primeiros indícios de que Harry Potter é, de fato, uma série de grande fôlego no cinema.
Nota Claquete: 7,5


O prisioneiro de Askaban (2004)
A mudança no tom da narrativa acompanha um rebuscamento profundo na linguagem da série. O mexicano Alfonso Cuáron projeta a adolescência do trio de protagonistas com invejável propriedade visual, mas a trama, em si, empalidece. Nem a presença do poderoso Gary Oldman como o importante Sirius Black evita que O prisioneiro de Askaban seja lembrado como um filme de esmero visual irretocável com narrativa subserviente.
Nota Claquete: 6,0


O cálice de fogo (2005)
Não é nenhum equívoco apontar esse trabalho como o mais equilibrado da série. Newell, um diretor até certo ponto improvável para a franquia, soube corresponder às expectativas dos fãs e do público em geral. Orquestrou uma adaptação difícil, manejou bem os efeitos especiais (os mais complicados da série até o momento) e exigiu mais do elenco principal que até então fazia feio.
Nota Claquete: 7,5


A ordem da fênix (2007)
Depois de mais de um ano de intervalo, o quinto filme trazia algumas reminiscências. A ordem da fênix era o livro mais volumoso da saga e David Yates, um diretor de TV que não despertava lá grandes inspirações para quem viu Cuáron e Newell conduzindo o universo Harry Potter. Mas A ordem da fênix é um filme muito bem resolvido. O de menor metragem dos longas, o que só ressalta o primor da adaptação. Os pontos chaves da trama são iluminados com dinamismo e sensibilidade. Yates se prova capaz ao conjugar as melhores qualidades de Cuarón e Newell abstendo-se de seus equívocos. É, até o momento, o filme em que o elenco rende melhor.
Nota Claquete: 9,0


O enigma do príncipe (2009)
Apesar do mal à espreita, o tom é de angústia adolescente. Yates foi hábil em imprimir leveza ao clímax da série, sem prescindir da seriedade inerente ao momento. Contudo, em dados momentos, o sexto filme parece um canal sem muita convicção com os eventos que se seguirão. Essa pequena falha, no entanto, não torna O enigma do príncipe um filme problemático.
Nota Claquete: 7,0


As relíquias da morte-parte 1 (2010)
Aqui, infelizmente, o traçado positivo foi quebrado. Em parte pela opção de dividir o último tomo em dois filmes. Conforme já foi amplamente discutido aqui no blog, essa opção – embora contemple os fãs do livro- enseja um filme de ritmo lento, com falso clímax e com conflitos mal ajambrados. As relíquias da morte-parte 1 configurou-se como a mancha no currículo dessa preciosa saga cinematográfica.
Nota Claquete: 4,0

domingo, 10 de julho de 2011

TOP 10 - Os melhores personagens coadjuvantes da saga Harry Potter

Está chegando a hora. O fim de Harry Potter se aproxima. Com o fim dos livros, há alguns anos, os fãs se refugiaram no cinema – onde a saga ainda perduraria por mais tempo. Contudo, agora é irrevogável. A partir de 15 de julho, dia da estréia de Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2, o último véu se cai. É o momento da despedida. Será épica? Será trágica? Será emocional? Certo é que será sentida. Dando sequência aos trabalhos, serão muitas postagens sobre Harry Potter nos próximos dias, a seção TOP 10 lista os dez melhores personagens coadjuvantes de toda a série. Expecto Patronum!




10 – Minerva McGonagall (Maggie Smith)
A professora, que já acumulou a responsabilidade de dirigir Hogwarts, é impenetrável em seu rigor assertivo e seu esmero às tradições. No entanto, nunca deixou de se maravilhar com a geração encabeçada por Harry, Hermione e Ron.


9 – Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh)
O professor de defesa contra a arte das trevas do segundo ano de Harry em Hogwarts é um cara muito vaidoso e não menos charlatão do que seu status de celebridade no mundo dos bruxos sugere. Ele é um dos primeiros professores, exceção feita a Dumbledore, a estreitar os laços com Harry. As trapalhices de Lockhart não afugentam seu carisma inabalável, principalmente com o público feminino.



8 – Mad Eye Moody (Brendan Gleeson)
De poucas palavras e com cara muito feia. Esse é o lema desse personagem que se incumbe de ser um dos responsáveis pela segurança de Harry Potter. Mad Eye Moody, embora tenha seus momentos, tem um senso de humor que pouco lembra o britânico. O irlandês Brendan Gleeson soube usar esse revés com muita propriedade no cinema.



7 – Rubeus Hargrid (Robbie Coltrane)
O gigante que se tornou o primeiro elo de Harry com Hogwarts é, além de uma das principais fontes (ainda que involuntárias) de Harry, um de seus grandes amigos. Hargrid também é um amante incondicional de animais (das mais variadas procedências e gêneros). É ele quem introduz o trio de protagonistas (novamente ainda que involuntariamente) em suas primeiras aventuras em Hogwarts.


6 – Lucius Malfoy (Jason Isaacs)
O pai de Draco surge ainda mais almofadinha do que o filho em A câmara secreta. Ardiloso e escorregadio, um dos mais fidelizados comensais da morte de Lorde Voldemort estimula seu filho a antagonizar Harry Potter, mas se inferioriza quando o pequeno bruxo surge em sua presença. O temor, no entanto, é facilmente maquiado por Lucius, um personagem que não esconde seu carisma malvado.



5 - Dolores Umbridge (Imelda Staunton)
Cruel, egocêntrica e rosa. Essa seria uma descrição eficiente do caráter e de como Dolores Umbridge o apresenta. Durante o inverno sombrio que invadiu Hogwarts nos últimos tempos, quando ela reclama um certo protagonismo, a personagem vivida por Imelda Staunton mostra que nem toda superiora com jeito de vó age como vó.



4 - Draco Malfoy (Tom Felton)
Tirando o trio de protagonistas, é Draco o personagem mais bem desenvolvido pela pena de J.K. Rowling e que ganhou dimensão equivalente nos filmes da série. A angústia e o hesitar à frente do alvorecer do mal são brilhantemente capturados pelo bom ator Tom Felton. Draco quis figurar como o nêmesis de Harry Potter, mas percebeu que o fardo que o colega de Hogwarts carrega merecia -antes de tudo – seu respeito.



3 - Albus Dumbledore (Richard Harris/Michael Gambon)
Em toda a produção que se resolva de forma serilizada, é preciso a figura do homem sábio. Do mentor intelectual. No mundo de Harry Potter, esse homem é o poderoso, e não menos famoso, bruxo Albus Dumbledore. Dumbledore também representa uma figura paterna para Harry. Mesmo com a sisudez que seria característica a um personagem desse perfil, o todo poderoso de Hogwarts é cool. Foi interpretado por dois grandes atores. Michael Gambon assumiu a varinha após o falecimento de Richard Harris que viveu Dumblendore nos dois primeiros filmes.


2 - Severus Snape (Alan Rickman)
Mal? Bom? Perverso? Traiçoeiro? Quem é, afinal, Severus Snape? Seu intérprete, Alan Rickman, foi um dos primeiros a ficar sabendo. As motivações de Snape lhe foram confidenciadas pela própria autora muito antes do final da saga nos livros. Snape ganhou muito em celulóie com o charme irrepreensível de Rickman e sua pose de nobre esnobe. Snape chega ao crepúsculo da saga como um dos personagens mais multifacetados e ambíguos de uma história que não se ressente de projetá-lo como um vilão que abraça seu destino de herói.


1 - Sirius Black (Gary Oldman)
O grande modelo e inspiração de Harry Potter é um herói de decalques tão trágicos quanto o protagonista. De honra afivelada às atitudes, Sirius é uma criação excepcional no meio de tantos personagens propensos a traições e ataques de egoísmo. É um altruísta por excelência. Fez por merecer o número um dessa lista.

Insight

O status quo da saga Harry Potter



O adolescente mais rico do Reino Unido; a maior saga da história do cinema; mais de U$ 7 bilhões em bilheterias; um esquadrão da nata da atuação britânica em seus quadros; um aparato de marketing que desperta a cada temporada para saciar a fome de milhões de pottermaníacos. São dez anos de reinado absoluto na cultura pop. Harry Potter reúne fãs mais fervorosos do que muitas igrejas reúnem fiéis. J.K Rowling pode se orgulhar do império que construiu. Sete best sellers, oito filmes campeões de bilheteria (ou alguém duvida que o último Harry Potter irá arrasar quarteirões?), parques temáticos, jogos e toda uma indústria de bilhões de dólares ventilando mais dólares.
Em 2001, quando a saga surgiu no cinema, esse império parecia distante. Não que Harry Potter já não fosse um fenômeno literário. O era. Mas as dimensões desse fenômeno mudariam definitivamente com a chegada da série ao cinema. Isso ocorreu com o quarto livro nas prateleiras e propiciou a Warner uma verdadeira galinha dos ovos de ouro.
Toda a engenharia cinematográfica foi posta a serviço da construção de um ícone pop que excedesse os parâmetros da dramaturgia. Harry Potter não é mais propriedade do cinema ou da literatura, é algo intrínseco a experiência cultural em toda a sua plenitude. Jason Isaacs em recente entrevista capturou muito bem o status da série: “É aquele tipo de coisa que as pessoas irão amar para todo o sempre. Definitivamente é muito recompensador fazer parte desse projeto”, opinou o intérprete de Lucius Malfoy.
A grife Harry Potter hoje se sobrepõe a nomes poderosos de Hollywood. Spielberg foi sondado para dar o pontapé inicial na saga do bruxinho nos cinemas, mas enxergava Harry Potter como uma animação. Spielberg lança em 2011, em motion capture (uma animação refinada), As aventuras de Tintin. Não deixa de ser uma nota curiosa. Tintin, pensado como uma trilogia, deve se sagrar um gigantesco sucesso de bilheteria, mas não deixa de soar como um contra-ataque do homem que criou E.T e foi preterido por uma escala de produção que deu muito certo sem sua intervenção.
Harry Potter, que acabou tendo a concepção forjada pelo bem menos prestigiado Chris Columbus, se tornou esse espelho que todos admiram. Fox, MGM, Summit e a própria Warner já tentaram “descobrir” o novo Harry Potter. Crepúsculo, ainda que com imensas ressalvas, foi quem chegou mais perto do fenômeno. Mesmo assim, perde em propriedade narrativa, prestígio crítico e outros critérios que só rebuscam ainda mais o status de Harry Potter na cultura moderna.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

As férias pedem cinema

Para alguns, julho significa férias. Aquela época do ano gostosa em que pais, que dispõem de tal possibilidade, tiram férias para curtir os filhos. Viagens e cinema são as grandes pedidas da temporada. Quem viajar pode curtir um filminho em dvd ou blu-ray, ou mesmo no cinema, e quem não viajar tem muitas opções na tela grande. Quem não goza férias em julho padece da nostalgia e também dispõe das mesmas opções na tela grande. Para todos esses grupos, Claquete preparou um guia com os filmes imperdíveis do mês, as melhores opções no home vídeo e algumas pérolas que merecem ser resgatadas em ocasiões especiais.
Tudo acaba: O último filme da saga Harry Potter estréia em 15 de julho e nos próximos dias a produção será tema de muitas postagens no blog



Em todo lugar
Como é de conhecimento público e notório, no dia 15 de julho chega aos cinemas de todo mundo o oitavo e último filme da franquia Harry Potter. Harry Potter e as relíquias da morte-parte 2 promete causar alvoroço em todo e qualquer lugar na segunda quinzena do mês. É o filme mais comentado da temporada e chega para encerrar um ciclo. Muitos cinemas como os da rede Cinemark, UCI, Severiano Ribeiro e Cinépolis já realizam venda antecipada de ingressos para o aguardado filme. Portanto, é possível fazer de Harry Potter um dos itinerários de uma viagem, seja ela para onde for.
Mas nem só de Harry Potter viverão os cinemas nesse mês de julho. Quem gosta de cinema nacional tem duas opções da mais nova especialidade do cinema tupiniquim: o blockbuster.
O diretor e ator Marcos Paulo estréia no cinema com o movimentado Assalto ao Banco Central, prometido para o dia 22 de julho. A fita de ação traz grande elenco com destaque para Lima Duarte e Milhem Cortaz. Bruno Mazzeo leva o seu Cilada.com aos cinemas com direção de José Alvarenga Júnior de Divã e Os normais. A fita estréia nessa sexta-feira, 8 de julho.
Mas o filme que deve mesmo rivalizar com Harry Potter, pelo menos na lotação de cinemas, é Capitão América: o primeiro vingador. Com uma distância estratégica de duas semanas da última estréia do bruxinho, o terceiro filme do estúdio Marvel vem amarrar o universo que a editora convertida em estúdio levanta nos cinemas. Em 29 de julho, Chris Evans levará as cores da bandeira americana a todo o planeta como o personagem título. Como curiosidade, fica a nota de que na Rússia, na China e na Coréia do Sul, o prefixo Capitão América será sublimado em nome de convergências políticas locais. Nesses mercados, há sérias restrições ao american way of life, mas elas não são impedimento para que o soft power americano triunfe – ainda que de forma inusitada.

 Um símbolo americano desafia um dos patrimônios da cultura pop britânica nas telas de cinema brasileiras: quem ganha a batalha é o espectador


Para viagem
Quem preferir assistir um filminho em casa, ou na suíte de um hotel, não faltam novas opções nas locadoras. Rio, animação de maior sucesso do ano que chega esta semana as locadoras, é uma ótima opção para sossegar as crianças. As meninas também devem gostar de A fabulosa aventura de Sharpay com a loirinha Ashley Tisdale e dos mesmos produtores de High School Musical. Outra opção para as pré-adolescentes é Meninas malvadas 2, continuação do sucesso que alavancou a carreira de Lindsay Lohan, mas sem Lindsay dessa vez. O nacional Desenrola deve agradar a galera que curte a novelinha malhação e a ficção Eu sou o número quatro também é destinado ao mesmo público. Todos esses lançamentos chegam na primeira quinzena do mês às locadoras.
Rango é uma animação para adultos. Para aqueles que gostam de westerns e Johnny Depp. Nessa ordem. O filme de Gore Verbinski chega às locadoras no dia 19 de julho. No mesmo dia chegam outras duas ótimas opções “pensantes”. A primeira é Jogo de poder, thriller de espionagem com Sean Penn e Naomi Watts. A segunda é Poesia, ótimo filme sul coreano premiado em Cannes que mostra a trajetória de uma idosa que começa a frequentar aulas de poesia.
Quem gosta de terror também poderá preparar sua sessão de sábado à noite no chalé. O ritual acompanha um padre cético em um curso intensivo sobre exorcismo e Aterrorizada é mais uma contribuição do mestre John Carpenter para o gênero.

Cena de Aterrorizada: julho sem um filme de terror é um terror...


 
E se o tema é...
Para aqueles que planejam uma viagem a dois, alguns filmes são idéias para arrematar o clima. Julia Roberts e seu duo com Richard Gere, Uma linda mulher e Noiva em fuga são duas ótimas opções de romance. Quem preferir uma comédia romântica mais moderna pode optar pelo grande sucesso da carreira de Judd Apatow. Ligeiramente grávidos mostra como dois jovens completamente diferentes lidam com uma indesejada gravidez. A estrela de Ligeiramente grávidos, Katherine Heigl, faz seu vestibular para Julia Roberts em Vestida para casar, outra opção inofensiva para uma noite a dois.
Mas se a viagem tiver aquela pecha de “vamos falar mal da família”, uma das melhores opções é Até que os parentes nos separem. A fita coloca Ryan Reynolds como o noivo, Michael Douglas como o pai e Albert Brooks como o sogro. Outra fita que segue a mesma linha meus “pais me pagam” é Minha mãe quer que eu case. Nesse divertido filme, brilham as estrelas de Diane Keaton e Mandy Moore.
Mas se a viagem é em família e o negócio é curtir a galera, Steve Martin e Eddie Murphy ainda são as melhores opções. O primeiro oferece Doze é demais 1 e 2, enquanto o segundo ainda é imbatível com o primeiro Dr. Dollitle, aquele tipo de filme que agente não cansa de rever. É pura férias!

 
Outras opções


- Passe as férias com os Fuckers
reveja a trilogia Entrando numa fria com Robert De Niro e Ben Stiller

- Dê um upgrade na sua experiência Harry Potter
aproveite o tempo off e reveja os sete filmes da série para se preparar para o grand finale

- Matando a saudade da terra média
tudo bem que o mês é de Harry Potter, mas não é possível ficar muito tempo afastado da Terra média. Tire um fim de semana, deixe avisado que foi para Marte, e revisite Frodo e companhia.

- Reveja a trilogia American pie e preste atenção em quantas risadas você dará
essas férias podem ser uma ótima oportunidade para você medir o quanto amadureceu desde a formatura daquela turma...

- Apresente Michael Bay para a sua namorada
combine com ela de ver toda a filmografia do cineasta (?) de Transformers: o lado oculto da lua e se ela fechar o ciclo, aceite visitar aquela feira de calçados...