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terça-feira, 23 de abril de 2013

Crítica - Oblivion


Ficção científica cascuda

Não é de hoje que Tom Cruise gosta de patrocinar cineastas jovens e promissores, mas corre o risco de a História imputar ao astro a descoberta de Joseph Kosinski. Para todos os efeitos, o diretor de Tron – o legado (2010) estreia, de fato, com essa ficção científica que concilia referências que vão de 2001: uma odisseia no espaço a Blade Runner – o caçador de androides, dois ícones do gênero, passando por substanciais franquias como Mad Max, Matrix, entre outros.
Oblivion (EUA 2012) é, por força de definição, uma ficção científica cascuda. Daquelas que não deve agradar espectadores ocasionais. É preciso ter “formação” no gênero para apreciar a contento o filme que alia visual arrebatador a uma trama francamente engenhosa na fusão de referências com que trabalha. Kosinski, diferentemente do que se esperaria de um diretor que sobeja tanto na linguagem visual, arquiteta a narrativa de Oblivion com o ritmo necessário que um filme tão ambicioso e reverente pede. É um acerto que o torna, a despeito da presença de Tom Cruise, um filme de gueto.
Cruise, aliás, demonstra desenvoltura na ficção científica nessa sua primeira incursão sem a tutela do amigo Steven Spielberg, com quem rodou Minority Report – a nova lei (2002) e Guerra dos mundos (2005).

Clean até certo ponto: Oblivion fala de um mundo distópico em que tecnologia e passado se contrapõem e a história de amor que surge no filme desempenha papel fundamental nesse confronto...

O desenvolvimento do roteiro recebe a mesma atenção que recebe o visual arrojado da Terra deserta do pós-guerra em que uma espécie alienígena, ainda que derrotada, obrigou os humanos a viverem fora da órbita terrestre. É essa a explicação inicial que o personagem de Cruise, Jack, responsável pela manutenção de drones que patrulham o planeta, oferta em suas divagações existenciais de quem se ressente de abandonar o planeta. Essa missão, que divide ao lado de sua namorada (Andrea Riseborough), está para acabar e eles irão, finalmente, se juntar aos outros humanos.
Mas as coisas não são exatamente o que parecem ser. E o que aparentemente é um acidente envolvendo uma cápsula espacial se torna o grande ponto de partida para uma tomada de consciência pelo personagem de Cruise.
Se Oblivion não tem a força narrativa ou a pujança reflexiva de alguns dos filmes no qual busca abrigo, é bem sucedido em propor um novo conceito, passível de muitas reverberações, no cinema. Adaptado de uma graphic novel de autoria do próprio Kosinski, Oblivion se subscreve como mais uma prova do campo prolífero que é a ficção científica para a investigação da essência humana. É, também, o testemunho de que Tom Cruise, além de se manter em dia como astro de apelo, continua matador como produtor. Kosinski tem um futuro danado pela frente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crítica - Jack Reacher: o último tiro



Tiro certo

A impactante abertura de Jack Reacher: o último tiro (Jack Reacher, EUA 2012), em que um homem calmamente seleciona vítimas na mira de um fuzil de longo alcance, instiga o espectador pelo que vem adiante. E o novo filme protagonizado por Tom Cruise, como o Jack Reacher do título – um ex-militar com tino investigativo apurado – não decepciona. Escrito e dirigido por Christopher McQuarrie, esse thriller de espionagem começa com uma sofisticação singular, mas vai perdendo espaço para os clichês que banalizam a trama. Mesmo assim, um inspirado Tom Cruise – sempre confiável como ator de ação – segura as pontas.
Reacher lança mão de uma investigação paralela sobre o militar que atirou aleatoriamente em cinco vítimas. A cena que abre o filme já nos adverte de que se trata de uma armação, pois o atirador não é o mesmo homem que está sendo acusado pelo crime. O fôlego de Reacher para investigação se prova acurado e a primeira hora do filme é bastante assertiva na forma como o personagem vai mapeando uma conspiração bem urdida. No entanto, a meia hora final se divide entre o frenesi da ação e laudatórias explicações. O arremedo de Jack Reacher: o último tiro é mais convencional do que sua abertura faz crer e é justamente por estabelecer inconscientemente essa comparação que o filme não obtém uma avaliação melhor. Mesmo assim é um entretenimento certeiro para quem aprecia um filme de ação com siso. De bônus, Werner Herzog surge monossilábico como The zec, o vilão por trás de toda a tramoia testemunhada no filme. Herzog aparece pouco, mas é de longe a presença mais sólida do filme depois de Tom Cruise. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Filme em destaque - Jack Reacher: o último tiro


Tom Cruise volta em filme de ação com clima dos anos 80 e espera engatilhar uma nova e lucrativa franquia cinematográfica baseada em série de livros de espionagem iniciada nos anos 90


“A ideia nunca foi de Tom Cruise atuar neste filme”, disse o diretor e roteirista Christopher McQuarrie à revista Total Film. Cruise e McQuarrie se tornaram amigos durante a realização de Operação Valquíria (2008), filme escrito por McQuarrie e protagonizado e produzido por Cruise. Ambos tinham como amigo comum o produtor e diretor Bryan Singer, com o qual McQuarrie havia colaborado no início da carreira de ambos, em Os suspeitos.
McQuarrie ganhou um Oscar por esse filme e seus roteiros nunca mais foram os mesmos. Ele também dirigiu uma boa fita de suspense, A sangue frio, que não deu certo por n razões. Sob muitos aspectos, Jack reacher: o último tiro é um ticket de volta para a nata de Hollywood.
“Tom iria produzir o filme, mas em meio a algumas conversas sobre o quarto Missão Impossível, que ele me pediu para revisar o roteiro, ele manifestou o interesse de protagonizar. Para mim foi ótimo, porque garanti o financiamento”, conta McQuarrie.
Por outro lado, Jack Reacher significa uma janela para Tom Cruise. Baseado nos livros de Lee Child, pseudônimo do inglês Jim Grant, a série de livros apresenta o personagem Jack reacher, um ex-militar que se envolve em uma série de conspirações. O livro que serve de base para esse primeiro filme é “Um tiro”, não é o primeiro da série. Segundo McQuarrie, a escolha por “Um tiro” se deu por este ter uma trama mais adequada para introduzir o personagem no cinema.
A opção de Cruise por uma nova franquia foi ficando clara com o tempo. Primeiro, o filme se chamaria Um tiro. Depois o título foi modificado e o nome do personagem introduzido antes. O primeiro trailer liberado de Jack Reacher: um tiro apresentava uma trilha sonora que em muito remetia à franquia Missão impossível. Seria essa uma mensagem subliminar? “Pura coincidência”, garante Cruise à Total Film. Cruise argumenta, ainda, que Jack Reacher não dispõe de um orçamento avantajado como os filmes da série Missão impossível e foi gravado com apenas U$ 60 milhões. Mas o ator se esquece de que o primeiro Missão Impossível também teve médio orçamento e dispôs de cerca de U$ 70 milhões.  
Em muito por essa expectativa nunca admitida do astro e produtor, a bilheteria de Jack Reacher nos EUA vem decepcionando. O filme estreou em terceiro lugar com um desempenho bem abaixo do esperado, mesmo presente em um número de salas equivalente aos dois primeiros colocados, que já estavam em cartaz. O interesse pelo filme caiu nos dois últimos fins de semana e, quase a um mês em cartaz, o filme só rendeu U$ 65 milhões nos EUA. A expectativa é que no mercado internacional o filme possibilite algum lucro.

Robert Duvall, que já contracenou com Cruise em outras duas oportunidades, engrandece o elenco de apoio de Jack Reacher: o último tiro 


Brincando de ser vilão: o cineasta alemão Werner Herzog é uma das grandes atrações da fita


Anos 80 e Herzog
A ideia era fazer um filme de ação com alma dos anos 80. Um vilão assustador, perseguições de carro e muita luta corporal. Tom Cruise, como lhe é característico, fez todas as suas cenas de ação e acabou forçando o elenco a encarar as cenas mais desafiadoras também. Jai Courtney, que faz um dos vilões e que também estará presente em Duro de matar 5 no papel do filho de Bruce Willis, gostou da experiência de trabalhar com o astro. “Ele é cheio de energia e muito generoso”.
Mas a grande atração de Jack Reacher – o último tiro talvez não seja Tom Cruise. Werner Herzog, o aclamado cineasta alemão, faz o vilão do filme. Herzog disse a Total Film ter gostado do roteiro e se envaidecido pelo convite de Cruise que se mostrou um intenso adorador da filmografia do alemão.
Herzog disse, ainda, que admira Cruise e que o acha um ator “fenomenal”. Não é a primeira vez que Herzog “brinca” de ator. Ele já dublou a si mesmo em Os simpsons, se dirigiu em Nosferatu – o vampiro da noite e fez uma ponta em Amor além da vida. Nenhuma das incursões, porém, em um papel tão definido e divertido como este de um vilão soturno em um filme de ação estrelado por Tom Cruise.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Cenas de cinema (gente)


Keira reloaded
Uma, nesse momento ainda improvável, indicação ao Oscar por Anna Karenina pode fechar com chave de ouro o ciclo de 2012 para a inglesa Keira Knightley. 2012, mais do que qualquer outra coisa, significou um ano de reengenharia de carreira para atriz. No Brasil, foram lançados três trabalhos da atriz (um de 2010, um de 2011 e outro desse ano) que mimetizam essa mudança. Apenas uma noite, Um método perigoso e Procura-se um amigo para o fim do mundo revelam que Keira é uma atriz bem diferente daquela que brilhou em Rei Arhtur e Piratas do Caribe: a maldição do perola negra há uma década.

Tom sobre tom

Tom Cruise sempre foi um astro e faz parte do trabalho ter um ano agitado. Mas 2012 foi um caso à parte. Começou com Cruise registrando a maior bilheteria de sua carreira por Missão impossível 4: protocolo fantasma; o que para muitos foi uma surpresa. Por duas razões, Cruise já estaria na curva descendente de sua carreira e o terceiro filme da série foi um relativo fiasco que possibilitou a primeira percepção. Mas foi lá para o meio do ano que a coisa apertou de vez! Um divórcio, cujas razões seriam dissecadas nos meses seguintes, chacoalhou o chão de Tom Cruise. Devolveu a cientologia, religião da qual o ator é “garoto propaganda”, ao olho do furacão e expôs a intimidade de Cruise de um jeito que jamais ocorreu antes. De quebra, Rock of ages, musical reverente aos anos 80, foi um fracasso. Mas Cruise, que cantou e rebolou, salvou-se. 2012 se vai com Cruise voltando à carga promocional com novo lançamento na praça, Jack Reacher, e a esperança por um 2013 mais calmo. Pelo menos do lado de cá da telas.


Pão francês
Ah, aquele sotaque... o inglês descalibrado de Jean Dujardin não é problema. Tanto é que o ator vencedor do Oscar por O artista já engatilhou projetos nos EUA. É lógico que Dujardin, que periga roubar de Javier Bardem o título de ator estrangeiro mais festejado em Hollywood, precisa melhorar seu inglês. Mas, aquele sotaque...

Dujardin, o bem amado: o negócio dele é o sotaque...


O ano de Matthew McConaughey
Poucas pessoas criam que McConaughey fosse capaz de fugir daquela armadilha de mostrar o tórax definido em seus filmes. Poucos criam que o ator, já com 43 anos, pudesse voltar a suscitar aquele bom burburinho do início da carreira. O movimento, é verdade, começou em 2011 com o ótimo O poder e a lei, mas se cristalizou em 2012. O mais divertido dessa história toda, é que não só McConaughey não deixou de exibir o tórax, como mostrou seus glúteos igualmente definidos em Magic Mike. E pode ser premiado por isso! Ok, não só por isso. O ator provou em filmes como The paperboy, Killer Joe, Bernie e Mud (todos inéditos no Brasil) que há um coração de ator batendo embaixo desse tórax que pela última vez será mencionado nesse texto... 

2012 foi tão bom para o ator que praticamente não se falou no tórax de Matthew McConaughey



Sexy e com conteúdo
Ele foi eleito o homem mais sexy do ano pela revista People e um dos homens do ano pela revista masculina GQ. 2012, por isso e por outras coisas, será mesmo lembrado como um ano especial para Channing Tatum. Presente em quatro lançamentos do ano, mais do que qualquer outra coisa, Tatum provou que amadureceu como intérprete. Revelou timing cômico no remake da série de tv Anjos da lei, foi galã romântico em Para sempre, rebolou e arrancou suspiros em Magic Mike e entrou mudo e saiu quase calado de A toda prova, onde iniciou uma parceria com o cineasta Steven Soderbergh. Tatum, cada vez mais versátil como ator, é o boa pinta do ano!


Travoltagate
Depois de um 2011 tenebroso, com a morte do filho e a explosão de denúncias sobre sua homossexualidade, 2012 não aliviou para John Travolta. Sua sexualidade continuou no centro do interesse de tabloides sensacionalistas que viram pipocar processos de “prestadores de serviços” que se diziam assediados por Travolta. O escândalo diminuiu com a exposição de alguns aproveitadores, mas o volume de denúncias fez esmorecer o casamento do ator com Kelly Preston.

Tristeza familiar!
Se muita gente aguardava com ansiedade o retorno de Ridley Scott ao universo Alien em Prometheus, ninguém esperava que seu irmão caçula, Tony Scott simplesmente se jogasse de uma ponte em São Francisco, Califórnia. O diretor escolheu se matar aos 68 anos justamente quando se preparava para revistar o seu maior sucesso, Top Gun – ases indomáveis (1986). Muito se especulou a respeito das razões que motivaram o inesperado suicídio de um diretor de talento e sucesso. Até um câncer incurável foi aventado. Nenhuma resposta, porém, emergiu da corrente perturbadora de boatos que tomou todos de assalto.

O drama de Kristen e Robert...
É, não é? Se eles já estão juntos novamente, por que falar sobre isso? Simplesmente porque foi o bafo do ano. A própria imprensa americana andou fazendo autoanálise por ter mergulhado tão profundamente em um assunto tão... particular. Alcoviteiros que somos, bombamos a audiência de sites de fofoca e ficamos estarrecidos com as fotos dos amassos de Kristen Stewart e de seu diretor em Branca de neve e o caçador Rupert Sanders. A dúvida que assola o mundo é se torcemos para que agora a coisa dê certo ou se queremos ver a agonia de Robert novamente? Ó dúvida cruel!

Back together: a família de Pattinson desaprovou, mas ele voltou a voar com Kristen Stewart...


... e de outros casais
Tom e Kate, como já abordado aqui, também se separaram. Dennis Quaid foi outro que pôs fim a seu relacionamento com a atriz Kimberly Buffington-Quaid. Já Brad Pitt e Angelina Jolie seguem firmes e fortes, apesar das numerosas capas sugerindo o contrário. A última pendenga ente o casal seria o peso de Brad Pitt que, parece, está incomodando a magérrima Angelina Jolie. O duradouro casamento de Johnny Depp e Vanessa Paradis também teve fim em 2012. O ator inclusive já está distribuindo presentes (carro e mansão foram alguns dos mimos) para sua nova paixão, a atriz Amber Heard; com quem contracenou em O diário de um jornalista bêbado (2011).

Tudo sobre Spielberg
Steven Spielberg entrou e se despede de 2012 na boca do povo. Em Janeiro, estrearam no Brasil dois filmes assinados pelo cineasta (Cavalo de guerra e As aventuras de Tintim). Spielberg foi novamente ao Oscar, com seu épico passado na primeira guerra mundial, e agora se prepara para chegar à festa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood na roupa de favorito, com Lincoln. A fita estrelada por Daniel Day Lewis já é o filme “adulto” de Spielberg de maior bilheteria de sua carreira nos EUA. Não obstante, o filme que fez de Spielberg, Spielberg ganhou um lançamento caprichado em Blu-ray que ganhou o noticiário internacional. 2012, talvez mais do que qualquer outro ano improvisou a máxima: diretores vem e vão, Spielberg fica!

Um é pouco, dois é bom...
Spielberg não está sozinho nesse negócio de lançar mais de um filme em um ano. Se em 2011 ele lançou dois filmes, em 2012 teve muito diretor fazendo o mesmo. A começar por outro Steve. Steven Soderbergh, na verdade, deixou A toda prova para este ano. A fita de ação recheada de astros está no mesmo nível de satisfação da dramédia recheada de fortões em trajes sumários Magic Mike. David Cronenberg também manteve o nível de excelência que lhe é característico em seus dois lançamentos do ano: Um método perigoso, originalmente de 2011, e Cosmópolis. Já Tim Burton, como sempre, dividiu a crítica com Sombras da noite, mas a reconquistou com o lúdico e nostálgico Frankenweenie. O brasileiro Breno Silveira, na sua apropriação da música nacional, em 2012 foi de Robert Carlos (À beira do caminho) a Gonzagão e Gonzaguinha (Gonzaga – de pai para filho).


Clint Eastwood de A a Z
Clint Eastwood sempre foi um republicano fervoroso, ainda que mais recentemente tenha abraçado algumas causas historicamente ligadas ao partido democrata, como o casamento entre homossexuais e a eutanásia. Aos 82 anos, Eastwood foi a estrela da convenção republicana que consagrou Mitt Romney como candidato à presidência dos EUA. Seu discurso duro e veemente contra as principais políticas do governo Obama fizeram com que muita gente ao redor do planeta, no Brasil inclusive, declarasse Eastwood persona non grata. Isso talvez ajude a explicar o desempenho mediano de Curvas da vida, filme que marcou seu retorno à condição de ator – a qual ele havia declarado em 2008 ter se aposentado. Assim como abrilhantou e produziu manchetes para o evento republicano, ele fez o mesmo com esse dispensável filme de Robert Lorenz, seu assistente de direção. No cinema e na política, Eastwood continua a demonstrar vigor e a atrair interesse.

Clint e a cadeira: de J.Edgar a Obama, são as curvas da vida...


50 anos em um ano
George Clooney seria um ímã para o noticiário simplesmente por ser George Clooney. Em 2012 concorreu ao Oscar, foi preso (isso mesmo), se separou da namorada, voltou com a namorada, se engajou na campanha de reeleição de Barack Obama, gravou o novo longa de Alfonso Cuáron (Gravity) e iniciou a pré-produção de seu novo longa-metragem como diretor The monuments men. Bem, você deve estar estranhando o fato de Clooney ter sido preso, né? Para quem não se lembra, ele e seu pai foram presos após iniciarem protestos em frente a embaixada do Sudão em Washington. Clooney é forte ativista pela paz na região que atravessa uma série de conflitos políticos que já provocaram milhares de mortes. Essa foi apenas a mais drástica medida tomada por Clooney que se envolve diariamente na busca de soluções humanitárias para a região.

Clooney preso em protesto em março: conscientização a qualquer preço...


As viagens dos diretores brasileiros
Em uma sinergia pouco usual, três diretores brasileiros lançaram projetos internacionais em 2012. O mais pomposo e aguardado deles, com certeza, era Na estrada, de Walter Salles. Que foi recebido com certa frieza em sua premiere em Cannes e ainda está para alçar voo internacional. No Brasil, passou praticamente em brancas nuvens. Não menos ambicioso, mas com resultado igualmente questionado pela crítica internacional foi 360, de Fernando Meirelles. Ambos os projetos financiados de maneira independente, mas com joias hollywoodianas a reluzir não obtiveram o êxito que se podia esperar. Já 12 horas, produção comercial com alguma calibragem, marcou a estreia em Hollywood do pernambucano Heitor Dhalia. Ele detestou a experiência. Em termos de crítica, no entanto, foi o que ficou mais perto do consenso. Não que tenha sido um consenso maravilhoso...

Nasce uma estrela de cinema

Ela estará no próximo filme da franquia Velozes e furiosos e foi a primeira integrante confirmada da versão feminina de Os mercenários. Isso tudo porque Gina Carano, ex-lutadora de MMA e agora (ótima) atriz se revelou para Hollywood em 2012 no movimentado A toda prova, em que Steven Soderbergh a coloca para bater em Ewan McGregor, Antonio Bandeiras, Channing Tatum e Michael Fassbender. Linda, com uma expressão física vibrante e disciplinada (cortesia do background do MMA), Carano tem tudo para vingar como heroína de ação.

Sai zica!
Era para ele explodir em 2012, no entanto, Taylor Kitsch implodiu. Não teve pé frio mais expressivo do que ele em todo ano em Hollywood. Ligado a três projetos hypados, sendo dois francos blockbusters, Kitsch patrocinou com seu protagonismo os dois blockbusters de maior fracasso da temporada e ainda brindou Oliver Stone com um improvável flop de bilheteria. Selvagens é ótimo, mas não resistiu ao “charme” de Kitsch e assim como John Carter – entre dois mundos e Battleship – a batalha dos mares, afundou nas bilheterias americanas.

Kitsch: sem sal...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Crítica - Missão impossível:protocolo fantasma

De tirar o fôlego, mas só!
Os grandes espaços entre os filmes da franquia Missão impossível revelam mais do que a condição de estepe para seu principal produtor e protagonista (Tom Cruise), um desgaste que nem todo o frenesi de Missão impossível – protocolo fantasma (Mission impossible: ghost protocol, EUA 2011) pode disfarçar.
O novo filme, que promove a boa estreia de Brad Bird como diretor de filmes live action, tem toda a estrutura dos grandes filmes hollywoodianos e, em certo nível, não decepciona na ação vertiginosa que propõe. Bird consegue capturar a essência da série no sentido de que há mais de uma cena em que o espectador se vê com suas emoções em estado de suspensão. Mas o novo filme só tem isso a apresentar. O que é muito pouco. Há mais humor e carisma em cena, na figura dos sempre confiáveis Simon Pegg (com mais destaque do que antes) e Jeremy Renner, mas Protocolo fantasma se empobrece na comparação com os outros filmes em todos os outros aspectos. O vilão é mal delineado e obtuso; o roteiro, além das falhas ocasionais, é cansativo; e as reviravoltas, sempre uma contingência dos filmes de espionagem, quando não são previsíveis, são totalmente anticlimáticas.
Até o terceiro filme, que até agora era o mais fraco da série, se sobrepõe com um roteiro mais aparado e um vilão mais bem desenhado.

Cruise se preparando para uma das cenas mais arrepiantes de Protocolo fantasma: muito pouco além da adrenalina...


Em Protocolo fantasma, a bem da verdade, os roteiristas tiveram que realinhar uma história calcada para ser a despedida de Ethan Hunt dos cinemas; afinal era este o tom do terceiro filme. Depois da conflituosa rescisão de contrato com a Paramount (estúdio que produz a série) era o que parecia mais certo. Apesar de apresentar manobras críveis, as soluções aventadas pelo novo filme nesse sentido se mostram pouco satisfatórias.
Na nova fita, Ethan Hunt e sua equipe (que ele não montou) se veem envolvidos em um atentado terrorista no Kremlin. As tensões entre Rússia e EUA se avolumam e Hunt terá que operar na surdina para impedir o terrorista de pôr em prática um plano ainda mais devastador. O plot é o usual e as cenas boladas para lhe dar viço dão conta do recado. Bird fabricou belos momentos, como quando Tom Cruise escala o prédio mais alto do mundo em Dubai ou quando ele e sua equipe armam uma situação com vistas a ludibriar um par de assassinos. São nestes momentos que o filme ganha fôlego e tira o da audiência.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Filme em destaque - Missão impossível: protocolo fantasma


Tom Cruise volta à ação no último grande blockbuster de 2011 que tem como principal objetivo revigorar a carreira de um dos principais astros dos anos 90


Brad Bird disse em Madri, em Dubai e no Rio de Janeiro que seu maior receio no curso das filmagens de Missão impossível – protocolo fantasma era entrar para a história como o diretor que matou seu astro. Isso porque Bird, assim como John Woo, J.J. Abrams e Brian de Palma antes dele, não conseguiu demover Tom Cruise da ideia de filmar “as cenas de ação mais incríveis do ano” sem dublês.  O ator, que também ocupa o posto de produtor do filme, é notório por fazer questão de filmar todas as cenas. “Principalmente as perigosas”, disse Cruise no lançamento do filme em Madri – onde foi devidamente apalpado pela duquesa de Alba (mulher de reconhecido gosto por homens mais jovens).
Protocolo fantasma é um filme um tanto emblemático. Marca o retorno de Cruise à produção de grandes orçamentos (“e este é o maior Missão impossível de todos”, adverte Bird), caracteriza a primeira colaboração como ator com o estúdio Paramount após a conflituosa rescisão de contrato pouco depois do desempenho pouco animador do terceiro filme da franquia em 2006. Cruise, então, assumiu a United Artists, selo artístico da MGM, e produziu filmes de médio porte que também não foram bem sucedidos. Finalmente, o retorno à franquia cinco anos após o terceiro filme sinaliza o engajamento de Cruise para reconquistar um público que já não lhe é tão cativo. Em 2012, o ator será um roqueiro malucão e cabeludo em Rock of ages e voltará ao suspense clássico em One shot. Mas é na ação que Cruise joga suas fichas para se reaproximar do público mais caro a Hollywood, aquele na faixa dos 18 aos 40 anos.

Missão impossível? A duquesa bem que tirou sua casquinha de Tom Cruise na semana passada durante a premiere espanhola de Protocolo fantasma


Embora isso não seja admitido publicamente, a escolha de Brad Bird se deve a isso. Bird é um diretor ágil, com incrível capacidade de se comunicar com os jovens e ganhador de dois Oscars (pelas animações Os incríveis e Ratatouille). Nesse contexto, Bird parece o homem certo para o trabalho.
J.J. Abrams, que virou amigão de Cruise, chegou a ser nome certo para atuar novamente como diretor, mas ficou como produtor. A falta de experiência como diretor de longas em live action de Bird seria compensada pela presença do consultor Abrams nos sets.


Rir é o melhor remédio
Quem viu Os incríveis – e muita gente acha esse o melhor filme sobre super-heróis do cinema recente – sabe que Bird sabe fazer humor e extrair comicidade dos detalhes. Era, mais do que qualquer coisa, isso que Tom Cruise queria. “Sempre senti que uma das carências da franquia era o humor”, opinou Tom Cruise em coletiva no Rio de Janeiro. Ainda que o primeiro Missão impossível tenha revelado o talento nato de Simon Pegg, o que Cruise se refere como “humor” não é o famigerado alívio cômico – algo muito bem delimitado na figura de Pegg em todos os filmes.
“Acho que um filme de ação tem que saber rir de si mesmo”, entrega o ouro Bird em entrevista ao O Estado de São Paulo. A crítica, em linhas gerais, aprovou os adendos de Brad Bird. “Bird injeta humor e faz o melhor filme da franquia”, anotou O Estado de São Paulo. “Filme provoca vertigem no espectador”, informa a crítica do UOL Cinema. Fato é que Cruise, que havia antecipado que esse seria seu último filme como Ethan Hunt, confirmou que volta para um quinto filme. Jeremy Renner, que entrou para o elenco com a promessa de assumir a série a partir de um eventual quinto filme, também deve estar tendo suas vertigens.  

Jeremy Renner é uma das novidades do quarto filme e, quem sabe, do já confirmado quinto longa

sábado, 13 de agosto de 2011

Momento Claquete # 18

Pais & filhos
Papai Brad e sua prole: na foto, o trio de rebentos adotados em diferentes partes do mundo 


"Um dia você vai me superar": Kirk Douglas brinca com o filho Michael em uma foto rara que o leitor de Claquete tem acesso

Quase sessenta anos depois...: Michael Douglas mima uma de suas filhas com a segunda mulher Catherine Zeta Jones 


Princesa moderna: Suri Cruise é tudo aquilo que Tom Cruise sonhou e ele não se cansa de babar


O chefão e a condessa: Francis Ford Coppola carrega Sofia em seus ombros. Hoje, já não é mais assim...


Pai e filho no negócio do carisma: Will Smith nem precisou se esforçar para viabilizar seu filho, Jaden, como astro teen 


Papai já ganhou Oscar: Bryce Dallas Howard se dá bem como atriz, carreira que o pai Ron tentou antes de se tornar um diretor e produtor de sucesso 


Entre orgulhos e vexames: uma das mais conhecidas dinastias de Hollywood anda encolhida ante os frequentes colapsos do mais midiático de seus integrantes. Mas o pai, Martin Sheen, tem amor de sobra para Charlie e Emilio Estevez 


Paternidade redentora: Quem já viu, diz que Ben Affleck é outro homem após o nascimento de sua filha

domingo, 15 de maio de 2011

Claquete repercute - Leões e cordeiros


Não é coincidência que um mês após destacar Quanto mais quente melhor nesse espaço, o escolhido para Claquete repercute seja Leões e cordeiros (Lions for lambs, EUA 2007). Dirigido por Robert Redford, o drama político marcou a retomada do selo artístico mais notório de Hollywood, a United Artists – que vivia dias de glória na época do lançamento de Quanto mais quente melhor. Em bancarrota e depois de vários processos de falência, a United Artists teve uma sobrevida com Tom Cruise à frente do estúdio. Cruise, notadamente um produtor arguto, vivia mal momento na carreira (o ator mantinha um dos últimos contratos de exclusividade com um estúdio, a Paramount, e acabara de ser demitido) e credores da United Artists foram seduzidos pela ideia de que tanto o estúdio quanto Cruise poderiam se reerguer juntos.
Leões e cordeiros, naturalmente, não é o tipo de filme que atrai multidões aos cinemas. De orientação política de esquerda, a fita faz duras críticas a atuação americana no Iraque, aos interesses políticos no conflito, à submissão da imprensa aos ritos do governo americano no processo e ao americano médio que não demonstra o interesse de outrora nas questões que fazem por merecer engajamento político.
É um filme tese por assim dizer. Um filme que, naturalmente, afugentaria o espectador médio; flagelando-se na crítica que busca viabilizar.
Não era, sob qualquer ângulo que se observe, o filme para marcar a retomada de um estúdio afundado em dívidas e descrédito.
Dramaticamente, embora previsível, Leões e cordeiros é eficiente. Reúne a fina estampa de Hollywood (os consagrados Tom Cruise, Robert Redford, Meryl Streep e as promessas à época Andrew Garfield, Michael Peña e Derek Luke) e se insurge como um bastião da correção política. Além de ter sido um dos primeiros exemplares de Hollywood a voltar-se para o Iraque ainda flamejante.
No filme, que se passa em duas horas corridas (embora haja a incidência de flashbacks), testemunhamos três núcleos. No primeiro e mais assertivo deles, Tom Cruise vive um senador republicano de retórica tão atraente quanto ruidosa que convoca a veterana jornalista vivida por Meryl Streep para expor uma nova estratégia de ação no Afeganistão. Paralelamente, acompanhamos o professor universitário vivido por Robert Redford tentando despertar o ativismo adormecido no estudante promissor vivido por Andrew Garfield. No último núcleo, e mais problemático de todos, acompanhamos dois soldados em ação no Afeganistão.
Tom Cruise e Meryl Streep dão voz aos diálogos mais encorpados do filme. É onde Leões e cordeiros se permite ser mais imaginativo e provocador. É no duelo velado entre o senador que mira no capital político e na jornalista com consciência pesada que Leões e cordeiros vislumbra a grandeza que objetiva ser como cinema.

O diretor Robert Redford orienta seu par de astros: Cruise e Streep respondem pelo que de mais interessante Leões e cordeiros tem a oferecer


Robert Redford e Andrew Garfield tabulam os velhos ideais de esquerda com graça, mas enraízam Leões e cordeiros no inferno das boas intenções. O arquétipo encenado pelos dois só se avoluma perante o fraco núcleo protagonizado por Peña e Luke. Os dois ex-alunos do professor vivido por Redford que resolvem se voluntariar para o combate no Afeganistão.
Leões e cordeiros é um filme de ideias. Movido por elas. Mas quando Redford, um diretor tão ligado ao ativismo social se excede no tratamento dispensado a elas, o filme se cristaliza em obviedades que pouco lhe acrescem como cinema. Se com Tom Cruise e Meryl Streep se presencia um debate que não nega interesse a nenhum estrato social, nos outros dois núcleos se percebe um filme com discurso ultrapassado e, em certo nível, maniqueísta.
Esses fatores, aliados a falta de perspicácia no timing do lançamento da fita, contribuíram para a iminente falência do estúdio. Tom Cruise é hoje um astro free lancer, assim como seus contemporâneos, posição consolidada após o fracasso do segundo lançamento estrelado e produzido por ele para o estúdio, Operação Valquiria.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Em off

The ides of march

George Clooney voltará à direção, pela quarta vez, para rodar uma história essencialmente política e humana. Baseado na peça de autoria de Beau Willimon, o filme mostra os bastidores de uma campanha democrata a presidência dos Estados Unidos. O elenco de peso terá Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei, Ryan Gosling, Chris Pine, Paul Giamatti, Evan Rachel Wood e o próprio Clooney em um papel coadjuvante.
A trama é centrada na figura do diretor de comunicação da campanha do candidato vivido por Clooney. O papel é de Ryan Gosling. Paul Giamatti vive o senador que disputa a indicação democrata contra a trupe de Clooney e Gosling.
The ides of march, que neste momento está sendo gravado nos arredores de Detroit e Cincinnati, é a principal aposta da Sony (que perdeu o Oscar este ano depois de ter o favoritismo com A rede social) para o Oscar 2012.
A expectativa pela nova incursão de Clooney na direção é grande. Após deixar excelentes impressões com Boa noite e boa sorte (2005), que concorreu aos Oscars de filme e direção, Clooney decepcionou com a regular comédia O amor não tem regras.
The ides of March tem data marcada para estrear nos cinemas americanos: 14 de outubro.

Ryan Gosling se prepara para rodar uma cena


George Clooney orienta a equipe de filmagens em Cincinnati na última terça-feira, 8 de março


Ainda o Oscar 1
Não é exatamente uma unanimidade, mas fora a crítica e cinéfilos mais exaltados, muita gente gostou da premiação de O discurso do rei. Mas isso já foi discutido aqui em Claquete no texto "O saldo da temporada de premiações". Mas e a opinião do leitor do blog? Três enquetes promovidas na semana seguinte à realização do Oscar tinham como objetivo aferir o humor do leitor em relação a 83ª cerimônia da premiação. Diferentemente da opinião da crítica, inclusive do blog, prevaleceu a percepção de que a cerimônia foi divertida. Houve quem discordasse, mas foi minoria. Já sobre o grande momento da festa, vislumbrou-se um empate técnico entre o discurso de agradecimento de Natalie Portman, premiada como atriz por Cisne negro, e a participação inesperada de Kirk Douglas. Uníssona, ou quase, foi a escolha da maior injustiça da noite. A premiação de O discurso do rei como melhor filme de 2010.



Ainda o Oscar 2
Pode parecer repetitivo, mas também foi aventado em Claquete (na coluna Cenas de cinema publicada no dia seguinte aos prêmios da academia e no texto citado no tópico anterior) que o Oscar saiu da atual temporada por baixo e, inadvertidamente, elevou o status da HFPA (organização que distribui o Globo de ouro) em uma revisão histórica. Essa semana, a jornalista Ana Maria Bahiana, que faz parte da HFPA, e mantém um blog no portal UOL, publicou um artigo repercutindo essas noções do ponto de vista de quem faz parte da associação que rivaliza em importância com o Oscar.
No pontual texto, em que afirma que a academia tem muito a aprender com a Unidos da Tijuca, cujo enredo no carnaval 2011 reverenciou filmes de imenso apelo popular, a jornalista destaca que é do Oscar esquivar-se de reconhecer os grandes filmes da história. Para ler o texto completo, clique aqui.



Grupo heterogêneo
Há dois dias foi anunciado que o novo filme de Guillermo Del Toro, At the mountains of darkness, teria Tom Cruise como protagonista. O projeto, o qual o cineasta está vinculado a mais de oito meses, terá produção de outro titã do entretenimento, James Cameron. A trinca, porém, irá esperar um pouco mais para colaborar. A Universal, estúdio responsável pela produção, adiou o projeto sob o argumento de que uma produção de U$ 150 milhões para um público maior de 18 anos é economicamente inviável. A posição do estúdio é compreensível. Del Toro deve dedicar-se em um primeiro momento a outro projeto pessoal, Pacific Rim, um filme de monstro. Enquanto isso, Tom Cruise e James Cameron devem se engajar na viabilização da fita, mesmo que um corte orçamentário seja necessário. Não está descartada a troca de núcleo criativo. Mas o potencial comercial e qualitativo de uma trio desses não deve, pelo menos em teoria, ser descartado.



As peripécias de Charlie Sheen

E quem não ouviu, não fez piada e não se indignou com as últimas de Charlie Sheen? Considerado um dos atores mais promissores a surgir nos anos 80, Sheen, após sucumbir ao álcool e às drogas, conseguiu uma improvável reviravolta positiva no inicio dos anos 2000. O casamento com Denise Richards trouxe boas energias e logo a série Two and a half men se tornou a de maior sucesso na TV americana, inflando os vencimentos de Sheen ao ponto dele se tornar o maior salário da TV americana atual. Uma bela história. Mas Sheen teima em acrescer capítulos sombrios a ela. Na contramão de gente como Robert Downey Jr, por exemplo. Depois de um truculento divórcio, veio outro. Entremeados por escândalos e primeiras páginas em tablóides sensacionalistas com olhos esbugalhados, pouca roupa e nenhuma vergonha. Também teve prisão em natal, cachês exorbitantes pela companhia de atrizes pornôs e declarações infelizes.
Na última semana, o recorde impressionante de 1 milhão de seguidores no twitter em 24 horas (que vai lhe valer uma segunda menção no guinness book) foi eclipsado pela notícia de que foi demitido de Two and a Half men. O show de Charlie Sheen, ao que tudo indica, ainda não tem data para acabar.

Charlie Sheen e uma das atrizes pornôs que faz parte de sua escolta particular na primeira foto postada pelo ator após ter aderido o twitter



Fotos: divulgação e arquivo pessoal de Charlie Sheen

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

TOP 10

Na última edição de TOP 10, o destaque recaiu sobre os cinquentões mais charmosos do cinema. Pois bem, nada mais justo do que retroagir uma década e dar uma boa olhada naqueles que já caminham para desafiarem os integrantes daquela lista. Com vocês os 10 quarentões mais charmosos do cinema. Fiquem ligados! No próximo TOP 10 será a vez das quarentonas que ainda dão um caldo.




10 – Matt Damon


40 anos

De gênio indomável a Bourne, Damon se viu um quarentão em Hollywood. Ator badalado com trânsito em projetos comerciais como Ligado em você e a trilogia Bourne, Damon também agrada diretores consagrados como Martin Scorsese e Clint Eastwood. Ah! Agrada as mulheres também!



9 – Johnny Depp

47 anos

Ele talvez seja o maior astro de cinema da atualidade. Gente como Brad Pitt e Robert Pattinson pode atrair mais mídia, mas Depp atrai mais dólares nas bilheterias (é o único ator que tem dois filmes no clube do bilhão de dólares de bilheteria). Só por esse fato, o ator já entraria em uma lista de mais charmosos. Fazer isso aos 47 anos e ainda ser bom pai e marido (o que graças a Deus também atraí mídia) só ratificam sua posição nessa lista. Ah! Não precisa mencionar que ele é o ápice da definição de cool, né?



8 – Russel Crowe

46 anos

E como em uma lista de mais charmosos, sexy ou similares não pode faltar um esquentadinho, aqui está o australiano, que na verdade nasceu na Nova Zelândia, Russel Crowe. Cabeludo, careca, musculoso, fora do peso, com trajes romanos ou como policial honesto, Crowe cativa e intriga.



7 – Hugh Jackman

42 anos

Stan Lee certamente nunca pensou que o baixinho e truculento Wolverine fosse ser tão sexy em sua encarnação cinematográfica. Mas o que são detalhes, certo? Jackman já foi lorde inglês, advogado misterioso, caçador de bestas, apresentador do Oscar, dançarino, cantor...
Seria redundante dizer que essa pluralidade tem seu charme?



6 - Tom Cruise

48 anos

Ele já não tem o fôlego de outrora. A beleza também já não é a mesma, mas poucos astros esbanjam a simpatia de Tom Cruise. Poucas celebridades, também, são afeitas a declarações escandalosas de amor. Pode ser brega, mas também pode ser muito charmoso. Depende de cada gosto. Certamente com Tom Cruise, a balança não deve estar equilibrada...



5 – Javier Bardem

41 anos

Que Antonio Banderas que nada! Se existe um espanhol que faz as mulheres suspirarem hoje é Javier Bardem. Mais talentoso e carismático do que o amigo, Bardem pode até ser mais feio, mas ganha no quesito virilidade. As mulheres que confirmem (ou não) tal constatação.



4 – Clive Owen

48 anos

Algumas revistas femininas já cravaram. Clive Owen é a principal referência feminina quando o assunto é homem. Por quê? Bem, não será em Claquete que você vai achar essa resposta...



3- Robert Downey Jr.

45 anos

Atualmente ele é o bicho papão em termos de charme. Seja em um filme de ação com muitos efeitos especiais como Homem de ferro ou em um filme de ação com poucos efeitos especiais como Sherlock Holmes. Estes são filmes com muito Robert Downey Jr. Por que você acha que a mulherada animou assistir dois dos grandes sucessos de bilheteria de 2010?



2- Brad Pitt

46 anos

Bonito. Altruísta. Engajado. Calma, ainda não estamos falando de George Clooney. Mas de seu chapa Brad Pitt. Ator cada vez mais respeitado, Pitt talvez só não esteja na primeira posição porque celebrizou a infidelidade. Traiu Jennifer Aniston para constituir o casal mais famoso do planeta terra. Esse tipo de atitude não agradou muito a mulherada. Mas deixa ele tirar a camisa em cena para você vê se elas lembram disso....



1- George Clooney

49 anos

Ele está prestes a se despedir do clube dos quarentões. Mas se despede com estilo. Clooney é o James Bond da vida real, na falta de uma definição melhor. Solteiro convicto, com residência fixada na Itália e dono de um sorriso matador, o ator, produtor, roteirista e diretor é desde já favorito a liderança de uma próxima lista dos cinqüentões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Claquete destaca

+ Tom Cruise e Jack Nicholson devem dividir a tela de cinema em El presidente. A comédia, se confirmada, marcará o reencontro da dupla quase 20 anos depois do indicado ao Oscar Questão de honra.

+ A trama de El presidente versa sobre a relação de um ex-presidente bonachão e extrovertido (papel que seria de Nicholson) e do agente secreto responsável por sua guarda (Tom Cruise), um tipo carrancudo e de poucos amigos.

+ Novos boatos dão conta de que Darren Aronofsky pode dirigir Wolverine 2. A contratação do cineasta indicaria uma mudança de rumos portentosa na franquia, cujo primeiro filme não agradou a crítica.


+ Foi anunciado mais um filme sobre a vida e a carreira de Mariyln Monroe. Em My week with Mariyln, Michelle Willians viverá a diva loura. Há, ainda, no elenco nomes como Kenneth Branagh, Julia Ormond, Dominic Cooper e Emma Waltson. O filme, que será dirigido por Simon Curtis, já se encontra em pré-produção. Vale lembrar que também está em produção Blonde, filme dirigido por Andrew Dominik e com Naomi Watts como Marilyn.
Just like her: Michelle impressiona visualmente como Marilyn...



+ A comédia Your highness, dirigida por David Gordon Green (Segurando as pontas e Superbad) teve suas primeiras imagens divulgadas. O filme tem no elenco Natalie Portman, James Franco e Zoey Deschanel. Como curiosidade, fica o registro de que Brad Pitt foi cotado para viver o personagem de Franco. Your Highness, uma comédia romântica passada na época medieval, estréia em abril de 2011 nos Estados Unidos.



+ Clint Eastwood confirmou que Leonardo DiCaprio será J. Edgar Hoover no filme que irá realizar para a Universal sobre o mentor do FBI. O diretor disse à Reuters que DiCaprio já está em vias de assinar contrato com o estúdio. Eastwood também negou que Joaquin Phoenix esteja sendo considerado para o projeto.
+Tropa de elite 2 registrou o maior público em um final de semana de estréia de um filme nacional em todos os tempos. Superou a marca alcançada este ano por Chico Xavier que era de 580 mil pessoas com sobras. O novo filme de José Padilha cravou 1, 25 milhão de espectadores entre sexta-feira e domingo.

+ Nos EUA, A rede social manteve o primeiro lugar nas bilheterias. O filme arrecadou U$ 15 milhões e teve a segunda menor queda (31%) em relação a semana anterior de um filme que manteve a primeira posição no mercado americano em 2010. A sua frente apenas A origem.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Panorama - Nascido em quatro de julho


No segundo filme em que aborda o Vietnã, Oliver Stone muda o foco. Adota um tom mais político e explana sobre as diferentes perspectivas que se tem, dentro de casa, sobre uma guerra. Quando conhecemos Ron Kovic (Tom Cruise), ele é um menino que como tantos outros brincam no quatro de julho americano (coincidentemente dia do aniversário de Kovic). Testemunhamos aquele garoto se tornar um jovem idealista sob o bastião conservador da direita repressora americana. Ser um marine no Vietnã era mais que um projeto de vida. É ao assistir o padecimento emocional e físico de Kovic como veterano do Vietnã que Stone cristaliza seu comentário com tenebrosa propriedade. Nascido em quatro de julho (Born in forth July, EUA 1989) é, também, um valoroso estudo sobre de que lado se assenta o patriotismo e como a idéia que se faz dele se torna mutável diante de privações específicas, como as que vivencia Kovic, ou genéricas, como as que, para os elaboradores da guerra, advoga o comunismo.
Oliver Stone não perde seu personagem de vista e através de seu sofrimento expurga a inocência de uma nação. Doloroso, raivoso, democrático. Nascido em quatro de julho é, também, patriótico.

sábado, 7 de agosto de 2010

Claquete destaca

+ Jason Reitman assinou esta semana para dirigir Young adult, novo roteiro de Diablo Cody que não estava conseguindo se viabilizar. Reunir a dupla por trás de Juno (uma das últimas febres independentes), portanto, foi golpe certeiro. Charlize Theron estrelará como uma escritora que, em busca de dias mais felizes, resolve retomar os sonhos da adolescência. Inclusive o antigo namorado. As filmagens devem começar ainda este ano.


+ Viggo Mortensen e Amy Adams foram confirmados no elenco de On the road, novo projeto internacional de Walter Salles. Com as novas adições no elenco, o filme que deve estrear no final de 2011, acaba de ganhar mais razões para ser amplamente esperado pela horda cinéfila.


+ Escolados com o desempenho abaixo do esperado de Eclipse nessa temporada do verão americano, os produtores das últimas duas partes da saga escolheram novembro de 2012 como a data para a estréia de Amanhecer parte 2, último filme da saga. Já que inicialmente estava previsto para junho de 2012, fica patenteado que a saga de Stephenie Meyer não é tão poderosa quando tem concorrência a valer.


+ Foi divulgado o pôster oficial do filme I´m still here: the lost year of Joaquin Phoenix. O documentário polêmico assinado pelo cunhado do ator, Casey Affleck, cobre o período em que Phoenix aparentemente largou a carreira de ator para ser rapper. No filme, que estréia no dia 10 de setembro em circuito limitado nos EUA, Phoenix aparece cheirando cocaína, recebendo sexo oral de uma assistente e abordando prostitutas na rua. Há, ainda, a cena que o Los Angeles Times considerou a mais “escrota” da história: um colega de Phoenix defeca em seu rosto enquanto o ator/rapper dorme. Escatológico é pouco...


+ E as coisas não seguem bem para Tom Cruise. O ator pena para conseguir tirar Missão impossível 4 do papel. Ele chegou a um acordo com a Paramount sobre sua remuneração. O ator aceita uma pequena participação dos lucros do filme. Até aí tudo bem, a questão é que essa remuneração fica condicionada ao filme empatar nas bilheterias o seu investimento. Até este momento, tudo que Cruise terá recebido, será o salário previsto pelo sindicato dos atores. Para quem ganhou U$ 90 milhões com o terceiro filme (que já não tinha sido um grande sucesso), o tempo está sendo mais cruel do que se supunha...


+ As filmagens de Entrando numa fria com as crianças, segunda sequência da comédia familiar estrelada por Ben Stiller e Robert DeNiro, enfrenta problemas. A fita, marcada para estrear no natal desse ano nos EUA, não agradou os executivos do estúdio Universal. Além de cogitarem uma improvável e desaconselhável mudança de diretor (sairia Paul Weitz e entreria John Hamburg, que é produtor executivo), os executivos querem reescrever algumas cenas e incluir o personagem de Dustin Hoffman, que não constava do roteiro original.


+ Toda semana, até o início do festival de Toronto, Claquete irá trazer o trailer de um dos filmes que estarão em exibição no evento que marca a largada para a temporada de ouro do cinema. O primeiro trailer é o de Trust, segundo filme de David Schwimmer (o Ross de Friends) como diretor. Na fita, um suspense dramático, Schwimmer se distancia da comédia e aposta em um bom conjunto de atores para construir uma filmografia como diretor descolada de sua persona como ator.


terça-feira, 20 de julho de 2010

ESPECIAL ENCONTRO EXPLOSIVO - Crítica

Um novo tipo de príncipe encantado!

Encontro explosivo (Knight & Day, EUA 2010) padece nas bilheterias por duas razões. A primeira delas, inegável, é que Tom Cruise já não é o astro atrativo de outrora. A segunda é a overdose de comédias de ação, subgênero desencadeado pelo lançamento de Sr. e Sra. Smith em 2005, que acomete os cinemas. Antes de Encontro explosivo chegar aos cinemas americanos em junho passado, Caçador de recompensas (com Gerard Butler e Jennifer Aniston) e Par perfeito (com Ashton Kutcher e Katherine Heigl) também sofreram e não conseguiram se pagar. Encontro explosivo, portanto, marca a curva descendente do subgênero nas telonas. O que não deixa de ser paradoxal, já que justamente desde Sr. e Sra. Smith, a fita é a melhor dessa manjada seara. Cruise vive Roy Miller, um agente do FBI que é queimado depois de descobrir um caso de traição. Cabe a ele proteger o cientista que desenvolveu uma bateria que está movimentando o mercado negro da espionagem. June (Cameron Diaz), por força das circunstâncias, acaba fazendo parte da rotina de fugas, tiroteios e mistérios de Miller.
Um príncipe, uma princesa e muitos tiros: Cameron Diaz e Tom Cruise capricham na química

A fita tem fôlego. Isso quer dizer que tem bons momentos de ação e um humor requentado na medida certa. De quebra, se apresenta como entretenimento moderno. Se a ideia de príncipe encantado está mudando e hoje se aproxima de um vampiro brilhoso com super poderes, por que não um superagente que é capaz de atravessar um marejado de tiros só para não deixar a garota pensando que ele não ficou feliz em vê-la? Encontro explosivo não é o filme do ano. Na verdade, nem mesmo quer sê-lo. Mas é um ótimo programa em uma temporada de verão que anda carecendo de programas que possam ser adjetivados como ótimos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ESPECIAL ENCONTRO EXPLOSIVO - O filme certo para voltar ao topo?

Claquete revela bastidores da mais recente produção estrelada por Tom Cruise. O filme calculado para levar o astro de volta ao comando do jogo hollywoodiano


Encontro explosivo é o às na manga de Tom Cruise na sua jornada de volta ao topo. Desde a última aventura de Ethan Hunt em Missão impossível 3 (2006) e da truculenta rescisão contratual com a Paramount (Cruise era um dos poucos atores que mantinham um contrato de exclusividade com um estúdio no atual Hollywood sytem), o ator não protagonizava um blockbuster na essência. Leões e cordeiros, seu primeiro filme a frente da United Artists (divisão de arte do estúdio MGM) foi pouco visto, assim como o ambicioso Operação Valquíria (o segundo, e até agora último, filme produzido por Cruise para a United Artists, que assim como a MGM enfrenta processo de falência).
Cruise, é bem verdade, esteve no elogiado sucesso de bilheteria Trovão tropical, de Ben Stiller. Mas sua presença ali era, embora impactante, para lá de secundária. O ator, contudo, não esmoreceu. Empenhou-se no marketing pessoal e começou a ensaiar seu retorno em grande estilo. Antes de retomar o universo de Missão impossível, Cruise poderá ser visto em três comédias. A primeira delas é Encontro explosivo, do estúdio Fox que chega aos cinemas do país no próximo dia 16. No filme, Cruise vive - coincidências à parte - um agente secreto. Roy Miller é destacado para proteger um cientista (papel de Paul Dano) e sua missão se embaralha quando June (Cameron Diaz) surge em sua vida. A fita de ação não esconde influências de filmes como Sr. e Sra. Smith e A guerra dos Roses. Em uma mescla de comédia de ação que vem pautando algumas produções americanas recentes como Caçador de recompensas.


Para meninos e meninas: Ação e romance com Tom Cruise e Cameron Diaz


A importância da boa bilheteria
Encontro explosivo é capital para os planos de Tom Cruise. A Paramount suspendeu temporariamente a pré-produção de Missão impossível 4 e condicionou ao desempenho da fita de James Mangold a continuidade do projeto. Essa atitude denota a preocupação com o potencial de bilheteria do astro, outrora favas contadas. “Tom não tem tido a oportunidade de ser engraçado recentemente”, disse Cameron Diaz em entrevista à revista Entertainment Weekly. A atriz esqueceu-se que o grande personagem do ator na década é justamente um de seus mais engraçados, o produtor Les Wiseman de Trovão tropical.
O mal estar que Tom Cruise atravessa em sua carreira é indisfarçável e a estréia de Encontro explosivo nos EUA corroborou essa teoria. O filme, massacrado pela crítica, não agradou ao público americano e não chegou nem perto do topo da bilheteria no fim de semana de estréia. Uma medida corretiva foi logo instalada. Era preciso incrementar a campanha de divulgação do filme. Brasil, México, Argentina e outros países passaram a fazer parte dos destinos da entourage promocional, a pedido do próprio Cruise.
Os cuidados com a produção eram assoberbados desde o princípio. A fita originalmente se chamaria Wichita (como chegou a ser divulgado aqui em Claquete), mas a Fox mudou para Knight & Day na tentativa de emplacar um trocadilho atraente para uma platéia mais jovem, aproveitando a dinâmica dos personagens principais.
Tom Cruise e Cameron Diaz na premiere carioca de Encontro explosivo que ocorreu na última terça-feira, 6 de julho



Time forte
Contudo, não se pode menosprezar o poder de fogo de um filme estrelado por Tom Cruise e Cameron Diaz (que voltam a contracenar nove anos depois de Vanilla Sky) e dirigido pelo ultra versátil James Mangold. O homem que já dirigiu um western (Os indomáveis), uma biografia de uma lenda da música americana (Johnny & June), um suspense cheio de reviravoltas (Identidade) e um romance apaixonante (Kate & Leopold) confia no seu taco. “Acho que ficou um entretenimento bacana”, declarou o diretor à Entertainmet Weekly. Mangold, inclusive, dá uma força para seu astro: “Eu sentia falta daquele Tom Cruise que a gente se acostumou a ver nos filmes”, diz. “O lado vulnerável, a idéia que seis agentes armados com uzis não o fazem piscar, mas que pena quando uma garota precisa discutir a relação”.
Mangold rodou Encontro explosivo para que a platéia reencontrasse esse Tom Cruise e, quem sabe, para que Tom Cruise reencontre o caminho do sucesso.

The real deal: Tom Cruise e Cameron Diaz filmam uma das mais movimentadas cenas de Encontro explosivo